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                  <text>AVALIAÇÃO DO TUTORIAL ON-LINE: "COMO FAZER REFERÊNCIAS:
BIBLIOGRÁFICAS, ELETRÔNICAS E DEMAIS FORMAIS DE DOCUMENTOS"
DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA E SEU IMPACTO NA WEB
Maria Bernardete Martins Alves∗
Susana M. de Arruda∗∗
TP

TP

PT

PT

RESUMO

Em respostas às mudanças determinadas pelo avanço tecnológico foi construído
um tutorial para dar suporte ao Programa de capacitação do usuário, cujo objetivo
é auxiliá-lo na elaboração de referências bibliográficas e demais formas de
documentos em qualquer suporte. Disponível na Web desde 1998, mostrou-se
altamente eficaz na sua proposta de ir além do espaço físico da Biblioteca para
alcançar o usuário remoto. Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo
menos duas questões emergem: quantos e quais são as páginas ou sites que
estão apontando para o tutorial? Como instrumento para a coleta dos dados,
contagem dos links foram utilizados dois mecanismos de busca: o Altavista e o
AllTheWeb. A partir dos resultados da pesquisas foi possível identificar e
categorizar as páginas que apontam para a página do tutorial, usando as
categorias propostas na literatura da área.
PALAVRAS-CHAVE: Programa de capacitação do usuário. Tutorial on-line.
Mecanismos de busca. Impacto dos serviços e produtos na Web. Webmetria.
1 INTRODUÇÃO

As mudanças advindas da adoção das Tecnologias da Informação,
notadamente a Internet, afetam de maneira decisiva as Bibliotecas Universitárias,
(BUs) trazendo em seu bojo um enorme desafio tanto para os profissionais da
informação quando para seus usuários.
No rastro das novas tecnologias, novas formas de ensino e aprendizagem
estão sendo adotadas nas universidades, como o Ensino a Distância (EAD) e, em
conseqüência as BUs devem repensar o seu tradicional papel de apoio ao ensino
e a pesquisa. Uma conseqüência imediata, para as unidades de informação, é a
disponibilização dos tradicionais serviços de informação, agora em formato
eletrônico, nas suas homepages, alcançando, além dos usuários locais, os

�usuários remotos. "[...] o referencial mudou e não mais se concentra apenas na
posse do documento físico, mas na possibilidade de acesso à informação [...]"
(HYPOLITO; ROSSETO; COUTTO, 2000, p. 5).
Bertholino et al. (2000), analisou as homepages das Bibliotecas
universitárias e constatou essa mudança: as bibliotecas estão oferecendo aos
usuários remotos os mesmos serviços que são oferecidos nas bibliotecas
tradicionais e apontam os treinamento de usuários como um dos mais relevantes
serviços, oferecidos por 40% das BUs.
Em função disto, a capacitação dos usuários no uso das tecnologias de
informação, e dos serviços da biblioteca que agora estão sendo ofertados via
rede, é o desafio enfrentado pelos principais atores deste contexto, bibliotecários
e usuários. Isto implica em, não apenas capacitar os usuários a utilizar essas
tecnologias mas, principalmente por meio das tecnologias, torná-los capazes de
encontrar e selecionar a informação a qual necessitam para a construção do seu
conhecimento.
Nesse contexto, o Sistema de Bibliotecas (BU) da Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), aproveitando os avanços na área de informação,
notadamente a Internet, concentrou seus esforços para modernizar o seu
Programa de Capacitação do Usuário - PCU, adequando-o à nova realidade.
Assim, a partir dos recursos da Internet, foi construído um tutorial para dar
suporte ao PCU. O objetivo do tutorial é auxiliar na elaboração de referências
bibliográficas e demais formas de documentos em qualquer suporte. Esse tutorial,
disponível na Web desde 1998, tem se mostrado altamente eficaz na sua
proposta de ir além do espaço físico da BU para alcançar o usuário remoto,
aquele que não pode ou não quer ir até a Biblioteca.
A experiência bem sucedida da BU/UFSC, na oferta dos serviços para
usuários remotos em apoio aos programas de EAD, foi apontada por Blattman e
Dutra (1999), Dutra, Franzoni e Lapoli (2000) e por Sadi e Reis (2000).
Na prática, o sucesso dessa experiência, relatada na literatura da área, é
confirmado pelo número de e-mails recebidos. Esses e-mails podem ser

