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                  <text>il

CongüBsso

Orasikiío

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lincorajemos as
investigações na
Biblioteconomia e na
—»~J Iní-iimAahíinão
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" 1959.
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�SEGUJDO CONGRESSv') BRASILEIRO DK BIBLIOTRCONOiaA E DOCUkZNTAÇSO

Encorajemos as Investigações na Biblioteconomia e na
Documentação

1

por
Maria José Theresa de Amorim

Salvador
1959

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�Tema '4-!

Ensino da Biblioteconomia; a) Currículos de nível
universitário-»

aiCOR/.JEMDS AS IN7ESIIGÍIÇ3DES. KA* BIBLIOTECONCMU E- MA.

DOCÜMENTAÇKO I

por

Maria, josê Theresa de amdrim

Trabalho apresentado ao II Congresso Brasileiro de Blbliot««ono«ia

julho de 1959

Salvador - BAHIA

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�S I N ó P S E

Gomo qualquer ramo de saber, a biblioteconomia e a documentação tem necessidade de cultivo por si mesmas, núma atividade de exame crítico

-

dos seus pri^rios fundamentos, métodos e objetivos. Urge essa atividade hoje

ea

dia, pois se prxsclama a premância exigida pela investigação sistemática dos priß
cípios que alicerçam o progresso no terreno do processamento de informações.Ora,
a par da finalidade de formar profissionais conpetentes e cultoç e a universidade que conpete, como função precípua, a formação de investigadores. Os cursos do
biblioteconomia ^tre nás lutam por se estabelecer em nível universitário;

ma»

no programa dos já estabelecidos e nas diversas propostas de currículos surgidas
ultimamente nota-se apenas a preocupação de ministrar sis disciplinas^ -b^criioss
profissionais e as culturais. É, portanto, lançado um apâXcx « que se procura,

-

tanibém, formar pesquisadores, pela inclusão de uma cadeira «br® as técnicas

de

pesquisa nos curríciilos de biblioteconomia e documentação, /^ela'-se, ainda, para
o estudo das condições indispensáveis de ajtoio e incentivo aos pesquisadores,

-

através de bolsas de pesquisa, dotações, quebra d© obstáculos burocrático®, estj^
belecimento de regime de dedicação exclusiva, apontando-se as instituições

que

devera se ocupar da tarefa. Intenta-se refutar as inevitáveis objeções que há

de

surgir, a fim de que nHo seja entravada a adoção de medidas indispensáveis

ao

adiantamento da documentação e da biblioteconomia entre n6s»

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1^

�ENCQRAJEMCB AS INVESTIGAÇÕES NA BIBLIOTECONOMIA E NA DOCUMENTAÇÃO

A
Ao expor

'A
a colegas idéias sobre

A •
o tema deste trabalho, enco£

tronos certas dificuldades relativas ô terninologia que é bom esclarecer aqui desde
o início.
Falavanos, por exenplo, em pesquisa bibliotecononica. Ora,

en

bibliotecas da-se geralmente o nome do "pesquisa" aquele setor inbumbido de detonai
nar a fonaa convencionado de entradas

de nomos de autoros individuais ou coletivos,

colaboradores, tradutores, sérios, entidades e outras secundarias, na ficha do cot^
logogoo« Existem, ainda, as pesquisas bibliográficas sobro assuntos determinados

-

quß bibliotecários o docunentaliatas executam paro atender a pedidos de consulontes.
Essas sao apenas modalidades de pesquisas dentro do campo mais amplo que nos propomos discutir» Mencionar "estudos" bibliotoconÔmicos levava a discussão para o terr^
no da implantaçao de cursos emnível universitário, que também nao ó nosso intuito
versar. Pareceu-nos quo o tormo menos passível de confusão com as designações des sas atividades restritas poderia ser "investigações"« Mas falta, ainda uma denominação que abranja a biblioteconomia, e documentação. Os americanos falam em "informati
on" processing", que, a exemplo do que aconteceu com "indexar", öentradas", "proce^
soa técnicos" e outros vocábulos especializados, talvez acabo sendo traduzido literalmente por "processamento de informaçoes". Foi interessante coretatar a delinsa 0»
0
9
»0
m»
çao e una terminologia ja bastante caractoristica da profissão, mas nao queremos eß
voredar por esse terreno fascinante e, expostas as dificuldades semâmtocas, passa mos a explicar o esoopo deste.
Por investigação, estudo ou pesquisa quere nos significar quai
quer esforço de lançar luz sobre os problemas da biblioteconomia e da educação,

