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                  <text>LABORATÓRIO DE ACESSIBILIDADE: CRIAÇÃO, IMPLANTAÇÃO E
INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNICAMP.
Deise Tallarico Pupo∗
Fabiana Fator Gouvêa Bonilha∗∗
Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho∗∗∗

RESUMO
Novas tecnologias da comunicação e informação – TIC’s, acervos digitalizados e
virtuais, transmissão eletrônica de documentos integram as bibliotecas
universitárias do século 21 e o cotidiano de ensino e aprendizagem nas
universidades. O impacto inicial das inovações tecnológicas evolui de ameaça
para poucos, a oportunidades para muitos: outros conceitos, novas relações e
processos de trabalho. Paralelamente, um movimento ganha força e desafia os
meios acadêmicos: a inclusão das pessoas com necessidades educacionais
especiais – PNEE, que devem propor alternativas e apontar caminhos para que
essa inclusão seja possível, e de fato ocorra em uma dimensão que transcenda o
nível do discurso e alcance a prática. A criação do Laboratório de Acessibilidade LAB da Biblioteca Central da Unicamp viabiliza a participação dos alunos
deficientes nas discussões que lhes dizem respeito, fazendo-os verdadeiros
agentes do processo de inclusão, com voz ativa na universidade, em ações
concretas, compatíveis com suas demandas. O LAB possui equipamentos
específicos e profissionais especializados em Pedagogia e Biblioteconomia, que,
garantindo acesso à informação das PNEE, reafirmam suas identidades enquanto
pesquisadores que contribuem com a geração e o avanço do conhecimento. O
uso de algumas ferramentas tecnológicas disponíveis no LAB possibilita a
pesquisa de mestrado de uma aluna do Instituto de Artes que visa implementar
um acervo de partituras transcritas para o Braille, onde estão sendo criados e
testados procedimentos para otimizar sua produção. Assim, a história do LAB é
construída a cada dia, a partir da demanda de seus usuários e de suas diferentes
áreas de atuação.
PALAVRAS-CHAVE: Biblioteca acessível.
Biblioteca inclusiva.
Inclusão.
Acessibilidade. Pessoas com necessidades educacionais especiais. Alunos com
deficiência. Inclusão na universidade. Acessibilidade na universidade.

INTRODUÇÃO
A REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO: BREVES CONSIDERAÇÕES

�Popularmente, o termo informação refere-se aos fatos e opiniões, emitidas
e recebidas no decorrer da vida diária através da mídia, e de outros meios de
comunicação, transmitidas pelo discurso, instruções, cartas, documentos ou por
gestos e expressões artísticas. É também identificação de cada ser humano, que
possui sua própria informação em forma de código genético.

No século XX,

ocorreu um drástico aumento de interesse pelo “fenômeno informação”, objeto de
estudos de várias ciências como filosofia, física, biologia, lingüística, informação
e computação, engenharia elétrica e eletrônica, administração e ciências sociais.
O domínio tradicional das bibliotecas e arquivos estendeu-se para abrigar as
informações institucionais e governamentais debaixo do “guarda-chuva“ da gestão
da

informação

–

agregando-lhe

valor

de

economia

e

mercado.

Tais

considerações, contidas em artigo publicado na Enciclopaedia Britannica (1989,
p.554) esclarecem também que os seres humanos recebem informação pelos
sentidos, e para interpretá-la desenvolveram sistemas de linguagem, alfabetos,
estímulos ou símbolos, e regras de uso associadas, habilitando-os ao
reconhecimento de objetos, e entendimento das mensagens, lidas ou ouvidas,
compreendendo os sinais recebidos pelo tato ou olfato. A transmissão e recepção
dos sinais pelos sentidos são energia: ondas sonoras, luzes, estímulos químicos e
eletroquímicos. Em linguagem de engenharia, os humanos são receptores de
sinais analógicos. Até o advento da computação digital, a informação cognitiva
era armazenada e processada de forma analógica, basicamente através da
imprensa, fotografia e telefonia. As novas tecnologias facilitam a manipulação da
informação estocada, resultante de sua representação digital, cujos recursos
revolucionam

