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                  <text>BARREIRAS A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS NO BRASIL
BARRIERS TO TECHNOLOGICAL INNOVATION IN ACADEMIC LIBRARIES IN BRAZIL

Resumo: Um dos fatores mais críticos das bibliotecas atualmente é que elas costumam tardar
no desenvolvimento de inovações. Atualmente, vários fatores internos e externos têm
dificultado esse desenvolvimento. Logo, torna-se relevante identificar quais são as principais
barreiras que dificultam o desenvolvimento tecnológico e discutir as principais formas de
tentar superá-las. Frente a esses desafios, o presente artigo objetiva investigar as principais
barreiras à inovação em bibliotecas universitárias no Brasil. Quanto aos procedimentos
metodológicos trata-se de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e exploratória. O universo
da pesquisa é composto por 138 bibliotecas universitárias. Quanto aos resultados foram
caracterizadas as bibliotecas, o perfil dos diretores, as barreiras, bem como foram descritos os
principais desafios e as alternativas para reduzir ou minimizar estes empecilhos. Para
concluir, sugere-se que para inovar as bibliotecas não precisam necessariamente de
equipamentos tecnológicos de última geração ou de muitos recursos financeiros, mas de uma
série de elementos combinados com uma cultura organizacional voltada à inovação, do apoio
da alta administração e de uma liderança voltada à mudança.
Palavras-chave: Inovação em bibliotecas universitárias. Barreiras à inovação. Gestão da
Informação.
Abstract: One of the most critical factors in libraries today is not a development of
innovations. Currently, several internal and external factors have influenced this development.
Therefore, it is relevant to identify which are the main barriers that impede the technological
development and to discuss as main ways of trying to overcome them. Faced with these
challenges, this article aims to investigate as main barriers to innovation in university libraries
in Brazil. As for methodological procedures, this is a bibliographical, qualitative and
exploratory research. The research universe is composed of 138 university libraries. The
results are characterized as libraries, the profile of the principals, as barriers, as well as as the
main challenges and the alternatives to reduce or minimize these obstacles. To conclude, it is
suggested that in order to innovate as libraries do not necessarily need state-of-the-art
technological equipment or financial resources, but a series of elements combined with an
organizational culture focused on innovation, top management support and leadership to
change.
93

�Keywords: Innovation in university libraries. Barriers to innovation. Information
management.
INTRODUÇÃO
Um fato dos fatores mais críticos das bibliotecas atualmente é que elas costumam ser
instituições que tardam no desenvolvimento de inovações. Independentemente das razões essa
lentidão não pode mais ser sustentada. Embora, a cautela tenha sido útil para as bibliotecas no
passado, atualmente ela tem-se tornado um obstáculo e não mais um benefício (HODGE,
2013).
Atualmente, a sociedade vem questionando a relevância das bibliotecas, bem como os
usuários estão questionando-a também. Bibliotecários ao redor do mundo já não têm mais
certeza de qual caminho tomar e quais iniciativas devem ser desenvolvidas, como
consequência perderam oportunidades de influenciar a cultura popular e a percepção do valor
das bibliotecas pela comunidade. Desta forma, bibliotecários correm o risco de não inovar
pois o ambiente das bibliotecas costuma ser excessivamente lentos para as mudanças.
(HODGE, 2013, p. 5). Considera-se também que as tecnologias devem estar constantemente
interligadas ao contexto das bibliotecas universitárias e que deve ser considerada um dos
principais elementos ignitores para o desenvolvimento de inovações em produtos (bens e/ou
serviços) de informação.
O presente artigo tem por objetivo geral investigar as principais barreiras à inovação
em bibliotecas universitárias no Brasil. Atualmente, vários fatores internos e externos à
organização têm dificultado o desenvolvimento de inovações, seja em instituições públicas ou
privadas está cada vez mais difícil conseguir obter verbas para desenvolver projetos
inovadores, portanto, torna-se relevante identificar quais são as barreiras que impedem o
desenvolvimento tecnológico em bibliotecas universitárias e discutir as principais formas de
tentar superar estes desafios.
Neste contexto de mudanças, muitas questões emergem como por exemplo quais são
os principais desafios para desenvolver projetos inovadores no Brasil? Deste modo, a partir
da indagação apresentada anteriormente e da relevância do desenvolvimento de inovações
tecnológica para manter a competitividade e/ou sobrevivência das bibliotecas, delineou-se a
seguinte pergunta de pesquisa: Quais são as principais barreiras à inovação tecnológica em
bibliotecas universitárias no Brasil?
94

