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Maria l ec&amp;ía ih
Andrade Lmiar

A Biblioteca iníanLi"!
:ßpm« Gentrd de V
í" oducaçao da comunidade

1.3(81)'

SALVAPOE

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Digitalizado
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20

��SHíUIíDO CONGRESSO BRASH^EIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUME^fAÇÃO

A Biblioteca Infantil como centro de educaçao da comunidade
por
Maria Lecticia de (Andrade Lima

oiL'.Ofcl. 3
C &gt;4?

fhc-^ I

Salvador
1959

I Digitalizado
-gentilmente por:

I Sc a H
st e m
&lt;/

14

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17

lí

�mskJL
.N
\

Á BIBLIOTECA INFANTIL GOMO CENTUO
DE EBUCAÇiíO

DA

COIvIÜNIDADE
&gt;
O
Maria Leo tio ia de Mdrade lima

Nujna áp^oa exposta
filosofias de vida,,
imprensa,

ataques,

em massa,

de idéias,

oonoeitos,

através da influônoia niveladora do rádio,

d-. teJ^evisSo e do cinema,

da

a leitura dos livros perm-aneoe

como a m:^eira mais individual de obèer informações e de entrar em
oontaoto com outras Inteligências,

apreendendo as suas mensagens

participando dos seus sonhos e de suas criações poéticas,
tuaçKo indj,vidrgj.ista da oiblioteca,
de ^colha dos livros,

a-

q_ue se mantém pela liberdade

possiMlitando aos leitores a manifestaç^lo-

•^6 ^jl^idéncias e inspíi^raçffes e d^jido
vimento da personalid :.dè,
mação;

^ssa

,

Dtíjas oportunidades

?.o desenvol

é sobremodo import-_nte no leitor em for-

criença ou adolescente.

Como instituição,

entretanto,

se pl?.no de açc-o individual.

Tem seu papel a desempenhar na ada'ota

çTio do indivíduo ã comunidade.
ducaçSo J-nformal,

a i^blioteca n-'io pode fic^J? nes

^ biblioteca infsjri-fcil,

deve col?,borar com a escola,

buindo para o desenvolvim.ento dos recursos
sua apreoiaçr:o do

n~o semente ■ contri-

intelectuais d-,.; cri.anç.:«

belo e sua compreensão dos fUos

como despertando no

centro de e-

básicos da vida^

jovem leitor o sanso de responsabilidw-de,

enca

minhando-o nos intricados problemas das relações hum.?jias.
Como agir,

p.ara despertex na criança essa consciSncia de ele-

mento da comunidade?
Isso dependerá,
cário,

em gr.-jide poxte,

pois n-^io podemos

d;, personcaidade do bibliote

abstrair :.s instituições dos elementos hu-

manos g.ue as compüem.
O
mente,

bibliote:&gt;áT^ic q.ue, atende a um leitor,

nr&lt;o o faz mec-'^.nica -

reagindo automaticamente a um pedido de informações,

solicitaç.r.o de auxílio ou orientação.
e a convivSncU., mesmo ocasion^J.,
de interêsse comum,
de puolico infc-ntil.
biblioteca,

a

uma

Cada leitor é um ser humojio-

cria l^.ços e introduz elementos

isto é ainda mp,is

verdadeiro q.u-"jido

se

ü criança q_ue freqüenta com regularidade

passa a considerar essa biblioteca como

trata
uma

pp^te integr

te de sua vida sooial. O interêsse comum por determinados livros,a
'^■oircidência de horários,
laços afetivos.
te,

sc,o fatores q.ue influem na formaçr.o de -

A emoçíío q.ue desperta a leitura de um f?.to comoven

o entusiasmo pelos rxerdis,

dem a'ser partilhados,

a admiraçSo pelas ilustrações,

ten-

^ssa necessidade de comunicaç-^ío é mais evi-

dente em certos temperamentos. O leitor tímito a criança q.ue n^Co se cjaimt.', a falar oom os companheiros precisa,
mulado. '

entret.mto,

ser esti
~

I Digitalizado
-gentilmente por:

