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APRIMORANDO A INTERFACE COM O USUÁRIO PARA A ESCOLHA DE
BASE DE DADOS OU PERIÓDICOS NO PORTAL.periodicos.CAPES: UMA
PROPOSTA
Ana Cristina de Freitas Griebler*
Ana Maria Mattos**

RESUMO

As tecnologias da informação e comunicação determinaram profundas
transformações no modo pelo qual transitam, no meio acadêmico, as publicações e
outras modalidades de informações científicas. Com o desenvolvimento destas
tecnologias, os veículos utilizados pelos pesquisadores para a realização de suas
investigações passaram a ser bastante diversificados. O periódico publicado na forma
impressa passou a compartilhar seu espaço com o periódico disponibilizado por via
eletrônica. A grande quantidade de informações disponíveis trouxe dificuldades em
sua recuperação, tanto para os pesquisadores quanto para os bibliotecários,
suscitando dúvidas: Como aprimorar a interface disponibilizada ao usuário para a
escolha da base de dados a ser consultada? Em qual base de dados pode ser
encontrado o título do periódico desejado? Este título periódico é indexado em mais
de uma base? Este periódico está disponível em texto completo ou somente através
de seu resumo? Qual base de dados deve ser consultada sobre um tema específico?
Bibliotecários de universidades norte-americanas propuseram soluções para estes
problemas, visando facilitar e otimizar a busca destas informações e sua vinculação
com a coleção descrita nos catálogos das bibliotecas (Online Public Access
Catalogue – OPAC). O presente trabalho propõe a aplicação da proposta norteamericana, em uma versão adaptada à realidade brasileira para os usuários das
bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), possibilitando,
assim, uma melhor interação destes usuários com o Portal.periodicos da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com a
coleção de periódicos impressos, disponíveis no Sistema de Bibliotecas da UFRGS e
com os periódicos e bases de dados gratuitos, disponíveis na Internet.
Palavras-chave: Biblioteca universitária. Periódico eletrônico. Base de dados.
Pesquisa bibliográfica. Recuperação da informação.
*

Bibliotecária Mestre em Gerência da Informação pela North Carolina Central University, USA.
Desempenha suas atividades como Bibliotecária de Referência na Biblioteca Setorial da Escola
Técnica da UFRGS e como Professora Substituta do Curso Técnico em Biblioteconomia da
mesma Escola. Rua Ramiro Barcelos, 2777 – térreo. Porto Alegre – RS – Brasil. Fone: 0 xx 51
3316 5260. http://www.etcom.ufrgs.br. e-mail: agrieble@etcom.ufrgs.br.

**

Bibliotecária Especialista em Gestão Universitária pelo PPGA/UFRGS. Atuou na Biblioteca
Central da UFRGS entre 1991 e 2004 como Bibliotecária Chefe do Núcleo de Aquisição de
Material Bibliográfico. Atualmente desempenha suas atividades na Biblioteca Setorial da Escola
de Administração da UFRGS. Rua Washington Luiz, 855 – térreo. Porto Alegre – RS – Brasil.
Fone: 0 xx 51 3316 3842. http://www.ea.ufrgs.br/home.asp. e-mail: ammattos@ea.ufrgs.br.

�2

1 ORIGEM E PANORAMA ATUAL: NOVAS TECNOLOGIAS, NOVAS MÍDIAS

O periódico científico surgiu em Paris, no ano de 1665. O francês Denis de
Sallo editou o Journal de Sçavans que informava sobre livros publicados na
Europa, resumindo seus conteúdos, divulgando experiências em Física, Química
e Anatomia, entre outros assuntos. Logo em seguida, em março do mesmo ano,
um grupo de filósofos ingleses, ligados à Royal Society, edita o Philosophical
Transaction – periódico publicado regularmente, que se propunha a divulgar as
correspondências trocadas entre os membros da sociedade e seus colegas
europeus (MEADOWS, 1999). Passados mais de 300 anos do nascimento do
modelo tradicional do periódico científico, a evolução da ciência, o modelo de
promoção adotado nas carreiras universitárias e os critérios de concessão de
verbas para fomento à pesquisa incrementaram o crescimento exponencial da
publicação de revistas científicas, fazendo surgirem alguns problemas: (a) demora
na publicação do artigo; (b) alto custo de aquisição e manutenção das compras
destas publicações, impressas; e (c) ineficiência dos instrumentos de pesquisa
para a localização de um assunto, dentre as múltiplas opções de periódicos
publicados (MUELLER, 2000). Face a estes problemas práticos, foi iniciada a
busca de alternativas para solucionar estas dificuldades:
[...] o meio eletrônico foi vislumbrado como a esperança da solução há
muito buscada, já que oferece mais rapidez na comunicação e
flexibilidade de acesso, tem largo alcance e baixo custo relativo,
disponibilidade imediata, é capaz de diminuir a necessidade de
manutenção de coleções, barateando os custos (MUELLER, 2000, p. 81,
grifo nosso).