não

apenas

as

máquinas,

hardware

e

software

–

mas

principalmente conceitos, redefinindo a informação como “criação de valor e de
riqueza”. Peter Drucker (1998) relembra-nos que a primeira revolução da
informação foi a invenção da escrita, há 5000 anos; a segunda, aconteceu com a
invenção do livro escrito; a terceira, com a prensa de Gutenberg, entre 1450 e
1455; e em meados do século XX, a quarta revolução da informação iniciou-se
com a invenção do computador. Refletindo que “a primeira coisa a aprender é
termos um pouco de humildade”, e na transformação que a imprensa
proporcionou às instituições, particularmente no sistema educacional, Drucker nos
conduz a refletir sobre a reviravolta rápida e irreversível, ocasionada pelas

�tecnologias da informação e comunicação – TIC’s e sua contribuição como
ferramenta de acesso à informação digital por todos, principalmente às pessoas
com necessidades educacionais

especiais, na aurora do terceiro milênio – e

como a Biblioteca Central da Unicamp viabilizou esse possível atendimento pela
implantação de dois projetos de infra-estrutura.

ACESSIBILIDADE E QUEBRA DE BARREIRAS: ASPECTOS LEGAIS
Werneck (2003) define: “uma sociedade inclusiva é aquela capaz de
contemplar, sempre, todas as condições humanas, encontrando meios para que
cada cidadão, do mais privilegiado ao mais comprometido, exerça o direito de
contribuir com seu melhor talento para o bem comum”. Segundo a autora, o
conceito de sociedade inclusiva foi explicitado pela primeira vez em 14 de
dezembro de 1990, pela resolução 45/91, assinada pela Assembléia Geral da
Organização das Nações Unidas – ONU, que propõe ...”mudança no foco do
programa das Nações Unidas sobre deficiência passando da conscientização
para a ação, com o propósito de se concluir com êxito uma sociedade para todos
por volta do ano 2010”. Esse apelo da ONU ao mundo tem resultado em
movimentos contra a discriminação, em prol da diversidade humana numa
perspectiva inclusiva, tais como o Ano Europeu da Pessoa com Deficiência (2003)
e o Ano Ibero-Americano da Pessoa com Deficiência (2004). Para tanto, vários
eventos e iniciativas mobilizam-se em torno da melhora da qualidade de vida das
pessoas com deficiência, também no Brasil.
Nos Estados Unidos, o respaldo legal às ações inclusivas é relatado por
Norman Coombs (1994), professor de História do Rochester Institute of
Technology e diretor do Project EASI (Equal Access to Software and Information).
Cego desde os 8 anos, constatou que naquela instituição os alunos com
deficiência totalizavam 12%, representando aumento significativo ao longo de
uma década, atribuindo essa maior incidência a alguns fatores, tais como:
atitudes sociais mais positivas, gerando maior segurança das pessoas com
necessidades educativas especiais - PNEE, decorrentes da promulgação do ADA
– Americans with Disabilities Act, que contém, entre outros, os requisitos de

