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                  <text>MONITORAMENTO DAS INFORMAÇÕES GERADAS NA UDESC: UM
INSTRUMENTO ESTRATÉGICO PARA A GESTÃO DAS BIBLIOTECAS

Lúcia Marengo∗

RESUMO
O estudo verificou a utilização das informações geradas no ambiente interno da
Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC e se esta é utilizada como
recurso estratégico na gestão do sistema de bibliotecas setoriais da instituição.
Dissertou sobre a importância da gestão da informação nas organizações, seus
pressupostos e processos de gerenciamento. Considerando a informação
organizacional interna um insumo à gestão, foram relacionadas as atividades e
serviços oferecidos nas bibliotecas setoriais da UDESC para verificar quais as
informações são utilizadas e como poderiam ser melhor aproveitadas. O estudo
demonstrou que há pouco intercâmbio de informações entre biblioteca e demais
setores, sendo que a maior parte das informações geradas na instituição não são
utilizadas pelas bibliotecas, e o valor da informação institucional não é
reconhecido pela biblioteca e estas gerenciam ambientes de informação de forma
isolada. Por fim, conclui-se que há concentração na utilização de informações
cadastrais por parte da bibliotecas, sem considerar informações ligadas às
questões mais amplas das atividades de ensino, pesquisa e extensão.
PALAVRAS-CHAVE: Gerenciamento da informação. Biblioteca Universitária.
Gestão de bibliotecas.

1 INTRODUÇÃO
Uma estrutura institucional, como a universitária, compreende uma
coletividade

na

qual

inserem

docentes-cientistas,

discentes

e

técnicos-

administrativos. Para uma biblioteca universitária a utilização de fontes de
informação institucionais são fundamentais para o planejamento dos seus
serviços e produtos, inclusive para a formação do acervo. Seu ambiente
multidisciplinar possibilita o intercâmbio entre especialistas de diferentes ramos do
conhecimento, porém, torna-se necessário criar iniciativas e ações efetivas que
contextualizam as informações existentes, agregando valor às mesmas.
A

convivência

acadêmico-administrativa

interdisciplinar

deve

ser

estimulada e a biblioteca entendida como um centro gerenciador de informação

�tem como atributo a socialização da informação. Para tanto, é conhecendo as
demandas e fontes de informação que estará contribuindo no atendimento às
necessidades da instituição.
Gerir o conhecimento institucional significa dizer que é compartilhar e
capturar o conhecimento e esse existe nas pessoas e na interação entre elas. Um
fator de dificuldade em se estabelecer os limites de atuação das bibliotecas
universitárias,

refere-se

à

característica

da

fragmentação

funcional

da

universidade. Geralmente o processo de formação do profissional é tratado de
forma isolada e conseqüentemente todo o cotidiano universitário reproduz-se
desta forma isolada e fragmentada.
Inserida nesse contexto, encontram-se as bibliotecas universitárias,
todavia, concebidas como um sistema que contribua para a socialização da
informação. Assim sendo, necessitam considerar e congregar as diferentes
instâncias

do

ambiente

universitário.

Neste

sentido,

devem

buscar

o

gerenciamento de todas as informações produzidas, observando três processos
distintos:
• O da demanda, ou seja, onde e quem produz e necessita de informação
do ambiente interno da universidade;
• O das fontes documentais (acervos, catálogos, currículos, programas de
disciplinas, projetos, cadastros)
• O da disseminação da informação organizada e tratada.

A proposta desse estudo é apontar para a importância da criação de um
serviço de monitoração das informações das informações geradas na UDESC
como uma ferramenta de auxílio ao processo decisório das bibliotecas, bem como
provê-las de subsídios para o desenvolvimento da atividade de planejamento.
Desenvolver

produtos

que

possibilitem

identificar

e

satisfazer

as

necessidades dos usuários das bibliotecas universitárias, assim como as de suas
respectivas áreas e demandas, faz-se necessário. É nesse sentido que a
sistematização da informação produzidas na UDESC se torna relevante.

