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                  <text>DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO: UMA
METODOLOGIA

Simone Faury Dib*
Neusa Cardim da Silva**
Cátia Barcelos***

RESUMO
Apresenta a metodologia utilizada para o desenvolvimento de equipes em
Unidades de Informação (UI), elaborada a partir de um trabalho de parceria entre
profissionais da área de Biblioteconomia e Psicologia, realizado na Biblioteca de
Ciências Sociais C (Direito), da Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ. A
metodologia é fundamentada nos conceitos de employeeship, gestão do
conhecimento e no modelo Pesquisa-Ação. Este, mediante um processo
cooperativo e compartilhado destaca o seu caráter participativo. A implementação
dessa metodologia contempla o desenvolvimento das competências técnicas e
das habilidades interpessoais no trabalho em equipe. Dentre os resultados
obtidos, a partir da utilização da metodologia, destacam-se melhorias na
integração dos membros da equipe e na execução dos processos de trabalho na
biblioteca, como também um maior comprometimento dos profissionais com os
objetivos e metas da biblioteca.
PALAVRAS-CHAVE: Cultura organizacional. Desenvolvimento de equipes.
Desenvolvimento de competências.

1 INTRODUÇÃO
O cenário no qual estão inseridas as organizações contemporâneas
caracteriza-se pela globalização, a competitividade, as mudanças aceleradas, a
revolução tecnológica, os sistemas integrados de informação e a produção
constante de novos conhecimentos. Para atuar nesse contexto, novos produtos e
serviços com valor agregado são desenvolvidos, e o foco no cliente norteia a
produção, cujos requisitos básicos de aceitabilidade são inovação, custo e
velocidade de entrega.
Estes aspectos promovem impactos, em maior ou menor intensidade, nas
estruturas organizacionais (arquitetura organizacional) e nos seus modelos de
gestão.

�Dessa forma, estruturas tradicionalmente hierarquizadas tendem à
diminuição de seus níveis hierárquicos, bem como os modelos de gestão
centralizadores tendem à descentralização, delegação de poderes e envolvimento
empregatício (compromisso profissional).
Assim, pode-se observar uma valorização do indivíduo e o fazer coletivo trabalho em equipe - nas organizações. Apesar de todo o aparato tecnológico e
das estratégias organizacionais, o indivíduo passa a ser o principal detentor das
competências técnicas e interpessoais, que se traduzem em um diferencial
competitivo e que agrega valor às organizações.
O trabalho em equipe passa a representar um espaço de integração e
complementaridade, elevando os padrões de desempenho e possibilitando
melhoria contínua.
Neste sentido, torna-se um grande desafio congregar as diferentes
contribuições individuais em prol de objetivos comuns, superar barreiras
interpessoais e potencializar os canais de comunicação, conferindo valor e
sentido ao trabalho realizado, fazendo o todo ser de fato mais do que a soma das
diferentes contribuições individuais.
Este artigo objetiva apresentar uma metodologia para o desenvolvimento
de equipes, que atuam em Unidades de Informação (UI), tendo por base um
Programa de Desenvolvimento de Equipes realizado em dois momentos (2001 e
2003), na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) da Rede Sirius - Rede de
Bibliotecas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O foco da metodologia
é o desenvolvimento de competências técnicas e interpessoais, essenciais ao
trabalho em equipe. A sua elaboração e execução foi resultado de uma parceria
entre profissionais da UERJ, das áreas de Biblioteconomia e Psicologia.

2 DESENVOLVER PARA CRESCER: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM
EQUIPE
Na atualidade, o trabalho em equipe tornou-se um diferencial competitivo,
pois possibilita, através do fazer coletivo, o desenvolvimento de serviços e

�produtos com valor agregado, na medida em que une pessoas com
conhecimentos complementares, tendo metas e objetivos em comum. Por outro
lado, trabalhar em equipe favorece também o crescimento pessoal de cada
indivíduo, uma vez que viabiliza a troca de experiências.
No entanto, para o alcance de resultados positivos, não basta apenas
reunir as pessoas e formar um grupo, é fundamental que as competências
técnicas e interpessoais de cada um estejam associadas à responsabilidade e ao
comprometimento mútuo com a qualidade dos relacionamentos e dos resultados
esperados.
Torna-se,

