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                  <text>AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA BASE DE DADOS DE INFORMAÇÕES
JORNALÍSTICAS SOBRE A AMAZÔNIA: ciência, tecnologia e meio ambiente
– BDIJAm
Ana Rosa dos Santos Rodrigues da Silva1
Érika de Santana de Souza2
Anderson Luiz Cardoso Rodrigues3
RESUMO:
Investiga a qualidade da informação e dos serviços da Base de Dados de
Informações Jornalísticas sobre a Amazônia: ciência, tecnologia e meio ambiente
- BDIJAm, sistematizada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e pela
Universidade Federal do Pará – UFPA, cujo resultado apontará caminhos para o
maior benefício, por parte dos usuários, no que diz respeito ao uso, estrutura e
funcionamento da BDIJAm com vistas ao melhor aproveitamento de seu conteúdo
e de seus serviços. Trata da experiência no Projeto de Pesquisa Ciência e
Comunidade: Comunicação e Educação para Preservação Ambiental e Cultural
na Amazônia Oriental Brasileira, que originou o Sub-Projeto Temáticas
Amazônicas: Dossiês Comentados e Qualidade da Informação sobre Ciência
Tecnologia e Meio Ambiente. A BDIJAm representa um passo significativo para a
democratização de informações estratégicas sobre a Amazônia e representa
ainda a conservação e divulgação do acervo de jornais. Com parte do acervo já
digitalizado, disponibiliza cerca de 20 mil registros, dos anos de 1992 a 2006 via
web, sobre informações estratégicas da Amazônia, conservação e divulgação do
acervo jornalístico (hemeroteca) do Museu Paraense Emílio Goeldi, além de
constituir um importante recurso pedagógico não só para a formação dos
professores, como também para utilização do seu acervo em sala de aula. A
BDIJAm representa um passo significativo da democratização da informação
sobre a Amazônia
Palavras-chave: Informação jornalística; BDIJAm; acervo digital; avaliação da
base de dados; qualidade da informação; Amazônia

1

Bacharel em Biblioteconomia, especialista em Implantação de Redes e Sistemas de Informação da Amazônia,
Coordenadora da Base de Dados de Informações Jornalísticas sobre a Amazônia (BIDIJAm). Universidade Federal do
Pará, Biblioteca Central, cedida ao Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG. Belém – PA, Brasil. E-mail: anarosa@museugoeldi.br
2
Bacharel em Biblioteconomia, Ex-bolsista do Programa de Capacitação Institucional - PCI/MPEG, do Ministério de Ciência
e Tecnologia, Bibliotecária da Fundação Cultural do Município de Castanhal - FUNCAST, Belém-PA, Brasil. E-mail:
akirereis@yahoo.com.br
3
Bacharel em Biblioteconomia, bolsista do Programa de Capacitação Institucional – PCI/MPEG, do Ministério de Ciência e
Tecnologia, Belém-PA, Brasil. E-mail: alrodrigues@museu-goeldi.br

�1 INTRODUÇÃO
O conhecimento de hoje é produto da acumulação, sistematização e uso
da informação precedente. A informação é o insumo básico para os tomadores de
decisão, instrumento essencial para o êxito de qualquer empreendimento. No
desenvolvimento da sociedade, a informação tem importância cada vez maior, em
função do crescimento acelerado do volume de informações derivadas do avanço
científico e tecnológico; do crescimento dos níveis educacionais da população; e
das necessidades de informação para a sobrevivência e o progresso em um
mundo cada vez mais complexo, competitivo e interdependente.

A informação jornalística, tenha ela como assunto as ciências ou qualquer
outro fato social, vem sendo utilizada como fonte de pesquisa para a produção de
conhecimento. O jornal, como prolongamento do discurso oficial, é procurado
pelos pesquisadores que buscam identificar a ideologia vigente. Além de utilizar, o
jornal como fonte de informação, os pesquisadores fazem do jornal seu objeto de
pesquisa ao analisarem sua participação nas formações da opinião pública e da
identidade nacional e na divulgação científica.

Desse modo, a Assessoria de Comunicação Social do Museu Paraense
Emílio Goeldi (MPEG), instituição vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia
- MCT, em 1983 criou a área de Comunicação Social responsável pela divulgação
científica junto à mídia, desenvolvendo desde então, atividades na área do
Jornalismo Científico formando recursos humanos especializados, e mais
recentemente, desenvolve estudos sobre a relação ciência, sociedade e a
comunicação como instrumento para a preservação ambiental e cultural na
Amazônia Oriental Brasileira.