�NatureJ-mente q.ue c.-, salc. de leitur:.,

I003.I de sil.Snoio,

n^o ê

r.mbiente par.:; atividades sooiais. Mesmo oonsiderrndo o silêncio das salas de leitura
rios,

mr?jieira mais liber?! de muitos

Mblioteoá-

q_ue permitem as crianças oonvers .-s em voz "baixa.
As "bibliotecas modern,as n!:.o podem,

porém,

dispens-'^J* auditóri

os e salas prjra reuniões.
Como' introduzir,

na org;',nlzaçno da ■bi"blioteca,

as

atividades

associativas?
21 impossível esperar que crianças de diferentes id-des ,e

de

graus de escol-^ridade diversas forme, naturalmente, um grupo.
O grupo deve resultar de interêsses comuns e o ideal é

q.ue

se formem eq.uipes nSo muito numerosas, cap^azes nSo de se agrupa ~
rem com prazer, raa,s de produzirem,

em conjunto,

cigum tipo de at;_

vidade que contri"bua para o seu desenvolvimento cultural ou .'jrtís
tico.
Um grupo para redigir um jornal,

um grupo pcjra organiz::^ e -

fazer funcionar um teatro d,e fantoches,

um grupo para debates,

sSo

realizaçCfes q.ue nSo apresentam muitas dif icuia "'d:~3.
Aproveitrijido sempre a iniciativa da própria Gri:.inça,

é

muito

útil obter a colaboração dos líderes naturaisE verdade q,ue a açSo dôsses líderes é mais rápidamente notada em campos de recreio e clubes desportivos»

pois as

q.ue distinguem o líder manifest,am-se com maior f
tipo de atividade. O bibliotecário observador,

ri-.de nesse -

entretanto,

desco-

brirá qualidades potenciais e aproveitará essas tendências.
Como iniciar um clube, numa biblioteca iní'&lt;?jntil?
Certas atividades como a"xiora do conto," uma pr^jeç^lo cinem^~
tográfica,

uma exibiçSo de fantoches,

uma audiçSo de discos,

dem servir como atraçSo,'para o oontacto inicial,
notar que essas atividades,

po-

devemos-

se podem servir como motivação

para

. um trabalho de grupo, nSo devem deixar de existir, mesmo quando o
bibliotecário se contenta com o tipo de bibliotGca que s(5 traba-'
lha individualmente com os leitores, nSo tentando agir sôbre

o ~

grupo.
Planejada uma dessas
gcnda,

"atrações)' começa o trabalho de propa -

através de avisos afixados nas scj.as de leitura^ cart^zc..,

folhetos,
A
íldrida,

circulares aos leitores h§;bituaisr
secçSo de B.claçoes Pdblicas da

Biblioteca Pdblica da

cujo material de publicidade tive oca^i£;o de observar,

-

deve ser citada pela habilidade com que consegue aproveitar os elementos de atração naturais e ocasionais da comunidade:
dos jardins,

atualidades cinematográficas,

belezci -

etc. Há também, nas bi

blioteoas -americanas, muita preocupação em acompanhar a vida. do leitor médio.

3e ôste pajrte em féria.s de verSo,

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as bibliotecas ar*

�ranjam vitrines sôbre o assunto, modificam seus regulajnentos
empréstimo de livros:
tas por dois mSses.

de

para q.ue os volumes fiq^uem com os ver:jiisSe todo mundo está restojrjndo o áatal,

tilioteca promove exposições,

a bi-

aconselha os pais q.uanto aos livros

q^ue Papai Noel deve trazer para as crianças,

procura,

enfim,

par-

ticipar da vida f:ijniliar do leitor.
Effie Power,

em

"Work with ciiildren in public librcxies ",ci

ta uma exposiçtío de "bonecas,

em uma biblioteca de Gieveland,

gue

ocasionou aproximações de gr-rjnde interêsse entre elementos os ma
is variados da população local.
Provocados,

com alguns dôsses

tes entre os leitores,
tante dar,

artifícios,

encontros freq.uon

vr.o surgindo os laços entre êles.

Ê impor

desde as primeiras reuniões, liberdade de expansão,

-

deixando q.ue as cpiniüis sej^/jn expostas com töda a espontaneidade e procurpjido,

logo q.ue possível,

carrrc:'^® do

formar uma eguipe q.ue se enr'-

lamento do trab,;lho do grupo.

