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                  <text>ENSINANDO MARC21 A DISTÂNCIA : A EXPERIÊNCIA DA DIVISÃO DE
BIBLIOTECAS E DOCUMENTAÇÃO DA PUC-RIO

Ana Maria Neves Maranhão
Divisão de Bibliotecas e Documentação da – PUC-Rio
Rua Marques de São Vicente, 225 – Gávea
22453-900 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
anamaria@dbd.puc-rio.br
Maria de Lourdes dos S. Mendonça
Divisão de Bibliotecas e Documentação da – PUC-Rio
Rua Marques de São Vicente, 225 – Gávea
22453-900 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
lourdes@dbd.puc-rio.br

RESUMO
O surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação possibilitou a
criação e o incremento de novos meios, ambientes, para a formação e a
educação continuada de profissionais, independente de aspectos temporais e/ou
geográficos. Neste âmbito, é relatada a experiência da Divisão de Bibliotecas e
Documentação (DBD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
(PUC-Rio), na elaboração e desenvolvimento, em parceria com a Coordenação
Central de Educação a Distância (CCEAD) da Universidade, de um curso de
extensão, totalmente à distância, abordando o formato de catalogação MARC21.
São apresentadas a ferramenta utilizada – AulaNet, as etapas do
desenvolvimento, os processos de adaptação, a constante atualização do
conteúdo e a experiência vivenciada pelos profissionais e alunos. A experiência
da Divisão de Bibliotecas e Documentação na oferta do curso a distância tem se
mostrado positiva não só para a formação de profissionais aptos a utilizar o
formato MARC21, como também no desenvolvimento de competências
tecnológicas.

PALAVRAS-CHAVE: educação a distância; MARC21; formação continuada;
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

�INTRODUÇÃO

A educação a distância não é um fenômeno novo ou recém-criado na área da
Educação, apesar de, muitas vezes, ter-se a impressão de estarmos diante de
uma novidade. Talvez, devido ao surgimento e a constante incorporação de novas
tecnologias de informação e comunicação, reavivando as práticas de educação a
distância (EAD).

Landim (1997) apresenta um panorama histórico, iniciando em 1728, quando
aparece em um anúncio, no periódico Gazeta de Boston, o seguinte texto:
“material para ensino e tutoria por correspondência” e poderíamos, hoje, finalizar
este panorama com a oferta de cursos de graduação e pós-graduação, através da
Internet, totalmente a distância.

Segundo Farias (2001), no Brasil, a educação a distância surgiu em 1939, com a
criação do Instituto Rádio Monitor, seguida de experiências do Instituto Universal
Brasileiro, a partir de 1941. Na década de 50, outras instituições motivadas pela
demonstração do saber e levando em consideração as dimensões continentais do
Brasil, passaram a adotar a educação a distância através da metodologia do
ensino por correspondência.

Novas tecnologias de comunicação e informação foram sendo acolhidas e
adaptadas, segundo Rumble (1996 apud FARIAS, 2001) verifica-se “quatro
gerações de tecnologia: a primeira, desenvolvida a partir de 1840, baseada em
texto escrito; a segunda, a partir de 1950, utilizando a televisão e o áudio; a
terceira, entre 1960-70, incorporando as tecnologias das duas primeiras gerações,
produzindo um sistema de multimeios; e, finalmente, a quarta, a que hoje se
presencia, desenvolvendo sistemas de comunicação mediados pelo computador,
como correio eletrônico e fórum de discussões, por exemplo.”

No quadro atual, a educação a distância vem de encontro a uma série de
necessidades e urgências em um mundo globalizado e fortemente centrado na
informação e no conhecimento, na urgência da formação escolar, no imperativo

�da atualização permanente, na necessidade crescente de habilitações
específicas, além da impossibilidade de se situar uma sala de aula e todo seu
entorno pedagógico, profissional e financeiro em cada lugar onde muitos querem
e precisam aprender (LANDIM, 1997).

