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                  <text>PLANEJAMENTO DA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS PARA BIBLIOTECAS:
REQUISITOS BÁSICOS
Juliana de Souza Moraes∗
Gláucia Maria Saia Cristianini∗∗

RESUMO

Construir edifícios específicos para bibliotecas não é algo rotineiro neste país. Em
geral as edificações brasileiras destinadas a serem quaisquer tipos de serviços de
informação são edifícios adaptados, que originalmente foram construídos para
abrigar outros tipos de serviços, com funções completamente diferenciadas das
bibliotecas. Quando há a oportunidade de construção de um edifício específico e
exclusivo para abrigar uma biblioteca surge a necessidade de se levantar
requisitos básicos que um edifício desta natureza deve atender. Considerando as
mudanças tecnológicas, os paradigmas e conceitos que envolvem as bibliotecas
nas últimas décadas, muitos são os pontos a serem enfocados para o
planejamento de uma edificação dessa natureza. Diante da literatura não
atualizada e pouco abrangente sobre o assunto, o objetivo deste artigo é relatar
um conjunto de requisitos necessários em edificações de bibliotecas. Foram
enfocados desde os pontos tradicionais, tais como espaçamentos adequados
entre estantes até a concepção de prédios inteligentes com o uso de tecnologia
wireless. Apresenta ainda a questão de espaços multifuncionais que dêem
suporte para diferentes programas e atividades culturais, assim como a ampliação
da área para acesso às coleções virtuais, implicando em maior número de
recursos tecnológicos de ponta. Intenta-se com este artigo facilitar o planejamento
de futuras construções de edifícios para bibliotecas, apresentando padrões
específicos para este fim e que podem dar diretrizes para o projeto destes
edifícios, assim como contribuir para elucidar questões e sanar dúvidas.

PALAVRAS-CHAVE: Arquitetura de Bibliotecas. Edifícios inteligentes para
bibliotecas

1 INTRODUÇÃO
Construir edifícios específicos para bibliotecas não é algo rotineiro neste
país. Em geral as edificações brasileiras destinadas a serem quaisquer tipos de
serviços de informação são edifícios adaptados, que originalmente foram
construídos para abrigar outros tipos de serviços, com funções completamente
diferenciadas das bibliotecas. Quando há a oportunidade de construção de um

�edifício específico e exclusivo para abrigar uma biblioteca surge a necessidade de
se levantar requisitos básicos que um edifício desta natureza deve atender.
As mudanças, os paradigmas e os conceitos ocorridos nos últimos anos,
no que se referem às bibliotecas, são muitos e interferem diretamente nos
serviços e espaços oferecidos para os usuários.
Na área de arquitetura e construção não é diferente, quando o assunto é
adequação de edifícios, também ocorrem mudanças, seja na distância entre os
pisos ou nos recursos modernos para adequação de iluminação e ventilação.
Muitos são os recursos que devem ser considerados para a perfeita
adequação de um edifício próprio para bibliotecas, assim, intenta-se com este
artigo a obtenção de um levantamento básico de pontos relevantes para a
concepção de um edifício de biblioteca, com o intuito de facilitar o planejamento
de futuras construções, apresentando padrões específicos para este fim e que
podem dar diretrizes para o projeto destes edifícios, assim como contribuir para
elucidar questões e sanar dúvidas.

2 CONCEPÇÃO DO PRÉDIO PARA BIBLIOTECAS
Tem-se conhecimento de muitos casos de bibliotecas que estão abrigadas
em prédios adaptados, assim como percebido por Cruz (2000) nas unidades da
UNESP, até aquele momento, os edifícios que abrigavam as bibliotecas não eram
projetados para esse fim. Esta realidade está se alterando, atualmente, assim
como na UNESP, muitos projetos específicos para bibliotecas passaram a fazer
parte da gestão das unidades acadêmicas.
A prática de reforma em edifícios é conhecida na área de arquitetura e
construção como retrofit, de acordo com Ghisi (1997) é um termo utilizado para
definir qualquer tipo de reforma. Rocha (2004) entende por retrofit a renovação
completa de um prédio, ou seja, colocá-lo em forma novamente.
O retrofit deve ser considerado em função das seguintes necessidades: o
edifício é um marco da arquitetura, o edifício está muito bem localizado, o edifício