Hor.ários e programas devem merecer cuidadosa atençíío,

para

q.ue nílo venhejn interferir com o trabalho escolar,
SSo dteis e interessantes os clubes drr?in5,ticos,
poesia,

os cine-forum,

clubes de leit'jrao

os

os

clubes de

clubes dâ excursOes e çe fotografia,

Algumas atividades,

como a r3daç'^,o do íjornai

os
,

pod^m ser realiz;--dRs com êxito jèlos componortej doe diversos clu
bes,

representando o

diferentes.

jornal um elemento de ligaçKo entre grupos -

"

Nossa experiêiicia com escolares do -Recife tem demonstrado

-

q.ue o

jornal mural é muito bem aceito pelis crianças» Numa bibli_o

teca,

o

jornal mural poderá apresentar relações de livros novos ?

comentários e impressões de leitura.

Ilustrado livramente,-

será

certejnente um estímulo -is atividades artísticas. Um tipo mais e].8
^.jtado de

jornal,

oomo o hectografado, mimeografado ou impresso

,

q.uase sempre exige uma certa interferência dos cd.ultos.
O trab-aho associativo,
biblioteca infa-itil

entretanto,

mais indicado p(?ra uma -

ê o club® de leitura.

Clubes dc lei tara - Muitas vezes o clujtoe de leitura surgo qq
mo decorrência natural de uma série de atividades d£stin;-,das a re
unir crianças da mesma idade. O programa social dos sábados do De
partamento Inf'Tintil da -"iblioteca de ■'^lórida reúne,
te,

habitualmen-

os peq.uenos freçLuentadores em dois grupos: de 4 a 7 anos

de 7 a 12 anos.

ífe horários diferentes stío feitas

paira êsses dois grupos«

burns",

"horas do conto"

Alternando com essas sessões de histórias/

há projeções de filmes e teatro de fantoches,
com muito Ccirinho,

e

sob o título geral de

ludo isso prepar-ado

"VVhile the story candle-

reproduzindo os belos programas impressos a. sugestiva ve-

linha a arder.

Como propaganda inteligente dos livros da biblio-

teca qu.e contôm essas histórias, narradas ou drrjnatizadas, há

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�- 4 -

ssrapi'G-)

íios progrciii'iis ilustrr.dos, rGfôrênoias -r-os temc;S dos oont®s,

apresente.das numa •antecipaçSp ao prazer do leitor-ouvinte-espeota •
dor,

pepra'despertar o interêsseí

"Dia tal,

às tais horas,

uma nar

radora contará a vocôs a história da prinoeslniia í^ug tinha um defeito horrível: n~o distinguia a verdade dc&gt;. mentira" e assim

por

diante.
Preparado assim o
onriT,

em muitas

terreno,

por muitos mêses,

oomeçam a funoi

bibliotecas ameriC;-:inas, nas férias .de verSo,

clubes de leitura.

os

A inscrição deve ser lev;jd.:. a sérios o leitor

deve assinar um formulário,

dando o endereço e citando a ewcola e

classe q.ue freq.uenta. O ato de assinar dá maior importância a autoridade ao ingresso no clube.
As

bibliotecas escolares encontram muito maior facilidade em

fazer funcionar um clube de leitura q.ue,
deslocar para as c],asses,

em muitos casos,

pode se

ampliando a influência da biblioteca

e

contribuindo p.-j?a uma perfeita articulação das atividcAes escolares .
Organizado um clube,
ção.

q.uase sempre ê escolhida uma denomina-

Adele iYanklin e Agnes Benedict,

children",

citi^jn nomes interessantes,

"As abelhinhas trabalhadoras",
de cidades",

em

'^lay cent^rs for so^o'^l

adotados era clubes infantis:

"Os pioneiros",

"Os construtores -

"Os fantasmas", nomes geralmente associados com os -

interesses dominc^tes e projetos de rerJizaç::fes dos sócios. Nossas crianças,

certamente influenciadas pelos adultos,

escolhem e»

q.uase sempre patronos para os seus clubes. Numa revisto de nomesde clubes de leitura de esoolp.s pemambucí^nas,
ras exòeçCíes,
ro".

algumas denominações como

anotcjnos,

"O ideal",

como ra-

ou "Meu tesou-

Quase sempre os clubes eram designados com o nome de uma fi-

gura literária: Rui Barbosa, Humberto de '^ampos,
ou um vulto histdrico: D. Pedro II,

Tiradentes.

