<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4924" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/4924?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-17T18:30:00-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3994">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/47/4924/SNBU2006_062.pdf</src>
      <authentication>0bdbaf3d5eea38902f2ff8cfe70a7f2a</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="54240">
                  <text>ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO E USABILIDADE DO PORTAL DA CAPES:
A AVALIAÇÃO DO USUÁRIO

Renata Gonçalves Curty∗
Marlene Gonçalves Curty∗∗
RESUMO: O ambiente hipertextual e a estrutura de interfaces promovida pela
World Wide Web incutiram, de forma quase sintomática, a preocupação com o
que convencionalmente se conhece por “arquitetura da informação”. Questões
como usabilidade, otimização do fluxo da informação e da navegação se tornam
latentes em um veículo que a cada dia incorpora novas tipologias de fontes de
informação com recursos tecnológicos cada vez mais avançados. Para fins de
análise dos princípios de usabilidade e da arquitetura da informação em fontes
eletrônicas, foi selecionado como objeto de estudo o Portal da Capes, pelo fato de
congregar documentos completos e resumos em todas as áreas do conhecimento
e de constituir-se, por isso, em um expoente para a comunidade universitária.
Avaliou-se a adequação de sua estrutura aos principais quesitos da arquitetura da
informação e da usabilidade sob a ótica do usuário. Foram eleitos, para tanto,
alunos de pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá que haviam
recentemente passado por treinamento e que recorrem assiduamente ao portal
para o desenvolvimento de suas atividades acadêmicas. O formulário de avaliação
possibilitou recolher dados relativos às médias atribuídas pelos respondentes nos
quesitos de avaliação do Portal de acordo com suas experiências de uso. Os resultados obtidos apontaram para uma avaliação equiparada dos itens, na qual a
média de todos os quesitos resultou em 3,5 numa escala de 1 a 5.
Palavras-chave: Arquitetura da Informação. Usabilidade de Portais. Critérios de
Avaliação. Fontes Eletrônicas de Informação.

1 O INTANGÍVEL ARQUITETÁVEL
A hipertextualidade preconizada por Ted Nelson1 e alcançada, mesmo que
calcada em fundamentos e ideologias diferenciadas, anos mais tarde, por

Mestre em Ciência da Informação (UFSC), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Paraná,
Brasil. E-mail: renatacurty@yahoo.com.br.
∗∗
Mestre em Ciência da Informação (Puccamp), Universidade Estadual de Maringá (UEM),
Paraná, Brasil. bce-sdi@uem.br.
1
Nelson fundou o projeto Xanadu em 1960, com o objetivo de criar uma rede de computadores com
uma interface simples. O autor considera que sua idéia de hipertexto foi distorcida e aplicada de
forma desordenada e equivocada nos projetos da atual web. Segundo Theodor Nelson, o projeto
web de Berners-Lee é extremamente insípido. Para maiores informações sobre o projeto Xanadu,
bem como as propostas de Ted Nelson, ver http://xanadu.com/xuTheModel/. Para acesso aos textos
do projeto Web de Berners-Lee, ver site do World Wide Web Consortium www.w3c.org.
∗

1

�Berners-Lee em seu projeto World Wide Web (WWW), veio modificar
sensivelmente a Internet, balzaquiana e de limites demarcados.

A textualidade dinâmica, iterativa, interativa, integrativa, ilimitada, virtual,
associativa, não-linear e dotada de multissemiose, cujas adjetivações2 são
responsáveis pelo acréscimo prefixal do termo, repercutiu em uma aproximação
constante da Web aos princípios do pensamento humano, dadas as possíveis
analogias referentes à caótica forma de operar e às infinitas conexões de nós que
partilha.

Analogias interessantes também são traçadas por Lara Filho (2003), que
relaciona a Web a um labirinto de limites não-visíveis e de diferentes caminhos,
depositária de um conhecimento planetário, rico e multilíngüe, ou então, a uma
colossal enciclopédia desprovida de pré-projeto, autoria, paginação, ou mesmo de
sumários ou índices.

Outras aproximações metafóricas recorrentes na literatura são os
comparativos da WWW à Torre de Babel – em razão da confusão bíblica relatada
no livro Gênesis que esta torre gerou para a humanidade –, ao rizoma, pelos seus
infinitos caminhos e interconexões, ou ainda a uma teia de aranha, em razão de
sua própria tradução literal; a grande teia de alcance global.