�é um marco histórico para empresa ou ainda, pelo retrofit ser mais rápido que a
construção. Em um retrofit deve-se pesar itens que são importantes,
imprescindíveis, desejáveis e possíveis, caso contrário o prédio estará limitado a
soluções obsoletas que não atendem as condições necessárias para colocar esse
edifício “em forma” novamente (ROCHA, 2004).
Seja para uma proposta de retrofit em um edifício ou para a elaboração de
um novo projeto arquitetônico de biblioteca, existe a necessidade de um
planejamento minucioso de forma a atender os requisitos básicos e condições
necessárias exigidas para um prédio dessa natureza.

3 PLANEJAMENTO
O primeiro passo para qualquer planejamento é a designação de uma
equipe que participará de todos os processos durante o desenvolvimento do
projeto até a conclusão da obra. A equipe deverá ser constituída por profissionais
de todas as áreas envolvidas e também de usuários da mesma. Assim, sugere-se
a formação de uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de
arquitetura e engenharia, bibliotecários e representantes das categorias da
comunidade acadêmica.
A partir daí podem-se considerar as seguintes variáveis para a
continuidade do projeto da construção:
- Conceitual – análise do modelo proposto para a biblioteca, o que a biblioteca
representa no contexto institucional, qual o impacto que se pretende com essa
construção;
- Institucional – objetivos da instituição, objetivos da construção, tipo de usuário e
tipo de informação gerenciada pela biblioteca;
- Tecnológica – quais os recursos tecnológicos que devem ser considerados.
Neste caso o conhecimento dos tipos de usuários e informações a serem
gerenciadas pela biblioteca são imprescindíveis para a definição dos recursos;

�- Financeira – qual a verba designada para a construção, levantamento dos
valores possíveis para cada etapa do projeto de modo a definir espaços e
materiais adequados ao orçamento;
- Temporal – tempo previsto para a conclusão da obra e ainda o tempo de vida útil
para o projeto proposto. Deve-se considerar a previsão de crescimento da
comunidade envolvida assim como o crescimento natural do acervo.
Na área de arquitetura existem as características que fazem parte de um
partido arquitetônico. É considerado partido arquitetônico uma série de fatores
determinantes de uma construção, tais como o programa do edifício, a topografia
do terreno, as condições locais, as verbas disponíveis, a legislação e,
principalmente, a intenção plástica do autor do projeto (HOUAISS, 2001).
Dessa maneira, devem se complementar as características sugeridas com
os fatores determinantes para a construção e assim efetuar o planejamento
cercando todas os itens apresentados.

4 NECESSIDADES BÁSICAS
Dentre as necessidades básicas para a construção de edifícios para
bibliotecas faz-se necessário distinguir as exigências básicas. Algumas exigências
são bem conhecidas para os profissionais da arquitetura e engenharia, como por
exemplo, o cuidado na fundação e reforço nas estruturas para suportar o peso,
bem superior ao obtido em outras construções. Outras exigências, nem sempre
lembradas por arquitetos que não tenham prática na construção de bibliotecas e
que devem ser apresentadas pelos bibliotecários, como por exemplo, direcionar o
fluxo de entrada e saída única na área reservada para o acervo, caso não tenha
esta possibilidade, recomenda-se que o edifício apresente uma abertura principal,
assim como notamos em museus e outros edifícios públicos.
Entre exigências e necessidades estão os espaços ocupados pelos
serviços e produtos oferecidos por uma biblioteca. Esses espaços devem

�considerados a partir do modelo proposto inicialmente, baseado nos espaços e
recursos financeiros disponíveis e dos objetivos apresentados.
Os espaços previstos para abrigar uma biblioteca são apresentados em
quatro áreas básicas, a área administrativa, o acervo, a área destinada ao usuário
e a área de infra-estrutura geral.

•

A área administrativa prevê a sala da direção, sala de reprografia, sala de
informática, recepção, setor de atendimento ao usuário, prevendo os
serviços de referência e circulação e empréstimo, setor de tratamento da
informação.

•

A área disponível para o acervo deve contemplar espaços diferenciados
para os diferentes tipos de material, como periódicos, livros, teses,
exposição de novas aquisições, documentos eletrônicos, multimídias e
outros. Vale ressaltar a importância da ampliação destinada para acesso
às coleções digitais e virtuais.

