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�PRIMEIRO CONGRESSO BR^iSILBlRO DE BIBLIOTSCONOIvIIA

Sugestões para uma cooperação intensa entre as
bibliotecas especializadas do Brasil
ppr
Sully Brodbeck

Recife
195Í4

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SUGESTÕES fui-. lE-U COOPBR..QÃO IIíTENSr. ENTilJ
DO

.BIBLIOTSCiiS. iSPECIiaLIZilDiiS

Bíli--SXIj«

Por Sxilly Brodbeck. Bibliotecária do Instituto Tecnológico do R.G.S., Porto Alegre, Coordenadora
dicTáticr. 0 professora do Curso de Biblioteconomia de
Presidente da Associaçao Riogran dense de BibliotoCcórios.

E X P L I C A Ç A O

P R E L I 11 I N A R

Neste trabalho procura-se analisar a situaçao atual di:,s bibliotecas especializadas no Brasil e traçar
plano de cooperaçao interbibliotecária ,
que lhes facilite alcançar un nível ^'^e àesenvolvii:iento nais condizente
com as crescentes e&gt;d.gencias dos seus leitores.
O conceito de biblioteca especializada foi linitado às bibliotecas espe cializad s de acordo com o assunto ou grupo de assuntos que determinam a
fomaçao do sou acervo bibliográfico, viscjido, em partiçulcx, as bibliote
cas de instituições científicas, técnicas, de organizações particulares ,
com a especializaçao necessária aos traball:!OS e as pesquisas que nelas se
processam.
Nao foram considerados os problemas específicos das bibliotecas especia lizadas quanto ao liisite de seu alcance em relaçao e.o leitor, como as infantis, as escolares, as bibliotecas para cegos, as bibliotecas de pri soes ou de hospitais.
Foi excluida, t;a:ibem, a biblioteca "central' das universidades. Devido a
sua tendencia de oferecer ao leitor desde o incunábulo até
último livro
aparecido, ela apresenta características tao peculiare^^, que comporta un
estudo â parte^ Muitos dos problemas porém lhe sao comuns e atingem, taiabém, as bibliotecas de nossas Faculdades,
ORIGEi-í E DESENVOLVUvEOTO Da BIBLIOTEGí^ 5SrSGIi-LIZiJ3A
Em nossa época, as escpresjoes "funcional" e "especializaçao" atingiram a
um alto i^rau de aplicaçao. Elas compartilham as honras da popularidade e
surgem, espontaneamente, eu todas as palestras e a propósito de tudo.
No terreno das bibliotecas, a "especializada" encontra um camyo magnífico
e propício ao seu desenvolvimento, nao fugindo às características da época.
As coleçoes de material bibliográfico especializado coi/.eçaram a tcsiiar vul
to no século XX. A biblioteca especializada surge., em geral, como parte
integrante de xim^instituto de pesquisa, de uma repartiçao governamental,
de ijma organizaçao privada e, ainda, como departamental da biblioteca pública. Tanto o acervo como os serviços se desenvolvem em função das ne cessi'ades da instituiçs-O. O acervo da biblioteca especializada é de interesse restrito, servindo a um grupo limitado de leitores. A verdadeira
bibliotecá specializada é quase sempre pequena, tanto pelo acervo, __ccauo
pelo n\mero de funcionários.
Estes, ao organizaram a biblioteca, nao de
vetA «arjiooer que a sua clientela é exigente e que, na maioria dos casos ,
vai a biblio-baci?. porque ^"obrigada", e nao porque "queira" visitá-la.
Talvez seja um ponto fraco contra a biblioteca dentro da instituição, mas
que poderá vir a ser forte, se houver capacidade e meios de torná-la eficiente e agradável.
Quase toda a biblioteca especializada teve a sua origem numa pequena co leçao de livros, selecionada e__^ZQlosaraente guardada no gabinete particu lar de uma pessoa da instituição, que tivesse demonstrado u::ia acentuada
inclinaçao para o estudo e maior habilidade para tratej: com os livros. As
coleçoes, porém, cresceram; nem a primitiva sala, non o "rato de biblio teca" foram capazes de resolver os pro lenas de espaço e d&amp;-organizaç a o
que surgiram.

