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                  <text>ADMINISTRAÇÃO POR PROJETOS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NO
SERVIÇO DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO DA ECA/USP.
Analucia dos Santos Viviani Recine∗
Bárbara Júlia Menezello Leitão∗∗

RESUMO
Relata a experiência do projeto “A Censura em cena: Arquivo Miroel Silveira”, que
é desenvolvido pelo Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (SBD/ECA/USP) em
conjunto com a sua Comissão de Biblioteca.Cita sucintamente outros projetos
vivenciados pela Biblioteca e sua equipe, caracteriza os tipos de acervos que
possibilitam essa solução, arrola quais os potenciais agentes do processo, os
papéis a serem desempenhados e as competências necessárias. Demonstra,
também, as vantagens e desvantagens deste recurso para os dirigentes de
Bibliotecas Universitárias.
PALAVRAS-CHAVE: Projetos – Administração – Bibliotecas Universitárias.

1 APRESENTAÇÃO
Ao analisar peças de teatro com cortes de censura de nosso arquivo,
observamos que a intervenção dos censores pode ocasionar duas situações
díspares: ou o texto fica inteligível, ou a ação de corte é incólume.
Conseqüentemente, o receptor receberá uma mensagem truncada e confusa ou,
ao contrário, compreenderá a mensagem. O censor não estabelece comunicação
com o receptor em nenhum dos casos. Consegue, quanto muito, provocar ruídos
na comunicação. O ato de censura satisfaz somente ao censor que exerce seu
poder de veto para interferir na comunicação e impõe ao emissor e ao receptor
seus critérios estéticos e sua visão de mundo.

�Por outro lado, o emissor tem sua liberdade de expressão tolhida e é triste
constatar quando um homem não pode falar a outro homem.
As idéias apresentadas neste texto não estão necessariamente citadas na
literatura da área, como é o esperado em um trabalho apresentado em um
congresso especializado. Entretanto, não nos abstivemos de narrar os fatos
relevantes que possam auxiliar outros bibliotecários no desenvolvimento de
projetos. Nossas fontes foram reuniões, diálogos, cursos, experiências anteriores
e também leitura. O tom coloquial do texto é um indício de que não houve nenhum
tipo de censura ou auto-censura em sua concepção. Desejamos que a forma
como nossa mensagem foi construída proporcione aos nossos receptores o
entendimento íntegro claro dos vários aspectos do desenvolvimento do projeto
Miroel Silveira no Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de
Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (SBD/ECA).

2 INTRODUÇÃO
Este trabalho mostra como uma biblioteca universitária pode utilizar a
metodologia de administração por projetos para lidar com a demanda de material
a ser processado.
O SBD/ECA possui acervos fechados, que com características especificas
que serão descritas nesse trabalho. Esses acervos encontram-se em demanda
reprimida e não foram processados para o acesso ao público porque a equipe não
consegue inseri-los nas rotinas da instituição.
As bibliotecas da USP enfrentaram nos últimos anos redução de seu
quadro pessoal e, como nas demais instituições públicas, a política de contratação
está em recesso. Esse problema pode ser suprimido com novas divisões de
tarefas, mas essa solução acarreta uma sobrecarga nas atividades realizadas
pelas equipes.

�Integram o acervo do SBD/ECA e estão disponíveis para consulta em bases
de dados os materiais: livros, teses, periódicos, slides, DVD, CD, filmes, fitas
cassete, discos em vinil, fotografias, histórias em quadrinhos, peças de teatro,
catálogos de exposição de arte e partituras.

O total de acervo é de 193.000

unidades, e são inseridos por ano cerca de 8500 novos itens.