�agrupados em três principais categorias: e-mails solicitando algum tipo de
informação, e-mails solicitando resposta a uma dúvida relacionada ao tutorial e/ou
solicitando auxílio referente às normas de documentação e e-mails pedindo
autorização para colocar em suas paginas um link apontando para o tutorial. O
alcance da oferta dos serviços on-line, pode ser dimensionado a partir desses emails, tendo em vista que parte dessas mensagens são oriundas de usuários
externos à UFSC. Isto reflete a expansão na oferta dos serviços e no atendimento
ao usuário.
Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo menos duas questões
emergem: Quantos e Quais são as páginas ou sites que estão apontando para o
tutorial? Responder essas questões é um dos objetivos desse trabalho.

2 O PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS – PCU

2.1 HISTÓRICO
Desde 1969, quando foi criada pelo decreto lei n. 3.849 de 18 de
dezembro, a BU/UFSC mostrou-se comprometida com os treinamentos dos
usuários, no uso dos serviços e produtos por ela ofertados.
Em 1977, o Setor de Referência (SR) é criado ficando subordinado
hierarquicamente à Divisão de Assistência aos leitores (DAL). Em 1985, a DAL,
Divisão de Assistência aos Leitores passou a denominar-se DAU - Divisão de
Atendimento ao Usuário.
Na segunda metade da década de 80, com a abertura das redes públicas
de comunicação (a Rede Nacional de Pacotes, a RENPAC e a Rede Nacional de
Pesquisas a RNP) e, a conseqüente popularização dos microcomputadores
pessoais, surge a idéia das amplas redes de informação, evidenciando uma nova
geração de usuários aptos a conviver com os meios eletrônicos e preparados
para exigir qualidade dos produtos e serviços de informação.
Na década de 90, dando prosseguimento ao programa de capacitação dos
seus usuários a BU inicia um programa de orientação para o uso das normas de
documentação, com o intuito de orientá-los no uso, principalmente, das normas

�de referência e citação. O treinamento passa a ser ofertado, informalmente, na
própria biblioteca, no momento em que os usuários procuram o bibliotecário para
tirar dúvidas e corrigir possíveis erros em seus trabalhos acadêmicos e, em
palestras previamente agendadas. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA, 1993).
Paralelo aos treinamentos com as normas e em resposta à demanda dos
usuários no uso das novas tecnologias, a BU passa a oferecer também,
treinamentos para uso das bases de dados em CD-ROM. Usuários e
bibliotecários, eufóricos com as “facilidades do CD-ROM”, começam a preparar o
ambiente para aquilo que hoje, esta sendo apontado como o novo paradigma na
educação dos usuários, a alfabetização informacional cujo objetivo é estimular a
autonomia deles.

2.2 ATUALIZAÇÃO DO PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO DO USUÁRIO – PCU

Em 2001, quando atualizou o seu programa de capacitação, este passou a
ser ofertado em quatro módulos instrucionais, cujo objetivo foi propiciar aos
estudantes, envolvidos no processo de ensino/aprendizagem, os conhecimentos
para a aquisição de habilidades necessárias para a busca e uso da informação. A
partir da definição de um conteúdo programático, o programa foi estruturado em
quatro módulos instrucionais:
Modulo I: Acesso à Informação Disponível
Modulo II: Elaboração de Referências
Modulo III: Estrutura do Trabalho Acadêmico
Modulo IV: Citação
Os módulos não seguem uma seqüência rígida e podem ser oferecidos
individualmente, de acordo com a demanda. Há uma demanda maior no início e
final dos semestres. A carga horária para cada módulo varia de duas a quatro
horas. A metodologia utilizada compreende aulas expositivas com o auxilio de
apresentação em power-point para os módulos III e IV e, para os módulos I e II
alem das aulas expositivas, tipo seminários, utiliza-se o acesso on-line ao tutorial
http://bu.ufsc.br/framerefer.html, disponível na homepage da BU. Para o módulo

�IV além da página do Portal Capes, são usados outros recursos também
disponíveis na homepage, a página de acesso rápido às bases de dados on-line:
http://www.bu.ufsc.br/tutoriais.html.

