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                  <text>GESTÃO DE CONHECIMENTO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS: MAPEAMENTO DE
COMPETÊNCIAS
Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos∗
Marta Araújo Tavares Ferreira∗∗

RESUMO
Apresenta a importância do conhecimento dentro das organizações. Oferece uma
estrutura básica sobre a qual o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal
de Minas Gerais possa desenvolver atividades de Gestão de Conhecimento com
destaque para o mapeamento de competências. Foi proposto um modelo de
formulário que permitirá a construção de um catálogo para localizar pessoas –
fontes de conhecimento - não só pelos seus nomes, mas também por suas
competências, um catálogo que vise conhecer e desenvolver o capital intelectual
presente nas bibliotecas da Universidade. Essa prática permite facilitar o acesso,
a troca e o compartilhamento do conhecimento existente em qualquer
organização. Dentre as principais aplicações para um sistema deste tipo estão:
preenchimento de cargos; remanejamentos de pessoa de acordo com suas
característica; formação de equipes de projeto; formação de grupos de estudo;
formação de grupos de treinamento; implantação de política de Recursos
Humanos mais assertiva; indicação de necessidade de capacitação;
desenvolvimento de comunidades de prática; seleção de consultores; ou ainda,
simplesmente, indicar quem pode resolver um problema ou tirar uma dúvida de
um companheiro.
PALAVRAS-CHAVE: Gestão do conhecimento – Bibliotecas. Gerenciamento de
informação – Bibliotecas. Mapeamento de competências - Bibliotecas

1 INTRODUÇÃO
Hoje, mais do que sempre, o conhecimento é visto como o principal
elemento diferenciador entre as organizações, e deve ser tratado de forma
adequada, sob o risco de perder-se.
Procurar descobrir dentro das organizações onde estão as suas
competências vitais, os seus conhecimentos, as suas habilidades e a melhor
forma de repassá-los para os todos os funcionários é uma responsabilidade não
apenas da alta gerência, mas também de todos os níveis hierárquicos de uma

�organização. Probst (2002, p. 34) alerta que “o compartilhamento e a distribuição
do conhecimento em uma organização são uma condição prévia vital pra
transformar informações ou experiências isoladas em algo que toda a
organização possa utilizar”. Também em defesa do compartilhamento do
conhecimento, Terra e Gordon (2002, p. 31) afirmam que “os meios pelos quais
nós obtemos e compartilhamos conhecimento, são determinantes críticos de
sucesso ou fracasso”.
A

preocupação

com

esse

diversificado

“patrimônio”

denominado

conhecimento tem sido tão marcante, que a maioria das grandes organizações
passou a adotar práticas para tratar da melhor forma possível essa riqueza. O
conjunto dessa prática é comumente chamado de Gestão do Conhecimento –
GC.
Neste contexto, deve-se ressaltar a importância do Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal de Minas Gerais – SB/UFMG – criar ou mesmo propor
ações sistemáticas de forma a garantir a criação, utilização, transferência e a
retenção do conhecimento nele existente.
Será demonstrada ao longo desse trabalho a importância de se praticar
atividades de Gestão do Conhecimento, dando ênfase na atividade de
mapeamento de competências, que busca criar “catálogos” facilitem encontrar as
pessoas – fontes de conhecimento - não só pelos nomes, mas também por suas
competências. Essa prática permite acima de tudo facilitar o acesso, a troca e o
compartilhamento do conhecimento existente em qualquer organização.
Este artigo pretende ainda apresentar a forma como o SB/UFMG buscará
alcançar este objetivo. Foi criado um modelo de formulário que, se aplicado online conforme pretensão da atual diretoria, permitirá ao sistema identificar quemsabe-o-quê, ou seja, construir um mapa de competência que ajude as pessoas a
encontrarem seus especialistas no sistema, um catálogo que visará desenvolver o
capital intelectual presente no SB/UFMG.