A equipe de

tratamento da informação é constituída de 6 bibliotecários, 4 técnicos e 2
estagiários.
Esta equipe não tem estrutura para processar e disponibilizar outros
materiais diferenciados existentes em seu acervo. Essas coleções são: Recortes
de jornais com charges políticas, livros raros de artes e acervos retroativos de
catálogos de exposição de artes, discos vinil além de 6137 processos de censura
do antigo DDP – Departamento de Diversões Públicas, objeto do Projeto Miroel
Silveira.
A proposta de trabalhar por projeto surgiu de um curso de especialização
realizado pelas autoras em 2001 e 2002. O PROTAP (Programa de Administração
da Inovação Científica e Tecnológica) nos Serviços de Informação foi oferecido
pelo SIBi/USP, Sistema de Bibliotecas da USP, para capacitação das equipes
bibliotecárias da Universidade de São Paulo.
De acordo com Martins (1980) projeto representa a microfase do
planejamento, refere-se a aspectos parciais, constitui-se em unidade de operação
por seus objetivos e características e exige uma unidade de direção específica
para fins de avaliação e controle.
Segundo Holanda apud Martins “o planejamento e a execução de qualquer
investimento público ou privado pode ser executado por projetos”.
O SBD/ECA desenvolveu o Projeto Miroel Silveira tendo como base o
conceito do PMBOK (2000): “Um projeto é um empreendimento temporário com o
objetivo de criar um produto ou serviço único”.

�Gerenciamento de projetos é o planejamento, programação e
controle das atividades para atingir objetivos do projeto. Os
principais objetivos a serem alcançados incluem metas de
desempenho, custo e tempo, enquanto, ao mesmo tempo, você
controla ou mantém o escopo do projeto no nível correto. (LEWIS,
2000).

As bibliotecas realizam diversos tipos de projetos inseridos em suas rotinas:
atualização de regulamento, exposições, coletas de doações temáticas, etc.
Entretanto, nem sempre os bibliotecários que executam um projeto têm
consciência da natureza dessa atividade.
O mais ambicioso projeto desenvolvido pelo SBD/ECA foi a reforma de seu
espaço, financiada pela FAPESP. O projeto foi concluído dentro de seu orçamento
e no prazo estipulado. Considera-se que o projeto foi concluído com sucesso.
A Biblioteca participou indiretamente de outros dois projetos com fontes
externas de recursos. Esses projetos foram desenvolvidos pelos professores do
Departamento de Música da Escola e tiveram como base o estudo de partituras
manuscritas do Barroco Mineiro, cerca de 120 obras musicais oriundas das
cidades de Ayuruóca, Brazópolis e Campanha. Ao final destes projetos, o
SBD/ECA obteve catálogos para que novos pesquisadores pudessem acessar
mais facilmente as obras dessas coleções.
O projeto Arquivo Miroel Silveira foi instituído pela associação da equipe do
SBD/ECA e pela presidente de sua comissão. Havia o interesse comum de
desenvolver um projeto cujos objetivos eram tratar e recuperar as informações,
contemplar a pesquisa acadêmica e divulgar os resultados obtidos. No item 3
deste trabalho será apresentado um histórico da coleção no qual observa-se que
as informações sobre censura e teatro são muito importantes para a comunidades
da ECA/USP e para a sociedade em geral.

�3 HISTÓRICO DO PROJETO1

Em 1985, com o fim da censura, documentos referentes ao teatro dos
antigos DEIP e DIP seriam incinerados na polícia federal. Miroel Silveira, professor
da ECA, conseguiu a doação destes processos, e os trouxe para o Departamento
de Artes Cênicas da ECA, onde eram pesquisados por alunos e outros
professores, embora não estivessem devidamente processados (catalogados e
indexados). Em 1988, após o falecimento do Professor, SBD/ECA recebeu a
doação dos processos que passaram a constituir o “Acervo Miroel Silveira”.
A coleção possui um total de 6137 processos de censura teatral,
encadernados em grupos de 15. Cada processo contém: 1 peça de teatro
completa, 1 requisição da Associação Brasileira de Autores Teatrais ou órgão
similar; 1 certificado de censura; 1 carta de apresentação, solicitando a avaliação
da obra. Os processos abrangem as décadas de 30 a 70 e estão numerados pela
ordem de armazenamento, iniciados nos anos 40.
Todos os processos são acompanhados de um fichário com informações:
Nome (da obra), gênero, autoria, tradução, adaptação, número de atos, número de
quadros, requerente, responsável, data da censura, número, censor, observações
(sobre a obra), número de registro, livro, observações. As fichas não foram
integralmente preenchidas e, em muitas delas, consta somente o nome da obra.
A coleção está completa, e possui desde o certificado de Censura n.1,
emitido pelo Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda, Divisão de
Turismo e Diversões Públicas, para a peça Que família, de Noel Coward, até o
último processo, de n. 6137, solicitando a censura para a peça Polícia ou Beco
sem saída, de Slavomir Mrozek, com tradução de Ziembinsky (Dado que a ordem

1

Trabalho apresentado no ENDOCOM, 13. Belo Horizonte, 2003. Anais.