2.3 TUTORIAL: “COMO FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS”

Assim, no afã de atender a demanda e aproveitando as facilidades das
novas tecnologias, um tutorial, baseado na NBR 6023/89, foi construído. O
objetivo desse serviço foi preparar um manual prático que pudesse servir de guia
tanto para os usuários quanto para os bibliotecários. Inicialmente o tutorial foi
preparado no formato impresso porém, imediatamente, para atender a demanda
dos cursos do Ensino a Distância, uma versão eletrônica foi disponibilizada na
homepage da BU. Com o título “Como fazer Referências Bibliográficas”, a
primeira versão foi disponibilizada em 1998. A partir daí, os treinamentos
passaram a ter como ferramenta de apoio, o tutorial eletrônico.
Cada atualização da NBR 6023 corresponde uma atualização do tutorial.
Desde sua construção em 1998, o tutorial passou por duas grandes atualizações,
em 2001, quando a NBR 6023 incluiu a normalização das referências eletrônicas
e 2003. Em 2001, para melhor adequar-se à nova versão da norma, o titulo do
tutorial mudou para: “Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e
demais formas de documentos”.
A conseqüência imediata da oferta desse serviço foi o “Serviço de
Perguntas e Resposta” através do e-mail. Os e-mails das autoras do trabalho
estão disponíveis na página do tutorial. Esse serviço “informal” não se limita ao
conteúdo do tutorial. Responder e-mails com perguntas a respeito das principais
normas de documentação, tornou-se uma rotina. Além de responder as dúvidas,
os pedidos para colocar um link, apontando para a página do tutorial chamaram a
atenção para a importância desse serviço na Internet.

3 AVALIAÇÃO DO TUTORIAL

�A análise da literatura sobre webmetria, disciplina que utiliza técnicas da
bibliometria1 aplicadas ao ambiente Web, sugere que os sites na Internet podem
ser avaliados da mesma forma que os documentos impressos. Assim, buscou-se
na literatura, compreender a abrangência dessa disciplina e os limites de sua
aplicação. Além do termo webmetria, cunhado por Almind e Ingwersen (1997
apud OLIVEIRA et al. 2002), são usados outros termos, como a webometria,
usado por Vanti (2002) em um denso trabalho no qual a autora faz uma análise
conceitual dos métodos quantitativos usados para medir o impacto da informação
registrada, incluindo a informação disponível na Web.
Conforme Vanti (2002) as técnicas da webometria podem ser aplicadas
para: a) medir a distribuição das páginas na Internet, categorizando-as por paises,
tipos de paginas, instituições, temas, etc; b) medir e comparar a evolução das
páginas; c) calcular o tamanho de uma página, em bytes, por exemplo; d) o
número de links por páginas e , e) o número de links apontados para uma página
ou site.
Esta última técnica aplicada à Web, é o equivalente à análise de citação
usada para trabalhos publicados. Pela análise de citação é possível medir a
importância de uma página ou site. Isso significa que o número de links
apontados para uma página ou site pode ser usado como um indicador da
qualidade daquela página, afirma Oliveira ( 2002, p. 3). Para a autora, "pelo
menos em teoria, um site que é altamente apontado, é visto como uma boa fonte
de informação.”
A análise de citação também pode ser feita calculando-se o fator de
impacto das publicações. Esse índice é utilizado pelo Institute for Scientific
Information - ISI, para calcular o fator de impacto das publicações por ele
indexadas. Autores como Ingwersen (1998), usaram este índice para calcular o
fator de impacto das páginas Web. O autor definiu o fator de impacto na Web
como a quantidade de links apontados para uma página ou site, dividido pelo
número de páginas desse site. Links dentro do mesmo site são denominados de

1

Compreende um conjunto de métodos quantitativos para avaliar a produção, a difusão e uso da
informação.

