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Evolução dos Grupos de Pesquisa em Ciência da Informação cadastrados
no Diretório do CNPq.
Dinah Aguiar Población
Professora Doutora do Programa de Pós-Graduação
em Ciência da Informação da Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo, Brasil.
(CBD/ECA/USP) e Coordenadora do Núcleo de
Produção Científica (NPC).
pobla@terra.com.br

Ana Paula Pereira dos Prazeres
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pelo
CBD/ECA/USP, ex-bolsita de Iniciação Científica do
CNPq e participante dos projetos do NPC.
apprazbr@yahoo.com.br

Laucivaldo Cardoso de Oliveira
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pelo
CBD/ECA/USP, ex-bolsita de Iniciação Científica do
CNPq e participante dos projetos do NPC.
cbdwaldo@yahoo.co.uk

Resumo
O Diretório dos Grupos de Pesquisa criado pelo CNPq em 1992, vem ao
longo dos anos aperfeiçoando instrumentos de acompanhamento e avaliação
padronizados para dar maior visibilidade aos investimentos aplicados em
atividades de fomento à pesquisa no Brasil.
A área de conhecimento “Ciência da Informação” vem sendo
representada neste Diretório desde 1993 e, considerando os investimentos
destinados a formação de recursos humanos iniciados nas décadas de 70 e 80,
respectivamente com o oferecimento de programas de mestrado e doutorado,
torna-se necessário refletir sobre os esforços empreendidos que possibilitam a
organização social da comunidade e o fortalecimento da pesquisa em Ciência
da Informação. Este trabalho procura por meio de coleta de dados no Diretório
de Pesquisa do CNPq, identificar o processo de crescimento dos grupos da
área no período de 1993 até 2005, apontando a estrutura, a composição, a
vinculação institucional, a distribuição geográfica e o agrupamento das
temáticas abordadas segundo as linhas de pesquisa, delineando-se assim, o
mapa da pesquisa e da produção brasileira do conhecimento em Ciência da
Informação.
Palavras-chave: Ciência da informação; Comunidade científica; Grupos
de Pesquisa do CNPq; Produção científica.

�2
Introdução
O resgate histórico da formação do profissional que atua na área da
informação desde o século XVIII, até a inauguração do novo paradigma a partir
da metade do século XX, permite refletir sobre a evolução ao longo dos anos e
o delineamento do atual perfil que caracteriza os novos profissionais que
transitam na sociedade da informação e representam a comunidade científica
da área.
Como reflexo das mudanças sociais surge na vasta literatura diferentes
propostas epistemológicas e metodológicas, evidenciando a falta de acordo
entre os autores que vêm permanentemente estudando, os conceitos das
múltiplas terminologias relacionadas com a especificidade da informação:
Biblioteconomia, Bibliología, Bibliotecnia, Bibliografia, Bibliotecografia, Ciência
Bibliotecária (Library Science ou Library and Informaton Science). Segundo
Buonocuore (1976) os diferentes significados que mesclam os vários aspectos
em uma abordagem abrangente da Biblioteconomia, culminam na definição:
“conjunto sistemático de conhecimentos relativos ao livro e à biblioteca”.
A biblioteconomia, na concepção tradicional, engloba uma série de
atividades resultantes do entrelaçamento e da aplicação eminentemente
utilitária, a partir de uma perspectiva tecnológica, que segundo a visão de
Domingos Buonocuore (1976) não pode ser atribuído o caráter científico,
desconsiderando-a como disciplina no conjunto das ciências aplicadas. Por
outro lado, Emili Eroles (1981) confronta alguns conceitos e refere-se a
Biblioteconomia como “a arte de conservar, ordenar, e administrar uma
biblioteca”. Braga (1995), analisando as abordagens de Briet, destaca as
colocações e a posição que “na biblioteconomia/documentação há o estudo do
documento em um contexto definido até mesmo pelo suporte físico – seja ele o
papel, uma película de filme ou um meio eletrônico (...) acrescentando ainda
que há uma instituição física (a biblioteca) onde esses documentos agregam-se
logicamente em coleções”.
Para Moreiro González (2005) a Biblioteconomia alcança seus objetivos
quando “se encarrega de administrar e organizar as bibliotecas no desejo de
permitir o acesso aos recursos [documentários] e oferecer os serviços que

