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                  <text>GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO:
ANÁLISE DO PERFIL BIBLIOTECÁRIO.

Luciana Ferreira Leite∗
Maria do Socorro de Azevedo Borba∗∗

RESUMO
Trata da gestão de pessoas em unidades de informação. Demonstra a
importância da mesma na gestão participativa e como podem contribuir para o
crescimento das organizações, constatada através da pesquisa bibliográfica sobre
o tema abordado. Analisa o perfil do bibliotecário e como ele pode utilizar as
técnicas do planejamento estratégico, marketing, motivação, benchmarking,
liderança, entre outras para a obtenção de uma gestão competitiva. Enfatiza a
educação continuada como elemento importante na atualização e valorização
desse profissional.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão de recursos humanos. Unidades de informação.
Bibliotecário. Administração participativa.

1 INTRODUÇÃO
No decorrer dos tempos a sociedade, o mercado e as organizações têm
passado por diversas mudanças, que muitas vezes causaram choques. Na era
agrícola a produção estava centrada nas fazendas e na força do homem, era uma
fase artesanal, onde os principais produtos eram o carvão e o ferro. Já a era
industrial deixou de lado a agricultura para se adaptar às máquinas e as fábricas,
transformando

o

trabalho

artesanal

em

mecânico.

Na

era

da

informação/conhecimento, o trabalho passou a ser realizado a partir da aplicação
de informações, valorizando o conhecimento, tornado-a uma espécie de
“mercadoria”, que apresenta um valor monetário. Essas mudanças e impactos
ocasionados no mundo, afetaram de um modo geral as organizações que
abandonaram o trabalho braçal e as máquinas, principal fonte de obtenção de
lucro, para se deterem às pessoas. Atualmente na era da informação, o
conhecimento é o fator chave para o crescimento das empresas. Portanto,

�precisa-se investir mais e melhor no fator humano, para que com suas habilidades
e conhecimentos contribuam para o sucesso e competitividade das mesmas.
Por isso, a gestão de pessoas ou a administração de recursos humanos é
tão importante dentro das organizações. Ela é responsável pelo capital humano,
que é a mola mestra para as organizações. Então, qualificar as pessoas para que
elas possam dar retorno a empresa é fundamental, já que pessoas habilitadas,
satisfeitas e motivadas estarão aptas a executar seu trabalho com consciência e
profissionalismo, visando à satisfação pessoal e da empresa.
Através da pesquisa bibliográfica, buscou-se demonstrar a importância das
pessoas nas organizações e, em especial, do bibliotecário nas unidades de
informação, dando ênfase a sua atualização no âmbito da educação continuada.
Demonstrando a aliança de técnicas administrativas às biblioteconômicas junto ao
seu perfil, a fim de contribuir para o crescimento, atualização e gerenciamento das
unidades de informação .

2 UNIDADE DE INFORMAÇÃO
O papel da informação, nos tempos atuais, tem se tornado cada vez mais
importante, visto que todas as atividades humanas precisam se apoiar numa base
de informação confiável. Como fator de desenvolvimento da sociedade ela
adquiriu valor e passou a ser tratada como mercadoria, podendo ser
comercializada.

A informação é sinônimo de poder e, quem a detém e a

transforma em conhecimento, torna-se mais forte. Nos países desenvolvidos ela é
vista como o fator que impulsiona o desenvolvimento econômico e tecnológico.
Portanto, para que ela assuma esse caráter político e social ela precisa ser
tratada e negociada.

Contudo, cabe a unidade de informação fornecer essa

ferramenta de incentivo ao crescimento econômico, humano, social e tecnológico.
Para Reggis (apud BARBALHO, 1996, p. 113) “as unidades de informação
são organizações essencialmente de serviços em que as pessoas (clientes)
signifiquem a sua razão de ser”.