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Nos \5ltinos 20 anos, a biblioteca especializada teve a sua narcha evolutiva
grandenente acelerada, talvez devido às duas guerras Dundiais,
prova—
ran a necessidade de fontes de pesquisas especializadas e a inportj;;noia de
localizar, no monento preciso, a. líltiua e nais autorizada infomaçao, neces
sária ao bon andanento dos estudos dos laboratórios e das oficinas. Ao aeslao t'ompo, as indústrias já se estão convencendo de que o capital enpregado
em una biblioteca rende juros _tão ou laais canpensadores do que a amazena geD de material# A org/inizaçao E»I. du Pont de Neciours &amp; Co«, Inc., ßor
exemplo, possui una rede de 26 bibliotec'is, que serven aos seus interesses»
Na sua biblioteca em l/ilnington, Delaware, nant^ni un catálogo coletivo, que
inclui, além dos recursos de todas as bibliotecas, escritórios e oficinas
da ccKipanhia, as coleçoes de revistas de outras bibliotecas especiftli z adas
0 p\íblicas Qid-stentes em Wilnington. Este catálogo coletivo torna possível
un serviço ericiente de eapréstino interbibliotecário.
No Brasil, onde a cüilioteca pública ainda nao encontrou atmosfera favorá vel para un desenvolvicsnto rápido, causa cuJniraçao a porcentagem relativanente alta, do bibliotec'.&amp; especializadas em funcionamento, Ba parte, ex plica-se pelo fato de que os rtinistérios, secretaria^, autarquias^e instituições dos govôrnos federal, estadual e municipal tem as suas próprias bibliotecas, depositárias da literatura necessária aos^trabalhos e às pesquisas dos técnicos destes órgãos, Tambá.: as organizações privadas começam a
organizar coleçoiS esp3cializada.s par;- o uso dos seus técnicos.
Segundo o Anuário Estatístico do Brasil, edição de 1952, havian sido arrola
das, ate 31 de dezembro de 1950, 903 bibliotecas especializadas, e 2,595 g;e
rais, assin distribuídas:
Regiões
Norte
Nordeste
Leste
Sul
Centro-oeste

Bibliotecas gerais
65
342
984
1,148

A

Bibliotecas especializadas
25
84
457
324
903

2,595

Por estes dados, verifica-se que o maior concentramento de bibliotecas especializadas se localiza nas zonas leste e sul do país, represen"todo», respectivamente, por ídinas Gerais (195) e Distrito Federal (166)| Sao Paulo
(195) e Rio Grande do Sul (60), cabendo a Sao Paulo e a Minas Gerais o primeiro lugar em número de bibliotecas especializadas,
Esta estatística ainda chama atenção, indiretamente, para o grande núm^ero
de bibliotecários que é absorvido pelas bibliotecas especializadas,
Este
fato deveria merecer a atençao dos diri^,-ntes de^Escolas e Cursos de Biblioteconomia e também das Associaçoes da classe, Nao seria muito difícil com provar, que a maioria dos nossos colegas diplomados sao responsáveis pelo
surto renovador das bibliotecas brasileiras, e que se nota, principalmente ,
nas bibliotecas especializadas.

ACERVO DA BIBLIOTECA ESP SCIALIZADa E O SEU CR3SCI14ENTO SURPiíEENDENTE
Estando a biblioteca especializada intimamente ligada às atividades da ins tituiçco a que serve, é sua função precípua poup r tenpo aos leitores.
Em
muitos casos, isto significa também "economia" para a organizaçao. É im;^re0
cindível que ela encontre o carrinho nais rápido, mais seguro e nais õCon(Maico para atingir os seus objetivos,
O melhor plano para o desenvolvimento do acervo de qualquer biblioteca especializada é o que se baseia na seleção qualitativa: adquire-se o "melhor" e
o mais "atual*', num deteminado campo ou grupo de conhecimento, No entanto
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a er'iperiencia tem demonstrado que raramente é possível seguir, à risca,
lluitacao de assunto»