O objetivo deste artigo é apresentar resultados parciais do Sub-Projeto de
Pesquisa Temáticas Amazônicas: Dossiês Comentados e Qualidade da
Informação sobre Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente que, hoje, conta com dois
bolsistas apoiados pelo Programa de Capacitação Institucional - PCI/ CNPq/MCT,

2

�inserido no Projeto de Pesquisa Ciência e Sociedade: Comunicação e Educação
para a Preservação Ambiental e Cultural na Amazônia Oriental Brasileira.4

A pesquisa tem como propósito avaliar a qualidade da Base de Dados de
Informações Jornalísticas sobre a Amazônia: Ciência, Tecnologia e Meio
Ambiente (BDIJAm), através de levantamento de dados via questionário, cujo
intuito é avaliar o nível de satisfação dos usuários reais e potenciais da Base. No
primeiro ano da pesquisa foi elaborado um questionário piloto, sendo distribuído
para os usuários do próprio MPEG, que serviu como teste. Já no segundo ano
(2006), a partir do questionário definitivo, ampliou-se o universo de amostragem a
outras instituições para avaliar a qualidade da informação armazenada na
BDIJAm, cuja meta prioritária é proporcionar um melhor atendimento ao usuário
da Base a partir da sua opinião.
.
2
BASE DE DADOS DE INFORMAÇÕES JORNALÍSTICAS SOBRE A AMAZÔNIA
– BDIJAm

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), criado em 1866 com o nome de
Associação Philomática, é a mais antiga instituição científica atuando na
Amazônia. Sua missão consiste em realizar pesquisas, promover a inovação
científica,

formar

recursos

humanos,

conservar

acervos

e

comunicar

conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relativas à Amazônia.

Desde a criação de sua área de Comunicação Social, em 1984, e antes
mesmo desse período, o MPEG vem organizando um acervo de recortes de
jornais e revistas sobre as ações institucionais do próprio Museu e também de
alguns aspectos do seu universo de pesquisa, a Amazônia. Entre os aspectos da
vida amazônica registrados nas páginas dos jornais, ressalta-se vivamente a
questão indígena, a preocupação com a perda de biodiversidade, as políticas
sobre o desenvolvimento sustentável na região, os conflitos pela ocupação do
território, o desmatamento, a fronteira e as populações tradicionais.

4

Coordenado pela jornalista Jimena Felipe Beltrão, Ph. D. em Comunicação.

3

�Com o objetivo de informatizar e disponibilizar esses dados a um público
mais amplo, foi que em 1996 um grupo de técnicos do MPEG e da Universidade
Federal do Pará (UFPA) apresentaram o Projeto ao Fundo Nacional do Meio
Ambiente (FNMA), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), para financiamento
das atividades de implantação da Base de Dados de Informação Jornalística
sobre a Amazônia: Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (BDIJAm), no MPEG,
como forma de preservar a memória nacional nas áreas de Ciência, Tecnologia e
Meio Ambiente na Amazônia.

No final de 1997, com apoio financeiro do FNMA, foi iniciada a implantação
da BDIJAm, tendo como insumo básico o Jornal de Recortes, o clipping service
da Instituição. A metodologia de seleção do material jornalístico, fruto do exercício
cotidiano dos profissionais da Comunicação do Goeldi, alimenta a Base. Como
forma de agilizar os serviços5 utiliza – se hoje do Clipping Eletrônico diário com
maior abrangência de fontes e diversidade de perspectivas, trabalho esse feito
pela reorganização dos serviços da Assessoria de Comunicação Social.

A equipe da BDIJAm então faz o registro bibliográfico (Catalogação
Descritiva, Indexação, Classificação) dos conteúdos e os disponibiliza ao público,
via Portal do MPEG (www.museu-goeldi.br/eva/basededados/bdijam), em formato
PDF. A busca pode ser realizada por assunto, fonte e períodos. As solicitações de
busca podem ser feitas através do e-mail bdijam@museu-goeldi.br e o material
não digitalizado é atendido através de cópia.

A BDIJam é coordenada por uma bibliotecária6 e auxiliada por estagiários
dos cursos de Biblioteconomia e Jornalismo da UFPA, um bibliotecário bolsista e
equipe da ACS/MPEG formada por jornalistas e web designer.

5

Fator associado ao uso do material eletrônico é a ausência de recursos financeiros para assinar periódicos de cunho
jornalístico como tradicionalmente era feito na casa.
6
Ana Rosa dos Santos Rodrigues da Silva (Coordenadora da BDIJAm), Jimena Felipe Beltrão (Coordenadora do Projeto
de Pesquisa e jornalista), Joice Bispo Santos, Maria Lucia Sabba-Srur de Moraes e Lilian Bayma Amorim (jornalistas),
Carlota Brito (Web Designer), Anderson Luiz Cardoso Rodrigues (bolsista PCI), Adriana Reis Vasconcelos, Eliane dos
Santos Loureiro e Daniel Nardin (Estagiárias do CNPq).

