<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="5125" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/5125?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-28T06:35:34-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="4193">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/47/5125/SNBU2006_128.pdf</src>
      <authentication>5000a45a42b71c958a189df1075c32cb</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="56039">
                  <text>Eixo Temático: As Bibliotecas Universitárias e a Produção do Conhecimento
- As redes e virtualidades da pesquisa acadêmica
COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA NA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS
MÉDICAS DA PARAÍBA: da necessidade ao uso da informação*
Alzira Karla Araújo da Silva
Profa. do DBD/UFPB. Ms. em Ciência da Informação/UFPB.
alzirakarla@click21.com.br
Joseane Amaral de Lucena
Bacharel em Biblioteconomia/UFPB. Bibliotecária da FCM/PB
joseanelucena@yahoo.com.br

RESUMO
Serviços de informação em rede vêm sendo disponibilizados nas bibliotecas
universitárias com informação qualitativa em diversas áreas do conhecimento.
Todavia, a Comutação Bibliográfica (COMUT), rede que complementa e amplia os
acervos físicos dessas bibliotecas vem sendo, em alguns casos, sub-utilizada ou
secundarizada, por desconhecimento do usuário ou por barreiras lingüísticas,
tecnológicas, técnicas, entre outras. Parte dessa problemática o objetivo de analisar
o uso do COMUT na Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba,
identificando perfil, expectativas e barreiras dos usuários frente a esse serviço. Para
tanto, adota-se uma abordagem quanti-qualitativa, desenvolvida a partir de um
estudo de campo do tipo exploratório. Os sujeitos são os usuários deste serviço e os
dados foram coletados por meio de um questionário. Os resultados indicam o
desconhecimento do COMUT. Contudo, os sujeitos que utilizam esse serviço
afirmam sempre recuperar a informação que procuram, cujo objetivo é atender as
necessidades informacionais para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso e
a busca de artigos científicos. Barreiras são encontradas no tocante a língua,
questões econômicas e de tempo. A principal expectativa oriunda do uso é a de
localizar a informação demandada. Uma das vantagens apresentadas é a
diversidade de informação científica. Conclui-se que é necessário planejar uma
política de educação de usuário e de marketing, em especial de promoção,
baseando-se no estudo de usuário realizado, que divulgue o COMUT como um
serviço que dispõe de informação pertinente à área da saúde e outras, intensificando
a busca e o uso do COMUT na biblioteca.
Palavras-chave: Comutação Bibliográfica. COMUT. Estudo do Usuário. Biblioteca
Universitária. Uso da Informação.

*

Artigo originado de trabalho de conclusão de curso concluído em 2006. – DBD/UFPB.

�2

1 INTRODUÇÃO
Os avanços na tecnologia da informação e comunicação (TICs) contribuíram
para o desenvolvimento das bibliotecas, com destaque às universitárias, bem como
ampliaram o alcance da informação, inovando infra-estruturas, rotinas de trabalho e o
relacionamento usuário e biblioteca, facilitando o fluxo informacional. Destacamos a
necessidade das bibliotecas não apenas contarem com um serviço de informação
eletrônico

para

disponibilizar

a

informação,

como

também

disseminá-lo,

possibilitando acesso e uso amplo por diversos usuários.
A problemática do estudo surge quando percebemos que, mesmo quando a
informação encontra-se organizada e disponibilizada em um sistema de informação,
muitas vezes ela é sub-utilizada ou secundarizada por buscas manuais. Estamos
falando de serviços de informação como a comutação bibliográfica (COMUT), serviço
já consolidado nas bibliotecas por complementar e ampliar os acervos físicos
existentes e permitir a cópia de artigos em diversas áreas ou em áreas específicas
do conhecimento. No entanto, seu uso ainda pode ser ampliado.
Considerando esse contexto, questionamos: Os usuários conhecem o
COMUT? É necessária uma disseminação mais efetiva para promover o seu uso?
Existem barreiras que dificultam ou impedem esse uso? O COMUT vem atendendo
as necessidades e expectativas de seus usuários? Para responder a esses
questionamentos objetivamos analisar o uso do COMUT e as expectativas dos
usuários da Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba – FCM/PB.
Para tanto, pretendemos: traçar o perfil dos usuários da Biblioteca; identificar os
motivos que levam ao uso do COMUT; conhecer as barreiras quanto ao acesso/uso
do serviço e; levantar as expectativas dos usuários.

