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��TERCEIRO CONGRESSO BR^ßlLSIRO DE BIBLIOTSGONOMIá E DOCTJííENTAÇáO

A informação bibliográfica era Porto Alegre
por
Sully Brodbeck

oa : 0(S /. 5 (g A
â.
a. I

Curitiba
1961

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Tema IV - BibliOiScrafia e Documentagão - Bibliotecas especializadas

A INFORMAÇ]Í:0 BIBLIOGRÁFICA

PÕRTO ALEGRE

por
Sully Brodbeck

Sinopse

O levantamento dos acervos e dos serviços prestados pelas bibliotecas especializadas de Porto Alegre deaonstra a escassez e as dificuldades da informação bibliográfica no setor técnicocientífico.

Como primeira medida para minorar ou,pelo menos, para

contornar estas falhas, é sugerida a integração dos recursos biblio_
gráficos existentes, em um CATALOGO COLETIVO local, que mais tarde
poderá vir a ser regional, orientado por um ORGÃO COORDENADOR.

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�III CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
Curitiba, 8 a 15 de janeiro de I96I

A infort'.iaç£o bibliográfica m porto alegre
por
Sully Brodbeck (l)

I
NAS BIBLIOTECAS M ESTADO
O desenvolvimento econômico de qualquer regifão,de qual_
quer Nação, depende neccssàriamente da Ciência e da Tecnolo_
gía. Esta realidade foi também constatada e aceita nos últ_^
mos anos, em nosso país, tradicionalmente humanista. A pesquisa não é mais um passatempo. E o esteio da indústria.
As pesquisas nos labor'tcrios, os trabalhos em equipe,
o contrôle continuo de dados científicos,tornaram evidente
a necessidade da informação imediata,rápida e precisa.

Ao

mesmo tempo, agigantou-se o problema da técnica da investigação, do trabalho intelectual, da localização e obtenção do
material

bibliográfico.

Inquieta ao pesquisador,em primeiro lugar,o problema de
se manter atualizado,em face da tremenda produção literária mundial. Acertadamente previa Ortega y Gasset;"Si cada
nova geração continuar acumulando papel impresso na proporção das últimas,o problema que apresenta o excesso de livros
será pavoroso.A cultura que havia libertado o homem da selva
primígena o arroja de novo em uma solva de livros não menos
inextricável e afogadora."

(1) Bibliotecária do Instituto Tecnológico do R.G.S.(ITERS),
atualmente à disposição da Comissão de Desenvolvimento
Economico do Litoral(CODEL){bibliotecária do Centro de
Estudos EconSnicos e Financeiro3(CEEP)jFac,de Ciências
Políticas e Econômicas da PUC, P.Alegre.

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Calcula-se q.ue aparecem cerca de 40*000 periódicos técnico-científi COS anualmente, e íjue, sòmente no últiiâo ano, foram putlioados ao redor

de

2,000.000 de artigos com informações científicas e informações técnicas.
Acrescente-se ainda o número não menos alentado de monografias editadas por
instituições oficiais ou particulares.
Da última reunião da F.I.D.(Federação Internacional de Documentação),
realizada no Rio de Janeiro de 22 a 31 de julho de i960, quando homens da jçi
ência e da pesquisa tecnológica trocaram idéias com bibliotecários, bibliógrafos e documentalistas, pôde-se deduzir, facilmente, que a preocupação d_o
minante é a maneira de facilitar a informação bibliográfica no sou triplo a_s
peto: edição, difusão e obtenção.
Em Porto Alegre, como ocorre em todo o Brasil (e notadamente em toda
América Latina) , os centros de estudos e de pesquisas são todos ou quasi t_o
dos de carator oficial, o que significa que contam com muito menos recursos
econômicos do que os centros similares de outros países. A nossa muito fam_i
liar expressão "não há verba" ou "a verba foi cortada", é a legitima expres_
são da realidade das nossas instituições de pesquisa. Mas, a pesquisa téc nico-cientifica desenvolve-se no Estado do Rio Grande do Sul, apesar dos pe_
sares, sentindo porém tôdas as agruras das necessidades e das dificuldades
da informação bibliográfica, que é ferramenta tão ou mais importante quanto
os aparelhos e equipamentos de laboratório.
O apoio do Estado â pesquisa, através de bibliotecas e serviços de do_
cumentação, ainda não se tem mostrado à altura dos trabalhos que os seus téc
nicos têm realizado, com o mínimo de material informativo. Seria desejável
uma revisão nos métodos de aplicação do Orçamento do Estado, com vistas aos
serviços de informação bibliográfica adequados às necessidades atuais e futuras da pesquisa e da tecnologia. E quasi alarmante a carência ou a defic_i
ência de informações bibliográficas no setor da administração pública.

