<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5189" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5189?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-26T10:11:32-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4257">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/47/5189/SNBU2006_148.pdf</src>
      <authentication>d7075dc8b7ab03fd757c03a1f32616a2</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="56617">
                  <text>Educação à distância para formação do bibliotecário de bibliotecas
universitárias do consórcio CRUESP em Política de indexação: perspectivas
de conteúdo e aplicação de protocolo verbal em grupo
Mariângela Spotti Lopes Fujita
Professora Adjunta do Departamento de
Ciência da Informação UNESP Marília,
SP, Brasil.
fujita@marilia.unesp.br.
Milena Polsinelli Rubi
Doutoranda do Curso de Pós-Graduação em
Ciência da Informação UNESP Marília,
SP, Brasil.
Bolsista CAPES.
mprubi@ig.com.br.
Resumo
O indexador é ponto de partida para geração do conhecimento organizacional
sobre política de indexação na biblioteca onde atua. Sendo assim, apresentamos
nossa experiência de elaboração de curso para formação em serviço do
bibliotecário indexador implementado com recursos de educação à distância pelo
Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), em promoção conjunta dos
Sistemas de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP); Universidade
Estadual Paulista (UNESP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O
curso Política de indexação em sistemas de informação teve por objetivo o
aprimoramento profissional na área em conformidade com a demanda de
capacitação identificada e com os interesses das instituições. Constituído por
cinco módulos, o curso foi estruturado tendo em vista uma seqüência lógica de
conhecimentos que resultassem em um produto final: a elaboração de um manual
de indexação. Por meio dos trabalhos solicitados semanalmente, o resultado se
mostrou satisfatório quanto ao aprofundamento dos conceitos sobre o tema e sua
pertinência ao dia-a-dia do fazer bibliotecário. Além disso, a metodologia de
educação a distância permitiu uma nova prática de ensino que consegue atingir
bibliotecários distribuídos em diferentes do estado de São Paulo, com horários
diversos, permitindo a interação entre os mesmos, com racionalização de custos.
Palavras-chave: política de indexação; indexador; conhecimento organizacional; prática
de ensino de política de indexação; educação à distância.
EIXO TEMÁTICO:

O Impacto das Tecnologias Eletrônicas e sua Mediação
- A educação continuada dos profissionais da informação

�1 INTRODUÇÃO

A política de indexação deve ser constituída de estratégias que permitam o
alcance dos objetivos de recuperação do sistema de informação.
Sob o ponto de vista do sistema de recuperação da informação, a
indexação

é

reconhecida

com

sua

parte

mais

importante

dentro

dos

procedimentos realizados para o tratamento da informação, pois condiciona os
resultados das estratégias de busca.
Nesse contexto, o indexador tem como função compreender o documento
ao realizar uma análise conceitual que represente adequadamente seu conteúdo,
de modo que ocorra correspondência entre o índice e o assunto pesquisado pelo
usuário. Para isso, existem os manuais de indexação que devem refletir a política
de indexação do sistema de informação e a realidade de trabalho do indexador,
pois o indexador é ponto de partida para geração do conhecimento organizacional
sobre política de indexação na biblioteca onde atua.
Nossa proposta é apresentar nossa experiência de elaboração de curso
para formação em serviço do bibliotecário indexador implementado com recursos
de educação à distância pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP
(SIBi/USP), em promoção conjunta dos Sistemas de Bibliotecas da Universidade
de São Paulo (USP); Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP). O curso Política de indexação em sistemas de
informação

teve por objetivo o aprimoramento profissional na área em

conformidade com a demanda de capacitação identificada e com os interesses
das instituições.
2 O CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL PARA A POLÍTICA DE INDEXAÇÃO
São consideradas políticas ou diretrizes os planos gerais de ação que
estabelecem guias mestras, orientam a tomada de decisão, dão estabilidade à
organização, evitam repetição de análises, auxiliando previamente nas

