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                  <text>Digitalizado
gentilmente por: "^^„11!'"

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��SEBfONDO CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DCCLWEaíITlAÇÃO

A documentação no Br^il
por
Aljner Lellis Corrêa Vicentini

0 9;.; Oèí.i C^O

l&gt;-

Salvador
1959

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0"2(6i)
V

2C CONGRESSO BRASILEIRO CE BIBLIOTECONOMIA
Salvador, 20

a

26 de

julho de 1959

A DOCÜMENTÁCÃO NO BR/ÍSIL
Trabalho apresentado
por Abner Lellis Corrêa Vicentinl
Bibllotecario-Chefe do
Centro Técnico de Aeronáutica
Presidente da Associação Paulista d«
Bibliotecários

Sinopse

A documentação e termo de uso universal hoje em dia,
sendo empregado em todos os países do mundo. 0 que e documentação? Qual o seu campo? O termo no Brasil vem sendo empregado iß
correta e indevidamente, havendo necessidade de um esclarecimen
to completo e imediato a respeito. A biblioteconomia surgiu como
decorrência da necessidade de sistematização e organização das
.coleções de livros. Os livros constituiram o primeiro veículo da
difusão do conhecimento humano e de transmissão da cultura ge —
ral e especializada. A biblioteconomia ditou, então, as normas
para a organização científica das bibliotecas, constituindo-se
em verdadeira ciência. Escolas de biblioteconomia foram fundadas, cursos de nivel superior foram introduzidos, e bibliotecários foram diplomados. As novas especializações em todos os ramos do conhecimento humano determinaram um aumento gigantesco
da produção bibliográfica. A publicação de livros foi aumentada, surgiram novos periódicos em todos os campos, as pesquisas
passaram a ser publicadas em forma de relatórios, os anais dos
congressos neci.onais e internacionais tornaram-se mais volumosos com o aumento das "comunicações" e dos "informes", as pe —

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ças de latoratorio se multiplicaram e os filmes passaram a fazer
parte do sistema de educação, tornando, como conseqüência, impo^
sível ao especialista, ao cientista, ao pesquizador, acompanhar
a literatura referente à sua especialidade, Todas as ciências do
universo entraram em fase de desenvolvimento e d© progresso.

Da

.

eletrotécnica saiu a eletrônica, da física nasceu a atomística ,
da aeronáutica surgiu a astronáutica, E neste século XX vamos en
contrar a Documentação como decorrência dos progressos da Biblio
teconomia, O que e documentação? Segundo Coblans e impossível dje
fini-la com exatidão, A Federação Internacional de Documentação
concorda que

"Documenter c'est reunir classer et distribuer des

docüiaents de tout genre dans tous les domaines de 1'actlvite humaine". Bradford, Ditmas, Shera, Shaw, Lasso de Ia Vega, Moller,
Balbis, Schurmeyer, Mihulaschek, Malclès, Briet, Taube e outros
são acordes em afirmar que a documentação se preocupa com "docu
mento", isto e, abrange também o material "nao livro". Podemos
afirmar que "documento" é tudo aquilo que transmite o conhecimerj
to humano; livros, artigos de periódicos, filmes, microfilmes,
slides, fotografias, microfotografias, microfichas, lâminas, desenhos, mapas, relatórios, especificações, normas técnicas, discos, fitas gravadas, cartões perfurados, fotocópias, manuscritos
etc. Para termos uma visão geral dos campos da biblioteconomia
e da documentação imaginemos ura ciclo de informação que compre endaj identificação do material bibliográfico, registro, organização, localização, encontro, transformação em forma mais prática para utilização, síntese e disseminação do conteúdo intelectu
al, A biblioteconomia se ocupa da fase que vai do registro

ao

encontro do material, e usa para tanto a seleção, a catalogação
a classificação e a bibliografia, A documentação se encarrega
da identificação, dá transformação, da síntese e da disseminação .
e para tanto, usa a seleção, a fotografia (preparação de micro filmes, microfichas, fotocópias, ampliações, etc»), a indexação

