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                  <text>7.5

NECESSIDADES INFORMACIONAIS DE UMA COMUNIDADE EMPRESARIAL :
ESPAÇO PARA ATUAÇÃO DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

Nelcy Teresinha da Rosa Kegler*

RESUMO
O estudo de necessidades de usuários é essencial para o planejamento de serviços
de informação. A Biblioteca Universitária tem como função respaldar a clientela
com a qual a Universidade interage, desenvolvendo serviços de extensão. No caso
específico da UNIJUÍ, há necessidade de conhecer o usuário industrial do noroeste
do Estado do RS. Este trabalho identificou o perfil de interesse informacional das
empresas do setor de metal-mecânica, na região mencionada; verificou formas de
obtenção de informação por esse segmento; verificou o uso ou não-uso da
informação (técnica e/ou tecnologógica) como subsídio à gestão e à produção para
a qualidade no âmbito industrial; verificou o uso ou não-uso da Biblioteca
Universitária e de redes de ICT pelo segmento produtivo; identificou áreas
informacionais das empresas com vistas a negócios junto ao MERCOSUL. Os
sujeitos da pesquisa foram 25 diretores (Administrativos e de Produção/P&amp;D),
envolvendo 18 empresas em três municipios, com as quais a Universidade tem
vínculo direto. Os principais resultados foram os seguintes: não é comum a
existência de biblioteca; entre as empresas pesquisadas, apenas 28% apresentam
este setor. As micro, pequenas e médias empresas usam canais informais de
informação (fornecedores, contatos pessoais, etc), enquanto as de grande porte se
utilizam mais de canais formais (bibliotecas, fontes documentais, revistas técnicas,
etc). Para a obtenção de informação em relação ao objetivo maior de busca de
informação o fator “aprimoramento e qualidade do produto” é mencionado como
prioridade 1 por 72% das empresas. Os problemas mais evidenciados na busca da
informação foram: “falta de orientação”, “desconhecimentos de fontes”, “demora na
busca de informação”. A relação entre Universidade/Empresa, no que tange à área
de Informação, está se iniciando; em relação aos recursos mais utilizados pela B.U.
da UNIJUÍ as revistas técnicas ocupam o primeiro lugar. Quanto às áreas de maior
interesse de informação junto ao MERCOSUL, destacam-se indicadores econômicosociais e normas técnicas.

1 APRESENTAÇÃO

�7.5

O trabalho em parceria na contemporaneidade é vital para as organizações,
no sentido de somar esforços para o desenvolvimento de projetos conjuntos entre
uma, duas ou mais organizações. Essa forma de articulação resultará no
compartilhamento de recursos materiais, equipamentos e, principalmente, recursos
humanos e organizacionais, no sentido de um crescimento coletivo. A troca de
experiências em prol de metas e objetivos comuns tem em vista a racionalização e a
otimização de recursos financeiros, materiais e outras estratégias, necessárias num
país carente como o Brasil.
A Universidade brasileira é uma das instituições que percebeu que não pode
trabalhar isoladamente. Nesse sentido, a Universidade como formadora de
Recursos Humanos, responsável pelo avanço da Ciência e da Tecnologia, cumpre
sua missão de maneira íntegra, quando estende seus serviços à comunidade que a
cerca. Faz-se mais necessária quando partilha seus recursos e serviços com os
segmentos da comunidade, com organizações civis e públicas e

com o setor

industrial.
Esse trabalho aborda também um dos programas que a UNIJUÍ coordena
junto à comunidade daquela região, envolvendo diferentes agentes: professores,
pesquisadores,

prefeituras

e

empresários

que

somam

esforços

para

o

desenvolvimento da região, no ramo da indústria metal-mecânica, através do
Programa Regional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PRCT). Este
programa é circunscrito na região de abrangência da UNIJUÍ, Universidade Regional
do Noroeste do Estado do RS.

Ressalta-se que o cenário da pesquisa envolve o

munícipo de Ijuí e sua região, área que faz parte do espaço sóciogeográfico
*

Bibliotecária da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul

�7.5

estratégico do eixo do MERCOSUL, devido aos aspectos fronteriço e econômicoindustrial. A geração de melhores produtos, sistemas e serviços industriais passa
pela gestão da qualidade e pelo uso da informação, elementos com que a
Universidade poderá contribuir de maneira eficaz e decisiva, na busca dessa
melhoria, se conhecer o perfil das indústrias da região em relação às necessidades
e demandas de informação.
Ao realizar o diagnóstico das necessidades de informação empresarial,
objetivou-se contribuir para a compreensão da região enfocada, em termos de suas
necessidades e demandas de informação, bem como subsidiar a Universidade em
sua atuação no campo do ensino, pesquisa e extensão.

2 INTRODUÇÃO

2.1 GLOBALIZAÇÃO DA SOCIEDADE

Neste século, a informação tornou-se matéria-prima das organizações,
"mercadoria" valorizada e comercializada entre os diversos países avançados e
aqueles em processo de desenvolvimento.
Este novo enfoque pode ser visto sob a luz do processo de globalização da
sociedade, acelerado pelos avanços tecnológicos, uso da telemática e redes de
comunicação, que favorecem a transmissão de informações e dados a qualquer
distância do planeta, aproximando os indivíduos e as organizações. Esse fenômeno
ocasionou um aumento acelerado da transnacionalidade de mercados e da
produção, decorrentes do pós-guerra, determinando que o local, o regional, o

�7.5

nacional e o continental são dados pelo movimento da sociedade global e esta por
sua vez calcada na economia política do capitalismo, reprodução ampliada do
capital e da acumulação em escala global (IANNI, 1992).
Essa mudança em nível internacional forneceu uma nova reorganização da
economia, da política demográfica e militar do mundo, declinando os poderes do
"Estado-nação" e emergindo as relações internacionais e transnacionais expandidas
em escala global. Esta reorganização político-social determinou o surgimento da
aglomeração de países em blocos econômicos como a União Européia, o NAFTA
(EUA, México e Canadá), o MERCOSUL (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai) e os
Tigres Asiáticos.
Dentro dessa seqüência de pensamento, envolvendo a globalização da
sociedade, a informação aliada à geração das novas tecnologias (microchips, CDRom, PC's etc.) é vista por muitos estudiosos (TOFLER, 1990) como o quarto
elemento de produção. Convém levantar que dentro do processo histórico ocorreu,
inicialmente, o destaque para os seguintes elementos: a terra, a mão-de-obra e o
capital; porém evidencia-se que a informação não é consumida como os recursos
anteriores, mas reciclada, estocada e reembalada, gerando novas informações e
aumentando a demanda por novos serviços, produtos, bases e bancos de dados em
diferentes áreas.
As atuais tendências da globalização da economia e da formação de
mercados e blocos econômicos em nível internacional (União Européia ; NAFTA ;
MERCOSUL) têm envolvido países e indivíduos nesse processo.
Esse fenômeno está abrangendo também outras áreas como a cultura, a
ciência e a tecnologia. A divulgação de novas pesquisas científicas e de novos

�7.5

produtos é feita num tempo cada vez mais reduzido à grande população pelos
diversos meios de comunicação, redes de informação e imprensa escrita, levando
ao surgimento e destaque do Setor de Informação na sociedade pós-industrial.
O desenvolvimento do Setor de Informação tem fortes bases na recente
aplicação das áreas de computação, telecomunicações e Ciência da Informação, no
cotidiano dos indivíduos e organizações dos países avançados e, em menor grau,
nos países em desenvolvimento.
As redes de informação/comunicação exercem um papel importante no
acesso à informação, da qual, isoladamente, a instituição e o indivíduo levariam
mais tempo para usufruirem.

