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                  <text>7.6

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA ENQUANTO ESPAÇO DE
MÚLTIPLA COMUNICAÇÃO
*

Francisco das Chagas de Souza

RESUMO

Trata-se de uma reflexão acerca da natureza fundamental da biblioteca universitária.
Esta natureza da biblioteca universitária é entendida como representada por um
espaço de comunicação que tornaria possível uma plena interatuação ou encontro
de todos os membros da comunidade utilizadora com todas as idéias e artefatos
disponíveis.
Pensar sobre as ações da biblioteca universitária não é o mesmo que pensar
a biblioteca universitária. Essa obviedade sugere então que deve-se pensar sobre
as duas questões. A primeira questão está dimensionada no que a biblioteca
universitária faz, em sua objetivação, no que pode representar em termos de
respostas a demandas já identificadas, ou no que presume como demandas
existentes ou potenciais. A segunda questão, por outro lado, está ancorada numa
perspectiva do que a biblioteca universitária é: por que e para que existe, quais são
seus compromissos essenciais, enfim, qual a sua natureza fundamental. Da
discussão dessas duas questões surgirá uma terceira, que diz respeito à relação
entre as ações realizadas pela biblioteca universitária brasileira e a sua natureza
fundamental.

*

Departamento de Biblioteconomia e Documentação - Universidade Federal de Santa Catarina UFCS.

�7.6

Pode-se dizer que é possível, a partir de uma visada histórica, ver a natureza
da biblioteca universitária definível como um espaço de comunicação, portanto,
como um microcosmo de um sistema de interação homens-idéias-homens, com o
encontro permanente dos saberes acadêmicos e dos saberes não-acadêmicos; das
idéias encadernadas e dos cérebros transformadores dos estudantes, dos
professores e dos demais estudiosos; do encontro dos técnicos e/ou trabalhadores
bibliotecários e de todos os outros de outros campos de saberes com as idéias e
pessoas existentes. Ou seja, a biblioteca universitária é o lugar de encontro de
todos com todos e com tudo.
Colocada nesta perspectiva, a biblioteca universitária terá em todas as
pessoas que por ela passam sujeitos de comunicação, sendo, ao mesmo tempo e
cumulativamente, emissores e receptores de conhecimento e de informação, ou
seja, sendo membros de uma comunidade de troca. Com isso, a biblioteca
universitária vai se caracterizar como um fórum onde interatuam os sujeitos de uma
comunidade e terá nisso o sentido de sua natureza, a explicação de sua existência,
o seu compromisso essencial. Essa perspectiva não a descaracteriza do que a
Sociologia do Conhecimento (BERGER e LUCKMANN, 1985) denomina de
Instituição, na medida em que ela já cumpre um papel ou função, ou em que se
determina pelo uso social como um espaço definido, como um fórum de
comunicação ou interatuação. E é a partir daí que ela se objetiva como um
composto estrutural e que se torna real entre os que a tornam expressão de uma
comunidade, amalgamando um certo número de papéis particulares, expressos por

�7.6

um conjunto de especializações, que culmina no planejamento, organização e
desenvolvimento de ações.
Antes, porém, de vê-la pelas suas manifestações operativas, pode ser
interessante vê-la melhor como espaço de comunicação, para talvez poder percebêla como recurso social comprometido com a comunicação pedagógica. O
macrocosmo

comunicacional,

no

âmbito

dos

países

economicamente

subdesenvolvidos, representando uma vasta parcela da sociedade mundial, vem
sendo objeto de estudo estimulado pela Unesco a partir, sobretudo, da década de
1970 (SOARES, 1992). Na América Latina, em particular, vários trabalhos têm sido
realizados, especialmente nos países de língua espanhola, dirigidos à pesquisa e à
execução de ensino não-formal do que se convencionou chamar de Educação para
a Comunicação. Tais trabalhos, em geral, abordando os meios de comunicação
social de massa, procuram formar ouvintes, espectadores e leitores mais
habilidosos na recepção de mensagens. Um objetivo central de tais trabalhos é
proporcionar a ruptura da idéia de comunicação como um processo unidirecional do
EMISSOR para o RECEPTOR, orientando-a para a idéia de que comunicação é um
processo multidirecional em que o receptor [entidade física e intelectual] não seja a
mera representação de um ser estático, mas que a recepção [ato em processo] seja
uma circunstância que encaminha para a transformação e a troca de idéias entre
sujeitos comunicantes. Essa abordagem teórica, pela sua forma de expressão, é
passível de ser utilizada na interpretação do microcosmo comunicacional biblioteca
universitária e levar ao entendimento do funcionamento dela no processo como um
todo, a partir da análise desse ângulo da recepção.