�Ainda, com a aplicação estratégica do recurso informacional gerado na
UDESC, através de ações adequadas, e que estimulem a valorização das
oportunidades para a gestão do conhecimento, espera-se:
•

envolver as diferentes instâncias da universidade no processo de
disponibilização e aproveitamento de informações sistematizadas pelas
bibliotecas;

•

otimizar o provimento de suporte informacional à comunidade acadêmica;

•

estabelecer um instrumento de coleta e processamento das informações
geradas nas diferentes instâncias da UDESC;

•

redimensionar a relevância do papel e da participação da biblioteca na
dinâmica operacional e educativa na UDESC;

•

implementar uma metodologia de gerenciamento de informação que dê
suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão;

•

implantar a cultura do compartilhamento da informação.

1.1 OS PRESSUPOSTOS DE UMA POLÍTICA INSTITUCIONAL PARA GESTÃO
DA INFORMAÇÃO
Uma política institucional deve considerar a relevância em gerenciar o fluxo
de informação da organização, sendo que tal iniciativa deve permear todas as
atividades, rotinas e procedimentos envolvidos da organização (BEUREN, 2000).
Geralmente, atribui-se importância à identificação dos agentes que
necessitam de informações para tomadas de decisão e que se beneficiarão da
gestão do fluxo da informação produzida. Devem ser então, considerados todos
os setores, pois mesmo que cada unidade possui objetivos definidos, não
impossibilita o compartilhamento e a agregação do valor para todas as partes
envolvidas.
Beuren (2000) salienta que cada tomador de decisão apresenta
características pessoais distintas e específicas, assim sendo, mesmo que
decisões tenham alguns aspectos em comum, as informações estarão sujeitas

�aos diferentes níveis de gestão, de ambientes e momentos. Portanto há de se
considerar que ao gerenciar (organizar, tratar, armazenar e disseminar) as
informações deve-se atentar às suas especificidades.
Há de se considerar também o processo de tratamento e sistematização da
informação, no que consiste em identificar o volume de informação necessário, a
confiabilidade, a relevância, a flexibilidade, a seletividade e o custo para que seja
possível definir a estratégia da coleta, armazenagem e disseminação.
De fato, para alguns autores (GLAUTIER &amp; UDERDOWN apud BEUREN,
2000, p. 20), o processo de decisão requer um conjunto de variáveis, porém se
desencadeia através de uma seqüência definida que consiste em:
- reconhecer a existência de um problema ou necessidade;
- definir todas as alternativas de solução para o problema;
- coletar todas as informações relevantes para as alternativas de solução;
- avaliar e classificar o mérito das alternativas de solução;
- decidir sobre a melhor alternativa de solução, selecionando a mais bem
classificada;
- validar a decisão por meio das informações de feedback.
No universo acadêmico coexistem atividades diversificadas de caráter
pedagógico e administrativo. O desenvolvimento dessas atividades gera e exige
uma dinamicidade de informação, onde cada setor, em níveis distintos, necessita
compartilhar informação e conhecer os diferentes processos adotados.
Portanto, é relevante para um sistema de informações perceber esse
cenário universitário, inclusive como se dá o processo de tomada de decisão e de
identificação da maneira como o gestor constrói sua estratégia decisória, pois, tais
aspectos auxiliarão na concepção de um sistema gerenciador de informação na
organização.

�Neste cenário, a sistematização da coleta, organização, análise e utilização
de informação permite a diminuição de tempo, riscos, erros e auxilia na tomada
de decisão.
Muitos são as alternativas surgidas na criação de sistemas de informação
estruturados para a monitoração e obtenção da informação cujo objetivo é obter
maior proveito do capital informacional e intelectual existente na organização e de
informações externas. Tais sistemas estruturados são comumente chamados de
sistemas de informação (SI), criados na sua maioria para dar suporte às
atividades desenvolvidas em diversos setores e unidades das organizações, com
possibilidades de estruturar, uniformizar, agilizar e atribuir qualidade a diversas
funções, tarefas e processos. Dávalos &amp; Lopez (2002/2003, p. 267) conceituam
um SI “como um conjunto de componentes inter-relacionados, desenvolvidos para
coletar, processar, armazenar e distribuir informação, facilitando a coordenação, o
controle, a análise, a visualização e o processo decisório nas organizações”.
Esses sistemas permitem a interação com o ambiente e geralmente
constituem-se em três atividades básicas:
- Entrada (input): consiste na coleta de dados e informações internas ou externas
à organização;
- Processamento: corresponde ao tratamento, classificação, análise das
informações, tornando-as mais significativas;
- Saída: refere-se à distribuição da informação processada. Um fator importante
nessa atividade é o feedback, onde se verifica e avalia-se se saída das
informações estão atendendo aos objetivos do sistema e usuários.
As várias classificações atribuídas aos diferentes sistemas, segundo Mussi
(2002) referem-se à área funcional da organização que o sistema abrange:
produção, vendas e marketing, finanças e contabilidade, recursos humanos; ao
nível organizacional ao qual o sistema fornece suporte: estratégico, tático,
operacional; e ao nível de abrangência em que o sistema foi aplicado:
organizacional, grupal, individual.

