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                  <text>A MEMÓRIA ACADÊMICA EM IMAGENS FOTOGRÁFICAS:
REPRESENTAÇÃO DOCUMENTÁRIA E DIGITALIZAÇÃO DE FOTOGRAFIAS

Mariângela Spotti Lopes Fujita∗
Dilnei Fátima Fogolin
Tatiane Mendes de Souza
Rebeca Lilian Rodrigues

RESUMO
A preocupação com o resgate, preservação e difusão da memória histórica
acadêmica da Universidade, por meio de imagens fotográficas, se faz presente no
projeto “Memorial fotográfico da FFC”, em acordo firmado entre o Departamento
de Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC e a
Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual Paulista –
UNESP, com enfâse nos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica no
período de 1959 até o momento. Destaca-se no histórico do projeto o
desenvolvimento de estudos teóricos e metodológicos por meio dos “Trabalhos de
Conclusão de Curso - TCC”, apresentados por alunos do Curso de
Biblioteconomia da FFC, propiciando a recuperação, o registro e a guarda dos
documentos fotográficos com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade da
Informação e do conhecimento. A acessibilidade desses documentos históricos
depende de alguns procedimentos a serem executados para cada uma das
fotografias do memorial: a análise de conteúdo, a representação descritiva e a
digitalização. Para tanto detalha-se a representação descritiva das fotografias por
meio das regras catalográficas adotando-se o “Padrão de Qualidade de Registros
Bibliográficos” publicado pela Unesp elaborado com base no MARC21 e AACR2 e
a inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP, na base Retrat@, por
meio da digitalização das imagens fotográficas, através de equipamento scanner,
permitindo facilidade de transmissão de imagens para outros meios e suportes,
segurança de armazenagem, preservação da imagem e conservação da
fotografia.

1 INTRODUÇÃO
Atualmente a fotografia, com peculiaridades bem específicas na função de
representação da informação, ocupa um espaço bastante significativo na
produção e/ou fonte de pesquisa do conhecimento propondo uma nova
abordagem nos registros históricos não convencionais.

�Desta forma, consciente destas questões, o Departamento de Ciência da
Informação, da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC, da Universidade
Estadual Paulista – Unesp, elaborou projeto intitulado “A memória acadêmica em
imagens fotográficas: análise de conteúdo e digitalização de fotografias”, que
norteia as atividades do Grupo de Pesquisa “Análise Documentária” na linha de
análise e síntese documentária articulada com as disciplinas curriculares do
Curso de Biblioteconomia de Marília “Análise temática de fotografias” (optativa) e
“Análise documentária” (obrigatória), resultando no desenvolvimento deste
trabalho.
Recorrendo à uma efetiva articulação entre os setores da Universidade, o
Departamento de Ciência da Informação firmou acordo, no ano de 2003,
estabelecendo uma relação de parceria, com a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas – CGB, órgão que viabiliza o funcionamento sistêmico da Rede de
Bibliotecas da Unesp, constituída por 30 Bibliotecas, localizadas em 23 cidades
do Estado de São Paulo,

para a elaboração e supervisão das etapas da

representação descritiva e digitalização das imagens fotográficas.
O desenvolvimento deste trabalho tem como proposta resgatar a memória
acadêmica, através de imagens fotográficas, da Faculdade de Filosofia e Ciências
a partir da instalação dos primeiros cursos no primeiro prédio ocupado, da
realização das defesas públicas de mestrado e doutorado e outros eventos
marcantes que modificaram o cenário de ensino, cultura e ciência no interior
paulista, por meio da digitalização das fotografias mais significativas e a
representação descritiva propiciando a recuperação e divulgação do memorial no
Banco de Dados Bibliográficos Athena.
O Memorial de fotografias tem como objetivos:
- organizar por assuntos específicos as fotografias da trajetória acadêmica no
interior paulista da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp no período de
1959 a 1999;
- propiciar a recuperação adequada para organização de exposições fotográficas

�a fim de divulgar a memória acadêmica da universidade pública estadual no
interior paulista;
- preservar de forma digital a memória fotográfica para melhor acesso e uso da
imagem e conservação da fotografia original.
A preocupação primordial deste trabalho concentra-se na busca do
estabelecimento de procedimentos para o tratamento das imagens fotográficas
propiciando a recuperação, preservação, registro e a guarda destes documentos
com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade de Informação e
Conhecimento.
A

acessibilidade

desses

documentos

históricos

depende

dos

procedimentos a serem executados para cada uma das fotografias do memorial: a
análise de conteúdo, a representação descritiva e a digitalização.

