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                  <text>CONTROLE BIBLIOGRÁFICO UNIVERSAL:
DA PASSAGEM HISTÓRICA AO ADVENTO ELETRÔNICO/DIGITAL DAS
PUBLICAÇÕES NA ÁREA DE HUMANIDADES1
Gildenir Carolino Santos
Bibliotecário-Diretor da Biblioteca Prof. Joel
Martins da Faculdade de
Educação/UNICAMP
Doutorando em Educação
Brasil – gilbfe@unicamp.br
Regina Maria de Souza
Professora Doutora do Departamento de
Psicologia Educacional da Faculdade de
Educação/UNICAMP
Brasil – resouza@unicamp.br
Rosemary Passos
Bibliotecário-Diretor da Biblioteca Prof. Joel
Martins da Faculdade de
Educação/UNICAMP
Mestre em Ciência da Informação
Brasil – bibrose@unicamp.br

Resumo

O controle bibliográfico de um país ocorre através do controle bibliográfico universal, que
funciona como um catalisador de informações. Esse controle bibliográfico, não é novo e
tem estado sempre presente, desde a Antigüidade, no trabalho de indivíduos que buscam
o conhecimento. Historicamente, com o desenvolvimento da produção bibliográfica,
principalmente após o advento da globalização, e estabelecimento da sociedade do
conhecimento, chega-se ao consenso de que guardar informação ou armazená-la em
acervos não é fator determinante de poder algum, visto que a disseminação é o grande
elo para a prosperidade e divulgação das produções científicas. Atualmente, com a
incorporação acelerada da Internet no mundo altamente globalizado, o destaque fica a
cargo da explosão das publicações eletrônicas/digitais que crescem a cada dia e chegam
a “sufocar” editores e livreiros paralelamente com produções impressas. O devido
cadastro das obras no ISBN e o envio das obras para as agências do controle
bibliográfico universal seriam a fórmula exata para um controle acessível das produções.
Dentre as áreas do conhecimento, a área de Humanidades, aparece como disseminadora
nata de publicações, tais como os livros, e em conseqüência as demais áreas alternamse para o uso demasiado das produções eletrônica/digitais no suporte de publicações
periódicas. No presente artigo é apresentado um diagnóstico que além de estabelecer
critérios que viabilizem o sucesso de publicações eletrônicas na área de Humanidades,
focando especificamente a área de Educação, faz uma avaliação do contexto destas
publicações, avaliando critérios de qualidade e quantidade de material disponibilizado.
Palavras-chave: Controle bibliográfico universal; Publicações eletrônicas; Publicações
digitais; Educação-Publicações.

1

Este trabalho teve apoio da AFPU – Agência de Formação Profissional da UNICAMP.

1

�1 INTRODUÇÃO

O controle bibliográfico de um país ocorre através do controle bibliográfico
universal, que funciona como um catalisador de informações. Esse controle
bibliográfico, não é novo e tem estado sempre presente, desde a Antigüidade, no
trabalho de indivíduos que buscam o conhecimento.
Historicamente, com o desenvolvimento da produção bibliográfica,
principalmente após o advento da globalização, e estabelecimento da sociedade
do conhecimento, chega-se ao consenso de que guardar informação ou
armazená-la em acervos não é fator determinante de poder algum, visto que a
disseminação é o grande elo para a prosperidade e divulgação das produções
científicas.
Assim, relataremos neste artigo o processo editorial e a importância do
ISBN resumidamente como se sucede na área das Humanidades, bem como os
procedimentos de avaliação da área de Educação, que contextualiza-se cada vez
mais com a expansão bibliográfica das produções acadêmicas nos órgãos de
fomento, como a Capes e a experiência das Humanidades na UNICAMP.
2 CONTROLE BIBLIOGRÁFICO UNIVERSAL (CBU)
Para que um país possa controlar a sua produção bibliográfica é
necessário que tenha um mecanismo de registro e organização de informações
que lhe permita o cadastramento e arquivo destes documentos. Segundo
Campello e Magalhães (1997, p.1) “o ideal do controle bibliográfico universal não
é novo e tem estado sempre presente, desde a Antigüidade, no trabalho de
indivíduos que buscavam o conhecimento.”

Até Gutenberg inventar a imprensa, período em que a produção de livros
era limitada, o Controle Bibliográfico é visto como uma atividade relativamente
simples, uma vez que as bibliotecas guardavam em seus acervos coleções
praticamente completas, como foi o caso da famosa biblioteca de Alexandria
(CAMPELLO ; MAGALHÃES , 1997; MACHADO, 2003).

