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                  <text>6.5

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA BIBLIOTECAS: A
EXPERIÊNCIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ.

Fernando Pires*
**
Maria Helena S. L. Macieira
Norma Helena P. de Almeida***
RESUMO

Descreve o planejamento estratégico para o Sistema de Bibliotecas da Universidade
Federal do Ceará para o quadriênio 1995/99, a partir de um seminário de avaliação
dos serviços prestados. Analisa pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças,
definindo objetivos e estratégias a serem implantadas para melhoria do Sistema.

1 INTRODUÇÃO

A Biblioteca Universitária (BU) da Universidade Federal do Ceará (UFC) vinha
definindo objetivos a serem contemplados no decorrer de cada ano. Embora se
procurasse atingi-los, tais objetivos não se constituíam frutos de um efetivo processo
de planejamento, o que comprometia, muitas vezes, a viabilidade dos mesmos. A
despeito disso, a administração iniciada em 1991 procedeu a um levantamento da
situação das bibliotecas que compunham o Sistema e elaborou um plano de
trabalho para o quadriênio 1991/1995.
Atingidos três anos de administração, constatou-se a necessidade de uma
avaliação da situação, com o propósito de detectar os avanços conseguidos, como
*

Professor do Curso de Economia da Universidade Federal do Ceará - UFC
Diretora do Subsistema de Bibliotecas de Ciências Humanas Letras e Artes da UFC
***
Diretora do Sistema de Bibliotecas da UFC
**

�6.4

também proceder a uma análise acurada dos problemas mais relevantes que
afligem o desempenho da BU/UFC, de forma geral e específica; e daí redefinir
prioridades e objetivos a serem perseguidos.
Com esta finalidade, realizou-se um seminário na Casa José de Alencar, com
a participação de 43 bibliotecários e auxiliares, representando todas as bibliotecas
do Sistema. O referido evento contou com a colaboração técnica da Coordenadoria
de Modernização Administrativa da Pró-Reitoria de Planejamento e do Curso de
Biblioteconomia da UFC.
Os

trabalhos

do

Seminário

desenvolveram-se

fundamentados

na

metodologia do Planejamento Estratégico, com o propósito de se construir e
analisar acuradamente a rede causal de problemas que dificultam o bom
desempenho do Sistema de Bibliotecas, para, então, definir estratégias e propostas
de intervenção com vistas à sua melhoria.
A partir das discussões, evidenciou-se três dimensões de problemas que
afetam de forma significativa as atividades da BU/UFC, quais sejam: a situação do
acervo, questões relativas à carência de recursos humanos, bem como as de cunho
político-administrativas.

Por conseguinte, o desempenho não satisfatório da

BU/UFC manifesta-se na demora da transmissão da informação solicitada pelo
usuário e, muitas vezes, na falta de precisão e de valor agregado à mesma.
Deve-se ressaltar que foi imprescindível a utilização da metodologia do
Planejamento Estratégico, por possibilitar o envolvimento bastante participativo dos
atores envolvidos com a problemática do Sistema de Bibliotecas, e pelo
aprofundamento do estudo das causas e conseqüências relacionadas ao seu

�6.4

desempenho, e de suas implicações na qualidade do ensino, da pesquisa e da
extensão.

2 HISTÓRICO

A Biblioteca

Universitária da UFC foi criada em 1975, como Biblioteca

Central, tendo como objetivo reunir, de forma monolítica, todos os acervos das
bibliotecas, dispersos nas diversas unidades que então compunham a Universidade.
Em 1976 foi aprovada pelo DASP a primeira estrutura organizacional da Biblioteca
(MACHADO, 1994).
A partir de 1979, com o crescimento

do Sistema, e tendo em vista a

impossibilidade da centralização total dos acervos, estudos foram iniciados com
vistas à sua reestruturação e, na qualidade de Órgão Suplementar subordinado à
Reitoria, a Biblioteca Universitária passou, a partir de 1983, a centralizar serviços e
alguns acervos

já localizados no Campus Universitário do Pici. Na ocasião, a

Universidade tinha suas unidades distribuídas em três grandes áreas ou campi: Pici,
Porangabuçu e Benfica. Em 1987, novos estudos foram realizados, estabelecendo
para a Biblioteca Universitária a estrutura que conserva ainda hoje, com quatro
grandes divisões que centralizam os serviços técnicos e administrativos e três
subsistemas.
Atualmente, a BU/UFC está vinculada à Pró-Reitoria de Planejamento, e se
compõe de 12 bibliotecas. Tem por competência prover a UFC de um sistema de
informações em Ciências, Tecnologia e Humanidades, de forma a proporcionar