�Amaral (1998, p. 15) define unidade de informação como
todo tipo de organização atuante na área de informação e/ou
documentação, que trabalhe com registros do conhecimento em
todo e qualquer tipo de suporte, independente de sua designação
[...] de acordo com a sua área de atuação e extensão.

Diante dessas definições, entende-se por unidade de informação toda e
qualquer instituição que colete e/ou produza, trabalhe e/ou organize e dissemine
ou divulgue a informação. Como demonstram Guinchat e Menou (1994), ela pode
ser dividida em três grandes grupos:
As que conservam e oferecem documentos primários, como os
arquivos, bibliotecas, mediatecas e museus;As que fornecem a
descrição do conteúdo de documentos, sua difusão e sinalização
e das informações e das fontes. Como são oferecidas pelos
centros e serviços de documentação;As que respondem as
questões pela exploração das informações disponíveis e a sua
avaliação e transformação. Fornecidas pelos centros e serviços de
informação.

Apesar

dessas

diferentes

características,

quase

imperceptíveis

(diferenciadas apenas pelas funções que exercem perante a sociedade) elas se
assemelham no mesmo objetivo, que é atender as necessidades dos usuários.
As novas tecnologias têm contribuído muito no trabalho dessas unidades, pois
possibilitam a agilidade no tratamento com a informação e democratização da
mesma. Segundo Araújo (apud ARAÚJO e FREIRE, 1999, p. 68):
[...] a informação é a mais poderosa força de transformação do
homem. O poder da informação, aliado aos meios de
comunicação de massa, tem capacidade ilimitada de transformar
culturalmente o homem, a sociedade e a própria humanidade
como um todo.

Pois, toda empresa que almeja ou se mantém no sucesso é movida por
informação, conhecimento e tecnologia. É importante deixar claro que, quando o
usuário procura a unidade de informação, ele busca além da informação
desejada, um atendimento de boa qualidade realizado por profissionais
qualificados.
O desafio dos bibliotecários é justamente acrescentar algo com a
informação oferecida ao usuário, ou mesmo oferecer respostas
corretas. Além disso, é importante saber auxiliar o usuário na
formulação correta de suas indagações. (AMARAL, 1998, p. 29)

�Ao longo dos anos, o profissional da informação vem incorporando técnicas
de outras áreas procurando adaptá-las ao seu ambiente, visando oferecer um
serviço de qualidade confiável que gere competitividade, satisfação e retorno dos
clientes. Portanto, a sociedade em que vivemos necessita de um profissional que
supra as necessidades do mercado, e que não trabalhe apenas com livros, mas
que esteja preparado para saber lidar com informações de uma forma dinâmica e
inovadora. Para isso, é imprescindível que a empresa/unidade de informação
invista no seu potencial intelectual, uma vez que as pessoas são um fator muito
importante nas organizações, assim como a informação. É necessário que elas
estejam comprometidas com os objetivos da unidade de informação na qual estão
inseridas. Esta, por sua vez, precisa trabalhar em parceria com esses
profissionais, dando-lhes oportunidade de participar do processo de tomada de
decisão. Em outras palavras, ser capaz de gerenciar com as pessoas, pois
através de uma gestão participativa a unidade de informação poderá manter-se
mais competitiva nesse ambiente globalizado, haja vista que o trabalho em equipe
proporciona um crescimento mútuo empresa / empregado.

3 GESTÃO DE PESSOAS
No novo milênio as organizações estão se modificando, tornando-se mais
ágeis, competitivas e com o foco no cliente. Com o surgimento da era da
informação, essas organizações vêm dando ênfase a um recurso muito
importante, que aplicado rentavelmente, impulsiona o seu crescimento: o
conhecimento. Essa era introduziu movimentos interessantes, transferindo o
poder dos músculos para a mente, valorizando o conhecimento como principal
recurso. Essas modificações, também, têm atingido o público interno das
organizações, ou seja, seu quadro de pessoal, que deixou de ser apenas um
recurso para se tornar a principal base para a nova organização.
As pessoas devem ser consideradas como elementos impulsionadores e
dinamizadores da organização, capazes de serem dotadas de inteligência, talento
e aprendizagem, ferramentas indispensáveis para uma constante renovação e

