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                  <text>PROPOSTAS E ESTRATÉGIAS PARA CONSTRUÇÃO DE UM
VOCABULÁRIO CONTROLADO SISTEMATIZADO,
UTILIZANDO COMO PARTIDA A BASE DE DADOS ACERVUS-UNICAMP
Gildenir Carolino Santos∗
Maria Lúcia Nery Dutra de Castro
Gilmar Vicente
Sonia Regina Casselhas Vosgrau

RESUMO
Os grandes desenvolvimentos científicos têm provocado o surgimento de novos
conceitos, de novas áreas de especialização, proporcionando o aparecimento de
novos termos, que deverão ser analisados e incorporados aos cabeçalhos de
assuntos e/ou descritores. A padronização do vocabulário técnico-científico, sem
dúvida, fará com que a comunicação entre especialistas melhore de forma
considerável. Atualmente com o desenvolvimento da área de informática, e com a
preocupação dos profissionais envolvidos nessas mudanças tecnológicas,
justifica-se a existência da criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado
(VCS-ACERVUS) do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), com o objetivo
final de facilitar o acesso às informações, já que a falta de uniformidade e a pouca
especificidade tem afetado na recuperação da informação e na catalogação das
obras do SBU. A proposta deste trabalho surgiu da necessidade que temos
observado desde a automação dos acervos das bibliotecas do SBU, de se
estabelecer critérios para a formação do VCS-ACERVUS que garanta a qualidade
no acesso à informação pelos usuários, já que a recuperação de assuntos é a
forma de acesso mais procurada pela comunidade acadêmica. Para desenvolver
essa metodologia, estrategicamente serão utilizados descritores especializados
nas diversas áreas (Exatas, Humanas, Biomédicas e Tecnológicas), a partir da
extração dos dados na base corrente, com a inclusão de remissivas, revisão dos
descritores, com o gerenciamento feito por bibliotecários e docentes especialistas
nas diversas áreas citadas, para verificação, e esclarecimentos quanto à
conceituação e especificidade dos descritores a serem indexados, além de definir
uma política de recursos financeiro e estruturais para manutenção do VCSACERVUS.
PALAVRAS-CHAVE: Vocabulário controlado sistematizado. Bases de dados.
Cabeçalho de assuntos. Indexação.

1 INTRODUÇÃO
Em todo sistema de recuperação da informação é necessário o controle da
terminologia para assegurar a coincidência de perguntas e respostas, isto é, que

�os documentos relevantes sobre um determinado assunto pesquisado sejam
recuperados.
Os instrumentos de representação da informação para indexação,
armazenamento e recuperação de documentos são considerados como
linguagens documentárias, sendo um processo evolutivo, e que necessita de
regras explícitas para o seu uso.
Nesse sentido, as facilidades geradas pelo meio eletrônico e a habilidade
que os usuários demonstram com as novas tecnologias, mais especificamente
com o ambiente Web nos levam a disponibilizar ferramentas que facilitem a
recuperação da informação e que apresentem estratégias de busca para os
usuários da melhor maneira possível, e consequentemente agilizem os serviços
da referência.
Podemos chamar de Vocabulário Controlado, uma ferramenta que facilita a
busca

de

pesquisas

através

das

palavras

ou

termos

padronizados

hierarquicamente com suposto feedback de como encontrá-los na base de dados.
Entretanto, faz-se necessário que os bibliotecários de referência e
processos técnicos se articulem para construir nas suas instituições um
mecanismo de recuperação de termos que facilitem o acesso e a recuperação da
informação para o usuário, simplificando cada vez mais o trajeto de suas
pesquisas acadêmicas no âmbito das bibliotecas, seja presencialmente ou
virtualmente.
O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), que iniciou a automação de
sua coleção de livros e teses no final da década de 80, preocupado com a
questão de qualidade de sua base de dados ACERVUS e imbuído também da
responsabilidade de integrar os novos serviços e disponibilizar a informação por
meio eletrônico, pretende oferecer à comunidade acadêmica a construção de um
Vocabulário Controlado Sistematizado, denominado VCS-ACERVUS, utilizando
uma metodologia dinâmica que contemple as necessidades do Sistema, bem
como se destacando no contexto biblioteconômico na criação de um vocabulário,
assim como já foi realizado por outra universidade pública, a Universidade de São
Paulo (USP), no momento da aquisição do software integrado de funções utilizado

�pelo Sistema de Bibliotecas (SIBi-USP) através do banco bibliográfico DEDALUS,
que contempla agregar ao software, a extensão do Vocabulário Controlado do
SIBi/USP1. (UNIVERSIDADE..., 2002).