�autolinks ou internos enquanto os links externos são aqueles apontados para uma
página ou site fora do espaço Web analisado. (VANTI, 2002).
Rousseau (1997), usou o neologismo "sitation", (resultado da junção das
palavras citação + site) - em português “sitação” -, para a relação entre páginas e
links e, para a relação entre páginas do mesmo site, ele usou a expressão
“autositação”. O termo "sitation", conforme Rousseau (1997) foi cunhado por
McKiernan em 1996.
No Brasil, Oliveira et al. (2000) usaram o fator de impacto para analisar as
páginas Web das bibliotecas das Universidades Estaduais do Paraná, apontando
o fator de impacto dos links interno e externo, classificando-os de acordo com as
categorias propostas por Cui (1999).
Qualquer que seja o estudo bibliométrico aplicado à Web, os mecanismos
de busca são peças fundamentais para a coleta dos dados sobre os links. Eles
foram comparados por Smith (1999) às bases de dados de citação criadas pelo
ISI. Para o autor, a seleção dos engenhos de busca deve considerar o tamanho
da sua base de dados tendo, em vista que é importante que ele cubra uma
grande área da Web, o que excluiria mecanismos de busca restritos a uma região
ou país ou a uma área. Pesquisas realizadas por Lawrence e Giles (1999 apud
PARK; THELWALL, 2003), indicam que a cobertura dos maiores mecanismos de
buscas não ultrapassa à 16% de páginas da Web.
Para Vaughan e Hysen (2002), a cobertura limitada dos mecanismos de
busca é a razão dos diferentes resultados apresentados por eles. No mesmo
trabalho os autores afirmam que somente dois mecanismos de busca tiveram um
bom desempenho na contagem dos links: o Altavista e o AllTheWeb.
Em um estudo sobre o fator de impacto das revistas da área de Ciência da
Informação, Vaughan e Hysen (2002) analisaram o help do Altavista e do
AllTheWeb e, constataram um problema relacionado ao uso da query "link: Url".
Eles chegaram a diferentes resultados usando a query "link: Url", quando
incluíram o http na url e quando o excluíram.

�4 METODOLOGIA

Numa etapa preliminar à coleta de dados, utilizou-se diferentes expressões
de busca: palavras do título, url, url com e sem www em diferentes tipos de
pesquisa (básica, avançada, com filtros, etc), para conhecer as potencialidades
dos diferentes mecanismos de busca, Altavista (2004), AllTheWeb (2004) e
Google (2004). Os resultados alcançados nessa etapa preliminar serviram tanto
para a seleção dos mecanismos que apresentaram os melhores resultados
quanto para mapear o conjunto de sites e documentos linkados ao tutorial.
A coleta de dados, propriamente dita, foi realizada, no mês de julho em
dois dias e em horários diferentes, utilizando-se apenas dois mecanismos de
busca: Altavista e AllTheWeb. Um terceiro mecanismo de busca, o Google usado
na etapa preliminar não foi utilizado por apresentar resultados bastante diversos
dos apresentados pelos primeiros. O Google, não retorna um conjunto abrangente
de resultados. A razão disso é que o Google não tem uma boa resposta para a
pesquisa "link: Url", forma de busca utilizada para a localização dos links que
apontam para a página do tutorial. Essa opção de busca recupera a partir do link
definido na programação. Os melhores resultados foram apresentados, pelo
Altavista e AllTheWeb.
Além disso, a escolha dessas ferramentas considerou as recomendações
dos autores aqui analisados:
Evitar usar mecanismos restritos a uma área, país ou localidade;
Considerar o tamanho e o alcance da base de dados;
Altavista e AllTheWeb, possuem recursos de busca com as mesmas
características de recuperação (OLIVEIRA, 2000).
Tanto no Altavista quanto no AllTheWeb, utilizou-se apenas a pesquisa
básica usando a expressão: "link:Url". Na pesquisa avançada a pesquisa
"link::Url" não retornou um resultado significativo, sendo por essa razão excluída.
Também em ambos os mecanismos, a exclusão do www retornou um melhor
resultado, corroborando com Vaughan e Hysen (2002) que apontaram resultados

�diferenciados tanto para o Altavista quanto para o AllTheWeb , quando excluíram
o http da Url.