�decisões, além de delegar autoridade sem perder o controle (ALMEIDA, 2000).
No caso das bibliotecas, existem políticas gerais e específicas de acordo
com cada setor de atuação: política de desenvolvimento de coleções, política
de preservação e conservação do acervo, política de atendimento, entre outras.
De maneira geral, a literatura sobre política de indexação se mostra
escassa. No âmbito nacional, destaca-se o clássico artigo de Carneiro (1985)
que aponta elementos de política de indexação. A partir de então, as pesquisas
sobre o tema só foram retomadas por Rubi (2000; 2004), Rubi e Fujita (2003) e
Guimarães (2001, 2004).
É preciso que as bibliotecas percebam a importância da indexação em todo
o

ciclo

documentário,

considerando-a

como

parte

da

administração,

compreendendo que a indexação necessita de parâmetros que guiem os
indexadores no momento de tomadas de decisões minimizando subjetividade e
incertezas durante o processo de indexação, reconhecendo, portanto, a
importância em se implantar uma política de indexação.
Consideramos que a política de indexação de um sistema de informação
pode ser observada por meio de seus recursos humanos, como os indexadores,
bem como por meio de sua documentação oficial, como o manual de indexação.

Em estudos sobre Cultura Organizacional, observamos também a
existência de duas abordagens que podem ser utilizadas no estudo dos valores
organizacionais: a partir dos documentos oficiais da empresa e a partir de
observações sobre como os valores são percebidos pelos funcionários.
No nosso caso, os elementos de política de indexação são os valores
peculiares de cada sistema de informação que estão expressos oficialmente em
manuais de indexação e expressam a visão do dirigente sobre como devem

�proceder todos os centros subordinados ao sistema de informação. (RUBI;
FUJITA, 2003).
No caso dos funcionários, o responsável pelo processo de indexação é o
indexador que realiza a análise de um texto com fins de indexação. Essa análise,
segundo Fujita (1999), está diretamente vinculada com sua concepção de análise
documentária adquirida através de sua formação educacional e da política de
indexação do sistema onde está inserido. Podemos afirmar que o manual de
indexação para o indexador deve ser um instrumento real de trabalho e norteador
dos princípios de indexação adotados pelo sistema de informação a fim de que
seja garantida a consistência na indexação.

Dessa forma, consideramos o indexador como fonte de informação para o
início da espiral da construção de novos conhecimentos pela e para a biblioteca.
Além disso, ele é responsável pela criação de novos conhecimentos por meio de
sua experiência. No entanto, esse conhecimento, que ainda é tácito, deve ser
documentado de alguma maneira (manual de indexação) tornando-se explícito e
servindo de suporte para a geração de novos conhecimentos por parte da
biblioteca e de outros indexadores.
Sobre isso, podemos afirmar que os estudos a respeito do conhecimento
tácito e do conhecimento explícito, objetos de estudos da gestão do conhecimento
e que, por definição, atendem aos nossos interesses.
Nonaka e Takeuchi (1997, p. 65) explicam que
A criação do conhecimento organizacional deve ser entendida
como um processo que amplia organizacionalmente o
conhecimento criado pelos indivíduos, cristalizando-o como parte
da rede de conhecimento da organização. (NONAKA; TAKEUCHI,
1997, p. 65, grifo dos autores).

Consideramos que o conhecimento tácito é a base do conhecimento
organizacional e para que haja eficiência na criação deste conhecimento o

�indexador tem como função converter o conhecimento tácito em explícito e a
biblioteca promover a interação entre os membros da organização.
Para tanto, apresentamos como recurso o protocolo verbal em grupo.
3 PROTOCOLO VERBAL
ORGANIZACIONAL

EM

GRUPO

PARA

O

CONHECIMENTO

A utilização do protocolo verbal em grupo deve-se principalmente ao fato de
que esta metodologia possibilita a explicitação do conhecimento organizacional
dos indexadores, o que subsidiará a política de indexação revelando aspectos do
sistema de informação importantes para a indexação de documentos.
De acordo com Nardi (1999) a origem da prática do protocolo verbal em
grupo está na metodologia introspectiva do protocolo verbal nos moldes de
Ericsson e Simon (1987), um instrumento de coleta de dados introspectivos
originalmente utilizado para coletar informações sobre processos mentais
utilizados pelos indivíduos na realização de qualquer tipo de tarefa.
O protocolo verbal, de acordo com os referidos autores, fornece
informações sobre passos de processamento individual, tais como verbalizações
espontâneas, seqüência de movimentos com os olhos, exteriorizando seus
processos mentais e mantendo a seqüência das informações processadas.
O modelo proposto por Ericsson e Simon (1987) prevê que a informação
recém-apreendida pelo processador central é mantida na memória de curto prazo
por algum tempo e é diretamente acessível para processamento subseqüente,
enquanto que na memória de longo prazo a informação precisa ser recuperada
antes de ser relatada. Dessa forma, as informações coletadas em relatos verbais
são

as

recém-apreendidas,

subseqüente.