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de periodicos (abstracting services), a bibliografia, os cartões
perfurados, e os processos mecânicos e eletrônicos (IBM, Filmo rex, Univac, Rapid Selector, Findex, Selectri &amp; Detectri, Cordon
nier, Zatocoding, Uniterm, Dequeker, Remington Rand, Samas, Fiexisort, adaptações da CDU para mecanização, ete. )• A dociimentaçio
portanto, e uma especialização da biblioteconomia, que

se origi-

nou de desenvolvimento acelerado do serviço de informação e

de

referencia, motivada pela necessidade de encontrar, tratar e

se-

lecionar de modo rápido, dinâmico, fácil e

sistematizado todas

as formas do material bibliográfico, ou seja, de "documentois",
colocando-as à disposição dos pesquisafores. No Brasil diversas
acepções vêm sendo dadas à documentação, e o termo vem sendo empregado, errada e abusivamente, para significar? 1) org^os gover
namentais que editam e distribuem publicações, como por exemplo,
os "Serviços de Documentação" dos diversos ministérios brasileiros»

(Editar livros e distribuí-los são funções que escapam ao

conceito de documentação).

2) orgaos governamentais encarregados

de tirar fotocópias, fazer microfilmes de artigos de periódicos
e preparar ampliações (A fotografia e uma das técnicas usadas pe
Ia documentação, e não pode ser identificada com as suas finalidades e objetivos). 3) repartições públicas que compilam legisla
ção, seja municipal, estadual ou federal.

(A legislação é uma

das formas de documento, mas hao representa a totalidade), E'
préciso acabar de vez no Brasil cora o autodidatismo, com a imprjí
visão, com a falta de honestidade intelectual. Ha nacessidadé
gente de cuidarmos da formação profissional dentros dos quadros
universitários, como é feito em todos os paises civilizados

do

mundo, e ainda, de disciplinarmos o exercício profissional, nos
moldes dos regulamentos existentes para as outras profissões.
Desejamos, pois,

levar à consideração dos colegas de

todos os estados brasileiros, ora representados nüste conclave,
as seguintes recomendações:

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1) De ordem teórica:
1.1 Seja a documentação incluída definitivamente nos
currículos das Escolas de Biblioteconomia,
1.2 Seja totalmente reestruturada a formação profissio
nal do bibliotecário e documentalista, em curso su
perior, com quatro anos, no minímo de duração,
exemplo dos currículos universitários de

a

outras

especialidades.
1«3 Seja regulado em lei o exercício da profissão de bi^
bliotecario e documentalista,

2) De ordem prática:
2.1 Seja enviada uma recomendação deste Congresso a Comissão nomeada pelo Exmo. Sr. Ministro da Educação
e Cultura para estudar a reestruturação dos currícu
los das escolas de biblioteconomia, no sentido
recomendar a inclusão das sujestões 1»1

de

e 1.2.

2.2 Seja enviado ofício e telegramas ao Exmo. Sr, Presi.
dente da câmara dos Deputados, aos Senhores Fresi dentes das Comissões Técnicas daquela Casa do Con presso solicitando a aprovação imediata dp Projeto
de lei nc ü.770/58, que regula o exercício da pro fissão de bibliotecário e documentalista no Prasil.

são Jose dos Campos, 20 de Junho de 1959»

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�CDU 002(81)

A DOCUMEfJTAÇrLO NO BRASIL

por Abner Lellis Corrêa Vicentinl

Documentação e termo de uso universal hoje em dia,sen
do empregado em todos os paises do mundo, o que é documentação?
Qual o seu campo? D termo no Brasil vem sendo empregado incor —
reta e indevidamente, havendo necessidade de um esclarecimento
completo e imediato a respeito, Não pode, portanto, o 22 Con