As redes podem existir com ou sem os recursos da

telemática, tendo por base a cooperação de serviços e acervos, no caso das
bibliotecas e órgãos afins.
De qualquer forma, o acesso eletrônico já é uma realidade, aproximando
instituições, cientistas, técnicos, demais profissionais e seus pares através de
correio eletrônico, teleconferências, transferência de arquivos, etc.

No contexto

internacional tem-se a Internet e a Bitnet como meios mais conhecidos para o
trabalho em rede. No contexto brasileiro, pode-se destacar a Rede Nacional de
Pesquisa - RNP, Rede Antares e algumas redes estaduais que estão surgindo com
o apoio de agências de fomento federais, fundações de apoio à pesquisa, governos
estaduais e outros setores da sociedade.
Para as instituições e indivíduos usufruirem adequadamente das vantagens e
potencialidades existentes nas redes e sistemas de informação

tornam-se

necessárias a organização e a disseminação de fontes especializadas de
informação, que no caso brasileiro é um processo recente.

Destacam-se as

�7.5

iniciativas do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT,
criado em 1954 (com o nome de Instituto Brasileiro de Bibliografia e
Documentação), na tarefa do planejamento, coordenação e organização da
informação no país.
A partir da criação do IBICT ocorreu um impulso maior na organização das
fontes de informação científica e tecnológica no país.

As fontes tecnológicas se

organizaram, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (PADCT), Tecnologia de Indústria Básica (TIB), criando a rede de
núcleos de Informação Tecnológica, onde a área de Informação para a indústria
ganha maior destaque. Também existem outras instituições e sistemas nacionais e
internacionais que merecem destaque na organização de fontes de informação
especializadas, como a BIREME, Biblioteca Regional de Medicina, o CIN/CNEN Centro de Informações Nucleares/Comissão Nacional de Energia Nuclear; a FGV Fundação Getúlio Vargas, a EMBRAPA - Empresa Brasileira de

Pesquisa

Agropecuária e outras.
Apesar da importância desses organismos especializados em informação,
vários estudos (SOUZA, 1992, LENK, 1990,

SOLEDADE, 1994) apontam que

muitos desses sistemas e redes se encontram ainda subutilizados em nível
nacional; convém destacar que em maior escala em níveis local e regional.
Os sistemas de biblioteca e informação não conseguem adquirir tudo e nem
todos os materiais publicados, em decorrência de vários fatores limitantes, tais
como: o aspecto econômico, o organizacional (espaço físico adequado, recursos
humanos, materiais etc) o que torna essenciais as redes de informação e o
adequado encaminhamento do usuário às fontes de informação.

�7.5

Dessa forma, o levantamento de necessidades de informação da clientela de
uma região é imprescindível como o primeiro passo para a adequada utilização das
fontes de informação hoje disponíveis, bem como para subsidiar possíveis diretrizes
voltadas para a organização de serviços de informação e, sobretudo, referenciais
que atendam a essa clientela.

Estes serviços levariam em conta o perfil, as

características e as necessidades dos segmentos analisados.
Nesse sentido, a fim de subsidiar a ação da Universidade dentro dos seus
programas, bem como tentar delimitar o perfil de interesse da área industrial
regional, propôs-se o levantamento de necessidades de informação deste
segmento, partindo do princípio de que a identificação da clientela, além de ser
determinante para o sucesso dos sistemas de biblioteca e informação, é importante
também para o reconhecimento destes na conjuntura atual.

3 JUSTIFICATIVA

A Universidade, como fonte geradora do saber, da Ciência e da Tecnologia,
exerce um papel relevante no espaço geopolítico em que se encontra, quer em nível
local ou nacional. Essa importância pode ser atribuída a suas funções de ensino, de
pesquisa e extensão e ainda ao seu comprometimento com determinada
comunidade.

�7.5

A Universidade, conhecendo seu espaço social, pode alterá-lo e provocar
mudanças profundas nesta realidade. Hoje, no mercado nacional e internacional,
em que a competitividade e a qualidade são as chaves da produtividade, a Ciência e
a Tecnologia se fazem necessárias.

Desta forma, acredita-se que a Universidade

só terá razão de existir se de fato antecipar-se à demanda, se a produção de seu
saber tiver vínculo direto com determinada realidade.
Não

são

mais

possíveis

práticas

artesanais

ou

semi-artesanais

e

improvisações na produção industrial, pois o controle de qualidade dos processos e
produtos deve ser exercido com sistemas adequados de competência e
cientificidade.

A participação da Universidade é essencial junto ao setor

empresarial, o que exige pesquisa de novos materiais mais baratos, leves e
adequados à perspectiva de novos produtos e mercadorias, indo em direção a uma
nova produção, movida pela pesquisa. Nessa perspectiva, o saber, produto e
insumo da Universidade, gerado em seus laboratórios e setores de pesquisa, é
elemento necessário ao setor empresarial para a geração de novos produtos e
mercadorias com maiores índices de qualidade.

Reforça-se, dessa forma, o

trabalho em parceria.
Para cumprir sua missão, avaliando as oportunidades e ameaças do meio
ambiente, a Universidade deverá estar bem respaldada em suportes bibliográficos,
de pesquisa e demais suportes informacionais, sendo a Biblioteca Universitária a
principal provedora, organizadora e disseminadora de informações em Educação,
Ciência, Tecnologia e demais áreas.

�7.5

Sabe-se que a informação é um recurso elementar para o desenvolvimento
em todas as áreas do conhecimento e da atividade humana. Nas organizações ela é
instrumento fundamental para o balisamento e a tomada de decisão, fornecendo
mais precisão e veracidade ao gerente ou ao tomador de decisão, elemento,
portanto, necessário às Universidades e às empresas, organizações envolvidas no
presente estudo.
No Estado do RS existe, atualmente, uma estrutura de comunicação
eletrônica interinstitucional, via "Sistema Estadual de Informações em C&amp;T" - a "rede
Tchê", coordenada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado
do RS, juntamente com a FAPERGS e com a participação de diversas IES gaúchas,
centros de pesquisa, comunidade científica e tecnológica, órgãos de planejamento e
empresas.

Esta rede oferece diversos serviços, como o correio eletrônico,

transferência de arquivos, acesso remoto a outras máquinas, etc.

Salienta-se,

ainda, que está em processo de estudos de viabilização a disponibilidade dos
acervos e serviços das bibliotecas participantes do COMUNG (Consórcio das
Universidades comunitárias do Rio Grande do Sul), dentro da rede Tchê.
Os aspectos mencionados acima indicam ações e potencialidades para a
área de informação no Estado e, em especial, na região Noroeste e este diagnóstico
informacional poderá respaldar melhor esta realidade,

contribuindo para o

fortalecimento do papel do Sistema de Bibliotecas da UNIJUÍ, junto aos programas e
projetos da própria Universidade, no atendimento às demandas da comunidade
externa.

4 REVISÃO DE LITERATURA

�7.5

4.1 UNIVERSIDADE, BIBLIOTECA E SOCIEDADE

A educação é um

elemento imprescindível para o desenvolvimento

sóciocultural e econômico de um país.

Acredita-se que seja através das

universidades que se formam os profissionais do país e que são elas que formam a
massa crítica que irá conduzir muitos setores da sociedade. Dessa forma, a
Universidade exerce um papel relevante, tanto na formação de recursos humanos,
quanto na geração de novos conhecimentos, através das pesquisas que buscam
melhorar a qualidade de vida da população nas diferentes áreas: educação, saúde,
habitação, tecnologia, transportes, etc. Neste sentido, a Universidade devolve à
sociedade benefícios do investimento através de recursos destinados a esta.
A biblioteca universitária neste contexto exerce um papel preponderante: dar
respaldo às principais funções da Universidade - ensino, pesquisa e extensão através de seus acervos e serviços. A Universidade que não dá a devida atenção ao
setor de biblioteca e informação não prima pela qualidade em sua missão, pois a
relação entre uma e outra é muito estreita.
Na sociedade pós-moderna a informação é considerada mercadoria/insumo.
Ela se faz necessária para a tomada de decisão, para a geração de novas
tecnologias para a melhoria da qualidade de vida da população e é também
imprescindível para a própria geração do conhecimento através de pesquisa,
fechando o ciclo da geração do conhecimento e da informação.
A Universidade como organismo dinâmico "deve estar voltada para as
necessidades educacionais, culturais e científicas e tecnológicas do país.