�3
atendam os seus leitores (...) Seu objetivo é difundir a leitura e atender as
necessidades de seus leitores (...), cobrindo todos os aspectos do estudo do
livro e das bibliotecas”.
Na metade do século XX o enfoque da informação em relação ao
contexto social, passa a ser desvinculado do seu suporte físico permitindo
centrar o foco no processo de comunicação. A partir de 1959 inicia-se a série
de estudos referentes à identificação das diferenças entre Biblioteconomia,
Informática e a recém-proposta da Ciência da Informação oferecida por vários
estudiosos. A vasta literatura sobre essas problemáticas, discutindo conceitos e
termos, permitiu que fossem comparadas mais de 700 definições as quais
constam da tese apresentada por Schrader, em 1983. A partir da primeira
definição de Ciência da Informação baseada nas discussões teóricas
apresentadas por Robert Taylor durante as conferências realizadas no Georgia
Institute of Technology no transcurso dos anos de 1961 e 1962 (POBLACIÓN e
col., 2006.) , continuam até a presente data as discordâncias em relação a
interdisciplinaridade com a Biblioteconomia, que segundo Saracevic (1996) são
dois campos diferentes. A produção científica nas duas áreas vem refletindo as
pesquisas, das quais destacamos algumas que foram divulgadas como teses
(SCHRADER, 1983; BUFREM, 1996; GALVÃO, 1997; PNHEIRO, 1997;
OLIVEIRA, 1998), livros (SHERA, 1980; MOREIRO GONZÁLEZ, 2005) e
artigos de periódicos (TAYLOR, 1966; SARACEVIC, 1968, 1996; WELLISCH,
1972; BRAGA, 1995; PINHEIRO e LOUREIRO, 1995; LINARES COLUMBIÉ,
2003; GUZMÁN GOMEZ, 2005; GOMES, 2006).

Ciência da Informação no Brasil
Concomitantemente com as discussões que ocorriam em âmbito
internacional, o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD),
atual Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT),
iniciou, em 1956, o curso de especialização em Documentação Científica.
Posteriormente, seguindo as tendências americana e européia, o IBICT criou
em 1970 o primeiro Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
(BARRETO, 1995). A semente lançada germinou em 7 estados brasileiros

�4
onde estão credenciados os Programas de Pós-Graduação na área, sendo 9
em nível de mestrado e 5 em nível de doutorado.
A interdisciplinaridade que caracteriza a área de Ciência da Informação
está evidente não só na produção científica, mas, sobretudo no perfil do corpo
docente vinculado aos 9 Programas (Tabela 1).
Tabela 1 –Perfil do corpo docente vinculado aos 9 Programas de PósGraduação em Ciência da Informação, segundo a área e local de obtenção do
título de doutor (Brasil ou Exterior): situação em 1999, 2004 e 2006.
Programas
de PósGraduação
IBICT
1970 – M
1992 – D
IBICT/UFF
2004 – M e
D
USP
1972 – M
1980 – D
UFMG
1976 – M
1997 – D
PUCCAMP
1977 – M
UFPb
1977 – M
UnB
1978 – M
1992 – D
UNESP
1998 – M
2006 – D
UFBA
1998 – M
UFSC
2002 – M
Subtotal
Total
Geral