�incentivos legais ao trabalho e inclusão no ensino superior aos 43 milhões de
norte americanos com deficiência. (Commbs &amp; Cartwright, 1994). Abordagem
semelhante é contida em Ofiesh et al (2002), referindo-se ao Rehabilitation Act,
que preconiza o acesso de alunos PNEE aos currículos e demais serviços através
das adaptações e uso de tecnologia assistiva. – T.A. que através do site
www.entreamigos.com é definida como: “ qualquer ítem, peça de equipamento,ou
sistema de produtos, adquirido comercialmente ou desenvolvido artesanalmente,
produzido em série, modificado ou feito sob medida, que é usado para aumentar,
manter ou melhorar habilidades de pessoas com limitações funcionais, sejam
físicas ou sensoriais. A tecnologia é considerada assistiva quando usada para
auxiliar no desempenho funcional de atividades, reduzindo incapacidades para a
realização de atividades da vida diária e da vida prática, nos diversos domínios do
cotidiano. Hopkins (2004) reporta-se à tecnologia assistiva e sua utilização por
muitos profissionais da saúde, reabilitação e educação, e algumas estratégias e
ferramentas que são freqüentemente usadas em bibliotecas; os recursos de
“baixa tecnologia” tais como ampliadores de tela e de impressão, técnicas de
contrastes de cores, livros falados e vídeos, são alguns dos muitos materiais que
auxiliam na criação de bibliotecas inclusivas; há ainda outros recursos, mais
sofisticados, de “alta tecnologia”, que embora disponíveis, são opções mais caras.
O desenvolvimento de T.A., e a disponibilidade de equipamentos no Brasil,
aliados aos diversos movimentos de inclusão de PNEE ganharam força legal,
também em nosso país, que segundo dados do censo demográfico 2000,
divulgados pelo IBGE em maio de 2002, informam que 24,5 milhões de
brasileiros, ou 14,5% da população, têm algum tipo de deficiência.
A legislação brasileira vigente, (portaria n.º 3.284, de 7/11/2003) que
“dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências,
para instruir processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de
credenciamento de instituições”, a todos os níveis de ensino público e privado,
não surpreendeu a Unicamp em seus propósitos de atendimento aos alunos com
deficiência . A lei determina a garantia de equipamentos e TIC’s, para deficientes
visuais; eliminação de barreiras arquitetônicas aos deficientes físicos, e apoio
didático conforme necessidades dos deficientes auditivos.

Cabe aos diversos

�profissionais - da informação e computação, bibliotecários, educadores e tantos
outros, a responsabilidade de agir no cumprimento das leis e do dever profissional
e humano de buscar soluções, como agentes pró-ativos promovendo inclusão e
acessibilidade para todos. Lembra-nos Torres (2002) que o espaço digital passou
a ser a via mais transitável a todas as pessoas que buscam informações e
dispõem de acesso à Internet e aos computadores, o que pode tornar os espaços
inclusivos, se oferecer acessibilidade a todos, respeitando suas capacidades e
limitações.

A CRIAÇÃO DO LAB E A INCLUSÃO DE USUÁRIOS COM NECESSIDADES
ESPECIAIS
A preocupação com a acessibilidade de usuários com deficiência em
bibliotecas universitárias culminou com a aprovação de projetos de adequação e
modernização dos espaços destinados ao estudo e pesquisa na Unicamp.
(FAPESP, INFRA 4, processo Nº 1998/09212-9 e INFRA V, processo N.º
00/13033-4). A Coordenação da Biblioteca Central, acolhendo a idéia de abrigar
tais projetos, obteve apoio da Pró-Reitoria de Graduação,e, em parceria com o
Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto -CEPRE,
implantou o Laboratório de Acessibilidade – LAB. Inaugurado oficialmente em
dezembro de 2002 e adaptado conforme normas brasileiras de acessibilidade
(NBR 9050-ABNT), tornou-se um espaço onde convergem trabalhos de diversos
grupos de pesquisadores da Unicamp. O LAB é composto de dois ambientes:
Laboratório de Apoio Didático, coordenado por uma pedagoga especializada em
deficiência visual e surdez; e a Sala de Acesso à Informação, coordenada por
uma bibliotecária, com especialização em andamento. Cumpre ressaltar que a
união da Biblioteconomia e Educação tem sido fundamental para garantir os
melhores resultados possíveis: agregam-se a experiência em atender, produzir e
adaptar material para os deficientes visuais, inerentes à pedagoga especialista, às
atividades da bibliotecária de referência no atendimento específico de busca e
disponibilização de material bibliográfico, impresso ou digitalizado, passível de
ser lido através de programas especiais de leitura de tela, ou transformados em
alfabeto Braille, para leitura tátil. Os deficientes físicos têm acesso garantido por

�elevador, e em caso de falta de energia, através de equipamentos de auxílio à
mobilidade, descritos no quadro “Tecnologia Assistiva”.