As

�7.5

bibliotecas devem trabalhar visando a esses mesmos objetivos, condicionadas que
são às finalidades fundamentais da Universidade." (FERREIRA, 1980, p.7).
Portanto, as bibliotecas só terão sentido correspondendo às necessidades de
informação da Universidade aos programas de ensino, aos projetos e linhas de
pesquisas e às atividades de extensão que a Universidade realiza junto à
comunidade. Tudo isso implica caminhar junto com a Universidade. E a
Universidade, por sua vez, inserida em um contexto, como agente ativo e, por que
não dizer, propulsor de mecanismos de desenvolvimento local e sócio-regional.
Pode-se afirmar, com base na literatura, (FERREIRA, 1980, MILANESI, 1983)
que pelo tipo e pela qualidade dos serviços prestados pela biblioteca universitária é
possível mensurar o grau de desenvolvimento de uma universidade, pois hoje não é
mais possível um trabalho científico, intelectual e competente sem o respaldo de
fontes bibliográficas documentais ou eletrônicas.
Neste sentido, a Universidade, os métodos de ensino e de pesquisa e mesmo
a Ciência só se renovam se ocorrerem investimentos reais em recursos
bibliográficos, materiais e humanos que dêem condições à Biblioteca Universitária
de ser um setor dinâmico dentro da organização Universidade. Esta, por sua vez,
passa a ser encarada como uma organização competitiva que impulsiona o
desenvolvimento de um determinado contexto.
No

Seminário

Regional

Sobre

o

Desenvolvimento

das

Bibliotecas

Universitárias na América Latina, realizado em 1962, na cidade de Mendoza,
Argentina, concluiu-se que existe "falta de servicios suficientes y adecuados a las
exigencias de la docencia y la investigación" propondo "que se reconozca a la
biblioteca y como parte de la estructura total de la universidad y como elemento

�7.5

fundamental de la docencia y de la investigación" (MILCZEWSKI, 1967, p.7 apud
FERREIRA, 1980 ).
Em nível nacional, ocorre discrepância em relação à adequação das
Bibliotecas Universitárias (BUs) à nossa realidade. Muitas não recebem recursos
definidos e suficientes para a atualização de suas coleções; em outras faltam
recursos humanos especializados em número suficiente; em outras, ainda, faltam o
aparato material, espaço físico adequado aos serviços internos ou mesmo de
atendimento ao público, equipamentos, etc.
encontram

as

BUs

refletem,

na

Enfim, as condições em que se

qualidade

dos

serviços

prestados

e,

conseqüentemente, na qualidade do ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos na
Universidade.
Um dos grandes planos desenvolvidos na área de BUs na década de 80 foi o
Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias - PNBU que se propôs ir ao
encontro da solução dos problemas-chave das bibliotecas universitárias do país.
Visava qualificar recursos humanos, atender e atualizar acervos bibliográficos,
enfim, estabelecer políticas definidas para esta área. O PNBU contou com apoio do
MEC através da sua Secretaria de Ensino Superior, SESu, com o Conselho de
Reitores das Universidades Brasileiras, CRUB e o apoio financeiro da CAPES,
FINEP e CNPq. Foram muitos os bibliotecários que participaram dos cursos de
especialização e, a partir daí, receberam maiores subsídios para a sua atuação
profissional junto ao ambiente universitário. O programa também contou com o
financiamento de acervos de livros (Projeto BIBLOS) e periódicos ( PAP - Plano de
Aquisição Planificada), para o apoio à pesquisa da comunidade científica e, ainda,
apoiou

à

consolidação

de

uma

Central

de

Catalogação

Cooperativa

(

�7.5

BIBLIODATA/CALCO), para agilizar o processo de catalogação das bibliotecas
universitárias. Infelizmente, o PNBU hoje encontra-se praticamente desativado pelo
Governo Federal.

Essa importante iniciativa vinha norteando as B.U's do país,

através de um trabalho cooperativo e planificado que objetivava modernizar as
organizações através da qualidade de serviços e acervos.
MILANESI (1983, p.69) coloca que "a biblioteca universitária deveria ser a
concretização mais imediata de uma das características da instituição a qual serve:
atualização permanente do conhecimento. Cabe à Universidade atuar no sentido de
estar nas fronteiras do conhecimento para poder ampliá-lo". É aí que Universidade
e Biblioteca se entrelaçam alicerçadas, portanto, no ensino e na pesquisa de novos
conhecimentos. Isto só se faz com recursos humanos atualizados, estrutura
documental,

principalmente

periódicos

técnico-científicos

e

outros

suportes

informacionais.
A função de extensão também é vital, à medida que a Universidade não deve
estar fechada em si mesma, pois atualmente não é mais viável essa concepção.
Neste sentido, a produção do conhecimento poderá ser levada à população ou
comunidade local em que a universidade está circunscrita, em forma de serviços,
projetos e programas dirigidos a setores organizados, quer seja público, industrial,
ou de maneira ampla e segmentada, envolvendo indivíduos e a sociedade em geral.
Somente assim a Universidade e Biblioteca cumprirão sua missão enquanto
organismos sociais.
Portanto, a vinculação estreita entre o sistema de informação e sua clientela
é imprescindível, bem como o estudo de viabilidade de um futuro serviço oferecido a

�7.5

esta clientela e a avaliação do sistema atual de informação e biblioteca, dentro da
organização que pretende atender adequadamente o usuário.
Dessa forma, ressalta-se a missão das BUs em relação ao atendimento da
comunidade externa à Universidade, através das palavras de PINHEIRO (1990,
p.36), que com muita propriedade, destaca que estas deveriam divulgar seus
serviços, além dos programas de ensino e pesquisa, atendendo ao setor
empresarial e "levando o conhecimento gerado nas Universidades sob a forma
de informação, às indústrias e a sociedade civil em geral, estreitando os laços
entre pesquisa básica, tecnologia e indústria". Esta colocação reforça a idéia do
papel social que a B.U. deverá desempenhar no momento atual, se não quiser ficar
à margem da própria função social que a Universidade desempenha na sociedade
moderna, função relacionada com o respaldo da geração de conhecimentos e de
tecnologias, através de pesquisas e disseminação de avanços às diferentes facções
da sociedade.

4.2 UNIVERSIDADE, SETOR INDUSTRIAL E INFORMAÇÃO

Atualmente, percebe-se que as Universidades estão começando a trabalhar
mais em parceria com o setor produtivo industrial, interagindo na produção de novas
tecnologias, bens e serviços que venham a atender às necessidades em geral da
sociedade.