OleS^ário Mariarr"
Äs vezes os inte-

resses vSo além das fronteiras e apsirece um vulto universal:
briela Mistral,

por exemplo,

Ga-

SSo freqüentes os nomes de sfintos,

-

as personalidades políticas ou de projeçSo local, -aparecem mesmo,
embora isso oficialmente nSo seja permitido pelos regulamentos
pessoas vivas como patronos de clubes de.leiturai
figuras dos q.uadros

,

professores

ou

administrativos.

■S um bom sinal nota,r 2^e nomes q.ue pertencem ao patrimônio
da literatura infantil,

como Monteiro Lobato,

Vicente Êkiim^arítes

,

tSm sido escolhidos como patronos, recentemente.
Ainda lançando uma vista aos arquivos dos dados estatísti COS dos clubes de leitura,
escolas de Pernambuco,
histéricos,

no ano passado,

verificamos q.u.e,

ne^

houve a preooupaçSo de comemorar: fatos

festas populares:

SSo JoSo,

Santo Antonio,

^So Pedro

�e datas de sentido oívioo ou socicls Dia Panainorioano,
MSes,

Dia

das -

Dia do Iratalíio.

Notamos mesmo marcada influência de interêsses locaisí
lhos infantis sôbre a sêca,

em zona.sertaneja,

traba-

estudo do milho,na

época tradicional do seu cultivo. Há necessidade de conservar essa articulação com os interêsses gerais da comunidade.

Nos distri

tos rurais as atividades agríccHas devem se refletir na vida da -

i

Mhlioteca infantil. O plantio e a colheita de produtos da regiSo
devem motivar exposições de livros e periódicos sôhre o,assunto

,

dando destaçLue a artigos e capítulos q.ue venham a fornecer informações dteis aos peq.uenos

agricultores.

Seria um erro o isolamento da biblioteca no reino da fantasia
e da criação Xlterária. -^a tem ciue servir aos interêsses p?edomi
nantes na regiSc.

3 os

clubes infantis que funcionarem na biblio-

teca devem centralizar suas reali.zaçOes em tôrno dêsses interês ses nat'uraiSf
Uma observaçêüo ligeira dos estatutos e regim-^ntos dos olnb^o.,
de leitura mostra ç^ue essas

assooiaçCes funcionam habi" ^'-'^^ilmente à

maneira tradicional,

oom diretorias escolhidas por um determinado

período,

atas,

redaçSo de

etc, Há vantagens e perigos nessa imi-

tação do formalismo dos adijltos^
&amp; criança é sempre agradável rec.eber a con.;^ i ò.eraçao e o trata
mento dispensado a am adulto.

Abrindo e iíeohanõ.o uma sessão,

do a palavra a q.uem a pr.-de, lendo uma ata, . aprovar"'!c-a,
criança se considerai

adultos,

neoas.

que,

"^uer me'parecer,

ve-se dar preferências

pode

entretanto,

alguma coisa sua.,

nos

brinq.uedos de bo

para que ela sinta que o
algo sário em sua vida de

as atividades mais espontâneas,

mui^tipli -

oando as possibilidades de uma expansaö de opiniCes que,
sempre, na criança,

quase

está associada a uma conversa entre iguais,

sem nenhum portocolo ou convenções.
nSo é fácil de conseguir,
feita,

a -

■..•o reino do faZ'-d.e-oontao Imita essas forma

lidades como imita as conversas dos

seu clube ê, de fato,

dan-

com mais vantagem,

-

Ssse desembaraço dos so'cios -

interferência do ad-ulto, mínima,

será

através dos líderes infantis.

