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                  <text>INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UFPR: PROCEDIMENTOS PARA A
CONSTRUÇÃO DA BASE DE DADOS, ESPECIALMENTE QUANTO À
CONVERSÃO RETROSPECTIVA DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS
Wanda Maria Maia da Rocha Paranhos∗
Ligia Eliana Setenareski∗∗
Izabella Elias Fernandes∗∗∗

RESUMO
Embora a UFPR só tenha adquirido software gerenciador de bibliotecas em fins de
2000, implantando em 2001, a base de dados bibliográficos já estava sendo
constituída desde 1989, quando a UFPR tomou a decisão estratégica de participar
da Rede Bibliodata: com isso, todos os livros incorporados ao acervo a partir desta
época tiveram as suas representações (descritiva e temática) já produzidas em meio
magnético, apesar de, na prática cotidiana, para as 13 (depois 15) bibliotecas
componentes do SIBI/UFPR e os usuários, fossem utilizados os catálogos em fichas
como instrumentos convencionais de controle e de recuperação a partir de 1999foi
também mantido, para acesso pela Internet, um aplicativo com dados básicos
retirados dos registros completos, apenas para mais ampla divulgação dos títulos
disponíveis e respectiva biblioteca depositária, sem os serviços que o software
gerenciador integrado permitiria. A alimentação de dados bibliográficos no software
integrado adquirido exigiu encaminhamentos quanto a dois conjuntos de dados: os já
prontos em meio magnético, produzidos desde 1989, e os que constavam apenas
dos catálogos convencionais das bibliotecas, que precisavam ser convertidos. É
relatado em resumo este processo de informatização das bibliotecas da UFPR, com
mais detalhes a partir da aquisição do software integrado para o gerenciamento do
SIBI/UFPR. São descritos os procedimentos para obtenção de amostra do acervo de
livros, visando subsidiar as decisões sobre as alternativas para a convenção
retrospectiva a partir dos registros bibliográficos convencionais existentes, São
descritos os procedimentos adotados neste processo. Com o detalhamento de
especificações técnicas para a conversão de dados referentes a livros, teses e
dissertações, o fluxo de trabalho e os controles desenvolvidos, objetivando acelerar a
alimentação dos dados bibliográficos no software, mantendo tanto o padrão de
qualidade nos registros quanto o benefício para as outras bibliotecas mediante a
incorporação destes registros convertidos ao catálogo coletivo da Rede Bibliodata.
Ao ser implantado o software integrado no SIBI/UFPR, contava-se com 55.000
registros bibliográficos referentes a parte do acervo de livros, teses e dissertações.
Em 2004, após a inauguração do software em 6 das 15 bibliotecas do SIBI/UFPR,
uma vez ativado o serviço de empréstimo para a totalidade de seus acervos
específicos de livros, teses e dissertações, a base conta com 113.110 títulos
correspondentes a 201.500 exemplares. São comentados custos do processo de
informatização, em especial os relativos a conversão retrospectiva.

�1 A UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ E SEU SISTEMA DE BIBLIOTECAS
A Universidade Federal do Paraná - UFPR tem origem na fundação da
Universidade do Paraná, criada em 19 de dezembro de 1912 (por isso considerada a
mais antiga Universidade do Brasil, dentre as que estão em funcionamento).
Desde a sua fundação a UFPR conta com biblioteca e acervo bibliográfico que
inclui obras valiosas e raras, totalizando 220.411 títulos e 413.789 exemplares de
livros, 13.701 títulos de periódicos e 63.773 outros materiais (fitas de vídeo, folhetos,
multimídia) disponibilizado ao público, em julho/2004 em 15 unidades do seu Sistema
de Bibliotecas (SIBI). O SIBI/UFPR conta com 103 funcionários efetivos (34
bibliotecários), e conta com 105 outros colaboradores (estagiários e bolsistas).