■—

presso Brasileiro de biblioteconomia deixar de tomar conhecimen
to de um assunto tão atual,
A Biblioteconomia surgiu como decorrência da necessidade de

sistematização e organização das coleções de livros,Ês-

tes constituíram o primeiro veículo de difusão dos conhecimen tos humanos e de transmissão de cultura geral e especializada»
A Biblioteconomia ditou as normas para a organização científica
das bibliotecas, constituindo-se em verdadeira ciência. Escolas
de biblioteconomia foram fundadas, cursos de nível superior foram introduzidos, e bibliotecários foram diplomados. As novas
especializações em todos os ramos do conhecimento determinaram
uai incremento gigantesco da produção bibliográfica,' Segundo La^
so de Ia Vega

(1) ao lado da falta de livros, preocupação do Re_

nascimento, aparece outra preocupação maior no Scculo XIX;
cesso da produção livresca. Alem do aumento de livros,

o es

surgiram

novos periodicos em todos os campos, as pesquisas passaram a
ser publicadas em forma de relatorios, os anais dos congressos
nacionais e internacionais tornaram-se mais volumosos com o au
mento das "comunicações" e dos " informes", as peças de labora
torio se multiplicaram e os filmes passaram a fazer parte do ma
terial educacional. Daí Ortega y Gasset

(2) afirmar que o homem

em vez de estudar para viver, passou a viver para estudar, Con-

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sequentemente e impossível ao especialista, ao pesquisador, ao
cientista, hoje em dia, acompanhar a literatura referente

à

sua especialidade, Todas, as ciências do universo entraram

em

fase

de desenvolvimento e progresso.

"O aparecimento do micro^

copio eletronico permitiu examinar os centésimos milésimos

de

milimetros, L medição do ano luz, equivalente a dez mil milhões
de quilometros tornou-se possível.

Outro tanto sucedeu em rela

ção ao tempo: consepuiu-se observar fenomenos sucessivos a mil
milionesimos de sepundo, como ocorre com a excitaçan de ura ato
mo por raios catódicos da emissão de raios X. No campo da ener
gia, o cosmotron criou raios que alcançam os seus milhões

de

volts-eletrônicos. Em matéria de temperatura, partindo da simples diferença entre verão e inverno passou-se do aero absoluto às centenas de milhões de graus das radiações termonuclea res. Desta situação criada pelo homem chega-se a uma compreensão mais clara de sua posição nos cosmos, de

seus deveres no

sentido de descobrir todas as regras pelas quais o universo

é

regido e seus esforços para dominá-las e colocá-las a seu servi
ço, convertendo-se em construtor do seu proprio bem estar. Assim o homem vem confirmando sua missão de pesquisador, dedicando-se a investigação de base ou fundamentei, e à aplicada ou
técnica, e a operante ou social, que constituem a origem das
inumeráveis conqu-lstas que hoje desfruta"»

(3)

Lssim da eletrot&gt;^cnic?v surgiu a eletrônica , da fisica
nasceu a atomistica, a aeronáutica possibilitou o aparecimento
da astronáutica, inaugurando a era dos satélites, foguetes ba lísticcs e teleguiados. Como decorrencia dos progressos da bi blioteconomia, em função dos progressos das demais ciências, va
mos enccntrar no século XX a Eocumentaçao. O que e documentação?
Segtindo Coblans (ii) é impossível defini-Ia com exatidão, pois
seu significado difere de país para país. r&gt;radford (5) afirma

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que documentação é "a arte de colecionar, classificar e tornar
Imediatamente acessíveis os registros de todos os tipos de ati
vidades intelectuais," Para Shera