OBJETIVOS
Visando proporcionar aos usuários com deficiência, na Unicamp, um
ambiente adequado às suas necessidades educacionais especiais, que garantam
o direito de realizar estudos e pesquisas com maior autonomia e independência, o
LAB tem como objetivos específicos

•

Promover acessibilidade aos usuários com necessidades especiais aos

serviços e produtos do Sistema de Bibliotecas da Unicamp - SBU
•

Disponibilizar os equipamentos aos usuários com necessidades

especiais para estudos, pesquisa e lazer
•

Promover apoio didático considerando as necessidades específicas e

conforme disponibilidade de seus equipamentos e recursos humanos
•

Orientar quanto ao uso das TIC’s disponíveis

•

Proporcionar um ambiente adequado aos usuários, pesquisadores e

estudiosos em inclusão e acessibilidade
•

Criar e disseminar o uso de novas ferramentas de apoio que

complementem a educação dos usuários com necessidades especiais
•

Divulgar serviços e produtos interna e externamente

•

Estimular a autonomia e a independência acadêmica dos usuários,

•

Produzir material adaptado

ACERVO

O acervo, em desenvolvimento, é composto de:

�•

Manuais sobre as novas grafias Braille e normas técnicas de

produção de textos conforme recomendação do Ministério da Educação e Cultura
– MEC, e Secretaria de Educação Especial – SEESP
•

Normas técnicas, livros falados, material em alfabeto Braille adquirido

por doações diversas da Fundação Dorina Nowill
•

Material bibliográfico específico sobre acessibilidade, inclusão e

legislação doado pela SEESP – MEC.
•

Manual desenvolvido pelo CEPRE para usuários com baixa visão,

com propostas de melhor utilização do resíduo visual. A consulta, em Braille ou
em tinta, ampliada ou não, contendo procedimentos de edição e impressão de
textos, ler e enviar e-mails, etc, para usuários iniciantes.
•

Materiais produzidos a partir das pesquisas realizadas: Banco de

partituras Braille, artigos científicos, trabalhos apresentados em eventos, entre
outros.

TECNOLOGIA ASSISTIVA
DEFICIÊNCIA

SOFTWARE E

APRESENTADA

EQUIPAMENTOS

CARACTERÍSTICAS

Cegueira

e

visão

comprometida

- sintetizadores de voz e

Virtual Vision, Jaws, Dosvox

leitores de tela
- ampliações de tela p/acesso
Internet

Lentepro, Deltatalk, Monitivox,

Baixa visão

Lente Windows

- inversão de cores
-

diversos

tamanhos

/

localizações de tela
Baixa visão

Zoomtext

Deficiência motora

Motrix

- síntese de voz e ampliador de
tela
- síntese e comando de voz
- facilitadores de leitura/escrita

Cegos,

visão Winbraille,

Dosvox,

Braille -

programa

tradutor

para

�comprometida, baixa Fácil; TGD

impressão braille

visão
Goodfeel, Sharp Eye, Lime, - digitalização e impressão de

Cegos

partituras musicais em braille

Finale 2003

Scanners, Impressora Braille, - cópias com boa resolução
Máquina Perkins, Rotuladora
comprometida, baixa
- impressão braille
Braille, Gravadores, CDrom,
visão
- escrita braille
Cassete
Cegos,

visão

Deficientes

físicos

- equipamentos de auxílio à

severos /motricidade Stair Trac e Evacu Trac

mobilidade

emergencial

reduzida

para subir/descer escadas

RECURSOS HUMANOS E GRUPOS DE PESQUISA

Pedagoga

e

bibliotecária

de

referência,

bolsistas,

estagiários

e

pesquisadores compõem o ambiente, interagindo com os usuários. Agregou-se
ao LAB um importante projeto de pesquisa, coordenado pelas professoras
doutoras Maria Teresa Eglér Mantoan, da Faculdade de Educação e Maria Cecília
Calani

Baranauskas,

do

Instituto

de

Computação,

intitulado:

“Acesso,

permanência e prosseguimento da escolaridade de nível superior de pessoas com
deficiência:

ambientes

inclusivos”.