no

cultivo do arte e ciência em si mosma o não como instrumento ancilar do outrofl ar tos o ciências.
Ha quase vinte anos atraz, William Randall, discutindo os prg,
cessos técnicos o a necessidade do estudos na área, identificou trôs tipos principais quo denominou de

estudos de pesquisa, de serviços e administrativos. Os estu-

dos do pesquisa seriam aqueles executados com a finalidade de provor informoçooa

a

respoito dos elementos da ciência. Os estudos de serviço ocupar-se-iom nao em dosccrever ae propriedades dos elementos, mas,

antes , com o evolvor do meios a fim de,

apos se ter determinado o que deveria ser feito, exccuta-lo. E os estudos adminis trativos visariam, em voz da identificação do motodos ou da analise dos meios e pr^j
cessos, a avaliação dos seus resultados. Noto-se aqui o uso do tormo pesqfcisa (roso
arch no original)

para designar um tipo restrito do estudos. Nao sao apenas os prjj

cossos técnicos, naturalmente, os passiveis de iruostigaçao, nem processo* técnicos,
naturalmente, os possíveis de investigação, nem precisamos concordar com essas cat^
Gorias de estudos. Mas Randall dou voz ã convicção surgida na época, do necessidade
do so voltarem os bibliotecários para os pr-aticos liblioteconomicas numa atitude do ostudo crítico, diferente da aceitação passiva de processos mais ou menos empirj

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�- 2 cos Q tradicionais, adotados porque "sempre foi feito assim", No seu trabalho está
delineada una atitude intelectual objetiva de reconheciiaento de problemas o seu

»

equacionamento«^
Mais recentemente, Ghaae Dane proclamou c necessidade de um progroma» do pesquisas em problemas biblioteconomicos, num arl^igo em que discute o
apoio financeiro, os tópicos a serem investigados e as vantagens decorrentes para
~
2
'
a profissão.
A pesquisa e considerada um dos elementos essenciais da conceitua çao do profissão, num trabel^ sobro o presente estado do ensino biliLioteconomico»
5
4 ~
Na Encvclopedifl.of Eduaational Research soo apresentados diversos exemplos de ~
5
«.
investigação em biblioteconomia e Library Literature traz habitualmente referencias
ao tópico; sob o caboçalho "Research in Librarianship" sao indexados trabalhos

do

e sobre pesquisa.
Todo ramo de saber tora os seus estudiosos o assim também a biblioteconomia e a documentação: Do contrário, seriam um mero xonjunto do rotinas
formais, cujo conteúdo tenderia a cristalizar-se e tornar-se absoleto, perdendo t£
do o contato com o mundo vivo o tremendamente dinâmico da "conunicação"« Estamos num momento crucial da organização bibliográfica, em que se propugnam as investiga
çõoa do caiiç)o sob os mais diversos aspectos. Os bibliotecários o documentalistas podom continuar a estabolecor métodos e estruturas paro atacar problemas, bas^
ado-so aponas em suposições nãoexaminadas o provadas. Nao o do agora que se preço»
nizaa estudos «io uso dos catálogos o outros instrumentos que as bibliotecas criam
para chave de suas coleçoes. Fala-se om escudar a,s necessidades informativas dos 1»
diversos campos de saber, o comportamento dos que usam os registros gráficos e

■Randau, William M«, "Thb technical processes in library
serviço," In Randall, William M,, editor. She acauisition and cataloging of books.
Chicago, The University of Chicago Press, 1940, p, 1-29«
2
Dane, 6hase, "The noed for a research program in libraiy
in library problems, "College and Research Libraries, v. 16, n. 1, jan. 1955, p.
20-50,

2

Egan, Margaret E. e outros, "Education for libratianship;
its present status, "In shera, Jesse, editor, Docuijontation in action. New York,
Reinhold Publishing Corpo,, 1956, p. 54-67.
ch^

Monroe, Bo S., editor, Encyclopedia of Educational Resoarrev. ed., New York, Macmillan Co., 1950.

