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                  <text>5.25

QUALIDADE NO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO (SR&amp;I)

*

Eliane Falcão Tuler Xavier

Regina Célia Baptista Belluzzo**

RESUMO
A Qualidade do Serviço de Referência e Informação depende da influência de
algumas variáveis que atuam em seus elementos integrantes: informação,
profissional da informação e cliente externo/usuário. São apresentados alguns
indicadores de qualidade que poderão ser utilizados por esses profissionais
enquanto planejadores e participantes do Serviço de Referência e Informação, a fim
de avaliar a qualidade do processo, resposta e transferência de um Serviço de
Informação. Assim sendo, um dos fatores que permeia esses indicadores é a
comunicação, que desempenha um papel preponderante no êxito de qualquer
estratégia de serviço. Dentre os vários meios de transmissão de informação de um
emissor a um receptor, levou-se em conta o processo de comunicação visual, cujo
objetivo é promover e facilitar a interação do indivíduo com as suas organizações,
ou seja, entre a biblioteca e sua clientela. A finalidade é conscientizar a existência
da comunicação visual como fator de qualidade para melhor compreensão dos seus
clientes, tornando-os independentes no uso dos recursos informacionais existentes
na biblioteca.

1 APRESENTAÇÃO

O interesse pela qualidade dos serviços e produtos nas bibliotecas brasileiras
é uma tendência atual, embora a literatura nacional apenas relate casos e/ou
experiências iniciantes.

Supervisora Técnica do Serviço de Documentação e Divulgação (SBD/FOB-USP).
Professora Assistente Doutora do Departamento de Biblioteconomia e Documentação (FFC/
Campus de Marília - UNESP). Diretora Técnica do Serviço de Biblioteca e Documentação da
Faculdade de Odontologia de Bauru - USP.

*

**

�5.25

Técnicas e programas para se alcançar a qualidade e produtividade na área
de serviços são bastante variados, apresentando porém pontos comuns,
destacando-se: estratégia administrativa voltada para as necessidades do usuário,
capacitação de recursos humanos e envolvimento de todos.
A partir do conceito de Regina BELLUZZO (1995) sobre qualidade em
sistema de informação, pode-se dizer que há uma filosofia gerencial voltada ao
atendimento dos interesses, desejos e necessidades dos clientes internos e
externos.
Desse modo, é fundamental, portanto, que um sistema de informação possa
responder também aos aspectos humanos envolvidos no fornecimento de
serviços/produtos mediante:
a) gerenciamento dos processos sociais envolvidos com os serviços;
b) atenção às interações humanas como ponto crucial da qualidade dos
serviços;
c) reconhecimento da importância da percepção dos clientes em relação à
imagem, cultura e desempenho da organização de serviços; e
d) motivação dos recursos humanos e desenvolvimento de suas habilidades
para atender às expectativas dos clientes.
Ressalte-se, por outro lado, que um produto/serviço é no final, “um resultado”
do sistema de informação e, como tal, são tantas as áreas envolvidas que a sua
qualidade só existirá se essa organização como um todo estiver preparada para
tanto.

�5.25

Qualquer Biblioteca pretende atingir como meta final a satisfação do usuário,
sendo o ponto convergente dos serviços, meios e fins o atendimento com eficiência
e eficácia. O ponto final da transferência da informação é o chamado Serviço de
Referência e da sua qualidade depende o reconhecimento e valorização da
biblioteca por uma sociedade que precisa de informação para o seu avanço social,
cultural, científico e tecnológico.
Para melhor compreensão desse cenário deve-se iniciar pela conceituação
desse recorte intitulado Serviço de Referência e Informação, enfatizando-se as
concepções da Profa. Dra. Neusa Dias de Macedo (ECA/USP) a esse respeito.

1.1 CONCEITO DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO (SR&amp;I)

De acordo com MACEDO (1990), são os seguintes os conceitos de um SR&amp;I
em Bibliotecas:
Serviço de Referência em sentido restrito - na essência, é o atendimento
pessoal do bibliotecário ao usuário que, em momento determinado, o procura para
obter uma publicação ou informação, por ter alguma dificuldade, ou por usar a
biblioteca e seus recursos e precisar de orientação, ou ainda por não ter encontrado
a informação na biblioteca, por precisar ser encaminhado a outra instituição.
Serviço de Referência em sentido amplo - compreendendo uma dupla
visão de sua personalidade:
a) Serviço de Referência, interface entre a informação e o usuário, tendo à
frente o bibliotecário de referência respondendo questões, auxiliando por