4

�Inicialmente, a BDIJAm foi gerenciada pelo software MicroISIS7, versão
WINISIS, que se mostrou no momento eficaz, devido o mesmo ser um sistema de
armazenamento e recuperação da informação, de fácil manipulação. Atualmente,
a BDIJAm é hospedada por outro software, o Lotus Notes, por dois motivos:
primeiro, pela falta de cultura no domínio do Isis pelo pessoal do Serviço de
Processamento de Dados (SPD) do MPEG e em segundo pela própria
necessidade de se ter um novo software que comporte a digitalização do acervo.

A BDIJAm está localizada no Portal do Museu Goeldi, no site da Escola
Virtual de Assuntos Amazônicos (EVA)8. Armazena um acervo jornalístico nas
áreas de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, com cerca de 20 mil registros, dos
anos de 1992 a 2006, sendo que por volta de quatro mil estão digitalizados.

Tem como produtos Dossiês Comentados nos temas Fronteira e
Biodiversidade, já apresentados em eventos na área de Comunicação
3

BASE DE DADOS
Para potencializar a gestão da informação é indispensável o apoio das

tecnologias de informação e comunicação, de maneira que otimizem os
processos, que levam à comunicação efetiva da informação entre indivíduos e
grupos. Tal como avalia Braga (1996, p.5), “tecnologias de informação são os
instrumentos que vieram permitir a informação em novos moldes, agilizando o
fluxo das informações e tornando a sua transmissão mais eficiente”.

A gestão da informação, sob o enfoque da Ciência da informação, em sua
essência se ocupa:
do estudo da informação em si, isto é, a teoria e a prática que envolvem
sua criação, identificação, coleta, validação, representação, recuperação e
uso, tendo como princípio o fato de que existe um produtor/consumidor de
informação que busca, nesta, um “sentido” e uma “finalidade”
(MARCHIORI, 2002)

7

Desenvolvido pela UNESCO e distribuído anteriormente pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia
(IBICT), hoje pelo Centro Latino-Americano de Informações em Ciência da Saúde na América Latina e Caribe (BIREME).
www.museu-goeldi.br/eva/basesdedados/bdijam

8

5

�No âmbito das tecnologias estão as bases de dados, consideradas por
Cianconi (1987, p.55) como “um conjunto de dados interrelacionados,
organizados de forma a permitir a recuperação de informações”. É também vista
por Lancaster (1993, p. 305) como “uma coleção de itens sobre as quais podem
ser realizadas buscas com a finalidade de revelar aqueles que tratam de um
determinado assunto”.

Nesse contexto, Albrecht e Ohira (2000, p. 133), afirmam que:
O objetivo de uma base de dados é fornecer informação atualizada
(recursos estruturais), precisa e confiável (não dar a informação pela
metade) e de acordo com a demanda (oferecer o que o usuário
necessita).

Com o desenvolvimento extraordinariamente rápido do conhecimento
científico na contemporaneidade que provoca, inevitavelmente, um acúmulo e um
congestionamento, sem precedentes, de informações, as bases de dados são
instrumentos valiosos para a pesquisa científica através de inúmeros recursos,
possibilitando facilidades de acesso até então inimagináveis para o pesquisador.
Segundo Sayão (1996, p.5):
As bases de dados são, pois, a metáfora da memória da ciência que se
pratica hoje. Elas reúnem os testemunhos dos pesquisadores com uma
linguagem própria, que parece ser mais um instrumento da eterna
busca da pedra filosofal, a ciência que é a busca da ordem, do
enquadramento, da classificação em um mundo cada vez mais
desordenado e entrópico.

Para os autores Guinchat e Menou (1994), o objetivo das Unidades de
Informação é transmitir ao usuário as informações de que demanda e/ou dar-lhe a
possibilidade de ter acesso a elas, o que implica divulgar os serviços e produtos
que ela oferece, contribuindo, dessa forma, para os conhecimentos de seus
próprios usuários. Para alcançar tais objetivos, torna-se necessário que essas
Unidades de Informação, que utilizam bases de dados elaborem metodologias de
qualidade para estruturar tais bases, como observa Valentim (2000, p.139),
quando diz que “o tratamento da informação deve contemplar novas metodologias
de análise, processamento e disseminação da informação”.