�Como justificativa para a pesquisa pode-se indicar a relevância do estudo pela
necessidade de se buscar formas mais eficientes de entregar serviços inovadores para a
sociedade pelas bibliotecas universitárias. Além disso, justifica-se a relevância do estudo por
levantar insights sobre novas possibilidades de pensar e repensar a implantação da tecnologia
no contexto das bibliotecas universitárias. O estudo apresenta contribuições no sentido de
apresentar métodos e instrumentos para a classe bibliotecária brasileira, para planejar ações
estratégicas para tornar as bibliotecas universitárias mais inovadoras. Investigar as barreiras
no desenvolvimento tecnológico em bibliotecas universitárias perpassa longas discussões, os
recentes debates sobre as bibliotecas, tem se concentrado principalmente num horizonte de
curto prazo, especialmente as questões sobre o financiamento e estratégias.
REVISÃO DE LITERATURA
Para compreender as barreiras do desenvolvimento tecnológico, é necessário entender a
relação das inovações tecnológicas em função das mudanças no ambiente das bibliotecas
universitárias. Para tal, serão apresentados os conceitos de inovação, tipos, razões e condições
para inovar, barreiras e impactos gerados pela inovação no desempenho de uma organização.
CONCEITUANDO A INOVAÇÃO
Quanto à etimologia da palavra inovação, com base em Tidd et al (20
origem do termo em latim innovare,
inovação consiste no processo de tornar uma oportunidade em uma nova ideia e colocá-la em
Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (1997, p. 56) existe uma característica importante que
diferencia uma inovação, que é o fato dela ser uma ideia que precisa ter sido implementada
para se constituir de fato uma inovação, o autor complementa ainda que:
É necessário que um produto novo ou melhorado ou implementado seja introduzido
no mercado. Novos processos, métodos de marketing e métodos organizacionais
precisam ser implementados e utilizados efetivamente nas operações da empresa
para serem considerados inovações.

Por isto, é relevante compreender que novas ideias e soluções criativas para a resolução
de problemas não constituem por si só uma inovação, quando se tem uma nova ideia ela é
apenas uma ideia. A partir do momento em que essa ideia é analisada, verificada e aplicada
95

�pode ser considerada de fato uma inovação. Essa implementação pode ser empregada em
diferentes contextos, ou seja, no desenvolvimento de um produto, serviço ou processo, entre
outros (TROTT, 2012).
Drucker (2003) afirma que uma organização inovadora exige um clima de constante
aprendizagem. Essa cultura cria e mantém uma necessidade para a aprendizagem constante.
Desta maneira, a inovação deve ser encarada como um meio e não como um fim de atingir os
objetivos organizacionais. Pensando dessa forma, os processos de inovação podem trazer
múltiplas vantagens, tais como conquistar uma posição diferenciada no mercado, fidelizar
clientes, melhorar a imagem da empresa, otimizar processos de fabricação e proteger contra
os ciclos econômicos e modernização tecnológica. (PORTAL GESTÃO, 2010).
Um aspecto relevante, que deve ser considerado quando uma organização decide
inovar é o grau de risco e os custos envolvidos nesse projeto. Deste modo, a relação
custo/benefício da atividade de inovação deve ser considerada no seu envolvimento global.
Contudo, é evidente que a dimensão das empresas pode limitar esta perspectiva, numa
empresa de pequeno ou médio porte, um único projeto malsucedido pode ter implicações
dramáticas. Assim, a capacidade de arriscar é em geral, maior quanto maior for a empresa,
pelo que as grandes empresas possuem, por norma, abordagens diferentes da gestão da
inovação em relação as menores. (PORTAL GESTÃO, 2010, p. 1).
RAZÕES E CONDIÇÕES PARA INOVAR
São poucas as organizações que conseguem efetivamente inovar, devido às barreiras
internas ou do ambiente. O autor explica ainda que quando se trata de barreiras à inovação. A
experiência mostra também que o mais difícil é criar a cultura de inovação nas organizações e
não os processos. Para estimular a inovação em uma organização, não basta definir sua
importância na posição estratégica, alocar capital e esforços à produção de conhecimento:
é imprescindível que a cultura e o clima organizacional sejam favoráveis à busca pela
inovação e à manifestação criativa. (ROSSI, 2012).
Quanto aos impactos gerados pelas inovações no desempenho de uma empresa, de
acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE (1997,
p. 27):
Os impactos das inovações podem variar de efeitos sobre as vendas e sobre a fatia de
mercado detida a mudanças na produtividade e na eficiência. Os impactos podem ser
tanto em âmbito industrial e nacional, podem auxiliar no transbordamento de

96

�conhecimento na esfera das organizações e aumentar a quantidade de conhecimentos
que circulam através das redes de comunicação.