Como nos diz Belloni (2002), a educação a distância vem assumindo funções de
crescente importância, principalmente no ensino superior, tanto na formação
inicial, quanto na formação continuada, cuja demanda, segundo a autora, tende a
crescer de modo exponencial, em virtude da obsolescência acelerada da
tecnologia e do conhecimento. Para Belloni (2002), nas sociedades
contemporâneas, “do conhecimento” ou “da informação”, a formação inicial tornase rapidamente insuficiente e as tendências apontam para uma “educação ao
longo da vida” (lifelong education) integrada aos locais de trabalho e às
necessidades e expectativas dos indivíduos.

Por outro lado e paralelamente, as definições e conceituações de educação a
distância sofreram atualizações ao longo dos anos. Landim (1997) apresenta, de
forma cronológica, várias definições. Destacamos a primeira, de G. Dohmem, de
1967, e, em seguida, a de Lorezo García Aretio, de 1994:
“Educação a distância é uma forma sistematicamente organizada de autoestudo, onde o aluno se instrui a partir do material que lhe é apresentado;
onde o acompanhamento e a supervisão do sucesso do aluno são levados
a cabo por um grupo de professores. Isto é possível à distância, através da
aplicação de meios de comunicação capazes de vencer essa distância,
mesmo longa. O oposto de educação à distância é a educação direta ou
educação face a face: um tipo de educação que tem lugar com o contato
direto entre professores e alunos”
G. Dohmem

“O ensino a distância é um sistema tecnológico de comunicação
bidirecional, que pode ser massivo e que substitui a interação pessoal, na
sala de aula, de professor e aluno, como meio preferencial de ensino, pela
ação sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e pelo apoio de

�uma organização e tutoria que propiciam a aprendizagem independente e
flexível dos alunos.”
Lorenzo Garcia Aretio
A Coordenação Central de Educação a Distância (CCEAD) da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) adota a definição apresentada
pelo Ministério da Educação, conforme encontramos no site da CCEAD:
“Segundo o MEC, “educação a distância é caracterizada por um processo
de ensino e aprendizagem realizado com mediação docente e a utilização
de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em
diferentes suportes tecnológicos de informação e comunicação, os quais
podem ser utilizados de forma isolada ou combinada, sem a freqüência
obrigatória e alunos e professores, nos termos do art. 47, parágrafo 3º. Da
LDB”.

É neste contexto que vem se desenvolvendo a experiência da Divisão de
Bibliotecas e Documentação (DBD), da PUC-Rio, na área de educação
continuada a distância para profissionais relacionados à Biblioteconomia.

A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA PUC-Rio – CCEAD e AulaNet

Na PUC-Rio, a Coordenação Central de Educação a Distância – CCEAD, criada
em fevereiro de 1999, é responsável pelo planejamento, desenvolvimento, gestão,
implantação e manutenção dos projetos de educação a distância, em colaboração
com os diversos departamentos da Universidade.

Ao longo de muitos anos a PUC-Rio, com seus diversos Departamentos, vem
empreendendo esforços na realização de projetos de EAD, seja por meio do
desenvolvimento de produtos, serviços, ambientes, cursos, pesquisas e trabalhos
inovadores nessa área.

�A CCEAD apresenta entre seus principais objetivos:
o desenvolver programas de educação a distância desde a fase de
planejamento, produção de materiais, gestão e implementação;
o cooperar com os Departamentos da Universidade, no intuito de manter e
desenvolver a excelência acadêmica, criando oportunidades para o
crescimento de um trabalho a distância com as mesmas características de
qualidade encontradas nas práticas presenciais;
o promover projetos de pesquisa sobre novas formas e instrumentos para a
educação a distância.

Os cursos oferecidos permitem flexibilidade de horário em seu andamento, além
de privilegiarem a construção de documentos personalizados e modularidade da
informação, visando sempre um trabalho cooperativo – basta que o aluno tenha
acesso a um computador com Internet e possua um endereço eletrônico.