6

�Existem vários tipos de base de dados. Dentre elas, estão as bases de
dados de referências que, segundo Rowley (1994), encaminham ou orientam o
usuário para uma outra fonte, que pode ser um documento ou uma instituição ou
um indivíduo, a fim de obter informações adicionais ou conseguir o texto integral
de um documento. Essas bases referenciais abrangem outros tipos de bases de
dados, tais como: as bibliográficas, catalográficas e referenciais. As bases
bibliográficas incluem citações ou referências bibliográficas e, às vezes, resumos
de trabalhos publicados; as bases de dados catalográficas mostram o acervo de
determinada biblioteca ou rede de bibliotecas; enquanto que as referenciais,
armazenam informações ou dados, como nomes e endereços de instituições, e
outros dados cadastrais.

As bases de fontes contêm os dados originais e se constituem em um tipo
de documento eletrônico. Podem ser agrupadas segundo seu conteúdo, em:
bases de dados numéricos, contendo dados numéricos diversos como dados
estatísticos e de resultados de pesquisas; bases de dados de texto integral,
contendo notícias de jornal, especificações técnicas e programas de computador;
bases de dados textuais e numéricos, contendo uma mistura de dados textuais e
numéricos.
A BDIJAm é uma base de dados, inicialmente bibliográfica, visto que
oferece referências bibliográficas, um serviço de recuperação tematizada e
histórica de informações sobre o universo amazônico, com acervo registrado
desde o ano de 1992, sendo que os registros das matérias armazenadas a partir
de 2003 estão sendo digitalizados para que o usuário possa obter a íntegra do
texto. Portanto, hoje, a BDIJAm é uma base do tipo Referencial Bibliográfica e,
concomitantemente, fonte e texto integral.
4 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE
Conforme já comentado, o objetivo desta pesquisa é realizar uma avaliação
da qualidade da BDIJAm a partir da aplicação de questionários cujo fim é obter a
apreciação dos usuários acerca dos conteúdos e serviços por ela prestados. Para
tanto, existem dois parâmetros de avaliação de base de dados, conforme

7

�recomendado por Pereira et al. (1999). Segundo os autores, as duas principais
vertentes para avaliar a qualidade de base de dados são: a qualidade das
estruturas de armazenamento e recuperação e a qualidade do conteúdo da base.

Em relação à estrutura de armazenamento e recuperação, Pereira et al.
(1999) afirmam que a participação do usuário é fundamental para que haja
qualidade. O usuário é autor fundamental no processo de avaliação, pois é ele
que avalia a qualidade dos serviços oferecidos, a partir do grau de sua satisfação.
Outro aspecto importante para tornar disponível a qualidade das bases de dados
é o estudo do conteúdo da base, pois uma base de dados com erros de conteúdo
pode trazer grande prejuízo para sociedade com dados e informações incorretas.

Atualmente, a pesquisa está em seu segundo ano, etapa em que se está
procedendo a aplicação do questionário definitivo e, estão sendo aplicadas
estratégias de divulgação9 da Base, como forma de estimular usuários a
responderem aos questionários. Até o momento, seis instituições foram
contactadas e como esforço de divulgação da Base, os jornalistas da ACS/MPEG
elaboraram texto de veiculação na mídia eletrônica, impressa e no rádio, com
informações sobre o estudo da avaliação da qualidade da BDIJAm e a
necessidade do usuário responder o questionário. Foram feitas apresentações em
algumas instituições pela coordenadora da BDIJAm no intuito de divulgar a
pesquisa. Entretanto, o universo de amostragem ainda se apresenta restrito, pois
o que se percebe é que as pessoas acessam, conhecem e realizam buscas na
Base, no entanto, não têm grande disposição em responder o questionário. Um
acompanhamento próximo, por parte, dos pesquisadores, com entrevistas
individuais, tem se mostrado eficaz para contornar essa dificuldade.

Nesse sentido, podemos dizer que a partir da divulgação da Base aos
usuários potenciais, há a possibilidade de eles se transformarem em usuários
reais pela via da familiarização e do conhecimento do instrumento. Ao conhecê-la,
serão neles criados o que Parasuraman, Zeithaml e Berry (1985 apud AROUCK,
9

Inicialmente, a divulgação dos serviços oferecidos da Base foi tímida por falta de infra-estrutura para atendimento aos
usuários externos. Já a questão da visibilidade foi apontada no estudo - piloto. Hoje, já é possível acessar a base através
da página inicial do Portal, pois fora criado recentemente um banner da BDIJAM com esse intuito.

8

�2001, p.14), chamaram de “expectativa” em relação à BDIJAm, e, no momento de
acesso à base, acontecerá o que aqueles autores denominam de “percepção” do
serviço prestado. Desse modo, o objetivo é verificar a diferença entre esses dois
valores – a expectativa e a percepção -, e, a partir disso, implicar em uma tomada
de decisão visando à melhoria dos serviços prestados pela base.