�6.4

serviços bibliotecários e documentais eficientes que possibilitem o desenvolvimento
das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

3 ASPECTOS METODOLÓGICOS

3.1 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

A velocidade das transformações no mundo contemporâneo, aliada à
crescente limitação de recursos para enfrentamento de problemas que assumem
níveis de complexibilidade cada vez mais profundos, têm exigido das organizações
a aplicação de técnicas modernas de planejamento e gerência que permitem
contemplar

a

diversidade

de

condicionantes

que

permeiam

o

entorno

organizacional.
Aspectos

diversos, em natureza e magnitude, afetam a vida das

organizações, tanto públicas como privadas. Assim, competitividade, contingências
do mercado, influências das políticas governamentais e das normas e regulamentos
impostos, corporativismo, movimentos e reivindicações sindicais, lobies etc., têm
acelerado o processo decisório ao ponto de auxiliar-se da intuição como forma
premente de antecipação aos fatos.
Tais situações chegam a afetar mais rapidamente e intensamente as
organizações privadas - dada a sua maior vulnerabilidade frente à competitividade e
ao mercado - afluindo para o sentimento de insegurança em termos de
sobrevivência. Por outro lado, as Instituições Públicas, por estarem escudadas nos
"braços do Estado", são mais refratárias às influências externas (do ambiente), o

�6.4

que se traduz em resistências à mudanças adaptativas, preservando conceitos,
paradigmas, estruturas e dinâmicas gerenciais conservadoras e ultrapassadas.
Portanto, constitui-se em grande desafio a introdução de novas abordagens de
planejamento e gerência nos órgãos públicos.
As premissas que norteiam os vários paradigmas compreendem: que a
instituição deve ser analisada no contexto de um ambiente geral - envolvendo seu
ambiente interno (específico) e ambiente externo - o qual a condiciona
continuamente; que esse ambiente geral é complexo e se encontra em constante
transformação; que há a necessidade da organização se adaptar a estas mudanças
com vistas a atingir seus objetivos; e que o planejamento deve ser entendido como
um processo contínuo de adaptações, modificações e transformações.
Portanto, torna-se evidente a importância que assume o ambiente na
abordagem estratégica, uma vez que ele passa a ser o fundamento pelo qual a
organização deve se basear para implementar transformações adaptativas,
envolvendo exercício sistemático de revisão global e setorial, e relativo a vários
aspectos: missão, objetivos, metas, estrutura organizacional, meios, recursos etc.
Também deve ser procedido o exame dos valores que permeiam a
organização e que exercem significativa influência na dinâmica organizacional e no
processo de planejamento. Compreendem expectativas, preferências, crenças,
aspirações, ideais, tradições e padrões de comportamento dos diversos grupos que
compõem a organização.
Com os dados e informações selecionadas e analisadas, o administrador tem
condições de elaborar planos estratégicos, visando o aproveitamento organizacional
das potencialidades oferecidas pelo ambiente; ao mesmo tempo em que define

�6.4

ações que neutralizem ou minimizem os efeitos negativos das ameaças advindas
desse mesmo ambiente.
As estratégias de intervenção serão elaboradas considerando o balanço entre
os pontos fortes e fracos do ambiente interno, mediatizado pela análise do exame
de valores institucionais. Portanto, a viabilidade de se desencadear transformações
na organização estará condicionada ao confronto entre o que determina o ambiente
e a capacidade interna de resposta da instituição.