�2 METODOLOGIA
Para a realização do projeto, foi feito um estudo preliminar na literatura,
destacando os vários conceitos considerados fundamentais e que envolvem direta
ou indiretamente as práticas de Gestão do Conhecimento.
Em seguida foi criado um grupo de estudos formado por 10 bibliotecários
do SB/UFMG, para categorizar as competências existentes no sistema.
Posteriormente, efetuou-se uma visita técnica ao SERPRO com o objetivo
de conhecer os processos de GC implantados naquela organização, e,
especialmente, obter informações sobre “Sistema Perfil”, por ser similar ao que se
pretende implantar no SB/UFMG. A partir dessas informações, pôde-se selecionar
as melhores práticas para implantação de um catálogo de competências para o
SB/UFMG de forma a maximizar as chances de sucesso e minimizar os riscos do
projeto.
Cabe destacar que o Serpro é a maior empresa pública de prestação de
serviços em tecnologia da informação do Brasil. Uma de suas preocupações ao
implementar o projeto de GC foi revelar, impulsionar e criar Capital Intelectual
dentro da empresa. Para isso o Serpro criou e disponibiliza o Sistema Perfil que
permite a seus funcionários registrar seus conhecimentos e suas habilidades em
um banco de dados de perfis.
Para a criação do formulário pessoal a ser preenchido por cada um dos
funcionários do SB/UFMG, levou-se em conta não apenas as informações
consideradas indispensáveis para demonstrar sua competência, mas também
aquelas necessárias à identificação e à localização do funcionário em questão.

3 A GESTÃO DO CONHECIMENTO
O tema “Gestão do Conhecimento” tem sido amplamente divulgado e
discutido na sociedade do conhecimento como forma de agregar valor às práticas
administrativas dentro das organizações. Pode-se definir essa atividade como:

�Processo sistemático, articulado e intencional, apoiado na
geração, codificação, disseminação e apropriação de
conhecimentos, com o propósito de atingir a ‘excelência
organizacional’ que consiste em cumprir seus propósitos da
melhor forma possível, encantando seus clientes (internos e
externos), engajada em um processo interminável de melhoria
contínua. (OLIVEIRA, 2002, p. 83)

Ou
Processo sistemático de identificação [grifo nosso], criação,
renovação e aplicação dos conhecimentos que são estratégicos
na vida de uma organização. É a administração dos ativos de
conhecimento das organizações. Permite à organização saber o
que ela sabe.(SANTOS, 2001, p. 32)

3.1 COMPETÊNCIA
Sveiby (1998, p. 420) considera que a competência de um indivíduo
engloba cinco elementos mutuamente dependentes. São eles: O conhecimento
explícito, a habilidade, a experiência, os julgamentos de valor, a rede social. O
conhecimento explícito“ envolve conhecimentos dos fatos e é adquirido
principalmente pela informação, quase sempre formal”. A habilidade é a “arte de
‘saber fazer’ envolve uma proficiência prática – física e mental – e é adquirida,
sobretudo por treinamento e prática. Inclui o conhecimento de regras de
procedimento

e

habilidades

de

comunicação”.

A

experiência

é

principalmente pela reflexão sobre os erros e sucessos da pessoa.

obtida
“Os

julgamentos de valor são percepções do que o indivíduo acredita estar certo. Eles
agem como filtros conscientes e inconscientes para o processo de saber de cada
indivíduo”. A rede social é para o autor “formada pelas relações do indivíduo com
outros seres humanos dentro de um ambiente e uma cultura transmitidos pela
tradição”.
Um conceito normalmente utilizado pelos profissionais de Recursos
Humanos é o de Parry1 citado por Fleury e Fleury (2001, p. 19). Parry estabelece
que competência é o “conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes que
afetam a maior parte do trabalho de uma pessoa, e que se relacionam com o

1

Parry, S. B. The quest for competencies. Training. P. 48-56,July 1996.