A avaliação da qualidade dos serviços de informação no Brasil é algo
recente. As investigações datam do início da década de 1990, quando os
primeiros relatos, segundo Valls e Vergueiro (2006, p.119), “eram, basicamente,
comunicações sobre a aplicação de fundamentos da qualidade nesses serviços.”
Um impulso foi dado quando em 1998, Valls e Vergueiro produziram uma revisão
da literatura, elaborando um panorama geral, com a sistematização do tema no
país e uma reflexão teórica sólidas. Até então, o tema era abordado
isoladamente, sempre focado em relatos de experiências, sem elaboração teórica
consistente. A partir de uma nova revisão da literatura realizada por esses autores
acerca de trabalhos publicados do período de 1997 a 2006, foi detectado que
50% deles já representam experiências teóricas, e onde 70% dos estudos se
dedicam à análise dos serviços de Bibliotecas Universitárias.

O que levou a se pensar na avaliação da qualidade em serviços de
informação no Brasil, segundo Valls e Vergueiro (2006), foram os fatos de que: as
pesquisas realizadas nessa direção fornecem informações relevantes e oportunas
para subsidiar o processo de tomada de decisão; evidenciam o nível de
comprometimento

dos

colaboradores

internos

e

externos;

estabelecem

estratégias tecnológicas, visto que a tecnologia é uma ferramenta essencial para
a questão da qualidade de serviços; e permitem verificar indicadores como
confiabilidade, surpresa, recuperação, integridade, cortesia, responsabilidade,
acesso,

credibilidade,

rapidez

de

resposta,

segurança,

comunicação

e

competência.

Valls e Vergueiro (2006, p.123) afirmam que como resultado da avaliação
da qualidade dos serviços de informação, há uma tendência em se rever seu
papel diante das instituições mantenedoras, passando a exigir “alinhamento aos

9

�objetivos estratégicos, otimização de recursos e níveis de qualidade que
justifiquem a própria manutenção do serviço”. Somando-se a isto, como o usuário
torna-se cada vez mais exigente, é necessário uma nova postura com os clientes
reais, visto que ele, muitas vezes, posiciona-se de maneira crítica em relação ao
serviço que ele utiliza. E, conforme os autores, “ para que este reposicionamento
tenha êxito, entretanto, é necessário que alguns paradigmas sejam quebrados,
que para Valls e Vergueiro (2006), talvez o principal seja que os bibliotecários, em
geral, acreditam conhecer todas as necessidades do usuário e que está “apto a
direcionar o planejamento e a execução dos produtos e serviços oferecidos, sem
que seja dada ao cliente a chance sequer de se posicionar”. Logo, é neste
argumento que esta pesquisa se apóia, é sua raison d’etre.

Para se obter garantia da qualidade, em serviços de informação, o
bibliotecário tem que desenvolver dentro das suas unidades padrões de medidas
e indicadores, assim como é necessário sensibilizar sua equipe, implantando
treinamento contínuo para que executem bem as atividades técnicas. Também é
válido utilizar dados estatísticos como parâmetro para avaliação, a partir de
indicadores bons ou ruins, transformando as expectativas dos usuários em
medidas qualitativa e quantitativa.

Há algum tempo a questão da avaliação dos serviços de informação tem se
focado na ótica do cliente, por isso há uma tendência ao estudo do usuário.
Martins et al. (2002) comentam que é necessário compreender a relação
fundamental

entre

a

qualidade

esperada

(expectativa)

e

a

qualidade

experimentada (percebida pelo cliente).

Um aspecto interessante desta análise, é que não basta conhecer e saber
o que o cliente quer, mas principalmente poder oferecer o que ele precisa,
algumas vezes, principalmente em grande parte das instituições financiadas
exclusivamente pelo Governo Federal, faltam recursos básicos, como por
exemplo, a mão-de-obra. No entanto, usando os argumentos de Igami et al (2004,
s.n.), para que um serviço de informação tenha sobrevivência e validação do seu
desempenho no âmbito da instituição em que está inserido “dependerá,

10

�fortemente, do grau de qualidade que os seus usuários lhe atribuem”, da
demanda e da importância que ele exerce para com a sociedade.

É nesse

sentido, que se torna necessário avaliar a BDIJAm, o que acontecerá de forma
integrada e simultânea a medida que a divulgação e o acesso pelos usuários
aumenta, dada a maior visibilidade.

A partir de 2000, vê-se uma nova linha de pesquisa nos estudos aplicados
à avaliação da qualidade de serviços, à teoria de processos. Tal teoria prevê uma
nova forma de enxergar as atividades em operação, destacando a eficiência do
processo, com a avaliação de todas as etapas.

