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                  <text>ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO: UM PROJETO DE INCLUSÃO
DIGITAL
Heloisa Maria Ceccotti1
Danielle Dantas de Sousa2
Valéria Santos Gouveia Martins3
Universidade Estadual de Campinas
Biblioteca Central Cesar Lattes
R. Sergio Buarque de Holanda, 424
Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Caixa Postal 6136 - Barão Geraldo
13083-859 – CAMPINAS – SP

RESUMO
Diante das mudanças sociais e da evolução das tecnologias de informação, fazse necessário promover oportunidades de inclusão de maior número de pessoas
ao mundo informatizado. Não há como negar o impacto social que a Internet tem
exercido sobre a sociedade atual. Neste sentido, a Biblioteca Central Cesar Lattes
(BCCL) da UNICAMP estabeleceu uma parceria com o Portal Universia, que
consiste num ambiente de acesso à informação. A partir da observação de
número de horas de acessos e análise do cotidiano da BCCL, identificou-se
crescente demanda dos usuários internos (vinculados à Unicamp) e externos
(comunidade) de pontos de acesso livre à Internet, para realização das mais
diversas atividades de ensino, pesquisa, lazer, consultas a bancos, participação
em listas de discussão, acesso a conteúdos didáticos, informações institucionais e
acadêmicas etc. O levantamento de tais demandas apontou, então, a
necessidade de detectar quais as possibilidades para atender direcionadamente
as necessidades dos usuários. O objetivo do presente trabalho é identificar o perfil
destes usuários e apurar o conhecimento gerado a partir do livre acesso à
informação. Para isso foi aplicado um questionário nesta comunidade composto
por questões fechadas e aberta. Os resultados deverão nortear o aprimoramento
dos serviços, viabilizando ações de efetiva inclusão digital.
Palavras-chave: Serviços de informação, Redes
computadores, Inclusão digital

1

2

3

de

comunicação

de

Diretora Técnica de Difusão da Informação, Biblioteca Central Cesar Lattes/UNICAMP, Brasil heloisac@unicamp.br
Supervisora da Seção de Serviços ao Público, Biblioteca Central Cesar Lattes/UNICAMP, Brasil
- danielle@unicamp.br
Coordenadora Associada do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, Brasil - valeria@unicamp.br

�1 INTRODUÇÃO
No contexto das práticas sociais, a informação é um elemento de
fundamental importância, pois é por meio do intercâmbio informacional que os
homens se comunicam e tomam conhecimento de seus direitos e deveres e, a
partir deste momento, tomam decisões sobre suas vidas, seja de forma individual,
seja de forma coletiva. A construção da cidadania, ou de práticas de cidadania,
passam necessariamente pela questão do acesso e uso de informação, pois tanto
a conquista de direitos políticos, civis e sociais, como a implementação dos
deveres do cidadão, dependem fundamentalmente do livre acesso à informação
sobre tais direitos e deveres, ou seja, depende da ampla disseminação e
circulação da informação e, ainda, de um processo comunicativo de discussão
crítica sobre as diferentes questões relativas à construção de uma sociedade
mais justa e com maiores oportunidades para todos os cidadãos. Diante do
exposto, pode-se dizer que o acesso limitado ou o acesso a informações
distorcidas dificultam o exercício pleno da cidadania.
A informação deve ser vista como um bem social e um direito coletivo
como qualquer outro, sendo tão importante como o direito à educação, a saúde, à
moradia, à justiça e tanto outros direitos do cidadão. A tendência mundial para
que qualquer sociedade moderna e progressista valorize o ser humano tem sido
enfatizada e regulamentada na busca da preservação dos direitos universais do
homem, da criança, da mulher e de outros grupos minoritários por meio do
surgimento de programas destinados à assistência adequada e à integração
social de todos os grupos existentes na sociedade, mesmo que marginalizados.
A

biblioteca também

serve distintamente a diferentes interesses,

atravessando classes sociais e tornando-se um espaço onde se acumulam
contradições, oposições, afirmações, negações, tradições e inovações, ocupando
seus

espaços

segundo

as

necessidades

de

sua

comunidade;

enfim,

proporcionando um clima favorável à implementação de programas de ensino,
pesquisa e extensão, pois agrega valores nos serviços prestados a milhares de
pessoas que diariamente circulam em suas instalações, independentemente das
limitações de ordem econômica e social.

