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BIBLIOTECAS DIGITAIS DE TESES E DISSERTAÇÕES BRASILEIRAS:
PARADIGMA DO ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
“A biblioteca é um conceito, tanto quanto, um
lugar – é função, não apenas forma”
D. Marcum

Raimundo Muniz de Oliveira1

Resumo

A evolução da comunicação científica ao longo do tempo e o impacto causado pela
Internet na comunicação, disponibilização e acessibilidade de informações técnicocientífica têm proporcionado diversos debates e discussões. Neste contexto, buscase analisar as contribuições da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD)
para a comunicação científica atual, destacando possibilidades emergentes e
desafios a serem superados. Apresenta uma breve evolução da comunicação
científica ao longo do tempo; discute os impactos causados pela Internet na
comunicação, disponibilização e acessibilidade de informações técnico-científicas; e
caracteriza BDTD destacando os desafios a serem superados. Dentre eles estão, a
questão dos direitos autorais que ocasionam a baixa adesão dos autores ao projeto
piloto do IBICT para disponibilizar teses e dissertações no meio eletrônico. Para este
desafio, são apontadas sugestões.
Palavras-chave: Biblioteca digital de teses e dissertações; Comunicação científica;
Internet.

INTRODUÇÃO

Na sociedade atual a comunicação transpõe as fronteiras. O advento
da telemática cria um novo paradigma informacional, caracterizado pela agilidade,
flexibilidade, interatividade, velocidade e por novos modos de armazenamento,
disponibilização e acesso às informações. Essas transformações fazem emergir um
novo tempo, um momento de convivência do analógico com o digital, em que,
constantemente, nos defrontamos com o novo, com o desconhecido. Essa nova
sociedade que está sendo delineada é a chamada Sociedade da Informação. “A

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sociedade sempre esteve em mutação. Hoje está sendo moldada em meios
turbulentos, pois há, ao mesmo tempo e em constante interação, diferentes
condições socioeconômicas, culturais e tecnológicas” (OLIVEIRA, 2005, p. 2).
No atual contexto, o desenvolvimento tecnológico e a quebra de
barreiras

na

comunicação

proporcionados

pela

Internet,

ocasionaram

a

intensificação da explosão informacional, com a disponibilização a um grande
público de fontes informacionais dos mais variadas tipos, nas diversas áreas do
conhecimento e com padrões de qualidade profundamente discrepantes. Por outro
lado, as pessoas de um modo geral sentem cada vez mais que necessitam de
informações. Com isso, faz-se necessário que haja na Internet fontes de
informaçãos seguras e de qualidade, voltadas para as diversas áreas de
conhecimento e para diversos públicos. Neste sentido, merecem destaque as
bibliotecas digitais e, mais especificamente voltadas para o público acadêmico, as
bibliotecas digitais de teses e dissertações.
O objetivo geral deste artigo é analisar as contribuições da Bibloteca
Digital de Teses e Dissertações (BDTD) para a comunicação científica atual. De
modo específico, objetiva-se traçar uma breve evolução da comunicação científica
ao longo do tempo, discutindo os impactos causados pela Internet na comunicação,
disponibilização e acessibilidade de informações técnico-científicas. Além disso,
caracteriza a BDTD destacando os desafios a serem superados. O interesse em
pesquisar as Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações – BDTD brasileira teve
inicio na graduação, onde foi apresentada uma monografia na conclusão do Curso
de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),
traçando o panorama brasileiro das BDTD. Posteriormente, no Curso de
Especialização em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação, com a intenção
de retomar o tema sob outra perspectiva, foi elaborado este artigo, que está
estruturado da seguinte forma: após a introdução, o enfoque é a comunicação
científica, enfatizando sua evolução ao longo do tempo; Posteriormente, analisa-se a
Internet como um elo para pesquisadores e usuários de informações e, também,
como ferramenta causadora de um impacto na comunicação científica, trazendo
significativas

mudanças

no

meio

acadêmico,

diminuindo

as

barreiras

de

espaço/tempo entre pesquisadores, revolucionando o fluxo informacional. Por fim, é
1

Bacharel em Biblioteconomia pela UFRN; Especialista em Gestão Estratégica de Sistemas de Informação;
Chefe da Seção de Informação e Referência da Biblioteca Central Zila Mamede da UFRN.