Ssses líderes as?:^un:ir£0,
de direçSo. ■^■'preciso,

■

oom muita naturalidade,

ccntudo,

vigilância,

os cargos

para que ôles nSo

se

transformem em ditadores. Há sempre vantagem em renovar freqüente
mente a diretoria,

a fim de que muitos passem por essa experiôn -

cia, de grande valor educativo.
Se é dif/cil promover debates e discussões, mais difícil ain
da é conseguir que,

escrevendo,

a criança faça trabalho criador e

nSo se limite a alinhar sentenças mais ou menos repetidas,

que na

da siá^ificam como beleza de expressSo ou originalidade de idéia.
Um dos líderes de clubes infantis citados pelas autoras de /"Flay

Digitalizado
-gentilmente por:

-

�oenters for school ohildren" salienta q.ue,
lutâncla natural jelos

trabalhos ditos

tendo a criança uma re

"escolares",

é preciso mui

to taoto para obter Ssses primeiros passos na criaçSo literária,
-rt- p^avra como expressão de "beleza representa, na realidade,
estágio avançado.

Muito podemos esperar,

um

entretanto, da narração

de histórias e da leitura comentada de trechos apropriados.
Uma das educadoras cariocas

atualmente trabalhando no Setor

de Bibliotecas e Auditdrios está fazendo experiências interessantes com a poosia,

tendo conseguido coisas admiráveis,

entre as

-

cri anç as.

Clubes de arte -,SSo relativamente recentes

as experiências

pedagógicas q.ue aproveitam a arte como meio de expressSo infantil.
As

"escolinhas de arte" têm mostrado o valor das atividades e té-

cnicas artísticas como recurso educativo.
recorte,

a modelagem em argila,

A pintura,

o desenho,

o

a escultura em madeira e em sabSo,

representam campos ainda pouco explorados, nas

bibliotecas infan-

tis. 2 verdade q.ue exigem um recanto adaptado a êsses trabalhos

.

Algumas dessas atividades podem ser realizadas ao ar livre, nos arredores da biblioteca. Podem também ser feitas excursões,

oCiü

essa finalidade.
NSo sSo semente as

artes plásticas q.ue podem ser aproveita-

das, nos clubes infantis.

miísica,

a dança,

representam atrati -

vos. Uma coleçSo de discos pode ser um incentivo para um grupo
g.ue pretenda aprofundar os seus conheoiínentos musicais. Há tendôn
cias

artísticas ignoradas,

em muitas crianças,

sibilidade de expansão. Uma bandinha ritg^ica

q.ue nunca têm posé difícil de or-

ganizar e constitui um dtimo elemento de recreaçSo e. de orienta çâo musical para os peq.ueninDs. Muitas crianças dançam com a mesma naturalidade com que andam.
pontâneos e belos,

Sentem a milsica em movimentos

chegando a criar coisas admiráveis. A dança se

presta a movimentos de conjunto. As cricjiças podem imitar,
tos harmoniosos,

ös-

os rios,

árvores agitadas pela brisa,

das do mar. Podem criar coisas mais elaborad,as,

em ges.
as

on-

representando,

pe

Ia dança, historiet&amp;s, lendas e fatos da vida cotidiana.

Clubes dramáticos- '-TíSda criança gosta de dramatizar.
seus brinquedos diários representam cenas domésticas,
escolares,

ativldades-

imitando gestos e palavras de adultos. -Depois de

"hora do conto" ou da leitura expressiva de uma história,
passar á sua interpretação,
midez e constrangimento,
reto:,

%

uma

é fácil

pelos próprios ouvintes, ^^uando há ti

aconselha-se um dos tipos de tea,tro indi

o teatro de másc--.ras,

os fantoches e marionetes, -^máscara

opera mexavilhas. Usando o seu cabeçSo de raposa, a criança imita
ôsse .animal e, muito n..:-tur,?J.ment8 vai adaptando os seus gestos e a

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^

'

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i'g

17

i's

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�- 7 -

sua voz ao modo çlug, no seu julgamento,

é apropriado a uma raposa.

NSo sSo necessárias máscaras perfeitas.