3.2 APLICAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O SISTEMA DE
BIBLIOTECAS DA UFC

Com o auxílio do Planejamento Estratégico Situacional-PES, procedeu-se,
inicialmente, a uma análise situacional dos problemas inerentes ao Sistema de
Bibliotecas. Esta análise procurou refletir as causas que interferem nas atividades
do sistema, detectando interrelações e efeitos mediatos, imediatos e básicos sobre
o problema central. Através dessa hierarquia, foi possível identificar as causas
fundamentais (ou nós-críticos - NC), selecionar os mais relevantes e, a partir daí,
elaborar as operações, ações (através de uma lógica

recursiva), no intuito de

desencadear as transformações necessárias.
Ressalte-se, ainda, relativamente ao ambiente externo, que são identificadas
oportunidades e ameaças, que dizem respeito, respectivamente, a fatores potenciais
que poderão beneficiar a organização (seu fortalecimento e desenvolvimento) ou
prejudicá-la, afetando-a negativamente. Já ao ambiente interno são identificados

�6.4

pontos fortes e pontos fracos, assim classificados pelas vantagens ou desvantagens
operacionais que afetam o desempenho institucional.

4 ANÁLISE SITUACIONAL

4.1 CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DO MODELO EXPLICATIVO E DEFINIÇÃO DOS
NÓS-CRÍTICOS (NC)
Como salientado na metodologia, no modelo causal do "Desempenho NãoSatisfatório do Sistema de Bibliotecas da UFC", que constituiu-se no problema
central para efeitos do desenvolvimento do estudo, destacam-se três grandes
ramificações de fatores causais, acervo, recursos humanos e as de origem
político/administrativas, distribuídas em seis nós-críticos considerados os mais
relevantes:
NC 1- falta de uma política de desenvolvimento de coleções
A falta de uma política de desenvolvimento de coleções foi considerada de
grande relevância, devido a inexistência da definição de prioridades do que deve ser
adquirido e descartado, área do conhecimento a ser dada maior ênfase e previsão
orçamentária, entre outros.
A falta dessa política corrobora ainda para a desatualização do acervo,
influenciando na baixa qualidade e, conseqüentemente, ocasionando a
utilização do mesmo.

má

�6.4

Outro motivo que afeta bastante a utilização do acervo da biblioteca é

o

desconhecimento do perfil do usuário e das pesquisas desenvolvidas na
universidade.
NC 2- falta de procedimentos padronizados dos serviços da biblioteca
Como Sistema, alguns procedimentos são comuns, no entanto, há distorção
na interpretação e, conseqüentemente, na aplicação de determinadas regras, o que
ocasiona incompreensão e insatisfação do usuário.
NC 3- falta de comunicação com o usuário
Podemos considerar de grande importância, neste contexto, a deficiência de
comunicação com os usuários, que leva ao desconhecimento, pelos clientes, dos
serviços prestados pela biblioteca e das normas que regulamentam suas atividades,
ocasionando

o

descumprimento

das

regras,

contribuindo

para

o

não-

encaminhamento dos alunos, pelos professores, para a biblioteca.
Há ainda a se considerar a baixa atuação dos comitês de usuários, que se
constitui em fator importante para as limitações acima salientadas, resultante do
anacronismo de sua estrutura.

�6.4

NC 4- deficiência na aplicação de uma política de recursos humanos
Com respeito aos recursos humanos, outro fator que afeta significativamente
o Sistema de Bibliotecas é a falta de motivação e envolvimento dos funcionários.
Múltiplas razões são aventadas em relação a esse problema, as quais abrangem
desde a própria cultura do serviço público até a questões relativas aos baixos
salários.
A desqualificação dos funcionários afeta também, de forma imediata, os
trabalhos

desenvolvidos. Esse problema relaciona-se reciprocamente com a

desmotivação; ambos são reflexos de uma série de fatores que envolvem:
carência de pessoal,

