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                  <text>PROGRAMA DE APOIO À PUBLICAÇÕES-PROGAP
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Sueli Goulart∗
Maria da Conceição Torres∗∗
Cristina Amélia Carvalho∗∗∗

RESUMO
A chamada Era do Conhecimento sinaliza a necessidade do investimento no
acesso a novas tecnologias, aliado ao processo da sedimentação do aprendizado
contínuo para a formação de saberes. Um novo tempo se apresenta para as
Organizações, reunindo diferentes tipos de agentes de múltiplas áreas, adotandose políticas de ações interdisciplinares, possibilitando a mobilidade de visões,
filosofias e posturas profissionais. No caso das bibliotecas universitárias, como
ambientes organizacionais de geração, tratamento e disseminação da informação,
observa-se um contexto de reflexão e tomadas de decisão, que envolvem novas
posturas na sua infra-estrutura, incluindo os profissionais que trabalham na mais
diversas especialidades. Este relato, traduz a ação conjunta de uma proposta
interdisciplinar dos pesquisadores de pós-graduação da área de administração e
biblioteconomia, no sentido de disponibilização de informações especializadas em
administração através de ambientes presencial e virtual. Trata-se da instalação do
PROGAP ( Programa de Apoio à Publicação) do PROPAD (Programa de Pós
Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco).
Apresenta-se a fundamentação teórica que alavancou a idéia do Programa, seus
objetivos, justificativa, metodologia de instalação e possíveis formas de avaliação.
Conclui-se evidenciando a postura do profissional bibliotecário, transmutando o
papel de agente intermediário para o papel de agente formador e no circuito da
informação.

1 INTRODUÇÃO

Não há lugar comum mais comum, salve-se a redundância, do que dizer
que vivemos um tempo de mudanças. Cada nova geração considera que seu
tempo é de mudanças mais acentuadas, mais radicais que as anteriores. Assim
também as organizações e as profissões. Cada uma delas se considera a mais

�afetada e, via de regra, preocupa-se em buscar formas de se adaptar ao novo
momento.
A idéia de adaptação sugere que assumimos - gerações, organizações,
profissões – posturas passivas. Paradoxalmente, nos sentimos no centro de
mudanças vorazes, mas sobre as quais não temos nenhum controle.
Entretanto, mudanças fazem parte do processo histórico de construção da
sociedade desde os tempos do homem coletor até ao homem organizacional da
sociedade globalizada. São, portanto, movidas por atores sociais que lhes dão
formatos e rumos.
Os diversos períodos de mudança encerram diferenças nas suas
características e peculiaridades que irão traçar-lhes diferentes perfis. Na
sociedade primitiva, num mundo puramente natural, os indivíduos constituíam
pequenos grupos ou tribos, caçavam, coletavam ou pescavam para sua
sobrevivência e comunicavam-se exclusivamente pela voz. A habilidade manual,
a força física e a proximidade eram a base de sobrevivência de nossos ancestrais.
Na sociedade agrícola já se contam com ferramentas que ampliam a força
muscular, produção artesanal, algumas leis que regulam as relações num sistema
feudal e inicia-se a tentativa de compreensão do mundo natural por meio do
conhecimento matemático e astronômico, mas com grande domínio do misticismo.
Além da voz, os indivíduos já escrevem e manuscritos registram e levam
mensagens. O recurso fundamental é a terra, onde se produz e se vive.
A sociedade industrial rompe com esse formato especialmente pela grande
mobilidade demográfica que gerou, o estabelecimento da economia de mercado,
da produção padronizada dirigida a um consumo de massas, da especialização.
Sistemas econômicos e políticos representam os grandes embates entre os
interesses entre os proprietários dos meios de produção e a força de trabalho,
agora transformada em mercadoria. O capital físico, a posse de bens, é o recurso
fundamental.