2 INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA: o bibliotecário mediando o acesso e uso da
informação

�3

A palavra informação nos remete a vários significados. Para Barreto (2002) ela
constitui-se um instrumento transformador da consciência do ser humano e de seu
grupo social, por manter o homem interligado com a memória do seu passado e com
as perspectivas de seu futuro, estando ligada ao conhecimento e sua produção. Com
as TICs surgiram novas formas de transmitir, receber, usar e conservar a informação,
marcando um período de grande fluxo, onde as ferramentas tecnológicasdeixam-na
pronta para acesso e uso em segundos, mundialmente. Nesse período “O Acesso é
a palavra-chave” (FIGUEIREDO, 1999, p.12).
Na visão de Figueiredo (1999, p.11), “cada avanço tecnológico tem
implicações maiores para os serviços de informação e, sem dúvida, oferece acesso
aperfeiçoado a informação e maior flexibilidade para seu uso”. Essas mudanças
fizeram com que a informação se propagasse e fizeram surgir novos modos de
disseminação como catálogos bibliográficos on-line, portais de periódicos científicos,
bancos de teses, programas de comutação bibliográfica, bibliotecas digitais etc.
Mas como tornar útil a informação, sem antes detectar a necessidade do
sujeito? Sem questionar de onde deriva sua necessidade informacional? Sem
analisar quais os seus desejos de informação. Após esta identificação, o profissional
da informação – bibliotecário saberá onde atuar diante de certa necessidade. A ele
cabe orientar o usuário para que desenvolva estratégias de buscas, facilitando a
localização da informação almejada e tornando-se o mediador que irá auxiliar no
“enxugamento” dessa necessidade e assim, satisfazer a verdadeira demanda. Afinal,
“[...] uma boa estratégia de busca assegura resultados mais relevantes de citações
recuperadas” (CUENCA, 1999, p.296).

2.1 INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E DIGITAL
A informação científica definida como “[...] o conhecimento resultante da
pesquisa que se acrescenta ao entendimento universal existente” (DIAS;
BELLUZZO, 2003, p.35) é uma informação com seleção criteriosa, sendo necessário

�4

uma linguagem rebuscada, precisão terminológica, acessibilidade da linguagem para
entendê-la e interpretá-la, devido a sua especificidade científica. Sua linguagem,
geralmente, não é de fácil acesso, sendo rebuscada e totalmente técnica. Contudo,
as TICs têm contribuído para a sua propagação, pois é preciso incentivar o seu
acesso para que se incentive o desenvolvimento científico e a pesquisa.
A tecnologia trouxe recursos que promoveram acessibilidade, disseminação e
recuperação da informação de forma hábil. O serviço de referência virtual, o acesso
a catálogos on-line, a comutação bibliográfica, dentre outros serviços foram
alavancados pela aplicação da tecnologia. Assim, a vantagem para o uso da
informação digital se dá pelo acesso instantâneo a uma variedade de bibliografias, e
ainda o acesso a documentos de difícil localização em uma unidade de informação
física por meio de pesquisas instantâneas. Uma das desvantagens é a falta de
documentos mais antigos e a necessidade de instrumentos próprios para se ter
acesso à informação digital, como terminais de consulta, modens, etc.
A informação digital hoje é sinônimo de acesso a infinitos e variados tipos de
informações. Aplicada em biblioteca virtual, eletrônica, digital ou mesmo física pode
ser utilizadas, de acordo com Landoni e Catenazzi (1993 apud ROSETTO, 1997),
para administrar coleções, no processo de aquisição, na catalogação e indexação,
no sistema de empréstimo e nos serviços oferecidos aos usuários. Dentre esses, os
autores indicam, a exemplo, a possibilidade de solicitação eletrônica do material, o
fornecimento de cópias, a troca de material entre bibliotecas conectadas e a
identificação do perfil dos usuários on-line etc.