2

O PROCESSO DE INFORMATIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS DA UFPR –

PEQUENO HISTÓRICO 1989-2004
O processo de informatização da gestão de coleções e serviços das
bibliotecas da UFPR foi discretamente iniciado em 1989, quando o SIBI/UFPR tomou
a decisão estratégica de participar da Rede Bibliodata, passando a construir, desde
então, a sua base de dados bibliográficos de livros, teses e dissertações por esta
metodologia. Com esta decisão, todos os livros incorporados ao acervo a partir de
fins de 1989 passaram a ter as suas representações (descritiva e temática)
produzidas em meio magnético, com os instrumentos de trabalho (software para
produção de registros bibliográficos em formato padrão, autoridade para autorias e
assuntos, etc.) disponibilizados no Catálogo Coletivo da Rede Bibliodata (CCRB),
beneficiando todos os seus participantes e o público em geral. Embora o processo
técnico passasse a trabalhar nesta nova metodologia de produção de registros, na
prática cotidiana, para os funcionários e os usuários das então 13 bibliotecas (hoje
15), continuavam em uso os catálogos em fichas como os instrumentos
convencionais de controle e de recuperação; assim, as informações digitadas nos

�arquivos remetidos para o CCRB, na opção contratual escolhida, após o
processamento eram impressas em fichas para remessa à UFPR, desdobradas e
dirigidas às respectivas bibliotecas, para inclusão nos catálogos convencionais.
A partir de 1999, contando com pessoal técnico da área de informática estável
no SIBI, foi possível desenvolver outras soluções, como um aplicativo que
disponibilizava para o público um catálogo sobre a parte do acervo bibliográfico já
tratada no CCRB, para a qual existiam os dados em meio magnético (devolvidos à
UFPR em base ISIS), mediante indicação de autoria, título e biblioteca depositária. O
instrumento era modesto, sem associação a serviços prestados pelas bibliotecas,
mas ajudava na divulgação do acervo e na indicação de localização dos itens, o que
já

representava

um

benefício

para

os

usuários.

Houve

em

seguida

o

desenvolvimento local de aplicativo próprio para o serviço de empréstimo, implantado
em algumas bibliotecas, com referência a seus registros específicos (e não do
acervo total da instituição); útil, mas sem se constituir em uma solução global para o
conjunto do SIBI/UFPR, foi utilizado até a implantação do software integrado para a
gestão das bibliotecas da UFPR.

3 A ESCOLHA DO SOFTWARE INTEGRADO PARA GESTÃO DE BIBLIOTECAS
E DO SERVIDOR

A UFPR conseguiu adquirir o software gerenciador de bibliotecas em fins de
2000, mediante uso de recursos orçamentário-financeiros completados com recursos
de convênio com o MEC. Ao mesmo tempo em que se investia na elaboração de
documentos apresentados para captação de recursos, foram estabelecidos contatos
com fornecedores e agendadas demonstrações de vários produtos, para embasar o
processo de escolha do que melhor conviria à instituição, conciliando aspectos
técnicos com os limites financeiros. O processo de escolha e as decisões tomadas
envolveram várias instâncias da Universidade, em especial a sua Comissão Central
de Informática, que promoveu apreciação das alternativas sob os aspectos de

�Especificações técnicas básicas, Completeza do software, Empresa fornecedora do
software, patamar de preço do software, Forma de aquisição pela UFPR,
Disponibilidade financeira.
As diretrizes de ordem técnica e gerencial a orientar esta escolha, dentre
outros quesitos, foram: o produto precisava permitir a criação e a edição de registros
bibliográficos em formato MARC (Machine Readable Cataloguing) para itens e para
autoridade (entradas e assuntos), a importação e a exportação de registros
bibliográficos segundo a norma ISO2709, atender ao protocolo de comunicação
z39.50, função OPAC (Open Access Public Catalog) via Internet, capacidade de
implantação de políticas de empréstimo de material bibliográfico diferenciadas entre
as 15 bibliotecas do sistema (quanto a tipos de documentos no acervo, quantidade,
prazos incluindo períodos inferiores a um dia, ou em horas/minutos e tipos de
usuários); mecanismos de busca aperfeiçoados tanto na consulta local quanto via
OPAC, elaboração de relatórios com flexibilidade na escolha dos conteúdos e dos
formatos de apresentação, geração de estatísticas e exportação de resultados para
uso de outros aplicativos comuns para apresentação em tabelas e gráficos.
Ao final deste processo, que levou mais de 2 anos (1999-2001) a UFPR
escolheu o software Virtua para a gestão das bibliotecas, adquirindo inicialmente
uma versão em Unix, com licença para 32 usuários simultâneos, módulo básico de
Catalogação, OPAC (Open Public Access Catalog) e Empréstimo. Em 2003, com os
recursos financeiros complementares obtidos no projeto institucional da UFPR em
chamada do CT-Infra-01 (FINEP), a licença foi expandida para 128 usuários
simultâneos e para módulos adicionais de Periódicos, DSI (Disseminação Seletiva da
Informação), Sala de Reserva, Inventário e Tesaurus. Combinada com o orçamento
do SIBI/UFPR, os recursos viabilizaram também a aquisição de equipamentos
(servidores, estações de trabalho, impressoras, leitoras e coletor de dados em código
de barras), e serviços associados à conversão retrospectiva, comentados adiante.
Um aspecto importante a ressaltar quanto a produtos como este – de software
integrado para gestão de bibliotecas – dentro das chamadas Tecnologias de