No mundo inteiro, o desenvolvimento tecnológico ocorrido nos meios de
comunicação fez do periódico eletrônico uma ferramenta indispensável para os
pesquisadores.

Bibliografias especializadas surgiram na Europa, no final do Século XV e
no início do Século XVI. Porém, foi no Século XIX, com a intensificação do
mercado editorial dos periódicos científicos, que a necessidade de como e onde
encontrar a informação procurada passou a ser uma questão imperativa. Para
atender a esta demanda, surgiram os periódicos de indexação e os resumos,

�3

objetivando facilitar o acesso à informação dispersa em diferentes publicações,
reunindo-as e publicando-as em uma lista dos trabalhos produzidos sobre
determinado assunto ou área de conhecimento, permitindo assim, a identificação
de artigos de periódicos e outros trabalhos. “As primeiras áreas cobertas pelos
periódicos de indexação e resumos foram as ciências básicas e aplicadas, tais
como a Química, Engenharia, Zoologia e Medicina” (CENDÓN, 2000, p. 219). Na
década de 1970, diferentes empresas comerciais começam a produzir periódicos
de indexação e resumo, e outras áreas do conhecimento (Ciências Sociais e
Humanas) começam a ser indexadas.
O desenvolvimento da tecnologia dos computadores, na década de 60,
permitiu inovações nas formas como os serviços de indexação e
resumo atendiam sua clientela. [...] os serviços passaram a produzir e
comercializar os seus índices em forma de bases de dados. Hoje,
muitos dos serviços de indexação e resumos produzem índices, tanto em
forma impressa como em versão eletrônica [...]. Inicialmente disponíveis
apenas para consulta local, já na década de 60, as bases de dados
puderam ser acessadas remotamente, via redes de computadores de
comutação de pacotes. A partir de 1985, passaram também a ser
produzidas e disseminadas utilizando a tecnologia de CD-ROM. A
difusão da Internet, na década de 90, facilitou ainda mais o acesso
remoto às bases de dados (CENDÓN, 2000, p. 220-221, grifo nosso).

Atualmente, existem muitos tipos de bases de dados (de resumos, de
citações, de sumários, etc.), produzidas por diversos tipos de organizações
(grandes empresas, associações profissionais, órgãos governamentais, editoras
comerciais, etc.) buscando atender a todos os tipos de necessidade informacional
que qualquer pesquisador possa ter (CENDÓN, 2000). A base de dados
eletrônica tornou-se uma ferramenta fundamental para que o pesquisador
desempenhe suas atividades de investigação. Paradoxalmente, a quantidade de
bases de dados que existem atualmente, a exemplo das publicações periódicas,
torna a busca da informação desejada uma tarefa árdua e demorada. Passam a
ser comuns as situações em que os pesquisadores se perguntam: “Afinal, em
qual base devo pesquisar?”, ou “Qual o período de cobertura desta base?”, e “Ela
indexa que tipo de publicação?”. É necessário encontrar respostas rápidas e
eficientes para questões tão elementares quanto estas.

A Internet foi criada em 1969, patrocinada pelo Departamento de Defesa
Norte Americano, objetivando permitir o compartilhamento de computadores entre

�4

os diferentes pesquisadores norte-americanos que trabalhavam em projetos
militares. No Brasil, o início da conexão às redes internacionais foi dado pelo
Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) ao conectar-se com a
University of Maryland, em 1988. No mesmo ano, a Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) conectou-se com o Fermi National
Laboratory, em Chicago. No ano seguinte, a Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) se conectou à University of California at Los Angeles, por
intermédio da rede Bitnet. O objetivo era a comunicação com pesquisadores de
outras universidades e centros de pesquisa, localizados no exterior. Em 1989, foi
implementada a Rede Nacional de Pesquisa, formando a espinha dorsal da rede
de computadores. O principal objetivo destas conexões foi o de promover e
incentivar o intercâmbio de informações entre cientistas brasileiros e estrangeiros
(TEIXEIRA; SCHIEL, 1997). Presentemente, a Internet faz parte do cotidiano do
ensino, pesquisa e extensão das universidades brasileiras.

As novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), juntamente
com o crescimento exponencial do mercado editorial de periódicos e bases de
dados, fomentaram a criação de uma rede com muitas informações. Porém, a
desordem com a qual a informação está sendo disponibilizada traz elevados
custos de busca e, portanto, a abundância informacional pode levar ao
desperdício de tempo e de recursos, tanto financeiros quanto humanos e
materiais. Como os bibliotecários podem contribuir para otimizar este processo? É
preciso facilitar o uso de toda esta estrutura de comunicação.