(6) "a dccumantaçao é

uma

parte do conceito de organização bibliográfica, definida

como

tendo por finalidade e canalização dos registros gráficos

do

conhecimento para seus utilizadores, para todas as finalidades
e em todos os níveis do saber, de modo a tornar máxima a utili
zação social de todos os registros das experiências humanas".
Diz ainda "a documentação limita-se ao mundo dos humanistas e
cientistas e o seu objetivo e aproximar todas as atividades in
telectrais que se utilizam de registros gráficos dos conhecimen
tos e todos os serviços intermediários que transmitem o material registrado do estudioso-produtor ao estudioso-consumidor".(7)
Neal Harlow, bibliotecária da Universidade de Columbia
Britânica, em su trabalho apresentado a reunião anual de 1955
da Canadian Library Association,

sob o título "The future

bibliography and documentation", diz:

of

"A palavra documentação

com a qual podemos estar pouco familiarizados no sentido em que
e usada hoje em dia, é um termo geral e compreensivo, como bi bliografia o comunicação. Está intimamente ligado à biblioteconomia, e pode, na verdade,

ser incluida na mesma familia de que

a biblioteconomia e membro."(8)
Pera Briet "o material da documentação consiste de to
•

dos os índices concretos ou simbólicos, conservados ou registra
. des de novo, de modo a apresentar, reconstituir ou provar

um

fenomeno físico ou intelectual."(9)
ritmas, ex-presidente da ASLIB (10) -situa a documenta
ção como "o setor da bibliografia em que a principal pceocupa çao e o aperfeiçoamento dos meios para a utilizaçao ativa

dos

registros do conhecimento humano, em oposição à sua guarda."(11)
Malcles, (12) entre outros, considera a documentogfa \
A
^
fi^ como a ciência geral do documento, separando-a e q^ondo-a
a

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bibliografia. Ela classifica os documentos era quatro grupos
principais:
ic) documentos gráficos, isto e, relativos a escrita,
que podem por sua vez,

ser manuscritos e impres-

sos, Os primeiros são estudados pola paleografia
e são conservados em arquivos; os seíundos,

por

outro lado, constituindo de textos tipográficos,
pertencem exclusivamente ao domínio da bibliogra
fia,
20) documentos iconográficos, constituídos pelos retratos, desenhos,

gravações, fotografias, plantas

cartas geográficas, ilustrações, quadros, etc,.
30) documentos plásticos

(selos, moedas, medalhas, e

todos os objetos originados do trabolho em relevo
em metal, gesso e plásticos em'geral)
Í4C) documentos fônicos

(discos, fitas magnéticas, etc

E conclui: L documentografia - tronco comumu

do

qual derivara todas as espécies de documentos - e o gênero, vale
dizer a ciência teórica de carater geral e se aplica ao estudo
dos documentos iconográficos, plásticos e fonicos. A bibliografia, por sua vez - documentografia especial - estuda unicamente
os documentos gráficos.
A palavra documentação foi criada por Paul Otlet

(13)

para designar a ciência e as técnicas gerais do documento.
presta ao vocábulo documento um sentido mais largo que o termo
livro, pois o mesmo compreende não só os textos manuscritos ou
impressos,

qualquer que seja sua forma, assim como todos os s^

hais visuais e auditivos, etc.,

suscetíveis do transmitir uma

informação, discos, gravuras, mapas,
lhas, filmes, etc.

fotografias,

selos meda

—•

Otlet identifica a documentação com a biblio

logla, fazendo dela uma disciplina geral de contoudo vastissi mo, pois a mesma abrange,

5

6

segundo sua concepção, circulação e u

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tilizaçao dos escritos e documentos de toda a espécie, tivide
a documentação ou bibliologia em quatro grupos;
le) bibliolopia lógica, que trata das relações

do

livro com a exposição da ciência.
22) bibliolopia psicologica, que

se refere às rela-

ções do livro com o autor.
3^) bibliolopia tecnolópica, que estuda as relações
do livro com os meios materiais de sua fabrica ção e difusão.
/|C) bibliologia sociológica, que compreende as relações do livro com a comunidade em cujc ambiente
nasce^e está destinado.
Sob outro ponto de vista considera a documentação sob
tres aspectos: a) como ciência e doutrina, b) como técnica, c)
como corpo sistematizado de organização. Como ciência a bibliologia tem por objeto a descrição histórica dos documentos e seu
estudo comparado (bibliografia) e a teoria geral dos mesmos.
Como técnica estuda as regras para produção, ctrculação, conser
vaçao e-Ètilizaçao dos documentos. Como orr.anização se refere
ao arran,io nacional do trabalho individual g coletivo para facJL
litar o aproveitamento dos materiais com o máximo de economia,
(l/i)
Moller (15) diz que