2 JUSTIFICATIVA

Devido ao grande avanço da ciência e ao espantoso crescimento de novos
descritores e termos, sentiu-se a necessidade de uma expansão nos cabeçalhos
de assunto, uma vez que os descritores usados até então não mais estavam
representando de maneira satisfatória os assuntos solicitados pelos nossos
usuários, principalmente nas dissertações de mestrado e teses de doutorado.
Como muitas ações isoladas começaram a ser desenvolvidas no SBU, a
Diretoria de Processos Técnicos, hoje Tratamento da Informação, desenvolveu
uma estrutura local que permitisse a inclusão de novos termos na base
ACERVUS, com o preenchimento de um formulário ( ANEXO 1) contendo:
Cabeçalhos de assunto em português.
Termos correspondente em inglês na LC ou em outros bases da área.
Fontes de pesquisas (anexando as referências de abstracts).
Nome do professor.
Nome do bibliotecário responsável.
Data da solicitação.

Mediante esses procedimentos os novos termos solicitados começaram a
ser inseridos na base ACERVUS, para futura estruturação dos termos
relacionados.
Com isso sentimos a necessidade da criação de um Vocabulário
Controlado Sistematizado da base ACERVUS, tendo como ponto de partida as
linguagens efetivamente utilizadas pelas Bibliotecas do Sistema. A elaboração
desse vocabulário,será fundamentada no princípio de que um instrumento

1

Para saber mais detalhes, acessar o Vocabulário Controlado do SIBi/USP em:
http://143.107.73.99/Vocab/SIBIX652.dll/Index2

�dinâmico, capaz de ser atualizado de forma criteriosa, requer uma estrutura de
relações lógico-semânticas explícitas entre as áreas, subáreas e a terminologia
propriamente dita, em seus diferentes níveis e a apresentação de regras de
utilização igualmente explícitas e compartilhadas.

3 OBJETIVOS

Construir um vocabulário controlado sistematizado, visando a melhoria
e a ampliação de novas terminologias, adotadas nas diversas áreas do
conhecimento do SBU.
Facilitar a inclusão de novos termos oriundos de pesquisas relevantes
dos docentes e pesquisadores da universidade, bem como estudantes
de graduação e pós-graduação, a partir da avaliação da terminologia a
serem incluídas no VCS-ACERVUS, mediante padrões e normas
internacionais.
Atualizar constantemente a terminologia e suas relações, de acordo
com a evolução dos conhecimentos utilizada no vocabulário.

4 DEFININDO CONCEITOS: UMA PEQUENA REVISÃO DE LITERATURA

Para melhor entendimento sobre o tema pesquisado, é necessário buscar
na literatura algumas definições sobre o que seria o instrumento tesauro, também
considerado por alguns especialistas como vocabulário controlado.
Segundo Vickery2 (1960) citado por Dodebei (2002, p.64), a palavra
tesauro (latim = thesauru, grego = thesaurós) teve origem na Grécia significando
Treasury or Storehouse (tesouro ou armazenagem / repositório), sendo que, em
1963, o Oxford English Dictionary definiu a expressão inglesa como dicionário,
enciclopédia e similares.

2

Cf. VICKERY, B. C. Thesaurus: a new world in documentation. Journal of Documentation, [S.l.], v. 16,
n.4, p.181-189, Dec. 1960.