a

Sendo a aquisiçao seletiva, seria de supor que o acervo da biblioteca especializada nao tende a aumentar rapid?jnente. O pesquisador, porem, nao
se
contenta com una seleção das obras mris credenciadas, e com as raelhores revistas da sua espccializa.çao. Ele desej iria na verdade todas, porque ate a
menos importante "po"'Gria" trazer
dndo de valor. Por outro lado, a bi blioteca especializada muito pouco elimina do seu acervo bibliográfico, No
que diz respeito a revistas, a eliminaçao 4 praticamente nula, porque mui tos artigos, por antigos que sejai.i em teorias e conceitos, sao e podem ser
usados como m&gt;?.teria.l de pesquisa.
O acervo da biblioteca üspe ializada, livros, revistas, aonografias, relato
rios técnicos e científicos, coleçoes do nortias técnicas, de teses, de leis,
nao 6 lido no sentido comui.i da palavra, mas consultado esporà-dicauente, Daí
resulta que a coleção vem a ser de pouco uso ou de uso provável. Nem sen pre o material bibliográfico será usado logo a.pós a aquisiçao e sin num futuiro, nuit&lt;?.s vezes, reaoto. Ele S usado como material de pesquisa, isto ê,
coüo material de referencia. Esta e u;;ia das ccjracteristicas que distinguem
com maior evidencia a biblioteca especializada: o leitor "consulta" o material bibliográfico, para inteirar-se dos trabalhos já realizados ou que estão em estudo e jidcxiento no nesmo te.reno^^de sua ^speci-lizaçao, para certificar-se de um dado, verificar ujua equaçao, um terno ou um gráfico,
O valor do material bibliográfico assume, t.-jabem, um aspecto distinto na bi
blioteca especializada. O livro, ç^ue é^popular na biblioteca geral, ocupa
aqui, um lugar secundário, porque ele nao apresenta, de certo modo, as ca.racterísticas específicas de material do referencia. Em muitos casos, ele
é copia de fontes originais, represíjntaàc.s pelas monografias e pelos arti gos de revistas.
Na biblioteca^especializada, a re àsta é a fonte de pesquisa mais procurada
e é de importancia fundamental. Por isto, a maior parte das verbas ê reser
vada para assinaturas de revistas. Todos os anos, a lista de títulos é revisada, nas nunca diminuida; é contínua e sistonàticcmente acrescida,
E
quando a revista é de autoridade comprovada, o acervo é enriquecido com coleçoes de vários anos.
Existe, portanto, o problema de erascimento da biblioteca especializada« en
proporçoes bem maiores do que à primeira observaçao^se poderia calcular, Só
na parte referente às coleçoes de revistas, a questão é evidente e digna de
estudo cuidadoso, soja quanto às verbas dispendidas, seja quanto ao espaço
necessário.
O problema de espaço p-ra coleçoes de revistas, que se aciimulam vertiginosa
mente, já pode ser resolvido, se as coleçoes forem p.dquirir'as em forma
de
"micro-cards". Frenont Rider denominou esta revolucionária inovaçao '
da
Readex Microprint Corp., de "uatei-ial do futuro" das bibliotecas especializadas. Para as bibliotecas brasileiras, há ur.i ou dois anos atrás nao havia
a possibilidade de obtenção do aparolho necessário à leitura dos " micro Cards". TorTa a produção er absorvida pelo mercado inferno dos Estados Unidos. AtuaLnonte, há ofertas de tipos e de preços .'iferentes. Porln, de
nomonto^ i a nosfca situaçao c.xibial que torna a importaçao quase proibiti va. E o'^^roblema continua insolúvel para a biblioteca t;spucializaàu brasileira.