Rossi (2012, p. 2-3) afirma que uma cultura de inovação que permite a geração de
novos produtos, processos ou serviços é construída e fortalecida cotidianamente pelas
equipes de inovação. Logo, são as pessoas que fazem a inovação acontecer. O autor explica
inovação nas organizações. Por isso, o processo deve ser

vivo

e

fortalecido

pelos

BARREIRAS À INOVAÇÃO

inovação como uma sequência de etapas independentes, as barreiras ao processo de inovação
de
forma mais simples, as dificuldades inerentes ao processo de inovação, como por exemplo:
obter conhecimentos específicos práticos pela organização, alocar recursos financeiros, obter
recursos humanos qualificados, entre outros (PORTAL GESTÃO, 2010, p. 3).
Pode-se agrupar as principais barreiras à gestão da inovação em sete grupos:
De natureza tecnológica: por exemplo, a tecnologia necessária para a produção
ainda não está suficientemente desenvolvida ou ainda não existe;
De natureza econômico-financeira: a tecnologia existe no mercado, mas é
demasiado dispendiosa, a empresa não tem recursos financeiros que lhe permitam
investir na inovação, etc.;
De natureza humana: aspectos mais subtis onde estão intimamente relacionados os
processos internos da empresa e a forma de operar dos seus recursos humanos;
Barreiras culturais: preconceitos, falta de cooperação, confiança e espírito de
equipe entre colaboradores, resistência à mudança, ambiente de trabalho pouco
harmonioso e coeso, etc.;
Barreiras perceptivas: dificuldade em distinguir o essencial do acessório,
tendência para complicar ou simplificar demasiado os problemas, incapacidade de
visualizar a questão sob diferentes perspectivas, saturação, ver o que se espera (ou se
deseja) ver em vez da realidade, falta de utilização devida dos vários estímulos
sensoriais;
Barreiras emocionais: medo de errar, receio do "ridículo", incapacidade de tolerar
ambiguidade, preferência por julgar ideias, em vez de as gerar, falta de interesse e
motivação, medo de ser mal interpretado, etc.;
Barreiras intelectuais: escolha inadequada de processos mentais, falta de
conhecimentos, dissonância entre as tarefas e as competências, falta de clareza na
comunicação, falta de empenho e de capacidade crítica e reflexiva.

Figueiredo (1989, p. 86) afirma que a relação entre os serviços de informação e a
inovação está relacionada a redução de incertezas no que diz respeito aos processos de tomada
97

�que consiste na aplicação da experiência, intuição e pensamento criativo, para conversão de
Para Farkas (2010) existem inúmeras histórias de bibliotecas que falharam na
implantação de novos serviços. Quando questionado aos gestores destas, qual a razão do
insucesso, as respostas sempre estavam relacionadas a cultura organizacional, quer seja do
controle excessivo dos responsáveis pelas políticas de Tecnologia da Informação (TI) ou pela
falta de familiaridade com as tecnologias por parte dos gestores. Portanto, acredita-se que a
falta de uma gestão eficiente da cultura organizacional em um projeto de implementação de
uma nova tecnologia pode tornar-se uma barreira para o processo de inovação em uma
unidade de informação, mas isso só ocorrerá caso a iniciativa seja mal gerenciada.
No que se refere ao desenvolvimento de inovações em bibliotecas, julga-se como um
inovação é um processo que envolve riscos e os gestores precisam estar dispostos a deixar seu
O autor
complementa ainda que por meio das falhas que surgem os insights para melhorar os serviços
organizacional não é uma tarefa simples, mas as consequências de ficarmos estagnados
(FARKAS, 2010, p. 3).
De acordo com Wasserman (1985, p. 11), o problema da falta de inovação iniciou a
formalizou com a execução de normas rígidas, os profissionais da informação se dedicaram
necessário que a causa da Biblioteconomia seja redefinida para abarcar a responsabilidade de
criar e planejar, ativamente, novos produtos e serviços, mais do que apenas fornecer
informação baseada no que for encontrado nos levantamentos.
Para desenvolver inovações em bibliotecas universitárias é fundamental que os
funcionários recebem não apenas a permissão para inovar, mas que sejam encorajados pelos
diretores para prosseguir em tais projetos. Assim, deve-se criar ações eficientes que busquem
desenvolver a contínua busca pela excelência na qualidade dos serviços de informação
fazendo-se necessário compreender quais são as principais barreiras internas ao processo de
inovação, especialmente inovações do tipo tecnológicas ou de implantação de tecnologias nas
bibliotecas universitárias brasileiras. Considerando as tecnologias um dos principais
98