Fato é que a web, através de sua popularização, alcançou proporções e
dimensões tamanhas, que a “anarquia informacional” começou a apresentar
sintomas de necessidade de organização3. Há registro de que no início dos anos
1990 o mecanismo de busca - atualmente extinto - Wandex, desenvolvido pelo
Massachusetts Institute of Technology, surgiu como resposta às necessidades de
seus usuários de localizar melhor as informações desejadas. A evolução dos
2
3

Características atribuídas ao hipertexto por Marcuschi (1999).
Respeitando-se a máxima “nem tanto ao caos, nem tanto à ordem”, pois a obsessão pela
organização da rede pode promover a retomada da linearidade e instituir o que Lara Filho (2003)
designa como uma “camisa de forças” cujo fluxo de navegação se reduziria a apenas botões de
“próximo” e “anterior”, uma alteração que, segundo o autor, felizmente, o meio não permite.

2

�mecanismos de busca seguiu paralelamente e pelas mesmas motivações da
evolução da arquitetura da informação enquanto disciplina, campo ou - como
alguns autores a definem - área de atuação.

Wyllis (2000), contando a cronologia da expressão “arquitetura da
informação”, indica que esta foi cunhada por Richard Saul Wurman, um arquiteto
que atuava na área de editoração e organizava fontes de informação para
urbanistas e engenheiros. Em 1976, ao participar como organizador do American
Institute of Architecs National Conference, Wurman escolheu a arquitetura da
informação como um dos temas do evento, então nomeado The Architecture of
Information, e definia o conceito como a “ciência e a arte de criar instruções para
espaços organizados”.

A conjunção dos preceitos da arquitetura de projeção e idealização de
espaços com a organização da informação no ambiente Web e sua ampla adoção
ocorreu somente na segunda metade da década de 1990, com a explosão da rede e
com a necessidade de se desenvolverem interfaces mais interativas e amigáveis aos
usuários.

Deste ponto em diante, são inúmeras as definições acerca do termo no
contexto Web; entretanto esta pluralidade de conceitos sempre recai sobre a
mesma questão: a projeção de websites ergonômicos, funcionais, intuitivos e de
usabilidade assegurada aos seus usuários.

Sendo assim, a arquitetura da informação visa a organizar as informações e o
esquema estrutural do website de forma clara, intuitiva e significativa. Shiple (2003)
define a arquitetura da informação como o campo que envolve a investigação,
análise e implementação de sítios, definição que inclui a organização, navegação,
representação e mecanismos de busca. O objetivo é possibilitar que os usuários
encontrem e gerenciem a informação de forma efetiva.

3

�Nesta instância Louis Rosenfeld e Peter Morville (1998) se destacam como
autores-referência de obras mundialmente consultadas e referenciadas. Suas
publicações sistematizaram novos rumos para o pensar da arquitetura da
informação. Rosenfeld e Morville (1998) entendem que a Arquitetura da
Informação é uma disciplina emergente conciliada e impulsionada por uma
comunidade prática, direcionada ao resgate dos princípios do design e da
arquitetura para o contexto digital. É resultante da congruência entre as
necessidades de informação dos usuários, do contexto de aplicação e ainda dos
conteúdos que serão expressos no website/sistema. Segundo os autores, são
características da Arquitetura de Informação:

�

combinar esquemas de organização, nomeação e navegação dentro de
um sistema de informação;

�

projetar o design estrutural de um espaço de informação a fim de
facilitar a realização de tarefas e o acesso intuitivo a conteúdos;

�

estruturar e classificar websites a fim de ajudar as pessoas a encontrar
e a gerenciar a informação.

Os mesmos autores atribuem quatro elementos básicos ao estudo da
Arquitetura da Informação:
1.

sistemas de organização: maneiras como o conteúdo do site pode ser
agrupado;

2.

sistemas de rotulagem: forma como é denominado o conteúdo do grupo
informacional;

3.

sistemas de navegação: barras de navegação e mapas do site que
permitem ao usuário mover-se entre as partes do conteúdo ou fora dele;

4.

sistemas de busca: mecanismos que auxiliam o usuário a formular
consultas que podem resultar em documentos relevantes (ROSENFELD,
MORVILLE, 1998).