�Contemporaneamente, no que se convencionou chamar sociedade do
conhecimento, a sensação é que, para além das efetivas rupturas, predomina o
discurso das enormes potencialidades das novas tecnologias de informação e
comunicação, da globalização e da nova economia convivendo com realidades de
regionalização, polarização, marginalização. O valor central – o conhecimento –
capacidade essencialmente humana e social, adquire também caráter mercantil e,
na disputa pelo acúmulo e posse desse capital, luta-se por seu controle,
individualizando-o e dele se apropriando por meio de sofisticadas tecnologias.
Universidades e bibliotecas compõem o universo histórico e social desde a
Antiguidade, acompanhando ou provocando mudanças desde suas origens:
formação teológica, escolas profissionais, centros de pesquisa, formação para o
mercado de trabalho, educação continuada, educação à distância...; monges
copistas, incunábulos, Gutemberg, microfilmagem, computadores, fibra ótica...
Uma das diferenças entre nós que aqui estamos e aqueles outros que lá
estiveram é que somos contemporâneos da transição de um modelo para outro,
cuja idéia central é a complexidade. Complexidade no sentido da convivência de
modelos eventualmente paradoxais, de imbricamento. Mudanças agora não
ocorrem somente de um lado para outro, de uma tecnologia para outra, mas
geram um círculo vicioso complexo, que confunde causas e efeitos em redes
excêntricas, ou seja, não há um centro, nem um início e um fim.

Estamos,

portanto, presentemente forjando estruturas que já sabemos fluidas e voláteis.
Assim, o que fazemos, o que criamos, como reagimos está relacionado à
forma como percebemos o contexto em que vivemos. Organizações, grupos e
indivíduos constroem e reconstroem seus significados e seu posicionamento num
processo contínuo de ação e reação ao contexto, constituindo-o e sendo por ele
constituídos.
As universidades e suas unidades de informação, teoricamente, são
instituições sociais que refletem demandas da sociedade ao mesmo tempo que as
criam pois detém um capital específico, qual seja, o da produção e disseminação

�do conhecimento. Por isso são consideradas organizações que se posicionam (ou,
melhor dizendo, deveriam se posicionar) na vanguarda dos acontecimentos. Não é
outro o sentido das intensas e freqüentes discussões acerca de reformas do
sistema de ensino superior e dos currículos das escolas de biblioteconomia.
No campo da ação prática, parece haver resistências e incertezas na
formatação de novos modelos, sejam de universidades ou de bibliotecas, haja
vista a perpetuação de estruturas anacrônicas, apesar de tantas mudanças em
seu entorno e tantos discursos a esse respeito. Consideramos que a análise do
contexto de referência e de suas implicações organizacionais contribuem para
compreender as transformações que ocorrem, preparar-se para os desafios e
antecipar cenários.
Ao longo dos últimos quatro anos, vimos trabalhando sobre essa temática
(CARVALHO e GOULART, 2003a; 2003b). Mas, para ir além disso, é necessário
exercitar uma prática inovadora. É o que relataremos neste trabalho,
apresentando a experiência de implantação do Programa de Apoio à Publicação
do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco (PROGAP/PROPAD/UFPE).

2 O CONTEXTO DE REFERÊNCIA NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E
SEUS REFLEXOS NAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

O pano de fundo sobre o qual faremos a discussão das mudanças
relacionadas às bibliotecas universitárias é a passagem da sociedade industrial
para a pós-industrial ou sociedade do conhecimento. Admitimos que não há, de
fato, uma ruptura de modelos, mas uma transição que molda um contexto
complexo, como já dito, para o qual a flexibilidade parece ser a palavra de ordem.

�A figura abaixo ilustra as transformações em nível da sociedade e das
organizações,

especialmente

impulsionadas

pelas

novas

tecnologias

de

informação e comunicação, que serão discutidas neste trabalho.

Figura 1 – Transformações societárias e organizacionais influenciadas pela
tecnologia de informação

D IM E N S Ã O F ÍS IC A

D IM E N S Ã O V IR T U A L

C on te x tos In stitu cion a is d e R eferên cia em T ra n sform a çã o
L o cal

N acion al

In tern acion al

E stru tu ra s org a niza cion a is corresp ond en tes
O rgan ização
fech ad a

O rgan ização
ab erta

A Ç Ã O P R E D O M IN A N T E
(T E R )

O rgan ização
em red e

A Ç Ã O P R E D O M IN A N T E
(A C E S S A R )

Fonte: CARVALHO e GOULART, 2003a.