�5.25

meio de conhecimentos profissionais os usuários. Esse momento é
representado tipicamente pelo processo de referência.
b) Serviço de Referência e Informação, um recorte do todo da biblioteca, com
pessoal, arquivo, equipamento, metodologia própria para melhor canalizar
o fluxo final da informação e otimizar o seu uso, por meio de linhas de
atividades. Enfim, consiste no esforço organizado da biblioteca como um
todo, no seu momento-fim, quando o SR&amp;I representa a biblioteca
funcionando na sua plenitude para os usuários.
Com base nos estudos e experiências desenvolvidos ainda por Neusa Dias
de MACEDO, ressalte-se que essa pesquisadora estabeleceu também as seguintes
funções/linhas de atuação para um Serviço de Referência e Informação, comuns a
todas as bibliotecas* :
a) gerencial (planejamento, organização, liderança e avaliação);
b) informacional (respostas às questões típicas de referência; uso do
“referral service”, orientação informal e momentânea ao usuário);
c) educacional (atividade de formação do usuário da informação, envolve:
planejamento pedagógico, material instrucional de apoio e avaliação
constante);
d) promover a atualização e facilitar pesquisa (serviços de alerta: murais,
estantes especiais, etc.; disseminação da informação: SDI);
e) divulgação e marketing (interpretação da biblioteca por meios gráficos,
comunicação visual e sinalização).

*

Conceitos não publicados, oriundos de comunicação pessoal da autora.

�5.25

É importante ressaltar que o SR&amp;I nas bibliotecas depende do organismo
maior onde se insere, devendo seus objetivos irem ao encontro dos interesses e
necessidades dos grupos de usuários internos e externos que compõem a sua
comunidade atendida e demais interessados, adequando-se a sua atuação às
condições e características da área de conhecimento e dos níveis de especialização
em que se encontra.
Para se implantar uma filosofia de qualidade no SR&amp;I das bibliotecas é
necessário que se compreenda quais são os elementos envolvidos e as principais
variáveis que os influenciam. Este é o próximo foco de atenção a ser abordado.

2 ELEMENTOS INTEGRANTES DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO
(SR&amp;I)

Teoricamente temos a existência de três participantes no SR&amp;I: Informação,
Profissional da informação e cliente externo/ usuário.
Desse modo, é importante descrevê-los.
• Informação: vista atualmente como atividade de qualquer organização, na
biblioteca contribui para o desenvolvimento cultural do homem e sua
qualidade de vida, sendo o principal recurso da sociedade atual para sua
sobrevivência num mundo competitivo.
É produzida em grande massa, precisando ser registrada, organizada,
transmitida, distribuída e selecionada. Assim, assimilar e tornar informações
disponíveis é uma das funções dos serviços bibliotecários.

�5.25

• Profissional da Informação: Elemento-chave de garantia da qualidade
dos serviços bibliotecários, precisa ser devidamente capacitado para o
desempenho das atividades que compõem o processo de atendimento aos
usuários, principalmente aquelas que caracterizam o SR&amp;I.
É importante ressaltar aqui

a necessidade da definição de habilidades,

competências e disposições que componham um perfil para esse profissional.
Exemplos dessa natureza podem ser encontrados na tese de doutorado de Regina
Célia Baptista BELLUZZO (1995) e também em SCHWARTZ e EAKIN (1986)
(Quadro 1).

• Cliente Externo/Usuário:

compreendido pela comunidade que busca

resposta aos seus interesses e necessidades informacionais, tem sua
tipologia e propósitos definidos em função do contexto onde se insere a
biblioteca. Portanto, pode ser qualquer pessoa que dependa de ajuda para
realizar alguma solicitação de informação.
Esses três elementos: informação, profissional da informação e cliente
externo/ usuário são influenciados por diferentes variáveis, as quais serão
explicítadas em seqüência.

�5.25

QUADRO 1 - HABILIDADES DO BIBLIOTECÁRIO DE REFERÊNCIA
(SCHWARTZ e EAKIN)

1) Características
Comportamentais:

2) Conhecimento de:

3) Habilidades específicas para a referência:

- acessibilidade
- boa vontade
- atitude amigável, sem
ser condescendente ou
orientador em demasia
- agradecer aos usuários por esperar
- determinação para
fazer um bom trabalho
- habilidade para lidar
com problemas de ordem pessoal
- reação/atitude positiva
para responder perguntas
- estar alerta para os
usuários que necessitam de ajuda, mas não
pediram