5 RESULTADOS

O estudo exploratório, aqui realizado, identificou, as páginas e/ou sites que
apontam para o tutorial on-line: Como fazer referências. O estudo foi realizado
através das ferramentas de busca Altavista e AllTheWeb, considerados
adequados para esse tipo de pesquisa: contagem e identificação dos links que
apontam para uma página ou site.
A comparação entre dos links recuperados pelos dois mecanismos mostrou
que ambos tiveram praticamente a mesma quantidade de links recuperados, 50
para o AllTheWeb e 51 para o Altavista e que apenas dois links foram
recuperados por apenas um mecanismos ou seja, dos 51 links recuperados pelo
AllTheWeb, 49 também foram recuperados pela Altavista.
Excluídas as páginas duplicadas entre os mecanismos, as páginas com
problemas no acesso (apenas uma página), foram recuperadas um total de 51
páginas ou sites que apontam para a página do tutorial. Para a análise dos links
optou-se pelos resultados do Altavista. O conjunto de sites recuperados permitiu
conhecer

a

procedência

dessas

páginas

evidenciando

significativamente maior de páginas externas.

24%
Interno
Externo
76%

FIGURA 1: Procedência dos links.

um

número

�Dos 51 LINKS recuperados, 24% são LINKS internos, que incluem os links
dentro do espaço Web da BU e da UFSC. Os links externos, são os mais
representativos com 76% do total de 51 links encontrados para o tutorial. Esses
dados demonstram que a página do tutorial tem uma alta visibilidade externa, cujo
impacto pode ser comparado, por exemplo, à biblioteca da Universidade Estadual
de Londrina (UEL) que recebeu 56 links, dos quais 50% são links externos. Vale
ressaltar que o site da UEL possui 41 páginas, ocupando um espaço Web
significativamente maior do que o tutorial aqui referido, com apenas uma página.
Com o intuito de mapear os links externos à página do tutorial, eles foram
classificados de acordo com as categorias propostas por Cui (1999), traduzidas e
adaptadas por Oliveira, (2002,). A essa lista acrescentou-se mais uma categoria,
mais especificamente, as páginas pessoais:
Bibliotecas

Universitárias

(bibliotecas

ou

serviços

pertencentes

à

instituições de ensino superior) ;
Empresas Comerciais (organizações produtoras de bens e serviços), EC;
Ferramentas de busca (sites destinados a localizar informações na Web;
Órgãos governamentais (órgãos da Administração Municipal, Estadual ou
Federal);
Portais (sites cujo objetivo é fornecer informações sobre um assunto
específico);
Publicações (revistas, jornais ou outras publicações on-line (PDF);
Universidades (páginas pertencentes a outras instituições de ensino
superior: faculdades, departamentos, centros, centros acadêmicos;
Páginas pessoais.

LINKS
CATEGORIAS DAS PÁGINAS

GERAL

INTERNO

EXTERN
O

Universidades

20

8

12

Páginas Pessoais

11

0

11

Biblioteca Universitária

10

3

7

�Ferramentas de Busca

6

0

6

Portais

2

0

2

Publicações

1

1

0

Não Acessa

1

0

1

Total:

51

12

39

QUADRO 1 – Categorias dos Links

Dentre as categorias das páginas externas que apontam para o tutorial, as
universidades estão em primeiro lugar, com 30% de um total de 39 páginas. Em
seguida vem os links de páginas pessoais também representando 30%. As
bibliotecas universitárias são responsáveis por 18% dos links. As ferramentas de
busca, respondem por 15% dos links externos. Os percentuais das demais
categorias, Portais e Publicações, representam apenas 0,5% do total de links
externos, resultado insignificante.
Os resultados encontrados não chegam a causar surpresa. A maior
surpresa, fica por conta do número de links na categoria páginas pessoais,
respondendo por 30% dos links externos. Por se tratar de um tutorial, portanto,
uma ferramenta de apoio, principalmente, a estudantes e pesquisadores em geral,
é natural que as universidades e as bibliotecas universitárias sejam os principais
apontadores externos, respondendo, ambas, por 60% dos desses links.
Com relação aos mecanismos de busca, considerou-se que o resultado da
pesquisa “link:URL” - feita em ambos os mecanismos - foi semelhante,
evidenciando alta consistência entre os dois mecanismos. Todavia as pesquisas
preliminares

feitas

com

Altavista,

AllTheWeb

e

Google,

apontam

alta

inconsistência entre eles. Apesar disso, essas pesquisas recuperaram cerca de
cem (100) páginas, internas e externas, excluindo-se as duplicatas. Dentre essas
páginas, algumas não são propriamente páginas, são documentos em html ou
PDF, que fizeram uma cópia do tutorial omitindo os créditos, configurando-se
plágio.