Esse trabalho de parceria advém

da própria necessidade de

sobrevivência das organizações sociais frente as novas contingências econômicosociais (globalização da sociedade, da economia, maior competitividade, etc.);
resultando, dessa forma, em um maior entrosamento entre as instituições de

�7.5

pesquisa com a empresa industrial, comercial, agrícola ou de serviços, o que
possibilita a esses organismos/indivíduos/docentes terem uma visão mais ampla da
realidade nacional, "através da participação de empresários na formação de
currículos e na realização de cursos" (MINDLIN, 1991, p.109). Essa preocupação
traz a perspectiva de um crescimento sócio-econômico voltado para as condições
reais de um país em desenvolvimento, o que envolve a capacitação científica e
tecnológica, podendo resultar em uma redução de importação de tecnologias e na
possibilidade da incrementação, elaboração e criação de tecnologias, métodos e
processos nacionais.
Apesar de as instituições Universidade e Empresa terem objetivos e natureza
distintos, a relação entre estas pode se dar através da cooperação em diferentes
áreas, programas, ações e pesquisas. PLONSKI (1995) aponta algumas principais
razões do crescente interesse das instituições nesta relação :
- Para a Universidade, a cooperação pode ser vista como forma de superar a
insuficiência das fontes tradicionais de recursos e de possibilitar manter o nível
adequado de ensino e pesquisa;
- Para as empresas, a cooperação se faz necessária pela possibilidade de
prover solução para "desafios multidimensionais de inovação", requerendo ações
como capacitação de Recursos Humanos especializados, assessoria nos aspectos
de qualidade e produtividade, adaptação aos requisitos da legislação do
consumidor, preservação ambiental, desenvolvimento de novos produtos, e acesso
privilegiado aos novos talentos.
PLONSKI (1995, p.67-68) acrescenta um terceiro parceiro interessado no
sucesso desta relação, já mencionado por SÁBADO e BOTANA (1968): o Governo,

�7.5

tendo como razão a cooperação como estratégia para a viabilidade econômica e
social de regiões e nações no novo paradigma econômico.
PLONSKI (1995, p.67-68) cita o caso da Costa Rica e da Espanha, que
buscaram a intensificação da cooperação Universidade-Empresa para aumentar a
capacidade competitiva no mercado internacional. As indústrias desses países
envolvidos no processo de inovação tecnológica buscam o potencial das
universidades locais para capacitá-las na competitividade internacional.
Em âmbito nacional, como resultado desse processo de trabalho cooperativo
visando ao desenvolvimento nacional, percebem-se algumas ações representativas
como, por exemplo, a rede do PADCT (Programa de Apoio ao Desenvolvimento
Científico e Tecnológico), a rede ANTARES, aliadas aos Núcleos de Inovação
Tecnológica e eventos na área de gestão tecnológica, como os "Seminários
Nacionais de Pólos e Parques Tecnológicos". Essas ações e atividades envolvem,
além das universidades e empresas, as Federações de Indústria e Comércio,
Secretarias de Ciência e Tecnologia, fontes fomentadoras de pesquisa, órgãos
públicos governamentais e demais órgãos afins.
Um dos exemplos de ações que está se estreitando entre Universidade e
Empresa são os pólos tecnológicos. Isto se dá uma vez que estes últimos estão
voltados para o incremento da inovação tecnológica.

Em contrapartida, muitos

profissionais saídos da universidade e que vão para as indústrias continuam
usufruindo da estrutura universitária, como atesta MONTALLI (1994). A mencionada
autora afirma que devido à proximidade física das empresas, a disponibiblidade de
recursos humanos, laboratoriais, de informação facilitam o intercâmbio de idéias,
propiciando ambiente para que a inovação ocorra. Neste trabalho é mencionado

�7.5

que esta experiência já foi vivenciada na Europa e nos Estados Unidos, onde
empresas e universidades voltadas para a área de eletrônica e informática (no caso
americano, especificamente na California, Vale do Silício) criaram empreendimentos
bem sucedidos, com a fabricação de produtos de base tecnológica.
A Biblioteca Universitária, vinculada diretamente às Universidades e principal
provedora de recursos informacionais neste ambiente, não poderá ficar alheia a
esse processo de interação da Universidade com a indústria, o que exigirá dela
repensar o atendimento de sua clientela, que hoje são os docentes, pesquisadores,
alunos e funcionários, procurando conhecer melhor a clientela externa industrial
com a qual a Universidade está mais diretamente relacionada.
Em relação aos argumentos favoráveis à prestação de serviços de
informação pelas BUs às empresas, especificamente de pólos tecnológicos,
destacam-se os seguintes, mencionados por LUTHER apud MONTALLI (1994,
p.200):
1) A Biblioteca Universitária/IES deveria atender adequadamente a essas empresas,
quando a participação da universidade no empreendimento significar a
oportunidade de professores e alunos desenvolverem habilidades empresariais e
interagir com a indústria. Pode-se mencionar, como exemplos, empresas que
oferecem cursos para estudantes em suas instalações; empresas que empregam
estudantes nas férias para completar projetos, estágios e outro tipo de atividades.
As bibliotecas dessas universidades sentem-se, nesses casos, responsáveis pelo
provimento de informações para o pessoal técnico e pesquisadores dos pólos
tecnológicos.

�7.5

2) Outro argumento favorável à questão é que a biblioteca tem responsabilidade
com a comunidade na qual está inserida, portanto, seus serviços devem estar
disponíveis para a comunidade local como um todo. Pensa assim a “London
South Bank Polytechnic”. Assim, a biblioteca contribui para o desenvolvimento
econômico da região. Essa responsabilidade com a comunidade traz benefícios
no sentido de tornar a biblioteca da universidade bem mais utilizada, aumentar o
perfil de assuntos que seu acervo cobre, melhorar cada vez mais a reputação da
biblioteca na comunidade - que pode em outros momentos ser de muita utilidade
para a mesma.
3) O último argumento diz respeito à captação de recursos. De modo geral, as
universidades têm sido estimuladas a fazer parceria com a indústria e, por meio
de convênios, canalizar recursos, não dependendo exclusivamente do governo
para se manterem.
Enfim, são muitas as vantagens do trabalho associativo entre Universidade e
Empresa. Percebe-se que a relação entre universidade e pólos tecnológicos é um
dos fortes aspectos da relação entre a Universidade e a Indústria, desencadeando,
conseqüentemente, um desafio para os bibliotecários, como salienta MONTALLI
(1994), e uma possibilidade de participação mais efetiva no sucesso dessa relação.
Para dar suporte a essa interação entre Universidade e o Setor produtivo
industrial faz-se necessário que a biblioteca tenha um contato mais próximo com a
área industrial e de negócios, com o tipo de informação que este setor mais utiliza,
visando sua atuação no contexto macro (novos mercados, legislação internacional,
normas

industriais

internacionais)

e

micro

(informações

técnicas

para

o

desenvolvimento de novos produtos, informações sobre gestão empresarial,

�7.5

treinamento de Recursos Humanos, patentes e normas industriais, etc.) A biblioteca
universitária poderá criar linhas de serviço que se adeqüem ao setor industrial.
Em relação à idéia da criação de linhas de serviços para o estímulo ao atendimento
do usuário, no depoimento de FERREIRA (1992), em evento sobre os Pólos
Tecnológicos, ele relata que nos países desenvolvidos eles estruturam primeiro
boas bibliotecas de conteúdo científico, com coleções de revistas científicas
completas têm um bom sistema de acesso à base de dados, com disponibilidade,
de bases nacionais e estrangeiras. Aí entra o papel fundamental das bibliotecas
universitárias que permitem buscar a informação científica e tecnológica, para
respaldar os serviços das indústrias.
No caso nacional, FERREIRA (1992) também menciona o papel dos próprios
parques tecnológicos, os balcões SEBRAE, o sistema CNI (Confederação Nacional
da Indústria) e núcleos de informação, na solução de problemas adequados ao
estágio tecnológico e econômico que o Brasil apresenta. É necessário, portanto,
usar os recursos mencionados acima, conhecer as fontes de informação nacionais
e, sobretudo, conhecer bem o problema que o empresário apresenta, buscar na
literatura as diferentes fontes de informação, analisar aquela informação que se
adequa e entregá-la ao usuário final.
Dessa forma, para que a necessidade de informação seja atendida
efetivamente, deve haver uma sintonia entre o problema e a resposta. Este
processo difere de tipo de usuário.

No caso do pesquisador da área científica, a

biblioteca fornece um volume de documentos e informações que será analisado e
irá gerar suas conclusões, enquanto o industrial ou tecnólogo precisa de uma
resposta imediata ao seu problema específico.