�É neste contexto que a Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL) da
UNICAMP acredita que deva ter capacidade de estender sua missão de apoio ao
ensino, pesquisa e extensão para novas fronteiras, com a perspectiva de
entender e atender às diferenças, ou seja, compreender os seres humanos na
sua singularidade, buscando os melhores meios para ultrapassar as barreiras de
locomoção, comunicação, pesquisa e acesso à informação impressa e eletrônica.
A partir de um processo de observação do número de horas de acessos e
análise do cotidiano da BCCL, identificou-se crescente demanda dos usuários
internos (vinculados à Unicamp) e externos (comunidade) de pontos de acesso à
Internet, para realização das mais diversas atividades de ensino, pesquisa, lazer.
O levantamento de tais demandas apontou, então, a necessidade de detectar
quais as possibilidades para atender direcionadamente as necessidades dos
usuários, sendo o objetivo do presente trabalho identificar o perfil destes usuários
e apurar o conhecimento gerado a partir do livre acesso à informação.

2 APRESENTAÇÃO
2.1 O Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU)
Para atender à demanda informacional, a Universidade conta com 24
bibliotecas alocadas nas unidades de ensino e pesquisa, colégios técnicos,
centros e núcleos, distribuídos nas áreas de Humanidades e Artes, Tecnológicas,
Exatas e Biomédicas e arquivos alocados em centros de pesquisa.
Tendo em vista sua dimensão e amplitude, o SBU possui em sua
composição várias instâncias de representatividade da comunidade, tais como:
Órgão Colegiado, Coordenadoria do SBU, Bibliotecas Seccionais e Comissões de
Biblioteca.
2.2 Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL)
A BCCL é uma biblioteca integrante do SBU e atua em conjunto com as
bibliotecas seccionais como fonte de referência e provedora de informação para
os cursos de graduação, pós-graduação e de extensão da Universidade,
atendendo diretamente a toda a comunidade interna da Universidade e
pesquisadores no Brasil e exterior.

�O prédio é composto de cinco pavimentos, totalizando 10.000m2 e possui
200 pontos integrados com a UNInet (rede UNICAMP) ativos, permitindo o acesso
à Internet. A circulação diária no prédio da BC é de aproximadamente 2.000
pessoas, entre alunos de graduação, pós-graduação, docentes, funcionários da
Universidade, pesquisadores, bem como usuários externos. No exercício de 2005,
de acordo com o Relatório Gerencial Estatístico - SBU4, a BCCL realizou 93.740
empréstimos à comunidade acadêmica e 92,412 consultas a seu acervo, entre
livros, jornais, periódicos e teses, totalizando 186.152 materiais bibliográficos em
circulação.
Com esse patrimônio, a BCCL desempenha papel de destaque no apoio ao
ensino e a pesquisa, atendendo à demanda regional, sendo procurada,
sistematicamente,

pela

comunidade

científica

brasileira

e

internacional,

destacando-se na América Latina.

2.3 Fundação UNIVERSIA
Universia5 é a maior referência nacional e internacional em portal de
educação, que desenvolve e integra conteúdo e serviços em língua portuguesa e
espanhola, direcionados à comunidade acadêmica. Por meio de parcerias com
mais de 840 instituições de ensino superior, na América Latina e na Península
Ibérica, a Universia é uma rede presente em dez países, congregando
aproximadamente 80% da comunidade universitária e representando cerca de 8
milhões e 700 mil alunos.
Sua missão visa promover o desenvolvimento e a integração do conteúdo
de alta qualidade gerado nas Instituições de Ensino Superior, através de uma
plataforma tecnológica robusta, para atender às mais diversas necessidades de
Informação e conhecimento da sociedade atual. Consiste também em oferecer à
comunidade acadêmica os melhores conteúdos e serviços para facilitar a criação
do Espaço Ibero-americano de Educação Superior, por meio da formação, da
cultura, pesquisa e colaboração com a empresa, contribuindo, dessa forma, para
o desenvolvimento sustentável dos países em que está inserida.
4
5

http://143.106.108.14/redner/index.php?op=rel_circul
http://www.universia.com.br/ SALAS/projeto.jsp