�desempenho no trabalho; a competência pode ser mensurada, quando
comparada com padrões estabelecidos e desenvolvida por meio de treinamento” .
Fleury e Fleury acrescentam que esta definição é de fácil operacionalização pelos
responsáveis pela gestão de RH nas organizações, porém é muito voltada para
as tarefas realizadas.
Zarifian2 apud Fleury e Fleury (2001, p. 19) procura não se prender apenas
à qualificação do indivíduo ao caracterizar competência. Para ele competência
“refere-se à capacidade de a pessoa assumir iniciativas, ir além das atividades
prescritas, ser capaz de compreender e dominar novas situações no trabalho, ser
responsável e ser reconhecida por isso”. Fleury e Fleury (2001, p. 21) apoiados
nos diversos autores que citaram em seu livro, procuraram contribuir para a
construção do conceito de competência, e para isso, adotaram sua própria
definição de competência: “um saber agir responsável e reconhecido, que implica
mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem
valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.”

3.2 MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS
Macedo et al. (2001, p. 68) explicam que o mapeamento de competência,
como uma prática da GC instituída na organização, é uma atividade gerencial
responsável

pela

identificação

das

competências

institucionais

e

das

competências individuais das pessoas que nela trabalham, através do registro dos
currículos de todos os empregados.
Stewart (1997, p. 131) de uma forma brincalhona deixa claro o que é
mapear competências questionando: “Mas quem somos nós? ... Alguém na
empresa conhece muito de marcas registradas – mas não sei quem. Tenho
certeza de que alguém sabe como funciona um instrumento de cirurgia intestinal.
Alguém conhece blues, Beowulf, equações, um bistrô de Left Bank que serve
rosquinhas maravilhosas. Como analisar as declarações financeiras de empresas

2

Zarifian, P. Compétences et organization qualifiante em milieu industriel. In: MINET, Francis, PARLIER,
Michel, WITTE, Serge. La competéncie: mythe, construction ou realité? Paris: Liaisons, 1994.

�imobiliárias ou mesmo se Herb Kelleher, da southwest Airline, ainda fuma True
mentolada. Mas o catálogo telefônico em minha sala não me ajuda a encontralas.”
Na prática o mapeamento de competências inclui a identificação e a
localização das pessoas ligadas à organização e, que detêm conhecimentos
relevantes para o bom funcionamento do negócio. Normalmente esse
conhecimento encontra-se disperso pela organização e essa atividade torna
possível, dentre outras coisas, o estabelecimento de rede de contato com
especialistas. Um catálogo de competências seria então um link não para o
conhecimento, mas para os indivíduos que o detêm.
Conforme

especificado

na

metodologia,

algumas

definições

foram

destacadas por se ajustarem claramente ao escopo deste artigo. Porém, todas
possuem valor e contribuem para o aprimoramento do trabalho.

4

A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA

UFMG: DESCOBRINDO TALENTOS E FACILITANDO O ACESSO AO
CONHECIMENTO NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFMG
Até o presente momento, não se têm notícias de qualquer processo
sistemático de Gestão do Conhecimento no SB/UFMG. Sabe-se que existem
determinadas atividades, a exemplo dos grupos de estudos, que levam à criação
e transferência de conhecimento, porém essas ações não são sistemáticas e
possuem objetivos específicos, normalmente ligados às necessidades técnicas do
sistema.
Um sistema de gerenciamento de competências é uma das práticas de GC
que visa armazenar dados sobre as competências de profissionais. Permite um
levantamento sistemático e o armazenamento em banco de dados das
competências dos funcionários nas áreas que interessam à empresa. Existem
inúmeras aplicações para um sistema deste tipo e, sem a pretensão de exaustão,
foi possível destacar as seguintes funções: preenchimento de cargos;
remanejamentos de pessoa de acordo com suas característica; formação de