�Informação e de Comunicação (TICs – software, hardware, e redes de comunicação)
é a necessidade de se acompanhar a atualização tecnológica e variedade de
alternativas típicas desta área. Um exemplo disso, com grande impacto econômico
no projeto, se deveu à relação entre software e hardware, na forma da escolha do
sistema operacional sob o qual o aplicativo Virtua operaria e o servidor onde seria
instalado.
O servidor originalmente definido para atender ao projeto de Informatização de
bibliotecas da UFPR, com base nas especificações do fornecedor do software Virtua,
era restrito a plataformas baseadas em sistemas operacionais Unix (HP UX, IBM
AIX, Solaris,...). O servidor precisava ser adquirido no exterior, para o qual existiam
pelo menos três principais fornecedores e, para o porte das necessidades da UFPR,
com custo médio estimado em R$110.000,00 em 2001.
O lançamento, por parte do fornecedor do software Virtua (VTLS Inc.), de uma
sua versão para uso em servidores rodando em ambiente Linux propiciou uma
mudança estratégica na configuração deste equipamento na implementação do
projeto.

De fato, o uso de sistema operacional Linux permite a compra de

plataformas baseadas em processadores da linha Pentium ou compatível. É notório
que tais servidores, além de serem disponibilizados por preços bem mais acessíveis,
possuem também maior número de distribuidores no Brasil, o que propicia, sem
prejuízo para o projeto e para os objetivos almejados, a compra do equipamento em
mercado interno. A confirmação da disponibilidade desta nova versão se deu em fins
de outubro de 2001, para liberação a partir de janeiro de 2002, obrigando-se a UFPR
a um ajuste em seu calendário. Também foi considerado que o servidor em questão
iria desempenhar um serviço crítico, que se pretende ininterrupto em 24 horas do
dia, todos os dias da semana. Nesta circunstância, seria comum e recomendável o
uso de um servidor de "backup" para assegurar o funcionamento dos serviços em
caso de falha. Com base nisso , a UFPR encaminhou os procedimentos burocráticos
para a troca de um único servidor inicialmente cotado para 2 servidores (principal e
back-up), o que foi aprovado. Ambos os servidores foram adquiridos no mercado
nacional, sem evasão de divisas, o principal por R$37.500,00 e o back-up por

�R$11.900,00 (preços de 2002), representando significativa economia no processo
com aumento na segurança.
Os servidores foram instalados em lugares diferentes, em formato que honra o
compromisso institucional com os objetivos do projeto, mediante a integração do
trabalho entre vários órgãos da instituição: o servidor principal foi instalado no Centro
de Computação Eletrônica (CCE) da UFPR, cujo quadro de funcionários cuida de
sua manutenção, assim como do gerenciamento do SGBD Oracle; o servidor backup foi instalado em outro prédio, sob os cuidados do Centro de Computação
Científica e Software Livre (C3SL), vinculado ao Departamento de Informática da
UFPR, que mantém o equipamento e supervisiona as rotinas estabelecidas para o
back-up das bases; o SIBI/UFPR cuida de todas as rotinas referentes aos dados
(acervo, usuários, etc.), que é de sua natureza. Desde a implantação do software em
janeiro de 2001 até junho/2004, nunca houve interrupção de serviço devido a
problemas com equipamentos.
O último (e importante) aspecto das TICs tem também grande impacto no
projeto de informatização das bibliotecas em geral: refere-se à rede de comunicação
disponível na instituição, componente essencial para este tipo de projeto, em
especial nas instituições com a dispersão geográfica (em prédios e em municípios)
apresentada pela UFPR. A Rede da UFPR tem backbone em multi-gigabits, com
mais de 20 km de fibras óticas ligando seus diversos prédios em Curitiba; em
julho/2004 a rede tem mais de 9.000 pontos, dos quais cerca de 200 servindo ao
Sistema de Bibliotecas da UFPR nas unidades em Curitiba, com ligações por satélite
no atendimento às três bibliotecas localizadas nos municípios de Paranaguá, Pontal
do Paraná e Palotina.