A SITUAÇÃO DÁ BIBLIOTECA SSFiCIALIZiiDÁ NO BiLiSIL
Ê quase temeridade procurar referir-se, en tese, aos problemas das bibliote
cas especializadas no Brasil,
Inicialmente, deve-se observar que o nosso país e fomado por regiões que a
presentam características absolutamente distintas, que tem influencia decisiva na fomaçao e na organização das bibliotecas especializadas.
Para
um estudo pormenorizado dever-se-iam considerar como fatores variáveis:
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padrao de vida, o grau de cultura, o tipo e as condiçoes de desenvolvinento
da indústria,^ do con^rcio e da agricultura, de o:;da zona do territ(5rio brasileiro.
Nao há, poráia, probabilidade de engano en apontar como fator inu
tável, a falta de verbas adequadas. Há excoçoos, mas tao raras, que destpa
reccn ante a carência geral.
Observações "in loco" de v-.rias bibliotecas especializadas, de Porto Alegre
ao Recife, confimado.s por infomrçoos de colegas o de leitoras, autorizaranos a afirmar que a biblioteca especializada nao ale .nçou ainda un grau satisfatório de desenvolvir-iento em nosso país.
A deficiencia principia nas instr.laç^es acanhadas, coc; falta 'e espaço para
o acervo, p. ja o leitor e p .rf. os funcionrxios.
Muitas bibliotecas espo cializ?.da.s^ geralnentj por escassez do rucursos financeiros, nao possuem um
aceirvo condizente com a sua qualidide de "especializada'": há falta do obras
básicas, consideradas cl'ssicrs. Rar.-'jnente, o pesquisador encontra 5056 da
bibliografia que procur:.. Por outro lado, se verifica una lamentável dupli
cidade de material dispandioso o de pouco uso, en bibliotecas situadas
na
mesma localidade,
4fÍJa de coligir maior niinero de informaçoes que servissem do subsídio para
este trabalho, onvisiuos una circul.rJ:' a cerca de 60 leitoras, dedicados a vá
rios ra:-i0S de estudo, portanto freqüentadores de bibliotecas diversas. Solicitaa\os que dessem as suas iiupressoos sobre a organizaçao, as oportunidades e as facilidades de estudo e da pesquisa quo lhes oforecem as bibliotecas especializadas.
As informaçoes colhidas através desta colaboragao espontanea o valiosa, podem ser generalizadas, porque várias das pessoas que as pristaram conheoen,
alám das bibliotecas locais, os recursos do bibliotecas especializadas
no
assunto do seu interesse, situadas en outros pontos do país, e tanben no 05
trangeiro,
A
Entre as deficiências apontadas, ressaltnu.i03 aquelas que foram registrada s
caa maior frequencia:
a) f Ita de obras cssencirãs "especializadas";
.A
M
b) carência de melhores coleçoes de revistas e ea alguns casos ausência completa de revistas, ou da sua organizrçaoj
c) catálogos 'leficientos;
d) importancia e necessidade da c. talogaçao analítica dos artigos
do revistas (desejo, quase utópico, de lOCjS^dos pesquisadores
de todo o mundo), cJirnando que as informaçoes fornecidas pe los índices o resuràos bibliográficos nao preenchem as suas ne cessií.ades, aii c^.sos de investigaçoca ultra-especializadas, coa
pletas o detalhadas;
""
e) demora na obtenção de cópias fotostáticas e microfilmes;
f) falta de funcionários para dirigir 0 realizar una orgrjiizaçao e
ficiente;
""
g) ausência do serviço de omprestimo.
Todos os bibliotecários que eupregcm as suas atividades na organizaçao
de
bibliotecas especializadas no Brasil, conhecem demasiado bem os seus proble
mas^e as__deficiencias conseqüentes daqueles, e infelizmente, aquelas^observ^çoes nao surpreendem e nao repr .sentam novidade. Osj)roblemas estão
en
foco. Bibliotecários 0 leitores aspiram una mudança deste estado de coi sas,
O problema fundrxicnt.al da biblioteca especializada no Brasil e a falta
de
"verdadeiras" coleçoes especializadas e atualizadas» Todos os outros pro blenas sao corolários daquele.
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Lamentí^velmente, as bibliotecas espGcinlizadr?.s, grrjides ou pequenas, devem
manter-se ccan verbas irris(5rlo.s. Uma verba adequada é o ponto ^de parti d^a
para a formaçao e o desenvolvimento de 'un acervo e para o bom êxito de to das as atividades da biblioteca.
Os meios para a manutonçao de quase todas as bibliotecas especializadas bra
sileiras são fornecidos pelos governos federal, estadual e municip^, pois,
geralmente, represent&lt;?jii um depr^rtaiaento ou uma secçao de instituições go vemamentais.
As verbas tem sido insuficientes para atender o mínimo essencial ao estudo
e à investigação. Pelo orçamento da Naçao de 1954-, verifica-se que a dis tribuiçao das verbas para as bibliotecas especializadas das repartições federais, oscilou de Cr^ 500,00 a Gr(j&gt; 250,000,00, embora duas ou tres bibliotecas tenham sido contempladas com Ct'^ 4-00.000,00, A grande maioria, po rém, foi dotada com menos de Cr&lt;i. 100,000.00. As bibliotecas especializadas
de instituições autarquia." s ecde organizações p^ticulares, com raras e invejáveis exceções, encontrcjn-se na mesma situaçao. Os orçamentos dos Estados, de um modo geral, tambára votam verbas insuficientes para as suas bibli
otecas.
A importancia e a influencia da biblioteca especializada no progresso
da
Naçao tem sido, volunt;^ria ou involuntariamente relegada ao esquecimento.
Dada a situaçao delicada do comércio exterior do Brasil, a biblioteca
foi
obrigada a enfrentar mcds iam problema. Este na verd-^de, escapa ao controlo
de grupos determinados, repr sent .ndo um problema nacional, e, como nao podia deixcr de ser, influencia, bâsiccmente, a já precríria_situaçao financei
ra das bibliotecas especializadas, Referino-nos à situaçao do cambio,
Se as verbas já er.\m diminut-.s, agora tornara-se ^microscópicos. Antes, havia difiduld-ide de se obter cambio p^'pra aquisição de livros e assinaturas
de revistas,^devido ros demoredos tramito3 re ulíjaentados pelo regime de ig
portaçao eátao vi^iOrante. Hoje, há cambio, e no mercado livre, mas quais
sao as verbas que resistem ao alto custo da moeda estrangeira?
É indiscutível que o alicerce de um verdadeiro acervo especializado, a chave de todo trabalho técnico^ou científico, é una boa e selecionada coleção
de revistas, E, em 1954-, todas as bibliotecas especializadas e todos os es
tudiosos foram desagradâvelmente surpreendidos com a nova lei cambial, que
obriga a pagar as assinaturas de revistas pelo mercado de cambio livre, IJui
tos particulares nao puderam :^rcar com o custo exagerado que, em conseqüência,^ atingiram a.s ,'&gt;.ssinaturas. As bibliotecas especializadas nao querendo
e nao podendo interromper as assinaturas de revistas, foram obrigadas a sujeitar-se a esta imprudente prescrição (receitada ccan evidente desconheci mento de causa e ignorancia dos resultados ftmestos que acarretaria), E isto, consumiu-lhes as verbas.

