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�PRIMEIRO CONGRESSO BRhSILüIRO DB BIBLIOTECONOrHA

✓
Bibliotecas universitárias e alguns de seus problemas
por
Maria Luisa Monteiro da Cunha

í&gt;a.toGi.^C80

L Pc.

Recife
I93h

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�BIBLIOTECAS U^TJVEHSITÁRIAT E ALGUNS DE SEUS T=ROBLEMAS.

por

Maria Luisa Monteiro da Cunha.

INFORME

NOT^. líITRODUTCjRlÁ
Ec 1952, quando de regresso,do Recife, onde fonos assistir à inauguraçao de
raais tuna biblioteca popular, traziauos, através de entendimento verbal,
a
incunbencia de redigir este Inforoe, providenciaj-ios logo o preparo de questionários que foran enviàdos a todas as bibliotecas universitárias do Brasil.
Entretanto, nao tivemos o prazer de poder registrar nen 5% de respostas ate
hoj e recebidas.
iil^n dessa dificuldade, surgiran outras de natureza vária, inclusive as determinadas por moléstia.
Desse modo, o breve estudo que apresentamos da situaçao d.:'.s bibliotecas uni
versitárias brasileiras em face de alguns de seus problemas, teve de se re_s
tringir, inicialmente, a duas bibliotecas de um mesno Estado, por falta de
material indispensável a um trabalho mais Qmploj depois, à medida que recebemos informajoes novonente solicitadas, verificamos ser mais ou menos iden
tica a situaçao das^bibliotecas universitárias em nosso País,
Assiia, as
conclusoes e sugestões apresentadas no final do trabalho, tem aplicaçao de
caráter geral.
Valemo-nos deste ensejo para renovar agradecimentos a Heloisa de Almeida
Prado, Oordélia Robalinho de Oliveira Cavalcanti, Etelvina Lima, Bernadette Neves e Lidia Sambaqui, pela gentileza das informaçoes relativas, respeç
tivamente, â Universidade Mackenzie, ao Recife, à Min:.s Gerais, à Bahia e a
Capital Federal.
A transcriçao__desses dados foi feita segundo a ordem e o volume em que
che gar.am às maos.

nos

Oxalá em futuro nao distante possaiiios ampliar o presente trabalho e esten der agradecimentos a todos os estados da União.

a) Maria Luisa Monteiro da Cunha
Biblioteca Central da
Universidade de Sao Paulo
são Paulo, 31.V.1954.

BIBLIOTECAS UNIVERSITiÍRIAS E ALGUNS DE S^US PROBLEÍ-L^S

"O enriquecimento do acervo bibliográfico das bibliotecas universitárias nor
te americanas constituiu, a partir de 1900, um dos aspectos mais característicos do desenvolvimento das universidades nos Estados Unidos.
Apesar dis
so, e da correspondente amplitude e complexicade das atividades dessas bibli
otecas sob o aspecto administrativo, nao houve, até 194-5, nenhim estudo sistemático dos princípios e métodos que caracterizara a organizaçao e adminis traçao da maioria das bibliotecas universitárias norte .americanas s nem
se
havia tentado, até essa data, formular conceitos ainda que generalizados
a
esse respeito".
É o que nos contcjn Louis Round Wilson e Maurice Tauber no
prefácio de "The university library'", obra de inestimável valor publicada nce
Estados Unidos em 194-5".^
1, Wilson , L. R. &amp; Tauber, Maurice, "The university library'',
The University of Chicago press |cl94-5l
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Chicago,

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�2

Se na grande naçao onericana - berço da bibliotecononia nodema - onde
foi
verdadeircEiente vertiginoso o desenvolvinento das bibliotecas de todos os ti
pos e finalidades, havia essa lacuna no concernente 5.S bibliotecas tiniversit^ias, nao adnira que entre nós, onde o conceito nodemo de bibliotecas
ê
tao recente, só agora se divulguem trabalhos sobre as bibliotecas especializadas e, entre estas, acerca das universitárias.
O problema das^bibliotecas universitárias brasileiras tem sua origem na própria organizaçao das universidades en nosso país.
Tomando como exemplo a fundaçao e desenvolvimento da Universidade de Sao Pau
Io, vemos que muito antes da criaçao da Universidade, por decreto estadual
n. 6,283» de 25 de janeiro de 1934, já existiam em pleno florescimento vá rias das escolas que, congregadas a outras então estabelecidiis, constituiran
o núcleo inicial da Kagna Casa de ensino superior de Sao Pauloi
Atualmente essa Universidade inclui as seguintes unidades universitárias:
Faculdade s
1.
2.
3.
4-.
5.
6.
7.
8.
9»
10i
'Ui
12.

Faculdade de Direito
Escola Politicnica
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"
Faculdade de Medicina
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
Faculdade de F macia e Odontologia
Faculdade de Medicina Veterinária
Faculdade de Higiene e Saúde Pública
Faculdade de Ciências Economicas e administrativas.
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Estíola de Engenharia de Sao Carlos

INSTITUIÇÕES ANEXAS
1. Escola de Enfermagem
(Anexa à Faculdade de Medicina)
2. Hospital das Clínicas
(Anexo â. Faculdade de Medicina)
3. Instituto Agrononico e Geofísico
4» Instituto de Administração
(Anexo à Faculdade de Ciências Economicas e Administrativas)
5. Instituto de Eletrotécnica
{kaexo â Escola Politécnica)
6. Instituto de Pesquisas Tecnológicas
7. Instituto Oceanográfico
8. Instituto "Oscar Freire"
(Anexo â Faculdade de Medicina)
INSTITUIÇÕES COMPLEMENT.JIES
A
1. Departamento de Assistência a Psicopatas
2. Departamento de Assistência ao Cooperativismo
3. Departamento de Defesa Sanitária da Agricultura
4. Departamento de Zoologia
^
5. Divisão de Experimentação e Pesquisas (instituto Agronomico)
6. Escola de Polícia
7. Escola de Sociologia e Política
8. Instituto Butanta
9. Instituto de Rádio •'Arnaldo Vieira de Carvalho"
10. Mus.u Paulista
11. Serviço Florestal
Para que através de suas faculdades e institutos possa cumprir o seu progrcuna
de "promover, pela pesquisa, o progresso da cienciaj de transmitir, pelo ensi
no, conhecimentos que enriqueçaia o espírito ou sejan úteis S. vidaj de fortiar
especialistas em todos os ramos da cultura e técnicos e profissionais em to' —

cm

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�dc.8 as profissões de base científica ou artística", a Universidade de Sao Pau
Io mantém, nas diversas unidades que a coapoen, as seguintes bibliotecas*
BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE I® SÃO PAULO (Anexo 1) E RESPECTIVOS Dij)OS ESTA TfSTICOS CORRESPONDENTES A 1953.
Acervo
Fac. Direito
Eac. Politécnica
Fac. Medicina
Fac» Filosofia
Fac, Famácia
Fac. Med. Vet,
Esc. Sup.Agr.Luis Queirós
Fac. Higiene
^
Fac. Ciências Econonicas
Fac, x'irquitetxira
Fac, Med. Rib. Preto
Fac. Eng. Sao Carlos *
Inst, Adninistraçao
Inst. Eletrotécnica
Biblioteca Central

87.179
39.571
62.500
37.400
4.737
13.165,
13.792
10.040
3.499
2,625 .
1.279
1,430.
24,382
3.260
15.000