�elementos ignitores para o desenvolvimento de inovações em produtos (bens e/ou serviços)
em bibliotecas.
METODOLOGIA
Em relação à caracterização da pesquisa trata-se de uma pesquisa bibliográfica do tipo
qualitativa e exploratória. Quanto ao universo da pesquisa, participaram da pesquisa
bibliotecas pertencentes às instituições de ensino superior do tipo universidades públicas e
privadas no Brasil. No que se refere ao tipo de amostra pode-se apontar como probabilística
do tipo aleatória simples, com uma população composta por diretores ou coordenadores de
bibliotecas universitárias. No total foram convidadas 199 bibliotecas, retiradas do portal eMEC, aos quais foram contatadas por telefone e e-mail, destas 138 participaram e
compuseram a amostra da pesquisa.
No que se refere à estruturação do questionário, o mesmo foi estruturado em 2
módulos, sendo respectivamente: módulo 1, caracterização do respondente, visa identificar as
seguintes informações dos participantes (função, setor e nível de capacidade tecnológica da
biblioteca em que atua) e módulo 2, barreiras do desenvolvimento tecnológico visa identificar
a ocorrência e a força dos principais limitadores para a implantação no que se refere ao
desenvolvimento tecnológicos nas bibliotecas universitárias brasileiras. Objetivando a
identificação dos gaps tecnológicos.
Quanto à abordagem da análise de dados as perguntas estruturadas foram analisadas de
forma quantitativa por meio da planilha de cálculo do Excel e as perguntas semiestruturadas
foram analisadas de forma qualitativa por meio do método de análise de conteúdo de Bardin
(2009).
RESULTADOS
No total participaram da pesquisa 138 bibliotecas universitárias. Sendo que 65,22% (90)
são de natureza pública, 31,16% (43) privada e 3,62% (5) comunitária. A relação das regiões
participantes da amostra da pesquisa e da natureza pode ser visualizada na Figura 1.

99

�Figura 1 - Amostra da pesquisa por região e natureza

Amostra da pesquisa
por região
~

Cpntro-

Sul Nordest
25%
Sudeste rte
33% K.

• Centro-Oeste
• Nordeste
• Norte
Sudeste

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Em relação à distribuição da amostra quanto às regiões do país, pode-se constatar que
a região que teve maior participação foi o Sudeste com 33,58% (45), seguido do Sul com
26,12 (35) e Nordeste com 23,88% (32). As regiões com baixa taxa de participação foram
Norte com 8,21 % (11) e Centro-Oeste com 11,19% (15).
Em se tratando da caracterização dos diretores foram identificados o nível de formação
acadêmica e o tempo de atuação em bibliotecas universitárias. A Figura 2 apresenta o resumo
do perfil dos participantes.
Figura 2 - Perfil dos diretores de bibliotecas universitárias no Brasil

Tempo de atuação em

BUs
MAIS DE 10 ANOS
DE 7 A9 ANOS
DE 4 A 6 ANOS
DE 1 A3 ANOS
ATÉ lANO

O

20

40

60

80

100

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

Pode-se identificar que 18,84% (26) possuem graduação, 45,65% (63) possuem
especialização, 27,54% (38) possuem mestrado, e 6,52% (9) possuem doutorado, 0,72% (1)
possui pós-doutorado e 0,72% (1) possui especialização em andamento. Portanto, pode-se
afirmar que a maioria dos diretores de bibliotecas universitárias no Brasil têm buscado meios
de formação continuada para a qualificação profissional.
Ainda se identificou o tempo de atuação dos participantes para verificar a experiência
dos mesmos no contexto universitário. Dentre os resultados, pode-se identificar que 68,84%
100

�(95) possui mais de 10 anos de experiência, 14,49% (20) possui de 7 a 9 anos, 10,87 (15) de 4
a 6 anos, 3,62% (5) possui de 1 a 3 anos e 2,17% (3) possuem até 1 ano de experiência.
Portanto, pode-se identificar que a maioria dos entrevistados possui mais de 10 anos de
experiência de atuação em bibliotecas universitárias.
BARREIRAS