4

�Straioto (2002 apud SARMENTO e SOUZA; FORESTI; VIDOTTI, 2004), ao
analisar portais científico-acadêmicos, acrescentou dois elementos adicionais à
proposta de Rosenfeld e Morville: o conteúdo das informações (objetividade,
navegabilidade e visibilidade); e a usabilidade do site (interface amigável,
navegabilidade, funcionalidade, ajuda/suporte, feedback).

Com o aprofundamento dos estudos nesse segmento, institui-se um “braço
teórico”: a questão da usabilidade. Por ser considerada quesito indispensável na
projeção de websites e sistemas de informação, a usabilidade assumiu condição
de campo de estudo e de discussão.

2 A USABILIDADE EM PAUTA

Cogita-se que o termo “usability”, responsável pelo neologismo da língua
portuguesa “usabilidade”, em função de sua tradução, foi cunhado nos anos 1980
pelas áreas de Psicologia e Ergonomia, em substituição ao binômio “userfriendly”, aportuguesado como “amigável”. Presume-se que o termo user-friendly
não obteve aceitação por parte da comunidade científica e por isso caiu em
desuso. Anos mais tarde, a expressão usabilidade, já consolidada nas áreas
supracitadas, foi amplamente incorporada ao jargão técnico-científico da área de
Tecnologia da Informação para se tratar de aspectos voltados para a interação
homem-máquina e para os estudos de interface desse processo.
Martinez (2003, p.8) ressalta:
Curiosamente, apesar da Web ter popularizado a usabilidade,
acrescentou-lhe grandes desafios. A web constitui um novo meio de
comunicação e tem uma linguagem própria construída sobre um espaço
de hipermídia complexo, com características particulares de acesso
remoto a dados, publicação dinâmica de informações, interfaces gráficas
mutantes, velocidades de conexões variáveis, a rápida absorção de
novidades tecnológicas entre outras.

5

�A usabilidade é um conceito-chave para o aprofundamento em estudos de
interação homem-computador e está diretamente conexa com a busca de tornar
os sistemas, de modo geral, mais fáceis de aprender e de utilizar. Contemplada
como um dos requisitos para a determinação da qualidade de sistemas de
informação, a usabilidade é citada pela norma ISO/IEC 9126 como requisito
fundamental. Segundo a norma, a usabilidade é a eficiência, eficácia e satisfação
com a qual os públicos do produto alcançam seus objetivos determinados em
ambientes particulares (MARTINEZ, 2003, p.5).

Embora a norma seja dirigida aos softwares, suas orientações também
podem ser transpostas e utilizadas para orientar e delinear a metodologia de
estruturação, bem como processos contínuos de avaliação e reestruturação de
websites.

Na visão de Silva (2003, p.126), a usabilidade permite que um sistema de
informação seja avaliado, medido e sistematicamente melhorado. São seus
principais fatores:
- Que um usuário novato deva apreender a realizar as tarefas básicas do
sistema no menor espaço de tempo;
- Uma vez dominado pelo usuário, o sistema permite um alto grau de
produtividade;
- Um usuário que tenha ficado um período sem usar o sistema deve ser
capaz de usa-lo novamente sem ter de reaprendê-lo;
- O sistema deve permitir que os usuários realizem suas tarefas com
baixa incidência de erros;
-Deve ser agradável de usar e seus usuários devem subjetivamente
ficarem satisfeitos com sua utilização.

De forma semelhante, Jakob Nielsen, o precursor da Engenharia de
Usabilidade, aponta como princípios deste campo de estudo: a facilidade de
aprendizado, a eficiência de uso, a facilidade de memorização, a baixa taxa de
erros, a satisfação subjetiva, a consistência e a flexibilidade.

Na concepção de Terra et al. (2005), a usabilidade na web nada mais é do
que estruturar um site ou um portal pensando no usuário final, concentrando

6

�esforços para a facilidade do uso e criando um sistema transparente e de fácil
entendimento e operação. Em outras palavras, é integrar perfeitamente conteúdo,
design, serviços e interatividade, buscando a experiência do usuário final.

3 POR QUE O PORTAL DA CAPES?
A pós-graduação nas instituições de ensino superior (IES) é diretamente
responsável pelo incremento qualitativo e quantitativo da produção científica
nacional.

Atualmente, o Portal da Capes é o veículo mais importante de informação
científica no Brasil. Representa um recurso indispensável à produção científica e
tecnológica nacional, através da divulgação de conteúdo atualizado das diversas
áreas do conhecimento. Constitui uma das maiores bases eletrônicas de dados
do mundo,e oferece à comunidade acadêmica brasileira acesso a uma expressiva
coleção de bases de dados e obras de referência.