Consultas
18,384
13.869
23.093
10.295
2.771
8,540
3.530
12.623

3.132
334
34.920
4.010
1.235

' Empréstimos
19.885
12,580
2.138
6,013
5.625
5.454
3.097
3.007
113
18.449
3.000
501

* en organizaçao
** en reorganizaçao
Oça, essas bibliotecas geran criadas e se desenvolveram en épocas e circunstancias en geral ben diversas.
A nedida que se fundava,' antes ou 4epois do estabelecinentp da Universidade,
cada Escola ou Instituto era p rovido de biblioteca. A organizaçao desta era
geralmente tíonfiada a leigos, dc.da a falta, na época, de especialistas no se
tor bibliotecononico. Daí nen senpre teren tido as bibliotecas universitá rias de Sao Paulo organizaçao técnica que emparelhasse com a riqueza do acer
vo e o renone da instituição a que pertenciam.
sé a partir de 1936, com a criaçao, em Sao Paulo, da primeira Escola de Bi blioteconomia do Brasil, piideran ter, algumas bibliotecas, bibliotecíírios
diplomados capazes de torná-las organismos vivos e de faze-las realmente t1teis ao leitor.
Nao havendo, porém, lei que exigisse a posse de diploma para o exercício de
fiinçoes en bibliotecas, estas, nao raro, continuaram, mesmo no campo universitário, a sei" dirigidas ou por pessoas cultas, mas sem conhecimentos técnicos, que procuravam o labor en bibliotecas por serem verdadeiramente amantes
do livro - e essas eraia as situações ideais, mau grado fosse comxin o fracasso no concernente â técnica moderna, - ou, o que é lamentável, a coleção livresca era confiada aos que, por inércia ou falta de dotes cultiirais, nao po
diam executar outro mister senão o de meros preservadores de livros.
Mesmo depois de promulgada a lei n, 17.104., de 12 de março de 1947»
conhece a Escola de Biblioteconomia de Saó Paulo coao escola padrão, nen sen
pre tem sido respeitado o seu artigo 35 que diz:
"Os cargos públicos de bibliotecário, que forem criados ou as vagas que
se verificcjren só poderão ser preenchidos por bibliotecários que pos sueijj diploma conferido por Escola de Biblioteconomia reconhecida
pelo
Governo",
Sao ainda recentes inúmeras nomeaçoes, para cargos^de bibliotecários,de pessoas que talvez nunca tenham ouvido falar da existencia de escolas de biblio
teconomia en nosso país»
A propósito, e fazendo-nos representante do sentimento de todos os bibliotecários paulistas, queremos mais una vez consignar o nosso reconhecimönto ao
eminente Professor Doutor Ernesto de Moraes Leme que, na qualid-ide de Magní-

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fico Reitor dn Universidade de Sao Pnxilo, houve por ben deteminar "sá poder
ser adnitido pc.ra fiinçoes técnicas en bibliotecas da Universidade, o porta dor de diploma de bibliotecononia conferido por Escola de Bibliotecononia oficial ou oficialaente reconhecida"»
Esse gesto do Magnífico Reitor, trjnbem mantido pelo ilustre catedrático que
ora o suoede, y©® dando grande incremento às bibliotecas da Universidade. Uma das conseqüências imediatas dessa ordem geral foi o ingresso, nas-escolas
de biblioteconomia, de funcionários que nao queriam abandonar as bibliotecas
universitárias onde, em caráter excepcional, exerciam funções de bibliotecário auxiliar. Só na Biblioteca Central tivemos dois desses exemplos edifi cantes nos dois últimos anos.
Em algumas faculdades, e tornamos a citar o exemplo da Universidade de
Sao
Paulo, havia a exigencia de diploma da disciplina de especializaçao da entidade para o cargo de chefe da Biblioteca. Este dispositivo, que ainda vigora em algumas'das H^dades universitárias, e uma salvaguarda â criteriosa se
leçao e classificaçao do acervo.
Assim, temos um medico na chefia da Bib3^
oteca da Factildade de Medicina, um engenheiro na da Escola Politécnica, um a
doutora na Faculd-.de de Medicina Veterinária.
A situaçao ideal 4 aquela em que ao conhecimento especializado se alia
nica profissional só adquirida através de curso regular em Escola de Biblioteconomia conceituada«
Daí o elevado nível técnico e cultural já alcançado pelas bibliotecas da Ui^
versidade de Sao Paulo em sua quase totalidade.
Em constante progresso, quer pelo crescimento anual do acervo por meio
de
boa seleção e aquisiçao de obras, quer pelos novos processos técnicos adotados graças â proficiência de seus bibliotecários e ao interesse dos diversos
Diretores dos institutos universitários que lhes prestam todo o seu apoio,es
sas b^jllotecas já rivg,liznm cora suas congeneres dos grandes centros biblioteconomicos mundiais.
No conjunto, todavia, ha a lamentar o reflexo da descentralizaçao dos proces
sos técnicos numa rede de bibliotecas, onde logo se faz sentir sob dois as pectos: a^diversidade dos catálogos do público e a diferença dos métodos de
localizaçao das obras nas estantes.
Assim, na Universidade de Sao Paulo vemos o que se ilustra no quadro abaixo:
FACULD.'iDE
Fac. Direito
Circulante
Esc, Politécnica
Esc.Sup.Agr.Luis Queiroz
Fac, Medicina
Fac, Filosofia

CxiT/jiOGO
Sistemático
Sistemático
Dicionário
Dicionário
Dicionário
Dicionário

Fac. Farmácia

Sistemático

Fac« Med, Veterin,
Fac* Higiene
Fac. Cienc, Economicas
Fac, iirquitetura
Fac* Med, Rib.Ireto *
Esc, Eng,, Sao Carlos
Inst, Administração
Inst. Eletrotécnica
Inst, Pesq, Tecnolog.
Biblioteca Central
Inst, Zimotécnico

Dicionário
Dicionário

6

ACESSO LIViíE
nao
sim
«*
nao
limitado
nao
«w
nao

so na Seção de
Refé
sim
nao

Dicionário

Dewey

sim

Sistemático
Dicionário
Dicionário
Sistemático
Dicionári o
Dicionário

Dewey
Dev;ey
Dewey
Própria
Dewey
Dewey

sim
sim
sim
sim
sim
sim

69 arganizaçao

5

CLASSIFICAÇAO
Bruxelas
Bruxelas
Bruxelas
Dewey
Dewey
Próprio
(consta de 20
classes)
Dewey e BlackDewey para Odontologia
Erópyia
Dewey