"uma das tarefas mais importantes

da documentação c oferecer uma vista panoramica dos progressos
do saber ftumano, tornando mais fácil o encontro do material necessário tanto para os cientistas como também para os interes sados em economia e técnica.
Segundo Taube, citado por Coblans

(16) a documentação

e "um complexo de atividades necessarias a comunicação de infor
mações especializadas, incluindo a preparação, a coleção,

a

analise, a organização e a distribuição dos ragistDss gráficos
do conhecimento humano.

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Balbis

(17) na Itália, Sçhiirmeyer (18) na Alemanha,

(
(18 A) ne luguslavia e muitos outros em diversos pai

Mlkulaschek

ses, também discutc-m o assunto e a delimitação do campo da documentação, dando suas interpretações locais.
De acordo com a doutrina da Federaçao Internacional
de Documentação "Documenter c'est reunir, classer et distrituer
des documents de tout pente dans tous les domaines de 1'activité humaine".
Após o exame das definições mencionadas conclui-se
que, apesar das divergências, os autores são acordes ao afirmar
que a documentação se preocupa também com o material "nao livro
dando uma lar^a acepção ao vQcabulo "documento", -í^ssim documento Q tudo aquilo que transmite o conhecimento huTianot livros, re
vistas, artigos de periodicos, filmes, microfilmôs, slidös, foto
grafias, microfotoprafias, microfichas, laminas, desenhes, mapas
relatórios, especificações, normas técnicas, patentes, discos,
fitas rravadas, cartões perfurados,

fotocopias, manuscritos,

se-

los, medalhas, quadros, etc.
Para ima visão geral das relações entre a biblioteconomia e a documentação, imaginemos, de acordo com o raciocínio
seguido por Shav (19)j um ciclo completo de informações que ccA
preenda;

identificação, localização, encontro, transfcrmação em

forma mais prática para utilização, sintese e disseminação do
conteúdo intelectual.
A biblioteconomia se ocupa da fase que vai do registro
ao encontro dov material, e usa para tanto a seleção de livros, a
catalogação, a classificação e a bibliografia. A docuir.entação se
encarrega da identificação da transformação, da síntese e da dis
seminação, e para tanto usa a seleção,

(20) mecanica ou eletrô-

nica (IDM, Filmorex, Univac, Rapid Selector, Findex, Selectri e
Dectri, Cordennier,

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Zatocoding, Uniterm, Dequeker, Kemineton

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Rand, Samas, Flexlsort, adaptações da CDU para mocanização»cartões perfurados, etc.),

a fotografia (preparação de microfil

—

mes), microfichas, fotocopias, ampliações, etc), a indexação pe
riódica (abstracting services), a bibliografia, etc,
A diferenciação entre documentação, biblioteconomia e
bibliografia especializada é, antes de tudo, uma questão de gra
dação. Os campos estão intimamente ligados, e uma pessoa pode,
, A
quase que simultaneamente, desempenhar funções nos três campos.
As atividades biblioteconomicas, tais como aquisição, catalogação, circulação,

(que constituem parte, mas não significam a to

talidade do trabalho) são preerquisitos da documentação. Assim
também a bibliografia é obviamente prerrequisito para uma ana —
lise intensiva do conteúdo intelectual. O bibliotecário inicia
a análise do assunto nos processos de catalogação, e quando pa^
sa para o estudo intensivo das idéias contidas em cada pagina
de cada fonte, ele indica a função de documentalista, E'
Shera que nos diz (21):

ainda

"documentação não sugere uma nova den

cia que irá suprimir os bibliotecários, mas, antes de tudo,

sl.