Situação em 1999
CI*

Situação em 2004

Outras**

BR

EXT

BR

EXT

3

4

3

1

10

1

5

1

3

--

Total

CI*

Situação em 2006***

Outras**

BR

EXT

BR

EXT

11

10

2

5

--

1

17

13

1

5

4

5

13

6

2

2

4

--

6

1

2

1

2

2

7

3

5

3

1

--

--

--

--

--

--

--

19
16
28,8% 24,2%
35
53%

Total

CI*

Outras**

Total

BR

EXT

BR

EXT

17

7

2

9

---

18

1

20

7

1

3

1

12

6

6

20

7

2

7

4

20

2

5

--

8

1

2

6

--

9

2

1

2

2

7

3

1

2

2

8

12

3

6

1

3

13

3

6

2

2

13

--

--

3

--

6

--

9

6

--

9

--

15

--

--

--

1

--

4

4

9

5

--

4

3

12

--

--

--

1

3

7

3

14

1

1

6

4

12

21
10
31,8% 15,2%
31
47%

66
100%
66
100%

40
17
34,2% 14,5%
57
48,7%

41
19
35,1% 16,1%
60
51,2%

117
100%
117
100%

40
15
33,6% 12,6%
55
46,21%

48
16
40,3% 13,4%
64
53,78%

119
100%
119
100%

*CI – Ciência da Informação **Outras áreas do conhecimento *** Dados coletados no CV LATTES e nos sites dos
Programas.
Fonte: POBLCIÓN, D. et al. Evolução do perfil do corpo docente dos Programas de Pós-graduação em Ciência da
Informação. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 13, 2004, Natal, RN. Anais... Natal, RN: UFRN, 2004.

Pesquisas realizadas desde a década de 90 até 2006, pelo Núcleo de
Produção Científica (NPC), mostrou que há uma tendência para o crescimento
do corpo docente incorporando doutores titulados em áreas diversas da
Ciência da Informação (53,78%). Certamente essas características influirão
não só nas diretrizes das linhas de pesquisa, mas refletirão nas pesquisas dos
mestrandos e doutorandos.
Após 35 anos de implantação da Pós-Graduação em Ciência da
Informação no Brasil, a reflexão do Prof.º Dr.º Aldo Barreto sobre “A maturidade
da Ciência da Informação e sua pesquisa” mostra a grande preocupação com a

�5
qualidade da produção que representa o grande desafio mediante as “difíceis
condições da pesquisa no Brasil” (BARRETO)1. Contudo, ele acredita “que
pesquisa em Ciência da Informação é um processo orientado para expandir
fronteiras do conhecimento da área, representa, assim, uma investigação
ordenada e original que é coerente com uma linha de pensamento conceitual e
teórica, persegue o que é novo e precisa mostrar evidências que comprovem
esta novidade”.
Todos esses esforços, desde o início da década de 90, vêm crescendo,
os quais são apoiados tanto pelos órgãos de fomento de vários estados, como
pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES),
sobretudo com bolsas concedidas para mestrado, doutorado, iniciação
científica, apoio técnico e auxílio para pesquisadores. No entanto, nesse
período inicial da formação de doutores, o Relatório de Atividades do CNPq,
referente ao ano de 1993, Mueller e Santana (2005) constataram que o
Sumário da Publicação apontava a insipiência da pesquisa na área de Ciência
da Informação. Em 2006, Gomes considera que “ainda é reduzido o número de
trabalhos que têm como objeto a análise do conhecimento produzido na área”.

Comunidade científica e Grupos de Pesquisa em Ciência da Informação
(CI) no Brasil.

Os Programas de Pós-Graduação credenciados desde 1970 no Brasil
formaram, até 2005, mestres (1327) e doutores (175), conforme apresentado
na Tabela 2. Até o final da década de 80 haviam sido titulados apenas 14
doutores na Universidade de São Paulo (USP) e somente em 2005 que a
comunidade científica passou a ser representada por 175 doutores, dos quais
40 estão incorporados, em 2006, ao corpo docente dos 9 Programas da áreas.

1

Lista de Discussão abarreto-I. Disponível em aldobar@globo.com . Acesso em: 14 de fev. 2006.