4 A CONSTRUÇÃO DA BASE DE DADOS BIBLIOGRÁFICA DO ACERVO DE
LIVROS, TESES E DISSERTAÇÕES DO SIBI/UFPR

�A alimentação de dados bibliográficos no software integrado adquirido, para
viabilizar o início das operações ao público, exigiu uma série de encaminhamentos
quanto a dois diferentes conjuntos de dados:
a)

os registros já prontos em meio magnético, produzidos desde 1989 e

incluídos no CCRB – item 4.1;
b)

os registros produzidos em fichas de papel, que constavam apenas dos

catálogos convencionais das bibliotecas, sujeitos à conversão em meio
magnético para serem integrados à base – item 4.2.

4.1 CONFERÊNCIA DA BASE BIBLIOGRÁFICA DA UFPR
Quando da implantação do Virtua na UFPR (2001), a UFPR contava com
cerca de 55.000 registros no CCRB referente ao seu acervo de livros, teses e
dissertações. Quando estes registros foram implantados no Virtua após duas cargas,
em julho e em outubro/2002, eles somavam 73.079 títulos, correspondentes a
133.348 exemplares.

Ocorre que desde 1989, quando este conjunto de dados

começou a ser construído, havia necessidade de se proceder a algumas alterações
neles, pelos seguintes motivos:
a)

infelizmente, em decorrência de danos ou furtos, exemplares de livros

ficam indisponíveis para uso, não devendo figurar no catálogo para o público
(podem figurar na base, ocultos para o público, se o software o permitir, para
efeito gerencial, por exemplo para apoio a processos de alienação, ou
reintegração à base pública quando retornados ao acervo);
b)

exemplares adicionais que foram incorporados ao acervo depois do

registro bibliográfico em meio magnético ter sido produzido, dele não
constavam;
c)

houve

subdivisão

de

bibliotecas

na

UFPR,

acompanhando

o

crescimento da instituição com a criação de novos cursos instalados em áreas
geográficas

distintas,

que

gerou

o

desmembramento

dos

acervos

bibliográficos; alguns dos registros referentes a certos itens do acervo, na
produção original, apontavam para uma biblioteca depositária, exigindo

�atualização da localização do item para a outra unidade, para onde havia sido
transferido.
Assim, se impunha uma revisão nos registros constantes da base,
confrontando-os com a coleção real, previamente à disponibilização da base para o
público, para evitar oferta de (a) item bibliográfico inexistente, (b) ausência de
indicação dos novos exemplares incorporados ao acervo (c) indicação equivocada de
localizações.
Houve planejamento específico para cotejar os dados carregados no Virtua
com a situação real dos exemplares nas bibliotecas, acrescentando-se o status do
exemplar na base, conforme tabela construída para este propósito, adiante indicada.
A primeira etapa de conferência referiu-se a cotejar os dados carregados no software
com as fichas do topográfico, tarefa executada pela equipe local das bibliotecas,
conforme suas características e calendários, com base em orientação contida nos
documentos produzidos pela equipe coordenadora do projeto. O resumo da
orientação para esta etapa, produzindo alimentação no Virtua da indicação do status
de cada exemplar, referia-se às seguintes situações:
•

o título e o exemplar não apareciam na base Virtua;

•

o título aparecia na base Virtua, mas faltava indicação de exemplares;

•

o exemplar estava indicado em registro de título errado;

•

o título constava da listagem de conferência, mas a ficha de topográfico

não foi localizada;
•

Anotações específicas para casos de títulos na categoria Referência e

exemplares (todos ou alguns) na categoria Consulta Local.

Antes de proceder às cargas dos dados bibliográficos a partir de arquivos
disponibilizados pela Rede Bibliodata, a UFPR solicitou à fornecedora do software a
inclusão, nos registros de exemplar, de número identificador para uso na etiqueta em
código de barras, atribuído em seqüência numérica por biblioteca, conforme a
ordenação da estante pelo número de chamada. A impressão de etiquetas foi

�providenciada junto a fornecedor local, em rolos cortados a cada 1.000 números,
encaminhados às respectivas bibliotecas conforme a planilha de numeração
atribuída pelo responsável pelas cargas, conhecida após sua efetivação. Inicialmente
as equipes das bibliotecas cotejaram o relatório, impresso a partir do software
contendo dados básicos para cada exemplar (número de chamada, autor, título,
registro patrimonial, número para código de barras), com as fichas de topográfico,
procedendo a anotações tanto na listagem quanto na base de dados sobre a
definição do status de cada exemplar conforme o QUADRO 1.