�competitividade, num cenário pleno de mudanças e desafios. Outrossim, as
organizações precisam de soluções e respostas rápidas, fazendo com que os
gerentes das mesmas percebam que o gerenciamento individual comece a ser
conceitualmente transformado. Então, para que as pessoas estejam preparadas
às mudanças é primordial que exista um ambiente psicológico propício, uma
cultura organizacional adequada onde possa haver uma efetiva participação e
maior envolvimento da equipe para o desempenho eficaz da organização.
Assim, a Administração de Recursos Humanos que é responsável pela
coordenação entre os interesses da empresa e os da mão-de-obra, deu lugar a
Gestão de Pessoas. Esta, por sua vez, trata as pessoas como seres com idéias,
conhecimentos, habilidades e objetivos, para que possam trabalhar em parceria à
obtenção do crescimento e sucesso pessoal, bem como organizacional.
De acordo com Chiavenato (1998, p. 28) a gestão de pessoas, “[...]
representa a maneira como as organizações procuram lidar com as pessoas que
trabalham em conjunto em plena era da informação [...] não trata mais de
administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas”. Com a inclusão dessa
gestão nas organizações/empresas, os gerentes poderão aperfeiçoar junto com
seu quadro de funcionários o exercício de sua liderança. Neste sentido, as
pessoas precisam se sentir encorajadas para a inovação e criatividade, pois são
elas que fazem a diferença. Por isso, através de uma administração participativa
elas poderão ser a vantagem competitiva da organização. Ela é um dos
componentes do gerenciamento de pessoas, uma forte ferramenta que, ao lado
das outras práticas e políticas de recursos humanos, pode criar diferenciais
competitivos para as empresas, já que coloca em movimento o instrumento que
se tornou à arma mais poderosa das organizações: o cérebro humano. É mister
que as organizações devem absorver o capital intelectual e o engajamento das
pessoas nas tomadas de decisões. Para Chiavenato (1997, p.63) as bases da
administração participativa são:
Visão do negócio – as pessoas devem ter uma visão clara
da missão e objetivos da empresa; Trabalho em equipe propicia o envolvimento do grupo nas tomadas de
decisões; Desenho dos cargos – estruturação das tarefas
e responsabilidades de cada membro da equipe;
Informação operacional – compartilhamento das

�informações operacionais com vistas a proporcionar uma
maior contribuição às metas a serem alcançadas; Sistema
de recompensas – permitir que as pessoas participem dos
ganhos da empresa com base no desempenho e nos
resultados alcançados.

Todos esses aspectos buscam um maior comprometimento da equipe no
sentido de alcançar resultados satisfatórios na oferta de produtos/serviços. Como
afirma Lerner (1996, p. 33) “a participação de todos os colaboradores da
organização, garante uma composição de forças, onde o ‘todo’, obtém mais poder
do que as partes isoladamente”.

Então, ao aplicar esse conceito nas unidades

de informação, os funcionários contribuirão com suas idéias, conhecimentos e
criatividade para a melhoria e criação de serviços nas unidades. É através desse
envolvimento mútuo, que a organização terá plenas condições de propiciar às
pessoas a oportunidade de desempenhar o seu papel com interesse, inteligência
e principalmente, buscar a satisfação e o bem estar no trabalho.
Como podemos observar, a administração participativa é o caminho para a
modernização das organizações. Portanto, é imprescindível que as pessoas
estejam preparadas para mudar, haja vista que a qualidade e a produtividade são
condições essenciais para sobreviver num mercado altamente competitivo e
mutável. As empresas, por sua vez, precisam criar mais possibilidades para
investir no seu capital humano. Nas Unidades de Informação o objetivo é o
mesmo, não adianta apenas investir em tecnologias, acervos informatizados,
equipamentos de última geração, se não se investe em Recursos Humanos, ou
seja, na qualificação, bem estar e treinamento de seus funcionários.