�Embora a adoção tecnológica de determinados sistemas de integração
facilite e esteja sendo utilizada como uma ferramenta eficiente nas organizações,
entende-se que as ações direcionadas ao processo de gerenciamento da
informação são atividades que antecedem todo e qualquer processo de
informatização da informação.
A operacionalização do gerenciamento de informações na organização
deve partir de uma sistematização da informação, no que exige também a
monitoração da informação. Para Vieira (1999, p. 176) monitoração consiste na
“investigação do ambiente em busca de informação pertinente, envolvendo vigiar,
observar, verificar e manter-se a par dos desenvolvimentos dentro dae uma área
estabelecida”. Para a autora, a monitoração do ambiente é uma das técnicas de
inteligência na busca pela garantia da competitividade.
Wanderley (1999, p. 190) acrescenta a “monitoração permanente do
ambiente de atuação da organização mediante coleta, análise e validação de
informações sobre concorrentes, clientes, parceiros, fornecedores e demais
atores, visa à diminuição de riscos na tomada de decisão”.
Assim, o processo de monitoramento e sistematização constante de
informações tem como objetivo descobrir oportunidades e reduzir riscos. Para
Valentin (2003) monitoramento informacional é uma técnica de observação e
acompanhamento constante de dados, informação e conhecimento relevantes ao
negócio da organização.
Entretanto, a atividade de gestão da informação em uma organização não
é tarefa fácil, pois alguns pressupostos devem ser considerados. É necessário
conhecer claramente quais são os objetivos da organização. Deve ainda, ser de
interesse e iniciativa das instâncias superiores, onde se estabelecerá uma cultura
organizacional predisposta e orientada para tal.
O envolvimento e comprometimento de todos os membros da organização
são fundamentais na medida que o processo de resgate da imensa quantidade e
variedade de informações existentes devem ser fiéis para que seja possível desta

�forma, definir quais informações deverão ser compartilhadas e com que
finalidade.

1.2 OS PROCESSOS PARA O GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO.
Para dar início ao processo de gerenciamento da informação, alguns
autores descrevem etapas que facilitam a estruturação, monitoramento e
tratamento da informação. Entretanto, nomeiam suas ações com diferentes
terminologias, sendo que o princípio que as norteiam é o processo de gestão da
informação.
Beuren (2000, p. 60) salienta que não existe um único padrão de
procedimento em relação à divisão das etapas na fase de execução do
gerenciamento da informação. A autora cita que alguns elementos são comuns,
porém há um conjunto de tarefas que interagem no processo. Mesmo não tendo
uma rígida seqüência de passos e de terminologia, algumas etapas são
destacadas por alguns autores, conforme mostra o quadro a seguir:
Quadro 1 - Diferentes etapas para o processo de gerenciamento da informação
BATTAGLIA
(1999)

BEUREN
(2000)

JAKOBIAK
(apud
Dornelas,
2000)

DAVENPORT
(2001)

VALENTIM
(2003)