a

inexistência de uma política para o funcionário-estudante,

reciclagem e atualização profissional, cargo de auxiliar de biblioteca, além

da

qualificação não-compatível com o cargo, alta rotatividade de funcionários e, por
último, como determinante de toda essa cadeia de problemas, tem-se a deficiência
da própria política de recursos humanos da Instituição.
Especificamente, a falta de uma política para o funcionário-estudante tem-se
revelado um transtorno administrativo no âmbito das bibliotecas, tanto devido ao
horário especial destinado a esse pessoal, quanto ao período contínuo de
funcionamento das bibliotecas, que os beneficia em termos de flexibilidade de
carga horária, dificultando também um maior controle de suas atividades. Outro
problema é a alta rotatividade, uma

vez que, ao concluírem

a graduação,

procuram outra lotação.
Saliente-se que a elevada rotatividade não diz respeito

apenas

aos

funcionários-estudantes, afetando todo o quadro de pessoal, cujas razões alegadas

�6.4

encontram-se

nos

baixos

salários da Universidade, na carência de incentivos

indiretos e de condições de trabalho.
Outro agravante é a falta do cargo de auxiliar de biblioteca. Isto torna-se
patente quando é feita a comparação entre as atividades de um assistente de
administração lotado na biblioteca e em outro setor da Universidade, em razão do
caráter específico das atividades desenvolvidas pelas bibliotecas.
Além disso, muitos dos concursados são alunos de graduação, profissionais
de outras áreas ou pós-graduados, que se submetem ao concurso para cargos
inferiores

ao

seu

nível

de

escolaridade,

manifestando

resistência

ao

desenvolvimento das atividades inerentes ao cargo.
Com relação ao profissional bibliotecário, além do número ser reduzido, não
há vagas para esta categoria, dificultando a liberação de pessoal para cursos de
reciclagem e atualização profissional, comprometendo, assim, a qualidade dos
serviços prestados.
Outro conjunto de causas que afeta o desempenho da BU/UFC relaciona-se a
aspectos

político-administrativos. Vale salientar, portanto, deficiências existentes

em infra-estrutura e apoio logístico, constatadas pela falta de equipamentos e de
manutenção, tanto do material bibliográfico quanto de instalações e equipamentos.
Registre-se, também, a carência permanente de material de consumo.
Um ponto bastante questionado consiste no fato de as bibliotecas não
ocuparem prédio próprio (exceção apenas da BU/UFC, Biblioteca de Ciências e
Tecnologia - BCT e, mais recentemente, da Biblioteca de Humanidades - BH). As
demais ocupam espaços nos edifícios de Centros e Faculdades, o que em certos
casos gera indefinições sobre a quem compete cuidar da manutenção do prédio.

�6.4

Há ainda a questão do atendimento pela Coordenadoria de Manutenção,
Recuperação e Conservação - COMAC que normalmente é demorado e burocrático.
Embora todas as bibliotecas recolham mensalmente, para os cofres da UFC,
uma quantia razoável oriunda de multas e xerox, elas não têm direito a suprimento
de fundos, o que complica sobremaneira a questão da manutenção.
NC 5- deficiência na estrutura organizacional da BU
A falta de autonomia dos subsistemas é um fato gerador de conflito. Tal
situação decorre não só da atual estrutura organizacional da BU/UFC, como da
perda política quando da desvinculação do Sistema ao Reitor, pela falta de assento
no Conselho Universitário (CONSUNI) e pelo desconhecimento da definição de
percentual para o orçamento das bibliotecas.
A desvinculação do Sistema ao Reitor significou um retrocesso e ocasionou
um aumento de burocracia na solução dos problemas, quando a tendência em nível
nacional é de vinculação direta ao Reitor, conforme levantamento feito pelo
Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias (PNBU).
Com relação à estrutura organizacional

do Sistema de Bibliotecas, foi

proposta uma reestruturação em 1987 que até agora não foi totalmente implantada
e já demonstra sua ineficiência.
A falta de assento no Conselho Universitário (CONSUNI) também foi
considerada uma das causas pelas

quais o Sistema não tem desenvolvido a

contento as suas funções, uma vez que para lá convergem todas as decisões da
Universidade, inclusive as que dizem respeito às bibliotecas, como horário de
funcionamento, regras de circulação, penalidades, etc.