�7.6

Para isso, tome-se a análise de OROZCO GÓMEZ (1992), que torna possível
a apreensão de um conjunto de premissas que, uma vez compreendidas, permitem
um entendimento mais claro do processo de recepção e que, mesmo aplicado
inicialmente aos meios de comunicação social de massas, reflete uma forte noção
de contexto. Essa análise é também aplicável ao espaço comunicacional definido
como biblioteca universitária, especialmente na relação entre os seus utilizadores e
a linguagem de comunicação biblioteconômica utilizada. Tal linguagem, sabe-se, se
expressa através dos instrumentos de organização do acervo (a linguagem de
descrição dos documentos, a linguagem de representação simbólica dos conteúdos,
a linguagem de arranjo dos catálogos, a linguagem de arranjo das estantes, a
linguagem de distribuição e alocação do espaço físico, etc.) e da estrutura do
funcionamento institucional (a linguagem representadora da segmentação do acervo,
a linguagem que promove a distinção entre os membros da equipe, etc.)
Continuando com OROZCO GÓMEZ (1992), vai-se identificar que uma de
suas premissas iniciais é a de que “o processo da recepção é complexo e não se
limita ao mero instante de interatuar direta e/ou fisicamente com as mensagens
produzidas por um meio, mas transcende este instante, fundindo com as práticas
cotidianas do receptor”.Além dessa premissa, cujas implicações são muito mais
amplas do que parecem num primeiro momento, exatamente pelo fato de a
mensagem e forma de sua manifestação, pela fusão com a existência concreta do
receptor, marcarem reações imprevisíveis, o autor arrola outra seis que se
expressam pelo seguinte:
“a recepção é um processo mediado, não apenas em seu conjunto, mas em
cada um de seus momentos;

�7.6

“a recepção é interação ... em distintas direções: com o meio, com o gênero,
com a mensagem, com a cultura, com as instituições, com o que mais recentemente
se chama de grandes temas...;
“a recepção tem clareza de que a exposição aos meios não é a variável
determinante. O importante em todo o caso é a maneira de expor-se a suas
mensagens;
“o receptor dos meios é isso e muitas outras coisas... Frente aos meios, o
sujeito receptor se apresenta como sujeito social... com uma história e um acúmulo
de experiências e com certas determinações;
“...é na recepção e não na emissão onde se produz a comunicação. ... Em
parte porque toda mensagem é polissêmica, suscetível de várias interpretaçõe.
Mas também porque o receptor não é uma tábua rasa. É um sujeito historicamente
situado que interatua contextualmente com as mensagens;
“o receptor não nasce receptor, mas se faz receptor; vai-se constituindo como
tal... Esta constituição diferenciada, que não é anárquica, significa que não há uma
só maneira de ser radiouvinte, telespectador ou leitor, mas muitas... os receptores
de mensagens não são sujeitos estáticos, mas mudam, crescem e se
transformam...”.
Em seu conjunto, estas premissas apontam para a construção de uma visão
do receptor como sujeito, e isso tem que levar em conta que a construção pessoal
dos indivíduos é realizada a partir de suas inserções em diferentes microcosmos
comunicacionais. Por si, tais premissas representam a construção de significados
em torno do ser social, em um processo dinâmico de mudança.