Aos elementos posicionados à esquerda da figura 1, correspondem os
pressupostos da sociedade industrial e do modelo fordista, quais sejam, a ênfase
na dimensão física das organizações (os grandes espaços físicos); a localidade e
proximidade dos recursos; a concentração nos processos internos; e a posse dos
bens e produtos a oferecer.
A sociedade industrial e o modelo fordista que lhe corresponde disseminou,
para a quase totalidade das organizações, formatos organizacionais, e técnicas
gerenciais que lhes imprimiram caráter eminentemente racionalista e burocrático.
Homogeneidade, totalidade, racionalidade eram os focos centrais dos
processos de modernização que orientaram a organização de vastos setores da

�vida organizacional.

Vinculado ao setor industrial em sua origem, o modelo

fordista e a organização taylorista mostraram-se adequados à lógica racional
predominante inclusive no setor de prestação de serviços públicos, incluindo
educação, como as universidades, e informação, como as bibliotecas.
Como marco dessa transformação no Brasil pode ser citada a criação, em
1938, do Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), a partir do
que, segundo Martins (1997), ocorreu uma revolução na administração pública sob
a égide da meritocracia e de outros padrões tipicamente burocráticos. No campo
específico das universidades, o decreto-lei n. 53/66 procura imprimir maior
racionalidade e eficiência mediante o princípio da não duplicação de meios para
fins idênticos ou equivalentes (CUNHA, 2001).
Ainda na década de 60, a implantação da Reforma Universitária de 1968
teve fortes reflexos sobre a organização do trabalho acadêmico e das diversas
unidades de suporte, entre as quais, as bibliotecas.
As mudanças que caracterizam o período de transição situam-se ao centro
e mostram um percurso que cada dia mais nos aproxima da virtualização dos
espaços, da internacionalização das relações e do posicionamento em redes
organizacionais que priorizam o acesso à posse.
A tradução do contexto nas bibliotecas universitárias foi claramente
ilustrada nos trabalhos de Ferreira (1980) e Mercadante (1990), realizados nas
décadas de 70 e 80. O primeiro caracterizou o contexto referenciado no local, na
busca de centralização, otimização de recursos e fortalecimento das unidades. O
segundo, mostra repercussões do primeiro sobre a estruturação dos sistemas de
bibliotecas. O contexto, de âmbito nacional, caracterizado remetia para a busca de
coordenação de ações em estruturas sistêmicas, a articulação de recursos
complementares e o fortalecimento de relações interorganizacionais.
Os trabalhos acima citados serviram de base para Carvalho e Goulart
(2003b) discutirem a relação entre contexto e estrutura das bibliotecas
universitárias brasileiras. Nesse exercício, identificaram as tendências trazidas no

�bojo do novo modelo de organização social caracterizando o contexto global da
sociedade do conhecimento. Na análise dessas autoras, o novo contexto remete
“para estruturas mais flexíveis, tematicamente especializadas, articuladas em
redes de naturezas diversas, com ênfase no compartilhamento de recursos e
referenciadas a um universo informacional global” (CARVALHO e GOULART,
2003b), conforme a reprodução da figura abaixo.

Figura 2 – Tendências a partir da década de 1990

Universo
Informacional

Universo
Administrativo

Relação Hierárquica
Administração
Central da IES

Relação Técnico-profissional

Unidade Central
Unidade
de
Conteúdos
Específicos

Unidade
de
Conteúdos
Específicos

Rede temática
nacional
(ex: BIREME)

Unidade
de
Conteúdos
Específicos
Rede de serviços
específicos
(ex: PROQUEST)

Rede de serviços inespecíficos
(ex: Bibliodata/CALCO e OCLC)

Rede temática internacional
(ex: Medline)

Fonte: CARVALHO e GOULART, 2003b.