�Já em 1852, o termo ‘tesauro’ tem origem no dicionário analógico de Peter
Mark Roget, intitulado ‘Thesaurus of English words and phases’, onde foi
publicado, pela primeira vez, em Londres. (GOMES, 1990).
Assim, Roget chamou seu dicionário analógico de thesaurus, que é um
nome usado para designar vocabulário, dicionário, mas a forma de apresentação
foi tão original que a palavra thesaurus ficou, na área de documentação,
associada à forma de organização do vocabulário de indexação/recuperação.
Segundo Gomes (1990, p.14), “o tesauro documentário surgiu da
necessidade de manipular grande quantidade de documentos especializados. Era
preciso trabalhar com vocabulário mais específico e com uma estrutura mais
depurada do que aquela presente nos cabeçalhos de assunto”.
Apesar de tudo, Gomes (1990, p.15) esclarece que “o tesauro não deve ser
confundido com ‘vocabulário controlado’ porque este contém apenas as relações
sinonímicas, quase sinonímicas, bem como controle de polissemia, além de não
diferenciar rigorosamente ‘termo’ de ‘palavra’.”
Lancaster (1993, p.14), define o vocabulário controlado como um
instrumento que “é essencialmente uma lista de termos autorizados”. Em geral, o
indexador somente pode atribuir a um documento termos que constem da lista
adotada pela instituição para a qual trabalha.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP),
que construiu o Thesaurus Brasileiro de Educação – BRASED, comenta que
thesaurus é uma ferramenta que reúne termos escolhidos a partir de uma
estrutura conceitual previamente estabelecida, destinada a indexação e a
recuperação de documentos e de informações, num determinado campo do
saber. Não é simplesmente um dicionário, mas um instrumento que garante aos
documentalistas e aos pesquisadores o processamento e a busca dessas
informações. (BRASIL, 2001).
Assim como Lancaster (1993), Gusmão (1985) concorda dizendo que
vocabulário controlado é uma lista de termos elaborada para fins de indexação;

�ele existe para assegurar a coincidência de perguntas e respostas, isto é, o termo
escolhido pelo indexador deve ser o mesmo procurado pelo pesquisador.
No entendimento de Campello, Cendon e Kremer (2000), tesauros são
listas de palavras de uma determinada área, apresentando o relacionamento
entre os termos utilizados naquele assunto ou área do conhecimento. Os
relacionamentos entre termos, mas comumente apresentados nos tesauros, são
do tipo hierárquico (do geral = TG para o específico = TE) de equivalência (termos
sinônimos) e de associação (termos realcionados = TR). Os tesauros servem
principalmente para a indexação de documentos e catálogos e bases de dados.

5 SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP - APRESENTAÇÃO

O SBU é composto por 1 Biblioteca Central (Coordenadora do Sistema) e
20 Bibliotecas Seccionais, integrando aproximadamente mais de 80 bibliotecários.
O acervo das bibliotecas concentra mais de 800.000 itens bibliográficos entre
livros, títulos de periódicos, teses e outros materiais abrangendo as áreas de
Biomédicas, Exatas, Humanidades e Tecnológicas, com uma circulação anual de
1.424.376 materiais bibliográficos, distribuídos em uma área construída de
21.629m². As coleções das bibliotecas estão à disposição de toda a comunidade
interna e externa a Universidade, para consulta local.
A base de dados ACERVUS possibilita a localização dos materiais
bibliográficos através de equipamentos ligados em rede, permitindo também aos
usuários do Sistema o acesso à base de dados referenciais on-line e em CDROM, de aproximadamente 4.000 títulos de periódicos em texto completo.
As

bibliotecas

do

SBU

caracterizam-se

pela

descentralização

e

especialização de seus acervos. O acesso global a esse fundo informacional
requer, desse modo, uma linguagem comum de representação temática, que
contemple a especificidade, em cada acervo, de itens bibliográficos gerais e
especializados, voltados para o ensino (igualmente presentes nas várias
bibliotecas), que respondem às demandas dos programas de pós-graduação e da
produção de conhecimento pelas diferentes linhas de pesquisa.