�equipes de projeto; formação de grupos de estudo; formação de grupos de
treinamento; implantação de política de Recursos Humanos mais assertiva;
indicação de necessidade de capacitação; desenvolvimento de comunidades de
prática; seleção de consultores; ou ainda, simplesmente, indicar quem pode
resolver um problema ou tirar uma dúvida de um companheiro.
A identificação de todo esse pessoal torna-se possível através do
mapeamento das competências institucionais e individuais dos funcionários. A
estratégia utilizada no SB/UFMG para tornar possível essa tarefa de mapeamento
compreendeu: 1- a categorização das competências; 2- a elaboração de uma lista
de conhecimentos; 3- o desenho de um formulário pessoal para entrada de dados
no catálogo; 4- a definição de níveis de conhecimento; 5- a criação de um sistema
de validação de dados.
Cada uma dessas etapas será tratada separadamente a seguir.

4.1 A CATEGORIZAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS
Para categorizar a competências do SB/UFMG foi criado, conforme
descrito na metodologia, um grupo de estudos composto de dez bibliotecários do
Sistema chegando-se às seguintes conclusões:
1- A categorização das competências do SB/UFMG teria como base o
macroprocesso do Sistema;
2- O macroprocesso foi estabelecido a partir da missão do sistema, que é prover
a comunidade universitária da informação necessária para desenvolver suas
atividades de ensino, pesquisa e extensão. Dessa forma, o macroprocesso do
Sistema ficou definido como a “Gestão dos recursos informacionais necessários à
comunidade universitária no desenvolvimento de suas atividades de ensino
pesquisa e extensão”;
3- A partir do enunciado do macroprocesso, foi possível estabelecer quatro
categorias de processos, responsáveis e indispensáveis ao cumprimento da

�missão do Sistema. São eles: Desenvolvimento e formação de acervo;
Tratamento da informação; Atendimento ao usuário; Administração.

4.2 ELABORAÇÃO DA “LISTA DE CONHECIMENTOS”

Para padronizar a entrada das competências no catálogo é imprescindível
a criação de uma “Lista de conhecimentos”. Essa lista, juntamente com outras
informações pré-estabelecidas determinará a competência do funcionário.
Esse projeto prevê apenas o desenvolvimento de uma metodologia para a
construção da “Lista de Conhecimento” (figuras 1 e 2) A elaboração final ficará a
cargo da Biblioteca Universitária, que deverá criar um grupo para executar essa
atividade.
A idéia é que a “Lista do conhecimento” seja construída a partir da
somatória das várias atividades desenvolvidas no sistema – atividades estas
ligadas aos processos de Desenvolvimento e formação de acervo; Tratamento da
informação; Atendimento ao usuário; Administração – e dos conhecimentos
específicos necessários para a sua realização.

�MACROPROCESSO
Gestão dos recursos informacionais necessários à comunidade universitária no
desenvolvimento das suas atividades de ensino pesquisa e extensão.

PROCESSOS

Desenvolvimento e
formação de recursos
informanionais .

Tratamento da
informação

Atendimento ao
usuário

Administração

ATIVIDADES

Aquisição, seleção e
descarte de material
bibliográfico;
criação de bases de
dados...

Catalogação de
monografis, de
periódicos, de
materiais especiais...

Acesso/pesquisa em
base dados;
pesquisa
bibliográfica;
normalização
bibliográfica;
empréstimo...

Estudo de usuário,
projetos,
planejamento;
administração de RH,
e financeira;
administração de
sistemas, de rede...

REGRAS – NORMAS – PADRÕES – FERRAMENTAS - SOFTWARES

AACR2; NBR 6023; NBR 10520;
MARC 21; XML; Cabeçalhos de
assuntos; Tesauros; CDU; CDD,
Cutter; VTLS; Pergamum; Micro
Isis; Winisis...