2 A ORGANIZAÇÃO DOCUMENTAL DE FOTOGRAFIAS EM BIBLIOTECA
DIGITAL: REPRESENTAÇÃO DESCRITIVA E TEMÁTICA
Os últimos anos foram marcados por grandes mudanças no âmbito
acadêmico face à evolução das tecnologias e demanda da comunidade científica,
onde é imprescindível obter a informação em tempo real.
A Biblioteca Digital, visando otimizar e maximizar o acesso à informação, e
considerando todas as suas particularidades, surgiu para potencializar este
acesso e disseminação da produção científica e tecnológica para a Sociedade do
Conhecimento.
A Unesp, desde maio de 2003, efetivou a sua “Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações” disponibilizando, atualmente, em torno de 1050 teses em texto
completo, em formato PDF, de forma ágil e rápida, utilizando o software Nou-Rau
desenvolvido pelo Instituto Vale do Futuro em parceria com o Centro de
Computação da UNICAMP. O acesso à Biblioteca Digital pode ser feito
diretamente no site www.biblioteca.unesp.br/bibliotecadigital/T ou por meio do
Banco de Dados Bibliográficos Athena, que serve como ferramenta de busca.

�Com a Biblioteca Digital, a UNESP torna acessível, de forma gratuíta, sua
produção científica e posteriormente algumas coleções do seu acervo, como:
obras raras, mapas, coleções especiais, dentre outros, devido a diversificação de
interesses informacionais. (FUJITA, 2004).
Paralelamente à formação da base da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações e valendo-se dos recursos disponíveis de infra-estrutura e
customização do software já elaborado para o desenvolvimento desta base, a
Unesp está disponibilizando a memória acadêmica da FFC, por meio da
catalogação das fotos no Banco ATHENA e de uma base com imagens
fotográficas digitalizadas.
O memorial funciona como instrumento de recuperação, registro e guarda
de documentos fotográficos com a finalidade de torná-lo acessível à comunidade.
Esta acessibilidade depende, porém, de dois procedimentos a serem
executados para cada uma das fotografias do memorial: a análise de conteúdo e
a digitalização. A análise de conteúdo consiste da análise morfológica (forma do
conteúdo), do conteúdo temático (tema ou assunto) e do conteúdo icônico
(descrição da imagem visual) e permite que as fotografias sejam organizadas por
assuntos específicos para melhor acesso e recuperação.
Esta fase, de análise de conteúdo, é concretizada pelo desenvolvimento de
estudos teóricos e metodológicos por meio de pesquisas nos “Trabalhos de
Conclusão de Curso – TCC”, elaborados por alunos do curso de Biblioteconomia
da FFC onde são apresentadas propostas que valorizaram o acesso ao acervo da
memória fotográfica.
A digitalização consiste na captação da imagem em suporte original para
obter imagem digital através de equipamento scanner, permitindo facilidade de
transmissão de imagens para outros meios e suportes, segurança de
armazenagem, preservação da imagem e conservação da fotografia original.
Com a análise de conteúdo e a digitalização é possível dinamizar as
funções de memória social e acadêmica do arquivo de fotografias, realizando a