�2.3.1 Fundação Universia Brasil
O portal desenvolve e integra conteúdo e serviços de alta qualidade, a
partir das necessidades e propostas das instituições de ensino parceiras. Além de
notícias sobre o meio universitário são também divulgados temas relevantes para
o ciclo de vida acadêmica, como empreendedorismo, carreira, educação à
distância, bolsas de estudo e produção científica, entre outros.
2.3.2 Espaços Universia na UNICAMP
A UNICAMP recebeu do Portal Universia, em outubro de 2004, dois novos
espaços de acesso à Internet. Estes espaços são dotados de infra-estrutura com
27 novos computadores Pentium 4, conectados a rede linux de alta velocidade,
cuja configuração é contemplada com a tecnologia sem fio (sistema wireless).
Além dos equipamentos, recebeu, também, mobiliário compatível com as
necessidades locais, impressora laser e um servidor, que gerencia a rede.
Esta parceria entre a UNIVERSIA e a UNICAMP abriu caminho para a
integração da comunidade com diversos serviços e conteúdos de interesse
profissional e acadêmico disponíveis, tanto no Portal Universia como no Portal da
Universidade e na Internet.
Segundo o reitor da Unicamp, Prof. José Tadeu Jorge, esta iniciativa pode
tornar-se um modelo a ser seguido por outras instituições, além de qualificar os
serviços da Biblioteca e da Universidade.
O uso da sala tem demonstrado que a mesma tem se tornado um meio de
colaborar com a inclusão digital, pois além dos estudantes regulares e
ingressantes na Universidade, nota-se também o uso por parte de préuniversitários, que procuram informações sobre cursos, oportunidades, carreiras e
mercado. Além destes usuários este espaço atende aos mais variados interesses
e público diferenciado.

3 EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO / ESTUDO DO
USUÁRIO
As facilidades do uso das tecnologias de informação nas bibliotecas,
através de redes, documentos eletrônicos, disponibilidade de catálogos on-line,

�têm proporcionado aos usuários integrantes do mundo científico e tecnológico a
busca da informação, de maneira segura e flexível, fator que tem contribuído não
só para a sua individualidade e independência como para o crescimento da
pesquisa.
Com o advento da Internet e a sua possibilidade de acesso cada vez mais
popularizada, a comunicação inter-institucional e inter-pessoal, através de suas
ferramentas,

tem

refletido

mudanças

no

comportamento

do

usuário,

proporcionando novas rotinas de trabalho no âmbito das bibliotecas.
Sob este prisma, o Grupo de Trabalho Sobre Bibliotecas Virtuais do Comitê
Gestor da Internet - Brasil (1997) já salientava este panorama:
[...] Por um lado, as bibliotecas atuarão como usuárias e
intermediárias na operação das fontes de informação
disponibilizadas no espaço virtual da Internet por outras instituições
e, por outro lado, promoverão a organização e disponibilização
atualizada de suas próprias fontes de informação para atender
plenamente às necessidades de informação dos usuários internos
e externos ao seu entorno.

Contudo, a utilização dos serviços, correio eletrônico, o acesso remoto e a
transferência de arquivos, que compõem a tríade dos serviços básicos da
Internet, pressupõe um conhecimento prévio de sua utilização para localização da
informação. À medida que redes de computadores crescem e que o volume
armazenado de informações aumenta são desenvolvidas novas e engenhosas
ferramentas visando facilitar a localização e o acesso aos dados disponíveis.
Não são recentes os estudos que abordam o comportamento dos usuários
em bibliotecas; entretanto, pouca ênfase tem sido dada às reais necessidades de
informação desses usuários, já que os estudos têm avaliado principalmente o lado
quantitativo da informação recebida, relegando a um segundo plano o lado
qualitativo, que diz respeito ao uso que foi feito da informação recebida e à
satisfação ou não da necessidade que levou a se buscar os serviços.
As tecnologias emergentes têm influenciado o comportamento dos usuários
em bibliotecas, hoje conhecedores de parte desses mecanismos. Embora as
bibliotecas estejam se reestruturando e automatizando seus serviços, alguns

�cuidados devem ser tomados para que elas não acabem frustrando ao invés de
satisfazer seus usuários.
Ao observar o comportamento do usuário quando da necessidade de
localizar e acessar a informação, seja ele presencial ou não, verifica-se que os
níveis de expectativa e de dificuldade são os mesmos. Para o usuário não
presencial, a situação possui um agravante pela disponibilidade atual das
tecnologias e a falta de conhecimento no uso pleno das mesmas.