No

entanto, a documentação é muitíssimo necessária ao Estado moderno, que

pr_e

tende assentar seu programa de ação em planos de trabalhos prèviamente

el^

borados por especialistas. A falta de dados atualizados, de estatísticas r^e
ais ou de relatórios autênticos, fornecidos por uma biblioteca ou serviço de
documentação, pode originar soluções oficiais de conseqüências desastrosas
para a população, para o contribuinte e para o proprio govêrno, porque

fo-

ram apoiadas em bases falsas ou antiquadas.
A máquina administrativa poderia dispôr de melhores serviços de bibl^
teca (e posteriormente de serviços de documentação), com evidente reflexo no
resultado dos seus trabalhos e esforços, si houvesse melhor organização

e

coordenação do material bibliográfico existente nas suas Secretarias,Departamentos, Serviços, Autarquias, etc.
Na Capital dp Estado, cêrca de 700 técnicos-científicos prestam

ser-

viços ao Estado e usam os recursos das seguintes bibliotecas especializadas;

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�Com,Est .Energia Eletr

2.600 v.

Depto.Auton.Estr.Rodagem

2.900 v.

Inst. Riogr. Arroa...

5.218 v.

Inst .Tecnol .R .G .S

6.300 v. + 3«000 folhetos

Secr, Agric

7 .400 v. +10 .700 folhetos
T-0 t a 1

22.41s V. +15.700 folhetos

Quanto âs assinaturas de publicações periódicas a situação é esta: o
ITERS dispõe&gt;de uma coleção de 470 títulos; o IRGA, de 280j a Secretaria de
Agricultura, de 200; a CEEE, de 80; o DAER, de 50, e as demais repartições
mantêm menos assinaturas ou nenhuma. O Tribunal de Justiça tem registrado
4.870 volumes de periódicos encadernados, mas o nilmero de assinaturas em cot
so de recebimento é insignificante.
O melhor, pelo menos o maior acervo em matéria jurídica se encontra
na biblioteca do Tribunal de Justiça, refeita após a destruição total pelo
incêndio de 1945» porém ainda não catalogadoTambém a CEEE, no seu Depart^
mento Jurídico, está reunindo um selecionado acervo. Ali poderí ocorrer
fato curioso; a parte jurídica se tornar maior do que o acervo usado

um

pelos

técnicos em eletrotécnica., centrais elétricas e setores correlates!
As bibliotecas do Estado que reúnem bibliografia jurídica são as

se-

guintes:
Conselho do Serviço Público

1.280 v. 4-

558 folhetos

Depto.das Prefeituras Municipais ... 4«000 v. +5.120 folhetos
Procuradoria Geral do Estado

I.6OO v.

Tribunal de Justiça

8.500 v. +1.000 folhetos

Total

.15.360 V. +6.478 folhetos

Em matéria de catálogo de leis, a situação não é má: a biblioteca da
D.P.M. tem completo catálogo de assunto e'cronológico das leis e decretos
federais, estaduais e municipais, iniciado em 1937» na Assembléia Legislativa há catálogo de assunto e cronológico das leis estaduais; a Diretoria
Geral da Secretaria de Educação vem fichando tôdas as leis estaduais, desde 1949f ero ordem cronológica; o Conselho do Serviço Público elabora, desde 1943» o catálogo de assunto de leis referentes a Pessoal.

000000oOoooooooo
II
NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
No terreno da pesquisa e das bibliotecas especializadas, a colaboração das instituições universitárias é relevante, melhor seria dizer: é fundamental.

Elas prestam uma grande contribuição ao progresso do Estado,atr^

vés das suas faculdades e institutos de ensino e das realizações dos seus
institutos de pesquisa, no campo das humanidades e ciências sociais,da ciên
cia e da tecnologia. Tanto na Capital como nas cidades do interior do Estado,

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a Universidade do R.G.S. e a Pontifícia Universidade Catdlioa vêni desenvolvendo um esplendido programa cultural e científico.
Sendo a pesquisa científica e a pesquisa tecnológica de importância _vi
tal para o desenvolvimento econômico, ê natural que a indústria se mostre
preocupada com o ensino técnico e procure uma melhor articulação com a universidade,

Foi com esta finalidade que se realizou, no Hotel Quitandinha ,

em novembro de 1959&gt; o SEMINÄRIO UNIVERSIDADE-INDUSTRIA, convocado pelo M.K
C., pelo CENPI da C.N.I. e pelo B.II.D.E.
A mesma preocupação se evidencia em muitos dos trabalhos apresentados
à 1&amp; CONFERÊNCIA NACIONAL DE FACULDADES DE CIÊNCIAS ECONOMICAS, realizada em
novembro de 1959» em Porto Alegre.