�5.1 BREVE HISTÓRICO DO CABEÇALHO DE ASSUNTO DA REDEBIBLIODATA
UTILIZADO PELO SBU

A Base ACERVUS é a base de dados bibliográficos do SBU, integrada
desde 1989 à Rede Nacional de Catalogação Cooperativa Bibliodata/Calco da
Fundação Getúlio Vargas (FGV), interliga todas as bibliotecas do Sistema e pode
ser consultada livremente por qualquer computador ligado à rede UNICAMP.
Oferece várias opções de pesquisa, como busca por índices, palavras-chaves e
pesquisa avançada. No inicio da automação e da definição da importância do
processo cooperativo, se fez necessário um instrumento de normalização da
linguagem de indexação que pudesse ser comum à FGV e as instituições
cooperantes.
Em 1977, o Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica
(IBICT) publicava a Lista Geral de Cabeçalhos de Assunto, que foi adotada pela
FGV com a intenção de torná-la padrão para à Rede de Catalogação Cooperativa
que pretendia construir uma linguagem padronizada na Rede. Quando o
Bibliodata se estabeleceu efetivamente, verificou-se a descontinuidade desta
publicação. Então, tomou-se como fonte básica a Library of Congress Subject
Headings (LCSH) respeitando as características da língua portuguesa.
Devido à importância desse instrumento para os processos de indexação à
FGV

enquanto

coordenadora

da

Rede,decidiu

se

responsabilizar

pelo

desenvolvimento e manutenção da Lista de Cabeçalhos de Assunto para uso das
bibliotecas da Rede. Nessa época os cabeçalhos eram gerados em microfichas.
O objetivo desse cabeçalho sempre foi o estabelecimento de regras que
mantivessem a coerência na formação de uma linguagem de indexação
coordenada, fundamentada na LCSH, onde em 1996, deixou de ser produzida em
microficha, passando a ser adotado um novo formato: CD-ROM.

6 INSTRUMENTOS DE TRATAMENTO E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO

�No cenário atual da Biblioteconomia e da Ciência da Informação, áreas nas
quais estamos inseridos como profissionais da informação, tentamos e buscamos
soluções para as indagações e aflições dos nossos usuários em qualquer unidade
de informação, seja ela uma biblioteca (universitária, pública, especializada, etc.),
centro de informação, arquivo, museu e afins. Devemos sempre estar
acompanhados com os instrumentos de tratamento e recuperação da informação
nos diversos setores como o processamento técnico ou tratamento da informação
(catalogação, classificação e indexação) e a referência.
Entre as diversas áreas de uma unidade de informação, a catalogação é
uma das mais importantes, uma vez que inicia a transformação dos dados,
usando como instrumental básico os códigos de catalogação, as tabelas de
individualização de autores, os sistemas de classificação bibliográfica e o Formato
MARC 213, integrado e definido para identificar e descrever formas diferentes de
material bibliográfico em meio eletrônico.
Ainda existem unidades de informação que mantém em seus ambientes o
famoso catálogo bibliográfico, onde são armazenadas alfabeticamente fichas com
medidas expressas de 7,5 X 12,5 cm, nas quais existem pontos de acessos por
autoria, título e assunto.
Assim, o VCS-ACERVUS irá utilizar uma linguagem pré–coordenada,
fundamentada na LCSH, respeitando particularidades da língua portuguesa
devido a sua multidisciplinaridade onde os termos são estudados por
especialistas de diversas áreas. (OLIVEIRA; ALVES; VICENTE, 1997).
Hoje em dia diferenciamos este meio de recuperação pelo meio eletrônico
onde os pontos de acesso continuam os mesmos, porém, utilizando as novas
tecnologias que exigem outros controles.
Depois da catalogação, a Referência é de grande importância, pois através
dela estarão disponíveis os catálogos bibliográficos de recuperação eletrônica
denominados na literatura como Catálogo Público em Linha (OPAC)4.

3
4

MARC – Machine Readable Cataloging
Online Public Access Catalog

�7 METODOLOGIA PARA A CONSTRUÇÃO DO VCS-ACERVUS

A metodologia utilizada neste projeto será detalhada em quatros etapas,
conforme os tópicos a seguir que darão clareza à estruturação do VCSACERVUS construído.

7.1 COMPOSIÇÃO DE LISTAGEM DOS CABEÇALHOS DE ASSUNTO
UTILIZADOS NA BASE (EXTRAÇÃO)
Para iniciarmos o trabalho de verificação dos cabeçalhos de assuntos para
a construção VCS-ACERVUS, iremos utilizar os descritores já existentes na base
ACERVUS através da extração dos mesmos em formato de listagem, além da
extração das remissivas.
Essa extração será solicitada à Diretoria de Tecnologia da Informação,
antigo setor de Sistemas Automatizados da Biblioteca Central, que é atualmente
responsável pelos serviços de automação do SBU. Na extração será possível
analisar os descritores, tanto nos seus conceitos quanto na coordenação
gramatical.