3 ESTUDOS DE NECESSIDADE DOS USUÁRIOS: desejos, demandas e
expectativas
Para

compreendermos

o

papel

da

informação

científica

e

digital

disponibilizada nos sistemas de informação – bibliotecas – e os desejos, demandas e
expectativas de acesso e uso pela comunidade e seus usuários, precisamos,
primeiramente, definir usuário da informação, que para Sanz Casado (1994, p.19),

�5

“[...] é aquele indivíduo que necessita de informação para o desenvolvimento de suas
atividades”. Dessa forma, estudo de usuário é “um conjunto de estudos que tratam
de analisar qualitativa e quantitativamente os hábitos de informação dos usuários
através de aplicação de diferentes métodos [...]” (SANZ CASADO, 1994, p. 19).
Existem fatores que merecem atenção no quesito informação, estudo do
usuário e uso da informação, que são desejo, necessidade e demanda. São pontos
imprescindíveis para que se possa analisar a informação e permitir que ela tenha seu
principal fim que é o de uso. Demanda é um desejo expresso, ou seja, quando o
indivíduo solicita o que precisa (SANZ CASADO, 1994). Desejo é a expressão da
vontade de satisfazer aquilo que o indivíduo gostaria de ter (SANZ CASADO, 1994).
E, finalmente, necessidade é uma demanda em potencial, o que o indivíduo
realmente precisa (BETTIOL, 1990), que mudam em função da natureza e evolução
das tarefas que o indivíduo realiza (GUINCHAT; MENOU, 1996).
O fator uso, por sua vez, é ligado diretamente ao fator acessibilidade, que
pode envolver algum tipo de barreira. Segundo Araújo (1998) sempre haverá
barreiras que dificultem o fluxo da informação entre os indivíduos, qualquer que seja
o meio de informação utilizado e ela as classificam como: de idioma, ideológicas,
eficiência, intraorganizacionais, capacidade de leitura, interpessoais, terminológicas,
geográficas, econômica, legais, de tempo, de consciência e conhecimento da
informação, de responsabilidade independente dos estudos. A esse respeito,
Guinchat e Menou (1996) destaca obstáculos de comunicação, lingüísticos e
psicológicos.
Para identificar as necessidades ou mesmo os obstáculos informacionais, os
estudos de usuário podem seguir diferentes abordagens. Segundo Ferreira (1997),
temos a abordagem tradicional que procura examinar o sistema de forma que se
saiba como essa unidade serve ao seu usuário e a abordagem alternativa que
preocupa-se em identificar os processos de uso da informação de forma particular,
centrada no usuário.

�6

4 BIBLIOTECA E PROGRAMA DE COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA
No que concerne aos recursos adotados pelas unidades de informação para
garantir melhor qualidade de seus serviços e de suas informações, Cunha (1999,
p.84) afirma que “[...] a biblioteca universitária extrapolará os assuntos técnicocientíficos e poderão colaborar nas outras necessidades informacionais diárias de
sua clientela”. A comutação bibliográfica (COMUT) é um desses recursos que a
biblitoeca universitária pode adotar em prol de satisfazer a necessidade de seus
usuários e otimizar seus serviços, uma vez que trabalha com a informação científica.
O COMUT foi instituído junto à Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a secretaria de Educação Superior (SESU),
do Ministério da Educação e junto ao IBICT e à Financiadora de Estudos e Projetos
(FINEP) do Ministério da Ciência e Tecnologia. Foi uma iniciativa do Prof. Antônio
Miranda, juntamente com colaboradores, que participaram dos primeiros momentos
de criação.
Tem como seu maior desafio, e também como perspectiva, facilitar o acesso
de informação produzida no país e no exterior, permitindo a obtenção de cópias de
documentos técnico-científicos disponíveis nos acervos das principais bibliotecas
brasileiras e em serviços internacionais. Para tanto, utiliza o Catálogo Coletivo
Nacional (CCN) para identificar as bibliotecas que possuam os documentos
solicitados.
Para participar do COMUT, o usuário deve cadastrar-se no Programa via
Internet. Feito isso, pode solicitar cópias de documentos, dirigindo-se a uma
biblioteca pertencente à rede COMUT ou solicitar diretamente pela Internet sem usar
uma biblioteca como intermediária, comprando Bônus COMUT (IBICT, 2005).
O COMUT tem quase 1700 bibliotecas contribuintes. Na Paraíba,
precisamente na cidade de João Pessoa, das 14 Faculdades de ensino superior da
Rede Privada existentes em 2006, 07 trabalham com o COMUT em suas bibliotecas,
são elas: Faculdade de Enfermagem e Medicina (FACENE/FAMENE), Centro

�7

Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), Faculdade de Enfermagem Santa Emilia de
Rodat, Instituto de Ensino Superior (IESP), Faculdades Unidas da Paraíba (UNIPB),
Faculdade Paraibana (FPB) e Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, nosso
campo de estudo. Ainda temos na rede pública em João Pessoa, a Universidade
Federal da Paraíba (UFPB) que é a pioneira na parceria com o COMUT na Paraíba.