�7.6

De acordo com GIROUX e SIMON (1995), a operação cognitiva, que está
relacionada à construção de significados, representa-se pela elaboração e ação
pedagógica. Nesta circunstância, pode-se afirmar, tanto são sujeitos de uma
pedagogia o receptor [ou segundo produtor] quanto o emissor [o primeiro produtor]
da mensagem e tanto melhor será a segunda produção desta mensagem quanto
mais habilmente o primeiro produtor puder dispor os meios em condições de gerar o
mínimo ruído, ou o mínimo obstáculo à sua apreensão.
É por esta trajetória da elaboração pedagógica que a biblioteca universitária,
do mesmo modo que vários outros microcosmos de comunicação, vai estar
comprometida com a comunicação pedagógica e a fará acontecer com maior ou
menor eficácia na razão direta em que perceba

que esta é uma de suas

responsabilidades, especialmente por ter meios que podem, se adequadamente
organizados, garantir a dinâmica apropriada ao fluxo interativo que produz a
comunicação.
Porém, por ser um espaço concreto de comunicação, a biblioteca
universitária não o é somente por ter um espaço físico e recursos materiais e
pessoais, ela o é porque vem se

construindo historicamente e porque vem

desenvolvendo tarefas que demarcam suas ações, ainda que condicionadas pelos
humores políticos, econômicos ou funcionais.
Talvez por isso, mesmo as abordagens mais tradicionais que enxergavam a
biblioteca universitária como conservadora de coleções, dando mais ênfase à
preservação de materiais, tendo suas ações mais circunscritas a um conjunto de
meios, de técnicas e de normas, têm sido superadas. Segundo essa velha visão, na

�7.6

qual a comunicação não era o foco mais importante do trabalho, não se podia
pensar a biblioteca universitária senão comunicando-se ao estilo de

velhos

depósitos, ao estilo de velhos armazéns. Com isso, a prática da comunicação,
realizada para dar curso às ordens e comandos administrativos, ao chegar ao
utilizador final, chegava com mensagens afirmativas do seu não-pertencimento, da
exclusão dos “curiosos”, do afastamento dos interessados no livre acesso aos
documentos ou informações, da rejeição ao browsing; por fim, pela exortação ao
distanciamento de todos os estusiastas de uma comunicação direta.
E justamente este embate, esta dialética, mostrando que o receptor está em
construção permanente, e transformação contínua, vem modificando as posturas
mais conservadoras que alguns grupos ainda fomentam pelo Brasil.

�7.6

Não chega a ser surpreendente, mas este senso de atualidade vem sendo
assimilado e pode ser encontrado no discurso de muitos trabalhadores bibliotecários
de bibliotecas universitárias, que defendem o combate ao mero armazenamento das
coleções e ressaltam, como H. A. PRADO (1992), que o objetivo da biblioteca
universitária seja o de “facilitar o acesso e o uso das fontes de informações, que
representam a base do ensino e da pesquisa” ou que, mais recentemente, centramse no discurso da qualidade como motivador de certos segmentos de serviço, como
a referência, por exemplo (TOMAÉL e ZANINELLI, 1995). Ora, ambas as idéias -acesso e qualidade -- só fazem sentido dentro de discursos que só existem como
objetos

linguísticos

construídos,

comunicados,

percebidos,

reconstruídos

e

compreendidos. Neste percurso de comunicações, surge muito claramente a noção
de compreensão como algo bastante expressivo e que se torna mais evidente em
seu sentido quando se pode buscar em um filósofo da expressão de
WITTGENSTEIN (1994) o que este filósofo pensa da idéia de compreensão como o
“ver conexões” e assinala: “Uma das principais fontes da nossa falta de
compreensão é que não dominamos com uma clara visão o uso de nossas palavras”
(com itálico no original citado). Pela citação, percebe-se que o filósofo tratava da
gramática que nem sempre se dispõe de forma clara e, portanto, está exigindo
permanentemente a invenção de conectivos. Ora,

língua, gramática, clareza

gramatical e linguística são formas e simbologias universais da comunicação, mas
que para serem eficazes dependem dos conectivos, pois é a partir deles que se
pode perceber as múltiplas relações, os pontos de encontro ou as afinidades das
mensagens, o que leva à efetivação das múltiplas possibilidades comunicacionais.
No entanto, tais formas e simbologias não se esgotam por si e, em termos