AO

DESENVOLVIMENTO

TECNOLÓGICO

EM

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS NO BRASIL
Foram mapeadas as principais barreiras do desenvolvimento de inovações com o
intuito de identificar os principais limitadores da inovação em bibliotecas universitárias no
Brasil. As principais barreiras foram caracterizadas quanto aos seus tipos em: perceptivas,
emocionais e humanas, intelectuais e de natureza tecnológica e foram divididas por quatro
níveis de intensidade (barreira inexistente, pequena barreira, barreira moderada e grande
barreira). A Tabela 1 apresenta as barreiras à inovação de acordo com sua intensidade.
Tabela 1

Barreiras à inovação de acordo com a intensidade em bibliotecas universitárias no Brasil

Grande Barreira
Alto custo de implantação de
infraestrutura tecnológica
Alto custo de aquisição de serviços
(softwares)
Alto custo de aquisição dos
equipamentos (hardwares)
Falta de apoio financeiro

n.
108

%
78,26

104

75,36

104

75,36

94

68,12

Falta de apoio governamental
Falta de equipe/profissional de
suporte à tecnologia
Sobrecarga de trabalho (falta de
tempo)

90
52

65,22
37,68

49

35,51

Barreira pequena
Falta de confiabilidade das novas
tecnologias (softwares e hardwares)
Medo de críticas
Medo de falhar
Dificuldade em utilizar e aprender a
usar novas tecnologias
Falta de interesse e motivação da
equipe interna
Falta de interesse dos usuários
Falta de comunicação entre a equipe e
a direção

n.
56

%
40,58

52
52
48

37,68
37,68
34,78

45

32,61

44
43

31,88
31,16

Barreira moderada
Falta de apoio institucional
Falta de planejamento de custos com
tecnologia
Falta de conhecimento de como usar a
tecnologia
Resistência à mudança por parte dos
funcionários
Falta de formação e treinamento em
tecnologia

Barreira inexistente
Resistência à mudança por parte
da direção
Falta de interesse por parte da
direção

n.
59
59

%
42,75
42,75

51

36,96

49

35,51

49

35,51

n.
68

%
49,28

53

38,41

Fonte: Elaborado pela autora (2018).

101

�Em relação as grandes barreiras, ou seja, as que mais interferem no desenvolvimento
de inovações foram indicados o alto custo de implantação de infraestrutura tecnológica (1º
lugar) (econômico financeira), alto custo de aquisição de serviços (softwares) e alto custo de
aquisição dos equipamentos (hardwares) (econômicas financeiras) (ambos em 2º lugar).
Em relação às barreiras moderadas, ou seja, os limitadores que brandamente
interferem nos processos de inovação nas bibliotecas universitárias brasileiras. Pode-se
apontar a falta de apoio institucional (barreira cultural), e falta de planejamento de custos com
tecnologia (barreira perceptiva) (ambas em 1º lugar) e falta de conhecimento de como usar a
tecnologia (barreira intelectual e de natureza tecnológica) (2º lugar).
Em relação às barreiras pequenas, ou seja, os limitadores que interferem pouco nos
processos de inovação, destaca-se falta de confiabilidade das novas tecnologias (barreira
cultural) (1º lugar). E o medo de críticas e de falhar (barreira perceptiva, emocional e humana)
(ambas em 2º lugar).
As duas únicas barreiras consideradas inexistentes, ou seja, os aspectos considerados
pelos respondentes que não interferem no desenvolvimento de inovações, dizem respeito à
resistência à mudança por parte da direção (barreira cultural) (1º lugar) e falta de interesse por
parte da direção (barreira perceptiva, emocional e humana) (2º lugar).
DESAFIOS A INOVAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO BRASIL
Foi perguntado também aos participantes da pesquisa quais eram os principais
desafios enfrentados para desenvolver projetos de inovação e quais ações foram
desenvolvidas para eliminar as barreiras. Em relação aos desafios, os respondentes apontaram
diversas barreiras de ordem financeira, como por exemplo: crise econômica, falta de apoio
governamental, falta de investimento para a compra de equipamento e infraestrutura
aspe
ação,
Em relação as ações voltadas para reduzir ou eliminar as barreiras de ordem
financeira, os participantes da pesquisa indicaram iniciativas como: a) Desenvolver um
planejamento constante que vise incluir ações i
102

�da implantação, mas com a pr

responsávei
Outra barreira considerada crítica diz respeito à falta de conhecimento tecnológico por
parte da equipe da biblioteca. De acordo com o diretor (ID 62):
Foram identificados diversos empecilhos, principalmente ligados a falta de
capacitação da equipe e barreiras culturais para a mudança, também há a
questão de recursos financeiros para o investimento, nos deparando com limitações
quanto a aquisição de hardware e software necessários em algumas ocasiões,
mas que são menos impactantes do que a falta de capacitação visto a vasta opção
de softwares livres e gratuitos disponíveis para muitas das funções que a biblioteca
exerce. (grifo nosso).