Dados confirmam a inserção brasileira no cenário científico internacional, a
qual que cresceu exponencialmente nos últimos anos. Hoje o Brasil ocupa o 17º
lugar no ranking das publicações científicas mundiais. A produção científica
cresceu 19% entre 2004 e 2005, segundo anunciou o presidente da Capes no dia
17 de julho de 2005. O sistema de pós-graduação cresce em redor de 15% ao
ano (FAGUNDES NETO; NADER; PACKER, 2006).

Sendo assim, a condição de expoente do Portal da Capes para a
comunidade científica nacional instiga a análise desse canal de informação
segundo os princípios da arquitetura da informação e da usabilidade, os quais
devem ser levados em conta para configurar qualquer portal web ou website que
vise a atingir com qualidade o público a que se destina.

7

�4 QUANTO AO PLANO E À COLETA DE DADOS

A pesquisa adotou como instrumento de coleta de dados o questionário,
aplicado aos alunos de cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) da
Universidade Estadual de Maringá (UEM). A escolha por esta comunidade
justifica-se por serem estes alunos, notadamente, os que, segundo as estatísticas
da Biblioteca Central, acessam e utilizam com mais freqüência informações do
Portal da Capes para as atividades de pesquisa.

Dentro dos propósitos do estudo, era quesito indispensável para a seleção
dos participantes envolver usuários que tivessem recentemente passado por
experiências de busca de informação através do Portal da Capes, pelo fato de
estes, presumidamente, terem maior discernimento e capacidade de julgar os
critérios apresentados pela investigação. Para tanto, ao se estipular o critério de
seleção dos respondentes, foram selecionados os cursos que receberam
treinamento no segundo trimestre de 2006, para acesso e uso do Portal da
Capes, através do Serviço de Disseminação de Informação (SDI) da UEM, sendo
eles os Cursos de Farmácia, Ciências Biológicas e Enfermagem.

Participaram da pesquisa 71 alunos que responderam ao formulário de
dados, constituído de 20 questões fechadas que buscavam conhecer as
experiências com a Web e recolher as impressões da usabilidade e da arquitetura
da informação do Portal da Capes. A fração de questões voltadas para a análise
do Portal foi elaborada segundo a escala semântica, que obedeceu a uma
graduação de 1 a 5 pontos.

O índice de resposta recai sobre a dificuldade de aplicação a este público,
visto que o período de coleta dos dados coincidiu com a época de recesso
acadêmico e que muitos alunos executam atividades paralelas ou experimentos
de suas pesquisas fora do âmbito da Universidade. Embora o e-mail tenha sido

8

�utilizado como forma alternativa de remessa dos questionários, poucos
retornaram através deste meio.

5 A PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS E A EXPERIÊNCIA COM O PORTAL
Dentre os 71 respondentes, 15 pertencem ao curso de Enfermagem, 25 ao
de Farmácia e 31 ao curso de Ciências Biológicas. Do total, 52 (73,24%) são
mulheres e 19 (26,76%), homens. Mestrandos totalizam 48 respondentes
(67,60%) e doutorandos 23 (32,40%).

Quanto ao hábito de freqüência de uso da Internet, foi possível observar
que 35 (49,30%) participantes utilizam-na várias vezes ao dia, 24 (33,80%)
utilizam a Internet ao menos uma vez ao dia e os demais 10 (14,80%) e 2 (2,80%)
recorrem à Internet, respectivamente, uma vez por semana e uma vez ao mês.

Ao serem argüidos sobre os conhecimentos de navegação e uso da Web
em uma escala de “avançado” a “fraco”, 66 respondentes (92,96%) afirmaram
dispor de um conhecimento relativamente bom, pois consultam diferentes bases
de dados e possuem certa autonomia de busca na informação na Web.
Consideraram limitados seus conhecimentos de busca e acesso a informações
relevantes na Web 3 respondentes (4,23%). Dois participantes (2,82%) não
responderam à questão e nenhum se enquadrou como um usuário da Web de
nível avançado, ou seja, que além de consultar a rede para acessar informações,
domine as linguagens de programação e construa páginas web, blogs etc.