�7.6

humanos, necessitam de recursos naturais extra-simbólicos, como o que WURMAN
(1991) denomina de comunicação interna, sem o que os outros conectivos não
farão sentido, pois não poderão ser apreendidos e percebidos humanamente. A
soma de todas essas direções pelas quais passeia a idéia de comunicação, mais
que a vontade de alguns conservadores bibliotecários universitários, mais que a
própria prática que ainda desenvolvem, impulsiona a biblioteca universitária para o
mesmo mundo desconhecido para o qual sempre caminha a sociedade e a
humanidade, o que provoca o seu não-isolamento. Essa pressão pela comunicação
impõe uma dinâmica tão poderosa à instituição e ao espaço comunicacional
biblioteca universitária que explodirão as camisas de força que as mentalidades
retrógradas ainda possam querer impor-lhe.
Diante disso, como fica a questão referente às ações da biblioteca
universitária? Aquela questão que gira em torno de seu fazer objetivo, de como ela
responde concretamente as demandas identificadas e o que ela realiza para
transformar as demandas potenciais em demandas identificadas [ou reais]?
No

Brasil,

têm

sido

contempladas

algumas

alternativas,

conforme

comunicadas na parca literatura existente. Delas se pode tomar como amostra
propostas organizacionais, serviços, etc; e, no entanto, pouca coisa se encontra que
a aborde de uma angulação comunicacional. Assim, alguns trabalhos apontam para
a Administração Universitária, o Planejamento Bibliotecário aplicado, a Organização
Institucional, a Aquisição de Material Bibliográfico, a Avaliação de Coleções, a
Formação e Treinamento de Usuários, a Arquitetura de Bibliotecas, a Automação de
Serviços, etc. Em nível coletivo, busca-se a alternativa acadêmica da pósgraduação, especialmente no sentido amplo de cursos de especialização e a

�7.6

alternativa complementar dos fóruns de discussão, como os Seminários Nacionais
de Bibliotecas Universitárias. Por outro lado, ainda continua muito frouxa a interação
por meio de um periódico especializado na temática, por exemplo. Essa fragilidade
comunicativa entre os próprios trabalhadores da biblioteca universitária ressalta um
ainda ínfimo nível de profissionalização, isto é, de atitudes profissionais. Uma certa
fuga da exposição comunicativa também poderá estar denunciando que os modelos
de comunicação dominados pelos trabalhadores das bibliotecas universitárias ainda
se limitam ao tradicional fluxo de comunicação burocrática, hierarquizada, separada
do contexto externo. Isso contrasta com a natureza fundamental da biblioteca
universitária, e reforça, a necessidade de realizar [tornar real, transformar em
práticas] os discursos do acesso e da qualidade, por exemplo. E por serem
discursos de caráter público, por poderem

ser transformados em realizações

concretas, tenderiam a ser mais benéficos para os utilizadores, tenderiam a colocar
o discurso organizacional no âmbito interno das equipes, mais próximo do sentido
da comunicação interna criado por WURMAN (1991). Ao ser executada nessa
dimensão, de comunicação com o utilizador, o que é hoje a linguagem
biblioteconômica, vinculada aos fatos mencionados nas páginas iniciais, sofrerá
natural modificação. As linguagens dos instrumentos organizacionais do acervo e da
estrutura do funcionamento organizacional, hoje emitidas com muita intensidade
pelos trabalhadores da biblioteca universitária, serão retraduzidas para o cotidiano
dos utilizadores, tal como foram as linguagens técnicas da informática que,
progressivamente, vêm sendo retraduzidas para os leigos.
A biblioteca universitária brasileira ainda não chegou a esse nível de
retradução, mas está sendo obrigada a perceber isto, ainda que não sejam os seus

�7.6

trabalhadores com formação em graduação bibliotecária que o farão. Alcançando
este estágio, retraduzindo suas mensagens, ela melhorará em muito sua relação
com os usuários e descobrirá que muitas das demandas que entende como
identificadas estão muito mais próximas daquelas tidas como potenciais. Neste
ponto é que surge a terceira questão referente à relação entre as ações realizadas
pela biblioteca universitária e a natureza fundamental desta.
Com base na realidade social e econômica brasileira, produtora de uma
educação superior incipiente, a despeito dos avanços, especialmente em pósgraduação, as ações realizadas pela biblioteca universitária no país são, como já
se discutiu e se pode constatar, de caráter pouco profissional e profundamente
empírico. Além disso, há o agravante de ser pouco propícia ao remodelamento do
instrumental de trabalho, pouco afeita à inovação de métodos e processos, porque
está, sobretudo, apegada a métodos e processos exógenos, assimilados

sem

crítica através de uma Escola de Biblioteconomia deixada por sua própria conta.
As ações realizadas são ações que estão concentradas nos meios, na operação dos
meios, no normativismo das relações e na comunicação deste normativismo.