diretamente

acessíveis

para

processamento

�Nardi (1999, p. 38) apresenta seu ponto de vista sobre as possibilidades de
interação social e cultural que se abrem numa leitura. O leitor pode interagir não
só com o autor do texto, como também com outros leitores que tenham tornado
explícitas suas interpretações anteriores do mesmo texto, com outros autores de
outros textos que, de alguma forma, se relacionam ao texto sendo lido etc.
Fujita, Nardi e Fagundes (2003) consideram que a técnica introspectiva de
Pensar Alto , ou Protocolo Verbal, revela a introspecção do leitor de forma
natural, com vantagens sobre outros tipos de técnicas tais como diários,
questionários ou entrevistas porque é a única que fornece acesso direto ao
processo mental de leitura enquanto está sendo realizado pelo leitor, diferente das
outras que revelam apenas a reflexão após o processo de leitura. Dessa forma, a
técnica de Pensar alto é a única técnica propriamente introspectiva enquanto as
outras são de natureza retrospectiva.
Os estudos realizados com a metodologia do protocolo verbal em grupo
para conhecer a visão dos indexadores a respeito de política de indexação
mostraram-se satisfatórios, uma vez que permitiram a conversão do conhecimento
tácito dos indexadores em explícito para a instituição, bem como a interação entre
os bibliotecários (RUBI, 2004).
4 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA PARA FORMAÇÃO DE INDEXADORES
Tendo em vista os subsídios identificados por meio do protocolo verbal em
grupo sobre o conhecimento organizacional de política de indexação dos
indexadores de sistemas de informação, pretendemos finalizar este trabalho com
algumas propostas práticas para o ensino de política de indexação dirigidas a
profissionais que já atuam no mercado de trabalho, utilizando para isso o seu
próprio conhecimento organizacional.

�Dessa maneira, temos a intenção de divulgar a importância do
estabelecimento de uma política de indexação e contribuir, de maneira prática,
com a área de Biblioteconomia, em especial, a indexação, apresentando o curso à
distância Política de indexação em sistemas de informação realizado com
bibliotecários indexadores das universidades estaduais paulistas que fazem parte
do Sistema CRUESP/Bibliotecas: Universidade de São Paulo (USP); Universidade
Estadual Paulista (UNESP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Com a duração de cinco semanas, o curso tem a seguinte ementa e
objetivos:
Ementa: a política de indexação enquanto decisão administrativa
estratégica para otimização de serviços e racionalização de processos em
sistemas de recuperação da informação: sua função e metodologia no âmbito de
sistemas de recuperação da informação.
Objetivos:
Demonstrar a importância do estabelecimento de uma política de
indexação para o sistema de recuperação da informação.
Familiarizar o profissional com os elementos de política de indexação e
com os manuais de indexação.
Conscientizar o profissional sobre a importância do indexador para o
desenvolvimento da política de indexação.
Os módulos, apresentados semanalmente, foram baseados na dissertação
de Rubi (2004) e estruturados tendo em vista uma seqüência lógica de
conhecimento que resultasse em um produto final: a elaboração de um manual de
indexação.
a) Módulo 1: O contexto administrativo de bibliotecas universitárias e seu
papel na socialização do conhecimento:

�O enfoque foi feito a partir do contexto em que se encontra a biblioteca
universitária, seus aspectos administrativos e sua função enquanto agente da
socialização do conhecimento, principalmente na era da informação digital
(FUJITA, 2005).
b) Módulo 2: A cultura organizacional na gestão de conhecimento:
Apresentamos os elementos que constituem a cultura organizacional de
uma organização (TAVARES, 1996; TAMAYO, 1998) e os trouxemos para a
realidade das bibliotecas, verificando sua importância e influência na rotina de
trabalhos dos indexadores.
c) Módulo 3: Elementos para uma política de indexação em perspectiva
gerencial de sistemas de informação:
Demonstramos a importância do estabelecimento de uma política de
indexação para bibliotecas e apresentamos os elementos constituintes dessa
política na visão de autores como Carneiro (1985) e Guimarães (2000).
d) Módulo 4: Observação de procedimentos de indexação e do
conhecimento organizacional com aplicação de Protocolo Verbal:
Apresentamos a metodologia de coleta de dados introspectivos nos
moldes de Ericsson e Simon (1987) e Nardi (1999) para identificação de
procedimentos de indexação e do conhecimento organizacional sobre política de
indexação.
e) Módulo 5: A política de indexação e elaboração do manual de indexação:
o enfoque foi sobre os tipos de manuais existentes em uma organização,
suas formas e funções, a apresentação dos manuais de indexação de sistemas de
internacionais de informação e, principalmente, como fazer do manual de
indexação uma ferramenta de trabalho eficaz para o indexador e a biblioteca.

�Ao final de cada módulo foi solicitado um exercício sobre o tema proposto.
Para solução de dúvidas e esclarecimentos, contamos com a ferramenta chat em
que a professora teve a possibilidade de se reunir uma vez por semana com os
alunos para debate e solução de dúvidas. Além disso, um momento importante
para o curso foi uma aula presencial em que houve maior interação entre os todos
e a consolidação dos conteúdos apresentados.
Como visto anteriormente, além do protocolo verbal em grupo, a política de
indexação pode ser observada e avaliada por meio da análise dos manuais de
indexação e da aplicação de questionários a bibliotecários dos sistemas de
informação. Por isso, esse tipo metodologia pode se apresentar como um
exercício para a observação dos elementos de política e sua importância para o
sistema a que serve, como veremos a seguir.
Atualmente, alguns manuais de indexação estão disponíveis na Internet,
como por exemplo, o da BIREME, o do AGRIS, o do ERIC, o que facilita o acesso
às informações sobre a política de indexação desses sistemas de informação. O
exercício, que pode ser realizado individualmente ou em grupo, consiste na busca
desses manuais de indexação na Internet e na sua análise quanto ao formato
(disposição das informações, layout, facilidade de manuseio) e ao conteúdo,
levando-se em consideração os elementos que, por definição de Carneiro (1985) e
Guimarães (2000), compõe a política de indexação dos sistemas de informação. A
seguir, formulasse um quadro comparativo desses elementos explicitando as
características de cada um dos sistemas de informação e gerando uma discussão
a respeito da necessidade e importância de uma política de indexação bem
estabelecida.
Posteriormente, solicita-se a elaboração de uma política de indexação para
uma biblioteca determinada, lembrando que este documento deverá conter os
elementos de política de indexação pertinentes à realidade da biblioteca escolhida.
No caso de alunos que ainda não atuam em sistemas de informação, esse

�exercício pode ser realizado com a colaboração de um bibliotecário que atue na
área por meio de estudo de caso, entrevistas e/ou questionários. Alunos que já
atuam em algum sistema de informação, independentemente do setor, pode
elaborar (ou aperfeiçoar) um manual para a própria instituição, onde o bibliotecário
tem maior facilidade de acesso às informações, além de constituir sua realidade
de trabalho.
Realizamos as duas experiências com êxito em instituição com grupos de
alunos bibliotecários atuantes de pós-graduação stricto senso em indexação.
Foi solicitada a análise comparativa de manuais disponíveis na Internet e, a
seguir, a elaboração de um manual de indexação com o histórico da instituição
onde trabalham, os elementos de política de indexação e, além disso, a
metodologia utilizada para a realização da indexação, uma vez que esse serviço
era executado por eles.
Outro tipo de exercício diz respeito à avaliação da política de indexação em
que se solicita aos alunos uma avaliação da política de indexação do sistema de
informação em que trabalham. Neste caso, o exercício foi realizado com
bibliotecários que fazem parte do Sistema de Bibliotecas das Universidades
Estaduais Paulistas (CRUESP/BIBLIOTECAS) e que atuam no processamento
técnico, especificamente no serviço de indexação, e a conscientização dos
profissionais em estabelecer uma política de indexação.
Além de identificar e avaliar a política de indexação de sistemas de
informação, há também a possibilidade de se verificar, por meio de questionário, a
política de indexação adotada por serviços de análise de bibliotecas. Nossa
experiência foi a aplicação de questionário aos gerentes de duas bibliotecas
universitárias da área de medicina e educação que realizam indexação de artigos
de periódicos em base de dados local. Com isso objetivou-se conhecer o
profissional responsável pela indexação nesta base de dados local; verificar quais