5 TRILHA METODOLÓGICA
A trilha metodológica tem uma abordagem qualitativa e quantitativa, uma vez
que o estudo apóia-se na análise da lógica do conteúdo do material coletado na
pesquisa, orientado por dados estatísticos. A abordagem qualitativa, segundo Laville
e Dionne (1999, p.226), desperta interesse para o pesquisador porque “[...] conserva
de forma literal os dados. Na abordagem quantitativa, por sua vez, segundo Minayo
(2004, p. 102), “busca-se um critério de representatividade numérica que possibilite a
generalização dos conceitos teóricos que se quer testar”. A pesquisa caracteriza-se
como um estudo de campo do tipo exploratório tendo em vista que, na coleta de
dados, houve interação entre o pesquisado/pesquisador no ambiente da pesquisa.

5.1 CAMPO DE PESQUISA: Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da
Paraíba
O campo do estudo é a Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da
Paraíba – FCM/PB, por esta representar uma das 07 bibliotecas que dispõe do
serviço de comutação bibliográfica em João Pessoa/PB.
A FCM/PB, criada em 2002, oferece os cursos de Fisioterapia, Medicina e
Nutrição, em nível de graduação e dispõe de cursos em nível de pós-graduação especialização. A instituição também mantém atividades de extensão. No tocante a
Biblioteca da FCM/PB esta atende a comunidade acadêmica e clientela externa,
disponibilizando material informacional relacionado às disciplinas dos Cursos

�8

oferecidos pela Faculdade. É coordenada por uma Bibliotecária, Especialista em
Organização de Arquivos e em Gestão de Unidades de Informação. Com uma área
de 265,56 m2 seu acervo na área de saúde possui mais de 1000 (mil) títulos e mais
de 3500 (três mil e quinhentos) exemplares, além de mais de 200 (duzentos)
periódicos nacionais e estrangeiros e mais de 100 (cem) vídeos e CD-ROMS. Dispõe
ainda de teses, dissertações, acesso a Internet, serviço de orientação à
normalização, bases de dados e Comutação Bibliográfica.

5.2 SUJEITOS DA PESQUISA: universo e amostra
A pesquisa tem como universo os usuários da biblioteca da FCM/PB, quais
sejam os 953 (novecentos e cinqüenta e três) alunos ativos, matriculados nos cursos
da FCM/PB. Para definição da amostra, consideramos 10,0% do universo,
constituindo em 95 alunos, trabalhando com os usuários que freqüentam e usam a
biblioteca. A amostra é probabilista do tipo aleatória simples, “[...] composta a partir
de uma escolha ao acaso, tendo todos os elementos da população uma chance real
e reconhecida de serem selecionados” (LAVILLE; DIONNE, 1999, p.170).

5.3 INSTRUMENTO E PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS
Para a coleta de dados, utilizamos o questionário, considerando ser o mais
comum para coleta de dados, principalmente em estudos de usuários (CUNHA,
1982) e pelo fato dos sujeitos ficarem mais à vontade de se expressarem e ainda
considerando que se aplicam vários questionários no mesmo instante. Este compõese em duas partes: a primeira, identificação do perfil dos usuários da biblioteca da
FCM/PB, com questões que caracterizam o usuário; a segunda trata do uso da
Biblioteca, em particular do uso do COMUT.
Após a análise do pré-teste aplicado a priori, a fim de verificar a relevância das
questões e realizado os devidos ajustes no questionário, iniciamos a sua aplicação in

�9

loco, ou seja, no recinto da biblioteca. O período da coleta de dados foi de uma
semana, iniciando em 05 de Junho e concluindo em 12 de Junho de 2006, nos três
turnos.