4 JUSTIFICATIVA
A inclusão digital é uma alfabetização digital, uma aprendizagem
necessária ao indivíduo para circular e interagir no mundo das mídias digitais
como consumidor e como produtor de seus conteúdos e processos. Para isto,
computadores conectados em rede e softwares são instrumentos técnicos
imprescindíveis. São suportes técnicos às atividades a serem realizadas a partir
deles no universo da educação, no mundo do trabalho, nos novos cenários de
circulação das informações e nos processos comunicativos.
De acordo com Feldmann (2003), ao analisar dados do IBGE, no Brasil, 21
milhões de pessoas (13% da população) são incapazes de ler e escrever.
Entretanto, ainda não se sabe quantos são os analfabetos digitais, aquela
categoria de pessoas despreparadas para viver a interação com as máquinas.
Feldmann (2003) salientou ainda que: apenas 27 milhões de brasileiros (15% da
população) são incluídos digitalmente; apenas 13% dos domicílios brasileiros têm
computador; somente 9% dos domicílios acessam a Internet; cerca de 75% dos
brasileiros nunca manusearam um computador; dos 5561 municípios brasileiros,
350 não dispõem de provedores locais de acesso à rede. Quanto à concentração
de renda, o autor afirmou que: a classe A (5% da população) é responsável por
42% dos internautas, a classe B (19% da população) é responsável por 48,7%
dos internautas e a classe C, D e E (73% da população) é responsável por
apenas 9,3% dos internautas.
O ingresso da humanidade na Era da Informação é um fato, mas
ainda apenas para uma pequena parcela da população. As novas
tecnologias, em particular a Internet, vieram para ficar e já
começaram a alterar o comportamento da sociedade – como um

�dia fizeram o telefone, o rádio e a TV. Há 100 anos, ninguém
imaginava que o desenvolvimento tecnológico nos daria a alcunha
de Sociedade da Informação. Agora temos uma infinidade de
soluções digitais cada dia mais surpreendentes e avançadas.
Entretanto, devemos estar atentos para não nos iludirmos
confundindo progresso com pirotecnia. Se esse conhecimento
acumulado não for compartilhado pela sociedade como um todo,
corremos o risco de ratificarmos o abismo que separa os ricos dos
pobres (BAGGIO, 2000).

A partir destes dois pontos de reflexão de Baggio (2000) é possível
destacar argumentos relevantes nessa discussão: existência dos analfabetos
digitais, ou seja, pessoas que não possuem a menor habilidade e conhecimento
para utilizar computadores; poucas são as pessoas que têm acesso a
computadores; o impacto social da Internet; a necessidade de acesso à
informação.
Diante das mudanças sociais e da evolução das tecnologias de informação
não há como negar o impacto social que a Internet tem sobre a sociedade atual
que, sem dúvida, está diretamente relacionada com o ambiente de qualquer
biblioteca, sobretudo as universitárias.
Seabra, em seu texto “Inclusão digital: algumas promessas e muitos
desafios”,

levantou

alguns

pontos

que

merecem

atenção

quando

do

desenvolvimento de projetos de inclusão digital: “[...] Inclusão digital pressupõe
uma série de outros objetivos conexos que não os meramente tecnológicos [...];
ao falar dos projetos voltados para o simples oferecimento de cursos, o autor
considerou que “[...] Este é o grande desafio: combater a “maldição” do formato
taylorista e fordista de transmissão de informações, que não assegura a
construção do conhecimento e, ao contrário, promete demagogicamente uma
capacitação que o formato de tempo disponível e a qualificação dos envolvidos
não atende [...]; em relação ao ambiente “[...] É fundamental que faça parte desse
espaço [de inclusão digital] uma outra sala sem computadores, com cadeiras e
mesas, com estantes e publicações, com murais de cortiça, com área para os
usuários esperarem e fazerem algo útil conexo às atividades ali desenvolvidas,
onde ocorra troca e socialização [...]”; “[...] é importante não esquecer que
qualquer ação completa deve ser integradora e potencializar outros segmentos da

�sociedade, pois a cidadania é alcançada digitalmente quando a rede é tecida
incluindo excluídos e não-excluídos [...]”.

5 METODOLOGIA
O instrumento utilizado nesta pesquisa foi um questionário, dividido em
questões fechadas e aberta. Foram aplicados 100 questionários em 15 dias, entre
9h e 21h, tendo como público alvo os usuários freqüentadores dos espaços da
sala Universia.