5
Library Literature.

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1951/32 - New York, H.W. Wilson, 1934-

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�a estrutura da proprio literatura dos assuntos.

Os estudos efetuados, goralinente,

gerslmonta, apontam para a, necesàidade de outras pesquisas a fira de quo sojam oscl^
recidos novas areos, Temos a palavra de autoridades incontestes sobre a, necessidade
em que so acham as atividades de processamento de informaçoes do investigar os seua
proprios fundamentos:
"Aqueles dentre nos treinados nas ciências nao devem esquecer
que há muitas espécies de conhecimento, das quais o conhecimento científico exato é
aponas uma» A Ejpior parte dos canpos de investigação, especialmente dentre as ciências, mas temben dentre as ciências fisicas, nas etapas iniciais de desenvolvimento&gt;
começa com um corpo considerável do conhecimento pragmático, derivado da experien cia e da observaçao acumulada, Do fato, a maioria das operações da sociedade tem si
■do coniuzida, por lorgos períodos de tonpo e com sucesso considerável, por meio do£
sa GSpecie do conhecimento» M^s, a, medida que as oporaçoes se tornam crescontemonte
complexas o as exigoncias que lhos ãab feitas aumentam, sintomas do desorganizaçao
ou mesmo do colapso final começam a aparecer e a aperaçao ou processo torna-se en tão objeto do intenso escrutínio. Os priineiros esforços para a melhoria são foitos,
provavelmente, ao nível operacional (enginering levei): tentativas de melhoria das
'
^
A»
técnicas existentes, a base do conhecimento que so possuo. &amp;.b falham a,quelas, o a"'■"^?!ra para ulterior fefánamento do conhocimento existente através da investj
gação sistomatica dos principies gerais que alicerçam o progresso» O estudo do processamento de informações atingiu agora o estagio em quo se rocoSihece a necessidade
**
P
de conhocimento mais básico e mais exato, mas pouco progresso se tem realizado no
^
7
seu desenvolvimento, por enquanto o"
Por corto, perante un Congresso em que se reúnem bibliotoc£
rios o documentalistas, não -e? necessário defender os estudos biblioteconomicos

e

do documentação» O tema,rio do Congresso é, todo elo, uma rica mina de sugestões para pesquisas. Os que apresentaram trabalhos realizaram in/estigaçoes sobre os teiaas
f
versados o os que vieram ouvi-los o fizeram polo desojo dò se informar. Ifci Congresso proporciona oportunidade ímpar do incrementar os conhecimentos de biblioto conomia
e documentação, esclarecendo sobre o atual "estado da arte", nao so de modo formal,
•MA*
/
/
pela apresentaçao o discussão de trabalhos, como também através da permuta do imprqs
soes o experiências nos contatos informais com bibliotecários de vários Estados.
Se este nao pretende apontar aos comgressistas a necessidade
6
Shera, Josse H., editor, Documentation in action. p. iii
7
Egon, Margarit e Herman H. Henkle, "Ways and means in which
reaearch workors, exocutives, and othors use Information," In Shora, Jesse H.,
editor, Dociumcntation in action. p» lS7-159o