2 NOVAS TECNOLOGIAS, NOVAS MÍDIAS, VELHAS DIFICULDADES

As TICs determinaram profundas transformações no modo pelo qual
transitam, no meio acadêmico, as publicações e outras modalidades de
informações científicas. Com o desenvolvimento destas tecnologias, os veículos
utilizados pelos pesquisadores para a realização de suas investigações passaram
a ser bastante diversificados. A grande quantidade de informações disponíveis
trouxe dificuldades em sua recuperação, tanto para os pesquisadores quanto para

�5

os bibliotecários, suscitando muitas dúvidas. Entre elas, podem ser citadas: (a)
que bases de dados estão disponíveis na biblioteca ou têm acesso restrito? (b)
qual(ais) base(s) de dados deve(m) ser consultada(s) para se obter informações
sobre um assunto específico? (c) em que base(s) de dados pode ser encontrado
o título do periódico desejado? (d) qual o período de cobertura da(s) base(s) de
dados em questão? (e) este periódico é indexado em mais de uma base de
dados? (f) está disponível o texto completo deste artigo ou somente o seu
resumo? (g) o arquivo deste artigo está disponível para download? (h) existe a
versão impressa deste artigo, disponível na biblioteca para consultas? (i) quais
bases de dados e periódicos eletrônicos estão disponíveis para acesso gratuito
via Internet? (j) como aprimorar a interface com o usuário, para facilitar a escolha
da base de dados a ser consultada? Paim e Nehmy (1998) observam que
A avaliação de sistemas de informação, em razão da crescente
disponibilidade de dados possibilitada pelas novas tecnologias, torna-se
hoje um dos temas mais relevantes para profissionais e pesquisadores
desse campo de interesse. A maior facilidade, tanto de provimento
quanto de acesso, desencadeia novos problemas com os quais os
praticantes da área se deparam ao propor desenhos ou avaliar o
uso de sistemas de informação [...] (PAIM; NEHMY, 1998, grifo
nosso).

Com o desenvolvimento das TICs, o comportamento dos usuários também
foi modificado. Eles se “auto-atendem” em casa, na sala de aula, no laboratório de
informática, na sala do pesquisador/professor. A biblioteca funciona, de certo
modo, em tempo integral, e sua localização e horário de atendimento já não são
mais tão fundamentais para a obtenção de determinado tipo de publicação.
Entretanto, tornou-se imperativo melhorar a interface de acesso do usuário à
coleção de bases de dados e de periódicos de que a biblioteca dispõe, sejam
estas impressas ou eletrônicas, pagas ou gratuitas na Internet, ajudando a
aumentar o êxito nesta busca da informação desejada.

A maioria dos periódicos científicos, impressos ou eletrônicos, tem sua
coleção descrita nos catálogos das bibliotecas (Online Public Access Catalogue –
OPAC). Mesmo com a existência de uma lista on-line dos periódicos eletrônicos e
de seus respectivos links, os usuários das bibliotecas exprimem a necessidade de

�6

acessar uma única lista, reunindo periódicos impressos e eletrônicos disponíveis
dentro das bibliotecas de uma mesma instituição. A indisponibilidade de
informação reunida e atualizada traz frustração ao usuário, em sua tentativa de
localizar o periódico desejado (EWING, 2005).

Baseadas em experiências internacionais, o presente trabalho busca uma
forma para facilitar o acesso à informação procurada (base de dados ou títulos de
periódicos) por meio de um sistema de informação que permita remeter o usuário
diretamente à base de dados ou ao periódico desejado. Tal sistema também deve
permitir a obtenção de respostas objetivas às suas reais necessidades, já no
início do seu processo de busca de informações.

3 APRIMORANDO A INTERFACE COM O USUÁRIO PARA A ESCOLHA DE
BASE DE DADOS OU PERIÓDICOS

Todo investigador tem como principal motivação a busca de respostas para
questões dentro de seu campo de atuação. Para que os seus objetivos sejam
atingidos, é fundamental haver a adequada vinculação de suas perguntas a
situações de cunho real e compreensível.
Atualmente, o acesso à informação eletrônica é um dos pontos altos das
tecnologias de informação e comunicação aplicadas às consultas a
bases de dados e bibliotecas. [...] Apesar de todas as vantagens que
podemos obter na utilização das estratégias interativas, baseadas nas
tecnologias da informação e comunicação, para apoiar a pesquisa
acadêmica, no caso em estudo, concluímos que apenas as estratégias
interativas que são categorizadas como estratégias de busca de
informações, e que são consideradas de menor grau de
interatividade
são
efetivamente
utilizadas
pelos
professores/pesquisadores (PALMEIRA; TENÓRIO; LOPES, [2005], p.
1, grifo nosso).