�7.6

Ora, os meios são apenas meios, sua operação, suas normas e a
comunicação destas, inclusive na forma de serviços e nas orientações de uso, são
inteligíveis aos iniciados na prática bibliotecária, pois mesmo aos pesquisadores em
Ciência da Informação e Biblioteconomia parecem esotéricas. É neste ponto que a
biblioteca universitária brasileira demonstra ainda desconhecer a sua natureza
fundamental, ou seja, a da centralidade da comunicação. E, ao desconhecer isso,
não consegue inserir-se numa pedagogia universitária que valoriza o indivíduo ou
pessoa. A sua não-inserção numa pedagogia assim, onde e quando aconteça, tem
isolado a biblioteca universitária da sua vocação original, ou seja, a de existir
enquanto espaço de múltipla comunicação.

ABSTRACT

This paper consists of reflexions on the fundamental nature of the university library,
seen as a space for communication which enables all members of the client
community to interact fully with all the ideas and materials available.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 ANÁLISE de modelos organizacionais de bibliotecas universitárias nacionais.
Brasília: Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias, 1990.
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sociologia do conhecimento. 6. ed. Petrópolis : Vozes, 1985.
3 CARVALHO, M. C. R. Estabelecimento de padrões para bibliotecas universitárias. Fortaleza : Ed. UFC; Brasília: ABDF, 1981.
4 COMPRA de material bibliográfico para bibliotecas universitárias brasileiras.
Brasília : Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias, 1991.

�7.6

5 ESTUDO de usuários em bibliotecas universitárias : revisões de literatura.
Florianópolis : UFSC. Biblioteca Universitária, 1993.
6 FERREIRA, L. S. Bibliotecas universitárias brasileiras : análise de estruturas
centralizadas e descentralizadas. São Paulo : Pioneira, 1980.
7 GIROUX, H. A., SIMON, R. Cultura popular e pedagogia crítica: a vida
cotidiana como base para o conhecimento curricular. In: MOREIRA, A. F.,
SILVA, T. T. (Orgs.). Currículo, cultura e sociedade. 2. ed. São
Paulo : Cortez, 1995. p. 93-124.
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medios.... In: EDUCACIÓN para la comunicación; manual latinoamericano de
educación para los medios de comunicación. Santiago, Chile : CENECA,
1992. p. 290-301.
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10 SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 2., 1981, Brasília. Anais... Brasília : CAPES, 1981.
11 SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 8., 1987, Porto
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12 SILVEIRA, A. Marketing em bibliotecas universitárias. Florianópolis : Ed. da
UFSC, 1992.
13 SISTEMAS de bibliotecas universitárias. Brasília : IBICT, 1984.
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EDUCACIÓN para la comunicación; manual.... Santiago, Chile : CENECA, 1992. p. 273-289.
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atendimento de referência. Informação e Informação, Londrina, p. 47-54,
jul./dez. 1995.
16 WITTGENSTEIN, L. Investigações filosóficas. Petrópolis : Vozes , 1994.
17 WURMAN, R. S. Ansiedade de informação. São Paulo : Cultura, 1991.

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              <text>A biblioteca universitária enquanto espaço de múltipla comunicação. </text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Souza, Francisco das Chagas de</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Curitiba (Paraná)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>1996</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Trata-se de uma reflexão acerca da natureza fundamental da biblioteca universitária. Esta natureza da biblioteca universitária é entendida como representada por um espaço de comunicação que tornaria possível uma plena interatuação ou encontro de todos os membros da comunidade utilizadora com todas as idéias e artefatos disponíveis.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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