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as vantagens da pesquisa, tem outro objetivo que e, essonciajLraente, o de lançar

um duplo apelo;
Procuremos formar pesquisadores!
9
\
Encorajemos os que jo se dedicam a, pesquisa na biblioteconomia
0 na documentaçõoi
Luta-se há já algum tempo .no Brasil pela iiiç)lantação do ensino da biblioteconomia no nível universit-ario. Ora, a universidade tem como funções
0
primordiais preparar profissionais, proporcionar cultura o formar investigadores.
Nos currículos de cursos e escolas do biblioteconomia de que temos conhecimento nao
•0
9»
f
se nota a preoctçaçao do proporcionar orientaçao sobro a investigação. Possivelmente nossas informações estarao desatualizadas; mas os currículos de Bahia, Carç)inas,
Rio Cteando do Sul, Rio de Janeiro, Recife, Sao Paulo, o Parana, assim como as di*
3.0
**
* *
vorsos propostos o sugostocs para curriculos,
mostran a proocupaçoo do ministrar
as mat-erias técnicas do que um profissional era necessitar o, cm grau maior ou e»onor, as ma,terias culturais, mas não fazem a menor monção a um treinamento para a

-

pesquisa. Ao tempo om que estamos escrevendo esto o Ministro da Educaçao tem designado coordenadores o diretores de cursos e escolas de biblioteconomia para uma reunião om que se discutirá um corrículo uniforme para o Brasil. Nessa ireunião, certamente, há do ser debatido o ensino universitário levando om conta as troa facotas da formação que as universidade deve proporcionar.

8

Ortogc y Gasset, Jose libro do Ias misiones. 2» ed., Buenos Aires,

Sspassa-Calpo Argentina, ,1942, p. 82.
9

**
CarvalhoI Fèlisbola Liborato do Mattos, "FonaasQ-o profissional do
bibliotecário brasileiro, "IBBD Boletim informativo, v. 3, n. 6/6, set./dez. 1957»
p. 319-325.
Dias, Antonio Caetano, O ensino da biblioteconomia e su^ regulamentação. Comunicação apresentada ao Siitposio de Bibliografia e Documentação Cientifica
promovido pela Associação Paulista do Biblitecarios durante a 10a. Reunião do Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência , 6 a 12 de julho do 1958, Mineografado, 6 fls,
^
Estatutos da Escola de Biblioteconomia, da Bahia, Copia datilografada,
4 fls.
Lineres, Ema, comp., Guia de cscuelas v cursos de bibliotecologia on
America Latina. 2. ed., Washington D.C«, União Panamericana, 1959.
_^^Anto-proioto de lei osbre o ensino da. biblioteconomia, apresentado
pela Associação Paulista de Bibliotecários a Gamara dos Deputados om 14-3-1957» Mimiograíado, 7 fls.
Associaçao Brasileira de Bibliotecários, Publicaçao do julho do 1957,
divulgando a correspondência ate então recebida "a proposito do projeto do curriculo distribuído no inicio do ano corrente". Mimeografado, 12 fls,
"Escola^^Nacional de Biblioteconomia e Documentação, Curriculo
"Noticias da Assèciaçao Brasiloira do Bibliotecários, dezembro de 1956, Mimeografado, Io fls.

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�é, no entanto, nccessário deixar bem claro o que se propugna#
A

pesquisa nao o para. todos; o uma vocaçao e, corno tal, nao se escolhe nem se im MM
/
poe. Nao se quer que todos os bibliotecários sejam obrigados a. pesquisar o muito monos que os cursos escolas do bibliotoconoinia deixem as outras funções inportantíssi
mas de preparar profissionais e dar-lhes cultura, pnra formar aponas invostigadoi^es,
Tenhamos prQsentes as palavras com que Ortoga y Gasset anatemtiBa. os novidadeiros do pesquisa: "Cualquier pelafustan quo ha, estado seis meses on un labor^torio o somi
nario aleman o norteamoricano, culquier sinsonte que ha hocho un descubrimientillo
cientifico, se repatria convertido en un "nuevo rico" do Ia ciência, on un parvonúde Ia investigación. Y sin pensar un cuarto de hora on Ia mision de Ia Universidad,
propone Ias reformas mas ridídulas y pedantes o
9
MA#
o que advogamos o apenas uma orientaçao sobre os métodos e r
M
/
técnicas da investigação, que poderá, ser fornecida em cadeira própria nos cursos e »
escolas