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feita uma breve conceituação e evolução das bibliotecas, destacando seu importante
papel nessa nova sociedade, a qual vivência um novo paradigma: o tecnológico,
fazendo uso das Novas Tecnologias de comunicação e Informação (NTIC).
Destaca-se, ainda nesta seção, a implantação da BDTD brasileira,
bem como sua importância para pesquisadores e usuários de informação,
apontando alguns desafios a serem superados.
2 COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA: DA CAVERNA AO COMPUTADOR

Os primeiros registros do conhecimento foram feitos nas paredes das
cavernas, pela intuição, ou talvez, pelo desejo de se comunicar com futuras
gerações. Conforme Oliveira (2003), “a comunicação é uma necessidade vital das
sociedades, responsável, desde o princípio dos agrupamentos humanos, pelo
desenvolvimento e organização da espécie”. (OLIVEIRA, 2003, p. 19). O homem
sempre teve essa ansiedade de se comunicar, por mais isolados que fossem de
outros grupos, ou até mesmo sem saber da existências destes, ele sempre registrou
os acontecimentos diários, nos mais variados suportes disponíveis na época (argila,
folhas de plantas e nas paredes das cavernas) da época.
Posteriormente, esses registros eram feitos nas peles de animais e nos
pergaminhos, até chegar ao papel, essa formidável invenção chinesa que até hoje
predomina no processo da comunicação formal.
No princípio essas informações grafadas, foram agrupadas em
enormes rolos, livros manuscritos, dificultando o seu manuseio. Esses documentos
ficaram muito tempo em domínio das mesquitas, sinagogas e mosteiros, até
surgirem as primeiras universidades.
Até meados do século XVII a comunicação científica ainda era
informal, ou seja, na forma oral (reuniões, debates e discussões) ou escrita através
de correspondências pessoais. Isso, dificultava o desenrolar das pesquisas, pois
requeriam muitos esforços e tempo dos pesquisadores, que buscavam manter-se
atualizados sobre determinado assunto. Porém, ao longo do tempo, a comunicação
científica foi se aperfeiçoando e tornando mais fácil e rápido o acesso às
informações.

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A REVISTA CIENTÍFICA

Em 1665, a revista entra em cena como um importante suporte na
evolução da comunicação. Em París, “[...] Denis de Sallo começou um periódico
dedicado a publicar notícias sobre o que acontecia na Europa e na ‘república das
letras’.“ Foi intitulado Journal des Sçavans e é considerado como a primeira revista.
“[...] Seu primeiro número foi publicado em 05 de janeiro de 1665”. (MEADOWS,
1999, p. 8).
Desde então, a comunicação científica passou a ser mais formal, de
forma impressa, reunindo em um só documento vários assuntos possibilitando
alcançar um público maior de pesquisadores e usuários de informação sempre no
intuito de propiciar um resultado coletivo.
Ao longo do tempo, a comunidade científica foi se expandindo e o
volume de informações crescendo exponencialmente. Com isso, surge a
necessidade de contato num menor tempo possível, com as informações
produzidas. Por essa razão a comunidade científica foi desbravando o campo da
comunicação para quebrar as barreiras existentes entres os pesquisadores e
usuários de informação.
Meadows(1999, p. 14) afirma que “cada geração contribuiria com uma
quota idêntica de tijolos de informação para o edifício da ciência, e assim o volume
de comunicação de pesquisas cresceria em velocidade constante”. Essas parcelas
de contribuições das sociedades fizeram com que, hoje tenhamos uma comunicação
científica na maioria dos casos, em tempo real, independentemente de onde
estejamos. Portanto, são as gerações em busca do novo, capacitando-se, para
enfrentar essa evolução tecnológica, evitando os labirintos causado por ela, se
protegendo do enorme volume de informação que nos são disponibilizadas no meio
eletrônico, às vezes de forma desordenada, dificultando sua acessibilidade.
Como o tempo não pára, e tudo se transforma, o mundo vem passando
por profundas evoluções num curto espaço de tempo. As populações crescem e os
suportes da comunicação acompanham essa evolução no campo do conhecimento,
impondo aos indivíduos alterações radicais.