Com cada vez mais recursos informacionais técnicos e científicos
disponíveis na Internet, a falta de um processo de acesso a estes recursos de
modo rápido, fácil e correto pode ser desanimador e consumir muito tempo de
pesquisa. Diversos web sites são mudados sem que estas alterações sejam

�7

divulgadas, provedores de bases de dados adicionam e excluem revistas
científicas sem aviso prévio e os usuários esperam ter disponíveis serviços de
informação em tempo integral. Um banco de dados encaminhando aos endereços
precisos de sites na web pode simplificar o acesso aos recursos informacionais
oferecidos pela biblioteca. Eles são de fácil manutenção e atualização e
estabelecem uma maneira eficiente de eliminar erros sobre as múltiplas páginas
da web, significando maiores rapidez e eficiência nas pesquisas (DAVIS;
ROBBINS, 2003).

Na University of Florida, foi observado a semelhança nos padrões de
pesquisa dos usuários da biblioteca, estudantes das ciências sociais. Nesta
observação foi constatado, por exemplo, que estes usuários perdem algum tempo
distinguindo entre informação na web e informação distribuída via web, catálogos
de bibliotecas e índices de periódicos. Então, foram feitas tentativas para
desenvolver estratégias para resolver tal problema. Como exemplo destas
estratégias experimentadas, a biblioteca produziu um localizador de bases de
dados, onde os usuários podem, rapidamente, selecionar um assunto e receber
uma lista recomendando as bases de dados disponíveis para a pesquisa. Em sua
fase inicial, o projeto remetia os estudantes para uma lista de bases de dados
multidisciplinares

com

muitos

artigos

em

texto

completo

(FREEDMAN;

PICCININO, 2002).

No Dowling College, em Oakdale, New York, foram desenvolvidos o
Journal Locator e o Database Locator. O Journal Locator1 providencia uma lista
com todos os pontos de acesso que a biblioteca possui a um título de periódico,
esteja ele em uma base de dados eletrônica ou fisicamente, na biblioteca. O
Database Locator2 fornece uma lista com pontos de acesso as bases de dados,
iniciando a pesquisa a partir dos assuntos indexados por elas. Estes localizadores
são bases de dados dinâmicas, que promovem uma pesquisa precisa e
1

http://www.dowling.edu/library/journaldb/jrnl.shtml

2

http://www.dowling.edu/library/database/newtest/newdirectorypage.shtm

�8

atualizada em índices, criados com recursos interativos e que podem ser
manipulados (DAVIS; ROBBINS, 2003).

Mas, na prática, como isto é feito? Algumas experiências ilustram como
funcionam estas ferramentas de localização. Aqui serão brevemente descritas
quatro das muitas propostas utilizadas nos Estados Unidos da América. Todas
estas têm, como fator comum, o uso de bases de dados/interfaces com conteúdo
dinâmico, que permitem localizar com facilidade diferentes tipos de informações,
tais como: quais bases de dados indexam o assunto procurado, onde encontrar
determinado título de periódico – fisicamente, na biblioteca, ou em uma base de
dados na Internet, paga ou gratuita, com texto completo ou somente com o
resumo.

Até então era utilizado o HTML, que é estático e dificulta a atualização e
manutenção de bases de dados eletrônicas, como bem explica Davidson:
Web sites estáticos, por exemplo, apresentam sérios problemas quando
agrupados por disciplinas. Com um web site dinâmico, a centralização dos
dados garante que a atualização seja feita apenas uma vez. Todo o
sistema torna-se mais maleável e fácil de administrar, além de a base de
dados que é orientada ao web site também permitir customização
(DAVIDSON, 2001, tradução nossa).

Em 2001, a University of Arkansas apresentou sua solução3 utilizando o
programa Microsoft Access, aliado à linguagem de Script ASP (Active Server
Pages). Este modelo proporcionou muitas melhorias ao sistema, tais como as de
administração e de manutenção centralizada dos dados, além de proporcionar a
customização da interface de acordo com as necessidades da biblioteca. A
centralização dos dados passa a ser crucial, pois isto demandaria, por exemplo,
apenas uma atualização, que se refletiria em todos os links que estão
relacionados a um título. Uma base de dados com uma lista dinâmica também é
fácil de ser utilizada após sua implantação, pois ela não exige um conhecimento

3

http://libinfo.uark.edu/eresources/subjects.asp

�9

profundo de HTML ou de programação.