•

A área destinada ao usuário deve considerar um espaço para estudo em
grupo e outro para estudo individual, sendo que este último deve estar
distante de qualquer atividade que demande ruído.

•

A área de infra-estrutura geral apresenta os espaços reservados para
guarda-volumes

(escaninhos),

sala

de

informática,

copa/cozinha,

sanitários, depósito para material de limpeza, área de serviço.
Outros espaços que podem ser considerados na biblioteca em função das
variáveis apresentadas são: área para exposições, anfiteatros ou auditórios,
espaços multifuncionais que dêem suporte para diferentes programas e atividades
culturais, salas de treinamento, sala para reparo e restauração de material
bibliográfico, sala de monitoramento eletrônico e digital, videoteca.
Assim como todo o projeto deve se basear em três fatores primordiais, o
livro, o leitor e o funcionário, os espaços devem ser projetados em cima dos
mesmos fatores, ou seja, número total do acervo, número de usuários e número
de funcionários.

�As decisões devem ser embasadas de acordo com o mobiliário já
disponível, checando ainda a possibilidade da aquisição de novos mobiliários,
assim como prevendo o crescimento da coleção que além do espaço requer o
móvel para a disposição do material.
Para o dimensionamento dos espaços, muitas são as considerações
apresentadas em função da tipologia da biblioteca e os objetivos da instituição. A
seguir estão dispostos alguns parâmetros, apresentados por diversos autores,
com considerações variadas a respeito do dimensionamento a ser considerado
para a previsão de espaços e mobiliários de uma biblioteca.
Moraes (2000) diz que de um modo geral, o espaço para o acervo pode ser
calculado com base em uma variação média de 200 volumes/m2, considerando-se
a área frontal das estantes e a área de circulação local. O dimensionamento dos
postos de leitura deve ser calculado tendo por base uma área aproximada de 1,5
m2/posto de leitura.
De acordo com Metcalf (1965) uma área, considerada mínima, para um
espaço exclusivo para a Referência, deve ser provida de aproximadamente 2,8 m2
para cada leitor e uma média de 100 livros/m2. A área administrativa apresenta
tamanhos variáveis em função dos trabalhos a serem desenvolvidos, necessidade
de atendimento e reunião com o grupo de funcionários, mas apresenta um
espaço, não muito grande para o profissional, variando entre 11,5 m2 a 23
m2/pessoa.
Gascuel (1987) considera que para bibliotecas, com o perfil da biblioteca
universitária, costuma-se calcular uma área de 3 m2 por estudante e 6 m2 por
pesquisador. A distância mínima de passagem entre mesas e sofás, que
permitam a passagem de uma pessoa é de 0,60 m2, assim, uma mesa situada
próxima de outra mesa deverá manter uma distância do equivalente a 1,20 m2, o
que possibilita uma abertura suficiente para a passagem de duas pessoas
simultaneamente. A partir destes dados, para o cálculo de área para leitores, é
possível usar a medida da mesa disponível, acrescida da distância mínima entre
as mesmas.

�Para as estantes, a altura recomendada é de aproximadamente 1,85 m
(GASCUEL, 1987; METCALF, 1965) e o espaçamento entre as mesmas variam.
Para a definição dos espaçamentos entre as estantes é necessário considerar o
uso do acervo, ou seja, se o acervo for de livre acesso, este espaçamento deve
permitir a passagem de, pelo menos, duas pessoas, ou ainda uma pessoa e um
carrinho, se o acervo não for de livre acesso, o espaço pode estar limitado a uma
pessoa.
Baseado nas considerações apresentadas por Gascuel (1987), sugere-se
que para um acervo fechado o espaço mínimo entre as estantes seja de 0,90 m, o
suficiente para possibilitar a passagem de uma pessoa ou o curvamento da
mesma para guarda ou localização de material entre as estantes. Para acervos
abertos sugere-se um espaço mínimo entre as estantes de 1,50 m, o que
possibilitará a passagem de uma pessoa, concomitante com o curvamento de
outra pessoa.
Metcalf (1965) considera o espaço de aproximadamente 1,00 m entre
estantes paralelas, assim como entre estantes e mesas de leitores, para
corredores,