O laboratório de desenvolvimento da CCEAD conta com uma equipe
multidisciplinar, com grande experiência educacional e tecnológica, e envolvida
em projetos de pesquisa como – design didático para implementação de cursos a
distância, métodos de avaliação de aprendizagem em ambientes virtuais, entre
outros.

Em novembro de 2005, a Coordenação obteve credenciamento para cursos
superiores a distância e, em julho deste ano, em parceria com o Departamento de
Educação foi vencedora do edital da Secretaria de Educação a Distância (SEED)
do MEC para oferecimento do curso de especialização em Tecnologias em
Educação, para um público alvo de 1.400 professores da rede pública de ensino,
distribuídos pelos 27 estados do país.

A CCEAD utiliza o ambiente de software AulaNet, desenvolvido no Laboratório de
Engenharia de Software – LES, do Departamento de Informática, da PUC-Rio,
para administração, criação, manutenção e participação em cursos a distância; o
software vem sendo desenvolvido desde junho de 1997, é freeware e está
disponível nas versões em português, inglês e espanhol.

�O AulaNet se baseia nas relações de trabalho cooperativo através das interações
dos aprendizes com os professores, com os mediadores, com outros aprendizes e
com os conteúdos didáticos.

Os docentes assumem basicamente três papéis: coordenador do curso,
responsável por estruturar o curso, selecionando e configurando quais serviços
serão disponibilizados, definir a ementa, a metodologia e outras informações;
docente co-autor, responsável por produzir e inserir os conteúdos didáticos nos
serviços selecionados pelo coordenador; e o mediador, que é o facilitador do
grupo, responsável por manter a ordem e motivar os aprendizes.

No ambiente AulaNet são oferecidos vários mecanismos, entre eles os serviços
de comunicação, que fornecem facilidades para a troca e o envio de
informações: mensagem aos docentes – contato direto com o docente através
de e-mail; lista de discussão – utilizada para comunicação com toda a turma, as
mensagens são enviadas para a caixa de correio de toda a turma e fica
armazenada no ambiente; conferências – funciona no estilo de fórum, i.e., é
possível colocar mensagens respondendo, comentando ou criticando outra
mensagem; debate – conversa em tempo real através de chat textual; contato
com os participantes – permite que membros conectados simultaneamente
possam se comunicar através de novas janelas.

Existem, ainda, os módulos: tarefa – utilizado para designar atividades aos
aprendizes; plano de aulas – onde é estruturado os conteúdos didáticos,
separando-os em aulas; acompanhamento de participação – que possibilita a
quantificação e a qualificação das participações dos aprendizes; bibliografia –
com referências a livros-texto que podem ser utilizados como material de apoio ao
curso; webliografia – com links para páginas/sites externas ao ambiente;
documentação – com conteúdos que não estão associados a nenhuma aula e
servem como material extra para o curso.(Gerosa)

�A estrutura do AulaNet permite que docentes criem seu cursos sem dominarem
as tecnologias envolvidas e que normalmente não são da sua área de atuação;
desta forma o ambiente foi desenvolvido separando o conteúdo da navegação, e
deixando para os docentes a preocupação com a produção dos conteúdos
didáticos, utilizando suas ferramentas habituais como o editor de textos.

Foi utilizando esta ferramenta que a DBD criou o primeiro curso, totalmente a
distância, abordando o formato MARC21.

A CRIAÇÃO DO CURSO MARC 21 – FORMATO BIBLIOGRÁFICO

Até 1996, a DBD fazia parte da Rede BIBLIODATA/CALCO, da Fundação Getúlio
Vargas do Rio de Janeiro, e utilizava o SAB II, programa utilizado em
computadores de grande porte, para consulta local de seus dados bibliográficos.
O formato CALCO (CAtalogação Legível por COmputador) era baseado no
formato MARC II da Library of Congress, o formato padrão para o intercâmbio de
informação bibliográfica.