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razão dessa dispc.rid,.:.d3 de critérios reside nos seguintes fatores: (1) algumas bibliotecas forrjn organizadas há vários anos e os bibliotecários
que
se sucederam nao dispuzeram de tempo e de pessoal en núnero suficiente para
vuna recatalogaçao e reclassificaçao do „cervoj (2) as bibliotecas mais çecen
tes foram organizadas segundo métodos biblioteconomicos modernosj (3) nao to
via um &lt;5rgao coordenador das atividades biblioteconomicas das diversas vmida
des universitárias.
No concernente a esse orgao coordenador, entra em açao o papel de relevo
Biblioteca Central universitária,

da

DA FUNÇÃO DA BIBLIOTECA CEOTR/X NUMA UNIVERSIDADE
A Biblioteca Central universitária deve ter como funções precípuas:
I« Servir como um centro de pesquisas bibliográficas, facultando a documenta
çao necessária a trabalhos, estudos e pesquisas, conservando, enriquecendo e
dando maior utilizaçao ao acervo bibliográfico da Ur^versidade.
'
II» Funcionar como orgao coordenador das atividades biblioteconomicas da U niversidade.
III« Ser o repositório das coleçoes que nao sejam imediatamente necessárias
ou nao caibam mais nas bibliotecas das diversas faculdades, escolas
e
institutos da Universidade,
IV» Organizar, manter a ampliar as seguintes coleçoes:
a) coleção de Referencia (obras de cultura geral e de consulta)
b) coleçoes especiais
1» Coleção Universidade
(material informativo acerca de todas as universidades nacionais
e do exterior, mormente da Universidade a que pertence)
2, Coleção de^obras rar.is
3» Documentagao local (cidade, estado ou região)
4-. Legislaçao
a, federal
b, estadual
c, do ensino superior
V» Organizar e manter atualizados;
a) catálogo coleti\'o de livros da Universidade
b) catálogo coletivo de publicações pericídicas
Todavia, para alcançar seus objetivos a Biblioteca Central necessita de per- •
feita colaboraçao das demais bibliotecas da Universidade.
Dois pontos há, sobretudo, em que essa necessidade de colaboraçao se faz maissentir: no que respeita aos catálogos coletivos de livros e de periódicos.
A uma Central universitária nao afeta muito est rem os livros de uma bibliote
ca de faculdade ou departamental em arranjo fixo ou relativo, desde que nao
se volte ao extremo dos livros acorrentados... Importa, sim, e bastante, saber em que faculdade ou^instituto existe determinado livroj de seu interesse
Imediato é, também, a técnica da catalogaçao nas demais bibliotecas da Uni versidade, mormente no que concerne as entradas de autores individuais ou coletivos e ao registro dos títulos das publicações periódicas.
Neste ponto, consideramos oportuno fazer um breve relato do nosso trabalho na
compilaçao dos catálogos coletivos da Universidade de Sao Paulo»
CcHn relaçao à Biblioteca Central sucedeu o mesmo que já se havia dado quanto
a própria Universidade e a maioria dos institutos que a constituem, i.e», enquanto certas bibliotecas como a da Faculdade de Direito existem desde o secu
Io passado, a Biblioteca Central só foi criada em 19A8, sendo, pois, mais recente do que quase todas as outras.
Daí o sistema de descentralizaçao técnica e administrativa das diversas bibli
OVit
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0m
otecas da Universidade de Sao Paulo.
Esta foi a primeira dificuldade ijue tivemos de vencer, pois nao sá os catálogos divergiam em sua organizaçao, como, tambân, a maioria das bibliotecas
estavam com a catalogaçao em atrazo.
Inicialmente, fizemos m levantamento d:?s fichas já incorporadas aos respec
tivos catálogos do piíblico e das bibliotecas que necessitavam de auxílio pa
ra que se atualizasse a catalogaçao (vide anexo 2)
5m seguida, estabelecemos símbolos correspondentes a cada biblioteca univer
sitária no C«C.L. (catálogo coletivo de livros). Colocados esses sfiabolos
nas fich.:s dos catálogos de autor prontos para cópia, entramos em entendi mentos can o Serviço do Documentação da Reitoria a fim de que se processasse a microfilnagem. O trabalho teve início com a microfilnagen do catálogo
da Escola Politécnica nao só por estar jperfeitíuaente em dia, como tanbâa par
seguir de perto as nomas de catalogaçao da
que adotrxjos pnra o G»
C.L. Prevendo, entretrmto, que &amp; recatalogaçao dos catálogos que nao obede
ciam a esse Código seria trabalho de muitos anos, decidimos que a microfilmagem se fizesse mesmo sem uniformização de entradas por parte das diversas
bibliotecas.
Assim, à medida que as fichas microfilmadas eram enviadas â
Biblioteca Central, os encarregados do C.CaL, fazicun a necessária pasquisa
em fontes bibliográficas e_^as corx^eçoes a tinta, dada a qualidade do papel
da ficha fotografada que nao permite acróscimos a máquina. Fichas excessivamente erradas e cuja correção seria confusa, eram novamente feitas na Biblioteca Central.
As bibliotecas menores ou de organizaçao recente, como, respectivamente, a
da Faculdade de Cienci.-s Economic s e a da Faculdade de «rquitetura e Urbanismo e outras mais, nao tiveram seus catálogos microfilmados pois lhes foi
fácil m-indar cópia datilografada dos mesmos a
Tanto aS bibliotecas cujos c-.tálogos foram microfilmados, como as queirenoE
daram os catálogos datilografados, mantán atualizadas suas contribuições pa
ra p C»C,L. enviando-ncs mensalmente cópia das fichas dos novos livros cata
logados.
•
""
Quando, no ano atrazado, começou a crise de papel e de microfilmo, começa mos a destacar funcionários para a cópia datilografada de catálogos "in loco". Este método, embora mais moroso, tem^a vantagem de acesso fácil
aos
originais em casos de fichas cujas discrcpancias sao óbvias.
Outras vezes
e a falta absoluta de bibliotecário numa departr-jaental da Faculdade ou Instituto, onde a coleção ainda nao foi catalogada, que nos leva a manter, nao
r..ro dtiryite meses, un ou mais bibliotecários em serviço externo junto a ou
tros órgãos da Universidade o Foi o que também sucedeu quando demos nossa
colaboração ao C.C.F.TpC, (Catálogo coletivo de periódicos técnicos e científicos) das bibliotecas, br sileiras ora em fase de organizaçao« Tivemos a
nosso cargo o lev.-jitamento da coleção de priódicos de 35, (trinta e cinco)
bibliotecas (vide anexo 3) A maioria nao disp^inha de pessoal em número suficiente para a__^cópia do seu próprio catálogo dentro do prazo estipulado.
Algumas ainda nao tinham suas publicações periódicas catalogadas. Felizmen
te a boa vontade e alto espírito de compreensão dos srs. Diretores e dos bi
bliotecíirios das diversas unidades universitárias facilit?jram a nossa tarefa e foi em prazo relativamente breve que terminamos a parte do trabalho
que nos cabia, Foi, também, incumbência da Biblioteca Central, a compilação das regras em que se baseia o^C,C,P,T,C. (vide anexo 4-)
O C.C.L. da Universidade de são Paulo conta, no momento, 4.5.04.1 fichas já
incorporadas, sendo avultado_o número das que estão em processo de pesquisa
e acertos p.ara novas indexr.çoes.
A Biblioteca Central também possui, atualizados
1953, inclusive, 18-560
fichas correspondentes aos catálogos de publicações periódicas de todas as
bibliotecas da Universidade,

2, American Library Association. Cataloging rules for author and title
©ntries.
Chicago,
194.9»

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llll|lll
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�7