2

�A partir desse momento histórico, com o aumento da produção de livros,
surgiram

as

bibliografias,

instrumentos

bibliográficos

independentes

das

bibliotecas, elaboradas principalmente por indivíduos interessados na organização
do conhecimento e por instituições voltadas para determinados ramos do saber,
como as sociedades científicas e associações profissionais (CAMPELLO;
MAGALHÃES, 1997).

De acordo com as autoras anteriormente citadas, é possível ver
A crescente complexidade do ambiente informacional, que afeta
diretamente o desenvolvimento de um sistema efetivo de controle
bibliográfico, não se limita ao grande volume de publicações, pois
envolve a variedade de tipos dessas publicações.
Até o século XVII, o conhecimento era disseminado somente na forma
de livros. É a partir daí, com o crescimento da ciência experimental, que
surge um novo produto voltado para a difusão dos conhecimentos: o
periódico científico (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997, p.3).

Historicamente, o surgimento do primeiro periódico ocorreu em Paris no
ano de 1665, denominado “Journal dês Sçavans”, destinado à publicação de
notícias sobre acontecimentos europeus na ‘república das letras’ (SANTOS;
PASSOS, 2002).
Até o século XVII a ciência era feita por filósofos, que usavam a
argumentação e dedução para explicar os fenômenos da natureza. A
partir do século XVII há uma grande mudança no meio científico: a
dedução deixou de ser aceita como método principal de pesquisa, e a
comunidade científica começa a exigir evidências baseadas na
observação e na experiência empírica para que os conhecimentos
resultantes pudessem ser considerados científicos (MUELLER, 2000,
p.73).

2.2 Controle Bibliográfico Universal – Conceito

A expressão Controle Bibliográfico é recente, data de 1949. O Controle
Bibliográfico Universal (CBU), idealizado pela IFLA2 e adotado pela Unesco3,
deve ser entendido como um programa com objetivos de longo alcance e cujas
atividades levam à formação de uma rede universal de controle e intercâmbio de

2

IFLA – International Federation of Library Associations and Instituitions, ou seja, Federação
Internacional de Associação de Bibliotecários, fundada em 1927, com sede em Genebra (Suíça),
tem como objetivo promover o entendimento, cooperação, discussão, pesquisa e
desenvolvimento das atividades bibliotecárias e Ciência da Informação. (SANTOS, RIBEIRO,
2003, p.121).
3
Unesco - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, ou seja, Organização
das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura.

3

�informações bibliográficas, abrangendo todos os dados bibliográficos de todas as
publicações de todos os países (CAMPELLO ; MAGALHÃES, 1997; MACHADO,
2003).
2.2 Aspectos básicos do CBU
Dois aspectos básicos são fortemente enfatizados no CBU:

-

o reconhecimento de que cada país está mais bem capacitado para
identificar e registrar sua produção editorial;

-

a aceitação, pelos países, de normas internacionais para o registro da
descrição de sua produção bibliográfica.

Os componentes básicos do CBU são, portanto, os países, que devem
integrar-se para formar o sistema universal.

Esses aspectos do CBU fazem parte do compromisso dos 19 países que
integram o sistema de controle universal; dentre eles, temos o Brasil.

2.3 Bibliografia Nacional

A respeito da literatura científica e tecnológica produzida nacionalmente,
seu controle é mais complexo. Mesmo contando com as bibliografias editadas
pelo IBICT4.
3 CRESCIMENTO E AMPLIAÇÃO DO MERCADO EDITORIAL: ELETRÔNICO X
IMPRESSO
Nos últimos tempos, com a proliferação das informações eletrônicas, por
conta das ferramentas e possibilidades abertas pela Internet, as revistas e os
periódicos tiveram ascensão de mais de 100%, tanto no módulo gratuito (SEER,

4

IBICT – Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica, recriada em 1976
(anteriormente denominado IBBD – Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação).
(SANTOS; RIBEIRO, 2003, p.119).

4

�SciELO)5 como no formato pago (Elsevier, Ebsco, etc)6, enquanto que a produção
e divulgação eletrônicas de livros ainda se encontram em aperfeiçoamento.