Esse

projeto

foi

apresentado

à

CAPES/SEESP/PROESP em 03-12-2003 e aprovado para o qüinqüênio 20042008, envolvendo as responsáveis pelo LAB e mais 11 pesquisadores iniciais: do
Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Professor Dr. Gabriel Porto
(CEPRE) Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Instituto de Artes (IA),
Faculdade de Engenharia Elétrica (FEEC), Faculdade de Educação (FE) e
Instituto de Computação (IC). Trata-se de um projeto de natureza interdisciplinar,
cuja amplitude e complexidade exigem a integração de áreas de conhecimento da
educação, da computação e atendimento educacional especializado, para a
planificação e execução de ações, cujo objetivo mais amplo é garantir aos alunos
com deficiência o direito de realizar seus estudos de nível superior em ambientes
inclusivos de ensino e aprendizagem. Além disso, este projeto pretende criar e

�disseminar o uso de novas ferramentas de apoio à aprendizagem e ao ensino,
que sirvam de complemento à educação superior de alunos com deficiência.

PESQUISA EM ANDAMENTO: MUSICOGRAFIA BRAILLE
A criação de um acervo de partituras transcritas para o Braille é parte de
um projeto de pesquisa, apoiado pela FAPESP, e desenvolvido dentro do
Programa de Mestrado em Música do Instituto de Artes – Unicamp. Esse trabalho
está sendo realizado dentro do Laboratório de Acessibilidade e visa a criação e
implementação de procedimentos que contribuam para uma maior eficácia do
processo de transcrição de partituras para o Braille. Pretende-se, ainda, realizar
seminários e oficinas através dos quais se possa divulgar o conhecimento na área
da Musicografia Braille, pois o trabalho tem por objetivo o intercâmbio com
instituições que realizam atividades correlatas, a fim de que haja uma troca de
experiências e de materiais produzidos. Para a consecução dos objetivos
propostos, esse projeto conta com o apoio da equipe técnica do Laboratório de
Acessibilidade, bem como com o auxílio de dois bolsistas provenientes do Serviço
de Apoio ao Estudante, SAE, da Unicamp. Devido à grande escassez de
partituras transcritas para o Braille no Brasil, a propõe-se criar um acervo de
músicas compiladas para esse sistema de escrita, o que consiste em um projeto
inédito, como também de enorme interesse e utilidade para os músicos
portadores de deficiência visual. Além disso, a falta de pessoas capacitadas para
lidar com a Musicografia Braille é um dos motivos pelos quais a produção de
partituras transcritas é tão pequena. Assim, cada pesquisador que penetrar nessa
área será mais uma pessoa apta a transcrever partituras, podendo atuar como
agente multiplicador desse conhecimento.

Desse modo, constata-se a

necessidade de que um maior número de pessoas sejam treinadas e habilitadas
para produzirem peças musicais em Braille.

Logo, através da inserção de

bolsistas e da realização de seminários e oficinas, pretende-se ampliar cada vez
mais a equipe de trabalho e formar um número cada vez maior de transcritores de
música. Por fim, deve-se notar que este trabalho de pesquisa poderá gerar novas
aquisições de conhecimento na área da informática aplicada à Música, o que se
reverte em ganhos para toda a comunidade, e não somente para os portadores

�de deficiência visual. A produção das partituras implica na digitalização das
mesmas, e, para tanto, são utilizados alguns softwares:
•

Sharp Eye, Lime e Goodfeel: Pacote de programas fabricados pela

empresa Dancing Dots. que constituem ferramentas para o escaneamento e
correção de partituras, bem como para conversão das músicas em caracteres
Braille. Dessa forma, por meio do Sharp Eye, as músicas podem ser escaneadas
e através do Lime, a correção do texto musical, mediante a comparação com a
partitura impressa. O GoodFeel, permite que os dados obtidos sejam
transformados em um arquivo em formato TXT passíveis de conversão ao
sistema Braille.
•

Braille Music Editor: Programa que atua como um editor de Música

em Braille, dispondo de um sintetizador de voz. Ele transforma o teclado do
computador em um teclado Braille, em que o usuário pode digitar caracteres de
Musicografia. Posteriormente, ele processa esses dados e os apresenta em
linguagem musical. O contato com esse software foi fruto de uma busca por
recursos tecnológicos eficazes, o qual, no momento, a Unicamp possui apenas
uma versão demonstrativa.
•