A proposito, transcreveremos as palavrqs

proferidas na sessão de instalação desta Conferência, pelo Prof.Pery Pinto
Diniz da Silva, Diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da U.R.G.S. e
vice-reitor da U.R.G.S.;

"E que temos em alto gráu o conceito do papel da

universidade contemporânea, que coordena e influencia o campo de vida e de
trabalho do homem e da produção, e se vincula como orgão do cooperação,com
o Estado e o meio, no estudo dos problemas ß,dministrativos e na orientação
das tendências sociais".
Na JUSTIFICATIVA da convicação desta mesma Conferência e do seu Temário, em Métodos de Ensino, 16-se: "... ê necessário que as Faculdades estabeleçam com urgência métodos e processos de ensino mais eficientes e mais de
acôrdo com a formação daqueles que se dispõem a freqüentar seus cursos.
Dentre êsses processos, situam-se em primeiro lugar os seminários e as pesquisas de laboratório em grupos de trabalho.

As cargas de leitura, quer de

obras e_ revistas técnicas especializadas. são outro elemento excelente

ao

desenvolvimento do aprendizado." (O grifo é nosso)
Ora, si há consciência da necessidade da "educação para o desenvolvimento", há também a convicção que não se pode mais aceitar, como uma fatalidade insuperável, á deficiência de material bibliográfico e dos serviços
de biblioteca.
E sabido que as instituições universitárias brasileiras sofrem as limitações que lhes sao impostas pelos orçamentos, e as suas bibliotecas

as

conf irmam.
Na Capital, a U.R.G.S. conta com 800 professores e, em I96O, 4-000
alunos se matricularam nas suas 11 Faculdades ou Escolas.

Funcionam tam-

bém 16 Institutos de Pesquisa nos quais cêrca de 60 pesquisadores se dedicam
â investigação.

Para atender à grande familia universitária, a U.R.G.S.tem

um acervo bibliográfico aproximado de II3.OOO volumes, distribuído pelas bi_
bliotecas universitárias, como segue:
°
Nõ do livros

,
Títulos
publ.per.

Escola de Agronomia e Veterinária

6.3OO

86

Escola de Engenharia

9.500

250

Escola de Geologia

1.500

221

Faculdade de Arquitetura

4.6OO

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Faculdade de Ciências Econômicas
Faculdade de Direito
Faculdade de FSrniácia

o,.

9«300

859

17.000"''

175

1.100

72

Faculdade de Filosofia

22.800"'"

635

Faculdade de Medicina

30.000

400

Faculdade de Odontologia

Em organização

Instituto de Ciências Naturais

3»600

277

Instituto de Física

2.500

45

Instituto de Fisiologia Experimental ....

2.800

98

Instituto de Matemática

1.000

30

Instituto de Microbiologia

500

50

Instituto de Pesquisas Hidráulicas

500

90

T o t a 1

113.000

As bibliotecas da universidade não foram ainda colocadas no mesmo pl^
no de importância das instituições universitárias e nem se pode ainda cogitar em serviços de documentação.