�os critérios utilizados para selecionar os periódicos a serem indexados, além do
software e da linguagem documentária utilizada; tomar conhecimento sobre a
existência de um manual de serviço e a periodicidade de atualização da base de
dados.
Outro tipo de questionário pode ser elaborado tendo como objetivo observar
o perfil do indexador e o conhecimento que este profissional tem a respeito da
política de indexação presente no seu local de trabalho. Neste caso, o
questionário foi direcionado a indexadores que trabalham em bibliotecas
universitárias que fazem parte de um sistema de informação integrado na área de
odontologia. Desse modo, objetivou-se observar os procedimentos de indexação;
verificar em que medida o manual de indexação auxilia o indexador minimizando
suas dificuldades durante o processo de indexação; conhecer sua opinião sobre o
manual e a política de indexação.
5 Considerações finais
Diante desses exemplos práticos observamos que seus resultados
demonstraram a importância de se estabelecer a política de indexação, as
características e diferenças entre vários tipos de sistemas de informação e por que
a indexação deve ser analisada do ponto de vista administrativo do sistema, uma
vez que os resultados da indexação, e de sua política, serão observados na
recuperação da informação.
Consideramos que o indexador é ponto de partida para a geração do
conhecimento organizacional sobre política de indexação dentro dos sistemas de
informação onde atua e este é o motivo principal pelo qual o indexador deve ser
valorizado. Uma das formas de valorização desse profissional seria o investimento
na sua educação constante e permanente, seja em cursos de pós-graduação ou
em cursos de atualização profissional.

�Tendo em vista as constantes mudanças nas áreas do conhecimento que o
bibliotecário deve acompanhar e que refletirá no seu modo de indexar, é preciso
que a atuação profissional também mude com o respaldo da teoria e do próprio
conhecimento organizacional do indexador que deverá ser aproveitado na espiral
de geração de novos conhecimentos para a instituição.
Além disso, não podemos nos esquecer daquele profissional que está
sendo formado pelas escolas de biblioteconomia. Quais estão sendo as práticas
adotadas para o ensino de indexação e política de indexação na graduação?
Esta questão certamente influenciará a prática profissional desse
profissional no mercado de trabalho.
Assim, consideramos importante e necessária, a recomendação de novas
práticas de ensino que compreendam tanto aquele profissional que ainda está em
formação quanto aquele que já atua em sistemas de informação.
DISTANCE EDUCATION FOR ACADEMICALS LIBRARIES LIBRARIANS OF
CONSORTIUM FORMATION CRUESP IN INDEXING POLICY: CONTENT
PERSPECTIVES AND APPLICATION OF VERBAL PROTOCOL IN GROUP
Abstract
The indexer is the starting point for the organizational knowledge production on indexing
policy, in the library where he works. This paper presents an experience in the working up
of a course for the librarian/indexer s education, implemented with resources from USP
Integrated System of Libraries (SIBi/USP) for distance education, together with the library
systems of Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (UNESP)
and Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). The aim of the course entitled
Indexing policy in information systems is the professional improvement according to the
needs of qualifying and to the institution s interests. Consisted of five modules, it is
structured taking into account a logic sequence of knowledge whose final product is the
working up of an indexing manual. The result of the weekly tasks was satisfactory as to the
deepening of concepts on the subject and its pertinence to the librarian s everyday
activities. Moreover, the distance education methodology allows a new teaching practice
reaching librarians from different places in São Paulo state, in different schedules, making
possible their interaction, with cost rationalization.
Key words: distance education; indexing policy; indexer; organizational knowledge;
teaching practice of indexing policy.