4 O BIBLIOTECÁRIO: ANÁLISE DO PERFIL
Desde o início dos tempos, precisou-se de pessoas para a organização do
conhecimento, chamados anteriormente de os guardiões dos livros ou do
conhecimento. Pessoas incumbidas de organizar e conservar as produções
intelectuais e literárias.

Após a explosão da informação esse conceito tem

mudado. A informação assumiu um papel de poder, que conseqüentemente gera
o conhecimento, e esse por sua vez, o desenvolvimento. E para que essa esteja
disponibilizada de uma forma fácil de ser encontrada, ela precisa de um

�tratamento feito por pessoas capacitadas, e o bibliotecário é esse profissional. O
papel do bibliotecário é o de gerenciar, organizar e tornar a matéria prima de seu
trabalho - a informação - acessível, ou seja, coletar a informação certa, na fonte
certa, para o cliente certo, na hora certa e com um custo agregado justo.
Como diz (Marchiori, 1996, p. 6):
O sucesso desse profissional dependerá de sua habilidade de
encontrar a informação, “empacota-la” rapidamente, tendo em
mente uma relação positiva de custo/benefício, que supra seu
cliente de “inteligência” [...]

Por isso, com o avanço da globalização, notou-se que a necessidade de
democratização da informação se tornou constante, devido a grande procura por
informação de qualidade. Como afirmam Rutina e Pereira (2000, p. 23) “só é
possível ter qualidade através das pessoas, e ela se dá através de mudanças de
atitudes e comportamentos”. Entretanto, é necessário que parta do próprio
profissional o desejo de mudança, no qual caberá ao bibliotecário desfazer sua
imagem de guardião de livros e tornar-se um gestor da informação. O gestor da
informação é considerado, segundo Silva e Arruda (1998, p. 4) como
aquele bibliotecário que apresenta, por opção, uma mudança de
postura através da consciência da importância para a
comunidade, uma vez que sua missão e papel continuarão os
mesmos , ou seja, desenvolver a comunidade através da
informação certa e a um custo baixo e, sobretudo, de forma
rápida, segura e eficaz.

O advento da sociedade da informação ou do conhecimento tem
demandado um novo perfil profissional do bibliotecário frente a um mercado de
trabalho altamente competitivo e seletivo. Com isso, as unidades de informação
buscam, cada vez mais, um profissional com perfil diferenciado. Exigindo que o
bibliotecário tenha um conhecimento interdisciplinar, habilidades gerenciais e
responsabilidade social para que possa acompanhar a evolução do mercado da
informação. De acordo com Cianconi (apud BERAQUET et al., 1999, p. 69):
Os novos profissionais de informação [...] estão envolvidos,
principalmente com a administração da informação como recurso,
utilizando, sempre que possível, novas tecnologias. Devem
efetuar planejamento de produtos e serviços, implantar
programas com diretrizes e metas, acompanhar e racionalizar o
fluxo da informação, promover sua disseminação e uso.

�Diante desse contexto, o perfil desses profissionais foi moldando-se a
realidade do mercado. Suas atitudes e posturas foram se modernizando, assim
como o conceito de informação. Antes, só conhecida na forma impressa ou
escrita, e hoje, já disponibilizada em diversos formatos. Ademais, as unidades de
informação necessitam de profissionais com atitudes pró-ativas capazes de lidar
com o novo e com as pessoas. Por isso, terão que se apresentar para o mercado
atual com esse diferencial, ou seja, com uma sólida formação geral, sabendo lidar
com necessidades especificas, principalmente frente às inovações tecnológicas.
Os bibliotecários podem adaptar às unidades de informação, métodos e
técnicas administrativas para um melhor resultado no gerenciamento de seu
trabalho, como: planejamento estratégico, benchmarking, gestão participativa,
empowerment,

marketing,

comunicação,

liderança,

motivação,

empreendedorismo. Segundo Beraquet et al. (1999 p. 69):