QUADRO 1 - STATUS DO EXEMPLAR PARA INCLUSÃO NA BASE BIBLIOGRÁFICA
SITUAÇÃO DO EXEMPLAR

Livro em preparo técnico/preparo físico até

STATUS PARA A BASE NO VIRTUA

Preparo Técnico

estar na estante.
Encadernação

Encadernação

Restauro (CT).

Restauração

Danificado, faltando páginas (não há como

Danificado

Alienado.

Alienado

Extraviado, furtado, baixado, faltou em

Não Disponível

repor).

inventários anteriores a 1998, irrecuperável (em
caráter permanente).
Sumiu há pouco tempo, não se sabe há

Não Localizado

quanto tempo está sumido, sumiu depois do
último inventário, é passível de ser recuperado.
Faltou pela 1.ª vez no inventário de 1998.

i1998

Faltou pela 1.ª vez no inventário de 1999.

i1999

Faltou pela 1.ª vez no inventário de 2000.

i2000

�Faltou pela 1.ª vez no inventário de 2001.

i2001

Faltou pela 1.ª vez no inventário de 2002.

i2002

Procedida a atualização da base no que tange ao status de cada exemplar, os
relatórios orientaram a afixação das etiquetas de código de barras. Inicialmente foi
procedida a uma revisão das estantes, para eventual correção na ordenação dos
exemplares. Depois, as equipes locais de 2 pessoas (1 bibliotecário e 1 auxiliar), em
trabalho simultâneo, cotejavam os dados da listagem com os exemplares nas
estantes, afixando a etiqueta de código de barras nos itens corretamente
identificados e adotando outros cuidados e controles nas demais situações, conforme
orientação no documento previamente preparado pela equipe de coordenação do
projeto, com os procedimentos específicos a serem adotados em cada caso:
Se a etiqueta correspondia a exemplar que estava emprestado na ocasião;
Se a etiqueta correspondia a exemplar que tinha status (na base Virtua) de
ALIENADO ou NÃO DISPONÍVEL, conforme anotação já feita na listagem
(primeira fase da conferência);
Se a etiqueta correspondia a exemplar que tinha status NÃO LOCALIZADO
(na Base Virtua), após o confronto da listagem com o topográfico;
Se a etiqueta correspondia a exemplar (pela anotação feita na listagem, após
a conferência com a Base de Dados no Virtua) transferido, com localização
em outra biblioteca;
Se a etiqueta tinha alguma falha de impressão no código de barras ou no
número em caracteres normais impresso logo abaixo dele;
Se ao afixar a etiqueta houve algum dano, impedindo seu uso;
Casos omissos, problemas ou dúvidas.

4.2 CONVERSÃO RETROSPECTIVA DO ACERVO DE LIVROS E DE TESES &amp;
DISSERTAÇÕES DA UFPR

�Foi obtida uma amostra do acervo de livros em oito bibliotecas cujos acervos
parciais precisavam ser convertidos (as bibliotecas formadas a partir de 1989 já
tinham todo o acervo de livros em meio magnético). Com base nos relatórios sobre o
tamanho dos acervos em cada uma destas 8 bibliotecas, cujo total chegou a 191.770
títulos, foi montada uma tabela para indicar, para a amostra definida com 2.500 itens
(95% de confiança, erro de 2%), a quantidade de registros a serem colhidos em cada
biblioteca: foi medido o espaço ocupado pelas fichas em cada gaveta do catálogo
topográfico de cada biblioteca (o menor com 1 gaveta, o maior com mais de 70
gavetas); obtido este total, aplicou-se amostragem proporcional: a menor biblioteca
compareceu com 91 itens na amostra, e a maior com 665 (nesta, a biblioteca mais
antiga da Universidade, na área Jurídica, a amostra referiu-se apenas à parte de seu
acervo representada na coleção circulante, para a qual estava disponível o catálogo
topográfico; para a outra parte do acervo, mais antiga e com obras de alto interesse
para pesquisa, que está representada apenas nos livros-tombo típicos da época e
em catálogo sistemático, sem topográfico, outra solução para a conversão está em
estudo. Definido o tamanho da amostra em cada biblioteca, a seleção das fichas foi
feita obtendo-se primeiro o intervalo a ser aplicado às fichas no catálogo topográfico;
representado pelo quociente do tamanho medido do catálogo topográfico, como se
as gavetas fossem contínuas, pelo número de registros da amostra.
As fichas obtidas no catálogo topográfico nem sempre estavam completas
(muitas sem pista, com descrição parcial), pois o uso é mais voltado para os dados
patrimoniais;

se

incompletas,

foram

buscadas,

quando

disponíveis,

as

correspondentes fichas principais nos catálogos públicos. As fichas (principais ou
topográficas) foram copiadas em papel (com 3 a 4 fichas/página), numeradas e
remetidas aos três potenciais fornecedores do serviço (no Brasil e no exterior) para
obtenção de orçamentos estimativos. O resultado indicou maior custo-benefício no
trabalho com fornecedor no país, porque os registros já conteriam as notas e pista
em português (nos registros obtidos junto a fornecedores estrangeiros haveria a
necessidade de re-trabalho nestes aspectos) e porque poderiam ser imediatamente
incluídos no CCRB, para benefício dos demais participantes da Rede.