Com relação aos itens voltados para a usabilidade e para a arquitetura de
informação do Portal, a partir da tabulação dos dados no Statistical Package for
the Social Sciences (SPSS), foi traçada uma média das respostas atribuídas, na
escala de 1 a 5, para os quinze itens avaliados, conforme a Tabela 1 abaixo:

9

�TABELA 1 – Médias obtidas na avaliação do Portal.
Itens de avaliação
1. Satisfação em relação ao uso do Portal
2. Em relação a sua expectativa de busca de
informação e o que obteve
3. O layout do Portal (aspecto visual) cooperou
4. Quantidade de informação mostrada na tela
5. Organização da informação (forma de
hierarquização e divisão dos conteúdos)
6. Seqüência de links e barras de navegação
7. Navegação pelas páginas web do Portal
8. Instruções para comandos ou funções
9. Encontrou o que tentava localizar para
prosseguir na busca
10. Aprendizado para navegar no Portal
11. Tempo para aprender a usar o Portal
12. Lembrança de nomes e usos de comandos
13. Tarefas podem ser executadas de maneira
direta e intuitiva
14. Número de passos para executar a pesquisa
15. Falhas ocorreram durante a busca (links
inativos, página indisponível etc.)

Nº
71

Média
3,56

70

3,26

70
68

3,54
3,79

68

3,85

69
67
69

3,57
3,46
3,35

71

3,45

68
69
67

3,68
3,64
3,63

69

3,36

68

3,28

68

3,31

A partir dos resultados obtidos podemos verificar que os 15 itens
apresentados para a avaliação dos respondentes obtiveram médias semelhantes.
Todas as situações expostas aos participantes da pesquisa, para que as
assinalassem com base em suas experiências de uso do portal da Capes,
receberam nota acima da escala 3, a qual pode ser considerada um ponto de
equilibro entre o pólo negativo e o pólo positivo de avaliação.
O cálculo da média entre os quinze itens avaliados resulta em uma dízima
periódica pouco acima de 3,5. As aproximações entre as médias obtidas não nos
permitem afirmar categoricamente qual item é julgado pelos participantes da
pesquisa como o mais significativo, tampouco os quesitos em que o Portal é
considerado mais deficiente, na visão dos respondentes, principalmente pelo fato
de algumas questões não terem obtido índice de resposta igual a 100%. Não
obstante, essas aproximações nos possibilitam inferir, para esta amostra, que os
critérios possuem importância quase equivalente, na visão dos participantes, e

10

�que a percepção destes no que tange à adequação do Portal da Capes aos
critérios de usabilidade e de arquitetura da informação está um pouco acima da
média da neutralidade.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A arquitetura da informação e a usabilidade, enquanto áreas de estudo,
emergiram como conseqüência do conjunto caótico experimentado pela
propagação da WWW. A web constitui-se uma grande rede de idéias, regida pela
complexidade da hipertextualidade, cuja necessidade de direcionamentos,
planejamento e estruturação de informações dos websites surge como forma de
torná-los inteligíveis e acessíveis aos seus usuários; um espaço de fluxos de
informação e de navegação não palpável, mas passível de se arquitetar; de se
arquitetar no sentido de planejar, projetar e tramar seu esquema estrutural.
A partir da aplicação dos questionários, constatou-se que o Portal da
Capes recebeu avaliação mediana para positiva, com relação aos principais
critérios de usabilidade e da arquitetura da informação, por parte de um público
que acessa com freqüência a Internet e que se autodenomina detentor de
conhecimentos razoáveis e desfruta de certa autonomia de busca da informação
na Web.

Sugere-se que estudos aplicados a um maior público de usuários
partícipes de diferentes áreas do conhecimento sejam realizados para respaldar
os dados obtidos nesta pesquisa, visto que a amostra trabalhada configura-se
como uma parcela reduzida de usuários, comparativamente ao público que
acessa o Portal a nível nacional.

A concepção de instrumentos que consigam detectar com precisão os
diferentes graus de experiência na utilização do Portal e que, como conseqüência,
permitam avaliar o impacto destas oscilações na percepção dos aspectos

11

�avaliados, também se faz necessária para identificar com exatidão os pontos de
insuficiência do Portal e, dessa forma, traçar propostas de melhoria para este
importante e abrangente canal de informação científica.