1.
Planejamento
e
coordenação

1.
Identificação
das
necessida-des
e requisitos de
informação

1. Busca,
coleta e
difusão da informação

1.
Determinação
das
exigências da
informação

1. Diagnóstico
organizacional

2. Coleta,
processament
oe
armazenamen
to

2. Coleta e
entrada de
informações

2. tratamento
da informação

2. Obtenção
de
informação:
exploração,
classificação,
formatação e
estruturação

2. construção
das redes
informacionais

3. Análise e
validação ds

3.
Classificação

3. Análise e
validação da

3. Distribuição

3.
Identificação

�informações

e
armazenamen
to da
informação

informação

das fontes
informacionais

4.
Disseminação
e distribuição
das
informações

4. Tratamento
e
apresentação
da informação

4. Utilização/
disseminação
da informação

5. avaliação
do processo

5. Desenvolvimento de
produ-tos e
serviços de
informação

5. Tratamento
da informação

6. Distribuição
e
disseminação
das
informações

6.
Disseminação
da informação

4. uso da
informação

4. Coleta de
dados

7. Avaliação
do
monitorament
o
a) Identificação de necessidade e requisitos de informação:
Essa etapa consiste em conhecer as diversas formas que pode tornar a
informação mais estratégica.
Davenport (2001, p. 176) comenta que determinar as exigências ou
necessidades de informação é difícil, pois “envolve identificar como os gerentes e
os funcionários percebem seus ambientes informacionais.”
Alguns

autores

apontam

como

primeira

etapa

do

processo

de

gerenciamento a necessidade do planejamento. Para Wanderley (1999), é a fase
na qual são definidas as bases para o sistema. Define-se qual a utilidade e
necessidade da organização, usuários/clientes, setores envolvidos e com que
finalidade utilizar as informações.
Valentim (2003, p. 1) recomenda que nessa etapa deve-se estabelecer um
cronograma de contatos, conhecendo cada setor e suas especificidades, as

�lideranças e suas necessidades. Para tanto, sugere a elaboração de um
diagnóstico de cada setor, definindo o perfil das pessoas, das atividades e do
fluxo de informação.
Algumas ferramentas podem ser utilizadas para facilitar a definição das
necessidades. Wanderley (1999) sugere a realização de “entrevistas, pesquisas
e/ ou a aplicação do método de definição dos Fatores Críticos de Sucesso – FCS.
Para Davenport (2001, p. 176), a função da aplicação do método é “deduzir as
exigências informacionais de fatores que devem ‘funcionar bem’ para que o
negócio tenha bom desempenho. ”

b) Coleta, tratamento e armazenamento de informações:
A coleta de informações é a busca das fontes de informação conforme às
necessidades

levantadas

anteriormente.

Durante o processo de coleta,

tratamento e armazenamento é importante ter conhecimento dos diferentes tipos
de informação existentes na organização.
Jakobiak (apud Battaglia, 1999, p. 207) ressalta a necessidade de
“classificar as informações em diferentes tipos, formas, classes e suportes.
Valentim (2003), além de citar alguns tipos de informação como as
estratégicas, políticas, econômicas, legais, tecnológicas, entre outras, menciona
que estas deverão ser capturadas tanto no ambiente interno como no externo, e
também deverão ser observados os diferentes níveis informacionais, quais sejam:
a) estruturado: informações que já estão sistematizadas em algum tipo de
suporte.
b) estruturável: informações produzidas e que se encontram sem seleção,
tratamento e acesso.
c) não estruturado: informações produzidas externamente e estão sem
sistematização, sem filtros e sem tratamento.

�As informações estruturadas podem ser internas ou externas. As internas
são aquelas “que estão necessariamente consolidadas/sistematizadas em algum
tipo se suporte (arquivos, bibliotecas, banco de dados, sistemas, etc)”. Sendo que
as externas se encontram fora da organização, porém também organizadas em
algum suporte.
Quanto às informações estruturáveis são aquelas que se encontram nos
diferentes setores da organização, porém sem estarem selecionadas, tratadas e
acessíveis.
Uma outra classificação em relação às informações é que elas podem ser
coletadas em fontes formais ou informais. Battaglia (1999, p. 207) afirma que as
fontes formais “são informações geralmente publicadas e são de domínio público”,
enquanto as informais, geralmente “não são publicadas e envolvem o futuro
próximo ou presente”. Têm origem em notícias, idéias, rumores, conversas
telefônicas, reuniões, entrevistas, enfim, informações que tenham importância
significativa ao contexto organizacional. Portanto, é na seleção e coleta das
informações quando se define a relevância da estrutura desejada.
Beuren (2000, p. 69) complementa ainda que para conseguir maior
eficiência na coleta da informação “é aconselhável que ocorra um processo
interfuncional, ou seja, que as pessoas de diferentes funções e setores auxiliem
nesta tarefa.”
O tratamento da informação consiste na definição de mecanismos de
registro e organização da informação. Neste processo ocorre concomitantemente
a definição, e a classificação e armazenamento das informações.
Para o armazenamento das informações, os recursos da tecnologia da
informação são diversos, no que permitirá a expansão dos acessos e
compartilhamento, tendo sempre como alvo o usuário. O profissional responsável
“pode buscar metodologias e representações diferenciadas para colocar à
disposição dos usuários, dentro de um único sistema, uma variedade de fontes e
estilos de informação (BEUREN, 2000, p. 70)”.