Em 1996, por necessidades técnicas operacionais, a DBD firma convênio com a
PUCPR para passar a utilizar e desenvolver o sistema informatizado para
gerenciamento de bibliotecas – Pergamum. Este sistema não utilizava, ainda,
nenhum formato padrão para descrição bibliográfica.

O MARC (MAchine Readable Cataloging) – registro de catalogação legível por
máquina, é um formato de descrição de dados bibliográficos, desenvolvido pela
Library of Congress (LC) dos Estados Unidos, na década de 1960, quando
começou a utilizar o computador para gerenciamento de seus serviços de
catalogação, denominado como LC MARC. O formato utiliza números, letras e
símbolos dentro do próprio registro bibliográfico, para indicar diferentes tipos de
informação. O formato LC MARC ou MARC II originou e evoluiu para o USMARC
Format for Bibliographic Data. Nos anos 90, a Biblioteca do Congresso Americano
e a Biblioteca Nacional do Canadá reuniram os formatos USMARC e o

�CAN/MARC , formando o MARC 21, tornando-se o padrão internacional com o
maior número de obras catalogadas (Furrie, 2003).
Uma das propostas da DBD para o desenvolvimento do Sistema Pergamum foi a
adoção do formato MARC sem adaptações. Tal decisão gerou o envolvimento da
equipe de profissionais de toda a DBD na tradução do USMARC Format for
Bibliographic Data. Foram traduzidos e definidos, inicialmente, todos os campos,
indicadores e subcampos para sua implementação no sistema.

Após a adoção do formato no software, verificou-se uma grande demanda por
parte dos usuários que não conheciam ou não dominavam a utilização do MARC.
Nesta época, o Sistema Pergamum já era utilizado em 37 instituições, no Brasil.
Foi esta demanda e a necessidade de que todos as instituições utilizassem
corretamente o formato que despertou na equipe da DBD a vontade de transmitir
para outros profissionais da área os conhecimentos adquiridos durante a
tradução, estudo e implementação do MARC.

A presença, na equipe da DBD, de uma Analista de Sistemas, mestranda do
Departamento de Informática, na Universidade e envolvida com o
desenvolvimento do Pergamum, facilitou a aproximação entre a Coordenação de
Ensino a Distância (CEAD) e a DBD para o desenvolvimento do curso a distância,
uma vez que mostrava-se inviável e dispendioso a criação de cursos presenciais
para profissionais dispersos geograficamente.

Algumas preocupações surgiram na época do planejamento do curso, como a
extensão e complexidade do formato e sua adequação didática ao novo meio que
estava sendo utilizado, o nível de conhecimento técnico necessário para os
alunos utilizarem as ferramentas do curso, como, correio eletrônico, lista de
discussão e debate, o planejamento das atividades, e a definição do número de
participantes que não deveria ultrapassar 20, para garantir um bom
acompanhamento e rapidez na condução das respostas e interação da turma.

Para criação do curso foram utilizados recursos humanos da própria DBD:
Analista de Sistemas, um Mediador e uma Bibliotecária; recursos materiais:

�equipamentos, como, microcomputadores, impressora e scanner, também já
existentes na DBD; e aquisição de alguns softwares, como o Adobe Acrobat
Reader e Writer.

Para a divulgação do curso foram utilizados folders, listas de discussão, sites da
DBD e do CEAD. Os interessados em participar do curso realizavam inscrições
através do formulário eletrônico disponível no site do CEAD.

Desta forma, em maio de 2000 é criada a primeira turma do Curso
DESMISTIFICANDO O FORMATO USMARC, totalmente a distância, na área de
extensão, com a carga horária de 81 horas distribuídas de acordo com a
disponibilidade de tempo e local de cada participante. Tem como objetivo
subsidiá-los na aquisição de conhecimentos teóricos e práticos para utilização dos
campos e sub-campos mais usados do formato MARC na catalogação de livros.