REFERÊNCIAS
FAGUNDES NETO, U.; NADER, H. B.; PACKER, A. L. O Portal Capes e o
impacto na ciência brasileira. Jornal da Ciência, São Paulo, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=39386&gt;. Acesso em: 27 jul.
2006.
LARA FILHO, Durval de. O fio de Ariadne e a arquitetura da informação na WWW.
Datagramazero, Rio de Janeiro, v. 4, n. 6, dez. 2003. Disponível em:
&lt;http://www.dgz.org.br/dez03/Art_02.htm&gt;. Acesso em: 8 abr. 2006.
MARCUSCHI, Luiz Antônio. Linearização, cognição e referencia: o desafio do
hipertexto. In: COLÓQUIO DA ASSOCIAÇÃO LATINO-AMERICANA DE
ANALISTAS DO DISCURSO, 4., 1999, Santiago. Anais... Santiago: [s. n.], 1999.
Disponível em:
&lt;http://www.uchile.cl/facultades/filosofia/Editorial/libros/discurso_cambio/17Marcu
s.pdf&gt;. Acesso em: 19 abr. 2006.
MARTINEZ, M. L. Usabilidade e Webdesign na Infoera. In: WORKSHOP
SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO: Benção ou maldição, São Paulo, 2003.
Disponível em: &lt;http://www.lsi.usp.br/~martinez/works/_artigos/martinez03b.pdf&gt;.
Acesso em: 2 maio 2006.
ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the World Wide
Web. Cambridge: O´Relly, 1998.
SARMENTO e SOUZA, M. F.; FORESTI, M. C. P. P.; VIDOTTI, S. A. B. G.
Arquitetura da informação em web site de periódico científico. Educação Temática
Digital, Campinas, SP, v. 5, n. 2, p.87-105, jun. 2004.
SHIPLE, J. Information architecture tutorial. 2000. Disponível em:
&lt;http://www.webmonkey.com/webmonkey/design/site_building/tutorials/tutorial1.ht
ml&gt;. Acesso em: 4 maio 2006.
SILVA, S. V. Critérios da usabilidade: um auxílio à qualidade do software.
Vértices, Campos dos Goytacazes, v. 5, n. 2, p. 123-133, maio/ago. 2003.

12

�SOARES, H. Uma contribuição da Fenomenologia para a Arquitetura da
Informação. Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Brasília, DF, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.bsf.tehospedo.com.br/ojs/viewarticle.php?id=4&gt;. Acesso em: 2 maio
2006.
TERRA, J. C. et al. Usabilidade: conceitos centrais. 2005. Disponível em: &lt;
http://www.terraforum.com.br/sites/terraforum/Biblioteca/libdoc00000132v003Usab
ilidade-%20conceitos%20centrais.pdf&gt;. Acesso em: 20 abr. 2006.
WYLLIS, R. E. Information architecture. 2001. Disponível em: &lt;
http://www.gslis.utexas.edu/%7El38613dw/website_fall_01/readings/InfoArchitectu
re.html&gt;. Acesso em: 23 abr. 2006.

13

�ANEXO A - QUESTIONÁRIO
�
�
�
�
�
�

+ �� � ��� !�
0�� �#��2��� �&amp;�� � � �� � ��� &amp;��� ���� � 2������ �
�7� � !�� &amp;� �9�� � ����� � !�2� ��� ��# �� ����" ���
������ � �� ����' � �$ � ����D'� ����� � �9"� ��0��
��� � ��� ��
+ � �� � �� #�� �� �� �"��������� �� ���� � ����$ �#�

���' � �$ � �+ � �� �?�+0��� ������� � �����
����# ����� ��� �2���� �"��F�&amp;�� � ���' � �$ �
������ ��# � � !�# �"������� !� #�� ���� �
�� � � �#��2��� �# ��D���G�

�������� ���������������
�� �� �����������
�������� ��
���������� � ���������������������������������
�
���� ��� ������������������� ��� ���������������������� �������������� �
����� � �������� � � �
������� �������
���� ���� ���� ����� � � �
���� ������
������ � �������
�
!��� ���� ���"������ ��� �#������� ��"������$�%&amp; ��� � �"������������ � �
����� �� ��� ���� �� ����� !� ��� � �����"� "���� ��# " � �$ ��� ��� � �#�"��
���� � ���������&amp; ���� ����� � �'� ������&amp; ���� ��
����# ��� � �� � �� � ��&amp;��
����
������� � �'� �� �� �&amp;�� ��� � �#� ���' � �(��� ���� ������ �)��� ������
�
'�� ��� ������������������ ��� ����� �"����� ���(����������"��� �� ����� �) �����"��
- ���.����
*��� ���' �$ ���� �� �$ � ��� � �+ � ��
����� �
*�� ,�� -�� .�� /��
)�� ���'��� ���
,��0�� �� �$ � ��� ��1#� � ��� � ��&amp;�� � ��
����� ��&amp; �1 ���
*�� ,�� -�� .�� /��
��' � �$ ��� �2��� &amp;������
-��3�� 4 ��� �+ � ��� �#� � ����� ���� #� �� �5�� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
.��6� ��� �� ����' � �$ �� ��
�� ���� � �)� �2� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
/��3 " ��� �$ � ���' � �$ ��' � � ��
�)�9"� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
7�� 2��� �$ ��� ����$ � �� ���8 ���
;����2&lt;=� � � �����&gt;����&amp; �� ��� ��" �$ ��
�? �'�� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
@��5 ��" �$ �#�� ��#�"�� ��%�&amp;� �+ � ��
�? �'�� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
A��)��� ��(���# � � � �� ��'���(���
�? �'�� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
B��0� �� �� �2������� � �� ��� �# �
�5�� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
# ���"�� �� �&amp;�� �
*C���# �� �� �# �� ��" �� �+ � ��
� �'D �����
*�� ,�� -�� .�� /��
**��E��# �# � # �� � � ��� � �+ � ��
����� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
*,��:��&amp; �� � ��� �������� �� �� � � ��� � �'D �����
*�� ,�� -�� .�� /��
*-��E �' ��# ����� ��1� �� �� ��� ��� � �5�� ���
*�� ,�� -�� .�� /��
� �� ����������� �
*.��58�� � ��# �� ��# ��1� �� � �
����� �" � ����
*�� ,�� -�� .�� /��
#��2��� �
*/��� �7 ��
� �� � ���� �&amp;�� �����&gt;��
�� �2&lt;������������ *�� ,�� -�� .�� /��
�� ��� �!�#�"�� ��� ��# �D������ ����
�

��%�&amp;!�&amp;� "���� ���
�� ���' � �$ ��

*)+, �
����� �
� ���'��� ���
����� �� �� ���
����# ����
�� �2� ���
�:9"� ���
�?� ���
�?� ���
�?� ���
����# ����
��� �����
�+ � ���
��� �����
����# ����
��# # �
��

���

��������

14

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="47">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51378">
                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51379">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51380">
                <text>Tema: Acesso livre à informação científica e bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51381">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51382">
                <text>UFBA</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51383">
                <text>2006</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51384">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51385">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51386">
                <text>Salvador (Bahia)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54205">
              <text>Arquitetura da informação e usabilidade do Portal da Capes: a avaliação do usuário.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54206">
              <text>Curty, Renata Gonçalves; Curty, Marlene Gonçalves</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54207">
              <text>Salvador (Bahia)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54208">
              <text>UFBA</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54209">
              <text>2006</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54211">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="54212">
              <text>O ambiente hipertextual e a estrutura de interfaces promovida pela World Wide Web incutiram, de forma quase sintomática, a preocupação com o que convencionalmente se conhece por “arquitetura da informação”. Questões como usabilidade, otimização do fluxo da informação e da navegação se tornam latentes em um veículo que a cada dia incorpora novas tipologias de fontes de informação com recursos tecnológicos cada vez mais avançados. Para fins de análise dos princípios de usabilidade e da arquitetura da informação em fontes eletrônicas, foi selecionado como objeto de estudo o Portal da Capes, pelo fato de congregar documentos completos e resumos em todas as áreas do conhecimento e de constituir-se, por isso, em um expoente para a comunidade universitária. Avaliou-se a adequação de sua estrutura aos principais quesitos da arquitetura da informação e da usabilidade sob a ótica do usuário. Foram eleitos, para tanto, alunos de pós-graduação da Universidade Estadual de Maringá que haviam recentemente passado por treinamento e que recorrem assiduamente ao portal para o desenvolvimento de suas atividades acadêmicas. O formulário de avaliação possibilitou recolher dados relativos às médias atribuídas pelos respondentes nos quesitos de avaliação do Portal de acordo com suas experiências de uso. Os resultados obtidos apontaram para uma avaliação equiparada dos itens, na qual a média de todos os quesitos resultou em 3,5 numa escala de 1 a 5.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68428">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