6 DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
No tratamento dos dados utilizamos a abordagem quanti-qualitativa, apoiandonos em instrumentos estatísticos e na significação do conteúdo. Para a interpretação
dos resultados procuramos auxílio da análise de conteúdo, visto que essa técnica
“[...] pode adotar um caminho quantitativo, bem como um caminho qualitativo”
(LAVILLE; DIONNE, 1999, p. 223).
No primeiro momento, identificação dos sujeitos, apresentamos o perfil dos
usuários da Biblioteca da FCM/PB:
No tocante ao sexo 75,8% (72) são do sexo feminino, enquanto que 24,2 (23)
do sexo masculino. Esse dado, pode, em algum momento, ser considerado, se não
para a biblioteca, para a Faculdade, por exemplo, em campanhas de marketing. Com
relação à faixa etária, temos um percentual de 97,9% de sujeitos menores de 31
anos. Esses jovens são atraídos pela dinamicidade, criatividade e estão, geralmente,
conectados com o novo e sendo estimulada por ele. Assim, a exemplo, a Biblioteca
pode criar e/ou intensificar serviços e produtos que façam uso da Internet, das bases
de dados e da informação digital. Outro aspecto identificado é o grau de
escolaridade onde apenas 1,05% (01) já havia concluído uma outra graduação e
está cursando uma segunda Faculdade. A biblioteca, sabendo dessa característica
pode intensificar alguns serviços, a exemplo das visitas dirigidas que orientam esses
usuários para o uso da biblioteca; da alocação de bibliotecários ou estagiários de
Biblioteconomia experientes e treinados para o serviço de referência e informação;
dentre outros que precisam da orientação/auxílio de um bibliotecário.

�10

No segundo momento identificamos o uso da biblioteca da FCM/PB,
especialmente sobre o COMUT:
Acerca da(s) a(s) área(s) de interesse dos usuários da Biblioteca temos como
destaque as áreas de saúde e nutrição clínica, com 14,8% (14) cada. Em seguida,
com 4,2% (04) vem as de neurologia, cardiologia, dermato-funcional e saúde pública.
Sabendo a biblioteca qual a área que mais interessa ao seu usuário, poderá
melhorar seu acervo, atendendo com mais efetividade a demanda dos usuários. A
importância dessa utilidade é destacada por Le Coadic (1996) quando ressalta o
objetivo final da informação, em termos de uso e dos efeitos que dele resultam.
Questionados sobre o conhecimento do COMUT, 77,9% (74) afirmaram não
conhecer esse serviço e apenas 22,1% (21) afirmaram conhecer. Esse resultado é
preocupante, visto que embora sua divulgação não está sendo satisfatória. A
biblioteca deve, portanto, pensar nos meios de divulgação desse serviço. Na opinião
de um sujeito, “poderia se utilizar cartazes por toda a faculdade, não só na
biblioteca.” A biblioteca pode também usar o site da Faculdade e da biblioteca no
intuito de se intensificar seu uso, visto que como afirma Cunha (1999), com o
surgimento da informação digital, a Comutação Bibliográfica, passou a ser uma peça
fundamental na organização bibliotecária. Em contrapartida, dos 22,1% dos sujeitos
que afirmaram saber da existência do COMUT na biblioteca da FCM/PB, o maior
índice de respostas indica que isso ocorre por meio da biblioteca (66,7% - 14) e por
intermédio de professores (14,3% - 03).
Os sujeitos foram questionados sobre o uso do COMUT. Nessa pergunta, se
a resposta fosse ‘sim’ o usuário continuaria respondendo ao questionário e, caso
fosse ‘não’, iria para a penúltima pergunta. A maioria, (92,6% - 88) não utiliza o
serviço COMUT. Em contrapartida, apenas 7,4% (07) o utilizam. Os que não utilizam
o serviço informaram que o motivo é pelo desconhecimento, com 42,1% (37),
intensificando resultados anteriores e a necessidade de divulgação intensiva e
detalhada. Possíveis barreiras podem estar existindo que impedem uma maior
acessibilidade ao serviço, podendo ser Barreiras de eficiência que seria o que ocorre