�QUADRO 2 – PROCESSOS DE CONVERSÃO DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS NA UFPR

Número/Ano Títulos Convertidos
1 / 2002
2/ 2002

Finalidade

1.952 . Livros de 2 bibliotecas (BL, SA)
22.276 . Livros de 7 bibliotecas (AG, BL, CF, CT, JU,
SA, SB1/SB2);
. Teses&amp;Dissertações de todas bibliotecas

3 / 2003
4 / 2004

18.583 . Livros de 2 bibliotecas (HE, JU)
(Em andamento) . Livros de 3 bibliotecas (CT, HE, JU);
54.000 (livros) + . periódicos de todas as bibliotecas (com
13.000 (periódicos)

coleções)

Assim, para a conversão de registros bibliográficos que faltavam, a UFPR
optou pela produção dos registros seguindo a mesma metodologia praticada na
Rede Bibliodata, mas extraindo os dados a partir das fichas disponíveis nas
bibliotecas, recorrendo-se aos livros apenas em caráter excepcional. De 2002 até
2004 houve quatro processos de conversão retrospectiva, conforme os recursos
financeiros e humanos disponíveis a cada época e discriminados no QUADRO 2.
Com os recursos imediatamente disponibilizados pelo CT-Infra-01, foi
priorizada a conversão, nos dois primeiros processos, dos registros referentes às
bibliotecas de menor porte, objetivando viabilizar a oferta do serviço de empréstimo
mais rapidamente para segmentos mais amplos da comunidade universitária, ficando
os maiores acervos dependentes de recursos complementares. Foram adotados os
seguintes procedimentos para a seleção das fichas para a conversão:
•

Separação, no topográfico, das fichas referentes aos livros já tratados

na rede Bibliodata, e as demais correspondentes ao acervo a ser convertido;
•

Preparo, para cada biblioteca, de etiquetas numeradas em ordem

crescente (sigla da biblioteca-número de ordem-tipo de ficha) a ser afixada
em cada ficha selecionada. Para representar tipo de ficha, ficou

�convencionado usar ficha A para a ficha topográfica (seguida de B, C ...
conforme houvesse continuação dela), e P para a principal (seguida de Q, R
... conforme houvesse continuação dela);
•

Após numeradas as fichas topográficas, eram separadas em dois

conjuntos: fichas completas, com pista (para as quais não havia necessidade
de busca da ficha principal) e legível, e as fichas incompletas e/ou sem pista,
para as quais se buscou a ficha principal, identificada com a etiqueta
correspondente; havendo ilegibilidade de alguma ficha, era separada para se
buscar outra alternativa, ou se produzia uma nova ficha em substituição;
•

Foi providenciada a colocação de avisos para o público, orientando

sobre eventual indisponibilidade de acesso a partes do catálogo público,
enquanto a tarefa era desenvolvida;
•

Nos primeiros 2 processos de conversão, a equipe da UFPR procedeu

a prévia identificação dos registros a converter que já seriam encontrados no
CCRB (produzindo estimativas de custo por cooperação, e não por
implantação), e mediante uso de programa computacional de busca de
registros MARC gratuitos na Internet. Nos últimos, por falta de tempo e de
pessoal (já envolvido com outras tarefas e com o início da prestação de
serviços ao público), isso ficou a cargo do fornecedor;
•

As fichas foram escaneadas (fornecedor externo local) e devolvidas,

juntamente com software de recuperação pelo código da biblioteca e número
de identificação, à UFPR para a conferência de legibilidade e integridade de
reprodução;
•

As cópias escaneadas foram remetidas em CD, com o software de

recuperação,

para

uso

pelo

fornecedor

do

serviço

de

conversão

retrospectiva, ficando a UFPR com cópia para controle;
•

Após escaneadas, as fichas foram devolvidas ao catálogo, previamente

ordenando-se as fichas topográficas pela etiqueta (que acompanhava a
seqüência do número de chamada e era mais facilmente manuseada pelos