COOEERilÇÃO INTEÃBIBLIOTfíCiíílIA
Enumerar as deficiências, localizar o problema fundamental^da biblioteca es
pecializada e acusrr as esferas oficic.is, que realmente tem uma grande par
cela de culpa, nao basta. O que_realmente interessa é encontrar soluçoes
práticas, pira melhorar a situaçao atual e aplicá-las em una açao conjunta,
apoiada num estreito espírito de cooperaçao interbibliotec.ária,
A necessidade e a vantagem da cooperaçao e reconhecida pelo Mundo inteiro j
discutida e apregoe.da com eloquencia, pelos mais brilhantes e autorizados
reprjs^mtantes de todos os setores de atividades. È um assunto tao debatido como o da paz internacional. Pcirece, porém, que ninguém gosta de assu mir a responsabilidade de primeiro passol
A_coopera,çao interbibliotecária apresenta perspectivas dignas de consideraÇao, Nela, as bibliotecas especializa.das encontr...rao soluçoes adequadas pa
ra um grande mímero de seus problenas, alcançando, paralel .mente, maior
ficiencia nos serviços oferecidos aos seus leitores. Nao há exagero em afimar que o futuro d:-.s bibliotecas se constrói sobre a colaboraçao inter Digitalizado
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I Sc a n
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bibJiiotQ oória .
*
**
Analis^jjos apenas tros, das inuEieras possibilidades que a cooperaçao oferece, e que poraiten aunentar um acervo sen o auxílio de verbas generosas:
Aquisição coordenada
Erapróstino intorbibliotecário
Pemuta