O Curso define o Formato MARC (Machine Readable Cataloging), apresentando
sua finalidade e sua importância na informatização das bibliotecas, aborda a
evolução do Formato, através de um breve histórico, e caracteriza o MARC,
descrevendo sua estrutura de campos, indicadores e subcampos,
desmembrando-os detalhadamente e apresentando exemplos. Destaca, ainda, os
campos e subcampos mais utilizados na catalogação de livros.

Em sua programação prática, durante o Curso, são aplicados exercícios, enviados
através de e-mails, para melhor compreensão do emprego do Formato e os
alunos são incentivados a participar no Grupo de Discussão e no Debate para
troca de conhecimentos. É fornecida bibliografia, webliografia com fontes de
consulta alternativas e recursos auxiliares como, tabela cronológica e tabela de
área geográfica, para o preenchimento da descrição dos dados no MARC
Formato Bibliográfico.

�DESENVOLVIMENTO DO CURSO

O MARC 21 Formato Bibliográfico é bastante complexo e fornece várias
oportunidades para codificação precisa de informações, com riqueza de detalhes.
Sua complexidade torna-o, muitas vezes, difícil de utilização pelos catalogadores,
tendo em vista a variedade de campos e a não utilização de todos, e, até com
toda a documentação e manuais, existe um nível de incerteza com relação a
utilização correta de alguns campos e seus respectivos indicadores. Sendo assim,
a preocupação da equipe foi distribuir os conteúdos em tópicos apresentando-os
de forma clara, como em uma sala de aula, mas não perdendo de vista o
conteúdo do manual na sua estrutura original, para não causar estranheza ao
profissional ao consultá-lo. Uma outra preocupação consistia em não apresentar
uma quantidade grande de textos (referencial teórico), mas que o curso, antes de
tudo, pudesse ser prático.

O MARC 21 sofre também atualizações constantes realizadas pela Library of
Congress – Network Development and MARC Standards Office, desta forma a
DBD mantém assinatura corrente da publicação para acompanhar estas
atualizações e repassá-las ao curso.

A realização de exercícios de fixação ao longo do curso e no trabalho final foi um
dos procedimentos metodológicos que exigiu por parte da equipe uma preparação
inicial, como, escanear as páginas de rosto dos livros; colocar informações
complementares para uma codificação completa dos mesmos; orientar os alunos
quanto a forma de responder aos exercícios, por exemplo, codificar os campos
aplicáveis ao documento, em planilha, à medida que o conteúdo fosse
apresentado; definir nome e extensão dos arquivos para envio dos exercícios. Os
exercícios consistiam em codificar todos os documentos distribuídos e enviá-los
para o e-mail da professora, o que foi mais adiante alterado – os alunos passaram
a enviar apenas o exercício indicado e os demais seriam para auto-correção,
através da disponibilização dos gabaritos. Caso houvesse dúvidas, por parte dos
alunos, estas deveriam ser postadas na lista de discussão.

�A avaliação dos exercícios serve como instrumento para verificação da
compreensão do conteúdo. Ela é particularizada, uma vez que o aluno recebe em
seu e-mail o resultado comentado do seu exercício, não se limitando, dessa forma
somente a atribuição de nota. Cabe ressaltar a importância na prontidão das
respostas aos exercícios, tanto por parte do Aluno como do Professor, uma vez
que os exercícios são progressivos na utilização dos campos e subcampos, e um
erro ou uma dúvida inicial tenderá a permanecer até o final do curso.