Davidson (2001) menciona que o processo de migração de uma base de
dados “estática” para outra, “dinâmica”, é custoso em termos de tempo e de
trabalho, mas que os inúmeros benefícios decorrentes desta migração
compensam os investimentos feitos. Ele enfatiza que, antes de tudo, é necessário
pensar quais informações deverão ser selecionadas para integrar a base de
dados.

O Dowling College, apresentou, em 2002, o Database Locator e o Journal
Locator, mencionados anteriormente, usando, como softwares para criar a sua
base de dados dinâmica, o Webserver – IIS (Internet Information Server),
Microsoft Access e ASP4 como o Middleware.

O terceiro exemplo vem da East Carolina University, onde era necessário
acessar quatro web sites diferentes para saber se a biblioteca possuía ou não
determinado título de periódico. A meta era facilitar, para os usuários, a
localização dos periódicos eletrônicos ou impressos. Atualmente, a busca é feita
através do título completo, palavra-chave do título ou do assunto. Esta melhoria
decorreu da criação do E-Journal Locator5, que é uma base de dados
desenvolvida em Microsoft Access, posteriormente aliada ao Cold Fusion, para
torná-la acessível via web. A utilização do Microsoft Access foi importante, na fase
inicial da implantação desta ferramenta de busca. Porém, a longo prazo, o uso de
servidores do tipo SQL garantiu a estabilidade e a condição para a atualização
simultânea da base e do acesso à consulta pelos usuários. O resultado da busca
traz uma lista com os títulos dos periódicos, o link para o site de seu fornecedor e
seu período de abrangência.

4

Deve ser observado que o ASP é um componente do Microsoft IIS. Para uso em outros
servidores de web, é necessária a compra de outro software, como o Sun ONE Active Server
Pages, que antes era conhecido como Chili!Soft ou iASP. (DAVIS, ROBBINS, 2002).

5

http://personal.ecu.edu/tedescol/EJournal.htm

�10

Em 2002, as bibliotecas do Massachusetts Institute of Technology (MIT),
apresentaram a sua solução para os referidos problemas com o VERA (Virtual
Electronic Resource Access). Através do VERA6, se pode recuperar a informação
apresentada em uma lista alfabética de títulos, palavras-chave ou assuntos, tanto
para as bases de dados quanto para os periódicos eletrônicos. Atualmente, a
busca permite recuperação de dados classificados em até 75 assuntos diferentes.
O resultado fornece o título completo do periódico ou da base de dados, e
direciona o usuário, através de um link, para a página eletrônica deste periódico
ou base de dados. Estes resultados também informam a abrangência da base de
dados, dos exemplares ou edições, etc., o formato e o acesso – se via web, CDROM, se há restrições ao uso – somente para usuários licenciados junto ao MIT
ou gratuito, se o título está disponível fora do campus, entre outras informações.

O catálogo OPAC também indica quais os periódicos, se impressos ou
eletrônicos, e quais as bases de dados que estão disponíveis ao usuário. Cada
resultado apresenta a localização do respectivo item na biblioteca, ou o link para o
seu endereço eletrônico. O VERA serve como um complemento de informações
ao citado catálogo.

As bibliotecas do MIT também disponibilizam um link para “Bases de
Dados Gerais” e um link para os “Guias de Assunto”, que são páginas da Internet,
selecionadas pelos bibliotecários, mas que não estão listados no VERA ou no
Barton7.

O VERA foi construído usando o programa FileMaker Pro. É administrado
por um bibliotecário e por um grupo de seis pessoas, que representam um
6

http://river.mit.edu/mitlibweb/FMPro?-db=RS_Items.fp5&amp;-Lay=web&amp;-format=ro_search.htm&amp;findany

7

nome dado ao catálogo OPAC no MIT

�11

subgrupo de mais 30 outras pessoas selecionadoras de assuntos. Atualmente, as
bibliotecas do MIT utilizam o Sistema Gerenciador de Bibliotecas da Ex Libris
como sistema gerenciador, e estão estudando a possibilidade de migrar os dados
do VERA para o Verde, uma ferramenta disponível no Ex Libris, como ilustra a
Figura 1.

Figura 1 – Representação da proposta configuração da interface VERA.

4 APRIMORANDO A INTERFACE COM O USUÁRIO PARA A ESCOLHA DE
BASE DE DADOS OU PERIÓDICOS NA UFRGS

Atualmente, grande parte da coleção de bases de dados e de periódicos da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), bem como das bibliotecas
das demais Instituições de Ensino Superior (IES) do país, está disponível no
Portal.periodicos da Capes. Pesquisa recente demonstra a limitação encontrada
pelo usuário no uso da
[...] ferramenta de busca disponibilizada pelo portal da CAPES, [que]
realiza pesquisa somente através de palavras e não através do contexto
no qual a palavra está inserida, o que torna o acesso à informação

�12

menos eficiente. [...] Concluímos que o processo de consulta não é
simples, ou seja, é necessário que o usuário esteja previamente
capacitado para utilizar a ferramenta, como o próprio portal orienta, e
também que este usuário tenha conhecimento dos assuntos, autores e
áreas a serem consultados para sua pesquisa (PALMEIRA; TENÓRIO;
LOPES, [2005], p. 19).