�6

Tabela 2 – Mestrados e doutorados defendidos nos 9 Programas de Pósgraduação em Ciência da Informação no Brasil, 1970-2005.
Períodos
1970-89
1980-89
1990/99
Subtotal

Mestrado
Doutorado
508 (6 programas)
------14 (USP)
339 (6 programas)
52 (USP – 19; IBICT/UFRJ – 15; UnB – 18)
847
66
416 (6 programas)
109
2000/05
64 (3 programas)
(USP 27; IBICT/UFRJ 44; UnB – 16; UFMG – 22)
Subtotal: 480 (9 programas)
Total Geral
1327 ( 9 Programas )
175 ( 4 Programas)

Os rumos da Pós-Graduação na área, até 1994, vinham sendo
pensados durante a série de Encontros dos Cursos (BARRETO, 1993), no
entanto, o fato promissor, resultante desse amadurecimento, foi a criação da
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação
(ANCIB), em 1989. O marco inicial da divulgação das pesquisas da área pode
ser considerado durante o Primeiro Encontro da ANCIB, realizado em Belo
Horizonte em 1994, o qual inseriu em sua programação o 13º e último Encontro
dos Cursos de Pós-graduação. Coincidentemente em 1992, o CNPq criou o
Diretório dos Grupos de Pesquisa, cadastrando os Grupos de todas as áreas
do conhecimento.
O acompanhamento da investigação científica no Brasil, em todas as
áreas do conhecimento, mostra que a Ciência da Informação está representada
série histórica dos cursos realizados desde 1993, a partir dos dados constantes
do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. A coleta dos dados para
elaboração desse Diretório está padronizada de acordo com campos que
devem ser preenchidos pelos líderes com os dados que reflitam as linhas de
pesquisa, a composição da equipe e a repercussão da respectiva produção
científica.

Resultados
Verifica-se no período de 1993 a 2004, através dos Censos do Diretório,
o crescimento do número de Grupos de Pesquisa da área, bem como a
variação do número de pesquisadores. Em 2006, os dados coletados da Base
Corrente do Diretório, mostram o reduzido número de Grupos que foram
atualizados nos últimos 12 meses, pelos respectivos líderes (Tabela 3).

�7

Tabela 3 – Crescimento dos Grupos de Ciência da Informação representados
no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq. (1993-2006).

Número de
Grupos
Pesquisadores

1993*
22

1995*
29

1997*
41
198

2000*
61
270

2002*
78
173

2004*
103
617

2006**
20
147

* Fonte: CNPq Censo 2004, séries históricas. Disponível em: http://dgp.cnpq.br/censo2004/series_historicas/g_por_area.htm
** Grupos de Pesquisa atualizados nos últimos 12 meses e constantes da Base Corrente do Diretório do CNPq, pesquisado no dia 26/07/2006.

Analisando os Grupos constantes do Censo de 2004, verifica-se a
distribuição geográfica dos 103 grupos existentes e constata-se a maior
concentração na região sudeste (Gráfico 1).

Gráfico 1 – Distribução dos 103 Grupos de Pesquisa em Ciência da
Informação, segundo a região geográfica – Brasil 2004 (Censo do Diretório de
Grupos de Pesquisa do CNPq).

Dis tribuição ge ográfica dos grupos de
pe s quis as
Norte
3%
Nordeste
Sudeste
Sul
CentroOeste
Distrito
Federal
Nordeste
Norte

17%
Distrito
Federal
11%
CentroOeste
1%

Sudeste
48%

Sul
20%

Fonte: POBLACIÓN, Dinah Aguiar, OLIVEIRA, Marlene de, PRAZERES, Ana Paula Pereira dos, OLIVEIRA, Laucivaldo C. de. Grupos de Investigación en Ciencia de la
Información catastrados en los Censos del CNPq y la interfaz con los Programas de Posgrado del Área. In: Congreso Internacional de Información – INFO’ 06. Anais... Habana:
Palacio de las Convenciones de La Habana, 2006.

�8
Os resultados mostram que dos 20 Grupos que atualizaram as
informações, 55% estão localizados na região sudeste (Gráfico 2).

Gráfico 2 – Distribução dos 20 Grupos de Pesquisa em Ciência da
Informação, segundo a distribuição geográfica – Brasil 2006 (Base Corrente do
Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, em 26/07/2006).

15%

5%

5%

20%

Norte (1)
Nordeste (1)
Centro-Oeste (4)
Sudeste (11)
Sul (3)

55%

Quanto à temática, 45% estão relacionados com a Informação e
Sociedade, seguido pelos de Comunicação Científica (25%) e de Epistemologia
(10%), enquanto os demais representam apenas 5% cada um (Tabela 4). Dos
20 Grupos, 13 são liderados por docentes vinculados aos Programas de PósGraduação em Ciência da Informação. Quanto ao tempo de existência dos 20
Grupos analisados, observa-se que 9 foram formados na década de 90, e 11
entre 2000 e 2005.