Arouck (2001) produziu um artigo de revisão de literatura onde foram
estudados alguns teóricos estrangeiros acerca do tema avaliação da qualidade de
sistemas de informação. No entanto, é oportuno esclarecer que a BDIJAm não se
enquadra como um sistema de informação, mas uma base de dados que pode
tornar a ser um elemento desse sistema, apesar disso, entendemos que, na
maioria das vezes, os argumentos se aplicam de maneira similar (que não quer
dizer igual) à realidade de uma base de dados.

A qualidade de um sistema de informação depende de algumas
dimensões, tais como: desempenho do usuário, qualidade do sistema, qualidade
da informação, qualidade do serviço, satisfação do usuário, uso do sistema
(ZMUD, 1979; IVES; OLSON, 1984; MYERS; KOPPELMAN; PRYBUTOK, 1997;
DELONE; MCLEAN, 1992 apud AROUCK, 2001). Para medir a qualidade de
serviços, Parasuraman, Zeithaml e Berry (1995 apud AROUCK, 2001)
desenvolveram um modelo denominado de Gap Model, ou modelo das
discrepâncias, onde apontaram cinco diferenças que pode ocorrer na prestação
de serviço (tangibilidade, confiabilidade, atenção, segurança e empatia). A partir
desse modelo, elaboraram um instrumento de medição da expectativa e
percepção do serviço prestado, denominado SERVQUAL, organizado em três
partes, a 1ª para medir a expectativa, a 2ª direcionada a um serviço específico e a
última sobre o serviço como um todo.

11

�5

ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS

Nesta seção, são apresentados os resultados do primeiro ano de pesquisa
(2005), referente à aplicação de questionário piloto. A maioria dos entrevistados
(78,58%) é formada por técnicos10, em segundo lugar vem a categoria Outros
(14,28%) – que inclui profissional liberal, aposentado, e, por fim a categoria
pesquisador (7,14%). Conforme pode ser observado na Tabela 1.
TABELA 1 - CATEGORIZAÇÃO DOS USUÁRIOS DO SERVIÇO DA BDIJAM
Tipo de usuário

Quantidade

Percentual (%)

Pesquisador

1

7,14%

Técnico

11

78,58%

Outros

2

14,28%

TOTAL

14

100%

A partir dos dados coletados, observou-se que houve unanimidade com
relação à relevância dos temas disponibilizados na BDIJAm. Alguns entrevistados
enfatizaram a importância do uso da base não só para a Instituição MPEG, mas
para a sociedade. Eles afirmaram que, além de divulgar o Museu, a BDIJAm
representa uma nova fonte para pesquisas ambientais e sociais, com grande
potencial para o monitoramento de problemas e demandas nas áreas científica e
tecnológica.
TABELA 2 - A RELEVÂNCIA DOS TEMAS DISPONIILIZADOS NA BASE
Relevância

Usuários

Percentual (%)

Sim

14

100%

Não

0

0

TOTAL

14

100%

Os dados apresentado na Tabela 3 revelam que a maioria dos usuários
conseguiu recuperar o assunto desejado, apresentando grau de satisfação em um
percentual de quase 60%. Do total dos entrevistados, apenas um não obteve
sucesso em sua busca, justificado pelo fato da busca não ter sido realizada de
forma correta. Isso demonstra que há necessidade de maior esclarecimento para
10

Técnicos: pessoal de nível superior enquadrado na categoria de analista e tecnologista existente na carreira de MCT.

12

�que as buscas sejam conduzidas com sucesso. Com relação aos entrevistados
que recuperaram o assunto parcialmente, eles sugerem que seja melhorada a
estrutura de busca de forma a simplificá-la. Já outro usuário enfatizou a
necessidade de um maior controle dos termos indexados, não tendo sido
explicitado.
TABELA 3 - ASSUNTOS DE SEU INTERESSE FOI ENCONTRADO
Alternativas

Usuários

Percentual (%)

Sim

8

57,14%

Não

1

7,14%

Parcialmente

5

35,72%

TOTAL

14

100%

De acordo com os dados na Tabela 4, (80%) dos entrevistados não
enfrentaram qualquer dificuldade com relação à pesquisa na Base, posto que a
busca foi realizada pela equipe BDIJAm.