A página da Biblioteca Central da UFRGS disponível na Internet e o
Portal.periodicos da CAPES ilustram como esta diversidade de bases de dados,
de recursos eletrônicos gratuitos e de vários fornecedores deixam o usuário
confuso.

Segundo Walker:
[...] a grande maioria das bibliotecas universitárias tem meia dúzia ou mais
de subsistemas locais, além do catálogo, geralmente de vários
fornecedores, assim como acesso a centenas de bases de dados remotas,
muitas das quais têm sérios problemas de interface. O que os usuários
precisam não é de um OPAC com uma interface melhor. Eles precisam é
de interfaces simples, intuitivas, que integrem todos os nossos
sistemas. Softwares comerciais simplesmente não podem criar isso para
nós. O único meio em que as bibliotecas podem oferecer esta união é
através de APIs [Application Program Interface]. APIs permitem construir
um único sistema, com uma interface simples, focando nos objetivos do
usuário, que é simplesmente o de recuperar os dados disponíveis nos
vários sistemas e bases de dados da biblioteca. Nós podemos começar a
construir este sistema agora. Alguns, inclusive, já o fazem (WALKER apud
DURRANCEAU, 2005, tradução nossa, grifo nosso).

A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB) possui um recurso
simplificado de busca a títulos de periódicos, que é denominado de “Busca
Periódicos OnLine”8, onde é possível realizar, em uma busca por palavras do
título, a recuperação do título do periódico, do período de abrangência do mesmo
e da base de dados onde tal periódico pode ser encontrado.

Existem algumas limitações na proposta da UnB. Por um lado, ao ser feito
o acesso ao link do título do periódico, o sistema responde com a página da base
de dados como um todo, e deve ser repetida a pesquisa pelo título desejado, para
finalmente se obter o acesso à revista. Por outro, este resultado de busca não
8

http://www.bce.unb.br/

�13

mostra ao pesquisador a possível existência de uma coleção física, na biblioteca,
do título procurado.

Através dos casos relatados, foram apresentados alguns dos problemas e
propostas de soluções encontradas para facilitar a recuperação de informações
através de interfaces amigáveis. Os softwares utilizados nestas propostas são
conhecidos. Talvez, na UFRGS, visando a redução de custos. sejam necessárias
algumas adaptações para o uso de softwares livres, tais como o MySQL ou PHP,
Estudos indicam a existência de iniciativas – tais como a criação de repositórios
digitais temáticos – que garantam a interoperabilidade através do uso de
softwares com código aberto (KURAMOTO, 2005), que viabilizariam a proposta
apresentada no presente trabalho.

A utilização, pela UFRGS, do mesmo programa gerenciador de bibliotecas
utilizado no MIT – o Aleph/Ex Libris – aumenta esta possibilidade. É possível
vincular esta busca única tanto ao OPAC, que fornece a localização do exemplar
físico na biblioteca setorial, quanto ao Portal.periodicos. ou Internet, que exibe a
localização eletrônica disponível para o periódico ou base de dados pesquisada.

Atualmente, além de repetir a estratégia de busca várias vezes para se
fazer uma pesquisa, deve ser conhecido, de antemão, o periódico desejado ou as
bases de dados que indexam tais assuntos e títulos de periódicos, se estas bases
apresentam o texto completo ou apenas o resumo, e qual é o editor ou o
fornecedor responsável pela revista ou base de dados.

Para aprimorar a elaboração de uma interface mais adequada para a
escolha de uma base de dados e de periódicos, é aqui feita a proposta de
apresentação, aos usuários, de uma forma de pesquisar mais simples e intuitiva.
Deve ser permitido que estes saibam: (a) que bases de dados estão disponíveis

�14

na biblioteca; (b) qual(ais) base(s) de dados eles deveriam consultar sobre um
assunto específico; (c) em que base(s) de dados eles poderiam encontrar o título
do periódico desejado; (d) qual o período de cobertura da base de dados que eles
pretendem consultar; (e) se o periódico é indexado em mais de uma base de
dados; (f) se o periódico procurado encontra-se disponível em texto completo ou
se somente pode ser resgatado o seu resumo; (g) se o arquivo deste artigo
encontra-se disponível para download; (h) se existe a versão impressa deste
artigo na biblioteca; e (i) quais são as bases de dados e periódicos eletrônicos
disponíveis para acesso gratuito via Internet. Toda esta informação poderia ser
unificada em uma operação.