Finale 2003: Software amplamente utilizado pelas pessoas videntes para

digitalização de partituras. Ele possui uma interface com o Braille Music Editor,
através de um Plug-in, que possibilita a exportação e importação de arquivos.
•

Jaws: Programa que atua como um leitor das telas do Windows, por meio

de um sintetizador de voz.
•

Winbraille: Programa que possibilita a conversão de arquivos em formato

TXT para um formato composto por caracteres Braille. Por meio desse software,
os arquivos podem ser impressos nesse sistema de escrita.

MUSICOGRAFIA BRAILLE: ESTRATÉGIAS DE TRABALHO

�A transcrição de partituras para o Braille ainda requer um processo lento e
trabalhoso. Por isso, foram investigadas ações viáveis que pudessem otimizar e
agilizar essa produção. A ênfase do trabalho , sobretudo em seu início, recaiu
mais sobre a criação e testes de procedimentos, do que sobre a quantidade de
partituras a serem produzidas:

PROCEDIMENTO 1: EDIÇÃO DE PARTITURAS ATRAVÉS DO BRAILLE
MUSIC EDITOR
Algumas partituras foram ditadas integralmente para a pesquisadora por
outra pessoa, que passou por um treinamento relativo a algumas especificidades
da Musicografia Braille. As músicas produzidas foram editadas através do
software Braille Music Editor, sendo posteriormente processadas pelo programa,
para que se pudesse fazer a conferência da transcrição. Estes arquivos foram
salvos nos formatos PLY (extensão própria a esse software) , MID (para criar
interface com outros programas) e TXT (para possibilitar impressão em Braille).
Esse procedimento requer muita concentração por parte das pessoas envolvidas,
ainda que ele favoreça um maior controle sobre o trabalho realizado. Segundo a
descrição

do

software

Braille

Music

Editor,

encontrada

no

site:

http://www.dodiesis.com, o processamento das músicas editadas nesse programa
se faz de modo compatível com as regras estabelecidas no New International
Manual Of Braille Music, de 1997. Dessa forma, a utilização do procedimento
acima descrito possibilitou uma averiguação acerca desta compatibilidade,
concluindo-se que o programa obedece às principais convenções da Musicografia
Braille

PROCEDIMENTO 2: ESCANEAMENTO E CORREÇÃO DE PARTITURAS
Outras partituras foram escaneadas e submetidas a um reconhecimento
dos caracteres e à posterior correção do texto. Essa tarefa foi feita mediante a
utilização de diferentes recursos: primeiramente, as partituras foram escaneadas
por meio do software Sharp Eye, e corrigidas através do programa Lime e

�posteriormente, outras músicas foram escaneadas e corrigidas, utilizando-se do
dispositivo do Finale 2003, próprio para esses fins.

PROCEDIMENTO 3: UTILIZAÇÃO DE BIBLIOTECA VIRTUAL
Outras partituras encontravam-se disponíveis em uma Biblioteca Virtual,
hospedada no site do fabricante do Braille Music Editor. Assim, foi feito o
download de algumas delas e a conferência de seus conteúdos Esses arquivos
foram salvos nas mesmas extensões citadas no procedimento 1. Sem dúvida,
essa biblioteca virtual consiste em um recurso que auxiliou o aumento do acervo
de partituras produzidas. No entanto, nota-se que as partituras lá disponíveis são
quase todas de fácil transcrição e execução, de modo a fazerem parte de um
repertório para principiantes. Assim, grande parte das peças que compõem o
repertório básico de um músico não se encontra nesta biblioteca. Além disso,
convém ressaltar que muitas partituras lá disponíveis estavam incompletas.

PROCEDIMENTO 4 EXPORTAÇÃO DE ARQUIVOS MID
Outras partituras foram encontradas em formato MID, tendo sido extraídas
de sites ou enviadas por alunos. Através de um Plug-In do software Finale, os
arquivos foram convertidos para o formato PLY, e, em seguida, puderam ser
importados para o Braille Music Editor.