DA PERMÜTA DE PUBLICAÇÕES
Outro problema existente nc.s bibliotecas jiniversitárir.s num sistema de descentralização ^ o da permuta de publicações®
Vivendo em regime de autonomia técnica e administrativa, uma biblioteca de
Faculdade ou Instituto vai, insensivelmente, dedicando quase exclusiva aten
çao aos seus pr&lt;5prios problemas e necessidades.
A compra de livros se pro
cessa dentro do cnmpo do especializaçao da entidade a que pertence e^a aqui
siçao de publicações.jperi^^^s - setor do máximo interesse e importancia
numa biblioteca especíaÜÍTz^a -^e faz tanto pela compra propriamente dita,
através do mercado interno" ou externo, como pela permuta c&lt;xa insti-^uiçoes
congeneres do próprio país ou do exterior.
Aqxii veoos, ccte frequencia, os
males resultantes do isolacionismo local.
Sabemos as vezes de uma publicação oferecida â bas&gt;Ä de permuta por instituição do mesi^io local de onde ou
tra entidade envia à UNESCO ou ao U«S, Book Exchange o pedido da obra em apreçot
A
• A esse respeito tivemos, por ocasiao da nossa visita a W^CO, longa palestra cran o sr, H» Campbell, da Divisão de Bibliotecas, que nos pediu encrrecidamente. Colaborássemos no sentido de que se criasse no Brasil um ^rgao
centralizador de permutas bibliográficas 3
_

Temos para nós que o Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação
(l«B.B»D,), recentemente criado no Rio de Janeiro (decreto n. 35.4-30, de 29
de abril de 1954) virá solucionar o problema.
Para isso, porem, será imprescindível Tima colaboraçao maior entre as bibliotecas da mesma cidade, o,
por extensão, do mesmo Estado, para que se chegue ao trabalho em conjunto
no país inteiro,
Que nao se ouça o que, com desalento, escutamos há pouco alguém dizer num
círculo de bibliotecários: "prefiro fazer permuta com o exterior porque recebo material muito melhor"«
No setor universitário, ô* comum esquecer-se um bibliotecária de consultar o
colega de faculdade da própria Universidade, antes de estabelecer permuta
com outras institiiiçoes.
Temos na Biblioteca Central intenção de, futuramente, centralizar o serviço
de permutas na Universid.ade de Sao Paulo,
Ainda nao concretizamos este
projeto por falta absoluta de pessoal para mais este trabalho. O que
vem
funcionando ê a remessa, a Bibl .oteca Central, das duplicatas existentes
nas demais bibliotecas da Universid .de»
Semanalmente redistribuímos
nao
sS essas obras, como as que nos sao diretamente enviadr.s por outras bibliotecas e instituições cultivais do Br .sil e do exterior. Valemo-nos, tambám
desse material, para doaçoes a bibliotecas que se organizam nao s6 na Capital, como no interior do Estado.
Encerramos este capítulo fazendo um apelo às bibliotecas universitárias bra
sileiras jio sentido de que organizem entre si um perfeito sistema de permutas bibliogr'ficas.
DO lev.jít.m:nto de public..ções d., universid.de
o passo inicial na elaboração de ura plano de permutas de publicações e o le
vantamento do próprio material que cada biblioteca possui, mormente do que
S oficialmente editado pela instituição a que pertence.
Eventualmente sabemos que a Faculdade X de determinada Universidade edita
certa publicaçao, porque esta nos chega às mãos através de doação feita direta ou indiretamente. Geralmente, poróa, ignoramos a produção bibliográfi
ca ofií;ial de uma Universidade no seu todo,
Foi a necessidade de atender às inúmeras perguntas que nos chegavam nesse
sevhtido, que nos levou, em fins de 1950, a iniciar o levantamento do que a
Universidade de Sao Paulo edita oficialmente através dos seus diversos orga

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�8

nlsmos•
Desnecessário será enumerar as dificuldades coçi que, de início, defrontamos.
quem se dedica ou já se dedicou â pesquisa bibliográfica poderá avaliar o
trabalho que temos neste caijpo de nossas atribuições,
fi* Y f f
Felizmente, graças a competencia e dedicaçao dos poucos funcionájpos que
mos para a execução deste trabalho,
demos a lume os fascíctilo^de Sao Pau^*-»
Io, bem ccano o Catálogo das Publicações Periódicas das Instituições anexas
complementares da Universidade (1953).
Seria de grande utilidade para todos nós que nas demais iiniversidades (Jo Bra
Sil se fizesse o mesmo, pois assim teriomos maior facilidade de intercâmbio
quanto ao que oficialmente se edita campo universitário brasileiro.