Portanto, defende-se que investir em capacitação profissional é investir na melhoria
dos processos e na prestação de produtos (bens e/ou serviços de qualidade). Entretanto, de
acordo com o depoimento do diretor de biblioteca (ID 7), a falta de conhecimento tecnológico
por parte da equipe constitui-se uma barreira de alto nível de criticidade:
Um dos grandes empecilhos que dificultam o desenvolvimento de inovações na
biblioteca é a falta de conhecimento tecnológico por parte dos profissionais
bibliotecários. Parte do empecilho foi eliminado ao contratar um bibliotecário com
maior conhecimento, entretanto, existe um plano para contratar mais
bibliotecários com curso formal em tecnologia (computação, sistemas) que
possam planejar e realizar as inovações de forma independente (sem depender
tanto da equipe de tecnologia de informação). (grifo nosso).

Acredita-se que a competência tecnológica é um conhecimento essencial das
bibliotecas, principalmente das bibliotecas universitárias que lidam com usuários com
demandas informacionais bastante complexas. Como sugestão para tentar amenizar os
problemas com a falta de conhecimento tecnológico, sugere-se a capacitação e o treinamento
constantes.
No que se refere à falta de suporte de TI, aponta-se que o mesmo ocorre, porém de
forma muito escassa, ou que na maioria das vezes pouca atenção tem sido dada ao setor da
biblioteca comparado com os outros setores da universidade. Como solução para tal
s que foram

103

�administração superior quanto à necessidade da inovação nas bibliotecas [...]
-reitora apontando os problemas e a
necessidade de colaboração das equipes para o desempenho institucional [...]. (ID 276); e c)
setores da universidade,
principalmente com a TI (ID 304).
Portanto, atenta-se ao fato de que atualmente, a biblioteca está migrando para uma
nova função como um ambiente para produção do conhecimento, contribuindo para a
inovação e desenvolvimento social. Para tanto, deve desenvolver qualidades básicas e adotar
novas condutas de gestão com enfoque no desenvolvimento da competência em informação
(information literacy). Essa nova função exige uma equipe técnica inter e multidisciplinar,
para buscar soluções para os diferentes problemas que se apresentam, oferecendo a
informação com o valor agregado esperado pelos clientes/usuários. (ECKHARDT; LEMOS,
2007, p. 307).
Acredita-se que a falta de apoio da direção influencia no desenvolvimento de
inovações nas bibliotecas, o diretor de biblioteca (ID 101) argumenta que:
A maioria dos profissionais que trabalham em bibliotecas não tem
conhecimento adequado das tecnologias, não apenas para manusear, mas
também para desenvolver novas tecnologias. A inovação fica dependente de
profissionais de TI, e em grande parte das vezes são minoria em bibliotecas. Isso
deveria ser modificado. [...] Hoje, nas bibliotecas, tudo é informatizado. Dessa
forma, é importante que existam mais profissionais de tecnologia nas
bibliotecas. [...] As principais ações para eliminar este problema seriam:
contratação de profissionais de TI nas bibliotecas, capacitar os profissionais de
Biblioteconomia para criar soluções voltadas para a inovação tecnológica. (grifo
nosso).

Destaca-se o relato do diretor de biblioteca (ID 101), pois realmente em alguns casos
vemos que muitos projetos desenvolvidos pelas direções das bibliotecas possuem prioridades
tecnológicas distorcidas, sendo gastos recursos como dinheiro, tempo e pessoal com poucos
resultados e benefícios. Além disso, atenta-se ao fato de que para inovar as bibliotecas
necessitam juntar forças com equipes multidisciplinares como profissionais de TI para
desenvolver projetos para desencadear o desenvolvimento tecnológico.
DISCUSSÃO
Entre as barreiras que mais interferem no desenvolvimento de inovações estão as
barreiras do tipo econômico financeiras. Atenta-se ao fato de que cada vez mais recursos estão
104