�6.4

Outro ponto bastante questionado é o desconhecimento do percentual para o
orçamento da BU/UFC e o fato de só se incluir na previsão orçamentária a
renovação de assinaturas de periódicos e, quando possível, a aquisição de livros.
Seguindo a lógica do modelo causal explicitado, converge, como uma das
causas determinantes de toda a cadeia de problemas, a falta de percepção do
papel do bibliotecário na questão da Educação e no exercício profissional. Isso
contribui

para

uma

atitude

corporativista

negativa,

impedindo

que

sejam

reconhecidas e corrigidas as falhas na prestação dos serviços.
NC 6- deficiência no sistema de avaliação
A deficiência no atual sistema de avaliação também foi considerada de suma
importância, uma vez que através dele se detectam as falhas nas atividades
desenvolvidas pela BU e as possíveis

soluções; além do mesmo

ser peça

fundamental para um efetivo planejamento.
A limitação dos recursos financeiros e a falta de integração com o ambiente
interno e externo contribuem não

só para

que caia o padrão dos serviços

prestados, como também para o não-aproveitamento de oportunidades com vistas à
dinamização do mesmos.
Na realidade,

tudo isso é, de certa forma, resultante de deficiências no

planejamento que, paralelamente a uma política educacional ineficiente, tem levado
as universidades públicas a uma situação de penúria, afetando a performance das
bibliotecas.
Na parte superior da árvore de problemas encontram-se as principais
conseqüências do Desempenho não-satisfatório do Sistema de Bibliotecas da UFC,

�6.4

as quais refletem-se tanto na qualidade do atendimento ao usuário, quanto no
ensino/aprendizagem, culminando com o afastamento do usuário das bibliotecas.
Outros

pontos preocupantes referem-se à imagem dos profissionais

bibliotecários que transparece para o usuário - parecendo que não trabalham com
responsabilidade e comprometimento - bem como o baixo retorno dos investimentos
financeiros feitos pela UFC no Sistema.

4.2 ANÁLISE DOS AMBIENTES EXTERNO E INTERNO

Como salientado na metodologia, a análise dos condicionantes externos e
internos é fundamental para se empreender um planejamento efetivo, haja vista que
é através do aproveitamento das oportunidades externas e dos pontos fortes da
instituição que se poderá avançar e enfrentar as ameaças advindas e as limitações
internas (pontos fracos). A seguir, encontram-se discriminadas as potencialidades e
ameaças do ambiente externo, como também os pontos fortes do sistema de
bibliotecas e da UFC, de acordo com a definição dada pelos participantes. Vale
registrar

que os

pontos fracos constituem-se nos próprios "Nós-Críticos"

evidenciados acima, identificados com o auxílio do modelo causal.

�6.4

4.3.1 Ambiente Externo

Oportunidades
a) intercâmbio entre Bibliotecas no Brasil;
b) aumento de recursos financeiros no MEC, através de projetos específicos;
c) realizar levantamentos bibliográficos em bases de dados em diversas
áreas do conhecimento humano;
d) celebrar convênios com instituições diversas;
e) reciclar profissionais em outras instituições;
f) possibilidade de angariar recursos através dos projetos governamentais
(extra universidade) - alocações de verbas extra-orçamentárias;
g) realização de projetos e/ou convênios para empréstimos de material
bibliográfico entre bibliotecas;
h) utilizar meios de comunicação de massa;
i) desenvolver trabalhos com as comunidades;
j) promover palestras, eventos em geral, por áreas de interesse;
k) participar de movimentos sociais e culturais (feiras, convenções, etc);
l) incrementar o acervo através de doações e permutas de material
bibliográfico.
Ameaças
a) Política do MEC sem priorizar as universidades públicas federais;
b) falta ou corte de verbas para a Educação, em particular para a
Universidade;
c) iminência de privatização das universidades;

�6.4

d) possibilidade de cortes nas assinaturas de periódicos;
e) política econômica instável;
f) falta de definição no orçamento;
g) descrédito da sociedade para com o ensino superior.