�auxiliares não técnicos envolvidos nas tarefas), e as fichas principais pela
entrada;
•

Após convertidos os registros, as equipes locais conferiram os arquivos

recebidos com as fichas enviadas, a partir dos controles desenvolvidos para
cada item, constantes do próprio registro MARC e das planilhas descritivas
convencionadas.
As orientações para o fornecedor do serviço foram detalhadas em documento
próprio de Especificação Técnica, anexado ao edital de licitação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CUSTOS DA INFORMATIZAÇÃO DO SIBI/UFPR
A implantação do software, a aquisição de equipamentos, a carga de dados e
a conferência da base ocorreu de janeiro/2001 a julho/2003, quando houve a
inauguração do software na primeira biblioteca. O tempo em cada biblioteca variou
conforme o seu tamanho e a equipe disponível. O acesso ao catálogo público só foi
disponibilizado após terminado o processo de conferência das cargas. O serviço de
empréstimo informatizado foi disponibilizado gradualmente nas bibliotecas, desde
que 100% do seu acervo de livros, teses e dissertações estivesse em máquina, de
forma a ser usada uma única metodologia (e não parte manual, parte informatizado),
o que já aconteceu em 6 das 15 bibliotecas do SIBI/UFPR até julho/2004. Esta
definição contribuiu para aumento da motivação das equipes locais, nas diversas
fases de execução e treinamento necessários.
Em

julho/2004,

a

base

bibliográfica

conta

com

118.386

títulos,

correspondentes a 210.932 exemplares; a base de usuários tem 41.796 registros e a
base de autoridades tem 391.475 entradas. Houve grande esforço para diminuir as
diferenças nas políticas de empréstimo adotadas pelas bibliotecas, já que uma
padronização completa era inviável para implantação imediata. A simplificação obtida
gerou a adoção de 24 classes de item, 30 categorias de usuários, representados em
25 matrizes com todas as variações praticadas, com prazos de empréstimo de 14, 21

�ou 30 dias (conforme os tipos de itens e de usuários), e limites de 2, 3 ou 5 livros, ou
teses ou outros materiais, nas quantidades por usuário.
QUADRO 3 – CUSTOS NO PROCESSO DE INFORMATIZAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DA UFPR

Item
Aquisição e manutenção (2 anos) do software

R$ (referência)
R$443.000,00

aplicativo e SGBD
Equipamentos (2 servidores e demais itens,

R$243.000,00

inclusive notebook para treinamento)
Construção da base bibliográfica (serviços

R$727.000,00

externos: escaneamento, impressão de etiquetas,
conversão de registros, equipe extra para conferência
e validação)
Total

R$1.413.000,00

Como a referência a custos de projetos de informatização são raros na
literatura, para destacar a importância da construção da base bibliográfica como
elemento de custo no projeto, conforme as opções metodológicas adotadas,
registrou-se no QUADRO 3, síntese quanto ao processo de informatização das
bibliotecas da UFPR até julho/2004 (excluídos os custos da equipe local pelo tempo
parcial nele envolvida).
O custo por registro bibliográfico produzido na forma relatada, mediante a
utilização do CCRB, com índice de cooperação médio de 70% (o índice varia
conforme a área de conhecimento do acervo da biblioteca, sendo maior nas ciências
humanas, sociais aplicadas e ciências exatas e biológicas básicas), incluídos os
custos com o preparo prévio dos catálogos e das fichas, o escaneamento, a
impressão de etiquetas de código de barras, a produção dos registros MARC a partir
das fichas e a conferência posterior por equipe extra contratada, foi em média de
R$7,50/registro. Caso a conversão tivesse sido feita com os mesmos recursos
técnicos e tecnológicos, apenas sem cooperação e reaproveitamento de registros, o
que implica em padronização de entradas e digitação dos dados de todas as fichas,

�o custo por registro teria sido de pelo menos R$10,20. Considerando os 97.000
registros de livros, teses e dissertações em referência (produzidos e em andamento),
a metodologia adotada representou uma economia estimada em R$271.000,00
(R$4,00 a mais nos 67.900 registros – 70% do total - que custaram menos nas
modalidades de cooperação e reaproveitamento viabilizadas pelo uso do CCRB e
pela coleta de registros MARC gratuitos na Internet. Somada à economia referente
aos servidores anteriormente relatada, a economia total (por enquanto) chega a
quase R$332.000,00. Isso demonstra que a construção da base bibliográfica (e não
equipamentos e software) pode ser o maior elemento de custo no projeto de
informatização de bibliotecas – aspecto comumente negligenciado quando da
elaboração e execução dos projetos, que merece ser bem dimensionado. Relevante
economia global no projeto, somada a apreço pela qualidade dos dados, é
conseguida com o uso de estratégias para cooperação e aproveitamento de registros
bibliográficos, juntamente com o uso de padrões.