�da sucessão dos processos não é rigidamente cronológica, estabelecemos com
datas limites deste Projeto o período de 1920 até 1970).
Em 2000, iniciaram-se os trabalhos para o desenvolvimento do “Projeto
Miroel Silveira”. A equipe de desenvolvimento do projeto foi formada pela
Professora Doutora Maria Cristina C. Costa e três bibliotecárias do SBD/ECA:
Analúcia dos Santos Viviani Recine, Bárbara Júlia Menezello Leitão e Paola M. L
Santos.

4 ORGANIZAÇÃO DO PROJETO - EQUIPE DE PESQUISA

Embora pareça uma frase “lugar-comum”, pode-se afirmar que não há
projeto sem equipe. Existem muitos estudos na área de recursos humanos que
estabelecem padrões para equipes considerando a formação necessária,
aspectos comunicacionais, distribuição de tarefas, etc.
De acordo com Lewis (2000), qualquer gerente de recursos humanos pode
afirmar que a montagem de uma equipe deve enfatizar, em primeiro lugar, os
requisitos do trabalho, para só então recrutar os indivíduos que melhor atendem a
esses requisitos.
As características da equipe do Projeto Miroel Silveira foram estudadas e
abaixo descritas tendo como base os conceitos ministrados no PROTAP, leituras
na área de administração de RH e, sobretudo, a observação da atuação dos
indivíduos interagindo no grupo.

�4.1 MODELO COMPORTAMENTAL
Para que o projeto pudesse se estabelecer, foi importante que cada um dos
participantes tivessem qualidades pessoais que, em grupo, se configuram hoje
numa equipe com algumas características comportamentais. Citaremos algumas
destas condutas:
Adequado entendimento da situação:
1

Para o projeto, a principal situação a ser entendida é da própria essência
do material, a censura. Não é agradável para um grupo de pessoas
atuantes nas áreas de comunicações e artes conviver com cortes e
proibições, porém o aspecto nefasto do material não deve interferir nas
relações de cada um com a pesquisa e com o grupo.

2

Bolsistas do projeto precisam dividir espaço, materiais e equipamentos
com funcionários da biblioteca, uma vez que a ECA não possui espaços
disponíveis para abrigar novos empreendimentos. Os trabalhos de rotina da
biblioteca devem ser mantidos e priorizados.
Determinação:

1

Para os bolsistas, as tarefas diárias são muito exaustivas e repetitivas. De
acordo com o andamento e conclusões das pesquisas, alguns trabalhos
precisam ser refeitos e o grupo não pode esmorecer.

2

A captação de recursos torna-se um processo dentro do projeto. A equipe
despende horas de trabalho localizando, estudando e preenchendo
formulários de entidades, instituições de fomento, associações e, na
maioria das vezes, obtém resultado nulo.
Valorização do indivíduo na equipe: A valorização do potencial de cada

indivíduo e a correta distribuição de tarefas de acordo com esses potenciais,
resultam em uma equipe mais produtiva.

�Boa tolerância à frustração: Os motivos de frustração são muitos no
decorrer de um projeto, citamos alguns como exemplo: não obtenção de novos
recursos, os acervos nem sempre trazem a informação esperada, os bolsistas são
inexperientes e precisam ser treinados em todas as tarefas.
Empenho em aprender coisas novas: O aprendizado inclui todos os
membros da equipe e abrange conhecimentos muito diversificados que estão
descritos no item 5.3 deste trabalho.
Equilíbrio emocional: Os prazos e dificuldades não podem ser encarados
pela equipe como fonte de estresse. Exemplos de algumas das dificuldades:
convivência entre os bolsistas e dos bolsistas com os funcionários da biblioteca;
carência de materiais; rotatividade da equipe; delimitação de limites e
responsabilidades de cada um; espaços reduzidos; futuro indeterminado.