gnifica um moderno ponto de vista, novos aspectos de uma antiga e respeitada profissão; e o documentalista procura não

o

descredito do bibliotecário, mas dar-lhe novos auxílios, e métodos modernos com os quais ele ampliará o seu vàlor social,ha
bilitando-o à uma maior contribuição intelectual. E continua,o
deâo da

r -s vi-s

-

da Western Reserve Universi-

ty em palestra realizada na reunião de abril de 1956 da "De
troit Area Librarians

(22):

—■

"A transfrrmação da bibliotecono -

mia (pela inclusão de cursos de documentação nos curriculos das
escolas de biblioteconomia) não e uma rejeição as tradições da
ciência biblioteconômica, mas um desenvolvimento lógico da pro
fissão para atender as novas necessidades.

Isto não significa

que devemos voltar as costas a bibliotevonomia que estamos pra
ticando há longo tempo, mas, antes de tudo reafirmar nossa fe

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na capacidade do bibliotecário em prestar a coletividade, navos
serviços além dos que

vem oferecendo até agora. Os significa

tivos progressos científicos, particularmente no campo da eletiõ
nica estão a requerer e a exigir, na expressão de Rodney V/al

—

dron, da Oregon State College Library (?3)j um reexame e uma no
va ênfase nos princípios básicos da biblioteconomia, dos quais
a luta diária para mais espaço, pessoal e verba tem nos distanciado. Se os bibliotecários nao se decidirem a ampliar suas te£
nicas e acompanhar o progresso, outros orgãos, ou novas profissões serão criadas para realizar tal trabalho.

Se cs bibliote

-

cários restringirem suas atividades ao atual estado e estrutura
da biblioteconomia, eles falharão em suas obrigações para co» a
coletividade.
Coblans (2i|) ao afirmar que a documentação tsraz

«laa

nova mentalidade que forçará a extensão rradatlva doa limitas
da biblioteca tradicional e se incluirá nas suas práticas,
a seguinte advertência:

faz

"Neste assunto os cursos de bibliotoco-

nomia têm grande responsabilidade, A menos que os currículos s£
jam modificados para incluírem a documentação, havera uma ten dêncla para tratar os documentallstas como profissionais dife rentes, cora grande prejuízo para a classe de bibliotecários

em

geral. Acredito firmemente que esta separação é um retrocesso e
deve ser evitada. O bibliotecário e o documentalista devem

ser

especializações de uma mesma profissão»" L documentação, portan
to, é uma especialização da biblioteconomia, que se originou do
M
A
desenvclvlmonto acelerado do serviço de informaçao e de referen
cia, motivada pela necessidade de encontrar, tratar e
nar de modo rápido, dinâmico, fácil e

selecio -

sistematizado, todas

formas de material bibliográfico, ou seja, de

as

"documentos", oa-

locando-as à disposição dos pesquisadores. No Brasil diversas
acepções vêm sendo dadas à documentação, e o termo vem sendo em

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pregado, errada e atusivamente, para signifificar;

1) orpãos go

vernamentals que "editam" e "distribuem" publicações; como, por
exemplo, os "Serviços de Documentação" dos diversos ministérios
brasileiros.

(Editar livros e distribui-los são funções que es-

capam ao conceito de documentação); 2) orpãos governamentais en
carregados de tirar fotocópias, fazer microfilmes de artigos de
periódicos e preparar ampliações,

(A fotografia é uma das técni

cas usadas tanto na Biblioteconomia, como pela documentação,

e

não pode sor identificada com as suas finalidades e objetivos);
3) repartições públicas que compilam legislação, seja municipal
estadual ou federal.