�7.5

Por outro lado, percebe-se, pela literatura, que nos países desenvolvidos
ocorre uma incidência maior de bibliotecas trabalhando com as indústrias; ocorre
que no Brasil esta característica é recente, devido ao processo de industrialização
brasileiro, aliado à estruturação e à consolidação do setor de informação, que
também é recente.
Por entender que a informação (científica, tecnológica e empresarial ) é
instrumento necessário ao processo de tomada de decisão e ainda de
criação/transferência de tecnologias, tanto no ambiente acadêmico como no
industrial, esta pesquisa voltou-se para o entendimento da perspectiva do usuário
industrial, especificamente

necessidades, uso e modalidades de obtenção da

informação.

4.3 INFORMAÇÃO PARA A INDÚSTRIA E NEGÓCIOS
Ao enfocar-se o usuário, a organização/empresa e a necessidade de
informação destas, parece ser relevante conceituar informação tecnológica industrial
e informação para negócios. Esses tipos de informações são a "matéria-prima" das
Unidades de Informações e das organizações atuais.
A informação nesse contexto produz a melhoria da competitividade nas
organizações, subsidia o processo de inovação tecnológica e a tomada de decisão
nos diversos níveis organizacionais: gerencial, técnico e operacional; ou seja,
diminui os riscos da decisão e ainda o desperdício de materiais.
A informação pode ser usada para a realização de bons negócios, como
informação sobre matérias-primas para o setor de produção, dados de mercado e
de preços de produtos para os setores de marketing. A informação dá suporte a

�7.5

uma empresa para manter custos de produção, possibilita a inovação de produtos,
localiza

oportunidades

para

novos

investimentos,

aumenta

e

qualifica

a

produtividade e a capacidade dos equipamentos, adequa a qualidade dos produtos
aos mercados e ainda realiza pesquisa e desenvolvimento que é fator
decapacitação

de competitividade industrial (MONTALLI, 1991).

Dessa forma

percebe-se a relevância do elemento informação, tida como ferramenta para o
desenvolvimento nas diferentes organizações e seus setores.
A autora (MONTALLI, 1991) ainda estabelece uma diferenciação interessante
entre informação para negócios e informação técnica. A primeira está relacionada
com companhias, produtos, mercados, estatísticas, finanças e exportação. A
segunda categoria está relacionada com informação contida em normas técnicas,
patentes, metrologia, garantia de qualidade e legislação (categoria que será
ampliada no final deste capítulo).
Por sua vez, a FID (Federação Internacional de Documentação), através de
seu Comitê de Informação para Indústria, conceitua informação tecnológica como
"todo conhecimento de natureza técnica, econômica, mercadológica, gerencial,
social, etc, que, por sua aplicação, favorece o progresso na forma de
aperfeiçoamento e inovação" (ALVARES OSÓRIO). Esta definição parece abarcar
a informação atendendo desde uma organização em nível mais específico, até um
país em nível geral, no que se refere ao apoio às atividades de desenvolvimento
econômico, social e industrial.
Percebe-se que o uso da informação pelo universo das pequenas e médias
empresas é diferente das empresas de grande porte ou já consolidadas. Para os
primeiros segmentos empresariais há uma necessidade maior de um trabalho

�7.5

associativo com outras organizações na busca e recuperação da informação, com
universidades, institutos de pesquisas, federações industriais, etc.
O profissional da informação, comumente o bibliotecário, que trabalha com o
usuário industrial necessita estar atento, uma vez que

esse tipo de clientela é

diferente da clientela científica e necessita de produtos e serviços elaborados
especificamente para o seu ramo, incluindo aí o aspecto de "valor agregado".
Portanto, a informação para a indústria visa o próprio desenvolvimento
industrial e tecnológico. Esse tipo de informação está relacionado com os diferentes
problemas e necessidades que a organização apresenta: questões gerenciais,
tecnológicas, psicológicas, mercadológicas, financeiras e outras.

Para que as

empresas forneçam produtos com padrões de qualidade desejáveis ao consumidor,
o elemento humano que atua nas organizações deve estar bem respaldado por
fontes de informação organizadas e, portanto, confiáveis, fazendo-se necessária a
ação de profissionais especializados para tanto.

�7.5

4.3.1 Principais Fontes e Suportes Informacionais Utilizados na Indústria

Tomando por base os assuntos e os suportes informacionais mais relevantes
para as empresas, pode-se mencionar as estatísticas, que poderão subsidiar as
atividades comerciais e o planejamento estratégico.
Este tipo de informação permite às empresas disporem de um razoável
conhecimento de vários aspectos da população e do mercado onde desenvolvem
suas atividades. As estatísticas demográficas apresentam, detalhadamente,
diferentes aspectos da população, como característica familiar, educação,
ofício/emprego, salários, etc. (MORT, 1991), oferecendo às empresas relevantes
informações em relação aos mercados, tendências, mercados potenciais, etc.
Informações sobre fontes de financiamento e o tipo de necessidade relevante
para as micro e pequenas empresas. No Brasil, o SEBRAE vem desenvolvendo um
trabalho através de seus balcões e tem auxiliado muito este tipo de empresa, uma
vez que, anteriormente, inexistia um serviço que atendesse a essas facções
industriais.
Em relação aos suportes relevantes às necessidades das empresas
destacam-se as patentes industriais. Para efeitos de conceituação, patente é um
direito concedido pelo Estado a um inventor, sobre o uso exclusivo, com fins
econômicos, de um determinado invento. O INPI (Instituto Nacional de Propriedade
Industrial), através de seu ato normativo no. 19/1976, exige como condição para
estudo do pedido o "relatório descritivo", onde o inventor deve "descrever a invenção
de forma clara, concisa e precisa, em termos que permitam a compreensão do
problema técnico e de sua solucão, expondo os efeitos e vantagens da invenção em

�7.5

relação ao estado da técnica." (CAMPOS e CAMPELLO, 1989). Dessa forma, um
dos requisitos para a concessão de patentes industriais é o caráter de novidade da
descoberta e sua aplicação industrial, devendo esta representar um avanço em
relação às técnicas, produtos e processos já existentes.
Para ARAÚJO (1991), apesar da quantidade existente desse material, as
patentes

são,

normalmente,

pouco

utilizadas,

devido

a

fatores

como

o

desconhecimento por parte de profissionais do aspecto técnico e econômico contido
neste tipo de material. Através das patentes é possível "a identificação de
tecnologias emergentes e alternativas, a ordenação dos fluxos tecnológicos com o
exterior e a formulação de políticas industriais." Percebe-se através destes estudos
a riqueza desse tipo de fonte de informação para a área tecnógica e industrial e a
pouca utilização de seu potencial por este setor.
No Brasil, o INPI é quem regula a propriedade industrial nacional, colocando
à disposição dos interessados, empresas, centros de pesquisa, centros tecnológicos
e inventores informações sobre patentes. O INPI também publica a Revista de
Propriedade Industrial em que divulga os processos de pedidos de patentes e
marcas.
As normas técnicas são outro tipo de suporte da informação. Estas regram,
dão parâmetros de funcionamento e permitem uma maior segurança no ambiente
de trabalho, agregam maior qualidade ao produto final e, conseqüentemente,
atendem à satisfação da clientela da empresa que se utiliza destes materiais. No
Brasil, o órgão responsável pelo estudo, elaboração e divulgação das normas
técnicas em diferentes áreas é a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas),
que através de seus diversos comitês especializados, dentro das diretrizes

�7.5

estabelecidas pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial, CONMETRO, elabora as Normas Técnicas Brasileiras, NBR, abrangendo
áreas como a tecnologia, agricultura, comércio, documentação, combustíveis,
alimentos, construção civil, têxtil, etc.
Catálogos industriais são um tipo de fonte muito útil às indústrias, apesar
de sua rápida obsolescência.