AQUISIÇAO GOORDEN.'-DA
A aquisiçao coprdan da já constitui prática bibliotecária em nuitas bibliotecas no estrangeiro. Cada biblioteca eupenha-so eti aumentrir de termina d o
campo ou grupo de assunto ou tipo de publicaçao.
&gt;
*
Para as bibliotecas especializadas brasileiras seria também uma exporien cia interessante, e e obvio que traria bons resultados.
Tem-se verificado
que as nossas bibliotoc-s especializadas sao pobres em acervo e pobres
em
verbas; que a maior garte do acervo da biblioteca especializada é usado como material de referencia, portanto, de pouco uso; que nao ã possível res tringir-se às melhores publicações, nem a
assunto específico. Por outro
lado, observa-se que numa localidade, bibliotecas especializad.-s em caopos:.
correlates dispendem grande parte de suas verbas, assinando as mesmas revi^
tas, em prejuizo, naturalmente, do outros títulos.
A
Um convênio de aquisiçao GoojTdenada entre bibliotecas especializadas com ob
jetivos semelhantes, seria uma maneira de resolver, ou pelo menos de nino r^iX, a falta do material bibliográfico, a escassez de verbas e o aumento des
necessário do acervo, em setores de importancia secvindária.
Nem seiiipre e nem em todos os casos esta medic'a poderá sei empregada.
Mas ,
nao nos parece que haveria dificuldade em realizar-se uma experiencia de aquisicao coordenada de revistas, antre bibliotecas especializadas em assun tos analogos ou semelhantes, localizadas na nosma cidade, e ate no mesmo Estado.
Basta quG as bibliotecários estejam convencidas dos resultados benéficos dé sua açao cooperativista e quo trabcJ-hen com entendimento o inteli gencia.
Por um convênio, cada biblioteca especializada limita-se a assinar as melhores revistas no terreno específico de sua especializaçao e, possivelmente,no
de assuntos estreitamente ligado§ a ela, Para atender a consultas sobre as
siontos que surgem cora menor fr^jquencia, vale-se, ontao, das coleçoes de bi bliotecas co-irmas, possuidoras de melhor acervo naqueles campos de conhecimentos .
^ ""^"ßSfiidade de várir.s bibliotecas dispendérem grande parte de suas
verbas, ora, assinaturas de revistas que serão cônsultad.?.s ii que podem sor encontradas em outra biblioteca, na mgsma cidade.
Os estudiosos seriam favorecidos cixi una política do aquisiçao coordenada de revistas, pois as^^biblio
tocas, era conj\mto, poderiam oferecer maior mímero de títulos e coleçõesnsis
coapletas.
Uma biblioteca especializada em física, por exemplo, serviria a todos os estudiosos neste assunto, aliás nccessiírio, mas nao continuamentè, a todos os
canpos da ciência e da tecnologia.
As outras bibliotecas especializadas man
teriam, no terreno da física, apenas os títulos de maior interf^®*-=^ 0 de consulta fre.iuente,
Uma segunda biblioteca especializada empenhar-se-ia e® formar coleçoes, tao
ccanpletas quanto possível, de revistas sobre qudjnica incluindo, naturalnen te, "Chemie ,1 abstrats", "Chemisches Zentralblatt", "British abstracts",
^lletin analytique(l)", todas elr:.s, revistas caríssimas, porân inprescin diveis aos que estudam e pesquisam nesta terreno,
Parn. realizar a aquisiçao coordenada de revistas proposta, é necessário,

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primeiro lugar, que exista un catálogo colotivo das mblicaçoes periódi cas» Muito já se enc.".receu a iiiportannii dess js catálogos e nesno n5s,en
outra oportunidade, tiveaos ocasiao^de fazâr oco a opinioes nais creden ciadas, Sonos de parecer que, se todas as bibliotecas especializadas des
sem a conhecer as suas coleçoes de revistas em listas periôdicamente atim
lizadas, a coordenaçao surgiria natural e automàticamente.
""
Aplicando-seaquisigao coordenada a livros, e lágico que os problemas
de coordenaçao serão maiores.
Nas bibliotecas especializadas, talvez
fosso mais prudente, limitar-se a aquisigao coordenada às grandes obr as
de referencia (enciclopédias, manuais, tratados), de custo elevado e
de
consulta rara, mas que formam o material bibliográfico considerado "básico" .
Considerando as nossas verbas precárias e r.s áreas pequenas
das
nossas cidades, e desnecessário,
que duas ou várias_^bibliotecas (na mesma localidade) adquiram, por exemplo, as mesmas edições de Beilstein,
názit, Bompiani, Gmelin, etc.