Isto pode parecer inexplicável ou até fa_l

ta de preocupação, justamente numa universidade que se está projetando como
modelar. E porém provável que o Colendo Conselho Universitário e o Departamento de Educação e Ensino ou o Conselho de Pesquisa, assoberbados com o rd^
mo renovador e dinâmico que o Magnifico Reitor imprime às construções ,âs re_
formas, à criação e instalação de novos institutos, não tenham ainda podido
atender, no mesmo ritmo, ao setor bibliotecas.
Reunindo os acervos das bibliotecas especializadas em ciência e tecno_
logía do Estado e da U.R.G.S.(excluindo, portanto, os de carater humanístico"*") teremos 95*618 volumes de livros para todos os técnico-científicos de
PÔrto Alegre.
o o o o o o
O acervo da biblioteca da PUC não foi computado porque seus 45 »000 l_i
vros 0 800 títulos de publicações periódicas são de carater eminentemente
humanístico.
ooooooooooOoooooooooo
III
NECESSIDADE DE m ORGlO COORDENADOR
O investigador, o estudioso, dispende muito tempo visitando bibliotecas, em busca de informações do que foi ou está sendo publicado, ou localizando material citado ou procurando obter ou reproduzir o que descobriu.
Parece-nos que há solução para o problema da carência de material bibliográfico nas bibliotecas especializadas de Pôrto Alegre. E quasi certo de
que não há recursos financeiros para aumentar satisfatóriamente o acer
vo de cada uma das várias bibliotecas especializadas da Capital. Mas, haveria pelo menos a possibilidade de reunir, de integrar os recursos de todas

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�elas, e de coordenar as futuras aquisições« O remédio ê antigo e é de efic_i
ência comprovada em muitos países, regiões e cidades. Seu nome é CATALOGO
COLETIVO.
O leitor deixaria de peregrinar pelas bibliotecas da cidade e seria
bem atendido pela informação imediata e precisa do CATALOGO COLETIVO.

As

verbas, sempre escassas, poderiam ter aplicação mais racional, porque os d^
dos corretos do CATALOGO COLETIVO tornariam possivel realizar a aquisição
coordenada entre tôdas as bibliotecas cooperantes. Outros serviços de biblip
teca seriam também beneficiados com o CATALOGO COLETIVO, e isso bem o sabem
todos os bibliotecários.
Porém sem um sargia ORGÄO COORDENADOR não haverá possibilidade de concretizar essa velha reivindicação não só dos estudiosos, mas também dos bibliotecários gaúchos.
Julgamos, pois, que a providência urgente para minorar as dificulda-des da informação bibliográfica em Pôrto Alegre, seria dar maior atenção pa
ra a necessidade de um CATALOGO COLETIVO e de um ORGlO COORDENADOR.
Continuando o nosso pensamento: julgamos que a solução mais feliz,muj^
to de acôrdo com as possibilidades do nosso meio, seria o desenvolvimento
do SERVIÇO CENTRAL DE INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS, criado, recentemente, jun
to â Reitoria da U.R.G.S., para vir a ser o ORGSO COORDENADOR a que nos referimos.

Não conhecemos exatamente o plano da S.C.I.B, nem o pensamento da

Reitoria sôbre a projeção, a amplitude que se pretende dar a êsse SERVIÇO ,
ainda incipiente.

Temos consciência, porém, do alcance dos seus serviços

junto aos estudiosos e aos pesquisadores, uma vez que seja bem planejado

e

que conte com pessoal capaz, e em número suficiente, para um trabalho de táL
repercussão e tamanha importância.
O INSTITUTO BRASILEIRO DE BIBLIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO (criado pelo
CNPq.) está muitíssimo empenhado no desenvolvimento dêsses Serviços e dêles
espera colaboração para coligir o CATALOGO COLETIVO NACIONAL de livros e de
publicações periódicas, e vem assinando convênios com as universidades brasileiras nêste sentido.

Cremos que já o fez com a U.R.G.S.

E natural, será até necessário, que o S.C.I.E. sofra limitações na fa
se inicial da sua organização.

Será a fase da formação do CATALOGO CENTRA-

LIZADO, quer dizer, estará arrolando sòmente o material bibliográfico das
bibliotecas universitárias.

Já nesta fase, a sua contribuição será de gran-

de valia, porque o maior número de bibliotecas especializadas locais e

o

maior acervo de material especializado se encontra no setor universitário e
não nas repartições do Estado.

Ora, consultar um catálogo que dá, de

ime-

diato, a existência e a localização do material bibliográfico de 16 bibliotecas universitárias, já é uma facilidade!
O CATALOGO COLETIVO

contribue decididamente para a solução do proble_

ma da obtenção do material bibliográfico, seja por empréstimo interbibliote_
cário, seja por reprodução fotográfica ou por outro meio de reprodução.