do biblioteconomia,o Ha os que dariam bons pesquisadores o desejariam a,pre-

sei?tar trabalhos, mas alegam ser "dificil arranjar um assunto". Questão de treinamento: faltou alguom que lhes abrisse os olhos para ver em volta de si os inúmeros pro{)lenas do canpo e procurar investigá-los. Sendo a pesquisa uma novação, nem por isso
o pesquisador nasce feitoo Tem os dotes o aptidões que devem ser encorajados edirigi
dos. A pesquisa pod,e ser ensinada, assim como se ensina qualquer outta técnica ou vf^-, ^
om comum uma norma, de pensamento que, tendo sido exaustivamente poeta a prova e achada valida, e formalizada e recomendada para
uso em todas §s investigações. Embora a, conP''i^era,vel litera.tura. sobre metrdologia cientifica inclug descrições e justifa,cações do numerosas variantes do método de pr^
#
A
«V
fw
codimento aceito, ha em todas um moldo básico, tao bem estab^ecido e tao bom adaptg
do a grande variedade do problemas e campos, quo e ensinado a todos os estudantes ~
*
12
que se estão dedicando a pesquisa» " . Treinar-se-ia, portanto, o estudante a conhecer como o por que métodos sao coletados, analizados e interpretados os dados roferontes e inteirpretados os dados referentes a problemas. As etapas de percepção, formulação e desenvolvimento db problema para investigação, a seleção das técnicas 9
M
•'orem udadas na coleta o analiso de dados, a buscf, destes, as conclusoes, a discug
13
sao das conseqüências
o a apresentação dos resultados om trabalhos deveriam ser aprendidos através da prop-i-ig. investigação de temns que o estudante
^^Ortoga y Gasset, J», opo citq.

pc 104o

^Slglin, Margaret o Horman Ha Henkle, op. cit.. t3o 138,
13
Good, Carter Vo e Douglas Eo Scates, Methods of Research;
pflvehological. sociological, New York, Appleton-Centirry- Grofts,

educational.

1950

Egan, Margaret o Horman H. Honklen, op. cit.. p» 142.

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�- $ escolheria no início do curso» Assim adquiriria prática na organização de questionários, na tabulaçao de dados, na manipulação estatística, na consulta e citaçao de

-

Alguém alegou que, de certo modo, isto já está incluido nos cursos de
biblioteconomia, de forma diluida através das divetsas disciplinas, Não' está, ou
pouco que posaai

estar não

o

é, de modo algum, suficiente. Nas diversas disciplinas

chamadas técnicas: catalogação, classificação, administração, bibliografia, referên=
cia, docximentaçSo, os estudantes deverão se preocupar com o dorainio das técnicas,
justamente, em si mesmas» Nada inpede, pelo contrário, devesse até estimular nêlea a
visão dos tcpiios a investigar em cada uma delas, mas as necessidades de desenvolvimento dos programas de ensino não permitem que se enpre^ue tenç)0 a esqsor os métodos
de atacar ob problemas. Cursos especiais sobre a pesquisa são, aliás, indispensáveis
não só na biblioteconomia e na documentação, mas em todos os eetores do ensino superior.
Ao profissional, aquele cuja vocação não é a pesquisa, é, também,
necessário

c.cnhecer as maneiras pelas quais se ançlia o conhecimento bibliot©oox»0«tt

CO, O próprio Ortega y Gasset o deixa bem claro quando diz que embora o que tem voc^
ção profissional não deva perder tenç&gt;o em "flirtar" com a ciência, © preciso ensinar
Ik
lhe também em que consistem as técnicas pelas quais ée a obtém.
Ademais, vimos já
como se apregoa a necessidade de conhecer como os investigadores fazem uso dos re •
gistros gráficos, justamente para ser possivel organiza-los. Tendo conhecimento das
técnicas da pesquisa os profissionais poderão óbter uma "etnpatia" e, embora não sejam chamados a pesquisar, poderão ficar aptos a se colocar no lugar dos pesquisadores e, assim, servi-loe melhor«.. E reconheçamos ainda uma característica do nosso
meio incipiente em biblioteconomia e documentação: tenha vocação ou não, o nosso bibliotecário é freqüentemente cDitpelido a realizar estudos em qualquer área e com