7.2 ANÁLISE DOS CONCEITOS

A fase da análise dos conceitos possibilitará a filtragem dos termos por
especialistas, que verificarão as remissivas inconsistentes, a terminologia, os
sinônimos, a hierarquia correspondente, o gênero e o grau do descritor na cadeia
do assunto principal e os que entraram na base sem a devida pesquisa prévia.
Essa fase é mais criteriosa, pois demanda tempo e dedicação do profissional que
irá executar esta triagem através da análise dos conceitos.

�7.3 ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DO VOCABULÁRIO

A fase seguinte será a organização da estrutura do vocabulário quanto à
hierarquia adequada a cada termo, além da construção das remissivas
necessárias ligadas aos termos principais, estabelecimento das sinonímias e as
relações lógicas e ontológicas.

7.4 TREINAMENTO DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

Inicialmente será criado um grupo multidisciplinar, que terá tarefa de
analisar, revisar, ampliar e validar os termos que cobrirão as diversas áreas do
conhecimento. A partir da constituição desse grupo formado por especialistas de
áreas,

bibliotecários

e

docentes,

serão

realizados

treinamentos

para

operacionalizar o uso do aplicativo que gerenciará o VCS-ACERVUS.

8 VOCABULÁRIO SISTEMATIZADO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNICAMP

Procuraremos apontar os preceitos que levarão a estruturar o VCSACERVUS do SBU, quais serão os elementos necessários a definir, a aceitação
dos descritores utilizados nas diversas áreas do conhecimento, já que estamos
com mais de vinte bibliotecas divididas nas áreas de Humanas, Exatas, Biológicas
e Tecnológicas, bem como montar a estrutura do vocabulário que será base para
a pesquisa na UNICAMP.

8.1 ELEMENTOS DO VCS-ACERVUS

A partir da extração de uma lista dos dados existentes na Base local,
estaremos estudando e avaliando os descritores e a estrutura até então adotadas,
para as possíveis modificações e alterações.

�8.2 ESTRUTURA DO VOCABULÁRIO

A estrutura do vocabulário constará dos seguintes tópicos:

8.2.1 Descritores utilizados nas áreas a partir da base local.
8.2.2 Elaboração da matrix conceitual5 do VCS-ACERVUS que será extraída do
formato MARC 21 (TABELA1) que possui campos definidos e que pode ser
comparado à estrutura de um tesauro hierárquico (TABELA2), conforme a
seguir:

Tabela 1
Estruturação de cabeçalho do formato MARC 21
Campo

Designação

1XX

Cabeçalho estabelecido

2XX

Nota Explicativa – Remissiva VER

3XX

Nota Explicativa – Remissiva VER TAMBÉM

4XX

Remissiva VER

5XX

Remissiva VER TAMBÉM

6XX

Séries e Notas

7XX

Entradas de ligação

9XX

Implementação local

Tabela 2
Comparação do formato MARC 21 e tesauro
MARC 21

5

Tesauro

1XX

Termo geral (TG) / Termo específico (TE)

4XX

Usado para (Não utilizado) (UP)

5XX

Termo relacionado (TR) / Termo associativo (TA)

2XX
3XX

Nota de escopo

Matrix conceitual – definição da estruturação de cada termo incluído na base de dados ACERVUS.

�8.2.3 Organizar os registros em dois tipos: Registro Temporário e Registro
Definitivo.

8.2.3.1 Registro Temporário– constará da seguinte estrutura: 1XX

6XX que

será analisado, validado e integrado ao registro definitivo.

8.2.3.2 Registro Definitivo – mesma estrutura do registro provisório, agregandose a classificação bibliográfica do termo, para facilitar no momento da catalogação;
sua estrutura será a mesma do registro provisório, expandindo-se com termos
relacionados (remissivas) e termos não utilizados.

8.2.4 Utilização do software integrado de funções VIRTUA/VTLS para controle,
alimentação e validação do VCS-ACERVUS.

8.2.5 A manutenção do VCS-ACERVUS, será feita através do Virtua, onde os
cabeçalhos serão analisados pesquisados e validados em rede, observando os
seguintes tópicos:

Cabeçalho estabelecido;
Remissiva;
Fontes de pesquisa;
Responsabilidade pela inclusão.