perpendiculares

às

estantes,

o

espaço

sugerido

é

de

aproximadamente 1,40 m.
Independentemente da distribuição dos espaços deve se considerar as
diversas exigências que visam atender às diferentes formas de atividades
existentes no local. Recentemente um grupo de arquiteto apresentou um conjunto
de intenções, emoções e ações que compõem o caminho para a realização do
trabalho no século 21 e resumiram em dez mandamentos as principais tendências
na organização física das empresas, os novos conceitos de ocupação e os
recursos tecnológicos que podem ser utilizados (DEZ, 2004).
Muitas propostas dentre os mandamentos apresentados podem servir de
referência para a execução do projeto biblioteca, a saber:
- Flexibilidade - Relativa ao ambiente, seus espaços e componentes. O espaço
deve atender aos diversos tipos de atividades e possibilitar os contatos. Permitir

�tanto a integração do trabalho em grupo quanto a concentração no pensar, não se
deve ver a biblioteca somente como um lugar de silêncio absoluto;
- Mobilidade – Com as novas tecnologias que permitem a realização do trabalho
fora dos domínios da empresa, a jornada se dilui, mas também se amplia. É o
trabalho em movimento, possibilitando também a continuidade do trabalho do
pesquisador através dos recursos disponibilizados pela biblioteca;
- Comunicação - Como facilitador do trabalho criativo, exige a sinergia de
múltiplas mentes. A própria estrutura da biblioteca exige uma comunicação entre
os processos;
- Integração - Reunir as pessoas com o objetivo de socializar e viver os valores da
instituição, inspirar e realizar trocas, obter orientações e feedback. A convivência
social do trabalho é importante inclusive para o bem-estar individual;
- Privacidade - Visa garantir o trabalho individual e a realização das atividades
baseadas em idéias. Muitos processos exigem concentração, raciocínio e
tranqüilidade, assim como muitos usuários necessitam de um espaço deste
gênero na biblioteca para realização de trabalhos, leitura e estudo;
- Bem-estar e qualidade de vida - São requisitos básicos para a produtividade.
Cuidar da saúde mental é tão importante quanto da saúde física. Mente sã e
corpo saudável aumentam a sensação de prazer e o comprometimento no
trabalho, como também propiciarão o mesmo sentimento por parte dos usuários
que sentirão prazer em permanecerem na biblioteca. Ressaltam-se neste item a
parte de iluminação e ventilação;
- Conhecimento - É a capacidade única dos humanos de transformar a
informação em pensamento produtivo. O conhecimento que realiza, impulsiona e
experimenta é o grande diferencial das empresas inovadoras deste início de
século. São espaços reservados para treinamentos e apresentações;

�- Agilidade - É necessária na obtenção da informação. No ambiente da biblioteca
pode-se entender como a disponibilidade de recursos tecnológicos para
atendimento aos usuários;
- Segurança e ética - Segurança física, patrimonial, da informação, dos
processos. Com ela, vem a ética na condução do trabalho, nas relações com
funcionários, colaboradores, fornecedores e clientes. Apresentam-se os aparatos
necessários para o monitoramento de todos os ambientes, assim como sistemas
antifurtos, alarmes de incêndio e sistemas de detecção de fumaça, saídas de
emergência sinalizadas;
- Efetividade - É a qualidade de efetivo, verdadeiro, real. É a apresentação da sua
biblioteca. Por meio de sua imagem corporativa, a biblioteca deve mostrar a
efetividade de sua existência e de seu propósito. A idéia de se apresentar um
espaço multimídia e futurístico convidando os usuários a fazerem uso de seus
serviços.

5 EDIFÍCIOS INTELIGENTES E DOMÓTICA
A rápida evolução tecnológica das telecomunicações, eletrônica e
informática tem alterado constantemente a rotina e os serviços da biblioteca.
Muitos são os recursos oferecidos diariamente para o uso direto em automação
de bibliotecas, segurança de acervo entre outros. Existe ainda a necessidade de
dotar a biblioteca de equipamentos para uso de tais recursos, tanto para o
bibliotecário como para o usuário.
Segundo Henning (2004) as transformações tecnológicas, sociais e
artísticas irão modificar o conceito das bibliotecas, assim, as edificações devem
propiciar estas transformações.
Dentre os novos conceitos que surgem na área de edificações, os termos
“edifício inteligente” e “domótica” apresentam características específicas que
refletem a aplicação das novas tecnologias na área de construções.