O início de tal proposta de aprimoramento de interface deveria ser feito
com a constituição de um grupo multidisciplinar de estudo (composto por
bibliotecários, analistas de sistemas, pesquisadores e estudantes), para listar
todas as necessidades dos usuários. Depois de analisar as opções existentes no
mercado e as geradas localmente, deve ser feita a decisão pela escolha de uma
ferramenta de busca e recuperação de informações indexadas que atenda às
necessidades locais detectadas.

“Em um mundo Googled, Ipoded e Blackberried, todas as bibliotecas
precisam repensar sobre como oferecer o seu conteúdo aos usuários – e o
conteúdo será predominantemente digital” (DURANCEAU, 2005). A palavra-chave
é: facilitar!

REFERÊNCIAS

CENDÓN, B. V. Serviços de indexação e resumo. In: CAMPELLO, B. S.;
CENDÓN, B. V.; KREMER, J. M. (Orgs.). Fontes de informação para
pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000. p. 217248.

�15

DAVIDSON, B. H. Database driven. Dynamic content delivery: providing and
managing access to online resources using Microsoft Access and Active Server
Pages. OCLC Systems and Services, v.17, n. 1, p. 34-42, 2001. Disponível em:
http://www.emeraldinsight.com/Insight/ViewContentServlet?Filename=Published/E
meraldFullTextArticle/Articles/1640170104.html. Acesso em: 02 jun. 2006.

DAVIS, F. C.; ROBBINS, L. P. Potentials of dynamic database-driven web sites.
In: ACRL National Conference, (11. : 2003 : Charlotte). [Proceedings...]
Disponível em: http://www.ala.org/ala/acrl/acrlevents/pope-robbins.pdf. Acesso
em: 01 jun 2006.

DURANCEAU, E. From Vera to Verde? The MIT libraries look at leaving a local
ERM system behind. In: NELA Annual Conference, 2005. [Proceedings...]
Disponível em:
http://64.233.161.104/search?q=cache:75B5jjCPBUkJ:www.nelib.org/netsl/pastpro
grams/ERM%2520Duranceau.ppt+DURANCEAU,+Ellen.+From+Vera+to+Verde%
3F&amp;hl=pt-BR&amp;gl=br&amp;ct=clnk&amp;cd=1 Acesso em: 15 jun 2006.

EWING, C. C. Creating a web-accessible combined print and electronic journal
listing. Journal of Electronic Resources in Medical Libraries, Binghamton, NY,
v. 2, n. 2, 2005. Disponível em: http://www.haworthpress.com/web/JERML.
Acesso em: 01 jun 2006.

FREEDMAN, T.; PICCININO, R. College Science Librarians Discussion Group.
STS Signal, Chicago, v. 17, n. 2, Fall 2002. Disponível em:
http://www.ala.org/ala/acrl/aboutacrl/acrlsections/sciencetech/stspublications/fall02
.pdf Acesso em: 01 jun 2006.

GUEDES, J. B. Catálogos online: disponibilização das bibliotecas universitárias
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HENNIG, N. Improving access to e-journals and databases at the MIT Libraries:
building a database-backed web site called “VERA”. Serials Librarian, v. 41, n.
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http://www.hennigweb.com/publications/vera.html#10. Acesso em: 02 jun. 2006.

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GLOSSÁRIO

Active Server Pages – capacita a criação de páginas dinâmicas na web, usando HTML, scripts e
ActiveX. Geralmente essas páginas interagem com bases de dados.
APIs – ver Application Program Interface.
Application Program Interface – Conjunto de ferramentas de programação que predefinem
funções e rotinas utilizadas para permitir que um programa se comunique com outro, agrupando o
material de programação comum em blocos.
ASP – ver Active Server Pages
BlackBerry – aparelho portátil, sem fio, com recursos de e-mail, telefone, editor de texto e busca
na internet.
CD-ROM – ver Compact Disc Read Only Memory.
Chili!Soft ASP – linguagem de programação para computadores, usada principalmente para a
World Wide Web. Componente desenvolvido nos Estados Unidos da América, pela Chili!Soft