Lista de
conhecimentos

FIGURA 1 – Elaboração da Lista de “Conhecimento”

�1- Desenvolvimento e formação de recursos informacionais
Aquisição, seleção e descarte de material bibliográfico;
Conservação e preservação de acervo;
Criação de bases de dados;
SIBRADID;
BDENF
BBO (Bibliografia Brasileira de Odontologia)...
2- Tratamento da Informação (Processamento Técnico)
Catalogação de Monografias
Catalogação de Periódicos
Catalogação de Materiais Especiais
Material Cartográfico
Partituras
Audiovisuais
Fitas
Vídeos
Diapositivos (Slides)
Microfilmes
Filmes
Transparências
Arquivos legíveis por máquina
CD-Rom
Disquetes
Material em Braille
Patentes
Modelos moleculares
Pinturas
Desenho
Fotografias
Catalogação de material de arquivo...
3- Atendimento ao usuário
Acesso/pesquisa em base de dados
CCN
Chemical Abstract
LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde)
Portal Capes
Pesquisa bibliográfica;
Normalização bibliográfica;
Auxílio ao usuário portador de necessidades especiais;
4- Administação
Administração de RH
Administração financeira
Estudo de usuário
Projetos
FIGURA 2 – Estrutura Hierárquica da “Lista de Conhecimentos”.

�Ao preencher o seu formulário o funcionário deverá localizar na “Lista de
conhecimentos” aquele(s) que melhor determina(m) sua competência e/ou
habilidade. Ele deverá então importar esses dados diretamente para a sua ficha.
A importação desses dados diretamente para a planilha do funcionário é
fundamental e deve ser priorizada.
Se ao preencher o seu formulário o funcionário não localizar na lista o(s)
conhecimento(s) que determina(m) de forma mais concreta sua competência e/ou
habilidade, ele poderá propor a inclusão de um novo tema. Este será analisado e,
se aceito, passará a fazer parte da lista.
O acesso à lista será por link inserido no formulário pessoal.

4.3 A CRIAÇÃO DO FORMULÁRIO PESSOAL PARA ENTRADA DE DADOS NO
CATÁLOGO

Para consolidar o projeto foi preciso desenvolver um esboço do formulário
que permitirá ao funcionário entrar com os seus dados pessoais. Ver figura 3.

Catálogo de Competências do SB/UFMG
Formulário pessoal

Nome:
Telefone:
E-mail:
Lotação:

Alessandra da Silva
3499.2345
Alessandra@ufmg.br
Biblioteca universitária/DPD

Formação formal:
Cargo:

Bacharel em biblioteconomia
Mestre em...
Bibliotecária

Atividade(s) já desenvolvida(s) no Sistema
com tempo de duração:
Atividade atual:

Atendimento ao usuário – 2 anos

Aquisição de periódicos nacional

�Experiência(s) profissional(is) anteriores
e/ou projeto(s)/área(s) em que trabalhou tempo/duração
Perspectiva(s) profissional(is):
Publicações:
Preferências:

Biblioteca escolar da rede pública – 2 anos.
Projeto: Digitalização de obras raras – 1 ano.

Administração de bibliotecas

Manual do serviço de referência do SB/UFMG
Tipo de atividade: (Selecione)
Administração
Tratamento da informação
Atendimento ao usuário
Horário: (Selecione)
Manhã-tarde
Tarde-noite
Público alvo: (Selecione)
Infantil
Graduando
Pós-Graduando

Possui Currículo Lattes :
Sim
Não

Acesso à Lista de conhecimentos:


MARC 21

Ferramenta de Busca

Pesquisar

- Desenvolvimento e formação de acervo
Aquisição de monografias
Aquisição de periódicos
Permuta
- Divulgação
- Ferramentas de trabalho
Catálogo de autoridade
ISBD
- Gerência
De bibliotecas
De sistemas
- Normas
AACR2
ABNT
-Padrão
MARC 21

MARC 21 - Conhece 
- Aplica ฀

Item de validação:
Descreva aqui as informações que
justificam a escolha deste nível de
conhecimento

- Domina ฀

Base de conhecimentos

- Redes de informação
BDENF
CCN
FG
SIBRADID

FIGURA 3 – Formulário pessoal

�O preenchimento do formulário pessoal, assim como sua atualização, ficará
a cargo de cada funcionário.