No caso específico de software gratuito de gerenciamento de publicações
periódicas científicas, citamos o OJS/SEER que segundo Márdero Aurellano,
Ferreira e Caregnato (2005, p.220) comentam que o software:
[...] apresenta inúmeras vantagens para o gerenciamento de periódicos
eletrônicos e a divulgação de artigos, em relação aos demais, ao permitir
completa autonomia na tomada de decisões sobre o fluxo editorial, a
publicação e o acesso por parte do editor. É este quem define as etapas
do processo editorial, seguindo a política definida pela revista, mas
dispondo de assistência e registro online em todas as fases do sistema
de gerenciamento. No que se refere ao autor, possibilita espaço para
comunicação com o editor e ao autor, possibilita espaço para
comunicação com o editor e também permite o acompanhamento da
avaliação e editoração do seu trabalho.

Recentemente, ou mais específico, em 2004, através da lista de bibliotecas
virtuais do IBICT, foi divulgado que, a partir daquele ano, seria feito um estudo e
possivelmente implantado o portal de livros de várias áreas, inclusive
Humanidades, que estará acoplado ao portal de periódico já existente da Capes7.
O portal do livro (Capes/FINEP/IBICT) teve início em um projeto piloto elaborado
pela CBBU8, que liberará recursos para possibilitar que os livros utilizados nas
disciplinas universitárias tenham livre acesso aos estudantes, através de
financiamento com recursos advindos do FINEP. (SANTOS; PASSOS, 2004).

Expressivamente, esta atitude da Capes e do IBICT com o apoio do
Ministério de Ciência e Tecnologia, será um grande avanço no meio acadêmico
ao acesso à informação com base para as pesquisas e estudos universitários,
evitando-se assim, o desmantelamento e a cópia ilegal do livro, preservando-o
continuamente.

5

SEER – Sistema de Editoração Eletrônica de Revistas – gerenciado pelo IBICTC –
http://www.ibict.br ;
SciELO – Scientific Electronic Library On-line – gerenciado pela BIREME – http://www.scielo.br
6
Fornecedores de títulos de periódicos estrangeiros para as instituições de ensino superior.
7
Portal da Capes: http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp

5

�3.1 A produção impressa nacional

A rigor, todos os editores e autores independentes deveriam encaminhar
ao menos um exemplar de seus livros para o controle do depósito legal na
Biblioteca Nacional (BN)9 , sediada no Rio de Janeiro.

O número de exemplares exigidos deve ser definido em função dos
objetivos do depósito legal. Segundo a Unesco, um exemplar seria suficiente para
atender ao duplo objetivo de elaboração da bibliografia nacional e preservação da
coleção nacional. Na prática, dois exemplares seriam o ideal para os objetivos de
preservação e uso (CAMPELLO; MAGALHÃES, 1997).

Todavia, e até por desconhecimento desse compromisso do Brasil junto à
Unesco e a seus cidadãos (Decreto 1.825, de 20/12/1907), é possível que a
maioria das editoras ou autores independentes não deva estar cumprindo com o
encaminhamento de suas publicações para o controle do Depósito Legal na BN.
Esta informação deve ser divulgada e disseminada aos pares, como uma
obrigação de doar a publicação para o controle bibliográfico no país.

3.2 Depósito Legal

Campelo e Magalhães (1997), Santos e Ribeiro (2003), definem o Depósito
Legal como uma exigência, por força da lei, de remessa à BN de um ou mais
exemplares de todo material publicado no país por qualquer processo e colocado
à disposição do público.

O instrumento jurídico do Depósito Legal no Brasil é o Decreto n. 1.825 de
20/12/1907. O objetivo é assegurar registro e guarda da produção intelectual
nacional, além de possibilitar controle, elaboração e divulgação da Bibliografia
Brasileira Corrente, bem como defesa e preservação da língua e culturas
nacionais (SANTOS; RIBEIRO, 2003).
8
9

CBBU – Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias.
Biblioteca Nacional: http://www.bn.br

6

�3.3 As editoras e sua produção bibliográfica

Uma certa parte das editoras nacionais apresentam, em suas áreas
editoriais, critérios para aceitação ou não de uma publicação no mercado editorial,
dependendo do grau de interesse que irá atingir frente a seus possíveis
consumidores (leitores). Portanto, o retorno financeiro nas editoras comerciais é
sempre um importante elo balizador da aceitação ou não do processo de
publicação de um livro.