-

qualquer das possiveis finalidades, no sinçles desenpenho diário da profissão.
Despertar as vocaç?5es e formar pesquisadores não basta, É necessário apoiá-los, dar-lhes est^iimuto e encorajamento a que pesquisem, riSo com meras palavras bonitas, mas de modo tangível e concreto. Entre nós os pesquisadores,
para sobreviver, devem ser, primeiramente, profissionais, o que significa que estão
sobrecarregados de obrigaçíSes administrativas ou de ensino, presos a expedientes,
sem as necessárias facilidades para se deslocar na coleta de dados e não dispondo m
Ortega y Gasset, J., o£, cit.. p. I03, texto e nota.

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�- 7 de tenpo e de lazeres para se entrfegar % pesquisa, É cruel dizer que quem tem em si
o impulso de pesquisar "faz ten^o", roubg-o a seu descenso, luta, dá um jeito;

ou

que, quem deseja realàente alguma coisa, acha meio de alcançá-la, nao se limita a ficar se lamentando e alegando dificuldades. As circunstâncias da "luta pela vida"
muitas vezes obrigam a um abandono daquelas atividades que se realizariam por vocação e por amor, mas que nSo trazem nenhum estimulo, nenhunareconpensa material, nenhuma remuneração,
Ê necessário estabelecer bolsas e dotações várias para custear
estudos e criar facilidades para que os investigadores suspendam trabalhos de rotina
em repartições afim de, sem prejuizo dos seus cargos ou carreiras, se dedicar à investigação, Dever-se-ia estudar a aplicação, aos pesquizadores no ramo da bibliote15
conomia e da documentação, dos benefícios do regime de dedicação exclusiva,
A í
. ^
justificativa do projeto de lei de estabelecimento do regime Tepresnta uma vxsao

-

exata dos problemas relacionados com a pesquisa, pela sua próppia natureza e pelas dificuldades que acarreta quanto a preocupação jielo sustento que aflige os pesquisadores,
O apoio e anparo aos investigadores deveriam partir das inatituiçTies oficiais: universidades, bibliotecas, o

o Instituto Nacional do Liyro,

a C.A&lt;P,E,S,, o I,B.E,C,C. Cogita-se, desde o l®Congresso Brasileiro de Bibliotoconfi
mia, realizado no Recife em 195^» de criar um TUonselho Bibliotecário no Brasil, A

-

discussão do mesmo está incluida também no temário deste Congresso, Ao Conselho devg
ria ser atribuida a responsabilidade de coordenar e patrocinar pesquisas. Mesmo - ©
será isso senhar demais? - as fundações ou entidades internacionais, Unesco, Rookfeller, Ford, deveriam ser encorajadas a financiar, também entre nós, pesquisas

no

terreno da biblioteconomia e da documentação, por essenciais ao adiantamento da pr£
pria pesquisa cientifica e tecoaológica.
No entento, antes de encerrar o tema, reconhece-ios que, se não
é necessário justificá-lo perante os bibliotecários e documentalistas aqui reunidos
numa demonstração de interêsse pd.os diversos aspectos do nosso ramo de saber, devemos fazê-lo para aqueles eternos objetores que senpre acham que é cedo para começar
alguma coisa, mesmo quando a idéia já ultrapassou de rruito a sua maioridade.. •

15
"Ante-projeto de lei de regime de dedicação exclusiva", IBBD ^Boletim
Informativo, v, 3»
maio/ago, 1957,p.199-201.Ver também CAPES Boletim Informativo. n. 59, ovit. 1957, P. 6.