Com relação aos entrevistados que tiveram dificuldade, os mesmos
identificaram um problema quanto à disponibilização da Base na Internet. Para
eles a BDIJAm está “escondida” dentro do site Escola Virtual de Assuntos
Amazônicos - EVA e sem qualquer referência11 na página inicial do Portal,
justificando que, os usuários desse site talvez não busquem informações
jornalísticas e, se buscam, talvez não entrem num site com esse título. Como
importante serviço prestado pelo Museu Goeldi a BDIJAm, recomenda-se
constituir link independente no Portal do MPEG, o que certamente, ampliaria sua
visibilidade e o número de acessos.
TABELA 4 - DIFICULDADES NA FORMULAÇÃO DA BUSCA
Dificuldade

11

Usuários

Percentual (%)

Sim

4

28,57%

Não

10

71,43%

TOTAL

14

100%

Dificuldade sanada em 2006, com a publicação do banner no Portal Museu Paraense Emílio Goeldi.

13

�A maioria dos entrevistados afirmou que o material disponível na Base está
atualizado, principalmente por ser um acervo, oriundo de matérias jornalísticas
veiculadas nos principais jornais locais e nacionais, promovendo junto à
sociedade a preservação cultural e ambiental. Dentre os que responderam
negativamente, um destacou a necessidade de que o material correspondente
aos anos mais recentes deve ser digitalizado.
TABELA 5 - ATUALIZAÇÃO DO MATERIAL DISPONÍVEL NA BIDIJAM
Atualização

Usuários

Percentual

Sim

10

71,43%

Não

4

28,57%

TOTAL

14

100%

Ao levar em consideração os assuntos pesquisados pelos entrevistados, os
resultados mostram que mais de 30 assuntos foram solicitados e recuperados
junto à Base. Os temas que mais se destacaram foram Geociências, Meio
Ambiente, Zoologia, Antropologia, Museologia, Botânica e Ciências Políticas, tal
diversidade de temas demonstra a abrangência e o universo que a Base oferece
para a sociedade.

A Tabela 6 mostra que mais da metade dos entrevistados estão satisfeitos
com os serviços que a base oferece e atribuíram conceito Bom aos serviços
prestados pela Base, o restante da amostragem (42,86%) deram conceito
Excelente, o que pode-se afirmar a eficiência do serviço.

TABELA 6 - CONCEITO DE QUALIDADE PARA OS SERVIÇOS QUE BASE OFERECE
Conceito

Quantidade

Percentual

Excelente

6

42,86%

Bom

8

57,14%

Regular

0

0

Ruim

0

0

TOTAL

14

100%

Como mostra a Tabela 7, os entrevistados afirmaram que tomaram
conhecimento da existência da BDIJAm através de contato pessoal, o que indica

14

�a necessidade de se investir em uma divulgação mais elaborada e profissional da
Base, tendo em vista sua importância para a sociedade12. Alguns entrevistados
sugeriram que é necessária maior divulgação dos serviços que a Base
disponibiliza, principalmente, no Museu Goeldi, para que todos da comunidade
tenham o conhecimento da existência dos serviços que ela oferece.
TABELA 7 - MEIOS DE DIVULGAÇÃO DA BASE
Meios

Quantidade

Percentual (%)

Contato pessoal

14

100%

Multimídia

0

0

Mídia impressa

0

0

TOTAL

14

100%

Quase 80% dos entrevistados consideram que o atendimento é feito em
tempo hábil (78,57%). É importante ressaltar que o tempo de atendimento a que
se refere o questionário, é o tempo gasto pelo usuário para obter as informações
jornalísticas desejadas, seja através do setor da BDIJAm ou do site do EVA.
Conferir dados na Tabela a seguir:
TABELA 8 - TEMPO DE ATENDIMENTO DA SOLICITAÇÃO
Tempo

Quantidade

Percentual (%)

Hábil

11

78,57%

Razoável

3

21,42%

Lento

0

0

TOTAL

14

100%

A maioria dos entrevistados optou pelo atendimento direto feito através da
equipe da BDIJAm, como mostra a Tabela 9. Apesar de ser considerado um
instrumento ágil de acesso às informações, a Internet foi utilizada por apenas três
usuários. Os dados obtidos pelo questionário não foram suficientes para explicar
o porquê da preferência dos usuários pela solicitação direta ao setor da Base –

12

Tais providências, conforme relato anterior, vêm sendo tomadas, inclusive como forma de auxiliar a abordagem aos
usuários no segundo ano de pesquisa quando se vai a campo com o questionário definitivo.

15

�apesar da disponibilidade de todos os recursos como: Internet, telefone e E-mail.
Pode-se, porém, inferir que há um certo grau de comodidade em solicitar o
serviço, ao invés de executá-lo pessoalmente.
TABELA 9 - FORMA DE ATENDIMENTO
Atendimento

Quantidade

Percentual (%)

Direto

10

71,42%

Telefone

1

7,14%

E-mail

0

0

Internet

3

21,42%

TOTAL

14

100%

Os depoimentos colhidos aos usuários demonstram uma avaliação
positiva, ainda que haja críticas e sugestões em relação à disponibilidade,
divulgação e ao acesso à BDIJAm. A aplicação do questionário-piloto gerou a
possibilidade de elaboração de um definitivo mais adequado às demandas dos
usuários e à informação necessária ao desenvolvimento da pesquisa.
7 CONCLUSÃO
Ao se iniciarem as discussões sobre o tema para desenvolvimento de uma
pesquisa na área de comunicação/informação, apontou-se de imediato a
necessidade de saber como os usuários da BDIJAm avaliam os serviços que lhes
são ofertados.