4.4 DEFINIÇÃO DO NÍVEL DE CONHECIMENTO
Para determinar, com segurança, o grau de conhecimento do funcionário
dentro de um determinado assunto foi fundamental estabelecer uma estrutura
simples e prática, mas que ao mesmo tempo, oferecesse segurança, consistência
e controle de dados. optou-se então por adotar o modelo do serpro, já testado e
aprovado, onde a competência do funcionário é caracterizada de forma mais
precisa por três níveis de conhecimento: 1- domina; 2- conhece; 3- aplica
Domina - significa que o funcionário conhece profundamente o assunto, já
aplicou ou aplica atividades relacionadas ao assunto e, é capaz de prestar
consultoria e repassar seus conhecimentos para outra pessoa;
Conhece - significa que o funcionário estudou o assunto, através de curso
formal ou não e tem a capacidade para oferecer explicações conceituais sobre o
mesmo, além de estar apto a aplicar esse conhecimento;
Aplica - significa que o funcionário realiza ou realizou tarefas relacionadas
ao assunto.
Ao fazer uso da lista de conhecimento e registrar na planilha a sua
competência o funcionário deverá selecionar um dos níveis de conhecimento aqui
apresentados, informando assim o seu grau de conhecimento sobre um
determinado assunto. os níveis de conhecimento estarão visíveis e devidamente
identificados no formulário. o significado de cada uma deverá aparecer com a
proximidade do “mouse” do campo.

4.5 A CRIAÇÃO DE UM SISTEMA DE VALIDAÇÃO DE DADOS
Uma preocupação surgida durante os encontros da equipe responsável
pela categorização das competências foi a necessidade da adoção de alguma

�forma de validação das informações inseridas no formulário. Essa apreensão
originou o acréscimo de um campo denominado “item de validação”. Nesse
campo o funcionário poderá descrever livremente os cursos, as experiências ou
qualquer outra informação que comprove o seu grau de conhecimento naquele
determinado assunto.

5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES PARA A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA
As Parcerias institucionais serão necessárias durante todo o processo de
implantação do projeto, especialmente para as atividades referentes à compra
e/ou desenvolvimento de softwares.
Sugere-se que o Catálogo de competências fique hospedado na página da
Biblioteca Universitária.
Seguindo o exemplo do Serpro, propõe-se a criação de um grupo para
trabalhar a política, diretrizes e práticas advindas desse processo. Sugere-se que
esse grupo seja o mesmo que colaborou com a categorização das competências.
Finalmente, dois cuidados especiais devem ser tomados: primeiro, garantir
a preservação e continuidade do processo; segundo, trabalhar a questão da
cultura organizacional com bastante cautela. A maioria das inovações ou
mudanças organizacionais são vistas com receio e possivelmente, seguidas de
reações desfavoráveis.

6 CONCLUSÃO
Contextualizada a importância do conhecimento como principal recurso
para tornar as organizações mais eficazes e adaptáveis ao século XXI, é urgente
a adoção de modelos e práticas modernas de gestão de conhecimento não
apenas nas instituições privadas, como também nas instituições públicas
brasileiras. A criação de um catálogo de competências no SB/UFMG vem ao
encontro das necessidades atuais do sistema, de forma a promover o melhor

�aproveitamento de pessoal e aumentar sua produtividade. Além disso, será um
auxiliar na identificação, renovação e aplicação dos conhecimentos existentes.
As práticas de gestão de conhecimento exigem mais do que uma boa infraestrutura de tecnologia de informação. Exigem envolvimento da alta liderança,
responsabilidade, comprometimento dos profissionais envolvidos, coordenação e
alinhamento com a missão e objetivos da instituição.
A identificação e o desenvolvimento de competências não pode ser visto
como algo estático, mas sim como um processo contínuo e estratégico. A
organização por sua vez, deve estar sempre em desenvolvimento e pronta a
adotar novas ações e novos modelos segundo as exigências e as transformações
da sociedade.
A proposta aqui apresentada é o ponto de partida para a criação do
catálogo de competências para o SB/UFMG. Durante a sua implantação, deverse-á considerar alterações ou inclusões de itens que se mostrarem relevantes.