No campo editorial existem alguns tratados voltados a orientar a publicação
de uma obra, como o controle pela produção independente e a produção das
grandes editoras que denominam o mercado.

No primeiro caso, o autor compra a edição em troca dos direitos autorais
na íntegra; esse é o caso dos autores independentes. No segundo caso, tem-se
as grandes editoras, já estabelecidas no mercado, que não aceitam uma relação
direta entre autor/obra e editor, a não ser mediada pela comissão editorial. Fica
estabelecido entre elas um contrato de direitos autorais, conforme normas
internas de cada editora, que, em geral, apenas aceitam textos inéditos.

Nestas editoras, se o texto for aprovado por pareceristas ad hocs, a editora
irá comunicar o prazo para edição do livro. Geralmente, os livros recémaprovados são distribuídos no cronograma da editora e são encaminhados para o
processo de produção, que pode demorar de seis meses a um ano. Caso ache
que seja necessária uma impressão mais rápida do livro, o autor pode contestar
junto a editora expondo seus motivos e o prazo máximo para impressão, através
de carta à editora para o editor executivo (MOTTA, 2005).

Entre os critérios adotados pelas editoras, e que atendam os pontos do
CBU, podemos citar alguns como:

7

�-

prioridade dada ao texto inédito;

-

prioridade dada à descoberta científica e à invenção metodológica ou
conceitual contra o principio de “escoamento da produção” da
instituição;

-

qualidade do Conselho Editorial;

-

distribuição da autoria, em função de sua maior maturidade científica;

-

registro no ISBN;

-

atualizações editoriais (novas edições);

-

padronização editorial de acordo com a norma vigente do país.

3.4 Política editorial

A política editorial de uma empresa, em especial na área de Humanidades,
é permitir a divulgação ampla da obra (vendagem) mesmo que a baixo custo – de
fato, em geral, as editoras não obtêm a mesma margem de retorno de seus livros
na área de Humanidades quando comparadas com aqueles das áreas
Tecnológicas ou da Saúde. Em pesquisas realizadas na década de 80, e mesmo
ainda neste século, sobre o custo das obras da área de Humanidades, o valor é
bem menor que as outras áreas do conhecimento.

Mesmo no caso de grandes editoras, onde existem vários editores-chefes,
a orientação dada pelos editores executivos (donos) aos editores subordinados é
a da rápida comercialização do produto final – o livro, o seja, vende-lo o mais
barato possível (especialmente a área de Humanidades em que o preço varia de
obra para obra, tornando-a mais em conta em relação às outras áreas como já
citamos). Tal orientação segue o arbítrio do editor

de assunto, mas respeita

sempre o princípio básico da política editorial da empresa (ROCHA, 1987).

3.5 As editoras e os editores científicos

De acordo com Meadows (1999, p.128):
[...] os principais produtos da edição científica são os periódicos e os
livros. Os periódicos científicos, ao contrário das revistas ou magazines de
interesse geral, têm uma história baseada em interesses científicos que os

8

�governam. Em termos de vendas, os livros científicos não chegam a
ocupar posição dominante no mercado livreiro, embora contribuam de
forma significativa para a quantidade de títulos produzidos. (Deve-se à
diferença ao fato de serem pequenas tiragens dos títulos científicos
comuns).Há três tipos de editoras envolvidas na produção de livros e
periódicos científicos – editoras comerciais; editoras universitárias e outras
editoras institucionais; sociedades e associações científicas e
profissionais.

Os editores científicos devem conhecer o suficiente de seu campo para que
possam editar e corrigir originais de modo pertinente. Devem, acima de tudo, ter
capacidade para colaborar com a respectiva comunidade científica. Assim, o
editor responsável pela encomenda de originais deverá conhecer uma grande
variedade de pesquisadores e ter condições de com eles dialogar sobre as
necessidades da editora (MEADOWS, 1997).

3.6 A importância do ISBN

Um dos primeiros passos a serem tomados na estruturação de uma
publicação (livro), é sem margem de dúvida, o registro do seu título na Agência
Nacional do ISBN. O ISBN, que significa International Standard Book Number, é
um sistema universalmente aceito para a numeração de livros utilizados
atualmente em mais de 19 países.