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Pode-se imaginar a ciência como um balão em expansão. A película
do balão é a frente da pesquisa, onde novas informações estão
sendo produzidas. Se a área da superfície do balão que o
pesquisador pode abarcar permanecer constante com o tempo a
proporção da superfície que pode ser abrangida necessariamente
cai. Embora a analogia seja obviamente rudimentar, ela aponta para
uma conseqüência importante do crescimento exponencial.
(MEADOWS, 1999, p. 20).

Por isso, a busca incessante pela maneira mais adequada de se
comunicar e obter conhecimentos continua. A cada dia surgem formas diferentes de
comunicação. Esses avanços contribuem sobremaneira para as produções técnicocientíficas, tanto de maneira qualitativa, quanto na quantitativa.

OS COLÉGIOS INVISÍVEIS

Os colégios invisíveis são outra maneira encontrada por pesquisadores
para diminuir o tempo/espaço na comunicação, pois, isolados, o aprendizado tornase mais difícil. Por isso, é que as comunidades científicas sempre mantiveram esses
canais para se comunicarem, seja de maneira formal ou informal. Conforme Kneller
(1980),
um colégio invisível é um grupo ou escola de cerca de dez a uma
centena de cientistas trabalhando numa tradição de pesquisa. Os
seus membros mantém-se em contato assíduo, usualmente verbal, e
evitam os canais mais lentos de comunicação formal. O grupo pode
ser um de muitos que aplicam um programa abrangente de pesquisa
a diferentes classes de fenômenos e problemas, como na ciência
normal kuhniana. Ou pode ser uma das várias tradições que
competem dentro de uma especialidade, como no caso dos grupos
de Bohr, Rutherford e Fermi na física nuclear. Ou poderá ser
deliberadamente revolucionário, lançando uma nova tradição de
pesquisa contra uma já estabelecida. (KNELLER, 1980, 183)

A comunicação científica passou um longo tempo dependendo do
canal impresso para a inter-relação entre os pesquisadores. Mas os colégios
invisíveis sempre foram um meio muito utilizado por pesquisadores, na utilização da
comunicação informal, socializando o saber, mesmo quando há uma mudança no
paradigma, como é o caso dessa nova sociedade.
Pode-se inclusive perceber, atualmente, as novas possibilidades que
as NTIC e, principalmente a Internet oferecem para os colégios invisíveis. Os

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serviços de correio eletrônico, de mensagens instantâneas, as listas e grupos de
discussão possibilitam uma interatividade em tempo real, facilitando a comunicação
científica em todos os aspectos, inclusive sua produção e disseminação.
TESES E DISSERTAÇÕES
A literatura cinzenta (grey literature) é considerada como uma
importante fonte de informação para a comunidade científica. É constituída de
documentos científicos produzidos no âmbito das instituições de ensino superior
(IES), bem como nos institutos de pesquisa. Muito se ouve falar na produção
cientifica das universidades de todo o mundo, essa produção é constituída por
monografias, teses, dissertações, relatórios e projetos de pesquisas, etc.
Desde o século XII, as teses e dissertações já circulavam nas
universidades medievais como pré-requisitos de obtenção de graus acadêmicos, da
mesma maneira como os programas de pós-graduação fazem atualmente. As teses
constituem o mais elevado nível dos trabalhos científicos. São elaboradas durante os
cursos de doutorado e representam o apogeu da originalidade das pesquisas,
apresentando um tema único contribuindo de forma geral para a ciência. As
dissertações, por sua vez, são elaboradas ao longo dos cursos de mestrado e estão
compreendidas entre as monografias e as teses. “Uma monografia é a abordagem
de um só tema, como tal se opondo a uma ‘história de’, a um manual, a uma
enciclopédia” (ECO, 1999, p. 10). São projetos especiais, uma contribuição técnica
para o saber acadêmico, já as dissertações resultam em uma contribuição científica,
de forma inédita, apresentando alguma inovação.
As teses e dissertações são tipos de documentos que apresentam
uma pesquisa original sobre determinado tema. Observe-se que a
terminologia brasileira é o contrário da norte-americana. Nos EUA
utiliza-se o termo dissertação (dissertation) para o trabalho de
conclusão de doutorado e tese (thesis) para o mestrado (CUNHA,
2001, p. 31).