Para muitos, este era o primeiro contato com o formato MARC e a primeira
experiência com modalidade de EAD, portanto, encontraram algumas dificuldades
iniciais, por exemplo, na codificação de documentos, achavam que
obrigatoriamente tinham que usar todos os campos apresentados, e outros não
sabiam, por exemplo, como enviar um arquivo anexado ao e-mail. Mesmo após a
auto-avaliação ou a avaliação do professor, alguma dúvida ainda poderia ficar e
era expressa pelo aluno por e-mail ou através da Lista de Discussão.
Quanto a apresentação do conteúdo, as aulas e exercícios foram elaborados em
duas versões – html inicialmente, para ser lida preferencialmente na tela. Depois
verificou-se a necessidade de criar arquivos prontos para impressão, e criou-se,
então, a versão em pdf, para quem desejasse imprimir os textos. Nem sempre o
aluno pode fazer o acesso direto do seu trabalho e nem dispõe de recursos
próprios para ficar todo o tempo na Internet, por esta razão a impressão das aulas
auxilia no acompanhamento do conteúdo, na elaboração dos exercícios e após o
curso, como mais uma ferramenta de trabalho.

Para assuntos com um número maior de dúvidas ou questionamentos dos alunos,
ou quando um aluno envia sua questão diretamente para o e-mail particular da
Professora, é postada uma mensagem na Lista de Discussão com o objetivo de
ampliar o debate e a troca de informações entre os participantes.
No decorrer de cada curso verificou-se que, conforme os alunos iam dominando
as técnicas necessárias para o acompanhamento do curso, percebiam que o
curso não se limitava a texto-aula-exercício-nota de avaliação, mas a leitura dos
textos-aula, visitas a catálogos online de outras bibliotecas que utilizam o mesmo

�formato, trocas de informações na lista de discussão, debate e correspondências
via e-mail, abrindo-se para um universo maior de investigação.

Em 2001 decidiu-se experimentar o debate como uma nova forma de interação e
aprendizado. Havia, inclusive, uma demanda para este tipo de interação. O
Debate era previamente agendado, para acontecer uma vez por semana, às
sextas-feiras, no horário das 11 às 12h, com a participação de toda equipe do
curso e todos os alunos. O assunto abordado estava relacionado ao tópico da
semana ou das semanas anteriores e eram apresentados pelos próprios alunos
em forma de perguntas. Inicialmente, obteve-se a participação de 60 a 70% dos
alunos.

A partir de 2003, não utilizou-se mais o Debate, uma vez que verificou-se a
impossibilidade de vários alunos em participar, devido a restrições de acesso a
salas de bate papo, por parte da política da instituição em que atuavam.

A carga horária do curso, inicialmente, era de 81 horas para codificação de livros
somente. A demanda pelo tipo de material periódicos levou a equipe estudar o
formato para este tipo de material e expandir o curso. Para isto foi necessário
aumentar a carga horária para 90 horas e todo o conteúdo referente a codificação
de periódicos foi acrescentado.

Acompanhando sempre o feedback dos alunos, em 2004, foram acrescentados
tópicos para codificação de todos os tipos de materiais – fita de vídeo, CD-ROM,
material cartográfico etc.

Em 2006, no momento em que este artigo está sendo concluído, estamos
oferecendo a 12ª Turma, com início para 01/08/2006, com a carga horária de 120
horas.

�AVALIAÇÃO DO CURSO

Em 2005, após cinco anos ininterruptos de oferta do curso, surgiu a curiosidade e
a necessidade de saber, após um intervalo de tempo, a opinião dos antigos
alunos sobre o curso, como o curso havia contribuído para seu desempenho
profissional, entre outras questões.

No início de 2006 foi enviado questionário, através de e-mail, a todos os alunos
que concluíram o curso.

O questionário apresentava 10 questões; nas cinco primeiras, o aluno deveria
atribuir conceitos - ótimo, bom, regular ou deficiente - para os seguintes itens:
conteúdo, onde deveria ser considerado a abrangência, atualidade e os exercícios
propostos; a forma de apresentação, considerando-se a divisão em tópicos como
no manual MARC21, arquivos para impressão, etc.; planejamento das aulas –
adequação da quantidade de conteúdo e exercícios com o tempo exigido;
professor – domínio do conteúdo, acompanhamento das atividades, interação
aluno/professor, etc.; e a modalidade de ensino a distância – o ambiente de
aprendizagem, a utilização do computador, administração do tempo, etc.