�Caso o sistema de gerenciamento da informação for um recurso
implantado com uma abrangência específica e para determinados usuários da
organização, como por exemplo, para suporte à biblioteca, no sentido de ampliar
sua participação nas diferentes instâncias da organização, o tratamento e
armazenamento das informações precisam ser definidos de acordo com
determinada especificidade, observando os objetivos da biblioteca. Para tanto, é
preciso definir os usuários potencias e criar mecanismos adequados e amigáveis.
Por outro lado, se o sistema de gerenciamento da informação for criado
para a utilização de toda a organização, a análise e tratamento das informações
requerem a contribuição de todos os envolvidos, formando assim, “equipes
multidisciplinares, que possibilitem uma ação integrada, visando agregar valor às
informações, da melhor forma possível.” (VALENTIM, 2003, p. 1).
No que se refere à atividade de classificação, Davenport (2001) recomenda
que se defina os esquemas iniciais, ou seja, as categorias que serão mais úteis e
procure manter contato com diferentes opiniões, monitorando o método de coleta
para verificar a necessidade de novas categorias. Tal alerta é feito pelo autor em
função da mudança constante no ambiente informacional, resultando maior
dificuldade em definir as categorias e seus significados. Sugere ainda que a
atualização seja feita a intervalos regulares.
c) Disseminação e distribuição da informação:
A partir da estruturação das informações a etapa seguinte consiste no
processo de disseminação e distribuição, ou seja, do uso efetivo dos produtos e
serviços gerados.
Alguns autores referenciam a importância e o desafio intrínseco nesta
etapa. Davenport (2001, p. 194) comenta que o uso da informação “é algo
bastante pessoal”, pois depende de “como o usuário procura, absorve e digere a
informação”. Beuner (2000, p. 71) complementa enfatizando a importância da
interação humana, onde a ligação usuário e gestores da disseminação e
distribuição da informação seja constante, na tentativa de “identificar e antecipar
outras informações não previstas.”

�Assim sendo, a avaliação é realizada atentando para as questões
mencionadas que estará sendo feita a avaliação e verificação da eficiência e
eficácia dos produtos e serviços disponíveis.

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL
Analisar o monitoramento das informações geradas na UDESC e sua
incorporação e interação no âmbito das bibliotecas setoriais.
2. 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Caracterizar a UDESC e seu sistema de bibliotecas;
Identificar as informações produzidas pela UDESC e que são utilizadas pelas
bibliotecas setoriais;
Verificar como a biblioteca incorpora e interage com as informações geradas;
Demonstrar como os recursos informacionais produzidos pela UDESC
contribuem para a tomada de decisão no âmbito da biblioteca.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O trabalho envolveu quatro fases, assim distribuídas:
• Coleta e análise do referencial teórico e da literatura complementar a esse
referencial básico;
• Levantamento das informações sobre a instituição;
• Levantamento das informações utilizadas pelo conjunto de bibliotecas na
gestão dos serviços;

�• Definição de ações a serem desenvolvidos para a melhor utilização das
informações na instituição.

As técnicas de coleta de dados foram à observação, a análise documental,
a pesquisa bibliográfica e o questionário.
Os questionários foram elaborados, com perguntas fechadas e semiestruturadas para serem aplicados aos bibliotecários gestores e técnicos, cujo
objetivo foi verificar:
• Quais as informações que as bibliotecas necessitam para exercer sua
função;
• Quais as informações produzidas/geradas nos diferentes setores da
instituição e que estão sendo utilizadas atualmente no planejamento e oferecimento
dos serviços das bibliotecas;
• De que forma as bibliotecas capturam/resgatma as informações produzidas
na instituição e de que forma essas informações produzidas poderiam ser melhor
utilizadas;
• Quais são os principais provedores de informação da instituição para as
bibliotecas.