Após a exposição e apresentação destes trabalhos em bancas
examinadoras é que esses documentos tornam-se públicos. Os pesquisadores se
utilizam desses documentos para embasarem suas investigações. As teses e
dissertações são elaboradas através de estudos reflexivos e teóricos, com
fundamentação de qualidade cientifica, pois, sua produção é acompanhada por um

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Programa de Pós-graduação, onde doutores e mestres orientam a elaboração dos
documentos e, posteriormente, atestam sua qualidade no momento da defesa.
Gracelli e Castro (1995 apud QUEIROZ; NORONHA, 2004, p. 132), afirmam que

a partir da segunda metade do século XX, três grandes ciclos da
pós-graduação brasileira: o primeiro, nas décadas de 50 e 60, que
enfatizava a formação de corpo docente; o segundo, na década de
70, com a institucionalização dos cursos de pós-graduação; o
terceiro a partir da década de 80, quando ocorreu a consolidação dos
cursos e o desenvolvimento maciço da pesquisa na pós-graduação.

A ciência está sempre em mutação, ela busca, através das pesquisas
científicas aprimorar os conhecimentos humanos. A produção desse conhecimento,
em especial, as teses e dissertações, têm como objetivo, contribuir para o
desenvolvimento técnico-científico do país. “[...] O que era secundário em 1968 é,
hoje, tão prioritário quanto os demais objetivos da pós-graduação – a formação de
profissionais altamente qualificados para o mercado de trabalho” (MOSTAFA, 1989,
p. 21).

Portanto, essa produção intelectual deve estar ao alcance de todos os

indivíduos que dela necessitam. Para tanto, será preciso uma divulgação,
disseminação e a possibilidade de amplo acesso a esses conteúdos informacionais.
O conhecimento, alegava-se, pelo menos algumas áreas do esforço
humano, era cumulativo. Podiam ser acrescentadas novas
observações e idéias ao que já se conhecia de modo a criar um nível
mais elevado de conhecimento. Foi nesse sentido que Isaac Newton
apropriou-se de uma metáfora então existente para proclamar: ‘Se
enxerguei mais longe foi porque me apoiei nos ombros de gigantes’ ”
(MEADOWS, 1999, p. 8).

As teses e dissertações são documentos considerados de suma
importância para as pesquisas, tanto por bibliotecários, alunos, pesquisadores, bem
como outros profissionais que buscam informações consistentes no âmbito de suas
áreas do conhecimento de interesse. Esse material é produzido nas IES com a
finalidade de obtenção do título de mestre ou doutor, se limitando às vezes a
algumas poucas cópias distribuídas entre departamentos e bibliotecas, as quais são
pouco utilizadas, devido à forma pela qual são produzidas, armazenadas e
disseminadas.
É notório que o mercado editorial não se preocupa em publicar esse
tipo de documento acadêmico (teses e dissertações), preferem os que lhe dêem um

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retorno financeiro mais significativo, pois no processo de editoração são
despendidos muitos recursos financeiros, então, eles preferem não arriscar.
Portanto, um outro canal de disseminação e acessibilidade se faz necessário para
que seja disponibilizada essa fonte informacional tão valiosa para o desenvolvimento
cientifico e tecnológico de um país.