- fontes e de coleções
impressas e eletrônicas
- quando indicar as
fontes
- Unidade onde se situa
- intercâmbio com outras bibliotecas
- área de atuação
- uso correto de todos os
instrumentos de referência
- políticas da Unidade e
das Bibliotecas

- investigação completa
de um problema
- saber quando a resposta curta é apropriada
- fornecimento de estratégias de busca para o
usuário
- apresentar sistemática
de trabalho
- fazer o encaminhamento quando estiver
ciente de que não sabe a
resposta
- desenvolvimento de
metodologia para responder questões difí-ceis
- pensamento claro e
lógico

- usar todas as fontes
disponíveis, incluindo
impressas, computadorizadas e por telefone
- negociar quando for
necessário
- ter know-how de pesquisa
- recursos e limitação de
tempo
- intuição para responder corretamente
- para responder questões rapidamente
- eficiência na entrevista: obter a questão real
do usuário

Fonte: BELLUZZO (1995)

3 VARIÁVEIS DE INFLUÊNCIA NO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO
(SR&amp;I)

O Serviço de Referência e Informação, como um recorte do sistema de
produção “biblioteca”, acha-se influenciado no seu desempenho por inúmeras
variáveis, destacando-se as que seguem:

�5.25

• Estilo gerencial
Expectativas dos administradores que devem ser explicitadas mediante o
compromisso com a qualidade do serviço de informação e a consciência de suas
próprias responsabilidades na organização e fornecimento desses serviços. Envolve
as normas e práticas administrativas adotadas para o desempenho dos
processos/atividades da biblioteca universitária e o estilo de administração adotado,
que deve ser baseado no poder da liderança perante a equipe bibliotecária, criando
uma cultura organizacional aberta, participativa e democrática.
• Ambientação física
Localização, tamanho, flexibilidade, variação de ambientes, decoração,
sinalização, murais etc., que devem ser adequados às necessidades da clientela.
• Infra-estrutura de equipamentos
Considerados insumos fundamentais à prestação de serviços informacionais,
os equipamentos precisam ser atualizados tecnologicamente e propiciar condições
de apoio técnico-administrativo, de comunicação e recuperação da informação.
• Acervo representativo
Materiais informacionais e instrucionais que possam oferecer apoio às
atividades de interesse do contexto. Correspondem às fontes tradicionais, impressas
e multimeios, e aquelas em formato eletrônico, acessíveis localmente ou integradas
a redes, desde que apresentem coerência, atualização e relevância em relação às
necessidades do usuário.

�5.25

• Processos/ atividades
Compreende por exemplo, velocidade na aquisição e processamento dos
materiais bibliográficos e multimeios do acervo, exatidão na catalogação, qualidade
na indexação e implantação de bancos de dados, transferências de informação online.
• Recursos humanos
Pressupõe a seleção e aperfeiçoamento contínuo da equipe bibliotecária para
atender aos requisitos necessários ao desempenho, além de um quadro mínimo de
pessoal para garantir a prestação de serviços aos usuários nos períodos diurno e
noturno, dentro dos padrões de qualidade.
• Comunicação
Deve ser produtiva, possibilitando a interação entre o pessoal da Referência e
os demais setores que compõem uma biblioteca.
Esses e outros fatores que compreendem o SR&amp;I afetam a qualidade do
serviço que é oferecido aos usuários. Assim, é necessário que haja um
acompanhamento contínuo das gerências em relação às condições de melhoria dos
recursos de capital e humanos, identificando também os aspectos qualitativos
envolvidos, em situações de atendimento às questões dos usuários e procedendo
ao seu aperfeiçoamento.
Outro aspecto importante a ressaltar, no que diz respeito ao SR&amp;I e a
questão da Qualidade, implica na existência de indicadores, sendo este o próximo
item a ser relatado.

�5.25

4 QUALIDADE/ INDICADORES NO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO

4.1 CONCEITO DE QUALIDADE

Aproveitando a analogia de TAYLOR e WILSON (1990), entre os serviços
bibliotecários e aqueles de venda a varejo em uma loja, pode-se dizer que a
qualidade no SR&amp;I é reconhecida pelo cliente em termos de facilidade de
locomoção, sinalização clara, fontes/acervo atualizados e de fácil acesso, além de
pessoal competente. Esses autores ainda mencionam que os bibliotecários devem
garantir a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários, a despeito da questão do
seu valor monetário, sendo fundamental a qualidade do seu administrador. Desse
modo, trabalham com a idéia de que um serviço de informação depende da
imaginação, desempenho e habilidades administrativas dos profissionais que nele
atuam.
Atualmente, a literatura tem procurado ressaltar também que a qualidade
acha-se intimamente ligada à percepção dos usuários em relação ao resultado do
serviço oferecido. Assim, quando alguém vai à uma biblioteca, o resultado imediato
será a facilidade de uso ou uma frustração. Esse usuário perceberá a qualidade do
serviço, ao mesmo tempo em que poderá ganhar alguma coisa com o resultado do
uso: uma informação, um documento recuperado, ou a própria satisfação de haver
usado a biblioteca. É nesse momento que ele percebe também o valor do serviço de
informação que utilizou.