pois,

imprescindível

a

aplicação

de

um

programa

de

desenvolvimento de equipes que privilegie a aprendizagem e a interação de seus
participantes, não devendo ser entendido como um evento isolado, mas, sim,
como um processo contínuo de experimentação e troca.
Cabe ressaltar, ainda, que alguns aspectos são fundamentais para o
sucesso da equipe, dentre os quais o papel da liderança, a comunicação, a
consciência de toda a equipe sobre o seu propósito, sobre as potencialidades e o
papel profissional de cada um dos seus integrantes.
Como qualquer organização, as bibliotecas também devem investir em seu
capital humano, uma vez que as pessoas que atuam nessa área – bibliotecários,
auxiliares e estagiários de Biblioteconomia – possuem características muito
peculiares, devido às rotinas de trabalho, tanto no que se refere ao atendimento
ao público, quanto aos processos técnicos e gerenciais.
A maioria dos serviços operacionais desenvolvidos nas bibliotecas, se
constitui em tarefas mecânicas e rotineiras executadas geralmente pela mesma
pessoa. Isto, associado ao fato de que nem sempre há procedimentos
estabelecidos para esses serviços e que os integrantes da equipe desconhecem
alguns dos processos da biblioteca, concorre para o comprometimento do
desempenho das atividades e, conseqüentemente, da qualidade do atendimento
e da imagem da própria biblioteca.

�Assim, como é fundamental que exista sinergia entre as pessoas, para que
haja cooperação e comprometimento na realização dos objetivos propostos, o
conhecimento dos processos operacionais e técnicos deve ser comum a todos,
ainda que a atribuição de tarefas seja diferenciada, de acordo com as funções de
cada integrante da equipe.
Segundo Silva e Dib, “a capacitação da equipe se constitui em uma
necessidade constante e se revela sempre um ótimo investimento. No entanto,
não só o treinamento adequado da equipe é garantia de sucesso. É necessário o
estímulo ao desenvolvimento do lado emocional dos indivíduos, para que se
tornem integrados e garantam a sobrevivência e o crescimento das Unidades de
Informação”1.
Em equipe, o objetivo do trabalho deve superar a soma das metas
individuais, devendo seus integrantes trabalhar em conjunto, congregando
talentos e habilidades complementares, sendo o resultado do trabalho um fazer
realmente coletivo. A missão, a visão e os objetivos organizacionais devem ser
claros e aceitos por todos; os papéis devem ser definidos e as responsabilidades
devem ser compartilhadas, propiciando um ambiente equilibrado, tranqüilo,
criativo e, conseqüentemenre, com elevado padrão de desempenho.

3 ANTECEDENTES
A Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito) passou por mudanças que
afetaram radicalmente seu funcionamento, em virtude da união do acervo da
graduação e da pós-graduação, o que aumentou consideravelmente a demanda.
Associado a este fato, a rotatividade de pessoal – que afeta, em diferentes graus,
todas as bibliotecas da UERJ, influenciando o trabalho como um todo e
implicando descontinuidade e desgaste para os funcionários – acarretou
problemas,

com

reflexos

na

qualidade

dos

serviços

oferecidos

e

no

relacionamento da equipe.

1

SILVA, Neusa Cardim; DIB, Simone Faury. Desenvolvendo talentos: a experiência da Biblioteca
de Direito da UERJ. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 20, Fortaleza: UFC, 2002. Anais...Fortaleza: UFC, 2002. 1 CDRom

�Dessa forma, a gerência da biblioteca, procurando minimizar os efeitos
advindos dos fatos citados,buscou parceria junto à Superintendência de Recursos
Humanos (SRH) da UERJ para iniciar um processo de valorização do capital
humano, com o objetivo de conciliar a excelência na prestação de serviços com a
humanização do trabalho. Para isso, várias ações foram implementadas, visando
tanto ao aperfeiçoamento técnico dos funcionários quanto à integração da equipe.
Foi designada uma psicóloga para desenvolver projeto em parceria com os
bibliotecários, posto em prática em 2001, o qual apresentou resultados positivos,
induzindo a equipe a solicitar sua continuidade em 2003. Dentre esses resultados
- segundo avaliação dos próprios participantes - a integração do grupo, o
autoconhecimento, a busca pelo consenso, a valorização do servidor e suas
potencialidades, o esclarecimento de dúvidas quanto a processos da biblioteca
foram os mais relevantes.
Os resultados obtidos avalizaram a metodologia utilizada nos trabalhos, o
que motivou os seus mentores a divulgá-la, para que se constitua em mais um
instrumento ao alcance de outras unidades de informação que queiram investir no
desenvolvimento de suas equipes.