�11

tanto por parte de quem é o mediador da informação quanto do usuário da
informação, no que concerne a estratégias de buscas (ARAÚJO, 1998).
Os 7,4% sujeitos que informaram usar o COMUT e que continuaram
respondendo as demais questões afirmaram que o motivo pelo uso do COMUT,
com 57,1% (04), é em decorrência da necessidade de informações para a
elaboração dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), seguido da procura por
artigos científicos, com 42,9% (03). Esses são os desejos dos sujeitos, considerando
que desejo é a expressão da vontade de satisfazer o que gostaria de ter (SANZ
CASADO, 1994) e também a necessidade, uma vez que esta é o que devemos ter
para um trabalho, pesquisa, instrução, recreação (PAISLEY, 1968 apud BETTIOL,
1990).
Questionados sobre o tipo de informação que procuram no COMUT, temos
que 100,0% (07) dos sujeitos procuram informações científicas. Esse resultado
comprova a qualidade da informação que o COMUT oferece, visto que um dos
objetivos do serviço está, em particular, em atender as necessidades da comunidade
com o foco na área científica e tecnológica (IBICT, 2005). Acerca das barreiras, cada
uma com 28,6% (02), temos: idioma, econômica e tempo. Araújo (1998) explica que
na barreira de idioma o documento foi escrito numa língua que não é a do usuário.
Isso ocorre porque a maioria das informações científicas do COMUT é em língua
estrangeira, com destaque para o inglês. A barreira econômica para a autora é
quando o uso da informação é comercializável, ou seja, depende do pagamento de
um determinado valor. A barreira foi a de tempo se refere ao tempo gasto na busca
pela informação, é o que Figueiredo (1999) chama de “restrição de tempo”, ou seja,
dedica-se pouco tempo para procurar informações.
Os sujeitos apontaram também as suas expectativas quanto ao serviço e ao
uso do COMUT. De acordo com os resultados 57,1% (04) esperam “localizar a
informação

demandada”

e

28,6%

(02)

”satisfazer

minhas

necessidades

informacionais”, sendo a segunda resposta, conseqüência da primeira. A “rapidez e
gratuidade” do programa de comutação bibliográfica, com 14,3% (01), foi outra

�12

expectativa apresentada. Nesse sentido, podemos dizer que os sujeitos em sua
maioria esperam que o COMUT satisfaça seus desejos e demandas.
Questionamos, ainda, acerca das vantagens na utilização do COMUT,
sendo apontado que o serviço “dispõe de uma diversidade de informações” (36,4% 08); “minimiza o tempo de busca” (22,7% - 05); tem “recuperação precisa do que se
procura” (18,2% - 04) e; oferece “comodidade e agilidade” na busca (18,2% - 04). A
vantagem menos citada (4,5% - 01) foi a “orientação do profissional na busca”,
demonstrando a necessidade de um foco na orientação (educação) do usuário no
uso do serviço.
Perguntamos como a biblioteca da FCM/PB poderia promover o uso do
COMUT. Essa questão foi respondida pelos 95 sujeitos. Temos a opção “informando
na visita a biblioteca” em primeiro lugar, com 34,6% (44), demonstrando que os
sujeitos esperam que a biblioteca dissemine seus serviços. Outros 23,6% (30)
mencionam a necessidade de uma “parceria entre bibliotecas e professores” para
promoverem o serviço.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante dos resultados acerca do serviço COMUT disponibilizado pela
biblioteca da FCM/PB, obtivemos uma grande incidência para o “desconhecimento
do serviço”, uma vez que 77,9% não conhecem o Programa. Esse desconhecimento
foi relacionado à falta de divulgação, o que sugere uma maior ênfase da biblioteca na
demonstração e orientação no uso do COMUT. Os usuários sugerem, dentre as
ações possíveis, a menção do programa pelos professores quando orientam seus
alunos e nas aulas de Metodologia Científica.
Identificamos também que os usuários quando usam o COMUT é mediante a
necessidade de informação para elaboração de trabalhos acadêmicos e a busca de
artigos científicos. Barreiras são encontradas no tocante a língua, econômica e de