4.3.2 Ambiente Interno

Pontos Fortes
a) Apoio financeiro da Administração Superior nos eventos para reciclagem
do servidor;
b) divulgação de eventos através da rádio Universitária;
c) existência, na UFC, de uma complexa rede de informatização (Hardware);
d) existência do Sistema de Automação Universitária-SAU;
e) acesso a bases de dados internacionais;
f) uso da RNP para conexão com o mundo;
g) apoio da Coordenadoria de Modernização Administrativa e da Imprensa
Universitária;
h) comunicação/participação da Biblioteca nos diversos programas da
universidade;
i) apoio de grupos de bibliotecários para desenvolver as atividades
propostas;
j) curso de atualização de técnicas bibliotecárias;
k) vontade dos bibliotecários de capacitar-se.

�6.4

5 CONSTRUÇÃO E ANÁLISE DOS OBJETIVOS

Com o auxílio da árvore de problemas e da identificação e seleção das
causas críticas, definiu-se os objetivos a serem perseguidos que, pela lógica de
construção do modelo, tem-se através do alcance dos objetivos-meios o ataque às
referidas causas, as quais determinam o problema central. Isso contribui, portanto,
para o atingimento do objetivo central, qual seja, promover o satisfatório
desempenho do Sistema de Bibliotecas da UFC.
Como

resultados, ou objetivos finais, a melhoria na qualidade do

atendimento contribui para o aperfeiçoamento do processo ensino/aprendizagem na
universidade, maximizando a satisfação do usuário. Por fim, tudo isso se refletirá
em estímulo para um maior afluxo de usuários e utilização dos serviços ofertados
pelo Sistema de Bibliotecas da UFC.
Objetivos-Fins
a) Melhorar a qualidade no atendimento ao usuário;
b) melhorar a qualidade do ensino/aprendizagem;
c) maximizar a satisfação do usuário;
d) atrair o usuário para as bibliotecas.
Objetivo Central
Promover o Satisfatório Desempenho do Sistema de Bibliotecas da UFC.

�6.4

Objetivos-Meios
a) Elaborar e implementar uma adequada política de desenvolvimento de
coleções;
b) normatizar e padronizar os serviços, e documentar as

informações

internas;
c) proceder à reestruturação organizacional do Sistema;
d) definir e sugerir critérios para a melhoria na Política de Recursos Humanos
direcionada ao Sistema de Bibliotecas;
e) promover um adequado processo de comunicação com o usuário;
f) definir e implementar uma política de avaliação contínua do Sistema de
Bibliotecas.

6 PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO

Após a identificação dos nós-críticos, passou-se à definição de propostas para
intervenção.

PROJETO

1:

ELABORAR

E

IMPLEMENTAR

UMA

DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES
Operações/ações: (Op/A)
Op.1- Elaborar a Política de desenvolvimento de coleções.
A.1.1- Contratar técnico para assessoria;
A.1.2- definir grupo de trabalho;

POLÍTICA

DE

�6.4

A.1.3- treinar o grupo de trabalho;
A.1.4- elaborar o documento;
A.1.5- realizar evento para divulgar e distribuir o documento.
Op.2- Implementar a política de desenvolvimento de coleções.
A.2.1- inventariar coleções;
A.2.2- avaliar coleções;
A.2.3- sensibilizar a comunidade universitária.
PROJETO 2: NORMATIZAR, PADRONIZAR, DOCUMENTAR OS SERVIÇOS

E

DISSEMINAR INFORMAÇÕES INTERNAS DO SISTEMA
Operações/ações
Op.1- Identificar os serviços a serem normatizados.
Op.2- Criar comissão para elaborar critérios de padronização dos serviços
internos do Sistema e do fluxo para disseminação das informações para
tomada de decisões.
A.2.1-Elaborar rotinas, visando a consecução do manual de normas e
procedimentos;
A.2.2- Elaborar manuais de serviço;
A.2.3- Definir fluxo e formas de disseminação da informação para tomada de
decisões.
Op.3- Implementar proposta.