�divulgação através de exposições temáticas melhor elaboradas, bem como o
resgate, a qualquer tempo, da memória acadêmica para diversos fins.
A digitalização de fotos é importante tendo em vista que a tecnologia da
imagem digital propicia maior flexibilidade na utilização, preservação, recuperação
e divulgação da coleção, valorizando o documento fotográfico. O pesquisador
poderá obter a imagem de onde estiver, desde que conectado à Internet.
Para esta recuperação é necessário alguns procedimentos como a
identificação dos documentos e a representação descritiva.
Filippi (2002, p. 15) afirma que a organização de coleções de fotografias
envolve o arranjo físico e a identificação dos documentos. Na sua forma mais
abrangente, essa identificação resulta em um guia, e naquela mais detalhada, em
um catálogo.
Conforme citado no “Manual para catalogação de documentos fotográficos”
da Biblioteca Nacional (1997, p.3), esta organização da coleção de fotografias
juntamente com a análise permitem uma crescente utilziação dos documentos,
proporcionado a recuperação do seu conteúdo informativo.

3 METODOLOGIA

O memorial fotográfico contém, num total aproximado de 1500 fotos,
imagens organizadas a partir de duas vertentes:

1 – Coleção Fotográfica da Universidade
Contém as imagens dos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica da
FFC no período de 1959 até 1999, preservando a memória da Universidade com
informações retrospectivas importantes à história da FFC;

2 – Coleção Fotográfica Social
Contém imagens da cidade de Marília

�A organização temática foi elaborada durante

o processo de pré-

classificação das fotografias com o levantamento e a seleção do conteúdo
temático permitindo que as fotografias fossem organizadas por assuntos
específicos para melhor acesso e recuperação.
Desta organização surgiu inicialmente um conjunto de 25 classes temáticas
com a possibilidade de alteração dos temas, considerando a avaliação periódica
de todo o processo.
As fotos do Memorial da FFC estão acondicionadas individualmente com
entrefolhamento em papel neutro, em envelopes permitindo padronização nas
embalagens e na identificação, e agrupadas em pastas suspensas, com hastes
de plásticos, evitando o excesso de fotos. Finalmente guardadas em armários de
aço inoxidável.
Para a organização e identificação das fotografias optou-se pela atribuição
de siglas, seguindo os títulos das classes temáticas, seguidas de números,
anotadas na borda direita superior dos envelopes. Desta forma os envelopes são
facilmente ordenados e localizados.
Com as fotografias devidamente organizadas por classes temáticas iniciouse a representação descritiva com a catalogação das fotografias classificadas nas
classes temáticas “Inauguração da FAFI”, “Inauguração do Campus”, “Primeiro
vestibular” por serem as mais antigas, consideradas históricas.
As

fotos

requerem

uma

leitura

e

uma

descrição

de

conteúdo

diferentemente dos documentos tradicionais, sendo que neste caso, na maioria
das vezes, os dados são atribuídos pelo próprio catalogador a partir de seu ponto
de vista pela análise das imagens.
O levantamento dos dados das imagens fotográficas, como data,
identificação do evento, local etc. depende da coleta de depoimentos detalhados
dos antigos funcionários e docentes de forma gradativa.

�Atualmente é de extrema importância a definição de padrões de qualidade
na organização dos documentos contribuindo de maneira decisiva na recuperação
da informação. Os acervos só poderão ser recuperados com qualidade,
segurança e rapidez se o registro ao ser inserido, obedecer a critérios rígidos no
que tange tanto a dados descritivos quanto a pontos de acesso.
A formação de um banco de dados bibliográficos consistente e
compartilhado, com registros catalográficos padronizados de acordo com normas
internacionais, foi objeto de interesse da CGB.
A criação de um registro bibliográfico em meio magnético exige a utilização
de ferramentas como: um código de catalogação e um formato de entrada. A CGB
optou pela utilização do AACR2 (Anglo American Cataloging Rules, 2nd edition) e o
formato MARC (Machine Readable Cataloging) desenvolvido pela US Library of
Congress

–

Biblioteca

do

Congresso

Norte-Americano

e

utilizado

internacionalmente, permitindo aos seus usuários a importação e exportação de
registros. O AACR2 é essencial para a perfeita entrada de dados bibliográficos no
formato MARC. (GATTI, 2002).
Preocupada com a padronização dos registros e a qualidade, consistência
e credibilidade, a CGB envidou esforços visando elaborar, para cada tipo de
material informacional, um padrão referencial de registros bibliográficos.
“Padrão de Qualidade de registros Bibliográficos” publicado em dois
volumes pela Unesp e elaborado com base no MARC21 e AACR2 constitui-se em
importante ferramenta na consolidação e credibilidade do Banco ATHENA.
Assim sendo, e dando continuidade à esta ferramenta, a CGB elaborou o
padrão de registros bibliográficos para fotografias, ainda não publicado, para que
possa servir de subsídios à catalogação deste tipo de material.