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(http://developers.sun.com/asp/whitepapers/chilisoft_asp_usersguide.pdf) que permite a execução
de páginas ASP em ambiente Unix ou LinuxCold.
Compact Disc Read Only Memory – Disco plástico revestido por uma camada de metal, que
permite o armazenamento e a leitura de dados utilizando-se da tecnologia óptica. Seu conteúdo é
gravado apenas uma vez e não pode ser alterado.
Ex Libris – grupo mundial pioneiro na área de soluções de software para bibliotecas e centros de
informação. O desenvolvimento do sistema ALEPH, por esta empresa, foi iniciado em 1980.
FileMaker Pro – é uma base de dados multi-plataforma da FileMaker, Inc. É reconhecida por ser
uma base que combina potência à facilidade de uso e pela estreita ligação da base de dados e a
interface gráfica, que permite que os usuários modifiquem a base de dados arrastando elementos
novos nos layouts/screens/forms.
HTML – ver Hyper Text Markup Language.
Hyper Text Markup Language – linguagem de formatação mais utilizada nos documentos
publicados na Internet, sendo capaz de dar formato a textos, imagens, sons e vídeos, e,
principalmente, de vincular diferentes tipos de arquivos, por meio de links.
iASP – ver Chili!Soft ASP
Internet – Qualquer conjunto de redes de computadores ligadas entre si por roteadores e
gateways.
Microsoft Access – um banco de dados relacional que permite o desenvolvimento rápido de
aplicações que envolvem tanto a modelagem e estrutura de dados como também a interface a ser
utilizada pelos usuários.
Middleware – software de interface que permite interação de diferentes aplicações de softwares,
geralmente sobre diferentes plataformas de hardware e infra-estrutura, para troca de dados.
MySQL – é um sistema aberto de gerenciamento de bancos de dados relacionais, baseado em
comandos SQL (Structured Query Language) ou linguagem estruturada para pesquisas.
Online Public Access Catalog – catálogo on line, versão automatizada do catálogo tradicional da
biblioteca.
OPAC – ver Online Public Access Catalog.
PHP – um acrônimo recursivo para PHP: Hypertext Preprocessor. É uma linguagem de
programação de computadores interpretada, livre e muito utilizada para gerar conteúdo dinâmico
na World Wide Web.
SQL – é uma sintaxe usada para a definição e manipulação de dados em um banco de dados
relacional. Desenvolvido pela IBM, em 1970, tornou-se um padrão industrial para linguagens de
consulta, na maioria dos sistemas gerenciadores de bancos de dados relacionais.
VERA – ver Virtual Electronic Resource Access.
Verde – é um novo sistema que foi desenvolvido para complementar a suíte Ex Libris de
ferramentas, que auxilia as bibliotecas e os centros de informação a gerenciar as fontes
eletrônicas de informação durante todo o seu ciclo de vida, além de fornecer acesso a essas
fontes.
Virtual Electronic Resource Access – Recursos eletrônicos de acesso virtual.
Web – Recurso ou serviço oferecido na Internet (rede mundial de computadores), e que consiste
de um sistema distribuído de acesso a informações, as quais são apresentadas na forma de
hipertexto, com elos entre documentos e outros objetos (menus, índices), localizados em pontos
diversos da rede.
Webserver–IIS – Internet Information Server, o software para servidores da Microsoft operando
nos sistemas Windows NT/2000.

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                <text>SNBU - Edição: 14 - Ano: 2006 (UFBA - Salvador/BA)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Aprimorando a interface com o usuário para a escolha de base de dados ou periódicos no Portal.periodicos.CAPES: uma proposta.</text>
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              <text>Giebler, Ana Cristina de Freitas; Mattos, Ana Maria</text>
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              <text>As tecnologias da informação e comunicação determinaram profundas transformações no modo pelo qual transitam, no meio acadêmico, as publicações e outras modalidades de informações científicas. Com o desenvolvimento destas tecnologias, os veículos utilizados pelos pesquisadores para a realização de suas investigações passaram a ser bastante diversificados. O periódico publicado na forma impressa passou a compartilhar seu espaço com o periódico disponibilizado por via eletrônica. A grande quantidade de informações disponíveis trouxe dificuldades em sua recuperação, tanto para os pesquisadores quanto para os bibliotecários, suscitando dúvidas: Como aprimorar a interface disponibilizada ao usuário para a escolha da base de dados a ser consultada? Em qual base de dados pode ser encontrado o título do periódico desejado? Este título periódico é indexado em mais de uma base? Este periódico está disponível em texto completo ou somente através de seu resumo? Qual base de dados deve ser consultada sobre um tema específico? Bibliotecários de universidades norte-americanas propuseram soluções para estes problemas, visando facilitar e otimizar a busca destas informações e sua vinculação com a coleção descrita nos catálogos das bibliotecas (Online Public Access Catalogue – OPAC). O presente trabalho propõe a aplicação da proposta norte-americana, em uma versão adaptada à realidade brasileira para os usuários das bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), possibilitando, assim, uma melhor interação destes usuários com o Portal.periodicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com a coleção de periódicos impressos, disponíveis no Sistema de Bibliotecas.</text>
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