�5.25

A questão da conceituação da Qualidade é caracterizada, portanto, pela
ambigüidade, uma vez que envolve fatores como os mencionados por Claus
MOLLER (1992), a saber:

a) um produto/serviço pode ser julgado de forma diversa por pessoas
diferentes (cultura, experiência, educação, idade etc.);
b) a mesma pessoa, em épocas diferentes, julga um produto/serviço de forma
diversa;
c) o mesmo produto/serviço pode satisfazer necessidades diversas;
d) as pessoas têm diferentes padrões de qualidade;
e) a qualidade que as pessoas esperam de outras pessoas nem sempre é a
mesma que esperam de si mesmas.
Em resumo, pode-se dizer que, os conceitos a seguir poderão ser oferecidos
como referencial à operacionalização em bibliotecas e futuras discussões:
� Qualidade, de modo geral, significa o atendimento dos interesses, desejos
e necessidades do cliente.
Qualidade do SR&amp;I, é o conjunto de propriedades e características próprias de um
sistema de informação que possibilita o atendimento eficaz dos interesses,
desejos e necessidades do cliente, sendo importante considerar a forma
como este percebe e sente a satisfação dos seus anseios.

�5.25

4.2 INDICADORES DE QUALIDADE DO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E
INFORMAÇÃO (SR&amp;I)

Os bibliotecários somente poderão avaliar continuamente a qualidade do
SR&amp;I, enquanto planejadores e participantes desse serviço, dependendo da
definição do que devem considerar como qualidade e quais os indicadores que
contribuem para a qualidade do processo, resposta e transferência de um serviço de
informação.
Podem ser mencionados, a título de exemplo, os indicadores existentes no
estudo de JUDKINS et al. (1986) voltados especificamente para o SR&amp;I (Quadro 2).

�5.25

QUADRO 2 - INDICADORES DE QUALIDADE DO SR&amp;I
(JUDKINS et al.)

♦ Controle de qualidade - exatidão, totalidade, relevância e
confiança no produto.
♦ Conveniência - o necessário, valor apropriado, nível, formato e
aceitação.
♦ Exatidão - a informação exatamente transcrita, livre de erros
tipográficos, conferida corretamente e copiada claramente.
♦ Documentação - fontes consultadas, estratégia de busca,
limitações e identificação de todos os materiais oferecidos ao
usuário, por exemplo, citações bibliográficas completas devem
aparecer em todas as publicações.
♦ Tempo de resposta - prazo que o usuário precisa para receber os
materiais e avaliação da urgência do pedido.
♦ Acessibilidade - procedimentos realizados para atender à
informação no devido tempo.
♦ Confidência - pedidos tratados confidencialmente.
♦ Avaliação - a avaliação do produto tanto pelo bibliotecário, como
pelo usuário e por outro tipo de observadores.

5 COMUNICAÇÃO/QUALIDADE NO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMA-

�5.25

ÇÃO (SR&amp;I)

5.1 CONCEITO DE COMUNICAÇÃO

Um fator que permeia todos os indicadores, já mencionados anteriormente, é
a comunicação, que desempenha um papel preponderante no êxito de qualquer
estratégia de serviço.
Como foi mencionado anteriormente, todo cliente de uma organização, de
modo geral, tem uma idéia a priori do nível de qualidade de um produto/serviço.
Com razão ou não, ele aborda esse produto/serviço sem espírito neutro.
Em se tratando de produtos de bibliotecas, a comunicação envolve seus
atributos intangíveis, como por exemplo, uma vantagem de ordem psicológica. No
caso de serviços, por natureza imateriais, a comunicação deve fazer com que suas
vantagens competitivas sejam compreendidas por meio de elementos concretos. Ela
é o veículo indispensável para ampliar a clientela e, não se restringindo à
mensagem publicitária ou à documentação técnica, deve cobrir todas as
circunstâncias diretas e indiretas que põem o cliente em contato com a biblioteca.
Discorrendo sobre os conceitos de comunicação, temos Fábio ELTZ (1994),
que em seu livro intitulado “Qualidade na Comunicação: preparando a empresa para
encantar o cliente”, coloca que:
na verdade, existem muitas formas de interpretar um processo de
comunicação. Pensamos em comunicação na família, conhecida
como diálogo. Na escola, é o aprendizado, a transmissão de
conceitos e conhecimentos. Entre os povos é a cultura, ou melhor, a
troca de cultura, o conhecimento de culturas distintas das nossas. A
humanidade tem feito esforços infindáveis para se comunicar, não
só com seu tempo, mas com seu futuro. Todo o registro de nossa
história: monumentos, bibliotecas, jornais, arquitetura e tantos