Vê-se que os sistemas de informação das universidades adquiriram
amplitude global. Entretanto, ao contrário da homogeneidade na oferta de
serviços, como no modelo fordista, o novo cenário requer a oferta de serviços
específicos,

a

públicos

heterogêneos

e

com

interesses

informacionais

diversificados. A ênfase no acesso à informação e a diversidade de formatos e

�suporte trazem, para os profissionais bibliotecários, a necessidade de repensar
sua atuação e de criar novos mecanismos e estruturas inovadoras na oferta de
serviços.
Se contamos hoje com maior facilidade de acesso, contamos também com
um volume descomunal de informações que, sem uma abordagem adequada,
mais perturba do que orienta o trabalho de estudantes e pesquisadores. E estes,
são cada vez mais instados à produzir e a divulgar o conhecimento. Entretanto, a
facilidade de acesso e o volume excessivo tornam o uso de informação
qualificada, relevante e pertinente uma das etapas mais complexas da produção
acadêmica. Se já não mais requerem um intermediário entre eles e a informação,
necessitam apoiar-se em estruturas que os habilitem a encontrar o que desejam,
lhes antecipem oportunidades e lhes assegurem confiabilidade num universo tão
caótico quanto rico, potencializado pelas novas tecnologias de informação e
comunicação.
Sem perder de vista a função social das bibliotecas e dos bibliotecários,
mas, ao contrário, reforçando-a, a análise da evolução do contexto de referência
das bibliotecas universitárias conduziu à proposição de um serviço de informação
que

atendesse

aos

requisitos

de

contemporaneidade,

especificidade

e

complementaridade, traduzida numa experiência que será relatada na seqüência.

3 O PROGRAMA DE APOIO À PUBLICAÇÃO DO PROPAD/UFPE

A partir da reflexão acerca da evolução do contexto de referência das
bibliotecas universitárias, começamos a vislumbrar novas possibilidades de
atuação por parte dos bibliotecários e também novas demandas dos usuários,
particularmente os vinculados à Pós-Graduação.
Os mecanismos de avaliação e a especificidade da área de Administração
têm colocado a publicação no centro da vida acadêmica de professores e

�estudantes. São conhecidos os pesos atribuídos pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) ao volume e tipo de
publicações dos programas de Pós-Graduação bem como a importância dessa
agência na legitimação dos Cursos. Por outro lado, o caráter aplicado e de campo
de conhecimento em formação atribuído à Administração reforçam a importância
da produção e publicação acadêmicas como mecanismo de afirmação da área e
de disseminação de seus estudos, das organizações ou das técnicas estudadas.
Num campo de conhecimento específico, as demandas informacionais dos
usuários são, geralmente, mais sofisticadas e urgentes, requerendo um tratamento
especial, particularizado. Ao mesmo tempo, a consolidação de modelos de
sistemas de bibliotecas, com seus catálogos coletivos e serviço de empréstimo
automatizados permitem uso autônomo das coleções locais e mesmo acesso a
documentos e serviços externos via Internet.
Imaginamos, então, que a implantação de um serviço específico de apoio à
publicação no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Administração da
Universidade Federal de Pernambuco (PROPAD/UFPE) propiciaria a articulação
entre uma prática bibliotecária inovadora e o atendimento a uma demanda latente,
cujos frutos poderão ser o fortalecimento de ambas as áreas de conhecimento e
do aumento da interdisciplinaridade no tratamento das questões ligadas à
informação e comunicação acadêmicas.
Numa brevíssima descrição, situamos a criação do PROPAD/UFPE em
1995, com a oferta do Curso de Mestrado e, a partir de 2000, com a implantação
do Curso de Doutorado, concentrados na área de Gestão Organizacional.
Contando com cerca de 100 dissertações defendidas, o PROPAD está,
neste ano, em sua décima turma em Mestrado e iniciando o processo de seleção
para a terceira turma de Doutorado, prevendo as primeiras defesas de tese para o
ano de 2005.
A trajetória do PROPAD nestes dez anos mostra uma crescente melhoria
da qualidade dos cursos oferecidos, seja mediante a ampliação quantitativa e