O bibliotecário está inserido no setor de serviços da economia,
que é a área que mais tem se expandido nestes tempos de
globalização. Neste contexto, atender ao cliente, oferecendo
produtos de qualidade, é a premissa maior para o profissional da
informação não só sobreviver, mas consolidar a importância e o
real valor do seu trabalho. Desta forma, parece ser importante que
o novo profissional da informação tenha a capacidade de se
orientar para o diálogo tanto com o usuário como com seus
colegas, o que certamente envolve conhecimento interdisciplinar,
habilidades gerenciais, técnicas e políticas, bem como a
capacidade de trabalhar em equipe.

Diante desse novo cenário, é imprescindível qualificar-se para as novas
oportunidades que estão surgindo no mercado, ou seja, buscar a sua identidade
pessoal e profissional através de um processo contínuo de aprendizagem. É a
partir da educação continuada que o profissional bibliotecário poderá assumir os
novos papéis com competência e responsabilidade social. Esta última, por sua
vez, implica em ajudar a facilitar na comunicação e produção do conhecimento, a
fim de contribuir para a construção de um espaço social para o cidadão, onde
cada um possa ter direito a informação.
Pois esse é o principal papel desse profissional: o de mediador entre o
cliente/usuário e o conhecimento, disponibilizando-o a todos e em qualquer lugar,

�contribuindo assim, para o desenvolvimento sócio-econômico da sociedade da
qual faz parte.
Pois se o conhecimento é como a luz, poderemos iluminar a vida
de incontestáveis pessoas, – das próximas às mais distantes - e
proporcionar ao nosso e a outros países as oportunidades de
desenvolvimento de que todos necessitam para crescer
economicamente e de modo sustentável. (ARAÚJO e FREIRE,
1999, p.73)

Portanto, educação continuada, competência e excelência profissional são
requisitos essenciais para o bibliotecário que deseja se consolidar num mercado
concorrido e em constante transformação.

4.1 EDUCAÇÃO CONTINUADA

A educação é o elemento-chave no novo paradigma gerado pela sociedade
da informação. E pensar a educação implica, dentre outros aspectos, investir no
potencial humano. Diante de um mercado cada vez mais competitivo, as
empresas começam a exigir de seu quadro de pessoal uma constante
atualização, a qual se tornou um importante referencial a contratação de
empregados.
Conforme Cavalcante ([19--], p. 2):
[...] atualizar-se tornou-se exigência maior de uma sociedade que
precisa buscar a superação das diferenças e dos obstáculos
econômicos e sociais por vias da educação, da informação e do
conhecimento, através de maiores investimentos em seres
humanos e assim chegar à qualidade, tanto econômica, científica
e tecnológica, quanto social, profissional e pessoal.

Esse enfoque com a qualificação cresce em decorrência das sociedades,
que vêm se modernizando e evoluindo com as novas exigências dos
clientes/usuários, bem como do mercado. Segundo Campos (1995) para que
uma empresa permaneça competitiva e sobreviva no mercado, ela deverá alterar
suas políticas e práticas no desenvolvimento das pessoas, numa era em que o
conhecimento humano é o maior fator na construção de uma sociedade baseada
na informação. Daí, a necessidade de uma aprendizagem contínua para que o

�indivíduo possa desenvolver novas habilidades e competências. Isto implica no
aprender

a

lidar

transformações.

com

o

novo,

procurando

adaptar-se

às

constantes

Diz Johnson (2002, p. 14) que,
A adaptabilidade às mudanças é uma condição indispensável
para a sobrevivência de pessoas e organizações, e mais ainda
para seu sucesso na economia global de hoje. Quem consegue se
adaptar é recompensado.