A questão 6 indagava se o curso havia ajudado o aluno a conhecer tecnologias
ainda desconhecidas para ele, como o uso de computador, arquivos em formato
pdf, processador de texto, uso de e-mail, Internet, etc.

A questão 7 referia-se a utilização do formato MARC21, o aluno deveria assinalar
se já utilizava antes do curso, se já utilizou, mas não utiliza mais, se passou a
utilizar após o curso ou se nunca utilizou. Solicitou-se também que, caso o aluno
utilizasse o formato, indicasse qual o material de apoio utilizava.

No item 8 o aluno deveria indicar em que grau o curso contribuiu para a melhoria
do seu desempenho e aperfeiçoamento profissional, entre muito, razoavelmente,
pouco e não contribuiu.

�Na questão 9 o aluno deveria informar se teria participado ou não do curso, caso
este fosse oferecido através de aulas presenciais na PUC-Rio.

Na 10ª e última questão, o aluno era perguntado se indicaria o curso a um colega.

Foram contabilizados 45 questionários respondidos, representando 34,28% do
total enviado.

Dados consolidados das respostas:
na questão no. 1 - conteúdo: 56,8% consideraram o conteúdo ótimo e 40,9% bom;
na questão no. 2 – forma de apresentação: 51,11% consideraram ótimo e 46,6%
bom; na questão 3 – planejamento das aulas: 44,4 % consideraram ótimo e
42,2% bom; na questão 4 – professor: 66,6% ótimo e 31,1% bom; questão 5 –
modalidade de ensino: 33,3% ótimo e 62,2% bom; 35,5% afirmaram que o curso
ajudou-os a conhecer tecnologias ainda desconhecidas; 55,5% já utilizavam o
formato MARC21, 13,3% já utilizaram, mas não utilizam mais e 13,3% passaram
a utilizar após o curso; 22,5% dos que atualmente trabalham com o formato
MARC21 utilizam como material de apoio o conteúdo das aulas do curso;
64,4% dos alunos afirmaram que o curso contribuiu muito para a melhoria do seu
desempenho e aperfeiçoamento profissional; 66,6% não teriam participado do
curso se este fosse oferecido através de aulas presenciais na PUC-Rio; e
100% indicariam este curso a um colega.

Apesar do baixo índice de retorno dos questionários, por razões diversas como emails desativados, caixas de correio cheias, etc., foi possível verificar que o curso
atende as expectativas dos alunos, uma vez que recebeu boa avaliação nos itens
de conteúdo, apresentação e planejamento e professor, como também o fato de
22,5% utilizarem o próprio material do curso como ferramenta de trabalho e 100%
informar que indicariam o curso a um colega.

O fato de 66,6% afirmarem que não participariam do curso se ele fosse
presencial, indica a importância da modalidade escolhida – EAD.

�CONCLUSÕES

O surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação veio, sem
dúvida, acrescentar novas possibilidades para a formação continuada de
profissionais dispersos geograficamente e para a administração de sua atividade
de aprendizagem de acordo com sua conveniência de tempo e espaço.
A experiência da Divisão de Bibliotecas e Documentação no processo de EAD
tem se apresentado bastante proveitosa, como a pesquisa pode demonstrar, uma
vez que não só atinge seu objetivo de tornar o aluno do curso MARC21: Formato
Bibliográfico apto a utilizá-lo, mas também, cooperando na criação de
competências tecnológicas, uma vez que os alunos são apresentados e levados a
utilizar tecnologias ainda desconhecidas para eles.

A modalidade de ensino utilizada – a distância – parece adequada, uma vez que
66,6% não teriam a oportunidade de participar do curso caso fosse ministrado na
PUC-Rio, através de aulas presenciais.