�Embora esse não fosse o objetivo da pesquisa, esse resultado, a despeito
da surpresa, revelou que o plágio na Web está sendo praticado também, por
instituições educacionais e por profissionais da informação, dos quais se espera
um cuidado maior com o direito autoral.

6 CONSIDERAÇÕES FINAS

A importância da Web como espaço para a difusão da informação e do
conhecimento é inquestionável. Diante da expansão da Web, a necessidade de
avaliá-la deve ser encarada como uma forma de dimensionar a sua importância e
suas potencialidades. Para tanto surge um ramo da bibliometria, a webmetria,
uma área emergente com um enorme potencial a ser explorado. (VANI, 2002).
O resultado das pesquisas preliminares indica a existência de uma rede de
links bem mais densa do que os resultados obtidos nas pesquisas para coleta de
dados. Todavia a inconsistência dos resultados apontados pelos vários
mecanismos e o pouco tempo para uma avaliação criteriosa dos links levou a
optar-se por trabalhar com os resultados posteriores, quando usou-se uma
expressão de busca mais confiável. “link:url”.
A despeito dos problemas detectados com os mecanismos de busca, tais
como, o tamanho das bases, a cobertura, as formas de pesquisa, o uso deles
para os estudos da Web, é fundamental. Avaliar cuidadosamente os principais
mecanismos de busca disponíveis talvez não seja suficiente: é recomendável que
se busque outros software, como o ASPseek: Advanced Internet Search Engine,
por exemplo.
A pesquisa aqui realizada foi uma pesquisa de cunho exploratório,
apontando caminhos para futuros trabalhos. Estudos posteriores devem
considerar todas as recomendações anteriores.

ABSTRACT

�In answers the changes determined by the technological progress, a tutorial was
built to give support to the Program of the user's training whose objective is
auxiliary in the elaboration of bibliographical references and too much forms of
documents in any support. Available in the Web since 1998, it was shown highly
effective in its proposal of going besides the physical space of the Library to reach
the remote user. Before the positive repercussion of that work at least two subjects
emerge: How many and Which are the pages or sites that are pointing for the
tutorial?. As instrument for the collection of the data, contagem of the links that
pointed for the tutorial, two search mechanisms were used: Altavista and
AllTheWeb. Starting from the results of the researches it was possible to identify
and to classify the pages that point for the page of the tutorial, using the categories
proposals in the literature of the area.
KEYWORDS: Program of the user's training. Tutorial on-line. Search mechanisms.
Impact of the services and products in the Web. Webmetria.

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HTU

UTH

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Bibliotecária do Serviço de Acesso às Bases de Dados Biblioteca Central - Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis - SC – Brasil - berna@bu.ufsc.br
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Bibliotecária do Serviço de Acesso às Bases de Dados Biblioteca Central - Universidade Federal
de Santa Catarina, Florianópolis - SC – Brasil - susana@bu.ufsc.br
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Avaliação do tutorial on-line: "Como fazer referências: bibliográficas, eletrônicas e demais formais de documentos"da Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Catarina e seu impacto na web.</text>
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              <text>Em respostas às mudanças determinadas pelo avanço tecnológico foi construído um tutorial para dar suporte ao Programa de capacitação do usuário, cujo objetivo é auxiliá-lo na elaboração de referências bibliográficas e demais formas de documentos em qualquer suporte. Disponível na Web desde 1998, mostrou-se altamente eficaz na sua proposta de ir além do espaço físico da Biblioteca para alcançar o usuário remoto. Diante da repercussão positiva desse trabalho pelo menos duas questões emergem: quantos e quais são as páginas ou sites que estão apontando para o tutorial? Como instrumento para a coleta dos dados, contagem dos links foram utilizados dois mecanismos de busca: o Altavista e o AllTheWeb. A partir dos resultados da pesquisas foi possível identificar e categorizar as páginas que apontam para a página do tutorial, usando as categorias propostas na literatura da área.</text>
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