9

AÇÕES FUTURAS

Teremos com os procedimentos iniciais na elaboração do Vocabulário
Controlado Sistematizado duas ações futuras, que seguem abaixo mais
explicitadas no contexto deste trabalho.

9.1 CONSTITUIÇÃO DE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DAS ÁREAS PARA
COORDENAR O VCS- ACERVUS

�Para o desenvolvimento da proposta, haverá a participação efetiva de uma
comissão formada por bibliotecários das áreas envolvidas (Humanas, Exatas,
Biológicas, Tecnológicas) com a colaboração de docentes das várias unidades e
especialistas convidados da Unicamp na estruturação dos conceitos e adequação
dos termos que serão utilizados. A equipe também terá a participação de
analistas de sistemas e bibliotecários da Diretoria de Tecnologia da Informação,
para efetuar os procedimentos e ajustes periódicos que se fizerem necessários na
manutenção dos vocabulários.

9.2 CONSTRUÇÃO DO SISTEMA EM REDE PARA VALIDAÇÃO E AJUSTES
NECESSÁRIOS DOS VOCABULÁRIOS, PELA EQUIPE
Os cabeçalhos serão analisados, pesquisados e validados em rede, para
posterior inclusão na Base ACERVUS (VIRTUA). A estrutura do software terá os
tópicos já mencionados anteriormente.

10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

As inovações tecnológicas introduziram mudanças fundamentais no campo
da organização e do tratamento da informação. Interpretá-las, transformando
significativamente e estruturando sistemas de informação que contribuam para a
compreensão das especificidades das diversas áreas do conhecimento tem sido o
grande desafio para o campo da organização e do tratamento da informação na
atualidade.
Entretanto,

é

importante

a

compreensão,

pelos

profissionais,

o

entendimento do caráter dinâmico do conhecimento em sua interface humana,
mais que adotar as estruturas rígidas, perceber que tanto a proposição dos
esquemas conceituais quanto à utilização dos mesmos são resultados de
processos

de

produção

de

sentidos

distintos,

passíveis

de

múltiplas

interpretações e traduções. Nesse sentido, o desenvolvimento de novas
estratégias de abordagem da informação, só será possível consolidar através da
parceria autor, mediador e leitor. Essa equipe multidisciplinar possui maiores

�possibilidades de construir uma ferramenta interativa que acompanhe a rapidez
da evolução do conhecimento nas diversas áreas, criando impacto junto à nossa
comunidade na recuperação da informação.
Assim a criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado vem em
resposta às nossas necessidades de ampliar a qualidade dos nossos serviços,
oferecendo um instrumento dinâmico e eficaz.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos E Pesquisas
Educacionais. BRASED – Thesaurus de Educação. 2001. Disponível em: &lt;http:
//www.inep.cibec.gov.br/brased&gt;. Acesso: 04 abr. 2004.
CARVALHO, A. R. M. C.; MARCONDES, M. R. S.; ALVES, M.C. Utilização do
formato MARC/USMARC na implementação do software Virtua. Campinas:
UNICAMP, 1999. (Apostila).
FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Rede Bibliodata. Cabeçalho de assuntos.
Rio de Janeiro: FGV, 1979-2003.
GOMES, H. E. Classificação, tesauro e terminologia: fundamentos comuns.
Disponível em: &lt;http://www.biblioestudantes.hpg.ig.com.br/141.htm#3.2&gt;. Acesso
em: 26 maio 2004.
______. (Coord.). Manual de elaboração de tesaurus monolíngues. Brasília: O
Programa Nacional de Bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, 1990.
GUSMÃO, H. R. Tesauros: análise e utilização. Niterói: UFF, 1985.
LANCASTER, F.W. Indexação e resumos. Brasília: Briquet de Lemos, 1999.
LIBRARY OF CONGRESS. Subject heading. Washington: OCLC, 2000.
OLIVEIRA, N.M.; ALVES, M. Das d . R. ; VICENTE, G. O cabeçalho de assunto
da Rede Bibliodata/Calco : uso e recuperação na Base ACERVUS/UNICAMP.
Transiformação, v.9, n.1, jan./abr.,1977.

�UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.
Sistema de Bibliotecas.
Vocabulário
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São Paulo, 2002.
Disponível em:
&lt;http://143.107.73.99/Vocab/SIBIX652.dll/Index2&gt;. Acesso em: 15 jul. 2004.
AITCHISON, J.; GILCHRIST, A. Manual para construção de tesaurus. Rio de
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Barbosa. In: INTEGRAR: CONGRESSO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS,
BIBLIOTECAS, CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E MUSEUS, 1., 2002, São
Paulo. Textos... São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002. p.81-93.
LUCAS, Clarinda Rodrigues. Leitura e interpretação em biblioteconomia.
Campinas: Ed. UNICAMP, 2000. Cap.5-6.

ANEXO 1
ABERTURA DE CABEÇALHO DE ASSUNTO
Cabeçalho de assunto solicitado (português)

Termo correspondente em inglês na LC (Library of Congress)

Obc: Caso os termos ainda não estejam autorizados na LC, anexar referências de outras fontes de
pesquisa na área.
Fontes de pesquisa:
(Anexar referências de abstracts da área)

Nome do autor:

Título da Tese:

Nome do orientador:

Nome do bibliotecário responsável:

�Unidade :

E-mail do bibliotecário responsável:

Data:

∗

Bibliotecário-Diretor da Biblioteca da Faculdade de Educação/UNICAMP; Mestre em educação pela
Faculdade de Educação/UNICAMP – gilbfe@unicamp.br;
Bibliotecária-Chefe da Catalogação do Sistema de Bibliotecas/UNICAMP – maluci@unicamp.br;
Bibliotecário-Diretor da Diretoria de Tecnologia da Informação do Sistema de Biblioteca/UNICAMP –
gil@unicamp.br;
Bibliotecária-Diretora da Diretoria de Tratamento da Informação do Sistema de Biblioteca/UNICAMP –
soninha@unicamp.br;

Universidade Estadual de Campinas - Sistema de Bibliotecas. Av. Sérgio Buarque de Holanda,
s/nº - Cidade Universitária. 13083-970 Campinas – SP - Brasil

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Propostas e estratégias para construção de um vocabulário controlado sistematizado, utilizando como partida a base de dados Acervus-UNICAMP.</text>
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              <text>Santos, Gildenir Carolino; Castro, Maria Lúcia Nery Dutra de; Vicente, Gilmar; Vosgrau, Sonia Regina Casselhas</text>
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              <text>Os grandes desenvolvimentos científicos têm provocado o surgimento de novos conceitos, de novas áreas de especialização, proporcionando o aparecimento de novos termos, que deverão ser analisados e incorporados aos cabeçalhos de assuntos e/ou descritores. A padronização do vocabulário técnico-científico, sem dúvida, fará com que a comunicação entre especialistas melhore de forma considerável. Atualmente com o desenvolvimento da área de informática, e com a preocupação dos profissionais envolvidos nessas mudanças tecnológicas, justifica-se a existência da criação de um Vocabulário Controlado Sistematizado (VCS-ACERVUS) do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), com o objetivo final de facilitar o acesso às informações, já que a falta de uniformidade e a pouca especificidade tem afetado na recuperação da informação e na catalogação das obras do SBU. A proposta deste trabalho surgiu da necessidade que temos observado desde a automação dos acervos das bibliotecas do SBU, de se estabelecer critérios para a formação do VCS-ACERVUS que garanta a qualidade no acesso à informação pelos usuários, já que a recuperação de assuntos é a forma de acesso mais procurada pela comunidade acadêmica. Para desenvolver essa metodologia, estrategicamente serão utilizados descritores especializados nas diversas áreas (Exatas, Humanas, Biomédicas e Tecnológicas), a partir da extração dos dados na base corrente, com a inclusão de remissivas, revisão dos descritores, com o gerenciamento feito por bibliotecários e docentes especialistas nas diversas áreas citadas, para verificação, e esclarecimentos quanto à conceituação e especificidade dos descritores a serem indexados, além de definir uma política de recursos financeiro e estruturais para manutenção do VCS- ACERVUS.</text>
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