Sediada no Brasil, pois o ISBN é operado sob o controle geral da
International ISBN Agency, em Berlim, a responsabilidade está a cargo da BN
que, como órgão executivo, deve controlar e incentivar o uso do sistema ISBN no
país10.
O número do ISBN é importante para o livro, caracterizado como se fosse o
RG para uma pessoa. Através deste número, o livro pode ser localizado nos
catálogos e diretórios de publicações, como o Books in Print, da empresa B.
Bowker, e mesmo pela Internet. O ISBN foi criado para simplificar e padronizar o
trabalho dos editores e distribuidores de livros e, sobretudo, para permuta de
informações bibliográficas entre as bibliotecas do mundo inteiro.

10

Sobre mais detalhes sobre o ISBN, consulte o site da BN: http://www.bn.br – Serviços - ISBN

9

�4 AQUISIÇÃO DE MATERIAIS NAS HUMANIDADES
O material bibliográfico recebido nas bibliotecas de Humanidades tende a
ser maior quantidade do que nas outras áreas. Isso acontece no caso de
aquisição por compra, devido ao fato de, em Humanidade, ser menos custoso os
livros do que nas outras áreas do conhecimento, como Tecnologia, Biológicas e
Ciências Exatas e por haver uma produção nacional maior nessas áreas, o que
também contribui para este barateamento. Dado que há uma dispersão de
assuntos bastante ampla na área de Humanidades, com áreas que vão da
literária a assuntos acadêmicos no sentido estrito do termo, os estudiosos no
campo das Humanidades tendem a preferir a divulgação de seus trabalhos
através de livros e não de periódicos, sendo esta uma característica bastante
típica desse campo de conhecimento. (ANDRADE, 1992).

4.1 Justificando a produção na área de Humanidades na era eletrônica

É possível que com o advento da Internet, a produção bibliográfica,
principalmente das Humanidades, se dissemine com maior facilidade através da
publicação eletrônica. Isto tem despertado nos editores grande interesse de
disponibilizar as obras, seja através de convênios com os autores e/ou editores,
ou através de consórcios como está sendo feito por algumas universidades em
relação a outros produtos bibliográficos (base de dados, periódicos eletrônicos,
etc), barateando o rateio dos custos entre elas e possibilitando o acesso
eletrônico multi-usuário.

5 SITUAÇÃO DOS LIVROS E PERIÓDICOS EM EDUCAÇÃO
5.1 Em relação aos livros em Educação

Tendo como experiência o caso da Faculdade de Educação da UNICAMP,
de acordo como ex-coordenador da Pós-Graduação, Prof. Dr. Luis Enrique
Aguilar, que participou de várias reuniões com as comissões da Capes, os
critérios para classificação da produção docente através de livros ainda

10

�precisavam ser apurados. Na área da Educação as editoras são divididas pela
Capes em três grupos11.

5.1.1 Grupo A
Este grupo se destaca pelas seguintes características:


editoras comerciais, que asseguram boa distribuição dos livros pelo
país e publicam regularmente obras da área da Educação. Por
exemplo: Martins Fontes, Autores Associados, Cortez, Zahar, Vozes,
Autêntica;



editoras

de

universidades

de

grande

porte

ou

que

publicam

regularmente obras da área de Educação. Por exemplo: EDUSP,
Editora da UNICAMP, EDUNESP;


editoras de entidades nacionais e internacionais reconhecidas pela
área. Por exemplo: Thomson Learning Pioneira, Elsevier etc.

5.1.2 Grupo B
Neste grupo destacam-se as seguintes características:


editoras comerciais, que asseguram boa distribuição pelo país, mas não
publicam regularmente no campo da Educação;



editoras de universidades de médio e pequeno porte ou que não
publicam regularmente obras da área de Educação.

5.1.3 Grupo C
Neste último grupo as características são as seguintes:


editoras que publicam predominantemente livros didáticos ou paradidáticos;

11



outras editoras de instituições de ensino superior não universitárias;



outras editoras comerciais.

Informações extraídas de documentos institucionais da Pós-Graduação da FE/UNICAMP, 2005.

11

�5.2 Outros indicadores na área da Educação

Existem outros indicadores para a avaliação de produtos veiculados
através de livros, seguidos também pela Capes, tais como:


Livros subvencionados pelos próprios autores não são considerados na
avaliação da Capes.



É imprescindível, para a avaliação da editora, o cadastramento dos
editores junto à Agência Nacional do ISBN, bem como o mérito acadêmico
do corpo editorial, ou conselho editorial, da Editora.



A tiragem dos volumes de uma editora é um atributo que se associa a sua
credibilidade no mercado editorial.