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�— 8 •"
Depois de admitir que a

pesquisa é uma das funções primordiale

das universidadesj que os cursos de biblioteconomia aspiram a êsse nívKL universXt£
rio e já o conseguiram era alguns Estados do Brasil; que, para serem dignos dessa as
piraçSoj devem procurar dar a formação universitária cop^leta; que aprofissao da bi
blioteconomia e da documentação estão, mais do que nunca, dependendo da investiga ção dos seus fundamentos e técnicas - só sabem comentar que nai» possuimos pessoal e
material para ensinar e praticar pesquisas; que nosso meio não conç»orta essas idéias
e ainda nSo está rpreparado; isso são americanismos que nao condizem com a nossa r^
alidade e daí por diante.
A pecha de americanismo nem

merece contestação. Basta diser

que nXo foram os americanos (e muito menos os alemães) que inventaram a pesquisa» ••
mas veja-se aonde estão eles hoje em dia, graças a ela...
Pessoal apto ou capacitado para bem proporcionar a orientação propwgnada será facilmente encontrável. Pois nao são a bibliotecanomia 8 a docu
mentação no Brasil recentíssimas e não dependem de alguns abn-egados que investiga ram e passam adiante seus conhecimentos? Nao subestimemos a capaci-dad» ck&gt; bibliotecário brasileiro,
NSo sabemos exatamente a que se referem os objetores ao faiar em "raaterial". Mas reconhecemos que se luta com a falta de tudo ou quase tudo no

-

campo da bibliotrconomia e da documentação entre nós. A literatura especializada de
origem estrangeira é volumosa e cresce dia a dia, mas aqui há a dificuldade de ob tenção de uma parcela mínima que seja, causada principalmente pelos preços astronômicos dos livros e revistas estrangeiros, cuja importação é cada vez mais restingida. Resulta uma incrível escassês, quando não total ausência, de representaç'ao

da

literatura especialiaada em nossas bibliotecas. Os que freqüentam os centros mais adiantados não sabem o que significa estar na "província", longe dos contatos profis,
sionais, sem acesso a publicações, desatualizando os conhecimentos» Não passaram de
modo algum, ou, pelo menos, nno em grau tão grande, pela agonia de preparar um trabalho sem possibilidade de consultar uma bibliografia, elementar que fosse, sobro o
tema.
Nossa literatura bibli-^tecológica, a despeito da produção intelectual de alguns abnegados que publicam estudos, continua escassa. E a que existe
não é suficientemente organizada e divulgada. As

poucas registas de biblioteconomia

e documentação, valiosíssimas para nos informar sobre o que vai pelo Brasil e pelo mundo a respeito, aparecem muito

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espaçadamente e, vê-ie, lutam com dificuldades va-

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�• 9 rt»S para existir. De ura modo geral, os biblSet««arios ^tão muit« isolado», «níbor*
possam contar, de teripos para cá, com simpósios e congressos afim de estabelecer

•

elmtpto. Mas não deixa de ser irônico que precisemos d^ender de uma publicaçã»
jínter-Amefcican Library Relations. da Columbus Memorial Library, UniSo Pan-Amerlcei»a,
para saber o que acontece no Brasil em biblioteconomia e documentação... Os bibliotjg
cários e documentalistas brasileiros estSo precisando atacar a organizaçao bibliogra
fica dos materiais sobre a sua própria profissSol Faltam-nos desde os manuais elemen
tares, embora haja uns poucos, atilíssimos por certo, mas escassos em conçaraçao cora
o numero necessário rias diversas disciplinas do que se convenciona chamar preparo

-

técnico. Alguns livros inportantissimos e básicos para o conhecimento do campo nere*
ceriam ser traduzidos. Fazemos aqui um parênteeis para formular votos do que Edeon -•
Hary da Fonseca, esse incansável batalhador, tenha continuado sua coleta de sugeattíe*
fcôbre Q litevaturo profissional qUe os bibliotecários brasileiros mais lucrariam etn
tç;r tratíuaida para a nossa lingua. E qUe lhe tenha sido possivel continuar, também,
aqUela utlliesima bibliografia de documentaçSo, encetada ~