4 RESULTADOS

�Os resultados apresentados, de acordo com a metodologia adotada, são
altamente

afirmativos,

tendo

mostrado

significativa

importância

no

desenvolvimento do trabalho proposto.
O Padrão foi planejado para ser usado pelos bibliotecários da Rede de
Bibliotecas, fornecendo passos para uma representação descritiva exaustiva, para
cada tipo de material, trazendo uma seleção dos campos, subcampos,
indicadores, necessários para identificar os dados no registro bibliográfico MARC,
e que constam na elaboração do roteiro para a confecção da planilha eletrônica,
gerando o registro bibliográfico no processamento técnico dos materiais.
Os campos que compõem a planilha são detalhados com observações
pertinentes que caracterizam os dados específicos para a identificação das
fotografias, como mostrado no exemplo abaixo:
Área de descrição física

300
#

#

a
b
c

Extensão#: ponto espaço dois pontos
Outros detalhes físicos#; espaço ponto e vírgula (subcampo
relacionado com o campo 008, máximo de 4 ilustrações
separadas por vírgula)
Dimensões
Obs.1 Colocar .#– , após o último subcampo descrito, somente se
existir série (campo 440)
Obs.2 Registrar em algarismos arábicos, a quantidade de
documentos que está sendo catalogada e, em seguida, o termo
padronizado correspondente à designação genérica selecionado
da lista autorizada abaixo:
TERMO
Fotografia
Reprodução fotomecânica
Negativo
Diapositivo
Cartão-postal
Àlbum
Porta-fólio

TERMO PADRONIZADO
Foto
Reprod. Fotom.
Neg.
Diap.
Cartão-postal
Álbum
porta-fólio

Fonte: Manual para catalogação de documentos fotográficos.
2.ed. Rio de Janeiro : FUNARTE, Fundação Biblioteca Nacional,
1997.
Obs.3 Para as fotografias que se apresentam em outros suportes

�primários diferentes do papel, tais como couro, porcelana, tecido,
madeira etc., registrar o tipo de suporte após a designação
genérica ou específica.
Obs.4 Inserir indicação de cor das fotografias, conforme: p&amp;b
(preto e branco), sépia, ciano, verde.
Obs.5 Para fotografias monocromáticas, com diferentes
colorações, registrar o termo monocromático; para fotografias
coloridas, utilizar a abreviatura color.
Obs.6 As fotografias podem apresentar até três dimensões:
- a da imagem propriamente dita,
- a do suporte primário (papel, couro, porcelana etc.),
- a do suporte secundário (cartão-suporte, moldura etc.).
Obs.7 As dimensões referentes aos suportes primário e
secundário, quando significativamente maiores do que as da
imagem, devem ser registradas na área das Notas.
Obs.8 As dimensões devem ser indicadas em primeiro lugar a
altura e em seguida a largura.

Por se tratar de um tipo de material diferenciado, não dominado pelos
profissionais envolvidos, o Padrão para fotografias foi elaborado tendo como
parâmetros o “Manual de procedimentos para o acervo fotográfico” da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o “Manual para catalogação de
documentos fotográficos” da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, respeitando
sempre o conjunto de regras já estabelecido pela Unesp e priorizando o uso do
AACR2 e MARC21.
A seguir a planilha eletrônica elaborada, com os campos específicos, que
serve de subsídio para a catalogação das fotografias gerando o registro
bibliográfico:
1
LDR
001
002
007
008
040
043
045
084

2
#
#
#
#
#
#
#
#
#

3
#
#
#
#
#
#
#
#
#

4
#
#
#
#
#
a
a
a
a

5
Líder
Número de controle
Código de movimento
Campo fixo de descrição física
Campo fixo de dados – Informações gerais
Fonte de catalogação
Código de área geográfica
Código de período cronológico
Classificação

�245

0

?