Para a classificação do produto (livro ou capítulo), faz-se importante que
tenha sido publicado por uma editora com tradição na área da Educação.



Produtos veiculados pelas editoras classificadas como C podem ter pouco
ou nenhum impacto na pontuação atribuída pela Capes.

Como se nota, apesar de que esforços são realizados para o
estabelecimento de critérios os mais objetivos possíveis, ainda se tem grande
margem para a interferência de outros fatores (políticos, por exemplo) e não
apenas acadêmico na avaliação do produto.

5.3 Em relação aos periódicos em Educação

Os critérios para a avaliação das revistas em educação são, no momento,
estabelecidos por um comitê a partir da lista de periódicos enviados pela Capes.

Para o triênio de 2001 a 2003, o Comitê baseou-se na classificação de
periódicos e revistas efetivada pela ANPEd, classificadas em Internacional A, B, e
C e Nacional A, B, C. (ANPEd, 2004).

12

�Os procedimentos e a metodologia adotados pelo Comitê da Capes, bem
como os critérios estabelecidos, foram estudados e elaborados pela Comissão de
Publicações da ANPEd (ANPEd, 2004)12.

Estabelecidos os critérios, o Comitê posicionou os periódicos considerados
importantes e relacionados com o campo da Educação com base nas
informações dos Programas de Pós-graduação em Educação. A classificação dos
periódicos considerados para avaliação foram elencados em relatório técnico no
próprio site da ANPEd (ANPEd, 2004).

6 PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UMA EDITORA NA ÁREA DE HUMANIDADES
Quando se pensa na constituição de uma editora no Brasil, além das
cautelas técnicas usuais que devem ser tomadas na criação de qualquer
empresa, é fundamental que se considerem alguns aspectos particulares
da atividade editorial que tem implicação direta no empreendimento.
Um primeiro aspecto importantíssimo consiste na possibilidade de
composição do capital social destas empresas.
Se, em determinados ramos da atividade empresarial, a livre iniciativa é
um princípio que se aplica sem qualquer restrição, isto não é o que ocorre
com a edição de revistas e jornais.
As editoras que desenvolverem atividades jornalísticas, no sentido
essencialmente noticioso, somente poderão ter investimento estrangeiro
até o limite máximo de 30% (ARBEX, 2005).

Iniciando esta proposta com as palavras de Arbex (2005), somos
chamados a atenção para o fato da necessidade de se ter alguns cuidados
essenciais para a abertura de uma Editora. Todavia, não pensamos ser difícil para
nós da área de Humanidades criar, agregando esforços, uma Editora destinada à
divulgação de produtos de nossa área, com as conhecidas singularidades que a
caracterizam em termos de objetos e de formas de discuti-los.

Como experiência no campo de criação de uma editora, podemos
mencionar a proposta da área de Humanidades da UNICAMP, que na tentativa de
estimular, quem sabe, o interesse de profissionais d área num projeto dessa
natureza, elencamos alguns recursos e indicadores que possuímos em algumas
unidades:
12

http://www.anped.org.br/qualis_relatorio capes_2001_2003.doc

13

�

cada Instituto e/ou Faculdade tem seu setor de publicações;



existe uma infra-estrutura com equipamentos de informática e materiais
de consumo;



em algumas já se possui uma gráfica equipada para servir o Instituto
e/ou Faculdade;



existe

também

uma

distribuição

de

recursos

humanos,

com

profissionais de gráfica, webdesigner ou até mesmo com um
profissional bibliotecário lotado no setor de publicações;


cada Instituto e/ou Faculdade tem uma demanda de produção científica,
podendo uns ter mais que outros, no sentido de se ter trabalhos de boa
qualidade que não conseguiram editora interessada;



a existência de espaço físico distribuído em cada Instituto e/ou
Faculdade.

Assim, como sugestão ainda nesta proposta, poderia ser criado um
Conselho Editorial com cada representante docente da área de Humanidades,
com pareceristas ad-hoc externos, para avaliação de trabalhos submetidos a
publicação. Possuir um Diretor ou Editor Executivo, juntamente com um DiretorAssociado eleitos pelos seus pares para coordenar a Editora.

Nesse sentido, a congregação de esforços iria multiplicar e aumentar a
visibilidade da produção bibliográfica da área de Humanidades, com a junção de
profissionais capazes de ampliar o mercado editorial dessa área, tendo como
ponto de estratégia o apoio institucional e da própria Editora da UNICAMP.