REFERÊNCIAS

DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação. São Paulo: Futura, 1998. 316 p.
FLEURY, Afonso; FLEURY, Maria Tereza Leme. Estratégias empresariais e
formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópico da indústria
brasileira. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2001. 169 p.
MACEDO, Claudio Cyrne de et al. Estratégia de integração das práticas de gestão
do conhecimento ao modelo de Gestão do SERPRO. In: SANTOS, Antônio
Raimundo dos Santos et al. (Org.). Gestão do conhecimento: uma experiência
para o sucesso empresarial. Curitiba: Champagnat, 2001. 267 p.
NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa:
como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 3. ed. Rio de
Janeiro: Campus, 1977. 358 p.

�OLIVEIRA, Luciel Henrique de. Gestão do conhecimento como fonte de vantagem
competitiva sustentável para as Instituições de Ensino Superior (IES). Revista
Acadêmica da FACECA – RAF, ., v. 1, n. 2, jan./jul. 2002.
PROBST, Gilbert; RAUB, Steffen; ROMHARDT, Kai. Gestão do conhecimento:
os elementos construtivos do sucesso. Porto Alegre: Bookman, 2002.
SANTOS, Antônio Raimundo dos et al. (Org.). Gestão do conhecimento: uma
experiência para o sucesso empresarial. Curitiba: Champagnat, 2001. 267 p.
STEWART, Thomas A. Será que alguém aqui sabe…? Fortune, p. 102-103, set.
1997.
SVEIBY, Karl Erik. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando
patrimônios de conhecimento. Rio de janeiro: Campus, 1998.
TERRA, José Cláudio Cyriney; GORDON, Cindy. Portais corporativos: a
revolução na gestão do conhecimento. São Paulo: Negócio Editora, 2002. 453 p.

*

Bibliotecária – Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.
Av. Antônio Carlos, 6.627 – Pampulha – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil.
Especialista em Gestão Estratégica da Informação pela Escola de Ciência da Informação/UFMG.
Aprovada e classificada em Concurso Público para o Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais.

E-mail: ferrazmessina@terra.com.br

∗∗

Professora da Escola de Ciência da Informação da UFMG
Av. Antônio Carlos, 6.627 – Pampulha – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil
Doutora em Engenharia Industrial e Gestão da Inovação Tecnológica pela École Centrale de Paris.
Hmaraujo@ufmg.br H

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Apresenta a importância do conhecimento dentro das organizações. Oferece uma estrutura básica sobre a qual o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais possa desenvolver atividades de Gestão de Conhecimento com destaque para o mapeamento de competências. Foi proposto um modelo de formulário que permitirá a construção de um catálogo para localizar pessoas – fontes de conhecimento - não só pelos seus nomes, mas também por suas competências, um catálogo que vise conhecer e desenvolver o capital intelectual presente nas bibliotecas da Universidade. Essa prática permite facilitar o acesso, a troca e o compartilhamento do conhecimento existente em qualquer organização. Dentre as principais aplicações para um sistema deste tipo estão: preenchimento de cargos; remanejamentos de pessoa de acordo com suas característica; formação de equipes de projeto; formação de grupos de estudo; formação de grupos de treinamento; implantação de política de Recursos Humanos mais assertiva; indicação de necessidade de capacitação; desenvolvimento de comunidades de prática; seleção de consultores; ou ainda, simplesmente, indicar quem pode resolver um problema ou tirar uma dúvida de um companheiro. </text>
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