�13

tempo. A principal expectativa oriunda do uso é a de localizar a informação
demandada e uma das vantagens apresentadas é a diversidade de informação
científica.
Cabe a Biblioteca, com foco no usuário, providenciar medidas que ampliem
seus serviços, como a utilização do COMUT, gerando a satisfação dos usuários. Fazse necessário elaborar uma política de marketing e planejar programas de educação
de usuário, em especial de promoção, que o divulgue como um serviço que dispõe
de informação pertinente à área da saúde e outras, intensificando sua busca e uso.
Para tanto, sugerimos as seguintes ações:
a) de educação de usuário: treinamento no uso do COMUT destinado a todos os
alunos e professores da Faculdade, com aulas práticas e com demonstrações de
como realizar o processo de busca no serviço. As aulas serão ministradas pela
bibliotecária e auxiliada por estagiários de Biblioteconomia. Terão uma periodicidade
regular, com cronograma previamente divulgado, atendendo, a priori, turmas
ingressas na Faculdade e nas aulas de Metodologia Científica, ampliando-se para
outros perfis, sempre que for demonstrada necessidade. Inicialmente, as aulas serão
planejadas com foco no professor e em suas necessidades específicas de conteúdo,
na intenção de transformá-los em multiplicadores no uso do COMUT e num segundo
momento, o público-alvo serão os alunos. Para estes, será observado o perfil da
turma, assim como suas áreas de interesse, possibilitando que as aulas sejam
personalizadas. No tocante ao conteúdo programático, teremos a integração de
teoria e prática, priorizando as demonstrações no uso do serviço e apresentando
estratégias de busca. As aulas realizar-se-ão na biblioteca, podendo, caso
necessário, ser usado os laboratórios da Faculdade.
b) de marketing: divulgação do COMUT por meio de ferramentas de marketing em
toda a Faculdade, atingindo todos os alunos e professores. Poderá ser usado o
folheto ou um boletim informativo, que deve ser confeccionado em cores, papel claro,
com formato criativo, letra legível e sem excesso de informações, ilustrado, tornado
atrativa a sua leitura e atendendo ao objetivo da campanha de marketing que

�14

pretende atingir. Pode ser enviado por mala-direta, pelo Correio ou deixado em locais
estratégicos para que o usuário se interesse por ele ou mesmo distribuído. O cartaz
também pode ser usado, elaborado para ser exposto nos corredores e em pontos
estratégicos da Faculdade, devendo apresentar ilustrações e informações relevantes
sobre o serviço. A confecção de um banner também pode ser usada para uma
divulgação no recinto da biblioteca, no local em que o usuário realiza a pesquisa no
COMUT, apresentando informações rápidas e úteis de como usar o serviço. O site da
Faculdade é uma outra forma de divulgação, de modo que a biblioteca precisa ter um
link próprio. Nele pode criar um espaço do tipo “Fique conhecendo” inserindo o
COMUT como um serviço de destaque da biblioteca. Esse espaço pode ser usado
para demonstrações com a visualização da página do COMUT com uma busca
sendo efetivada.
A parceria entre bibliotecários e professores também deve ser estabelecida,
considerando que estes devem ser mediadores da informação. Com essa parceria, a
política de marketing e o programa de educação de usuário, o COMUT passará a ser
mais conhecido, seu uso ampliado e a biblioteca estará intensificando o seu papel de
disseminadora e educadora na busca da informação.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Eliany Alvarenga de. A Construção Social da Informação: análise das
Praticas Informacionais de Organizações Não Governamentais [ONGs] Brasileiras.
1998. Tese (Doutorado em Ciência da Informação). Universidade de Brasília, 1998.
BARRETO, Aldo Albuquerque. Transferência da informação para o conhecimento. In:
AQUINO, Mirian de Albuquerque (Org.). O campo da ciência da informação:
gênese, conexões e especificidades. João Pessoa: Ed. Universitária, 2002.
BETTIOL, Eugênia Maranhão. Necessidades de informação: uma revisão. Rev.
Bibliotecon. Brasília, v.18, n.1, p.41-58, jan./jun.1990.
CUENCA, Ângela Maria Belloni. O usuário final da busca informatizada: avaliação da
capacitação no acesso a bases de dados em biblioteca acadêmica. Ciência da
Informação, Brasília, v.28, n.3, p. 293-301, set./dez. 1999. Disponível em:
&lt;http://www.ibict.br/cienciadainformacao&gt;. Acesso em: 16 abr. 2006.
CUNHA, Murilo Bastos da. Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência
da Informação, Brasília, v.28, n.3, p. 257-268, set./dez. 1999. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br&gt;. Acesso em: 16 abr. 2006.