7 COSIDERAÇÕES FINAIS
Assim, como foi destacado no início a importância do CBU para o
gerenciamento das produções no país, está relacionada a questão de
consciência de cada cidadão, no cumprimento do seu papel , sejam editoras ou
autores independentes, no intuito de sistematizar procedimentos para que

14

o

�abastecimento e disponibilização de obras produzidas pelos mesmos,

sejam

parte integrante no Depósito Legal, de nosso país.
As bibliotecas passaram por transformações consideráveis durante as
últimas décadas, acompanhando as mudanças nos hábitos de leitura da
população acadêmica, o que é evidente se compararmos as preferências entre
livros e revistas, percebemos, que ambos materiais são consultados em igual
importância. (SOARES, 2004).
O advento da Internet e a disponibilização on-line de parte importante da
produção científica pode ser um instrumento de redução das tremendas
desigualdades no acesso às informações entre países e, dentro deles,
entre regiões e instituições. Poderá reduzir a desigualdade entre as
universidades e outras instituições de ensino e pesquisa, e entre
pesquisadores individuais também. A cidadania científica plena pode ser
ampliada de maneira a incluir pesquisadores em qualquer lugar do
planeta. Não obstante, poderá, também, ser mais um instrumento de
transferência de recursos de países pobres para países ricos e, dentro
dos países ricos, de instituições acadêmicas e científicas para empresas.
(SOARES, 2004, p.25).

Com toda a transformação no campo editorial, o advento da Internet,
política editorial e fatores que determinam se é possível ou não a implantação de
uma editora na área de Humanidades (como exemplo o caso da área de
Humanidade da UNICAMP), o registro da obra na Agência Nacional do ISBN e o
controle bibliográfico são fundamentais para o reconhecimento das obras em
órgãos de fomentos.
Desta forma, chegamos a concluir com Machado (2003, p.41) que:
[...] o uso dos recursos bibliográficos de qualquer acervo depende
especialmente da organização de seu material (ou seja, da qualidade).
Afirmativa que se comprova desde que o homem começa a registrar o
conhecimento por ele elaborado, preocupando-se simultaneamente com
seu controle. (grifo nosso).

REFERÊNCIAS
ANDRADE, D.C. Critérios para aquisição de livros: o caso das ciências sociais e
humanas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7.,
1991, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRJ/SIBI, 1992. v.2.
ARBEX, L. Como criar uma editora. Associação Nacional de Editores de
Revistas, 2005. Disponível em: &lt;http://www.emrevista.com/Edicoes/8/artigo47641.asp?o=s&gt;. Acesso em: 20 jan. 2006.
15

�ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM
EDUCAÇÃO (ANPEd). Portal ANPEd. 2004. Disponível em: &lt;http://www.anped.
org.br/inicio.htm&gt;. Acesso em: 20 jul. 2006.
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              <text>O controle bibliográfico de um país ocorre através do controle bibliográfico universal, que funciona como um catalisador de informações. Esse controle bibliográfico, não é novo e tem estado sempre presente, desde a Antigüidade, no trabalho de indivíduos que buscam o conhecimento. Historicamente, com o desenvolvimento da produção bibliográfica, principalmente após o advento da globalização, e estabelecimento da sociedade do conhecimento, chega-se ao consenso de que guardar informação ou armazená-la em acervos não é fator determinante de poder algum, visto que a disseminação é o grande elo para a prosperidade e divulgação das produções científicas. Atualmente, com a incorporação acelerada da Internet no mundo altamente globalizado, o destaque fica a cargo da explosão das publicações eletrônicas/digitais que crescem a cada dia e chegam a “sufocar” editores e livreiros paralelamente com produções impressas. O devido cadastro das obras no ISBN e o envio das obras para as agências do controle bibliográfico universal seriam a fórmula exata para um controle acessível das produções. Dentre as áreas do conhecimento, a área de humanidades, aparece como disseminadora ata de publicações, tais como os livros, e em conseqüência as demais áreas alternam-se para o uso demasiado das produções eletrônica/digitais no suporte de publicações periódicas. No presente artigo é apresentado um diagnóstico que além de estabelecer critérios que viabilizem o sucesso de publicações eletrônicas na área de Humanidades, focando especificamente a área de Educação, faz uma avaliação do contexto destas publicações, avaliando critérios de qualidade e quantidade de material disponibilizado.</text>
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