INTERNET: UM ELO
INFORMAÇÕES

ENTRE

PESQUISADORES

E

USUÁRIOS

DE

A Internet pode ser entendida como sendo uma grandiosa rede mundial
de computadores, que possibilita a existência de um oceano informacional, onde o
fluxo é contínuo e em altíssima velocidade.
Embora nos Estados Unidos a Internet já estivesse liberada desde
1987 para fins comerciais, no Brasil e no restante do mundo, só a partir da década
de 1990 é que se inicia seu uso, predominantemente nos meios acadêmicos.
Segundo Cedón (2000, p. 279), “até 1995, a quase totalidade das cerca de
quinhentas instituições brasileiras com presença na Internet consistia de
universidades e institutos de pesquisa”.
A criação da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) pelo Ministério de
Ciência e Tecnologia (MCT) objetivou propiciar o uso da Internet pela comunidade
acadêmica brasileira através da disponibilização gratuita da Internet para IES e
institutos de pesquisa vinculados ao Ministério da Educação (MEC) “A Implantação
da sua primeira espinha dorsal (ou backbone), em 1991, possibilitou a interligação
das principais universidades e centros de pesquisa do país e de algumas
organizações não-gorvernamentais”. (CEDÓN, 2000, p. 279). Os backbones se
expandiram e entre 2000 e 2001 houve uma evolução nos suportes. “Desde então, o
backbone RNP2, como é chamado, possui pontos de presença em todos os estados
brasileiros.” (REDE..., 2005)
Conforme notícia divulgada na página eletrônica da RNP em 13 de
maio de 2005, “internet acadêmica brasileira vai atingir novo patamar de velocidade.”
Os enlaces que interconectarão os primeiros 10 pontos dessa nova
rede foram licitados em pregão eletrônico no último dia 13 de maio.
Quatro deles terão capacidade de 10 Gbps, enquanto os outros
atingirão 2,5 Gbps. A nova rede, de altíssima capacidade, permitirá o
desenvolvimento tecnológico do país em áreas críticas como

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telecomunicações e tecnologias da informação e comunicação, bem
como o suporte de aplicações estratégicas para a solução de
problemas nacionais em educação, saúde, clima, meio-ambiente,
agricultura e espaço, entre outras. (INTERNET..., 2005).

Essas conexões permitem um maior e mais ágil fluxo de informações,
facilitando as pesquisas, como também a comunicação entre os indivíduos que de
qualquer parte do planeta podem ter acesso a uma infinidade de informações. Tudo
isso contribui decisivamente para a realização das pesquisas científicas.

Tendo em vista que uma das características da Internet é possibilitar
a qualquer pessoa, teoricamente, disponibilizar informações, estas
carecem de utilização cuidadosa, principalmente as fontes que estão
tornando-se cada vez mais instrumentos de uso constante de
estudantes e profissionais. (SILVA, 2004, p. 5).

No contexto atual, as redes eletrônicas de informação crescem
vertiginosamente, proporcionando novas maneiras de recuperar informações, além
das formas tradicionais. Assim, a Internet possibilita o acesso a uma quantidade de
informações considerada até pouco tempo inimaginável.
No entanto, é visível que o conteúdo informacional disponível na
Internet não está bem organizado, dificultando a navegabilidade dos usuários,
apresentando uma baixa taxa de precisão, devido à maneira pela qual as
informações estão disponibizadas, ou seja, dispersas nesse oceano virtual, onde
muitas vezes a navegabilidade torna-se difícil e ás vezes perigosa, se o navegador
não souber a rota a seguir.
Com o advento das NTIC, o uso do computador tornou-se corriqueiro,
servindo como o veículo de comunicação, disponibilização e acessibilidade às
informações. Considera-se esse novo paradigma o mais revolucionário de todos os
tempos, bastando apenas uma conexão na Internet, para que se tenha uma
comunicação de alcance global.

A partir principalmente da década de 90, estudos sobre os impactos
que a introdução de tecnologia da informação no ambiente
acadêmicos provoca na comunicação científica vêm contribuindo para
o enriquecimento do debate a respeito das questões pertinentes ao
tópico e que são, por conseguinte, relevantes para estudo. (COSTA,
2005, p. 167).

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Recentemente, esse debate entre a comunidade cientifica das IES e
dos Centros de Pesquisas vem à tona, analisando o impacto causado pela
introdução das NTIC, crescendo a cada dia, mais ainda com a coexistência do meio
impresso e do eletrônico para o processo da comunicação. Vale salientar, que
amplamente, “o conceito de comunidade científica inclui os pesquisadores, os
bibliotecários, os provedores de acesso à Internet, os centros de computação,
editores, agências de fomento etc.” (COSTA, 2005, p. 168). Portanto, esse nível
atual da comunicação científica é considerado como um novo modelo para os
pesquisadores, pois eles, cada vez mais se familiarizam com as tecnologias digitais,
utilizando-as como ferramenta facilitadora no processo de elaboração de suas
pesquisas.
Pode-se, então, afirmar que à medida que o meio eletrônico, gradual
e crescentemente, substitui o meio impresso no contexto da
publicação eletrônica, as mudanças na comunicação aumentam
também, provocando crescimento e diversidade nas interações entre
pesquisadores e no desenvolvimento do conhecimento. (COSTA,
2005, p. 176).