4.2 EQUIPE ATUANTE NO PROJETO MIROEL SILVEIRA

1 Professora orientadora
1 gerente de projeto
1 administrador
1 secretário
8 bolsistas

4.3 COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS PELA EQUIPE DO PROJETO2

4.3.1 Em relação a projetos:

2

Estão arroladas as competências administrativas e operacionais para o desenvolvimento do Projeto Arquivo
Miroel Silveira, excluindo-se competências em pesquisa científica, papel a ser desempenhado pela Profa.
Orientaora do projeto.

�Redação de projetos:
No caso de projetos como o nosso, a redação da parte
acadêmica fica a cargo do professor responsável, enquanto a
parte técnica fica com a equipe da biblioteca.
Orçamento
Previsão e controle orçamentário;
Revisão orçamentária em função de corte de verbas;
Coleta, organização e controle a documentação fiscal;
Prestação de contas.
Investigação de novas fontes alternativas de recursos;

Administração de recursos humanos:
Planejamento das atividades dos bolsistas em função dos
objetivos da pesquisa;
Delimitação de papéis, distribuição de tarefas;
Controle de presença;
Promoção da comunicação interpessoal.

Administração de projeto:
Correta delimitação do escopo do projeto;
Traçado claro das metas e objetivos do projeto; diferenciação
da pesquisa e produtos.
Correta análise de riscos;
Correta relação de stakeholders.

4.3.2 Em relação a fontes de recursos financeiros:

Conhecimento das instituições de financiamento;
Conhecimento dos cronogramas e rotinas de envio de pedidos, prestação
de contas, e envio de resultados parciais e definitivos.

�4.3.3 Conhecimentos de informática:

Desenvolvimento e manutenção de base de dados;
Elaboração de manuais de serviço;
Acompanhamento das tarefas dos analistas de sistemas.

4.3.4 Conhecimentos teóricos:

Censura;
Teatro;
Áreas de interesse;
Redação de resumos de obras de ficção;
Administração por projetos.

4.3.5 Conhecimentos de biblioteconomia e arquivística:

Potencial informativo;
Normas técnicas;
Conceitos básicos;
Recuperação da informação;
Preservação e conservação.

5 CARACTERÍSTICAS DE ACERVOS PARA O TRABALHO COM PROJETOS

Consideramos que muitas tarefas de uma biblioteca podem ser executadas
por uma equipe de projetos. Porém, para a realização de um projeto financiado
por uma agência de pesquisa com a orientação de um professor, é necessário que
o acervo tenha algumas características tais como:

�Acervos com interesse científico para a Unidade de ensino.
Acervos especializados, com público alvo restrito. Consideramos que
acervos gerais de amplo interesse devam estar, obrigatoriamente
catalogados e disponíveis ao público.
Acervos com uma mínima organização: normalmente as agências
financiadoras desejam ter uma noção do tipo de pesquisa e quais são os
documentos que irão se analisados.

A não ser que a Instituição

financiadora tenha ciência que a pesquisa pode ou não resultar em busca
positiva, essa organização mínima deve existir.
Acervos que se mantenham de tamanho fixo ou pouco variado e que não
possam ser repentinamente ampliados, porque demandariam um novo
projeto para que a pesquisa se conclua.
Acervos ainda não tratados pela biblioteca por algum dos motivos abaixo
citados:

o Necessidade de treinamento especializado para o bibliotecário;
o Não prioritário no conjunto dos serviços prestados pela biblioteca;
o Doação ou compra recente;

6 VANTAGENS E DESVANTAGENS DE TRABALHO COM PROJETOS

6.1 VANTAGENS
O material fica imediatamente disponível para o pesquisador;
A catalogação do material é acelerada;
Estreitam-se os laços entre a biblioteca e a comunidade;
Nova oportunidade para a unidade de ensino obter recursos para realizar
pesquisas;
O custo da pesquisa cai, porque a estrutura da biblioteca, já existente, pode
ser aproveitada;