Freqüentemente, são encontradas na

Internet, partituras em formato MID, para download. Porém, uma vez que a
música é convertida para esse formato, ela perde algumas informações bastante
importantes, e além disso, muitas dessas partituras aparecem com uma notação
ritmica alterada, por não terem sido escritas com base em um metrônomo.

REALIZAÇÃO DE SEMINÁRIOS/OFICINAS
Foi realizado, no LAB, em abril de 2004, um seminário em que foram
abordados os principais mecanismos da leitura e escrita musical em Braille, bem
como os métodos de produção de partituras através dessa notação. O seminário

�foi destinado aos alunos da disciplina Recursos MID, ministrada pelo Professor
Dr. Claudiney Carrasco, no Instituto de Artes da Unicamp.

Futuramente,

pretende-se realizar oficinas mais ou menos específicas, que visam a propagação
dos conhecimentos obtidos na área de transcrição de partituras para o Braille.

MUSICOGRAFIA BRAILLE: RESULTADOS OBTIDOS
Ao longo do processo, foram produzidas e catalogadas algumas partituras,
como parte do acervo de músicas em Braille. A escolha pelas partituras a serem
transcritas foi feita com base no repertório comumente estudado por
instrumentistas. Procurou-se, até então, priorizar a transcrição de músicas
brasileiras, a fim de se favorecer a troca de materiais com instituições
estrangeiras. Concluindo, salientamos que ainda existem diversos empecilhos
dentro do processo de transcrição de partituras para o sistema Braille. Por isso,
dentro dessa pesquisa, pretende-se ainda continuar testando diferentes
procedimentos que otimizem este trabalho, bem como aperfeiçoar os métodos já
utilizados até então. Pode-se considerar que esse trabalho de pesquisa é dotado
de relevância social e científica, visto que através dele se pretende atender às
necessidades dos deficientes visuais, bem como disseminar os conhecimentos
adquiridos nesse campo.

LAB: ATIVIDADES E INICIATIVAS
O cotidiano do LAB, portanto, é relacionado ao apoio didático e
biblioteconômico às pesquisas em andamento e à transcrição e adaptação de
material para impressão Braille.

A atual troca de experiências é também

proporcionada pelo ingresso de 12 alunos deficientes visuais no Curso Supletivo,
sediado na Unicamp, que utiliza material do Telecurso 2000 – além dos usuários
externos, provenientes de associações e instituições de ensino e intercâmbio de
informações com grupos, instituições

e ONGs de e para pessoas com

necessidades especiais. A divulgação das atividades e iniciativas em eventos,
bem como nossa participação em grupos de trabalho em acessibilidade e

�inclusão, mais recentemente no grupo CB40 da ABNT, promovem maior
abrangência de tarefas, e ao mesmo tempo nos instigam a seguir além. Ações
recentes, como a construção do portal Web acessível, contatos com editoras
para solicitação de material em meio eletrônico, em atendimento às necessidades
dos usuários com deficiência visual e investimento em educação continuada e
especialização dos recursos humanos são decorrentes dessa sinergia.

CONCLUSÃO
Identificar a população com deficiência no âmbito da Unicamp, avaliar o
atendimento