Costa e Moreira (2003 apud COSTA, 2005), nos revelam que a análise
dos trabalhos apresentados na 7ª International Conference on Eletronic PublishingElPub2003, aponta o meio eletrônico como um novo e importante cenário, tanto para
a pesquisa, quanto para o desenvolvimento, sendo a comunidade científica o seu
ator. “Aceitamos que

há dois caminhos de fundamental importância para

examinarmos essas tendências: a natureza do meio empregado para transmitir
informações e as necessidades dos membros da comunidade científica, tanto como
produtores quanto como receptores de informação (MEADOWS, 1999, p. 1).
Fervorosos debates também direcionam o foco das discussões para
uma outra vertente, o seja, os Arquivos Abertos (Open Archives Initiative-OAI). As
idéias principais discutidas na ElPub2003 revelaram uma tendência da comunicação
eletrônica para uma filosofia aberta, “levantando questões sobre software aberto,
acesso aberto, arquivos abertos e outras” (COSTA; MOREIRA, 2003 apud COSTA,
2005, p. 177). Os Open Archives são o marco da revolução na disseminação da
informação científica em nível mundial.

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Os Open Archives (OA) são uma iniciativa que data do início da
década 90, quando surgiu a Internet. Ela foi desenvolvida no
Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, onde
pesquisadores criaram um repositório de acesso livre para as áreas
de física, matemática e ciência da computação. A intenção era
oferecer exatamente uma alternativa para a comunicação científica
na qual o próprio pesquisador publicasse sua produção e seu
trabalho pudesse ficar armazenado em uma Biblioteca Digital, para
que os leitores conhecessem as pesquisas e pudessem submeter
comentários àquele trabalho publicado. Conceitualmente, os Open
Archives operam a partir de código livre e, por isso, promovem
padrões de interoperabilidade para facilitar a disseminação pública
de informações científicas (KURAMOTO, 2005).

Essa iniciativa tem a finalidade de permitir aos pesquisadores maior
facilidade na publicação de seus trabalhos e, conseqüentemente, maior visibilidade
e acesso por parte do público em geral aos conhecimentos produzidos nos centros
de pesquisas e nas universidades. Essa disseminação do conhecimento promove o
desenvolvimento científico do país. Quando se dissemina a informação científica, ela
gera novas pesquisas, e, conseqüentemente, novas informações, isto é, a
informação está num fluxo contínuo, realimentando o processo do conhecimento
científico. Numa perspectiva de atualização das cinco leis do bibl.iotecário indiano
Ranganathan, conhecida mundialmente como as cincos leis da biblioteconomia. Ao
substituir a palavra livro e biblioteca, pela palavra informação, pode-se dizer que a
informação é para ser acessada. A informação, não é apenas conceito físico, ela é
relacional, é insumo para adquirir conhecimento. Para cada informação, seu usuário,
para cada usuário, sua informação. Poupe o tempo do usuário de informação. A
informação está sempre em mutação.
A BIBLIOTECA DIGITAL DE TESES E DISSERTAÇÕES: POSSIBILIDADES E
DESAFIOS A SEREM SUPERADOS
Desde seu surgimento, na antigüidade, até os dias atuais, a biblioteca
vem passando por profundas transformações, sempre acompanhando as mudanças
das sociedades em que estava inserida.

Pode-se dizer que uma biblioteca tradicional é uma organização
aberta, pois se acha inserida no meio ambiente que a cerca,
influenciando-o e, ao mesmo tempo, sendo influenciada por ele,
composta de funções e atividades relacionadas com a formação,

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desenvolvimento e organização de coleções (funções meio) e com a
disseminação e recuperação da informação (funções-fim),
produzindo produtos e serviços que satisfaçam às necessidades
informacionais de seus usuários. (MENDONÇA, 2005, p. 227).