^

0

DO EMPRÉSTIMO ENTRE BIBLIOTEC/;S UNIVERSITilRIAS
No mundo hodiemo, em que o grande emçenho dos que aspiram a uma vida meBior,
sem animosidades e lutas entre os po'^Wl e raças, ó a ^roximaçao das naçoea^
travas do_^um perfeito entendimento entJíe os homens, nao podia^o conceito de
colaboraçao fugir ao organograma biblioteconomico. De fato, nao há manual de
biblioteconomia quo nao saliente as vantagens do empréstimo interbibliotecário o o valor do trabalho em conjunto no campo da bibliografia nacional e
temacional.
Em todos os congressos do biblioteconomia registram-se, entre as Resoluçoos
finais, as que diz. em respeito à perfeita colabòraçao entre as bibliotec as
participantes do conclave.
Nao existo^bibliotecário diplomado em Escola de Bibliottcongmia digna desse
ncMne que nai seja conscioiida necessidade^de perfeito intercâmbio bibliogx&gt;áfi
co entre sua biblioteca e entidades congeneres do pafs ou do exterior.
Todavia, é ainda tao arraigado o isolamento de nossas instituições, que nem
mesmo todo o bibliotecário universitário poe em prática a teoria de colabora
Çao de que está imbuído.
"*
Daf ser admiráYel que, estrmdo ainda em fase quase inicial de desenvolvimento biblioteconomico, já possamos apresentar algum progresso quanto aos empre
endimentos que, visam facilitar o trabalho de cooperação bibliotecária^ Assim, já vem funcionando, e^sao dignos de louvor:(1) Escolas de biblioteconomia em sete estados da União; (2) Bibliotecas centrais de duas universidades
de Sao Paulo e na Universidade do Brasil;(^3) un Serviço Central do Bibliotg
cas da Universidade do Recife; (4.) um Serviço de Intercâmbio de Catalogaçao
t/ "}
na Capital^Federal; (5) Catálogos coletivos de livros e de periódicos; L-6) —'i/
xima Comissão Nacional de Blibliografia e Documentação;Y(8) um Serviço Central^
.
de Informaçoes Bibliográficas ria Universidade da Çahiaj (90 Redes de Bibllo"
tecas infantis o populares; (10) Associaçoes e grêmios de bibliotecários em
,
eários estados da União» (* Recentemente criados),
.
^ preciso, porán, que desses esforços - empresas geralmente de alto custo - saibam os bibliotecários teirar o devido proveito. De que valcri/
om os catálogos coletisov, as bibliografias e os índices bibliogr^icos, se
nao os utilizássemos para localizar as obixis do nosso interesse afim de tor
má-las por emprástimo ou para evitar adquiri-las quando já existem em instituição sitiada no mesmo local ?
Neste ponto yoltj^mos a atenção para o problema ds comgra do material nas bibliotecas universitárias em regimen de descentralização.
Vimos, recentemente, as mesmas^obras do consults geral em quatro
biblioteças especializadas situadas,_nao só no mesmo bairro, coqo também
OOQ distancia de dois a tres quarteirões entre as mais agastadas,
Esta ê uma das serias desvantagens da "descentralização" dos servip^s. As verbas nao sao, em geral, tao generosas^que permitam essa estravagancia de aquisições de obras cusyosas quando nao representam interesse
imediato numa instituição, Há sobra de verba ? Que seja empregada na coopra
de novos títulos - eos livros científicos e técnicos sao tao caros — o^ na
assinatura de mais publicações periódicas. Ou, então, numa cncadersaçao melhor do acervo, O certo S que ainda nao ouvimos um so bibliotecário plenamente satisfeito com o orço^mento aprovado para a sua biblioteca, Sao caau nissimas as necessidades de suplementaçao de verba para atender o impresci^
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dível no setor de compras de livros»
Então, porque nao por en pratica o principio da colaboraçao?
Disse-nos a bibliotecária chefe de tuna biblioteca universitiíria onde viiaos
obra de^referencia fora do assunto de sua especializaçao, que certos profe£
sores nao se conformariam
esperar nen cinco minutos para obter uma infor
maçao através de conaulta a outra biblioteca. Retrucamos: Avaliam
essas
pessoas que sua exigencia representa um onus para a Universidade de alguns
milhares de cruzeiros?
Efetivamente, a função da biblioteca é servir, S atender da melhor maneira
dentro do menor espaço de tempo possível.
Isto, porAn, sem chegarmos ao
extremo de duplicar material de consulta mínima em determinado setor»
Outrosslm, uma das funções do bibliotec^io é a orientaçao do público lei tor quanto ao uso da Biblioteca, svias finalidades e objetivos. Ora,
nada
nos leva a stipor que o que facilmente se consegue numa biblioteca infantil
e at^ numa poptilar, nao se obtenha na biblic&gt;teca universitária de um Profes
sor que, o par do ensino de sua disciplina, vive empenhado em contribuir
para que a Universidade nao se ^limite a mi^strar ^conhecimentos e de ja, aci
ma de tudo, o centro por excelencia para a elevaçao moral e robusteciment o
da personalidade de nossa juventude»
Outro ponto en que se firmam os que receiam o empréstimo inter-bibliotecá rio S a perda do livro.
Provam, todavia, as estatísticas, que ê mínimo o
extravio de obras, em comparaçao ao minesJO de CTipr^stinos,
Sem necessidade de apelar para o exemplo das bibliotecas norte-americanas,
inglesas e de outros países, onde o empréstimo de \Ma a outra região se faz
em l^ga escala, basta-nos citar que a Biblioteca Central da Universidade
do Sao Paulo já mandou, a pedido, livros da Escola Politécnica para a Uni versidade da Bahia.
A devolução das obrãs se fez dentro do prazo eatipuHA
do e sem nenhum dano material.
Nao podemos, também, esquecer as vantagens que hoje em dia nos oferecem os
processos de foto-duplicaçao, permitindo a copia de obras em prazo rolativa
mente breve e jjor preço razoavel.
Além de Serviços bem aparelhados ccaao o
de Documentação da Reitoria da Universidade de São Paulo, já existem en outros estados esses recursos, senão nesta amplitude;^ pelo menos em condiçoes
de prestarem âs bibliotecas stia^valiosa contribuiçãoe
Cumpro-nos^acrescen
tar que o Serviço de Docimentaçao da Reitoria da Universidade de Sao Paulo
atende a pedidos de qualquer estado ou país.
Urge, pois, estreitar os laços de colaboraçao entre as bibliotecas univer-i^
sitárias do Brasil começando por uma coordenaçao melhor das atividades/^
oada Universidade,
É o que vimos fazendo através de visitas mensais âs diversas bibliotecas
*
**
*
da Universidade e por meio de reuniões que, ccan frequencia, realizamos na
Biblioteca Central»
CENTR/iLIZAÇÃO vs DESCENTRilLIZAÇÃO
Como já tivemos oportunidade de dizer, o fato de uma universidade ter
um
sistema centralizado ou nao quanto à sua rede de bibliotecas, depende, geralmente, da s\ia própria origem e constituição técnica e administrativa«
Agsim, temos em Sao Paulo dois exemplos típicos desse gênero de organiza çao de bibliotecas; o que vigora na Universidade de "^ao Paulo e o da Universidade Mackenzieo
A
jg
Sobre o primeiro já tivemos oportunidade de fazer referencias n^s páginas
anteriores.
Acerca do segundo, transcrevemos a seguir as palavras de Heloisa de Almeida Prado, bibliotecária chefe da Biblioteôa da Universidade
Mackenzie em sua aula na Semana de Biblioteconomia promovida pelo Sesi em
1952.

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I Sc a n
st em

�10
1952.
"Sendo a u^versidade a retiniao de várias escolas de nível superior e de e_g
pecializaçao diferentes, siirge a questão de ser a biblioteca centralizada
ou descentralizada.
Tivemos no Mackenzie uma oj^ieriencia interessante,por
que o nosso estabelecimento de ensino se foi integrando organicamente de ~
baixo para cima, alcançando, de etapa em etapa, a situaçao viniyersit&amp;ria.
Gom o estabelecimento, seguiu a biblioteca.
A biblioteca, que nos seus primeiros tempos atendia 1/4 dos cursos que hoje
atende, conforme novas escolas se fundavam, naturalmente tinha que se apa relhar para as exLgencias das mesmas.
Assim foi crescendo e temos hoje
vantagens que sao grandes, da centralização do serviço e tambáa as desvantg
gens."
Enumera a distinta colega algumas das vantagens da centralização tombán a postadas por Wilson e Tauber em "The university library"3 e que ninguán melhor do que os que trabalham em regime oposto, como n&lt;$B, pode sentir e
aprovar» A essas vantagens, que abaixo indicamos, acrescentamos alguns conceitos pessoais:
Ik Vjlrias faculdades e depart^entos se Interosgam pelos mesmos
vros; havendo centralizaçao, todos eles estão reunidos;

li-

Obras gerais, de referência, nao precisam figurar nos institutos
e spe c iali zados.
3» O Catálogo coletivo dá ao pesquisador una visão geral do material
bibliográfico existente na Universidade,
Alám disso, sendo fruto do trabalho ^e um sá grupo de catalogadoras, apresenta uniformidade e exatidao nem sempre alcançadas quando o serviço 4
feito em vários setores 2a üniversi.^.ade.
A» 0^ processos de aquisição, tombamento, catalogação e classlfioa çao dos livros sao mais economicos tanto sob o aspecto técnico 02
mo sob o administrativo.
5. Maior oportunidade de troca' de idéias entre o Corpo docente e
discente da Universidade e o pessoal da Biblioteca, convÍYlo litil
ao trabalho dducacional e de pesquisa, quer como orientação, quer
como sugestão.
6. Acesso imediato ao acervo por parte dos pesquisadoires e funcionários da Biblioteca.
7« Montagem dos aparelhos de leitura de microfilmes, etc«
diffcio, o que 6 mais prático e econ^ico.

sá e -

0* Centralizaçao do empréstimo de livros o que facilita o trabcdho e
o controle do material.
9« Itedução do niSaerc d© funcionários 0 administração monos .dispendig
sa»
10, Maior facilidade quíinto &amp; supervisão do todo o material livrasoo
«ia Universidade por porta (Ho bibliotecário geral,
11, Centraligaçao do serviço de permutas,
12* Cçntralisação de duplicatas,
Fwa evit«" ^ue q trabalho dos laboratórios ou de certos oursos se^a preju»
gioado por^nao haver â-^mao obras de interesse imediato para eniierienoias •
deooBSwwiÇQes e preleçoes, a Biblioteca Central do Mackenzie mantÄj, junto
a cad^ escola, o material indispensável a essa consiilta, Todavia, a cata «
logagao, a classificação e o controle desses livros ê feito na Biblioteca
Oobtral,
VejamosI agora, as vantagens da descentralização»
1, Nao há necessida^Je de ua prédio de vastas proporções 000 perfeito
planejamento para futuros acréscimos.
2. Pica de lado, assim, o groblem.i do uso. de elevadores e de tempo
que se perde na loccraoçao de um lado para outro nriin edifício muito grande.