4 APORTE TEÓRICO
O ponto comum nos conceitos de employeeship, gestão do conhecimento e
no modelo de pesquisa-ação é o foco no indivíduo enquanto agente coresponsável pelo processo de mudanças, o que permitiu sua utilização para
embasar esta metodologia.
O employeeship contempla os valores dos indivíduos, na medida em que
prioriza a responsabilidade, lealdade e iniciativa. Nesse contexto, uma pessoa
que se sente responsável pelos resultados da organização demonstra lealdade às
outras, contribuindo para a criação e manutenção de um espírito de equipe, e
toma a iniciativa de melhorar e desenvolver continuamente suas atividades,

�favorecendo a evolução da organização como um todo. Segundo Moller,
employeeship “expressa aquilo que é preciso para ser um bom funcionário” 2.
Uma organização com employeeship aprende a todo momento e percebe
que investir em seu capital humano, na sua capacitação técnica e no
desenvolvimento do seu lado emocional, torna as pessoas aptas para
implementar mudanças3.
A gestão do conhecimento viabiliza a utilização do conhecimento no nível
organizacional mediante a identificação e disseminação dos diversos saberes que
o permeiam, contribuindo para o desempenho eficaz dos indivíduos e para a
geração de novos conhecimentos.
De acordo com Barbalho “... o staff constitui o núcleo básico da gestão do
conhecimento e da otimização do capital humano e intelectual através da gestão
das competências individuais, grupais e organizacionais. A base fundamental
deixa de ser o desenho dos cargos e passa a ser o conceito dinâmico de
habilidades e competências necessárias ao sucesso da organização e dos seus
parceiros – clientes, fornecedores, funcionários” 4.
A pesquisa-ação é um tipo de pesquisa social, com base empírica,
concebida e realizada em estreita associação com a resolução de um problema
coletivo. Para tanto, a participação das pessoas nele implicadas é absolutamente
necessária5.
O princípio fundamental desse modelo consiste em uma intervenção na
organização mediante a efetiva cooperação de seus integrantes, para definir o
problema e buscar soluções, sendo assim uma ferramenta para o processo de
mudança.

2

MOLLER, Klaus. Employeeship: como maximizar o desempenho pessoal e organizacional. São
Paulo: Pioneira, 1996.
3
SILVA, op. cit. p. 4
4
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. In: SEMINARIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe, 2002. Anais... Recife:
UFPe, 2002. 1CD-ROM.
5
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

�5 METODOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS
A metodologia proposta compõe-se de cinco etapas, que se constituem em
diagnóstico, planejamento, execução, avaliação e acompanhamento.
Para a realização do diagnóstico e planejamento, os profissionais
responsáveis – bibliotecários e psicólogos – , facilitadores do processo, devem
implementar ações integradas, através da elaboração e atuação conjunta.
O papel ativo do facilitador, tanto na condução dos problemas
apresentados quanto no acompanhamento e avaliação das ações é essencial,
incluindo uma atitude de escuta e elucidação dos várias aspectos do problema,
sem impor suas concepções6 .
Nas etapas de execução, avaliação e acompanhamento, os facilitadores
devem atuar em momentos diferenciados, tendo em vista as especificidades de
cada área. No entanto, é fundamental que exista um canal de comunicação direto
entre eles, para que possam trocar informações que auxiliem o planejamento das
ações que, embora com enfoques distintos, são em prol de um mesmo objetivo: o
desenvolvimento da equipe em termos técnicos e interpessoais.
Precedendo a realização da primeira etapa, é de suma importância que o
gestor da biblioteca reúna sua equipe, para apresentar a proposta de trabalho,
explicitando os objetivos e garantindo o apoio das instâncias superiores no
desenvolvimento da tarefa. Cabe ressaltar que é imprescindível o envolvimento e
a concordância da equipe, para que o trabalho seja iniciado.
No caso da implementação desta metodologia em unidades de informação
sugere-se que as ações direcionadas ao desenvolvimento das competências
técnicas da equipe sejam realizadas, prioritariamente, por biliotecários, uma vez
que estes profissionais detêm os conhecimentos técnicos necessários para este
fim. Assim como, a condução das ações voltadas para o desenvolvimento das
habilidades interpessoais, essenciais ao trabalho em equipe, sejam de
responsabilidade do psicólogo, que detém competências inerentes a sua
formação.
6