�REFERÊNCIAS
CARNEIRO, M. V. Diretrizes para uma política de indexação. Revista da Escola de
Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 221-241, set. 1985.
CUBILLO, J. Cambio y continuidad en las organizaciones de gestión del
conocimiento. DataGramaZero, v. 1, n. 4, ago. 2002. Disponível em: &lt;http://
www.dgzero.or/ago00/Art_02.htm&gt;. Acesso em 5 dez. 2002.
ERICSSON, K.A.; SIMON, H. A. Verbal reports on thinking. In: FAERCH, C.;
KASPER, G. (Ed.). Introspection in second language research. Clevedon:
Multilingual Matters, 1987.
FUJITA, M. S. L. A biblioteca digital no contexto da gestão de bibliotecas
universitárias: análise de aspectos conceituais e evolutivos para a organização da
informação. In: ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 6.,
2005, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2005. Disponível em: &lt;http://
www.cinform.ufba.br&gt;.
FUJITA, M. S. L. Leitura em análise documentária. Marília: UNESP; CNPq, 1999.
Relatório parcial de pesquisa.
FUJITA, M. S. L. A leitura documentária do indexador: aspectos cognitivos e
lingüísticos influentes na formação do leitor profissional. 2003. 321f. Tese (LivreDocência em Análise Documentária e Linguagens Documentárias Alfabéticas)
Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília,
2003.
GUIMARÃES, J. A. C. Políticas de análisis y representación de contenido para la
gestión del conocimiento en las organizaciones. Scire, Zaragoza, v. 6, n. 2,
p. 48-58, jul./dic. 2000.
LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática. Trad. Antonio Agenor
Briquet de Lemos. Brasília: Briquet de Lemos, 1993.
NARDI, M. I. A. A metáfora e a prática de leitura como evento social: instrumentos
do pensar a Biblioteconomia do futuro. 1999. 272 f. Tese (Doutorado em
Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem) Programa de Lingüística Aplicada
e Estudos da Linguagem, Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, 1999.
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Teoria da criação do conhecimento organizacional.
In.: NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como as
empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus,
1997. p. 61-102.

�RUBI, M. P.; FUJITA, M. S. L. Elementos de política de indexação em manuais de
indexação de sistemas de informação especializados. Perspectivas em Ciência
da Informação, Belo Horizonte, v. 8, n. 1, p. 66-77, jan./jun. 2003.
RUBI, M. P. A política de indexação na perspectiva do conhecimento
organizacional. 2004. 135 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação)
Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2004.
TAMAYO, A. Valores organizacionais: sua relação com satisfação no trabalho,
cidadania organizacional e comprometimento afetivo. Revista de Administração,
São Paulo, n. 3, p. 56-63, jul./set. 1998.
TAVARES, F. P. A cultura organizacional como um instrumento de poder. Caderno
de Pesquisas em Administração, São Paulo, v.1, n.3, jul./dez. 1996.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56584">
              <text>Educação à distância para formação do bibliotecário de bibliotecas universitárias do consórcio CRUESP em Política de indexação: perspectivas de conteúdo e aplicação de protocolo verbal em grupo</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56585">
              <text>Fujita, Mariângela Spotti Lopes; Rubi, Milena Polsinelli</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56586">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56587">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56588">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56590">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56591">
              <text>O indexador é ponto de partida para geração do conhecimento organizacional sobre política de indexação na biblioteca onde atua. Sendo assim, apresentamos nossa experiência de elaboração de curso para formação em serviço do bibliotecário indexador implementado com recursos de educação à distância pelo Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (SIBi/USP), em promoção conjunta dos Sistemas de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (USP); Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O curso Política de indexação em sistemas de informação teve por objetivo o aprimoramento profissional na área em conformidade com a demanda de capacitação identificada e com os interesses das instituições. Constituído por cinco módulos, o curso foi estruturado tendo em vista uma seqüência lógica de conhecimentos que resultassem em um produto final: a elaboração de um manual de indexação. Por meio dos trabalhos solicitados semanalmente, o resultado se mostrou satisfatório quanto ao aprofundamento dos conceitos sobre o tema e sua pertinência ao dia-a-dia do fazer bibliotecário. Além disso, a metodologia de educação a distância permitiu uma nova prática de ensino que consegue atingir bibliotecários distribuídos em diferentes do estado de São Paulo, com horários diversos, permitindo a interação entre os mesmos, com racionalização de custos.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68693">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