�sendo reduzidos e em alguns casos até restringidos de organizações públicas e privadas, logo
considera-se um desafio constante o convencimento da importância do investimento
tecnológico para a organização. Acredita-se que bibliotecários e diretores de biblioteca
precisam investigar intensamente as opções de mercado, sobre as vantagens e desvantagens
das tecnologias, investigar as tendências tecnológicas da área, monitorar e prospectar produtos
(bens e/ou serviços de informação) para dessa forma obterem subsídios para desenvolver e
apresentar projetos e propostas viáveis de implantação de novas tecnologias.
No que se refere à falta de conhecimento de como usar a tecnologia, acredita-se que
esta deveria ser uma barreira inexistente. A atualização profissional por meio de cursos de
curta duração e por meio de educação formal como cursos de pós-graduação deveria ser
incentivado pela direção da biblioteca e pela instituição mantenedora.
Algumas das barreiras apontadas como de pequena intensidade, como a falta de
confiabilidade das novas tecnologias, medo de críticas, dificuldade em utilizar e aprender a
usar novas tecnologias, nem mesmo deveriam existir dentro do ambiente das bibliotecas
universitárias. Estas barreiras culturais, normalmente ocorrem pelo conservadorismo e pela
falta de conhecimento a respeito das características e vantagens das novas tecnologias. Para
inovar é necessário correr riscos, não ter medo da mudança e estar aberto a críticas e
sugestões. Com relação a dificuldade em utilizar a aprender a usar novas tecnologias,
considera-se como uma das barreiras mais críticas. A tendência é que cada vez mais as
tecnologias estejam intrínsecas ao ambiente das bibliotecas. Portanto, sugere-se que os
bibliotecários busquem formas de maneira periódica para se atualizarem por meio de cursos e
de educação continuada para aprenderem a utilizar novas tecnologias. Para Hodge (2013)
outra recomendação importante é que sejam centralizados canais de informação para que os
bibliotecários possam se atualizar, trocar ideias e visualizar tendências como blogs, vídeos e
podcast, entre outros. Essa conduta poderia resultar em um repositório centralizado de boas
ideias.
Entende-se que a mudança deve vir por parte de toda a equipe, desde o mais alto
escalão até o estagiário, porém defende-se que para que hajam realmente mudanças os
funcionários devem ser constantemente encorajados pelos diretores para prosseguir com
propostas inovadoras. (HODGE, 2013, p. 77). Quando se refere à incentivo, não se trata
apenas de incentivo financeiro, mas meios de facilitar ou promover a criação e o
compartilhamento de ideias. Muitas organizações vêm desenvolvendo ambientes de trabalho

105

�criativos (Google, Facebook, Dropbox, entre outras)3 e em alguns casos como a Google,
disponibilizam vinte por cento do tempo de trabalho semanal da equipe para geração de novas
ideias, esses grupos têm desenvolvido ideias sem orçamento e sem recursos. O que eles
possuem é um grupo de pessoas que estão comprometidas com uma ideia e dispostas a
trabalhar para convencer o resto da empresa a adotá-la.
Para Hodge (2013, p. 77) uma excelente estratégia para encontrar, identificar,
selecionar boas ideias para saber quais tecnologias farão partes da vida cotidiana das
bibliotecas é por meio da consulta fontes de informação preditivas, tais como o Hype Cycle e
o Relatório Horizon que apresentam aplicações de tecnologias e como elas podem ser
potencialmente relevantes para resolver problemas reais e explorar oportunidades. Esses
relatórios são publicados on-line e gratuitamente todos os anos e incentivam os bibliotecários
a ser tornarem mais proativos, em vez de reativos, criando soluções para problemas que ainda
não existem.
Farkas (2010, p. 2) apresenta algumas sugestões para auxiliar o pessoal da biblioteca a
construir serviços inovadores de forma bem-sucedida: a) incentive a equipe a aprender a
utilizar as novas tecnologias. Tendências tecnológicas devem ser absorvidas por todos os
membros da equipe da biblioteca; deixe um tempo disponível dentro do expediente de
trabalho para a equipe desenvolver novas ideias; b) mantenha a mente dos funcionários
aberta. Em um projeto os gerentes devem criar um ambiente onde os funcionários se sintam
confortáveis para compartilhar novas ideias, independentemente de sua posição no quadro
organizacional; c) a biblioteca não será capaz de inovar se a administração não está disposta
em investir tempo em pesquisa e desenvolvimento. Se você quiser criar novos serviços é
preciso dedicar tempo do pessoal para desenvolver novos serviços; d) dar tempo ao pessoal
para experimentar novas tecnologias. Muitas empresas inovadoras dedicam algum tempo do
expediente do trabalho de seus funcionários para projetar novas ideias. Portanto, é necessário
desenvolver uma cultura tolerante.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se apontar que, o bibliotecário apesar estar inserido num ambiente de constantes
mudanças, raramente é responsável por desenvolver inovações. O que se observa é que, quase
em sua totalidade, as bibliotecas têm sido consumidoras e seguidoras tardias de inovações.
3