-

no IBBD Boletim In -

foiTnativa. Eis aí um a quem não é necessário exortar a que pesqu$se, mas qu0 talveä
necessite de apoio e estímulo

para se dedicar a suas pesquisas, taõ úteis para to-

dos os bil)liotecárlos e docxunentalistas brasileiros.
Mas voltamos ao ponto de início: quem pode se dedicar a in dlspcfSíéveL atividade de escrever ou traduzir? Os bibliotec-ários

já sobrecarrega-

dos? Deveríamos criar comissões para escrever os manuais básicos, aproveitando os , conhecimentos e a experiência coletivo dos

nossos bibliotecários, a exemplo do qvie

faz a American Library Association. O Instituto Nacional do Livro, com a sua ColeçKo
B2, muito poderia contribuir a esse pespeito« Precisamos criar tfundos para o financi
amento das publicações, das traduções, das revistas profissionais, afim de n'So dei xar esmorecer os que, esforçadamente, têm publicado alguma coisa e, pelo visto, têi*
muito

mais ainda a nos brindar de sua dedicação e rique .3. de experiência.
Quanto à objeção de que o nosso meio não está preparado para

o ensino e o encorajamento da investigação na documentação e na biblioteconomia,
seria interessante que nos dissessem no que consiste, afinal, esse "estar preparado?
Qüando se trata de olhar objetivamente o meio, investigando-o, que preparo deve haver da sua parte? Se o pesquisador em ciências sociais se dispõe a constatar, pelas
técnicas próprias da pesquisa em seu ramo, as condições de um fato social qualquer.

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�pode-se exigir que esse fato esteja "preparado" para sofrer a investigação? Ainda ~
estudar o que está por fazer e realizar um levantamento do que já foi e do que deve
ser realizado é pesquisa e indispensável ao nosso adiantamento, pois delinêa área»
aonde sao necessárias maior açSo e providências.
ÍJão esqueçamDiTi que as objeções maiores serão da parte dos que,
podendo ceder as verbas, não vêem o rendimento imediato de sua aplicação a tais estudos. Para esses são necessárias as justificativas muito bem documentadas, qua só
mesmo os estudos aturados de nossas possiblidades, incapacidades e condições gerais
podem fornecer. A situação é um círculo vicioso, seiváo necessários estudos para jus
tificar os estudos. Justamente no estado atual da profissão, sua regulamentação e
seu ensino e que se faz sentir mais agudamente a necessidade da pesquisa, para fornecer subsídios aos legisladores.
Os bibliotecários

brasileiros devem batalhar para que o incr^

mento da biblioteconomia e da documentaç'ão entre nós sejam incluídas entre as metas
governamentais. Ambas são encarregadas de organiíar o canpo da informação, e, sem
esta ê iirpossível qualquer desenvolvimento, técnico, científico, econômico, cultural.
Não fiquemos no comodismo de achar que é cedo, Nunca ê demais
enxergar à frente e planejar para o futuro pois este, mais depressa do que percebemos, transforma-se no presente.

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              <text>Como qualquer ramo de saber, a biblioteconomia e a documentação tem necessidade de cultivo por si mesmas, numa atividade de exame crítico dos seus priórios fundamentos, métodos e objetivos. Urge essa atividade hoje em dia, pois se proclama a premância exigida pela investigação sistemática dos princípios que alicerçam o progresso no terreno do processamento de informações. Ora, a par da finalidade de formar profissionais conpetentes e cultos e a universidade que compete, como função precípua, a formação de investigadores. Os cursos de biblioteconomia entre nós lutam por se estabelecer em nível universitário; mas no programa dos já estabelecidos e nas diversas propostas de currículos surgidas ultimamente nota-se apenas a preocupação de ministrar as disciplinas técnicas ou profissionais e as culturais. É, portanto, lançado um apêlo a que se procure, também, formar pesquisadores, pela inclusão de uma cadeira sobre as técnicas de pesquisa nos curríciilos de biblioteconomia e documentação, /^ela'-se, ainda, para o estudo das condições indispensáveis de apôio e incentivo aos pesquisadores, através de bolsas de pesquisa, dotações, quebra de obstáculos burocrático, estabelecimento de regime de dedicação exclusiva, apontando-se as instituições que devem se ocupar da tarefa. Intenta-se refutar as inevitáveis objeções que há de surgir, a fim de que não seja entravada a adoção de medidas indispensáveis ao adiantamento da documentação e da biblioteconomia entre nós.</text>
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