�9
Tabela 4 – Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil (CNPq):
Agrupamento temático dos Grupos da área de Ciênncia da Informação em
julho de 2006.
Categorias
Temáticas

Ano de
Fundação Instituição

Grupo

Líder

Teoria, Epistemologia e
Interdisciplinaridade da Ciência da
Informação
Estudos cognitivos em Ciência da
Informação

1996

IBICT

GONZALEZ de GOMEZ, Maria Nélida
Doutorado em CI pela UFRJ

2002

UFMG

BORGES, Monica Erichsen Nassif
Doutorado em CI pela UFMG

2 – Representación da
informação. (Processamento e
tecnologia) (5%)

Estudos Avançados em Informação

2004

UFMT

Javert Melo, VIEIRA
Doutorado em Educação pela USP.

3 – Gestão da informação
(5%)

GPINFO - Grupo de Pesquisa em
Informação

1998

UDESC

NASCIMENTO, Maria de Jesus.
Doutorado em CI na Espanha.

Núcleo de Produção Científica

1992

USP

Comunicação cientifica

1994

UnB

Indicadores de Ciência, Tecnologia e
Inovação

1998

UFSCar

Produção e Disseminação de Informação

2000

PUCCamp

Comunicação e Divulgação Científicas

2005

IBICT

Informação e Memória

1995

UFSCar

Informação Cultura e Sociedade

1998

UFMG

Interfaces: Informação e Conhecimento

1998

UEL

Grupo de Estudo e Pesquisa em Ciência
da Informação

2000

UFAM

Infoeducação

2002

USP

Informação e sociedade

2002

UNESP

Tecnologia de Informação e Sociedade

2004

IBICT

Educação, Conhecimento e Tecnologia EduTec

2005

FURG

Informação e inclusão social

2005

IBICT

6 – Informação especializada
(5%)

Informação, conhecimento e tecnologia

2002

UFSCar

FERRAZ, Maria Cristina Comunian
Doutorado em Física pela USP.

7 – Formação profissional
(5%)

Rede cooperativa de pesquisa e
intervenção sobre (in)formação, currículo
e trabalho)

1997

UFBA

BURNHAM, Teresinha Fróes
Doutorado em Filosofia na Inglaterra.

1 – Epistemologia
(10%)

4 – Comunicação Científica
(25%)

5 – Informação e sociedade
(45%)

Total Geral

POBLACIÓN, Dinah A.de Mello
Aguiar
Doutorado em CI pela USP
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado.
Doutorado em CI na Inglaterra
HAYASHI, Maria Cristina Piumbato
Innocentini
Doutorado em Educação pela UFSCar
SANTOS, Raimundo Nonato Macedo
dos
Doutorado em CI na França.
PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro.
Doutorado em CI pela UFRJ.
HAYASHI, Maria Cristina Piumbato
Innocentini
Doutorado em Educação pela UFSCar
CABRAL, Ana Maria de Rezende
Doutorado em Comunicação pela USP
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo
Francisco de
Doutorado em CI pela USP
BARBALHO, Célia Regina Simonetti
Doutorado em Comunicação e
Semiótica pela PUC/SP
PERROTTI, Edmir
Doutorado em Comunicação pela USP
MURGUIA MARAÑON, Eduardo
Ismael
Doutorado em Educação pela
UNICAMP
OLIVEIRA, Gilda Olinto de
Doutorado em CI pela UFRJ
DZIEKANIAK, Gisele Vasconcelos
Mestrado em Engenharia de Produção
na Universidade Federal de Santa Maria,
UFSM
FREIRE, Isa Maria
Doutorado em CI pela UFRJ

20 (100%)

A metodologia adotada para o agrupamento temático é a mesma que
vem sendo adotada nos estudos realizados pelo NPC. Elas são coerentes com
a distribuição dos Grupos de Estudos que estiveram vigentes nas reuniões da
ANCIB até o 5º Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-

�10
Graduação em Ciência da Informação (EnANCIB), realizado em Belo
Horizonte, em 2003.