A lista completa dos 13 escritórios inovadores e inusitados pelo mundo pode ser consultado no site:
https://queminova.catracalivre.com.br/inova/13-escritorios-inusitados-pelo-mundo/

106

�Muitas delas, principalmente no contexto brasileiro, não promovem produtos (bens e/ou
serviço) inovadores para seus usuários.
Identificou-se que as organizações sejam elas públicas ou privadas estão inseridas em
um ambiente composto por fatores que podem impulsionar ou prejudicar o desenvolvimento
de inovações. Recomenda-se, diante disso, desenvolver ações no sentido de eliminar ou
reduzir as barreiras à inovação e identificar formas de incentivo por meio dos facilitadores.
Pode-se atentar também, ao fato de que para inovar as organizações, bem como as
bibliotecas não precisam necessariamente de equipamentos tecnológicos de última geração, de
grandes equipes de trabalho, de muitos recursos financeiros ou de um setor específico de
P&amp;D. O que carecem na verdade é de uma série de elementos combinados com uma cultura
organizacional voltada à inovação, do apoio da alta administração e de uma liderança voltada
à mudança. Além disso, é necessário que toda a equipe de trabalho reconheça os valores e os
benefícios que estas mudanças podem trazer para eles, para a própria organização e em
esferas maiores, para a sociedade como um todo. Dessa forma, é relevante que cada
colaborador compreenda o significado das mudanças ocorridas no ambiente de trabalho e
receba a devida capacitação e treinamento para se adaptar às novas mudanças.
A inovação não deve ser considerada como um fenômeno natural, mas precisa ser
analisada à luz de dimensões econômicas, políticas, sociais e filosóficas, levando-se em
considerações o contexto (em nível micro e macro) no qual está inserida. Defende-se que as
organizações necessitam de processos estruturados de gestão da inovação para manterem-se
competitivas e entende-se a inovação como a principal alavanca no processo de criação de
valor. Dessa forma, atenta-se para a necessidade de os bibliotecários serem mais proativos,
buscando novas soluções para problemas atuais e futuros. Espera-se também que eles
desenvolvam projetos mais ousados e percam o medo de assumir riscos em seus projetos.
Além disso, almejada conformidade de suas tarefas e funções e promovam inovações tecnológicas quanto as suas
funções e atividades, espaços, suportes da informação, bem como produtos (bens e/ou
serviços) de informação.
REFERÊNCIAS
BARDIN, L. Análise de conteúdo. 4. ed. rev ed. Lisboa, 2009.
DRUCKER, P. F. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. São Paulo: Pioneira
Thomson, 2003.

107

�ECKHARDT, M.; LEMOS, A. C. F. V. DE. O Impacto da Tecnologia da Informação e
Comunicação. Sociais e Humanas, v. 20, n. Especial, p. 295 312, 2007.
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Administrators. American Libraries, v. 41, n. 10, p. 29 31, 2010.
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HODGE, M. The Constant Innovator: A New Organizational Mode of Experimentation. In:
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ORGANIZAÇÃO PARA COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. Manual
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&lt;http://www.fdc.org.br/pt/pesquisa/inovacao/Documents/artigos_blog/inovacao_pratica_organiza
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WASSERMAN, P. Innovation and design of information products and services. Infomediary, v.
1, n. 1, p. 11 16, 1985.

108

�</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Um dos fatores mais críticos das bibliotecas atualmente é que elas costumam tardar no desenvolvimento de inovações. Atualmente, vários fatores internos e externos têm dificultado esse desenvolvimento. Logo, torna-se relevante identificar quais são as principais barreiras que dificultam o desenvolvimento tecnológico e discutir as principais formas de tentar superá-las. Frente a esses desafios, o presente artigo objetiva investigar as principais barreiras à inovação em bibliotecas universitárias no Brasil. Quanto aos procedimentos metodológicos trata-se de uma pesquisa bibliográfica, qualitativa e exploratória. O universo da pesquisa é composto por 138 bibliotecas universitárias. Quanto aos resultados foram caracterizadas as bibliotecas, o perfil dos diretores, as barreiras, bem como foram descritos os principais desafios e as alternativas para reduzir ou minimizar estes empecilhos. Para concluir, sugere-se que para inovar as bibliotecas não precisam necessariamente de equipamentos tecnológicos de última geração ou de muitos recursos financeiros, mas de uma série de elementos combinados com uma cultura organizacional voltada à inovação, do apoio da alta administração e de uma liderança voltada à mudança.</text>
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