É do tipo de material adquirido por fornecedores

industriais e tem um caráter mais comercial, trazendo lançamentos de equipamentos
e máquinas.

Estes exigem do setor de biblioteca e informação um controle

constante de atualização em relação às solicitações e o que inexiste no acervo. É o
veículo que possibilita tomar conhecimento de novos produtos, fornecedores,
fabricantes que possam interessar o usuário, além de fornecer instruções
específicas de como estruturar um equipamento ou maquinaria na indústria
Para a área gerencial, as fontes bibliográficas como revistas-técnicas e livros,
e também a participação em eventos (feiras), seminários e cursos são instrumentos
de destaque para a atualização e instrumentalização na tomada de decisão.

�7.5

5 OBJETIVOS
5.1 OBJETIVO GERAL

- Investigar as necessidades de informação da comunidade empresarial da
região noroeste do Estado do

Rio Grande do Sul para subsidiar as ações da

universidade.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

− Identificar o perfil de interesse informacional das empresas regionais, do setor
de metal-mecânica;
− verificar formas de obtenção da informação por esse segmento;
− verificar o uso ou não uso da informação (técnica e/ou tecnológica) como
subsidio à gestão e à produção para a qualidade no âmbito industrial;
− verificar quais os problemas/barreiras que ocorrem na busca da informação;
− verificar o uso ou não uso da biblioteca universitária e de redes de ICT pelo
segmento produtivo;
− identificar áreas informacionais ou necessidades informacionais das empresas
pesquisadas, visando estratégias de negócios junto ao MERCOSUL.

6 MÉTODO

�7.5

6.1 CONTEXTO E CARACTERIZAÇÃO INSTITUCIONAL

A região Noroeste do Estado apresenta em sua formação histórica uma série
de ações cooperativas envolvendo diferentes atores: universidades, comunidades,
cooperativas, síndicatos rurais, associações de bairros; setores público e
empresarial.
Essa região e a UNIJUÍ estão intensamente relacionadas em suas trajetórias
históricas, pois a sua entidade mantenedora, a Fundação de Integração e
Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado - FIDENE foi instituída, em
1957, por 53 municípios, como mencionado anteriormente, que viam nesta entidade,
pioneira na região em ensino superior, um organismo fomentador e promotor do
desenvolvimento regional, voltado para a compreensão e atendimento das questões
específicas dos vários segmentos da comunidade regional.
Atualmente, destacam-se os seguintes programas trabalhados pela UNIJUÍ e
que estão ligados diretamente com o propósito deste trabalho:
a)

Programa de Regionalização Institucional da Universidade.

A

Universidade possui outros campi fora da sede de Ijuí, nos municípios de Santa
Rosa, Três Passos e Panambi e também Núcleos Universitários no município de
Santo Augusto, realizando nessas unidades cursos de graduação, pós-graduação,
trabalhos de pesquisas e extensão integrados com a sede.
b)

Programa Regional de Cooperação Científica e Tecnológica,

PRCT/NORS, criado em 1990, em parceria com empresas, setor público estadual e
regional, sociedade e universidade.

Este programa originou-se de um diagnóstico

�7.5

que "apontou a terceirização da economia, perda de competitividade e crescente
desempenho, evasão de recursos humanos e forte queda de investimentos nos
setores dinâmicos da economia regional." (PRCT Momento de decisão, p.24). Este
programa busca reverter o contexto da crise regional, aliado ao nacional, somando
esforços com vários setores, gerando e aplicando a ciência e a tecnologia para
capacitar e desenvolver a região noroeste do RS. As áreas de abrangência na
consolidação da competência tecnológica são: metal-mecânica, agropecuária,
alimentos, eletro-eletrônica e informática. Estas áreas estão contextualizadas em
diversos núcleos da região: Santa Rosa, Três Passos, Panambi e Ijuí.
A região Noroeste do RS, espaço físico social em que o programa se
desenvolve, abrange 50 municípios com uma população com cerca de 1 milhão de
habitantes, constituíndo um "centro produtor agrícola dos mais importantes eixos
industriais do Estado." (PRCT, 1992, p.24).
Dentre os objetivos deste programa, destacam-se abaixo aqueles que estão
estreitamente relacionados à área de informação e biblioteca:
- Qualificar cientifica e tecnologicamente recursos humanos através da
formação, capacitação, retenção e fixação; (fornecendo aparato bibliográfico e
documentário especializado para formação e atualização desses Recursos
Humanos).
- Propiciar condições de ampliação e consolidação da qualidade e
competitividade de produtos, processos e serviços do setor produtivo regional,
implantando infra-estrutura para a pesquisa, desenvolvimento e respaldo ao setor
produtivo nas áreas do programa, através do acesso a banco de dados de normas
técnicas, patentes industriais, índices, etc...

�7.5

- Articular e estreitar a relação entre o setor industrial e a Universidade,
lideranças políticas e institucionais, movimentos sociais de maneira a garantir a
interação do conhecimento e sua aplicação.
- Desenvolver banco de dados de informação em C&amp;T, com recurso do
teleprocessamento, garantindo o acesso, o processamento, a difusão e a
comunicação na área de C&amp;T, e ainda possibilitando a comunicação entre os
pesquisadores do programa com a comunidade acadêmica nacional e internacional
e intercâmbios também com as áreas de Ciências Sociais e Humanas.
Apesar da região descrita ter uma forte vocação agrícola, predominando
durante muito tempo o modelo agroexportador das monoculturas de trigo e soja,
existem hoje tendências à diversificação de culturas e o ao incremento
agroindustrial. Esse primeiro modelo, porém, deixou sequelas: descapitalização do
pequeno produtor rural, altos custos de produção, desgaste de solos, estagnação
industrial, êxodo de recursos humanos; desencadeando um quadro de crise
recessiva, inserida no contexto nacional.
Percebendo esse quadro regional, a UNIJUÍ buscou, através de diversos
parceiros - setor empresarial, público, comunidade, reverter aquele processo,
apresentando ações e programas dos quais destaca-se o Programa Regional de
Ciência e Tecnologia - PRCT (com diversos núcleos instalados na região), Programa
Regional de Saúde - PRIS, Programa Regional de Atuação Educacional Integrado PRAEI e outros projetos e serviços que já vinham sendo desenvolvidos junto à
comunidade.

6.2 INSTRUMENTO DE LEVANTAMENTO DE DADOS

�7.5

O instrumento utilizado foi o questionário que foi remetido para os diretores
ou vice das empresas, bem como para o gerente da área de P&amp;D (daquelas
empresas que tinham este setor) ou para o setor de engenharia/produção. Este foi
constituído de questões abertas e fechadas, o total das questões foram em número
de 26, divididas em três blocos de questões.

6.3 UNIVERSO DA PESQUISA E PROCEDIMENTOS

Por razões de delimitação do foco, a pesquisa se deteve na categoria do
usuário industrial/empresário do setor industrial de metal-mecânica e sua
especificidade em relação às necessidades informacionais (Informação para
Indústria) no noroeste do Estado do RS.
Optou-se por trabalhar com todo o conjunto das empresas do setor de metalmecânica, nos municípios de Ijuí, Panambi e Santa Rosa, excluindo aquelas que
eram somente prestadoras de serviços (de carácter comercial).
Existem 35 empresas do setor de metal-mecânica na região noroeste do
Estado do RS, abrangendo os municípios de Ijuí, Panambi e Santa Rosa.

De

dezoito constitui-se a amostra pesquisada, devido a impossibilidade de um retorno
do instrumento da pesquisa por parte de todas as empresas.
A análise de dados foi feita a partir das respostas coletadas nos
questionários, as quais contribuiram para a configuração das necessidades de
informação das empresas na região Noroeste do Rio Grande do Sul.