REFERÊNCIAS
CÔRTE, Adelaide Ramos e et al. Avaliação de softwares para bibliotecas e
arquivos: uma visão do cenário nacional. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Polis,
2002.
FERREIRA, Margarida F. MARC21: formato condensado para dados bibliográficos.
Marília : EX Libris/UNESP, 2000. 2 v.
KRZYZANOWSKI, Rosaly Favero; IMPERATRIZ, Inês Maria de Morais; ROSETTO,
Márcia. Subsídios para análise, seleção e aquisição de softwares para
gerenciamento de bibliotecas: experiência do Sistema Integrado de Bibliotecas da
USP (SIBI/USP). São Paulo: SIBI/USP, 1996.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Infra-estrutura para pesquisa científica
e tecnológica em biodiversidade, computação científica, materiais, meio
ambiente e sociedade &amp; trabalho. Curitiba, 2001. 1 v.

�Proposta de financiamento apresentada à FINEP/CT-INFRA 01/2001.
VIANA, Michelângelo Mazzardo Marques. Características desejáveis em um
sistema de automação de bibliotecas. Disponível em:
&lt;http://planeta.terra.com.br/educacao/mique/sistema_bibliotecas.html &gt; Acesso em:
30 jul. 2004.

∗

paranhos@ufpr.br
ligia@ufpr.br
∗∗∗
bibbio@ufpr.br
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ . SISTEMA DE BIBLIOTECAS, RUA GENERAL
CARNEIRO, 370/380, CENTRO CEP: 80060-150 - CURITIBA – PARANÁ – BRASIL
∗∗

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Embora a UFPR só tenha adquirido software gerenciador de bibliotecas em fins de 2000, implantando em 2001, a base de dados bibliográficos já estava sendo constituída desde 1989, quando a UFPR tomou a decisão estratégica de participar da Rede Bibliodata: com isso, todos os livros incorporados ao acervo a partir desta época tiveram as suas representações (descritiva e temática) já produzidas em meio magnético, apesar de, na prática cotidiana, para as 13 (depois 15) bibliotecas componentes do SIBI/UFPR e os usuários, fossem utilizados os catálogos em fichas como instrumentos convencionais de controle e de recuperação a partir de 1999 foi também mantido, para acesso pela Internet, um aplicativo com dados básicos retirados dos registros completos, apenas para mais ampla divulgação dos títulos disponíveis e respectiva biblioteca depositária, sem os serviços que o software gerenciador integrado permitiria. A alimentação de dados bibliográficos no software integrado adquirido exigiu encaminhamentos quanto a dois conjuntos de dados: os já prontos em meio magnético, produzidos desde 1989, e os que constavam apenas dos catálogos convencionais das bibliotecas, que precisavam ser convertidos. É relatado em resumo este processo de informatização das bibliotecas da UFPR, com mais detalhes a partir da aquisição do software integrado para o gerenciamento do SIBI/UFPR. São descritos os procedimentos para obtenção de amostra do acervo de livros, visando subsidiar as decisões sobre as alternativas para a convenção retrospectiva a partir dos registros bibliográficos convencionais existentes, São descritos os procedimentos adotados neste processo. Com o detalhamento de especificações técnicas para a conversão de dados referentes a livros, teses e dissertações, o fluxo de trabalho e os controles desenvolvidos, objetivando acelerar a alimentação dos dados bibliográficos no software, mantendo tanto o padrão de qualidade nos registros quanto o benefício para as outras bibliotecas mediante a incorporação destes registros convertidos ao catálogo coletivo da Rede Bibliodata. Ao ser implantado o software integrado no SIBI/UFPR, contava-se com 55.000 registros bibliográficos referentes a parte do acervo de livros, teses e dissertações. Em 2004, após a inauguração do software em 6 das 15 bibliotecas do SIBI/UFPR, uma vez ativado o serviço de empréstimo para a totalidade de seus acervos específicos de livros, teses e dissertações, a base conta com 113.110 títulos correspondentes a 201.500 exemplares. São comentados custos do processo de informatização, em especial os relativos a conversão retrospectiva.</text>
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