Na

Comunicaçao EMPRESTIMO ENTRE BIBLIOTECAS, apresentada â 1- Conferência NaG_^
nal de Faculdades de Ciências Econômicas, para o téma"Bibliotecas e Biblio-

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grafias", afirma-se;

"Ha Biblioteca desta Fo-culdade (refere-se à Fac. de C_i

ências Econômicas da U.R.G.S.) o empréstimo interbibliotecario é empírico ,
em vista da inexistência de um catálogo coletivo no Serviço Central da Universidade,"

Isso demonstra que o problema está realmente em foco. Não será

dificil, ao S.C.I.B, traçar e implantar normas para o empréstimo interbibl^
tecário, e â Reitoria, instalar um laboratório para reprodução de material
bibliográfico, tanbé, "central", quer dizer, que atenda a toda a universid^
de, e que, futuramente, possa atender aos consulentes em geral, que nece3s_i
tem de fotocópia ou microfilme de material localizado no catálogo coletivo.
O Serviço de Documentação da U.S.P. prepara ao redor de I5O.OOO microfilmes
por ano e 10.000 a 12.000 dispositivos por mês (dados de 1955).
Realizada a fase do levantamento bibliográfico existente no setor

da

Universidade, deverá ser estendido o plano e incluir o acervo das bibliotecas especializadas das repartições do Estado e da PUC, dando-se prioridade
às coleções de publicações periódicas.
As bibliotecas especializadas, reconhecendo a importância de um orgão
coordenador e as vantagens do seu catálogo coletivo para bibli^otecários

e

consulentes, darao a sua colaboração, confeccionando as fichas referentes ao
seu acervo, para o catálogo coletivo do S.C.I.B.
A etapa seguinte consistiria em obter a contribuição de bibliotecas
do interior do Estado. Citamos, apenas, o acervo de 120.000 peças da Biblioteca Riograndense da cidade do Rio Grande, com uma esplendida coleção
ii±ki±E de bibliografia riograndense, que inclue entre as raridades bibliográficas, muitas edições "princeps" e livros manuscritos.

E sem dúvida

a

primeira biblioteca do Estado e é classificada em 6® lugar no âmbito nacional, pela riquesa do acervo.
Temos conhecimento de que, na Faculdade de Filosofia da U.R.G.S., se
cogita em trazer para PÔrto Alegre (em fichas, naturalmente) a parte do açor
vo referente à história do nosso Estado.

Sugerimos que também, nêsse àaso

se pense no catálogo coletivo do S.C.I.B, como solução correta. Seria uma
significativa facilidade aos historiadores e estudiosos da história rio-grandense, que dispõem do acervo de cêrca de 20.000 volumes (livros e revistas) do Instituto Histórico e Geográfico do Estado, agora enriquecido a
selecionada coleção de J ,000 volumes do falecido historiador Otelo Rosa.

00000000oO000000000

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CONCLUSÕES

Considerando;'
as escassas dotações orçamentárias para as bibliotecas,

a

falta de pessoal capaz e as decorrentes deficiências e falhas
dos acervos das nossas bibliotecas especializadas;

a dificuldade da localização e da obtenção de material bibli_o
gráfico e a necessidade de se conhecer o acervo utilizável das
bibliotecas especializadas de Pôrto Alegre;

a responsabilidade das instituições governamentais, das universidades, e também das classes produtoras, na eficiente
prestação de informações bibliográficas;

a necessidade de um registro sistemático das publicações editadas por instituições, sem finalidade comercial, e a necessj^
dade de se difundir e adotar uma apresentação normalizada;
/
Sugerimos que;
12)

seja reservado ao S.C.I.B, lugar de destaque e de importância devido às demais instituições da Universidade;

♦

2^)

oS.C.I.B. daU.R.G.S. venha a funcionar como ORGÃO COO^
DEÍTADOR da informação bibliográfica no Estado do R.G.S.,
contando com o a,poio do Governo do Estado;

5°)

o S.C.I.B, seja dotado de recursos financeiros e de pessoal técnico capaz, e em número suficiênte, para poder
realizar um plano de integração e de difusão de informações bibliográficas;

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4®)

sejam promovidas reuniões entre os responsáveis das bibliotecas universitárias e das bibliotecas especializadas do Estado, na Capital (êstes convocados pelo representante do G-ovêrno junto ao S.C.I.B.), a fin de entrosar as suas atividades, desenvolvendo uma colaboração efetiva de trabalho e até de pessoal, visando um melhor
aproveitamento dos seus recursos bibliográficos}

5®)

I
o pessoal técnico do S.C.I.B, e os dirigentes

das bi-

bliotecas especializadas das repartições do Estado,divulgam e se esforcem para que sejam aplicadas as normas e projetos da A.B.N.T. referentes â edição de revistas e de monografias (publicadas era 1960,em NORMALIZAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO).

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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