Com os

resultados obtidos na análise descritiva, optou-se , em alguns casos, pela aplicação

�7.5

do teste de qui-quadrado, método apropriado para análise de dados qualitativos.
Algumas questões do instrumento buscaram identificar a ordem de prioridades em
relação a determinados fatores, como fontes de informação mais utilizadas,
suportes, áreas de interesse, finalidades da busca de informação e outras. Devido a
estes aspectos de priorização, optou-se pela “Análise de Pareto”, que é realizada a
partir do gráfico de Pareto que é utilizado, neste caso específico, para construir uma
avaliação de prioridades a partir de pesos atribuídos nas questões de múltipla
escolha, sendo que a prioridade é redefinida como função do coletivo e das
diferentes alocações de prioridade nas alternativas

7 RESULTADOS E CONCLUSÃO

O diagnóstico de necessidades de informação da comunidade industrial
regional foi um instrumento que se propôs a mapear e levantar alguns aspectos
desconhecidos pela Universidade Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul UNIJUÍ e pela própria comunidade industrial.

Foram constatados indicadores

significativos referentes ao uso da informação técnica/tecnológica.

Estes

indicadores poderão estreitar a relação de parceria da UNIJUÍ com as indústrias do
noroeste do Rio Grande do Sul, do setor de metal-mecânica, tendo como pano de
fundo o engajamento da biblioteca universitária da UNIJUÍ neste processo.
A Biblioteca Universitária torna-se participante desta relação à medida que é
o setor que, supostamente, está melhor preparado para atender às necessidades de
informação dos diversos segmentos da comunidade de usuários.

Este fator se

evidencia à medida que o setor apresenta um caráter comunitário desde a sua

�7.5

origem, pois a entidade a que a biblioteca está vinculada, a UNIJUÍ, surgiu através
da participação de diversos municípios da região noroeste do RS. Além do que, no
interior do Rio Grande do Sul existe um número limitado de bibliotecas de caráter
especializado.

Outro fator a ser considerado neste contexto é que as bibliotecas

universitárias estão se voltando mais para a área de extensão, especialmente na
área industrial, como pode ser observada na literatura nos últimos anos.
A seguir, mencionam-se os principais ítens que foram verificados na
pesquisa.
Pelas informações recebidas das empresas, conclui-se que existe uma
preocupação com relação à padronização dos produtos, no sistema de qualidade,
refletindo-se na observação de que 56% das empresas utilizam normas técnicas.
Esta preocupação também está apresentada pelos respondentes no que se refere
ao item da finalidade de busca da informação, destacando-se o Aprimoramento de
qualidade dos produtos.
Outro aspecto a ser considerado é que

a pesquisa confirmou o

levantamento, feito através da literatura do assunto, de que as bibliotecas estão
mais presentes nas grandes indústrias e, praticamente, inexistentes nas micro,
pequenas e médias empresas. Possivelmente, em decorrência deste fator, estas
últimas também usam mais os canais informais (contatos pessoais, fornecedores,
etc) de informação do que os canais formais (fontes bibliográficas, documentais,
normas técnicas, etc), conforme os resultados apresentados neste estudo.

O

conhecimento mais direto do uso dos canais formais e informais pelas empresas
permite identificar e compreender melhor como se dá a busca da informação pelas
diferentes categorias de empresas.

�7.5

Como as micro, pequenas e médias empresas operam em condições
adversas de concorrência, apresentam maior dificuldade para investirem em
informação tecnológica/técnica. Este fato pode justificar um esforço por parte da
Universidade, no sentido de trabalhar a questão da Informação de uma maneira
distinta em relação aos diferentes portes das empresas.
No que se refere aos problemas levantados pela clientela industrial,
destacaram-se os aspectos da falta de fontes que orientem a busca da informação e
o desconhecimento das fontes, evidenciando-se a necessidade de um trabalho de
cunho referencial dirigido para esta clientela.

Este serviço

poderá indicar e

encaminhar a clientela às fontes específicas de informação, através de um de
marketing das fontes existentes na atualidade, inserido na proposta de um Centro
Referencial Regional.
Os suportes materiais que se destacaram em primeiro e segundo lugares
como sendo os mais utilizados são, respectivamente, os catálogos industriais e as
revistas técnicas. Observando-se, desta forma, que estes tipos de materiais de
informação apresentam caráter mais técnico e operacional, pois são os catálogos
industriais que demonstram como se estrutura uma máquina ou equipamento, bem
como apresentam seu funcionamento e suas características.
As áreas que

demandaram maior interesse por informação técnica, por

ordem de prioridade, foram: Treinamento de pessoal, Inovação, matéria-prima, e
aproveitamento de materiais. Verifica-se que a capacitação de recursos humanos é
um tema de destaque para as empresas pesquisadas. Supõe-se que seja devido ao
aspecto de qualificação de pessoal ser tão evidenciado como vital nas empresas
modernas, no sentido de que é o capital humano que concretiza as ações dentro da

�7.5

organização, e é este que se propõe a aprimorar os produtos e serviços.

A

inovação que é a busca deste mesmo aprimoramento e o conhecimento de
matérias-primas e aproveitamento de materiais é o que as empresas que visam à
qualidade almejam para não gerar o desperdício.
Ao investigar o papel da Universidade permeando a relação empresainformação, observa-se que esta não é uma relação muito bem sucedida
atualmente, exigindo esforços para derrubar os tabus e afastamentos, para que as
empresas usufruam de um bem coletivo que é o conhecimento.

Este aspecto

poderá ser melhor trabalhado, especialmente no campo da Informação, à medida
que ocorrer um trabalho de marketing da informação voltado para estas empresas e
a criação de produtos e serviços que amparem, senão todas, pelo menos algumas
áreas consideradas prioritárias pela clientela industrial.
Percebeu-se que apenas 44% das empresas estudadas conhecem redes do
tipo Antares, Sebrae, Tchê, enquanto 8% fazem uso destes recursos. Este fator,
possivelmente, está relacionado ao desconhecimento destes instrumentos por essa
comunidade e também devido ao fenômeno de redes ser recente no Brasil, não
estando, ainda, tão presente na cultura empresarial regional.
Em relação à utilização dos serviços informacionais da UNIJUÍ, verificou-se
que 63% dos sujeitos não responderam a pergunta. Quanto aos que responderam
(27%), identificou-se que os recursos que tiveram destaque foram: audiovisuais,
consulta bibliográfica, empréstimo de livros. Desse modo, ainda que de forma sutil,
é possível dizer que existe um bom começo de intercâmbio que pode e deve ser
fortalecido, com a adequação de serviços específicos e divulgação daqueles já
existentes na comunidade industrial da região estudada.

�7.5

O interesse por um serviço de informação para o setor metal-mecânico é
grande entre os respondentes, com 15 indicações (60%).

Alguns situam este

interesse em áreas como normas técnicas, especificação de materiais, pesquisa de
mercado, fornecedores, etc.
Ocorreu uma relação entre a última necessidade de informação e uma das
áreas de interesse na prestação de um “Serviço regional”, isto é, a questão de
“Normas técnicas”.

Constata-se que esta necessidade está muito presente no dia-

a-dia das empresas, refletindo na consideração de que é importante a prestação de
um serviço mais estruturado na região sobre este tipo de informação. Percebe-se
que à medida que as empresas procuram aprimorar seu produto em conformidade
com a padronização nacional e internacional, cresce o uso e o interesse por normas
técnicas. Inclusive um dos respondentes sugeriu que a “região contasse com um
banco de normas, o que tornaria mais rápido e seguro a obtenção das mesmas”.
O MERCOSUL se constitui um mercado potencialmente visado pelas
empresas, pois alguns respondentes evidenciaram interesse por informação relativa

�7.5

à indicadores econômicos, políticos e mercadológicos (20%) e outros destacaram
normas técnicas e tarifas alfandegárias como sendo área de interesse para a
estratégia de negócios junto ao MERCOSUL.