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

�5.1 DIAGNÓSTICO
O objetivo do diagnóstico é realizar um “retrato da equipe”, mapeando suas
reais necessidades. Fundamenta-se, na análise da situação, na dinâmica e no
ambiente da equipe, considerando ainda aspectos externos que possam
promover impactos sobre ela.
A etapa do diagnóstico é de suma importância, na medida em que irá
nortear todo o trabalho posterior, além de possibilitar o envolvimento e
compromisso de todos os integrantes da equipe.
As ações pertinentes a essa etapa são:
a) elaborar instrumento para a coleta de dados, considerando os
aspetos técnicos e interpessoais;
b) realizar reunião com a equipe, para apresentar tanto a proposta
de trabalho quanto os objetivos dessa etapa, esclarecendo
dúvidas e registrando sugestões;
c) aplicar o instrumento para a coleta de dados;
d) consolidar e analisar os dados, elaborando um relatório para
apresentá-lo à equipe.
5.2 PLANEJAMENTO
O planejamento deve fundamentar-se no diagnóstico, considerando os
objetivos gerais e específicos definidos na proposta de trabalho e as reais
necessidades e especificidades da equipe.
Primeiramente deverá ser elaborado um plano de ações estratégicas que
contemple, entre outras informações, as metas a serem atingidas, os recursos
necessários para sua execução, as atividades a serem desenvolvidas, seus
responsáveis, um cronograma e instrumentos para avaliação. Em seguida, este
documento deverá ser apresentado à equipe, para análise e discussão. Assim,
ajustes e reformulações poderão ser realizados, se necessário. Depois de
consolidado, o plano de ação deve ser apresentado à equipe para que, a partir do
consenso, defina-se o início de sua implementação.

�5.3 EXECUÇÃO
É o momento efetivo de implementação do plano de ação elaborado no
planejamento. Nessa etapa, os papéis e responsabilidades de todos os
envolvidos devem estar claros, havendo um comprometimento de toda a equipe
com o trabalho a ser realizado.
Para o desenvolvimento das competências técnicas da equipe devem ser
realizadas reuniões para expor e discutir os processos operacionais e técnicos da
biblioteca, visando ao aperfeiçoamento profissional e à adoção das melhores
práticas. Para tanto, são utilizados recursos como treinamentos específicos e
demonstrações práticas de atividades inerentes à rotina da equipe, destacando o
papel e a importância de cada integrante para o seu próprio sucesso e o da UI.
Para o desenvolvimento de habilidades interpessoais, essenciais ao
trabalho em equipe, devem ser realizados encontros, baseados em uma
abordagem vivencial, através de técnicas de dinâmica de grupos, exercícios,
jogos, leituras de texto e apresentação de vídeo. Com base na utilização desses
recursos, objetiva-se estimular as pessoas com vistas à reflexão, formação de
conceitos e mudanças.
Ao longo dessa etapa, não se deve prescindir da elaboração periódica de
relatórios que fornecerão feedback sobre o trabalho realizado, compartilhando-se
os resultados com toda a equipe, reforçando assim a transparência no processo.

5.4 AVALIAÇÃO
A avaliação do trabalho possibilita verificar até que ponto os objetivos e as
metas estão sendo atingidos, devendo ser entendida como um processo contínuo.
Esta ação possibilita um acompanhamento efetivo, podendo, ao final, reconduzir a
um novo ciclo no processo de mudanças.
As avaliações devem ser elaboradas considerando a reação dos
participantes, o aprendizado, a aplicabilidade dos ensinamentos e o resultado do

�processo. Devem ser feitas após cada encontro, e os registros compilados,
analisados e apresentados à equipe.

5.5 ACOMPANHAMENTO
O acompanhamento dos resultados, mais do que uma ação, é uma postura
dos profissionais responsáveis pelo trabalho, pois fornece, a todo momento,
subsídios que fundamentarão alterações, se necessário.
Essa etapa possibilita a identificação dos gaps, o que favorece o
estabelecimento de ações corretivas que irão assegurar o andamento das
atividades de acordo com o planejamento, para o alcance dos objetivos. Cabe
ressaltar que, em alguns momentos, os resultados do acompanhamento podem
demandar a reformulação de estratégias, o que implicará rever e alterar o plano
de ação.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Equipes de trabalho quando entrosadas e comprometidas com a missão
institucional, constituem-se

no diferencial que agregará valor a qualquer

empreendimento.
No entanto, uma equipe precisa de ações que privilegiem o seu
desenvolvimento, cujo processo é permeado por elementos- chave, dentre os
quais cabe destacar:
a cooperação e participação de seus os integrantes na construção do próprio
processo de mudança, implementando ações convergentes às suas
especificidades;
a compreensão do indivíduo como agente de mudança, considerando sua
atuação e responsabilidade no processo;
a comunicação através de um canal aberto e claro, conferindo transparência e
credibilidade. A comunicação eficaz viabiliza, dentre outros aspectos, o
manejo das resistências, característica inerente ao processo de mudanças.
A metodologia apresentada foi elaborada e aplicada em equipes de UI, no
caso a Biblioteca de Direito da UERJ, em dois momentos. Os resultados positivos

�ensejaram a sua divulgação, com a qual se pretende apontar caminhos na busca
do desenvolvimento de equipes em UI, mediante ações que promovam um
espaço de troca, vivência e reflexão, instrumentalizando seus integrantes para a
resolução de problemas, bem como para uma adequada percepção e análise das
atividades que realizam.
Com isso, o processo de mudança, elemento constante em todas as
organizações, incorpora-se ao cotidiano, como estímulo ao crescimento pessoal e
coletivo.