6 RESULTADOS
A Figura 1 demonstra que a população questionada variou de 13 aos 55
anos de idade, sendo que 45% possuem vínculo com a Unicamp e 55% não. A
maioria dos que não possuem vínculo encontra-se na faixa de 13 a 18 anos,
sendo estudantes dos ensinos fundamental e médio. A maioria dos que possuem
vínculo encontra-se na faixa de 19 a 24 anos, sendo principalmente estudantes de
graduação.
40
35
30
25
Idade

20

Vínculo

15
10
5
0
13-18
anos

19-24
anos

25-30
anos

31-36
anos

37-42
anos

43-48
anos

49-55
anos

Figura 1 – Faixa etária versus vínculo com a Universidade

As Figuras 2 e 3 demonstram a freqüência dos usuários nos espaços da
sala Universia e a faixa etária. Observa-se que, apesar de 33% utilizar

�esporadicamente a sala, 48% a utiliza ente 1 e 4 vezes na semana, destacando
maior freqüência para usuários até 30 anos de idade.

35
30
25
20
15
10
5
0
Diária

1-2 x sem. 3-4 x sem.

2 x mês

1 x mês

Esporádica

Figura 2 – Freqüência dos usuários nos espaços da sala Universia

15

12

13-18 anos

9

19 a 24 anos
25 a 30 anos
31 a 36 anos
37 a 42 anos

6

43 a 48 anos
49 a 55 anos
3

0

Diária

1-2 x sem.

3-4 x sem.

2 x mês

1 x mês

Figura 3 – Freqüência dos usuários versus faixa etária

Esporádica

�A Figura 4 apresenta os interesses e prioridades de acesso dos usuários
internos e externos, sendo o e-mail o mais citado dentre os interesses.

100
90
80
70
60
50
40
30
20
10

e-mail
orkut
mens.instant.
lazer
motores busca
conteudo didático
base dados/per.elet.
info inst./acad.
ativ.ensino
lista discussão
outros

0

Figura 4 – Interesses/Prioridades de Acesso dos Usuários (Internos e Externos)

As Figuras 5 a 9 apresentam os interesses e as cinco primeiras prioridades
de acesso dos usuários, divididos por categorias e nível de escolaridade. Alunos
de graduação apontaram como prioridades: e-mail, bases de dados e periódicos
eletrônicos, informações institucionais e acadêmicas, conteúdos didáticos e
científicos, além de orkut e pesquisa em motores de busca (Figura 5). Alunos de
pós-graduação apontaram como prioridades: conteúdos didáticos e científicos,
bases de dados e periódicos eletrônicos, informações institucionais e acadêmicas,
e-mail e pesquisa em motores de busca (Figura 6). Os funcionários apontaram
como prioridades: orkut, e-mail, lazer, mensagens instantâneas e atividades de
ensino (Figura 7). Usuários externos dos ensinos fundamental e médio apontaram
como prioridades: orkut, e-mail, mensagens instantâneas, lazer e pesquisa em
motores de busca (Figura 8). Usuários externos, excluindo-se dos ensinos
fundamental e médio, apontaram como prioridades: e-mail, orkut, lazer,
mensagens instantâneas e pesquisa em motores de busca (Figura 9).

�13
12
11
e-mail
orkut
mens.instant.
lazer
motores busca
conteudo didático
base dados/per.elet.
info inst./acad.
ativ.ensino
lista discussão

10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
1

2

3

4

5

Prioridade de acesso

Figura 5 – Interesses/Prioridades de Acesso - Usuários de Graduação

4

3
e-mail
motores busca
conteudo didático
base dados/per.elet.
info inst./acad.

2

1

0
1

2

3

4

5

Prioridade de acesso

Figura 6 – Interesses/Prioridades de Acesso - Usuários de Pós-Graduação

�5

4
e-mail
orkut
mens.instant.
lazer
motores busca
ativ.ensino

3

2

1

0
1

2

3

4

5

Prioridade de acesso

Figura 7 – Interesses/Prioridades de Acesso - Funcionários

9
8
7
e-mail
orkut
mens.instant.
lazer
motores busca
conteudo didático
ativ.ensino

6
5
4
3
2
1
0
1

2

3

4

5

Prioridade de acesso

Figura 8 – Interesses/Prioridades de Acesso – Ensino Médio e Fundamental

�22
20
18

e-mail
orkut
mens.instant.
lazer
motores busca
conteudo didático
base dados/per.elet.
info inst./acad.
ativ.ensino
outros