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�u

3» A biblioteca especializada junto a cada Escola desperta
interesse e agnq)a os assuntos correlates.

maior

A* A catalogaçao^se simplifica ou é mais elaborada segundo o tipo
de cada coleção especializada e das necessidades do leitor.
5« Lidando com um pilblico mais reduzido e Interessado em determinado tipo de publicações o bibliotec^io logo se ^familiariza
com o assuntO) o que facilita o serviço de referencia#
Para sanar a deficiencia da centralizaçao no concernente ao item 3» acima,
na yniversidade Mackenzie existo, em c"da Escola, uma pasta contendo a relaçao de todas as obras de sou interesse que a Biblioteca.Gentral possui*
Mensalmente, cada Escola recebo a lista das novas aquisições no setor
de
sua especializaçao»
Na Universidade Mackenzie a centralização da Biblioteca S facilitada pela
proximidade das diferentes escolas.
Sltuaçao bem diversa á a da Universidade de ^ao Paulo, onde as várias fa culdodes e ^titutos se localizam em bairros diversos e, geralmente, a
grande distancia, at^ mesmo do local da Reitoria*
Mau grado o sistema de descentralização que rego o funcionamento da rede
de bibliotecas da Universidade de ^ao Paxilo, muito tem alcançado
teca Central na execução do sou plano de atividades.
Atribuimos esse oxLto aos seguintes fatores:
!• Pleno apoio e intoresse do Gabinete do Reitor ao qual a Bib]^
oteoa Cõntral se acha diretamente ligada desde janeiro de 1951;
2. Intensa e valiosa colaboraçao dos srs. Diretores do Deporta mento de Administração da Reitoria;
3« Alta compreensão das funções de \ima Biblioteca Central univer
sitária por parte dos srs. Diretores de faculdades e institu
tos da Universidade, sempre solícitos
nos atender, honr^oAo
do-nos, ainda, com pedidos de colaboraçao» em v&amp;rias questões
atinentes â organizaçao Ias ttibliotecas sob sua clireta respon
sabiiidade;
4* Maior raiaoro de bibliotecários diplcxaados nas diversas biblio
tecas universitárias;
5» Grontil colaboração dos demais chefes de bibliotecas da Uni
versidade;;!',;

-

6» FrequentüS reuniões de bibliotecários da.Universi^ade promovi
das pela Biblioteca Central ptira discussão de assuntos de interesse geral;
7. Assistência t^onica prestada pela Biblioteca Central às dive£
sgs unidades universitárias, quando solicitada essa colaboração.
todavia, se tivessemos de organizar vuna rede de bibliotecas em Universidg
de onde ainda nada ^xistisse neste setor, sem dávida opinaríamos pelo sis
tema de oentralizaçao, pois alám de ser o menos dispendioso, apresenta a
vantagem de maior uniformidade técnica e administrativa*
Para isso, porém, seria fator indispensável a proximidade dos diversos ediffeios universitários, ou seja, que se concretizasse o sonho de todos
nás que á a esperada Cidade xmiversitária.
Felizmente já temos projetos desse gcnero em franco progressot ci&gt;a!sce,g;l
gantesca e formosa, a Cidade universitária^da Universidade do Br-^sil; ao
njsmo tempo, já se erguem no Butanta, em Sao Paulo, vários prádios da CiAade iiniversitária, em cujo planejamento figura, como tun dos mais belos e
diffeios, o da Biblioteca Central.
Passemos, agora, a vun breve exame da sltuaçao das bibliotecas universitárias nc. Capital Federal, em Pernambuco, em Minas Gerais e na Bahia, esta»

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dos em pleno florescimento biblioteconomico
PERNilMBUCO (v.tb, anexo 5)
O movimento renovador das bibliotecas xiniversitárias â luz do conceito bi blioteconomico moderno, teve início, no Recife^^ em 19AS» com a reorganiza çao da Biblioteca da Faculdade de Direito, então sob a competente chefia de
Edson Nery da Fonseca,
*
üna das conseqüências imediatas do sucesso alcançado por esse ilustre biblà
otecário na execução do seu plano de trabalho, foi o interesse despertado
em toda a Universidade do Recife no sentido de seram as bibliotecas reorganizadas segundo a técnica biblioteconomica moderna.
CoQ a s^da de Edson Nery da Fonseca, a biblioteca da Faculdade do Direito,
que então, de certo modo, funcionava como uma espécie de Biblioteca Central,
passou^a ser dirigida por D, l^iom Gusmão de Martins, que, com dedicação e
cc»ç)etencia, continuou a dar amplo desenvolvimento aos trabalhos iniciados
pelo seu antecussor.
Em 1953 foi encaminhado ao Magnífico Reitor im» "Projeto para a regulamenta
çao dos serviços bibliotecários da Universidade do Recife".
Segundo esse Projeto, os serviços bibliotecários da Universidade serão realizados sob a direção da Biblioteca Central, diretamente subordinada 5. Reitoria da Unii/ersidade do Recife.
!Jodavia, essa Regulamento só será definitivamente aprovado quando a experiencia der ao Projeto uma base segura para a regulomentr.çao final.
Enquanto isso, e ate ser construído prédio apropriado, a Biblioteca Central
da Universidade do Recife funcionará como Serviço Central das Bibliotecas ,
j\mto â Reitoria,
Esse Serviço vem se organizando pouco a pouco e sobre bases sélidas, até
que,_^com o tempo e a cprovaçao definitiva do Regulamento, possa assumir as
feições préprias de uma Biblioteca Central universit-ória.
Segundo informações gentilmente enviadas pela S.nha Cordelia Robalinho de
Oliveira Cavalcanti, atual Bibliotecário geral da Universidade, daoos a seguir a indicaçag» dentro dos capítulos do Regulamento proposto, dos itens
que ainda nao sao cumpridos intograLnente, por motivos superiores, decoiren
tes em grande parte da prépria distancia entre ^s diversas unidades da Universidade do Recife^e também, alguns, en virtude do desconhecimento das va^.
tagens de \ima direção central que coordene os serviços das bibliotecas universitárias,
Gapítulo II - Da Organizaçao
ijrt. 3® - c) Secçao de^Circulaçao
Esta Secçao, o seus Sectores, so funcionarao
quando do estabelecimento da Biblioteca Central»
d) Secçao de Fotoduplicaçaoj funciona atualmente,
na Biblioteca da Faculdade de Medicina, servindo
aquela Unidade da UoR» e atendendo, na medida do
possível, r.os pedidos que lhe sao dirigidos.
f) Secçao de iidministraçao: sé funcionará quando do
estabelecimento da Biblioteca Central,
Capítulo III - Da Competencia dos érgaos
Art, 10® - b) A Secçao de Intercâmbio ainda nao funciona, no
Serviço Central, conforme o Projeto, i.e., não
centraliza todo o intercâmbio das Bibliotecas
Departamentais. Entretanto, uma parte razoa vel do intercâmbio vem sondo realizada
pelo
Sejrviço Central.