No entanto, alguns não

demonstraram interesse neste mercado, principalmente, aqueles vinculados às
micro e pequenas empresas, possivelmente pela dificuldade em se manterem no
instável mercado nacional.
Ainda se destacou, como questão de interesse

para a prestação de um

serviço regional, a divulgação do acervo da biblioteca universitária, no que se refere
às revistas técnicas, fato que ilustra o interesse do empresariado em conhecer o
acervo que a B.U. da UNIJUÍ dispõe.

A B.U. poderá trabalhar no sentido de

desenvolver um programa de marketing de serviços e acervo para esta comunidade,
bem como realizar projetos ou prestação de serviços que aproveitem e utilizem os
indicadores levantados na pesquisa.

Em decorrência dos aspectos levantados acima, sugerem-se as seguintes
estratégias:

�7.5

a) a criação de linhas de serviços, boletins técnicos, informativos, diretórios e
outros que atendam, especificamente, aos usuários das empresas da região
noroeste do RS;
b) em relação aos aspectos de normalização (utilização de normas técnicas
pelas indústrias), indica-se que a UNIJUÍ, através dos serviços de biblioteca, poderá
desenvolver um programa de acesso e divulgação das bases na área de normas e
aprimorar o acervo na área de Engenharia Mecânica, para oferecer melhores
condições aos empresários interessados em utilizar normas técnicas e outros tipos
de materiais técnicos, como patentes industriais, revistas e boletins especializados.
O suporte a esta questão de qualidade e padronização também poderá ocorrer à
medida que seja intensificada a relação corpo docente e indústrias, pois através do
curso de Engenharia Mecânica, situado no campus de Panambi, as indústrias
poderão buscar soluções técnicas e participar mais diretamente na formação de
profissionais que atendam às exigências do mercado regional.
Na literatura ocorre alguns casos como o da Grã-Bretanha, que organizou e
disponibilizou aos empresários as fontes de informação para negócios através da
ampliação de uma coleção de revistas comerciais e de empresas, catálogos
industriais, diretórios comerciais, junto ao acervo de patentes e literatura técnica da
Biblioteca do Patent Office da Inglaterra e transformada na British Library Business
- Information Service - BIS. (KING , 1991 apud MONTALLI, 1993, p.7).
No caso da Filadelfia, em relato de FIGUEIREDO (1994), há uma biblioteca
setorial, pertencente a uma rede de bibliotecas, no centro da cidade, que atende os
usuários na área de negócios, a Mercantile Library.

�7.5

No contexto regional do Rio Grande do Sul, o Programa Regional de
Cooperação em Ciência e Tecnologia, o PRCT-NORS (programa articulado pela
UNIJUÍ junto às indústrias regionais, e poderes públicos) realiza a função de um
pólo

tecnológico

envolvendo,

fundamentalmente,

a

questão

da

inovação

tecnológica. É importante que a biblioteca universitária e este programa fortaleçam
os diversos aspectos da área da informação, tanto científica como tecnológica e
industrial, realizando ações e projetos integrados.
Neste sentido, sugere-se a criação de um Centro Referencial (CR) situado na
UNIJUÍ, em sua Biblioteca Universitária, para apoiar a busca e fomento do uso de
recursos de informação pelas micro, pequenas e médias empresas, podendo
também se estender às grandes empresas, quando estas necessitarem.
Inicialmente, os serviços deste Centro seriam estendidos aos municípios
participantes da pesquisa e, em uma etapa posterior, poderão ser ampliados aos
demais, conforme seus interesses.

Através de qualquer terminal instalado nos

Campi de abrangência da UNIJUÍ (Ijuí, Panambi e Santa Rosa), os usuários
dispersos na região poderiam se interligar ao Centro Referencial e fazer uso dos
recursos de informação disponíveis, encaminhar sua questão, necessidade
problema, ou seja, sua necessidade de informação para obtenção de respostas.
Para o fortalecimento de ações na área da informação tecnológica regional,
além da constituição de um CR e divulgação de redes tecnológicas (Núcleos do
PADCT e rede TIPS), há de ocorrer também a qualificação de recursos humanos
especializados, através de cursos de pós-graduação e treinamentos voltados para
as fontes de informação tecnológicas e seu uso para o perfeito atendimento do
usuário industrial.

�7.5

ABSTRACT
The analysis of user’s needs is essential in the planning of information services. The
function of the university library is to assist clients with whom the university interacts
by developing services to the community. In the case of the University of Ijuí
(UNIJUÍ), knowledge is needed of the industrial user in the northwest of the state of
Rio Grande do Sul. This study examined the need for information on the part of
metal-mechanical companies, investigating how this sector obtains information,
whether or not it uses the information (technical and/or technological) to improve
management and production, whether or not the University library and ICT networks
are used by the manufacturing sector, and what areas of information are important
for companies in relation to MERCOSUL business. The subjects of this research
were 25 administrative and production managers from 18 companies in 3 towns (Ijuí,
Panambi, and Santa Rosa) with which the University has direct links. The main
results were as follows: only 28% of the companies have a library; micro, small and
medium companies use informal channels of information (suppliers, personal
contacts, etc.), while larger companies use more formal channels (libraries,
documentary sources, technical journals, etc.); 72% of companies give as their top
priority for seeking information “the improvement of product quality”; the most
frequent problems with regard to information were “lack of orientation”, “lack of
knowledge of sources”, and “time wasted trying to get information”. The relationship
between University and companies has begun, with technical journals being the
resources most frequently used by the UNIJUÍ library, and socio-economic data and
technical standards the areas of greatest interest with regard to MERCOSUL.

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              <text>O estudo de necessidades de usuários é essencial para o planejamento de serviços de informação. A Biblioteca Universitária tem como função respaldar a clientela com a qual a Universidade interage, desenvolvendo serviços de extensão. No caso específico da UNIJUÍ, há necessidade de conhecer o usuário industrial do noroeste do Estado do RS. Este trabalho identificou o perfil de interesse informacional das empresas do setor de metal-mecânica, na região mencionada; verificou formas de obtenção de informação por esse segmento; verificou o uso ou não-uso da informação (técnica e/ou tecnologógica) como subsídio à gestão e à produção para a qualidade no âmbito industrial; verificou o uso ou não-uso da Biblioteca Universitária e de redes de ICT pelo segmento produtivo; identificou áreas informacionais das empresas com vistas a negócios junto ao MERCOSUL. Os sujeitos da pesquisa foram 25 diretores (Administrativos e de Produção/P&amp;D), envolvendo 18 empresas em três municipios, com as quais a Universidade tem vínculo direto. Os principais resultados foram os seguintes: não é comum a existência de biblioteca; entre as empresas pesquisadas, apenas 28% apresentam este setor. As micro, pequenas e médias empresas usam canais informais de informação (fornecedores, contatos pessoais, etc), enquanto as de grande porte se utilizam mais de canais formais (bibliotecas, fontes documentais, revistas técnicas, etc). Para a obtenção de informação em relação ao objetivo maior de busca de informação o fator “aprimoramento e qualidade do produto” é mencionado como prioridade 1 por 72% das empresas. Os problemas mais evidenciados na busca da informação foram: “falta de orientação”, “desconhecimentos de fontes”, “demora na busca de informação”. A relação entre Universidade/Empresa, no que tange à área de Informação, está se iniciando; em relação aos recursos mais utilizados pela B.U. da UNIJUÍ as revistas técnicas ocupam o primeiro lugar. Quanto às áreas de maior interesse de informação junto ao MERCOSUL, destacam-se indicadores econômico-sociais e normas técnicas.</text>
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