ABSTRACT
The paper presents a methodology used for the development of teams in
Information Units, elaborated from a work of partnership between librarians and
psychologists. This methodology had been applied at Biblioteca de Ciências
Sociais C (Direito), of Rede Sirius- Rede de Bibliotecas UERJ. It´s based on the
concepts of employeeship, knowledge management and Action Research model,
that involves the whole team in a cooperative and shared process. Its
implementation contemplates techniques and interpersonal abilities of the team.
The results were evidenced by the integration of the team and the improvement of
tasks developed in the library, as well as a involvement of the professionals for the
reach of the goals proposals.
KEYWORD: Organizational culture. Development of teams. Development of
abilities.

REFERÊNCIAS
BARBALHO, Célia Regina Simonetti. Gestão baseada nas competências. In:
SEMINARIO NACINAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 12. Recife: UFPe,
2002. Anais... Recife: UFPe, 2002. 1CD-ROM.
BARBALHO, Célia Regina S.; BERAQUET, V. S. M. Planejamento estratégico
para unidades de informação. São Paulo: Polis: Associação Paulista de
Bibliotecários, 1995.
CIANCONI, R. Gestão da informação na sociedade do conhecimento. Brasília,
DF:SENAI/DN, 1999. (Série SENAI Formação de Formadores).

�KATZENBACH, Jon R. Equipes de alta performance: conceitos, princípios e
técnicas para potencializar o desempenho das equipes. Rio de Janeiro: Campus,
2001.
KATZENBACH, Jon R. A força e o poder das equipes. São Paulo: Makron. 1994.
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R. Bibliotecas como organizações. Rio de
Janeiro: Interciência; Niterói: Intertexto, 2000.
MOLLER, Klaus. Employeeship: como maximizar o desempenho pessoal e
organizacional. São Paulo: Pioneira, 1996.
MOSCOVICI, Felá. Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1994.
MOSCOVICI, Felá. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de
Janeiro: José Olympio, 2003.
SILVA, Neusa Cardim; DIB, Simone Faury. Desenvolvendo talentos: a experiência
da Biblioteca de Direito da UERJ. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 20, Fortaleza: UFC, 2002.
Anais...Fortaleza: UFC, 2002. 1 CDRom
SPECTOR, Paul E. Psicologia das organizações. São Paulo: Saraiva, 2003.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2003.

*

Bibliotecária – REDE SIRIUS/UERJ. Especialista em Inteligência Empresarial e Gestão do
Conhecimento – CRIE-COPPE/UFRJ sdib@uerj.br
**
Bibliotecária – REDE SIRIUS/UERJ. Especialista em Organização do Conhecimento para
Recuperação da Informação – UNIRIO cardim@uerj.br
***
Psicóloga – DESEN/SRH – UERJ. Especialista em Gestão de Recursos Humanos – FGV
catia@uerj.br UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.REDE SIRIUS – REDE DE
BIBLIOTECAS UERJ. Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524, bl. B, sala 1028. Maracanã
País: Brasil

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Desenvolvimento de equipes em unidades de informação: uma metodologia.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Dib, Simone Faury; Silva, Neusa Cardim da; Barcelos, Cátia </text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFRN</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2004</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <text>Evento</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Apresenta a metodologia utilizada para o desenvolvimento de equipes em Unidades de Informação (UI), elaborada a partir de um trabalho de parceria entre profissionais da área de Biblioteconomia e Psicologia, realizado na Biblioteca de Ciências Sociais C (Direito), da Rede Sirius - Rede de Bibliotecas UERJ. A metodologia é fundamentada nos conceitos de employeeship, gestão do conhecimento e no modelo Pesquisa-Ação. Este, mediante um processo cooperativo e compartilhado destaca o seu caráter participativo. A implementação dessa metodologia contempla o desenvolvimento das competências técnicas e das habilidades interpessoais no trabalho em equipe. Dentre os resultados obtidos, a partir da utilização da metodologia, destacam-se melhorias na integração dos membros da equipe e na execução dos processos de trabalho na biblioteca, como também um maior comprometimento dos profissionais com os objetivos e metas da biblioteca.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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