4 RESULTADOS
De acordo com os resultados obtidos, constata-se, que a maioria das
bibliotecas utilizam eventualmente informações sobre a estrutura acadêmica e
raramente as informações relativas à estrutura administrativa da UDESC, ou seja,
informações sobre situação financeira, orçamentária, planejamento, assuntos
interinstitucionais e internacionais e sobre programas e serviços de extensão. As
informações de caráter administrativo mais utilizadas dizem respeito aos dados
sobre processos e formas de aquisição.
A recuperação das informações em todos os setores é de fácil acesso, pois
estão geralmente organizadas e conseqüentemente com pouca dificuldade de

�fornecimento. De maneira geral os setores que possuem mais informações
relevantes para a maioria das bibliotecas é a Direção Geral, a Secretaria
Acadêmica, a Direção de Ensino e a Coordenação de Pós-Graduação.
A grande maioria das bibliotecas não participa da elaboração do
planejamento orçamentário da UDESC e da definição e elaboração do calendário
acadêmico.
Em relação às informações sobre a área de recursos humanos os dados
demonstram que algumas bibliotecas procuram informações na instituição sobre
remanejamento, habilidades e competências dos profissionais disponíveis e a
maioria define critérios para a seleção desses profissionais.
Nem sempre as bibliotecas conhecem todas as publicações da instituição e
raramente acompanham o processo, pois a maioria não procura se informar sobre
as recentes publicações.
Sempre que possível, as bibliotecas definem seus horários de acordo com
o fluxo de trabalho da comunidade acadêmica, sendo que algumas sempre criam
horários conforme determinada demanda.
A maioria das bibliotecas tem conhecimento dos cursos e horários dos
cursos de pós-graduação. Porém, raramente oferecem serviços extra-rotineiros
para atender determinada demanda, bem como recebem informações sobre
eventos programados pela instituição. E em relação aos eventos promovidos
pelos Centros, raramente as bibliotecas participam oferecendo serviços ao público
participante.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES

Diante do exposto, pode-se afirmar que:
•

O estudo demonstrou que um grande número de informações oriundas dos

diferentes setores está sendo subutilizado;

�•

O valor da informação institucional não é reconhecido pela instituição e

pela biblioteca;
•

Poucos

elementos

organizacionais

definidos

e

administrados

adequadamente pelas bibliotecas;
•

Pouco intercâmbio entre biblioteca e demais setores;

•

As bibliotecas gerenciam ambientes de informação de forma isolada. Há

concentração quase que exclusiva nas informações cadastrais, sem considerar as
questões mais amplas das atividades de ensino, pesquisa e extensão;
•

Nichos informacionais administrados por pequenos grupos de forma não

integrada ou produtiva em termos organizacionais.

REFERÊNCIAS
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informação de clientes: FINEP. Ci. Inf., Brasília, v.29, n. 2, p. 200-214, maio./ago.
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∗

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA –UDESC. AV. MADRE BENVENUTA,
2007, 88035-001 - ITACORUBI – FLORIANÓPOLIS, SC. BRASIL. www.udesc.br

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas universitárias: (Re) Dimensão de bibliotecas universitárias: da gestão estratégica à inclusão social.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O estudo verificou a utilização das informações geradas no ambiente interno da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC e se esta é utilizada como recurso estratégico na gestão do sistema de bibliotecas setoriais da instituição. Dissertou sobre a importância da gestão da informação nas organizações, seus pressupostos e processos de gerenciamento. Considerando a informação organizacional interna um insumo à gestão, foram relacionadas as atividades e serviços oferecidos nas bibliotecas setoriais da UDESC para verificar quais as informações são utilizadas e como poderiam ser melhor aproveitadas. O estudo demonstrou que há pouco intercâmbio de informações entre biblioteca e demai setores, sendo que a maior parte das informações geradas na instituição não são utilizadas pelas bibliotecas, e o valor da informação institucional não é reconhecido pela biblioteca e estas gerenciam ambientes de informação de forma isolada. Por fim, conclui-se que há concentração na utilização de informações cadastrais por parte da bibliotecas, sem considerar informações ligadas às questões mais amplas das atividades de ensino, pesquisa e extensão.</text>
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