�Domótica (domus + robótica) é definida, segundo o dicionário francês
“Larrouse”, como um conjunto de serviços proporcionados por sistemas
tecnológicos integrados, com o fim de satisfazer as necessidades básicas de
segurança, comunicação, gestão de energia e conforto do homem (DOMOTICA,
2004).
Um exemplo que facilita a compreensão do conceito de domótica é a
detecção de um incêndio, ante o qual se procede uma desconexão automática da
rede elétrica, se realizam uma série de chamadas de aviso, se disparam os
alarmes, se acionam os extintores, etc. Isto só é possível se todo o sistema está
integrado, caso contrário se tratará de atividades automatizadas isoladas, mas
não será domótica (GARRIDO, 2004).
É difícil apresentar com exatidão uma definição para edifícios inteligentes,
muitas são as interpretações encontradas sobre o tema.
Um dos conceitos apresentado por Frazatto (2001) é que o edifício
inteligente é “aquele que conjuga de forma racional e econômica, os recursos
técnicos e tecnológicos disponíveis de forma a proporcionar um meio ideal ao
desenvolvimento de uma atividade humana”.
Para Garrido (2004a) o termo edifício inteligente pode significar coisas
distintas, mas, para a maioria, trata-se de um edifício dotado de altas tecnologias
de controle e de telecomunicações. Deve apresentar uma tecnologia eletrônica
capaz de propor alternativas de processamento de informação, que podem
propiciar a capacidade de autogerenciamento, tomando decisões e fazendo que
suas infraestruturas respondam automaticamente, e de forma diferencial, a
qualquer acontecimento que possa ocorrer tanto no interior como no exterior do
mesmo.
Monteiro (2004) apresenta o conceito de que o edifício inteligente procura
aproveitar ao máximo os recursos tecnológicos existentes para controlar
instalações elétricas, hidráulicas e de climatização artificial. Deve prover o edifício
com sistema de segurança interno e perimetral eficiente. Dentro ainda do mesmo
conceito, primeiramente é necessário explorar os recursos chamados de

�passivos, como luz natural e ventilação, para somente depois complementa-los
com recursos ativos, como iluminação e ar-condicionado.
De acordo com a mesma autora, outro item privilegiado em um edifício
inteligente são as instalações para dados, com infra-estrutura de comunicações
por cabeamento estruturado ou por sistema wireless (sem fio).
Monteiro (2004) apresenta ainda muitos recursos de construção e também
equipamentos disponíveis, inclusive no Brasil, que possibilitam a perfeita
integração e racionalização do uso de recursos naturais e artificiais. Dessa
maneira conclui que a grande dificuldade dos projetos de edifícios inteligentes não
está na falta de recursos, mas, sim em prepará-los para as inovações futuras.
Como as necessidades dos usuários são mutáveis e a tecnologia não pára de
evoluir, os projetos “inteligentes” devem prever que, com o tempo, os dispositivos
de automação podem ser substituídos, adaptados ou mesmo expandidos.

6 CONCLUSÃO
Como

na

elaboração

de

programas

de

computadores

para

o

desenvolvimento de softwares para bibliotecas, os bibliotecários devem passar
toda a informação necessária para os analistas e, ao término do trabalho o
programa deve “rodar” de acordo com o que era previsto inicialmente. Assim é o
trabalho de construção da biblioteca, todas as informações devem ser planejadas
e repassadas ao arquiteto, com o intuito de que não faltem espaços fundamentais
e que a infra-estrutura atenda todos os requisitos propostos inicialmente.
É importante encarar com seriedade o momento do planejamento do
edifício das bibliotecas não somente pela questão profissional e ética, mas
também entendendo-o como uma forma concreta e visível de valorização da
informação como insumo primordial para o desenvolvimento do ensino e da
pesquisa de ponta, assim como do trabalho bibliotecário.