Confeccionadas pelas pró-

prias crianças,

cLe cartolina ou de sacos de papel,

preenchem a

-

sua finalidade, desfazendo initiçOss. Os fantoches e as marionetes
sSo também um campo muito rico. Uma coleçSo de tonecos,

algumas -

figuras de limais e as crianças reproduzem livremente contos célebres e inventam seus próprios entrechos.

litierdt?-de de expres-

sSo é um ideal a atingir, Em lugar de decorar um papel,

a criança,

"vive" Chapeuzinho Vermelho ou Branca de Neve e fala de aoôrdo

-

com a idéia íntima q.ue faz desse personágem. Muita criança tímida
desço ore recursos inesperados,
nejando os seus

oculta atrás do pequeno teatro, ma

tx)necos.

Todos os outros tipos de teatro infantil,
sombras,
mas,

o teatro de varas,

para indmeras crianças,

como o testro

de

sSo ointeressantes e aproveitáveis,

-

o qtue apresenta maiores atrativos

é

o teatro vivo, O clube dramático pode,
pies, muitas vôzes improvisadas,

das dramatizações mais sim

elevar-se a encenaçÇío de peças

.

% alguns casos talvez seja necessária a orientaç?ío de um técnico,
^gumas liçOes de pantomima, de mímica,
poder^io ser conseguidas,

algumas

aulas de dicçSo -

com a colaboraçSo dos dirigentes locais

de conjuntos cênicos.
Mas os clubes dramáticos nSo se limitam a promover a encenação de peças. A criança é chamada a pai^ticipar,
tos,

redigindo diálogos,

do costumes.

fazendo cenários, desenhando e costuran-

'■'•''Ödas essas fases do trabalho proporcionam oportuni-

dades de enriq.uecimento intelectual e artístico,
q.ue&gt;

criando argumen -

ao mesmo tempo -

bem aproveitadas como trabalhos cLe eq.uipe, contribuem para o

fortalecimento do espírito de solidariedade,

facilitando a perfei

ta integraçSo no grupo.

Clubes de iniciasJo científica - Muitas crianças manifestam,
desde cedo,

capacidade de observaçSo invulgar. Interessejn-se pe-

las plantas e pelos
sas.

animais,

colecionam minérios de origens diver

A organização de herbários,

criaçSo de peq.uenos animais,

o cultivo de plantas de salSo,

a

podem ser objetivos de clubes. A ob-

servaçtío da natureza será feita,

porém,

com mcãor aproveitamento,

em excursões. Os membros do clube, mesmo q.uando desenvolvam suas
atividades em locais afastados, devem ter na biblioteca o seu oen
tinho,

ponde possam conservar os seus registros,

vros de referência,

consultar os li-

colecionar material informa.tivo recolhido em-

jomais e periódicos e se reunir para resolver problemas e discutir assuntos em q_u6 estejam interessados.
Coleções de sêlos e de moedas frequentemente levara a es tudo,s
interessantes de geografia e história e,

consec^uentemente,

a pes-

(luisas nas coleções da biblioteca.

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lí

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�As meninas muitas vôzes demonstram.interôsse por assuntos ex
olusivamente femininos» de eoonomia doméstica ou de puericultura,
•^té mesmo os problemas da aparência pessoal,

oomo a maciuilagem

a escolha do vestuário apropriado, devam ser enoared.os,
possibilidades educativas, pela seoçSo

en.

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em suas -

juvenil da biblioteca,pois

representam preocupações dominantes na adolescência.

V.

e

�- 9 Conclusõesí
Em conslusSo,
a)

propomos:

qxxe em tôda Mblioteoa infantil seja dada importância especial
ao ajustamento social dos peq.uenos leitores,

aproveitando-se -

tôdas as oportunidades ciue surgirem para a formaçSo de clubes
infantis;
Id)

cLue sejam usados todos os recursos favoráveis a aproximação

-

das crianças,

aproveitando-se a atraçSo representada pela "ho-

ra do conto",

pelas projeções cinematográficas e pelas ativida

des teatrais;
c)

q.ue sejam organizados
oas infantis,

"clubes de leitura" em tôdas as

q.uer sejam bibliotecsis escolares,

mentos de bibliotecas pdblicas.

biblioté

q^uer departa —

�)
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Rio de Janeiro,

C A D E S,

1957.

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VIII,

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