(A legislação é uma forma de documentação,

mas não representa a totalidade), E'

preciso deixar bem claro

que "Serviço de Documentação" é orgão que possui biblioteca especializada, ccm fontes adequadas para pesquisas, com índices e
"abstracts" no campo a que

serve, com acervo dassifiçado (li

vros, periódicos especializados, relatórios técnicos, guias, a/
nuérios, diretórios, catálogos comerciais, microfilmes, filmes,
discos, etc.),

"vertical file" para o arquivamento de outros ma

teriais bibliográficos, catálogos coletivos de livros e periodj.
COS, com sistema de empréstimo interbibliotecario em pleno funcionamento, que localiza publicações, que prepara microfilmes,
microfichas, ampliações, que divulga, elabora e fornece bibliogreß-SLS e traduções, que edita publicações, que usa métodos maça
nicos e eletrônicos para seleção de documentos,
toes perfurados, enfim,

que emprega car

que possui, em seu corpo de funcionários

documentalistas, catalogadcres, indexadores, bibliografos, tradutores e fotógrafos. Que é documentalista? Antas de mais nada,
e um bibliotecário, um bibliotecário especializado em bibliogra
fia e documentação. Da mesma forma que um fisico nuclear necessita primeiramente

ser físico, um engenheiro sanitarista ser en

genheiro, um ginecologista ser medico, também e imprescindível

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que o documentalista seja, antes, bibliotecário. As associações
bibliotecárias de vários países já têm se manifestado Junto

a

FID (25) opondo-se' à separação do ensino para a formação de bibliotecários e documentalistas, e à distinção entre bibliotecaa
e bibliotecário, bibliografia e documentação,
Como a ciência biblioteconomica no Brasil ainda

se

encontra dando os primeiros passos, quando ainda estamos realizeindo o 2o Congresso Nacional, convém que tão palpitante assunto,

seja cuidadosamente estudado,
A primeira conquista dos bibliotecários, como classe,

somente foi obtida no ano passado,

quando o Exmo. Sr. Ministro

do Trabalho baixou a Portaria nc 16e, de 7 de outubro de 1958
(26) enquadrando os bibliotecários como profissão liberal.
Ná necessidade urgente de cuidarmos da formação pro fissional dentro dos quadros universitários, como e feito em to
dos os paises civilizados do mundo, e ainda, de disciplinarmos
o exercido profissional, nos moldes dos regulamentos existen tes para as outras profissões.
Desejamos, pois, levar a consideração dos colegas de
todos os estados brasileiros, ora representados neste conclave,
as seguintes recomendações,
1) De ordem teórica:
1.1 - Seja a documentação incluida definitivamente nos
currículos das Escolas de Biblioteconomia.
1.2 - Seja totalmente reestruturada a formação profissional do bibliotecário e documentalista, em ci^r
so superior, com quatro anos, no mínimo de dura
ção, a exemplo dos currículos universitários de
outras especialidades.
1.3 - Seja repulado em lei o exercício da profissão,/
de bibliotecário é documentalista«

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2) De ordem prática:
2.1 - Seja enviada uma recomenflação deste Congresso
a Comissão nomeada pelo Exmo,

Sr. Ministro da

Educação e Cultura (27) para estudar a rees truturação dos currículos das escolas de bi blioteconomia, no sentido de recomendar a inclusão das sujestões 1.1 e 1,2
2.2.- Seja enviado ofício e telegrama ao Exmo. Sr.M^
nistro da Educação e Cultura, enfatizando a ne
cessidade da URGENTE convocação da referida cá
missão.
2»3 - SEJA enviado ofícios e telegramas ao Exmo. Sp.
Presidente da câmara dos Deputados, aos Senhores Presidentes da Comissões Técnicas daquela
Casa do Congresso solicitando a aprovação imediata do Projeto de lei nO Zi.770/58 (28), que
reeula o exercício da profissão de bibliotecário e documentalista no Prasil.

Bibliografia consultada e Notas
1) Lasso de Ia Vega, Javier. Como se hace una tesis doctoral.
Madrid, Editorial Mayfe, 1958, p. 335.
2) Ortega y Gasset, Jose. Misión dei bibliotecário. Actas y
trabajos dei 2Q Congreso Internacional de Bibliotecas
Bibliografia, Madrid,

y

19Ü9»

3) Lasso de Ia Vega, J. Ob. cit. p. 337
ii) Coblans, Herbert.

Introdução ao estudo da documentação.