�REFERÊNCIAS

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arquitetônico de biblioteca para a UNESP. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais... Florianópolis:
Clicdata Multimídia, 2000. CD-ROM.
DEZ mandamentos do escritório do futuro. Disponível em:
&lt;http://arquitetura.abril.com.br/livre/escritorios/2004/intro.shtml&gt; Acesso em: 5
maio 2004.
DOMÓTICA VIVA. Qué es domótica? Disponível em:
&lt;http://www.domoticaviva.com/portada/quesdomotica.htm&gt; Acesso em: 12 julho
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FRAZATTO, C.W.P. Edifícios inteligentes: conceitos e avaliação. Disponível em:
&lt;http://www.bicsi.com.br/download/bicsi2001/br0115.pdf&gt; Acesso em: 12 julho
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GARRIDO, L. Domótica: definición y componentes. Disponível em:
&lt;http://www.luisdegarrido.com/domoticaset.htm&gt; Acesso em: 12 julho 2004.
GARRIDO, L. Edifícios inteligentes. Disponível em:
&lt;http://www.luisdegarrido.com/edificiosset.htm&gt; Acesso em: 12 julho 2004a.
GASCUEL, J. Um espaço para o livro: como criar, animar ou renovar uma
biblioteca. Lisboa: Dom Quixote, 1987.
GHISI, E. Desenvolvimento de uma metodologia para retrofit em sistemas de
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Florianópolis, 1997. 246 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Curso de
Pós-Graduação em Engenharia Civil. Universidade Federal de Santa Catarina.
HENNING, W. Construção de bibliotecas na Alemanha: conceitos e exemplos.
Disponível em: &lt;http://www.goethe.de/br/sap/bibl/priarch.htm&gt; Acesso em: 2 julho
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HOUAISS, A. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2001. CD-ROM.

�METCALF, K.D. Planning academic and research library buildings. New York:
McGraw-Hill, 1965.
MONTEIRO, P. Os recursos dos edifícios inteligentes no Brasil. Disponível
em:&lt;http://www.auditorioecia.com.br/artigos/art_prediosinteligentes.htm&gt; Acesso
em 2 julho 2004.
MORAES, L.S.; SALVADOR, E.V.; MARTINS, F.A.S. Projeto arquitetônico da
Biblioteca Comunitária da UFSCar: belo e funcional. In: SEMINÁRIO NACIONAL
DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis. Anais...
Florianópolis: Clicdata Multimídia, 2000. CD-ROM.
ROCHA, E. Retrofit. Disponível em: &lt;http://www.edorocha.com.br/&gt; Acesso em
30 abril 2004.

∗

jumoraes@icmc.usp.br Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de
São Paulo. Av. Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP –
Brasil.
∗∗
gláucia@icmc.usp.br Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de
São Paulo. Av. Trabalhador São-Carlense, 400 – CP 668 – CEP 13560-970 – São Carlos – SP –
Brasil.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Planejamento da construção de edifícios para bibliotecas: requisitos básicos.</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Construir edifícios específicos para bibliotecas não é algo rotineiro neste país. Em geral as edificações brasileiras destinadas a serem quaisquer tipos de serviços de informação são edifícios adaptados, que originalmente foram construídos para abrigar outros tipos de serviços, com funções completamente diferenciadas das bibliotecas. Quando há a oportunidade de construção de um edifício específico e exclusivo para abrigar uma biblioteca surge a necessidade de se levantar requisitos básicos que um edifício desta natureza deve atender. Considerando as mudanças tecnológicas, os paradigmas e conceitos que envolvem as bibliotecas nas últimas décadas, muitos são os pontos a serem enfocados para o planejamento de uma edificação dessa natureza. Diante da literatura não atualizada e pouco abrangente sobre o assunto, o objetivo deste artigo é relatar um conjunto de requisitos necessários em edificações de bibliotecas. Foram enfocados desde os pontos tradicionais, tais como espaçamentos adequados entre estantes até a concepção de prédios inteligentes com o uso de tecnologia wireless. Apresenta ainda a questão de espaços multifuncionais que dêem suporte para diferentes programas e atividades culturais, assim como a ampliação da área para acesso às coleções virtuais, implicando em maior número de recursos tecnológicos de ponta. Intenta-se com este artigo facilitar o planejamento de futuras construções de edifícios para bibliotecas, apresentando padrões específicos para este fim e que podem dar diretrizes para o projeto destes edifícios, assim como contribuir para elucidar questões e sanar dúvidas.</text>
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