260

#

#

300

#

#

440

#

?

500
#
520
#
530
#
585
#
590
#
600
*
610
*
611
1
650
#
651
#
690
#
700
*
710
*
856
#
LEGENDA:

#
#
#
#
#
4
4
4
4
4
#
#
#
#

2
a
b
c
a
b
c
a
b
c
a
v
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a

Título

Imprenta

Descrição física

Informação de série
Nota geral
Resumo
Nota de disponibilidade de forma física
Nota de exposição
Nota local
Assunto – nome pessoal
Assunto – Nome corporativo
Assunto – Nome do evento
Assunto – termo tópico
Assunto – Nome geográfico
Assunto – Termo livre
Entrada secundária – Nome pessoal
Entrada secundária – Nome corporativo
Acesso eletrônico com a fotografia digitalizada

1 = Campo MARC21
2 = Indicador 1
3 = Indicador 2
4 = Subcampos MARC21
5 = Texto
# = Indicador = branco
? = Número de caracteres a desprezar na alfabetação

Alguns procedimentos e o Padrão para fotografias, inicialmente adotado
em fase experimental na catalogação pelos bolsistas e supervisionado pelo
bibliotecário da CGB, sofreram adequações apresentando uma versão com
características peculiares à Universidade, conforme exemplos a seguir:
- Alterações/inclusões na classificação das classes temáticas;
- Entrevistas com antigos docentes e funcionários para auxiliar na identificação
dos dados para catalogação;
- inserção da marca dágua nas fotos digitalizadas;
- O campo 100, relacionado à autoria, foi excluído pela dificuldade apresentada na
identificação dos fotógrafos;

�- No campo 440, destinado à série, ficou definido que esta informação será
retirada das classes temáticas e do número da fotografia.
Ressalta-se que o “Padrão de qualidade dos registros bibliográficos” é um
processo dinâmico, ou seja, sofre mudanças, alterações, portanto, à medida em
que as normas AACR2 e MARC21 são atualizadas, o “Padrão” para elaboração
de registros fotográficos deve ser revisto e adequado à realidade da Unesp.
Os resultados, consolidados pela elaboração do “Padrão de Qualidade de
Registros Bibliográficos da Unesp para fotografias” e pelo manual de serviço para
funcionar como instrumento de pesquisa aos outros bolsistas, registrando com
detalhes toda tomada de decisão no desenvolvimento do trabalho, reforçam mais
uma vez que a política adotada nos últimos anos, de parceria e articulação entre
os setores da Universidade, tem se refletido em benefícios para toda a
comunidade acadêmica.

5 CONCLUSÕES

A memória acadêmica da FFC, representada por documentos fotográficos,
propõe o registro de sua memória, por meio da representação descritiva e
digitalização das fotografias, garantindo assim o acesso à informação a respeito
da história da Universidade.
O “Padrão de qualidade dos registros bibliográficos”, adotado pela Rede de
Bibliotecas da Unesp, permitiu aos bibliotecários assegurar a integridade de todo
o processo de catalogação do acervo bibliográfico.
Pode-se concluir que o Padrão é um agente facilitador no processamento
técnico dos materiais bibliográficos, pois a utilização da planilha eletrônica, com
os campos pré-definidos, baseados no MARC e AACR2, possibilita a otimização
de todo o processo.
As fotos em papel continuarão tendo um papel importantíssimo na
armazenagem dos documentos, permanecendo até mesmo como o meio

�preferido para consulta, mas sem dúvida nenhuma a imagem digital se
consolidará no processo de preservação da fotografia original e melhoria no
acesso ao conhecimento.
Cabe ressaltar que este trabalho cumprirá com o objetivo primordial de
preservação, registro e guarda dos documentos fotográficos subsidiando uma
infra-estrutura que permita maior amplitude ao acesso da informação científica e
tecnológica.
REFERÊNCIAS