Piio de Janeiro. DASP, 1957? Pt 11
5) Bradford, Samuel C. Documentation. London» Crosby Lockwood
1953.
6) Shera, Jesse H. Research and development in documentation.
Trends, 6:

187-206, Out.

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(7) - Shera, J.H.

Litrary Quarterly,

21:13-26, Jan.

1951

8) - Harlow, Neal. Documentation and the llbrarian.
Journal, 81:1083-85, Maio 1,

Library

1956

9) - Briet, Suzanne, Qu'est-ce que Ia documentation? Paris,
Editions Documentaires,

Industrielles et Techniques,1951

10) - Association of Special Libraries and Information Bureaux
incorporando a British Society for International Biblio-

•

graphy. ü, Palace Gate, London, W,8. Fundada em 192Zi.
11) -Ditmas, Edith M.R. College and Research Libraries,
10:332,

Out.

19/49.

12) - Malclès, Louise Noelle.
a) Les sources du travail bibliographique♦ Genève,Droz,
1950, v.l
b) Cours de bibliographie, Geneve, Droz. 195^»
c) Notions fondamentales de bibliographie. 1955
13) - A palavra surgiu por proposta de Paul Otlet e Henry La
Fontaine, fundadores do Instituto Internacional de
bliografia, aprovada na 10a. Conferencia Internacional
da FI0, realizada em 1931.
lU) " Buonocore, Domingo. Vocabulário bibliofrráfico. Santa
Fe

(Argentina) Librería y Editorial Castelví, 1952.p.102

15) - Moller, Orne J. Vdssenchaft und Dokumentation. Nachritchen
für Dokumentation, 5:1.
16) - Coblans, Herbert, Ob. cit.

p.

132

17) - Balbis, Bruno, L'Insegnamento professionale della documentazione in Italia.

La Documentaxione in Italia. Roma,

Cónsiglio Nazionale delle Richerche,

1952. p. 67.

18) - Schurmeyer, V^alter. Der Begriff der Dokumentation. Frankfurt, Deutsche Gesellschaft für Dokumentation,
18a)- Mikulaschek, Walter.

1953»

L'Organisation de la documentation

en Yugoslavia. Reveu de la Documentation,

20.57-61,Maio

1953.
19) - Shew, Ralph R. Documentation:

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tion Service. College and Lesearch Libraries, l8s/i52-Zi, Nov,
1957*
20) - F.I.D. Manual on document reproduction and selection.
(Pub. 26Zi).

La Haye, 1953-1958.

21) - Shera, Jesse H. The librarian's new frontier.

Library

Journal, 82:26-28, Jan. 1. 1957
22) - A Detroit Area Librarians congrega os bibliotecários.residentes em Detroit, membros das seguintes organizações:
Detroit Chapter of Special Libraries
Association, Detroit Public Library, Mary^rove College
Library, University of Dearborn Libary, University

of

Hichißan Library, Wayne County Library, Wayne State Uni
versity Library.
23) - Waldron, Rodney K.

Implications of technolopical progress

for librarians. College and Research Libraries, 19*118123, l64j Março, 1958.
2ii) - Coblans, Herbert.

Ob. cit.

Introdução

25) - Carta circular da F.I.D. 5^58, com as recomendações do
Conselho da Australian Library Association, A (British)
Library Association se nanifestou contrariamente à separação do ensino para formação de bibliotecários e documentalistas, por considerar que os últimos são bibliote, *
/
carios especializados em um assunto ou técnica. Assim se
expressou em documento dirigido ao International Library Committee , em 1953» F.I.D. Ref. 3.782/1, maio

de

1953.
26) - Diário Oficial da União, de 11 de outubro de 1958, See ção I, n2 232.
27) - Brasil, Ministério da Educação e Cultura. Portaria nc 20
de 1959» Diário oficial da União de 15 de Janeiro e Zh de
Abril de 1959.
28) - Diário do Congresso Nacional, de 11 de dezembro de 1958.
• Secção I, p. 8095-8097.

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