Através da pesquisa, foi possível verificar que no Brasil a avaliação de
serviços de informação ainda se encontra em fase embrionária, apesar dos
esforços, principalmente no que tange ao suporte teórico. Assim, este estudo
pretende avaliar um caso específico, a BDIJAm, mas, para além disso, pretendese contribuir para as discussões teóricas acerca do tema. O que se percebeu
também, é que quanto à questão da avaliação de qualidade de serviços de
informação, os estudos se concentram na realidade de bibliotecas universitárias e
não, necessariamente, em base de dados. A BDIJAm é uma base de dados,
portanto, um serviço de informação, assim, não se pode avaliar da mesma forma
que se avaliam os serviços de uma biblioteca universitária ou não.

16

�Pode-se concluir nessa fase de apresentação de análise dos dados do
primeiro ano da pesquisa (2005), que os entrevistados têm dificuldades em
dominar as tecnologias de busca em Bases de Dados, o que impede, em alguns
casos, a obtenção de um resultado satisfatório. A ausência de maior domínio da
tecnologia demonstrada pelos entrevistados gera um quadro negativo, com o
baixo

aproveitamento

das

informações

recuperadas.

Apesar

disto,

os

entrevistados se consideram satisfeitos com o resultado de suas pesquisas na
Base de Dados, o que foi possível com auxilio da equipe da BDIJAm.

Diante dos resultados obtidos nesta fase preliminar do estudo constatou-se
que a BDIJAm, localizada fisicamente no Museu Paraense Emílio Goeldi, é de
suma importância para a realização de pesquisas na e sobre a Amazônia. A
BDIJAm se destaca como pioneira em especial por sua característica de reunir
informações de divulgação científica com conteúdos de Ciência, Tecnologia e
Meio Ambiente pertinentes à região, apta a servir como fonte de pesquisa.
Ademais, a BDIJAm representa laboratório para a formação de recursos
humanos, posto que envolve alunos de graduação e profissionais pesquisadores
do desenvolvimento regional, formam aliança com a tecnologia e o conhecimento
a serviço da sociedade e pela preservação da memória cultural e da gestão
sustentável dos recursos naturais amazônicos.

______________________
Os autores agradecem a valiosa colaboração da jornalista Jimena Felipe Beltrão, Ph. D. em
Comunicação, pela revisão textual e pela sua contínua orientação.

17

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19

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Avaliação da qualidade da base de dados de informações jornalísticas sobre a Amazônia: ciência, tecnologia e meio ambiente – BDIJAM.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Silva, Ana Rosa dos Santos Rodrigues da; Souza, Erika de Santana de; Rodrigues, Anderson Luiz Cardoso</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <text>Evento</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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            <elementText elementTextId="54580">
              <text>Investiga a qualidade da informação e dos serviços da Base de Dados de Informações Jornalísticas sobre a Amazônia: ciência, tecnologia e meio ambiente - BDIJAm, sistematizada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG e pela Universidade Federal do Pará – UFPA, cujo resultado apontará caminhos para o maior benefício, por parte dos usuários, no que diz respeito ao uso, estrutura e funcionamento da BDIJAm com vistas ao melhor aproveitamento de seu conteúdo e de seus serviços. Trata da experiência no Projeto de Pesquisa Ciência e Comunidade: Comunicação e Educação para Preservação Ambiental e Cultural na Amazônia Oriental Brasileira, que originou o Sub-Projeto Temáticas Amazônicas: Dossiês Comentados e Qualidade da Informação sobre Ciência Tecnologia e Meio Ambiente. A BDIJAm representa um passo significativo para a democratização de informações estratégicas sobre a Amazônia e representa ainda a conservação e divulgação do acervo de jornais. Com parte do acervo já digitalizado, disponibiliza cerca de 20 mil registros, dos anos de 1992 a 2006 via web, sobre informações estratégicas da Amazônia, conservação e divulgação do acervo jornalístico (hemeroteca) do Museu Paraense Emílio Goeldi, além de constituir um importante recurso pedagógico não só para a formação dos professores, como também para utilização do seu acervo em sala de aula. A BDIJAm representa um passo significativo da democratização da informação sobre a Amazônia.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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