Por isso, as unidades de informação vêm tomando esta atitude, fazendo
com que os profissionais que nelas atuam, estejam qualificados adequadamente
para suprir às necessidades do mercado. Principalmente, diante da vertiginosa
evolução das novas tecnologias de informação. Aliado a isto, o indivíduo
necessita ter espírito inovador e criativo, pois assim, ele estará apto a enfrentar os
desafios e riscos requeridos pela nova economia. Neste contexto, é prioritário
investir no aperfeiçoamento dos recursos humanos haja vista que
O conhecimento acadêmico, não renovado e não aplicado, tornase obsoleto a curtíssimo prazo, dadas às conquistas diárias da
ciência e da tecnologia. Profissões inteiras são extintas em um
piscar de olhos, por um novo invento e aplicações inteiramente
inéditas, exigindo nova formação. (CHIAVENATO e MATOS,
2002, p. 137)

Esta formação, por sua vez, se dá por conhecimentos adquiridos através
de cursos de pós-graduação, educação à distância, cursos de reciclagem,
eventos científicos, dentre outros e, conseqüentemente, aplicados no cotidiano da
vida pessoal e organizacional. Chiavenato e Matos (2002, p. 139) dizem, ainda,
que
Somos todos aprendizes, nesse mundo em transformação
acelerada, em que o obsoletismo do conhecimento é um risco
imediato. Seremos aprendizes, se quisermos sobreviver com
inteligência e nos desenvolver continuamente.

Outrossim, no decorrer das transformações no mercado, o perfil dos
bibliotecários vem se adequando a realidade em que estão inseridos, haja vista
que

aprender a aprender é de fundamental importância no processo de

informação/conhecimento. Portanto, a educação continuada é uma segurança
para que o profissional bibliotecário possa enfrentar os grandes desafios frente a
um mercado competitivo, bem como caminhar em sintonia com a modernização
das organizações.

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dos objetivos traçados nesta pesquisa, pode-se constatar que hoje
nas organizações, as pessoas passaram a ser tratadas como fator de
desenvolvimento, pois através de seus conhecimentos aplicados de uma maneira
rentável, geram qualidade ,competitividade e proporciona sucesso às empresas.
Assim, como as demais organizações, as unidades de informação devem
privar por este bem. As organizações sem pessoas não funcionam, as pessoas
sem conhecimento, não poderão contribuir para as empresas. O investimento
nas pessoas que constituem as empresas gera produtividade; as mesmas aliadas
aos gestores na gerência das organizações, ou seja, na gestão participativa,
contribuirão para um melhor crescimento organizacional e também pessoal. As
pessoas

satisfeitas,

habilitadas

e

qualificadas

são

mais

produtivas

e

desempenham melhor o seu papel.
O bibliotecário, por sua vez terá que adequar o seu perfil às constantes
transformações do mercado. Outrossim, é necessário que esteja aberto às
inovações procurando introduzir as ferramentas que facilitarão seu trabalho junto
às pessoas/empresa. Para isso é imprescindível que tente manter-se atualizado
para que possa se consolidar no mercado competitivo, sob pena de ser excluído
deste. Entende-se que as pessoas precisam se adequar sempre às leis do
mercado em vigor, então se faz necessária educação continuada.

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∗

Bibliotecária da Centro de Educação Integrada - lufele1@hotmail.com
Profª do departamento de Biblioteconomia – UFRN – sosborba@ufrnet.br

∗∗

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Trata da gestão de pessoas em unidades de informação. Demonstra a importância da mesma na gestão participativa e como podem contribuir para o crescimento das organizações, constatada através da pesquisa bibliográfica sobre o tema abordado. Analisa o perfil do bibliotecário e como ele pode utilizar as técnicas do planejamento estratégico, marketing, motivação, benchmarking, liderança, entre outras para a obtenção de uma gestão competitiva. Enfatiza a educação continuada como elemento importante na atualização e valorização desse profissional.</text>
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