16
14
12
10
8
6
4
2
0
1

2

3

4

5

Prioridade de acesso

Figura 9 – Interesses/Prioridades de Acesso – Outros

Interesses de Uso: os mais diversificados (pesquisas gerais, tanto educacionais quando os professores solicitam pesquisa sobre algum tema - quanto de
pesquisas de interesse pessoal, sobre temas específicos); comunidade virtual –
Orkut; URL de bate-papo; MSN. No período letivo de 2005, a média mensal em
horas utilizadas na sala foi de 11.143h em: Navegador, Openoffice, Mensagem,
Home, Compactador, Imagem, Player; No 1º semestre de 2006 foram 28.871h de
acesso.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
É através da iniciativa das organizações que o impacto de socialização se
consolida no país, garantindo plena participação e igualdade de oportunidades
para as pessoas. Esses direitos são também valorizados quando a sociedade
reconhece que as pessoas devem ter o mesmo direito, que qualquer outro
cidadão, ao benefício dos serviços que são prestados pelo Estado e pela
sociedade em geral. O espaço digital proporciona estas oportunidades e permite

�novas possibilidades. É importante que este espaço seja utilizado para garantir
acesso aos conteúdos e para a ampliação de uma inteligência coletiva, aonde a
aprendizagem e o trabalho sejam enfocados para dar um sentido mais amplo à
melhoria social.
A busca constante da qualidade é também uma premissa para a BCCL,
pois compreende que o cliente e o produtor de serviços devem se corresponder
para que a satisfação contínua de suas exigências e expectativas quanto às
características de atributos de um produto ou serviço possam atender as
características, que normalmente dizem respeito à disponibilidade, à conveniência
de homogeneidade e à utilidade do produto ou serviço consumido.

REFERÊNCIAS
BAGGIO, Rodrigo. A sociedade da informação e a infoexclusão. Ci. Inf., Brasília,
v. 29, n. 2, p. 16-21, 2000.
FELDMANN, Paulo. Exclusão digital: um grande problema brasileiro. Bearing
Point, 2003. In: CONGRESSO DE INFORMÁTICA PÚBLICA, 2003, São Paulo.
São Paulo: CONIP, 2003. Disponível em: http://www.bearingpoint.com.pr/media/
Presentations/Exclusao_Digital.ppt&gt; Acesso em 27 jun. 2006.
GRUPO DE TRABALHO SOBRE BIBLIOTECAS VIRTUAIS DO COMITÊ
GESTOR DA INTERNET-BRASIL. Orientações estratégicas para implementação
de bibliotecas virtuais no Brasil. Ci. Inf., Brasília, v.26, n.2, p.177-179, maio/ago.
1997.
SEABRA, Carlos. Inclusão digital: algumas promessas e muitos desafios.
Disponível em: &lt;http://www.mhd.org/artigos/seabra_inclusao2.html&gt;. Acesso em
27 nov. 2004.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Acesso livre à informação: um projeto de inclusão digital.</text>
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              <text>Diante das mudanças sociais e da evolução das tecnologias de informação, faz- se necessário promover oportunidades de inclusão de maior número de pessoas  ao mundo informatizado. Não há como negar o impacto social que a Internet tem exercido sobre a sociedade atual. Neste sentido, a Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL) da UNICAMP estabeleceu uma parceria com o Portal Universia, que consiste num ambiente de acesso à informação. A partir da observação de número de horas de acessos e análise do cotidiano da BCCL, identificou-se crescente demanda dos usuários internos (vinculados à Unicamp) e externos (comunidade) de pontos de acesso livre à Internet, para realização das mais diversas atividades de ensino, pesquisa, lazer, consultas a bancos, participação em listas de discussão, acesso a conteúdos didáticos, informações institucionais e acadêmicas etc. O levantamento de tais demandas apontou, então, a necessidade de detectar quais as possibilidades para atender direcionadamente as necessidades dos usuários. O objetivo do presente trabalho é identificar o perfil destes usuários e apurar o conhecimento gerado a partir do livre acesso à informação. Para isso foi aplicado um questionário nesta comunidade composto por questões fechadas e aberta. Os resultados deverão nortear o aprimoramento dos serviços, viabilizando ações de efetiva inclusão digital.</text>
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