�qualitativa do quadro de professores ou a repercussão dos trabalhos produzidos
por docentes e alunos apresentados em importantes eventos, nacionais e
internacionais, da área.
A implantação do Programa de Apoio à Publicação (ProgAP), resultado da
articulação entre a reflexão feita sobre a evolução do contexto de referência das
bibliotecas universitárias e as demandas dos professores e estudantes, visa então
fortalecer a experiência já bem sucedida do PROPAD, avançando para maior
qualificação e disseminação dos trabalhos produzidos neste âmbito.
Assim, o ProgAP tem, como objetivo principal, proporcionar uma
infraestrutura de apoio à produção científica e à pesquisa acadêmica aos
professores, pesquisadores do Departamento de Ciências Administrativa (DCA) e
aos alunos do PROPAD, por meio da oferta de serviços e produtos específicos. A
operacionalização é composta por duas dimensões: presencial e virtual.
A dimensão presencial compreende a disponibilização de um profissional
bibliotecário para coleta, seleção e atualização de informações especializadas na
área de Administração, orientação dirigida, individual ou coletiva, à elaboração de
textos acadêmicos e suporte no uso de normas de documentação
A dimensão virtual compreende a criação e manutenção de um link no site
do PROPAD, disponibilizando acesso às fontes de informações, serviços, editais,
chamadas de trabalhos e convênios de interesse para o público alvo, conforme
apresentamos na proposta de estruturação abaixo.

Figura 3 - ESTRUTURA DO LINK ProgAP
Home: Texto de apresentação do ProgAP
ACESSE FONTES DE INFORMAÇÃO
Bibliotecas – catálogos on-line
Bibliotecas virtuais temáticas
Publicações eletrônicas
Periódicos
Dicionários

�Documentos avulsos
Teses e dissertações
Entidades e Associações Profissionais
Bases de dados
ACESSE SERVIÇOS
Normas para apresentação de dissertações e teses – PROPAD/UFPE
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Registro de publicações, marcas e patentes
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ISBN
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Normas de publicação em periódicos diversos
Gestão.Org
O&amp;S
RAC
RAP
RAE
COMUT
ACESSE EDITAIS, CHAMADAS &amp; CONVÊNIOS
Editais
Chamadas de trabalhos
Convênios

O princípio orientador do PROGAP é o permanente acompanhamento das
necessidades informacionais dos usuários e das informações que circulam,
desordenadamente, no mais das vezes, nos canais de comunicação. A dinâmica e
a interação entre os profissionais, serão, portanto, a mola mestra da atualidade e
pertinência do serviço proposto.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

�Nos últimos anos, as discussões acerca de mudanças no perfil profissional
do bibliotecário tem proliferado e promovido discussões no âmbito das escolas e
associações profissionais. Em geral, resultam em mudanças no nome do curso –
de Biblioteconomia para Ciência da Informação - e mudanças curriculares, na
tentativa de acompanhar as transformações que ocorrem no universo social.
Em sua maioria, as mudanças têm como centro as novas tecnologias de
informação e comunicação e as análises tomam como ponto de partida a
formação de profissionais para atuarem no novo contexto.
Neste trabalho procuramos destacar que a “leitura” do contexto macroorganizacional contribui para compreender as questões de fundo que movem as
mudanças contemporâneas e, a partir delas, perceber tendências e criar novas
formas de estruturação organizacional, incluindo novos formatos de serviços e
interações.
Na verdade, não acreditamos que o formato proposto para uma estrutura
de apoio à produção e publicação científica venha a substituir os serviços
oferecidos pelas bibliotecas centrais ou setoriais das Universidades. Não obstante,
consideramos

que

particularizando-os

surgem
e

para

qualificando

complementar
a

atuação

os

serviços

profissional

ofertados,
em

ações

interdisciplinares.
Num universo tão dinâmico como o informacional, profissionais e
organizações carecem de permanente contextualização. Esse fato não implica,
necessariamente, no rompimento com os princípios de uns ou de outras mas,
agregar à sua atuação e estrutura todas as possibilidades de ampliação de seus
papéis sociais. Mais especificamente, aos bibliotecários e às bibliotecas cabe
reavivar seus princípios de apoio à formação de capacidade crítica e
complementar à produção do conhecimento uma vez que podem constituir, nas
universidades, o elo essencial no ciclo da geração do conhecimento.
Isso é o que pensamos para o ProgAP, ao imaginá-lo estruturalmente
flexível, pronto para apoiar a produção acadêmica em todas as suas fases, desde

�a geração até à divulgação, atendendo às peculiaridades de um campo do
conhecimento. Diante de tantas possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias,
nossa proposta vai na direção do que já anunciava Gilberto Gil, em 1997:
aproveitar “a vazante da infomaré” para saber “com quantos gigabytes se faz uma
jangada, um barco que veleje nesse infomar” (GIL, 1997). Ou seja, precisamos
buscar meios de navegação mais adequados a esse oceano de informações que
inunda a grande rede mundial e que se constitui no ícone do novo modelo societal.