íMPREiSTIfdO INTE.uBIBLIOTECiÍRIO
A aquisigao coordenada exige, como consequencia lógica, a organizagao do
emprástimo interb^bliotecário, incluindo tombem as partos do acervo nao
obtidas pelo convênio de aquisigao»
A finalido.de do emprestino interbiblioter;''rio, é de preencher p.s falhas
dos acervos, com material bibliográfico de outras bibliotecas, favorecendo o estudo e a investigação.
Considerando as nossas verbas deficientes
ê de suma importancia e vantagem, que as bibliotecas combinem os seus recursos bibliográficos,
A prática do emprástimo interbibliotecário, tao antiga quanto os manuscri
tos, requer uma organizagao muito bem dirigida de todos os serviços da bi
blioteca. Só ten sido bom sucedida, entre bibliotecas que tenham alcança
do a um alto grau de organizaçao.
""
No Brasil, o emprástimo interbibliotocário vem sendo realizado em pequena
escala. Geralmente, se baseia em conhecimento pessoal entre os funcionários das bibliotecas.
Nao temos un serviço de emprástimo interbibliote—
^ário racionalmente estabelecido, nem leis que regulamentem e facilitem
esse importante setor da Idblioteccnomia moderna. Na elaboragao de um co
digo de empréstimo interbibliotecário, deverá ser estipulado a quem compe
te arcar caa as despesas das tarifas postais,
""
Seria oportuno, obter redução, ou ate isenç^ao de pagcaaento de tn^^fas feos
tais para remessas e intsrcambio de nateriaí bibliográfico, entre bibliotecas.
"
Para que o empréstimo interbibliotecário funcione eficazmente, é preciso,
em primeiro lug,ar, que sa localize o materia.1 bibliográfico desejado. Isso implica na necessidade de tun ^atal_^ogp_^co]etiY*'^o, que informe a localiza
çao das obras nas bibliotec,^s do pais ou da regi.ao considerada.
Somos de opinião que o_^eriipreí;tino interbibliotecário em nosso país, devido a sua grande extensão territorial, deverá ser organizado, iniciolmen —
te, por regiões o

PERMUTA
Se o empréstimo interbibliotecário é un processo indireto de aumentar as
possibilidades de atender às consultas dos nossos leitores, a permuta
4
um sistema direto de enriquecer o acervo^da biblioteca, sem inversão
de
capital.
Nao 6 s&amp;mente um sistema econouico, e portanto grandemente con
veniente paradas nossas bibliotecas especializadas, como representa, muitas vezes, a únicj. maneira de obtenção de material bibliográfico esgota do» O material usado para estabelecer o serviço de permuta e comumente ,

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s t e .O"
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lí

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representado pors
a) duplícatc-s;
b) trabalhos publicados pelas instituições das quais de pende a biblioteca especializada;
c) material nao usado e que pode interessar a outra bibli
oteca»
Nas bibliotecas especializadas pertencentes a instituições, a pemuta das,
próprias publicações já alcançou un nxvel satisfatório de desenvolvimento.
Eçse intercâmbio "dire"^o" tem sido muito produtivo.
Porém, poucas biblio
tecas especializadas tem organizado o serviço de troca de duplicatas e raras listas de duplicatas tem circulado» É possível que a quantidade de du
plicatas e de material qiae nao interessa, nao tenha ainda justificado
tun
serviço de permuta além das fronteiras da sede da biblioteca.
O serviço de pemuta tem merecido a atençao de entidades internacionais ,.
principalmente da UNESCO no Hemisfério Ocidental (Havana), organizou em ..
1953,
"Seminário sobre canje nacional ó internacional de públicaciones"
No '^Informe Final", compilado por Carlos Victor Penna, encontra-se una coletanea de trabalhos de base, que, de momento, superam o assunto.

ORGAO COORDENi\DOR
Todos os serviços^das bibliotecas especializadas no Brasil, baseados no co
operativismo, estão ainda ensaiando os primeiros passos. Organizaram-se
por entendimentos diretos en'J^re as bibliotecas especializadas o, em geral,
limitados a bibliotecas congeneres da mesma localidade. Para alcançarem
um funcionamento e desenvolvimento satisfatórios, seria necessário un ór gao coordanador, com a atribuiçao de "Clearing houso", depositário das duplicatas, dos catálogos coletivos, etc.
Recentemente,
M
' foi criado o INSTITUTO BíiÀSILEIRO DE BIBLIOGR^íFIA E m»DOCUMEN^
TAÇAO, proposto pelo Conselho Nacional de Pesquisas e pela Fundaçao Getu lio Varg-s.
Pelas finalidades e pelo programa que se propoe desenvolver
podem e devera as bibliotecas especializadas esperar un incremento decisivo
nos serviços especializados de bibliografia e de biblioteconomia.
m
Na enunerajao das suas finalidades encontrrim-se os pontos essenciais para
a realizaçao de una "Cooperação intensa entro as bibliotecas especializa das do Brasil"«
a) promover a criaçao e o desenvolvimento dos serviços espe
cializados de bibliografia e dogunentacao;
b) estimular o intercâmbio entre bibliotecas e centros
documentação, no ginbito nacional o inoemacionalj