�A pesquisa pode ser subdividida em sub-temas ou retomada quando
surgirem novidades na área;
Abrem-se novas possibilidades para os alunos da graduação fazerem
iniciação científica;
A biblioteca tem mais condições de preservar fisicamente o material;
O orientador do projeto pode dedicar mais tempo aos aspectos científicos
da pesquisa;
Novos aprendizados para todos os envolvidos.
Os bibliotecários desenvolvem novas competências que podem ser
empregadas em outras atividades desenvolvidas pela biblioteca.
Os conhecimentos científicos obtidos no desenvolvimento da pesquisa
podem ser divulgados em diversas publicações acadêmicas, seminários
além daquelas de biblioteconomia.

6.2 DESVANTAGENS

Interferência nas rotinas da biblioteca;
Rotatividade dos bolsistas que demanda um maior tempo para treinamento
e também um acompanhamento mais acurado da manutenção da base de
dados;
A necessidade de adaptar a catalogação da biblioteca em função da
pesquisa. Normalmente ocorrem mudanças na coleta e descrição de dados
no decorrer dos trabalhos;
Por mais que se treine, elaborem manuais e sejam feitas revisões, o
material está sendo catalogado por outro tipo de profissional que não
bibliotecários, pode existir uma certa inconstância no resultado do trabalho;

�7 CONCLUSÃO
O trabalho com projetos, como já visto, apresenta vantagens e
desvantagens. Contudo é uma das maneiras de disponibilizar coleções que se
encontram sem a devida recuperação da informação.
Note-se que muito de normalização, padronização de informações,
consistência de base de dados é uma preocupação dos bibliotecários, muitas
vezes o pesquisador prioriza a rapidez na disponibilidade da informação.
Essa metodologia faz com que as bibliotecas possam suprir a dificuldade
que usuários encontram de acesso a documentos e também possibilita aos
pesquisadores compreender melhor como funciona a estrutura de uma biblioteca.
Já para os bolsistas de iniciação científica ocorre o estreitamento e
amadurecimento de sua relação com a unidade de informação.
Consideramos que o lado mais gratificante é para nós bibliotecários, a
oportunidade rara que o projeto proporciona, trabalhar lado a lado com nossos
usuários.

REFERÊNCIAS

LEWIS, J.P. Como gerenciar projetos com eficácia. 4.ed. Rio de Janeiro:
Campus, 2000.
MARTINS, M.G. de. Planejamento bibliotecário: para alunos... São Paulo:
Pioneira; Brasília: INL, 1980.
PMBOK 2000. &lt; Disponível em http://www.pmimg.org.br&gt; acessado em out. 2002.

�RECINE, A. dos S.V.; LEITAO, B.J.M.; YAMAMOTO, K.R. Uma biblioteca
realizando pesquisa:... In: ENDOCOM, 13., 2003, Belo Horizonte. Anais... Belo
Horizonte: PUC Minas, 2003.

∗

Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Avenida Prof. Lúcio Marins
Rodrigues, 443- Cidade Universitária. São Paulo – Brasil. Email: bjulia@usp.br; anaviv@usp.br
∗∗
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Avenida Prof. Lúcio Marins
Rodrigues, 443- Cidade Universitária. São Paulo – Brasil. Email: bjulia@usp.br; anaviv@usp.br

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          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Natal (Rio Grande do Norte)</text>
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          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2004</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Relata a experiência do projeto “A Censura em cena: Arquivo Miroel Silveira”, que é desenvolvido pelo Serviço de Biblioteca e Documentação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (SBD/ECA/USP) em conjunto com a sua Comissão de Biblioteca.Cita sucintamente outros projetos vivenciados pela Biblioteca e sua equipe, caracteriza os tipos de acervos que possibilitam essa solução, arrola quais os potenciais agentes do processo, os papéis a serem desempenhados e as competências necessárias. Demonstra, também, as vantagens e desvantagens deste recurso para os dirigentes de Bibliotecas Universitárias.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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              <text>pt</text>
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