REFERÊNCIAS
CARVALHO, Cristina Amélia; GOULART, Sueli. Contexto de referência em
transformação: as bibliotecas universitárias sob o signo da sociedade da
informação. In: CARVALHO, Cristina Amélia; VIEIRA, Marcelo Milano Falcão.
Organizações, cultura e desenvolvimento local: a agenda de pesquisa do
Observatório da Realidade Organizacional. Recife: EDUFEPE, 2003a. Cap. 15, p.
289-305.
______ . Formalismo no processo de institucionalização das bibliotecas
universitárias. RAP: Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 4,
p. 921-938, jul./ago. 2003.
CUNHA, Luiz Antonio. Reforma universitária em crise: gestão, estrutura e
território. In: In: TRINDADE, Hélgio (Org.). Universidade em ruínas: na república
dos professores. 3. ed. Petrópolis: Vozes; Porto Alegre: CIPEDES, 2001. p. 125148.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras : análise de
estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo : Pioneira, 1980.
GIL, Gilberto. Pela Internet. In: ______. Quanta . [s.l.] : Warner Music, 1997. 2
discos compactos : digital, estéreo. 063018644-2. Disco 01, música 11.
MARTINS, Humberto Falcão. A ética do patrimonialismo e a modernização da
administração pública brasileira. In: MOTTA, Fernando C. Prestes; CALDAS,
Miguel P. Cultura organizacional e cultura brasileira. São Paulo : Atlas, 1997.
Cap. 10, p. 171-183.

�MERCADANTE, Leila M. Z. Análise de modelos organizacionais de bibliotecas
universitárias nacionais. Brasília : PNBU, 1990.

∗

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco; Bibliotecária da Universidade Federal de Alagoas. Campus A. C. Simões – Tabuleiro
do Martins 57072-970 – Maceió – AL – Brasile-mail: sueligoulart@uol.com.br
∗∗
Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco; Bibliotecária da
Universidade Federal de Pernambuco. Av. dos Economistas, s/n – Cidade Universitária 50670901 - Recife – PE – Brasil e-mail: cufpe@ufpe.br
∗∗∗
Doutora em Ciências Econômicas e Empresariais pela Universidade de Córdoba – Espanha;
Professora do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de
Pernambuco Av. dos Economistas, s/n – Cidade Universitária 50670-901 - Recife – PE – Brasil email: cris_carvalho@uol.com.br

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Programa de apoio à publicações - PROGAP um relato de experiência do Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco.</text>
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              <text>Goulart, Sueli; Torres, Maria da Conceição; Carvalho, Cristina Amélia</text>
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              <text>A chamada Era do Conhecimento sinaliza a necessidade do investimento no acesso a novas tecnologias, aliado ao processo da sedimentação do aprendizado contínuo para a formação de saberes. Um novo tempo se apresenta para as Organizações, reunindo diferentes tipos de agentes de múltiplas áreas, adotando-se políticas de ações interdisciplinares, possibilitando a mobilidade de visões, filosofias e posturas profissionais. No caso das bibliotecas universitárias, como ambientes organizacionais de geração, tratamento e disseminação da informação, observa-se um contexto de reflexão e tomadas de decisão, que envolvem novas posturas na sua infra-estrutura, incluindo os profissionais que trabalham na mais diversas especialidades. Este relato, traduz a ação conjunta de uma proposta interdisciplinar dos pesquisadores de pós-graduação da área de administração e biblioteconomia, no sentido de disponibilização de informações especializadas em administração através de ambientes presencial e virtual. Trata-se da instalação do PROGAP ( Programa de Apoio à Publicação) do PROPAD (Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco). Apresenta-se a fundamentação teórica que alavancou a idéia do Programa, seus objetivos, justificativa, metodologia de instalação e possíveis formas de avaliação. Conclui-se evidenciando a postura do profissional bibliotecário, transmutando o papel de agente intermediário para o papel de agente formador e no circuito da informação.</text>
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