de

c) incentivar ecoordánar o melhor aproveitanento dos recur
SOS bibliográficos e docxanentários"^ País, tendo em vis
ta, om particular, sua utilizaçao na informaçao científi
ca e tecnolégica destinada ;'.os pesquisadores.
O seu programa de atividar^es inclui, entre outras proposiçoes:
mçmutençao de um serviço de catalogacao cooperativa;
organização de un catálogo coletivo dos recursos bibliogl^
ficos do Pafs;
"
preparaçao de bibliografias especiais...; desenvolvimento
de cursos de formacao e aperfeiçoamento em biblioteconomia
e documentação,
O I«B»B«D. reúne as características de orgao coordenador que está faltando
âs bibliotecas especializadas no Brasil, fi de desejar,que todas as bibli

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otecas especializadc.s no Brasil, E de desojar, que todas as bibliotecas co
^aborem honesta e intensamente na realizagao do programa do
e que
ele, realmente, centralize e coordene as ativi.lades biblioteconomicas.
Num sistema de cooperaçao regional, ou entre bibliotecas especializadas agrupadas por assuntos semeUiantes e correlatos, a biblioteca mais importante do grupo pode_^ser o orgao coordenador, A pessoa encarregada dos servi ços de coordenaçao seria mantida pela contribuição nas bibliotecas afilia das.

CONCLUSOES

De acordo com o exposto, sugerimos ao
CONOMIA as seguintes recomendações;

CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTE -

1* - Revinir e coordenar os esforços das bibliotecas especializadas
num plano de trabalho cooperativista: recomendar que, inicial mente. as bibliotecas publiquem boletins bibliográficos e lis tas das publicações periódicas recebidas, e suplementos, encare
cendo a necessidade dos catálogos coletivos (do revistas e
de
livros), locais, regionais e nacional.
A
2, - Evidenciar a imgortancia da^bibliotoca especializada na vida
cultural e economica da Naçao, afim de obter verbas adequadas
par
tender às necessidades do acervo e de pessoali
3. - Interessar-se junto â Superintendencia da Moeda e do Credito ..
(Sl®40C) no sentido de ser a importacao de livros e assinatura 3
de revistas técnico-cientfficas clas^ficadas;
a) para as bibliotecas oficiais, na categoria especial para importação de mercadorias, maquinas e instrumental destimdo
às entidades públicas, onde o doloj: do mercado oficial está
sujeito a um 'gio do apenas Cr$ 7,00 por unidadej
b) pr.ra p^ticulares. na Ia. categoria, ondá o ágio oscila en tre Cr^if 10,00 e Cr$ 20,00,
4. -Levar a consideração dos poderes públicos competentes a possibl
lidade de extenderen-se as facilidades dos Bonus da UNESCO
ao
nosso país, contornando assim, as sempre crescentes dificxilda des de obtenção de cambio.
5. - Obter para as bibliotecas, redução ou ate isenção de tarifas
postais para remessas e intercâmbio de material bibliográfico•
6, - Apoiar o^programa do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação e encarecer a importancia do mesmo funcionar como or
gao coordenador das atividades interbibliotecári-.s das biblio-te
cas especializadas do Brasil.
"
N O T A: - 4 Resolução do Conselho da SMOC de 10 de jun^o de 1954 ( quando
este trabalho já havia sido entregue â ComissãojOrganizadora do
1 Congresso Brasileiro de Bibliotecononia) ^ concedeu, a "bodas as ent/idades
organizações privadas e a particulares (para uso próprio), a ^ —
ás importar livros ou revistas. com ágio do Cr$ 7,00, como sugerimos
na Reccraendaçao 3, § a.

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