PROJETO 3: PROCEDER

À

REESTRUTURAÇÃO

ORGANIZACIONAL DO

�6.4

SISTEMA
Operações/ações
Op.1- Extinguir os subsistemas, reestruturar o comitê de usuários, elaborar
regimento interno, dotar a Divisão de Coordenação de Bibliotecas com
representante por Campus.
A.1.1- Criar grupo de estudo visando a discussão e elaboração de propostas,
objetivando uma nova estrutura;
A.1.2- Implementar proposta da nova estrutura.
Op.2- Vincular o Sistema de Bibliotecas ao Reitor.
A.2- Elaborar proposta e encaminhar ao Reitor.
Op.3- Participar do CONSUNI com direito a voz e voto.
A.3- Elaborar proposta e encaminhar ao Reitor.

PROJETO 4: PROMOVER UM ADEQUADO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
COM O USUÁRIO
Operações/Ações:
Op.1- Elaborar projeto de marketing para dinamizar produtos e serviços.
A.1.1- Elaborar serviço de alerta para a comunidade;
A.1.2- participar de campanhas sociais;
A.1.3- utilizar meios de comunicação de massa;
A.1.4- promover eventos culturais;
A.1.5- criar um balcão de informações utilitárias;
A.1.6- reestruturar e dinamizar o Biblionotícias;

�6.4

A.1.7- implementar um rodízio de todos os bibliotecários no balcão de
empréstimo e serviço de referência para não perder a visão do usuário;
A.1.8- que no início de cada ano a comunidade seja convidada a conhecer o
plano anual de trabalho e ao final do ano a apresentação do relatório
das atividades desenvolvidas;
A.1.9- a comunicação do Sistema com a comunidade deve ser feita através
das próprias bibliotecas ou, no caso do usuário discente, através de
seus canais de representação;
A.1.10- promover um adequado processo de comunicação com o usuário.
Op.2- Dinamizar treinamento do usuário.
A.2.1- Realizar reuniões com professores, conscientizando-os da
necessidade de treinamento para os alunos de graduação e de pósgraduacão;
A.2.2- participar das calouradas, estabelecendo o treinamento nesta ocasião.
Op.3- Criar serviço de telereclamação.
Op.4- Reestruturar e implementar comitê de usuários.
A.4.1- Realizar reunião com as chefias de Assistência ao Leitor para reavaliar
os comitês de usuários.
PROJETO 5: DEFINIR E SUGERIR CRITÉRIOS PARA A MELHORIA
POLÍTICA DE RECURSOS HUMANOS DA UFC.
Operações/ações
Op.1- Alocar pessoal através da SRH.
A.1.1- Fazer o levantamento das necessidades de pessoal;
A.1.2- solicitar transformação de cargos para bibliotecário;

DA

�6.4

A.1.3- definir o perfil do bibliotecário necessário à instituição para
apresentação quando da formulação do concurso;
A.1.4- fazer convênios com instituições de manutenção de menores carentes,
com a finalidade de profissionalizá-los como auxiliar de bibliotecas;
A.1.5- aumentar o valor financeiro da bolsa para estudantes que prestam
serviço nas bibliotecas.
Op.2- Regulamentar o horário do funcionário-estudante.
A.2.1- Estabelecer regras para o horário de trabalho.
Op.3- Definir critérios para liberação de funcionários para estudar.
A.3.1- Elaborar normas visando à regulamentação do direito a participação
em cursos.
Op.4- Definir horário oficial de funcionamento das bibliotecas do Sistema.
A.4.1- Encaminhar proposta para o estabelecimento do horário corrido.
Op.5- Definir estratégias visando promover a motivação dos funcionários.
A.5.1- Identificar pessoas e/ou grupos que trabalhem com motivação visando
um trabalho em conjunto.
Op.6- Criar o cargo de auxiliar de biblioteca.
A.6.1- Elaborar documento solicitando a criação do cargo.
Op.7- Capacitar recursos humanos para atuar em bibliotecas.
A.7.1- Levantar as necessidades de treinamentos e promover cursos.