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Art. 11® - Secçao de Catalogaçao e Catalogo Coletivo.
Atualmente esta Secçao __vem realizando os trabalhos
Gcanpletos de catalogaçao das novas aquisições das
Bibliotecas da Faculdade de Direito e dos Cursos
de Biblioteconomia. Infelizmente, nao é possível
fazer, no memento, o mesmo, para as outras Bibliotecas. Entretanto, os iteni3 II a XIV da alínea a
estão sendo realizados integralmente.
Quanto ao
Catjílogo Coletivo, alínea b do Art. 11°, podemos
afirmar que já começa a merecer realmente tal no me, no que diz respeito âs novas aquisições e está
funcionando conforme os itens da mencionada alínea«
Art« 12® - Secçao de Circulaçao; s&lt;5 funcionará quando do esta
belecimento da Biblioteca Central.
•

Art« 13® - Secçao de Fotoduplicaçao: ver, anteriormente, ali nea d do Art. 3®, do capítulo II.
Art« 14.® - As Bibliotecas Departamentais obedecem aos itens des
te artigo, exceto quanto aos seguintes» I, X, XI,
XVI, XXI, XXII, XLI.
I) remeter â Secçao de
tral a documentação
a uma departamental
decimonto, registro

Aquisição da Biblioteca Cenquo soja enviada diretamente
ou extensão_e sujeita a agra
e catalogaçao.

X) solicitar à Secçao de Fotoduplicaçao cápias ou
microfilmes, fotostáticas, etc.j
XI)acusar aos árgaos da Biblioteca Central r-specti
vos o recebimento do material por elos enviados|
XVI) remeter h Secçao de Administração da Biblioteca
Central todo o material susceptível de expedi çao polo correio;
■. XXI) remeter à Secçao de Catalogaçao o material preciso de roparos, encadernaçao, etc«, bem coao
arquivar a ficha de controle da remessa;
XXII) acusar o recebimento dor^aaterial §ncademado,en
viando a ficha de controlo â Secçao de Cataloga
ção;
XLI) providenciar junto à Secçao de Administração da
Biblioteca Central os reparos e consertos neces
sários;
"*
Art. 15® — A Secçao de Administração so funcionará quando do es
tabelecimento da Biblioteca Central.
""
Capítulo IV -.Das atribuições do pessoal.
Art« 16® - O Bibliotecário Geral, poroenquanto, obedece aos itens deste artigo, exceto quanto aos seguintesj II,
XVIII, XIX, XXI, XXIII, XXIV, XXV.
Il) apresentar anualmente a proposta orçamentária
justificá-la;

e

XVIII) prorrogar ou antecipar os e:)q&gt;edientes;
XIX) designar e dispensrj os chefes de secçao e os bi
bliotecários departamentais e encarregados de
sectores, escolhendo-os dentre os servidoros da
Universidade;

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�XXI) propor, admitir e dispensar o pessoal extra nu merário, após autorizaçao do Reitor;
XXIII) conceder fárias aos chefes de secçao, bibliote CQS departamentais e ao coordenamdor dos Ciirsos
de Biblioteconcania durante os períodos de farias
escolares;
XXIV) determinar a instauraçao de processo administrativo, ouvido o Reitor;
XXV) aplicar aos insubordinados ^s penas disciplina res, inclusive a de suspensão at^ 30 (trinta)
dias, e representar ao Reitor quando for caso de
pena maior;
Art, 17® - Os Ché^fes de Secções e de Bibliotecas, obedecem a to
dos os itens, exceto quanto aos de niineros VII e IX.
VII) propor a admissao e dispensa de pessoal;
n) aplicar aos subordinados^as penas disciplinares
de advertencia e repreensão, e representar ao Bi
bliotecario Geral qu".ndo for caso de pena maior;
Art. 18® - Atualmente, em lugar de Secretário, há \im Bibliotecário-Assistente.
Artigos 19®, 20® e 21® - SS serão executddos quando do estabelecimento da Biblioteca Central.
Capítulo V - Da lotaçao.
M
Os artigos deste capítulo so entrarao em vigor quando aprovado
o Regulamento.
Vemos, pois, com satisfaçao, que o Serviço Central das Bibliotecas da Uni versidade do Recife c;^inha rapidamente para una perfeita coordenaçao das a
tividades biblioteconomicas dessa Universidade,
Confirma-se, assim, também no setor viniversitário, o que tivemos oportiini dade de dizer por ocasiao do nosso primeiro contacto com os jovens bibliote
cários pernambucanos, em princípio de 194-9» "No Recife, a biblioteconomia
moderna caminha a passos de gigante",
MINAS GERAIS
Na Universidade de Minas Gerais ainda nao existe uma coordenaçao das atividades das diversas bibliotecas através de uma Biblioteca Central,
A Biblioteca da Reitoria é independente, com verba prépria, e nao possui ca
tálogo coletivo das outras sete (7) bibliotecas existentes nos diversos ins
titutos componentes da Universidade.
m
A
^
Essas outras bibliotecas sao perfeitamente autonomas quanto a questão
verba e â organizaçao,

da

0»
*
Com exceção da Biblioteca da Reitoria e da Biblioteca da Faculdade de Cienc:^as Economicas, todas as demais pertencentes â Universidade de Minas Geiais
temjpessoal técnico diplomado pelo Curso dc Biblioteconomia e, aos poucos,
est o se enquadrando dentro das normas biblioteconomicas modernas.
Foi proposta ag Magnífico Reitor a organizaçao de ura Catálogo coletivo da U
niversidade, nao tendo a idéia se concretizado até a presente data»
Além de suas oito bibliotecas de caráter técnico e cultural, poe a Universi
dade de Minas Gerais â disposição de quantos a procuram cerca de 1.274. publicações periódicas do Brasil e do exterior; mantém nove (9) revistas
de