Na história das bibliotecas , ela passou por várias evoluções até chegar
na era da imprensa, revolução iniciada por Gutemberg. Hoje, o momento é de
convivência, do impresso para o digital, pois, as bibliotecas e as unidades de
Informação, auxiliadas pela Internet, intensificaram o uso das tecnologias digitais
como um fator de impacto elevado, no sentido de disponibilizar e disseminar
informações. Situando as bibliotecas nesse novo paradigma, “atualmente, a
tendência mundial das unidades de informação é dispor seus acervos de forma
eletrônica/digital, visando à conservação e/ou à disponibilização de seus conteúdos
e o compartilhamento de recursos informacionais” (VICENTINI, 2005, p. 244).
Às universidades, que têm como objetivo primordial desenvolver o
ensino, a pesquisa e a extensão, muito se beneficiariam com o uso das NTIC em
suas bibliotecas. Uma vez que haveria benefícios na produção e difusão dos
trabalhos acadêmicos, bem como na melhora do fluxo de comunicação entre
pesquisadores. Portanto, a biblioteca digital pode ser o suporte que irá inovar e
difundir esse conhecimento.
No Brasil, a implantação BDTD “[...] remonta a 1995 quando o IBICT
integrou, numa única base de dados, as referências bibliográficas de teses e
dissertações de 17 universidades brasileiras” (CUNHA; McCARTHY, 2005, p. 25).
Em 2001, o IBICT formou um grupo de estudo para analisar questões
tecnológicas e de conteúdo relacionadas com a publicação de teses e dissertações
na Internet. As informações contidas nesse novo modelo de biblioteca forçaram
instituições a encontrarem soluções para que essa massa documental de tamanhas
proporções não ficassem à deriva nesse oceano informacional.
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), portanto,
integrará em uma só base de metadados não só dados que remetem
ao texto completo de teses e dissertações como também dados
bibliográficos para aquelas teses e dissertações que não tenham sido
publicadas em meio eletrônico. [...] A BDTD constitui-se na única fonte
de informação integrada sobre teses e dissertações no Brasil.
(REUNIÃO..., 2002).

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A BDTD, especificamente, tem como objetivo primordial disponibilizar a
produção acadêmica das IES, e em especial, as teses e dissertações. Essa
possibilidade de visualizar, acessar, de forma gratuita, o texto completo das teses e
dissertações resulta em várias vantagens. Neste sentido, Oliveira (2003, p. 35),
destaca algumas vantagens das BDTD:

•

Agilidade na divulgação e obtenção da informação;

•

Uso simultâneo do mesmo documento por vários usuários, no próprio
ambiente de trabalho;

•

Acesso ininterrupto;

•

Preservação dos originais, eliminando o empréstimo e/ou reprografia do texto
em papel;

•

Facilidade e flexibilidade para atualização e manutenção do banco de dados
das bibliotecas digitais;

•

Redução de custo com reprografia e correios.
Ao disponibilizar em rede as teses e dissertações, surge um

questionamento em relação aos direitos autorais, que é forma pela qual se preserva
os direitos econômicos dos autores. Até que ponto os autores dos trabalhos
científicos, produzidos no âmbito das IES brasileiras têm direito integral dessas
produções? Por se tratar de informações produzidas num setor público, financiadas
por instituições públicas,

vem à tona uma discussão a respeito da questão do

acesso livre às informações científicas no meio eletrônico.
Recentemente, em nível mundial, há movimentos a respeito do acesso
livre à essas informações no meio eletrônico. O IBICT, acompanhando as evoluções
que ocorrem no mundo, lançou em 13 de setembro do ano em curso, o Manifesto
Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica. O evento de lançamento
do referido manifesto foi transmitido via web, facilitando as comunicações entre os
pesquisadores

que

estavam

em

ambientes

preparados,

propiciando

uma

comunicação em tempo real, através de uma Videoconferência.
Neste sentido, vendo a possibilidade de disponibilizar documentos
eletrônicos com textos completos, as instituições do mundo todo iniciaram ações em

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busca de concretizar esta idéia, criando padrões tecnológicos com a finalidade
intercambiar informações entre repositórios. Essa mudança do suporte impresso
para o digital, que no momento vivenciamos, além de preservar o documento
original, permite a inserção do documento em rede, disponibilizando a informação
com mais rapidez e para várias pessoas ao mesmo tempo e 24 horas por dia.