REFERÊNCIAS

BELLONI, Maria Luiza. Ensaio sobre a Educação a distância no Brasil. Educação
&amp; Sociedade, São Paulo, SP, n. 78, p. 114-142, abr. 2002.
FARIAS, Giovana Oliveira. Educação a distância: para uma aproximação da
distância. 2001. 163 f. Dissertação (Mestrado)-Pontifícia Universidade Católica do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
FURRIE, Betty. Understanding MARC Bibliographic: machine readable
cataloging. 7th ed. Washington, DC: Library of Congress/ Cataloging Distribution
Service, 2003. ISBN 0-8444-1081-0. Disponível em: &lt;
http://www.loc.gov/marc/umb/&gt;. Acesso em: 03 jul. 2006.
GEROSA, Marco Aurélio; FUKS, Hugo; LUCENA, Carlos José Pereira de.
Tecnologias de informação aplicadas à educação: construindo uma rede de
aprendizagem usando o ambiente AulaNet. Informática na educação: teoria e
prática. Porto Alegre: UFRGS, v. 4, n. 2, 2001.

�Disponível em: &lt; http://groupware.les.inf.puc-rio.br/groupware/publicacoes/TIAERIE.pdf&gt;. Acesso em: 03/07/2006.
LANDIM, Cláudia Maria das Neves Paes Ferreira. Educação a distancia:
algumas considerações. Rio de Janeiro, 1997. 147 p.
LIBRARY OF CONGRESS. Cataloging Distribution Service. Cataloger’s desktop.
[Washington, D.C.], 1997. 1 CD-ROM. 4 ¾ pol.
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO. Coordenação
Central de Educação a Distância. Rio de Janeiro, c2006. Disponível em:
&lt;http://www.ccead.puc-rio.br/institucional/ccead.asp?titulo=0#missao&gt;. Acesso
em:03 jul. 2006.

TEACHING MARC 21 AT DISTANCE: THE DIVISÃO DE BIBLIOTECAS E
DOCUMENTAÇÃO – PUC-RIO EXPERIENCE

ABSTRACT:
The emergence of new information and communication technologies made
possible the creation and the increment of new ways and environments, for the
formation and the continued education of professionals, independent of time
and/or geographic aspects. In this scope, it is told the experience of the Divisão de
Bibliotecas e Documentação (DBD), of the Pontifícia Universidade Católica do Rio
de Janeiro (PUC-Rio), in the elaboration and development, in partnership with the
university Coordenação Central de Educação a Distância (CCEAD), of a course,
total long-distance, teaching how to use the catalog format MARC21. The used
tool - AulaNet, the stages of the development, the processes of adaptation, the
constant update of the content and the experience lived by the professionals and
students are presented. The experience has shown to be positive for the formation

�of professionals capable to not only use MARC21 format, but also in the
development of technological abilities.

Keywords: MARC21; distance education, continuing education, Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro.

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                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Ensinando MARC21 a distância: a experiência da Divisão de Bibliotecas e Documentação da PUC-RIO.</text>
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              <text>O surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação possibilitou a criação e o incremento de novos meios, ambientes, para a formação e a educação continuada de profissionais, independente de aspectos temporais e/ou geográficos. Neste âmbito, é relatada a experiência da Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), na elaboração e desenvolvimento, em parceria com a Coordenação Central de Educação a Distância (CCEAD) da Universidade, de um curso de extensão, totalmente à distância, abordando o formato de catalogação MARC21. São apresentadas a ferramenta utilizada – AulaNet, as etapas do desenvolvimento, os processos de adaptação, a constante atualização do conteúdo e a experiência vivenciada pelos profissionais e alunos. A experiência da Divisão de Bibliotecas e Documentação na oferta do curso a distância tem se mostrado positiva não só para a formação de profissionais aptos a utilizar o formato MARC21, como também no desenvolvimento de competências tecnológicas.</text>
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