Considerações finais
A aplicação dos recursos públicos, não só pelas agências de fomento,
mas principalmente pelas universidades brasileiras que formam recursos
humanos para as áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, devem
estar visíveis, sobretudo para a comunidade científica e, principalmente, para a
sociedade. Justifica-se assim, a necessidade e a importância de divulgar nos
Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias (SNBU), eventos que vem
sendo realizados desde 1978, o panorama atual das pesquisas e o
desempenho dos Grupos que geram conhecimento na área.

�11
Bibliografia
BARRETO, Aldo Albuquerque. Uma elegante esperança. Ciência da
Informação, Brasília, v.24, n.1, p.7-9, jan./abril 1995.
BRAGA, Gilda Maria. Informação, Ciência da Informação: breves reflexões em
três tempos. Ciência da Informação, Brasília, v.24, n.1, p.84-88, jan./abril
1995.
BUONOCUORE, Domingos. Diccionario de bibliotecología. 2.ed. Buenos
Aires: Marymar, 1976.
EROLES, Emili. Diccionario histórico del libro. Barcelona: Milla, 1981.
FRANCELIN, Marivalde Moacir. A epistemologia da complexidade e a Ciência
da Informação. Ciência da Informação, Brasília, v.32, n.2, p. 64 – 68,
maio/ago. 2003.
GOMES, Maria Yeda Falcão Soares de Filgueiras. Tendências atuais da
produção científica em Biblioteconomia e Ciência da Informação no Brasil.
DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v. 7, n. 3, jun. 2006.
Disponível em: http://www.dgz.org.br. Acesso em: jun. 2006.
GUZMÁN GÓMEZ, Majela. Ciência de la información: interdisciplinaridad y
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JARVELIN, K. &amp; VAKKARI, P. The evolution of Library and Information Science;
1965 – 1985: a content analysis of journal articles. Information Processing
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LINARES COLUMBIÉ, Radamés. La Ciencia de la Información y sus
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(Doctoral) - Facultad de Comunicación, 2003.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado, SANTANA, Maria Gorette. A Ciência da
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entre 1994 – 2002. DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, v. 3,
n. 6, dez. 2002. Disponível em: http://www.dgz.org.br. Acesso em: 13 dez.
2005.
MOREIRO GONZÁLEZ, José Antonio. Conceptos introductorios al estudio
de la información documental. Salvador: EDUFBA; Lima (Peru): Pontificia
Universidad Católica del Perú , 2005. 346p.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado; MIRANDA, Antonio; SUAIDEN, Emir S.
A pesquisa em Ciência da Informação no Brasil: análise dos trabalhos
apresentados no IV ENANCIB. Brasília, 2000. Revista de Biblioteconomia de
Brasília, v.23/24, n.3 p.293-308, 1999/2000.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O Diretório dos Grupos de Pesquisa criado pelo CNPq em 1992, vem ao longo dos anos aperfeiçoando instrumentos de acompanhamento e avaliação padronizados para dar maior visibilidade aos investimentos aplicados em atividades de fomento à pesquisa no Brasil. A área de conhecimento “Ciência da Informação” vem sendo representada neste Diretório desde 1993 e, considerando os investimentos destinados a formação de recursos humanos iniciados nas décadas de 70 e 80, respectivamente com o oferecimento de programas de mestrado e doutorado, torna-se necessário refletir sobre os esforços empreendidos que possibilitam a organização social da comunidade e o fortalecimento da pesquisa em Ciência da Informação. Este trabalho procura por meio de coleta de dados no Diretório de Pesquisa do CNPq, identificar o processo de crescimento dos grupos da área no período de 1993 até 2005, apontando a estrutura, a composição, a vinculação institucional, a distribuição geográfica e o agrupamento das temáticas abordadas segundo as linhas de pesquisa, delineando-se assim, o mapa da pesquisa e da produção brasileira do conhecimento em Ciência da Informação.</text>
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