A convergência e o uso integrado das tecnologias de comunicação,
de computação e de conteúdo em formato digital, cujo paradigma é a
Internet, tem contribuído nos anos recentes para criar um novo
ambiente de acesso, disseminação, cooperação e promoção do
conhecimento numa escala global. [...] Estas transformações têm
exercido uma profunda influência sobre a concepção e
funcionamento dos sistemas de informação automatizados,
especialmente aqueles voltados para a atividade de pesquisa
(SAYÃO, 2002, p. 530).

Em termos gerais, o projeto da BDTD promove a difusão das
produções acadêmicas nacionais em nível global, além de gerar uma capacitação no
uso das tecnologias de informação e comunicação na construção de bibliotecas
digitais.
No campo das teses e dissertações digitais geradas pelas IES e
institutos de pesquisa do Brasil, muitos desses trabalhos não estão disponíveis em
BDTDs por vários motivos. Dentre eles, podemos citar o mais importante, ou seja, a
resistência por parte dos autores de teses e dissertações, em torná-las disponíveis,
motivados pelo interesse em preservar os direitos autorais do seu trabalho científico.
Como

proposta

para

solucionar

este

problema,

pode-se

estabelecer

um

compromisso entre o autor e instituições responsáveis pela divulgação do trabalho,
no sentido de resguardar a sua produção intelectual, através da conversão do seu
trabalho em e-book , com registro no International Standard Book Number (ISBN).
Para tanto, será necessário uma alteração no formulário/modelo de adesão através
do qual os autores manifestam sua autorização para a disponibilização de sua obra.
Neste documento deverá constar essa sugestão, como proposta de gratificar e
incentivar o autor pela disponibilização da sua produção intelectual.
Este procedimento, pode incentivar a adesão por parte dos autores das teses
e dissertações, tendo em vista que eles terão seus direitos reservados e que a

�15

disponibilização de seus trabalhos em meio digital não inviabilizará mas possibilitará
sua publicação, através de um e-book, o que atenderá aos interesses dos autores.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A comunicação científica passou por profundas transformações ao
longo do tempo. Atualmente, em face das NTIC e, em especial da Internet, vivencia
um momento novo, repleto de possibilidades até então inexistentes. Dentre essas
novas possibilidades, destacam-se as BDTDs, que objetivam oferecer amplo acesso
às produções das universidades e institutos de pesquisa. Esta iniciativa gera um
impacto positivo na produção acadêmica, tendo em vista que se constitui num
repositório de informações de qualidade que podem ser utilizadas como insumo para
novas pesquisas.
Embora vivenciemos a convivência do analógico com o digital, a
perspectiva é de que cada vez mais os pesquisadores e usuários de informações
utilizem com mais freqüência as informações disponibilizadas em meio eletrônico.
Desse modo, as reflexões construídas ao longo desse artigo refletem uma
preocupação em relação a pouca quantidade de teses e dissertações disponíveis
com texto na íntegra no meio eletrônico, em razão da baixa adesão dos autores ao
projeto piloto do IBICT. Nesse sentido, além de se colocar a questão em uma
perspectiva atual, se buscou sugerir alternativa para a superação dos desafios.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>A evolução da comunicação científica ao longo do tempo e o impacto causado pela Internet na comunicação, disponibilização e acessibilidade de informações técnico-científica têm proporcionado diversos debates e discussões. Neste contexto, busca-se analisar as contribuições da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD) para a comunicação científica atual, destacando possibilidades emergentes e desafios a serem superados. Apresenta uma breve evolução da comunicação científica ao longo do tempo; discute os impactos causados pela Internet na comunicação, disponibilização e acessibilidade de informações técnico-científicas; e caracteriza BDTD destacando os desafios a serem superados. Dentre eles estão, a questão dos direitos autorais que ocasionam a baixa adesão dos autores ao projeto piloto do IBICT para disponibilizar teses e dissertações no meio eletrônico. Para este desafio, são apontadas sugestões.</text>
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