�6.4

PROJETO 6: DEFINIR E IMPLEMENTAR UMA ADEQUADA POLÍTICA

DE

AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
Operações/acões
Op.1- Identificar as necessidades dos serviços a serem avaliados.
A .1.1 - Fazer estudo dos serviços prestados pelas Bibliotecas Setoriais.
Op.2- Contactar a Coordenadoria de Análise Institucional e Avaliação.
Op.3- Identificar a metodologia de avaliação.
Op.4- Elaborar a proposta de avaliação.
A.4.1- Instituir equipe interdisciplinar ou intersetorial para trabalhar
integradamente com a Coordenadoria de Análise Institucional e
Avaliação.
Op.5- Implementar a avaliação.
PROJETO 7: IDENTIFICAR E DISSEMINAR AS INFORMAÇÕES RELATIVAS À
OPORTUNIDADES E AMEAÇAS
Operações/ações
Op.1- Criar um sistema de informações gerenciais na Biblioteca Universitária.
A.1.1- Subsidiar, com informações gerenciais, a administração superior da
UFC;
A.1.2- disseminar informações atualizadas para a administração superior.

7 ESTRATÉGIAS

�6.4

Elaborar projetos especiais para negociação junto aos diversos setores das
instituições públicas e privadas, no sentido de viabilizar programas de dinamização
das bibliotecas e recursos financeiros. De princípio, pode-se discriminar as
seguintes propostas:
a) convênio "Pró-Ler";
b) projeto de melhoria do acervo na área de Química,

visando tornar a

Biblioteca de Ciências e Tecnologia de referência nessa área na Região
Nordeste;
c) projeto para ampliar a videoteca do sistema;
d) elaborar convênios com órgãos Públicos e Privados para viabilização de
recursos financeiros para o Sistema de Bibliotecas, como:
e) convênio com a Fundação Cearense de Amparo à Pesquisa - FUNCAP,
NUTEC e outros órgãos das administrações públicas estaduais e
municipais, bem como Organizações Não-Governamentais-ONGS, com a
iniciativa Privada (FIEC, CIC, FACIC, SINDICATOS, EMPRESAS etc); para
potencialização de recursos financeiros via utilização das bibliotecas da
UFC e do Posto de Serviços da rede ANTARES;
f) convênios entre o Sistema de bibliotecas da UFC e as bibliotecas das
universidades públicas e particulares do Estado e

fora dele, para

empréstimo de material bibliográfico;
g) atuar junto à SRH no sentido de definir e implantar uma política específica
de aquisição/alocação e treinamento de recursos humanos para o Sistema
de bibliotecas da UFC;

�6.4

h) promover cursos para formação de auxiliar de biblioteca aos alunos de 1° e
2° graus da rede

pública estadual e municipal, com a finalidade de

profissionalizá-los e engajá-los como estagiários nas bibliotecas da UFC;
i) promover a divulgação dos serviços ofertados pelas bibliotecas junto às
comunidades interna e externa à UFC.

8 CONCLUSÃO

A iniciativa de elaboração de um Planejamento Estratégico para bibliotecas
parece ser nova, já que só encontramos na literatura alguns artigos que se limitam
apenas a discutir alguns pressupostos.
Fazer uma análise criteriosa dos problemas que afligem a BU/UFC, sem
permitir que o corporativismo embotasse a visão dos que participaram do seminário
de avaliação, foi uma tarefa árdua.
A implementação das operações e ações aqui descritas têm acontecido não
com a velocidade desejada, mas esta é uma prerrogativa que o planejamento
estratégico oferece ou seja, a reavaliação e a retomada de algumas metas para a
consecução dos objetivos traçados.
O que há de mais positivo neste tipo de planejamento é, sem dúvida, a
possibilidade do reconhecimento do peso político da categoria e a importância de
uma participação mais efetiva nas decisões.

ABSTRACT

�6.4

This paper describes the strategic planning for the Federal University of Ceará’s
library system for the four-year period 1995-99, resulting from a seminar to evaluate
the services provided. It analyses weaknesses and strengths, opportunities and
threats, and defines objectives and strategies which should be introduced to improve
the system.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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203p.
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Universitária no período de junho de 1991 a setembro de 1994. [s.n.t.]
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8 MATUS, Carlos. O plano como aposta. São Paulo em Perspectivas, v. 5, n. 4,
p.28-42, out./dez. 1991.

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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