�15

____. Metodologias para estudo dos usuários de informação científica e tecnológica.
Rev. Bibliotecon., Brasília, v.10, n.2. p. 5-19. jul./dez. 1982.
DIAS, Maria Matilde Kronka; BELLUZO, Regina Célia Baptista. Gestão da
informação em ciência e tecnologia sob a ótica do cliente. São Paulo: EDUSC,
2003. 186p.
FERREIRA, Sueli Mara S. P. Estudos de necessidade de informação: dos
paradigmas tradicionais a abordagem sense-making. Porto Alegre, 1997. Disponível
em: &lt;www.eca.usp.br/nucleos/sense/textos/intro.htm&gt;. Acesso em: 4 maio 2006.
FIGUEIREDO, Nice. Usuário. In: ______. Paradigmas modernos da ciência da
informação. São Paulo: Polis/APB, 1999. Cap. 1, p.11-54.
FRÓES, Teresinha. Sociedade da informação, sociedade do conhecimento,
sociedade da aprendizagem: implicações ético-políticas no limiar do século. In:
LUBISCO, Nídia M. L.; BRANDÃO, Lídia M. B.(Org.). Informação e Informática.
Salvador: EDUFBA, 2000. p.283-302.
GUINCHAT, Claire; MENOU, Michel. Os usuários. In: ____. Introdução geral as
ciências e técnicas da informação e documentação. 2.ed. Brasília: IBICT, 1996.
540p.
IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Disponível em:
&lt;www.ibict.br&gt;. Acesso em: 20 abr. 2006.
LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber: manual de metodologia
da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed, 1999.
LE COADIC, Yves-François. A ciência da informação. Brasília: Briquet de Lemos,
1996.
MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos,
resenhas. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2005.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa
qualitativa em saúde. 8.ed. São Paulo: Hucitec, 2004.
ROSETTO, Márcia. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro
eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latina e Caribe. Ciência da
Informação, Brasília, v.26, n.1, p.54-64, jan./abr. 1997.
SANZ CASADO, Elias. Manual de estudos de usuários. Madrid: Fundacíon
Ruipérez, 1994. p. 19-31. (Tradução da Profa. Francisca Arruda Ramalho).

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56013">
              <text>Comutação bibliográfica na Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba: da necessidade ao uso da informação.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56014">
              <text>Silva, Alzira Karla Araújo da; Lucena, Joseane Amaral de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56015">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56016">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56017">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56019">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="56020">
              <text>Serviços de informação em rede vêm sendo disponibilizados nas bibliotecas universitárias com informação qualitativa em diversas áreas do conhecimento. Todavia, a Comutação Bibliográfica (COMUT), rede que complementa e amplia os acervos físicos dessas bibliotecas vem sendo, em alguns casos, sub-utilizada ou secundarizada, por desconhecimento do usuário ou por barreiras lingüísticas, tecnológicas, técnicas, entre outras. Parte dessa problemática o objetivo de analisar o uso do COMUT na Biblioteca da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, identificando perfil, expectativas e barreiras dos usuários frente a esse serviço. Para tanto, adota-se uma abordagem quanti-qualitativa, desenvolvida a partir de um estudo de campo do tipo exploratório. Os sujeitos são os usuários deste serviço e os dados foram coletados por meio de um questionário. Os resultados indicam o desconhecimento do COMUT. Contudo, os sujeitos que utilizam esse serviço afirmam sempre recuperar a informação que procuram, cujo objetivo é atender as necessidades informacionais para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso e a busca de artigos científicos. Barreiras são encontradas no tocante a língua, questões econômicas e de tempo. A principal expectativa oriunda do uso é a de localizar a informação demandada. Uma das vantagens apresentadas é a diversidade de informação científica. Conclui-se que é necessário planejar uma política de educação de usuário e de marketing, em especial de promoção,baseando-se no estudo de usuário realizado, que divulgue o COMUT como um serviço que dispõe de informação pertinente à área da saúde e outras, intensificando a busca e o uso do COMUT na biblioteca.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68629">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