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|S&lt;L&lt;.«

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ta através de catálogos de livros e de psriádicos. Para outros^estados fazse por meio de consulta a obras especializadas e por correspondência.
A obtenção de material bibliográfico se processa pelo empréstimo inter-bibli
otecário e encomenda de cópias em microfilme (principalmente artigos de pe ri&lt;5dicos),
Era casos especiais, o SCIB adquire, por compra, o material bi bliográfico solicitado.
Ci^PITAL FEDEIÍAL
Na Universidade do Brasil, a coordenaçao das atividades biblioteconomicas
vem sendo promovida através da Biblioteca CentaAl cujo Regulamento foi apTO
vado pelo Colendo Conselho Universitário em sessão de 3 de janeiro de 1952.
A^Biblioteca Central da Universidade ainda nao tem a seu cargo a cataloga çao das demais bibliotecas da Universidade»
Entretanto, colabora, na medi
da do possível, quando stia assistência técnica é solicitada.
Assim, incum
biu-se da recatalogaçao e reclassificaçao da Biblioteca da Escola Nacional
de Engenharia o colaborou nos trabalhos de catalogaçao da Escola Nacional
de Belas Ijrtes, da Faculd^a de Arquitetxira, do Instituto de Neurologia, da
Escola Nacional de Educaçao Física e Desportos, e da Faculdade de Farmácia.
Como toda a Biblioteca Central vmiversitária, a Biblioteca Central da Uni versidade do Brasil será a sede do Catálogo coletivo de livros^da Universidade. Atualmente, a Biblioteca Central tem 53 (cinqüenta e três) estudan tes universitários trabalhando nas diferentes bibliotecas da Universidade,
auxiliando na canposiçao^desse catálogo.
O trabalho ppra uniformização de
entrq^das para incorporação no Catálogo Coletivo de Livros é facilitado pelo
emprego de fichas impressas
do S.I.C. (Serviço de Intercâmbio de Catalo gaçao) por parte das diversas bibliotecas da Universidade.
Quanto às permutas bibliográficas, o trabalho ainda nao é centralizado na
Biblioteca Central. ^ Todavia, o Colendo Conselho Universitário criou no ano passado, como seção especial da Biblioteca Central, xira serviço de aquisi
çao de livros^no exterior, com a denominaçao de "Serviço do Livro do Fundo
Cultural^',
Este é o primeiro serviço centralizado na Biblioteca Central
para todas as unidades dá Universidade do Brasil,
CONCLUSÕES
Tomando como base a sit*;açao existente na Capital Federal, no Recife, em Be
Io Horlsente, em Salvador e em Sao Paulo, podemos afirmar que no Brasil, as
redes de bibliotecas universitárias ainda se encontram em fase inicial
de
organizaçao,
1. Rioj Recife e Sao Paulo já apresentam algum progresso no concemento à coordenaçao de atividades através de tuna Biblioteca Central(ou
seu equivalente) era pleno fxincionamento.
2» Nota-se, no Recife, maior tendencia para a centralizaçao técnica e
administrativa, geralmente a meta mais difícil de ser alcançada pelo fato de serem as diversas unidades universitárias ciosas de sua
perfeita autonomia.
3» Provam as informaçoes recebidas e a experiencia no nosso setor
de
trabalho, que no meio universitário brasileiro ainda nao é devida mente apreciada a vantagem de uma direção central que coordene
os
serviços das bibliotecas.
4« Ainda nao foi atingida em todas as universidades do Brasil a situaÇao ideal de sé poderem ser admitidos ao serviço técnico, em biblio
tecas, os portadores de diploma de bibliotecário conferido por Esco
Ia oficial ou oficialmente reconhecida.
5. sé em Sao Paiílo e no Rio existem nas Bibliotecas centrais universit;{rias catalcgos coletivos de livros já organizados o em fase adian
tada de funcionamento.

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6* S(5 na Bibliolieca Central da JJniversidade de Sao Paulo existe um Catálogo coletivo de publicações periódicas atualizeuio atá 1953» in clusive.

•

7» A centralizaçao do serviço de permutas bibliográficas ainda se en contra em estágio utápico.
8. O emprástimo inter-bibliotecário é eventual e empírico, nao tendo
sido até agora objeto de entendimentos nem mesmo entre as bibliotecas da mesma Universidade.
9. A tácnica da Catalogação não S uniforme, predaninando as adaptações
locais, que dificultam „ organizaçao dos catálogos coletivos.
10. Nao existe iim levantamento geral do patrimonio bibliográfico das bi
bliotecas universitárias brasileiras, das suas possibilidades de in
tercambio, e da sua organizaçao tácnica e administrativa.
11. A localizaçao dos edifícios das diversas unidades universitárias em
pontos geralmente distantes uns dos outros, dificulta a articulaçao
dos ti'abaljios técnicos das respectivas bibliotecas.
12. A^subordinação da Biblioteca Central universitária a qualquer drgao ou departamento da Universidade (exceção feita ao Gabinete
do
Reitor) á um embaraço ao seu desenvolvimento tácnico e administra tivo.

SUGESTÕES
Considerando as vantagens de maior conhecimento e cçlaboraçao entre as diversas bibliotecas universitárias do Brasil, pedimos venia para sugerir:
1. Seja incluida entre as Resoluçoes finais deste I Congresso BrasileJ.
ro de Biblioteconomia, Mensagem aos Magníficos Reitores das diver sas universidades brasiláiras solicitando sejam criadas em todas elas Bibliotecas centrais destinadas a organizar, coordenar e diri gir as atividades das várias bibliotecas da Universidade. Nas Universidades onde já existe Biblioteca Central, que seja assegurado a
esta pleno apoio na execução do seu plano de trabalho.
r ' ^
2. Seja incluida na Mensagem aos Magníficos Reitores*' um apelo^no senti
do do que só possam ser admitidos para o exercício de funções tácni
cas em bibliotecas universitárias, bibliotecários diplomados em Escolas de Biblioteconomia oficiais ou oficialmente reconhecidas.
3. Figure, ainda, nessa Mensagem, o pedido de criaçao de Escolas
Biblioteconomia junto 2ls Universidades brasileiras.

de

4-. Seja criada uma C&lt;missao Nacional^de Bibliotecas Universitárias incumbida do levantamento da situaçao^das bibliotecas universitárias
em nosso país, bem como da unificaçao das normas técnicas indispensáveis ao perfeito intercâmbio bibliográfico universitário.
5« Seja solicitado às Bibliotecas centrais ou aos Serviços centrais de
bibliotecas já existentes em algumas tiniversidades, um levantamento
dos recursos da Universidade g que pertencem quanto âs duplicatas
ou outro material de que dispõem para permutas.
6. Sejam encaminhados às associaçoes estaduais de bibliotecários ofí cios solicitando sua colaboraçao no sentido de padronizaçao de en tradas de nomes de autores brasileiros.
7. Seja organizado e incentivado o ^prástimo inter-bibliotecário
a
bem da economia geral e do melhor aproveitamento de verbas indivi duais.

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8. Sejam as Bibliotecas centrais ou os Serviços centrais de bibliotecas existentes cti universidades brasileiras designados como Sede
dos Catálogos coletivos de livros e de publicações peri(5dicas do
Estado a que pertencem.
9. Bejam as Bibliotecas centrais ou os Serviços centrais de bibliotecas universitárias incumbidos do levantamento das publicações oficiais de sua Universidade.
10, Sejam as Cidades xiniversitárias do Brasil dotadas de pr^cio cons truido especialmente para a instalaçao da Biblioteca Central loni versitária, a fim de que esta possa abrigar convenientemente as co
leçoes que lhe sao próprias e centraliaar os processos tácnicos de
catalogaçao, classificacao, empréstimo e permutas de material bibliográfico.
11. Seja criada junto a cada Biblioteca Central ou Serviço Central de
Bibliotecas universitárias uma Comissão Central de Bibliotecas Universltárias constituída por cinco membros, dos quais quatro (4)
serão representantes do Corpo Docente da Universidade e o quinto ,
o Bibliotecário chefe ou Diretor da Biblioteca Central (ou Serviço
equivalente), A Comissão Central de Bibliètecas Universitárias te
ra caráter consultivo, com exceção do bibliotecário chÃfç, ou Dire
tor de Biblioteca Central, que será o membro executivo, O Magnífi
CO Reitor será membro ex-ofício da Comissão Central de Bibliotecas
Universitárias.
12,

Sejam as Bibliotecas Centrais ou os Serviços Centrais de Bibliotecas universitárias subordinados diretamente ao Gabinete do Reitor,

Encerrando aqui esta modesta contribuição ao I Congresso Brasileiro de Bibli
oteconomia que se realiza no Brasil, formulamos os melhores votos de sucesso deste certame que vem coroar a sárie de grand® atividades e empreendimentos dos nossos Colegas pernambucanos.
(^e o resultado dos esforços dos bibliotecários que aqiii se congregam logo
se faça sentir através de um melhor aproveitamento dos recursos b^bliogr^icos que possuimos, bastando, para isso, que os poderes públicos dem âs bibli
otecas brasileiras o ^oio moral e material de que necessitam para o bom cum
primento de suas ftmçoes.

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