educacional

especializado

existente

nesta

IES

e

produzir

conhecimentos que contribuam para a quebra de barreiras sociais e escolares à
inclusão no nível superior de educação constituem nossas metas. A realização de
oficinas envolvendo a comunidade universitária é parte das atividades de
conscientização de todos e identificação das PNEE, na perspectiva da inclusão e
do respeito à diversidade.Também há necessidade de ampliar, atualizar, aprimorar
e estender interna e externamente serviços e recursos existentes no LAB, para
que se torne um ambiente acadêmico difusor de práticas inclusivas. Com os
resultados deste projeto e das ações cotidianas do LAB, estamos provocando a
Unicamp para que se torne uma referência em políticas inclusivas para o ensino
superior de pessoas com deficiência. Conforme Mantoan (2003):
O mistério do aprender valoriza a profissão de ensinar, pois nos
faz humildes com relação ao que não sabemos do Novo, que é o
aluno que nos chega em cada turma: o menino inteligente, a
criança com deficiência, com dificuldades de toda ordem, o
menino de rua, o aluno do Supletivo, o candidato a um curso
superior, à pós-graduação... Por outro lado, são os alunos que nos
fazem profissionais apaixonados, inquietos, que precisam decifrar
esses misteriosos seres, que nos provocam o encontro com o
desconhecido, que nos colocam em perigo, que nos mostram os
nossos limites, mas que nos fazem ir além de nós mesmos.
Cumprir o direito de todo o aluno ser incluído em uma turma
escolar tem a ver, portanto, com o que entendemos por
acessibilidade na sua concepção mais abrangente, quando
reconhecemos e valorizamos as diferenças, sem paternalismo e
considerando o outro, como nosso complemento, como parte
constituinte da nossa identidade.

�REFERÊNCIAS
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information. Change, v.26, n.2, p.42-46, 1994
DRUCKER, P. A quarta revolução da informação. Exame, 26 ago. 1998. p.56-58
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In: Enciclopaedia
Britannica. Chicago: Enciclopaedia Britannica, 1989. p.552-568.
MANTOAN, M.T.E., (coord.) Acesso, permanência e prosseguimento da
escolaridade de nível superior de pessoas com deficiência: ambientes
inclusivos. Projeto apresentado à CAPES/SEESP/PROESP, em 03/12/2003.
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OFIESH, N.S., et al. Service delivery for postsecondary students with disabilities:
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Journal, v.36, n.1, 2002. p.94-108
TORRES, E.F., MAZZONI, A.A., ALVES, J.B.M. A acessibilidade à informação no
espaço digital. Ciência da Informação, v.31, n.3, 2002.
WERNECK, C. Você é gente? O direito de nunca ser questionado sobre o seu
valor humano. Rio de Janeiro: WVA, 2003. p. 15-44

∗

Bibliotecária de Referência, Biblioteca Central, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.
dtpupo@unicamp.br
∗∗
Mestranda em Musicografia Braille, Instituto de Artes, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil.
fbonilha@iar.unicamp.br
∗∗∗
Pedagoga especialista, Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Porto,
FCM, UNICAMP, Campinas, SP, Brasil scarvalho@fcm.unicamp.br

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Novas tecnologias da comunicação e informação – TIC’s, acervos digitalizados e virtuais, transmissão eletrônica de documentos integram as bibliotecas universitárias do século 21 e o cotidiano de ensino e aprendizagem nas universidades. O impacto inicial das inovações tecnológicas evolui de ameaça para poucos, a oportunidades para muitos: outros conceitos, novas relações e processos de trabalho. Paralelamente, um movimento ganha força e desafia os meios acadêmicos: a inclusão das pessoas com necessidades educacionais speciais – PNEE, que devem propor alternativas e apontar caminhos para que essa inclusão seja possível, e de fato ocorraeem uma dimensão que transcenda o nível do discurso e alcance a prática. A criação do Laboratório de Acessibilidade - LAB da Biblioteca Central da Unicamp viabiliza a participação dos alunos deficientes nas discussões que lhes dizem respeito, fazendo-os verdadeiros agentes do processo de inclusão, com voz ativa na universidade, em ações concretas, compatíveis com suas demandas. O LAB possui equipamentos específicos e profissionais especializados em Pedagogia e Biblioteconomia, que, garantindo acesso à informação das PNEE, reafirmam suas identidades enquanto pesquisadores que contribuem com a geração e o avanço do conhecimento. O uso de algumas ferramentas tecnológicas disponíveis no LAB possibilita a pesquisa de mestrado de uma aluna do Instituto de Artes que visa implementar um acervo de partituras transcritas para o Braille, onde estão sendo criados e testados procedimentos para otimizar sua produção. Assim, a história do LAB é construída a cada dia, a partir da demanda de seus usuários e de suas diferentes áreas de atuação.</text>
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