FILIPPI, P. ; LIMA, S.F. ; CARVALHO, V.C. Como tratar coleções de
fotografias. São Paulo : Arquivo do Estado : Imprensa Oficial do Estado, 2002.
FUJITA, M.S.L. A Unesp tem uma biblioteca digital deteses e dissertações:
acesse já. Diário, Marília, 11 mar. 2004. Opinião, p. 2 A.
GATTI, C. A.de S. ; FOGOLIN, D.F. ; BUTTARELLO, M.J.S. Gestão do capital
humano frente aos processos de automação: a esperiência da Unesp. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA DOCUMENTAÇÃO E
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 20., 2002, Fortaleza. Anais...Fortaleza : UFF, 2002.
1 CD-ROM.
MANUAL para catalogação de documentos fotográficos. 2.ed. Rio de Janeiro :
FUNARTE: Fundação Biblioteca Nacional, 1997.

∗

Unesp – Faculdade de Filosofia e Ciências – Docente do Curso de Biblioteconomia;
Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Coordenadora.
Escritório de Marília. Av. Vicente Ferreira, 1278 – Cascata. 17515-901 - Marília - SP - Brasil. Email: goldstar@ flash.tv. br;
UNESP – Coordenadoria Geral de Bibliotecas – Bibliotecária. Av. Vicente Ferreira, 1278 –
Cascata. 17515-901 - Marília - SP – Brasil. E-mail: dilnei@marilia.unesp.br.;
UNESP – Faculdade de Filosofia e Ciências – Discente do Curso de Biblioteconomia. Av. Hygino
Muzzi Filho, 737 – Campus Universitário. 17525-900 - Marília
- SP – Brasil. E-mail:
tatiane_mendes@ yahoo.com.Br.;
UNESP – Faculdade de Filosofia e Ciências – Discente do Curso de Biblioteconomia. Av. Hygino
Muzzi Filho, 737 – Campus Universitário. 17525-900 - Marília
- SP – Brasil. E-mail:
rerbys@yahoo.com.br.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>A memória acadêmica em imagens fotográficas: representação documentária e digitalização de fotografias.</text>
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              <text>Fujita, Mariângela Spotti Lopes; Fogolin, Dilnei Fátima; Souza, Tatiane Mendes de; Rodrigues, Rebeca Lilian</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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              <text>A preocupação com o resgate, preservação e difusão da memória histórica acadêmica da Universidade, por meio de imagens fotográficas, se faz presente no projeto “Memorial fotográfico da FFC”, em acordo firmado entre o Departamento de Ciência da Informação da Faculdade de Filosofia e Ciências – FFC e a Coordenadoria Geral de Bibliotecas - CGB da Universidade Estadual Paulista – UNESP, com enfâse nos acontecimentos importantes da trajetória acadêmica no período de 1959 até o momento. Destaca-se no histórico do projeto o esenvolvimento de estudos teóricos e metodológicos por meio dos “Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC”, apresentados por alunos do Curso de Biblioteconomia da FFC, propiciando a recuperação, o registro e a guarda dos documentos fotográficos com a finalidade de torná-los acessíveis à Sociedade da Informação e do conhecimento. A acessibilidade desses documentos históricos depende de alguns procedimentos a serem executados para cada uma das fotografias do memorial: a análise de conteúdo, a representação descritiva e a digitalização. Para tanto detalha-se a representação descritiva das fotografias por meio das regras catalográficas adotando-se o “Padrão de Qualidade de Registros Bibliográficos” publicado pela Unesp elaborado com base no MARC21 e AACR2 e a inserção das fotografias na Biblioteca Digital da UNESP, na base Retrat@, por meio da digitalização das imagens fotográficas, através de equipamento scanner, permitindo facilidade de transmissão de imagens para outros meios e suportes, segurança de armazenagem, preservação da imagem e conservação da fotografia.</text>
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