�5.25

aspectos outros, servem para deixar mensagens ao futuro. É uma
maneira de comunicação com o que está por vir.
A origem da palavra “comunicar” está no latim “comunicare”, que
tem por significado “pôr em comum”. Ela implica em compreensão,
pressupõe entendimento das partes envolvidas. Não existirá o
entendimento se não houver anteriormente a compreensão.
Nesta definição se iniciam os maiores problemas de
comunicação. Pensando mais especificamente no trabalho, tem sido
utilizado o conceito de concordância e não de compreensão.
Quantos atritos no dia-a-dia de nossa vida profissional são gerados
pela discordância. Temos o hábito de discordar, mesmo antes de
compreender a outra parte. Já no início do processo de comunicação
existe a preocupação com a concordância. Buscamos logo a adesão
da outra parte à nossa causa. As partes, em geral, comunicam-se
buscando a adesão das demais.

Ainda, baseado em ELTZ

(1994), pode-se afirmar que os seguintes

elementos são inerentes ao processo de comunicação em bibliotecas:
a) Compreensão - considerado o primeiro passo para a qualidade na
comunicação, oferece segurança e gera maior aproximação com o cliente.
Seu princípio básico é uma significação comum para cada ponto da
comunicação.
b) Identificação com a linguagem do cliente - envolvendo aspectos
técnicos, numéricos e emocionais, onde o raciocínio lógico acha-se
intimamente ligado. É necessário que se saiba fazer o ajuste adequado à
melhor linguagem, aquela que obterá êxito junto ao cliente.
c) Técnica e conteúdo da comunicação - início da qualidade na relação
biblioteca-cliente. Cada um destes aspectos exerce forte influência na
comunicação, sendo interdependentes e complementares. A técnica
compreende a maneira como transmitimos uma mensagem e varia de
acordo com o seu tipo, referencial cultural, preparo e situação emocional.
O conteúdo é a própria mensagem a ser transmitida, estando intimamente
ligado ao referencial de cultura. Pressupõe conhecimento, informação e

�5.25

domínio sobre o que se quer comunicar, sendo a base para o processo da
comunicação ser eficaz.
d) Barreiras à comunicação - situações que provocam a má qualidade no
processo de entendimento do cliente. Envolvem, basicamente, os
elementos: linguagem e personalidade. Tanto uma como outra interferem
na clareza do processo de comunicação, uma vez que muitos problemas
nas bibliotecas decorrem de diferenças nas experiências, expressões,
interpretações e julgamentos por parte dos bibliotecários e usuários. A
maior barreira na linguagem é que não existe correspondência exata entre
palavras e idéias. Assim, mesmo representada por um conjunto de
palavras, uma idéia não corresponde exatamente ao que se lê ou ouve.
Por sua vez, as barreiras referentes à personalidade são oriundas da
hereditariedade, da educação, das experiências individuais e da situação
emocional das pessoas.
Existem muitas formas de comunicação humana na sociedade, sendo
possível avaliar o nível do progresso social através da maior ou menor capacidade
de comunicação de cada contexto. Desse modo, inúmeras abordagens enfocam
essa questão, mas, fundamentalmente, pode-se dizer que temos a comunicação
verbal e não-verbal, conforme usamos a linguagem falada, escrita ou sem palavras.
De qualquer maneira, para entendê-la como um processo, é necessário que a
representemos, o que será feito usando o modelo linear de SHANNON e WEAVER,
(1992) (Figura 1).

�5.25

FIGURA 1 - MODELO LINEAR DE REPRESENTAÇÃO DO PROCESSO DE
COMUNICAÇÃO (SHANNON &amp; WEAVER, 1992)

Os elementos indicados na Figura 1 podem ser conceituados como:
1 - A Fonte
Pode-se dizer que toda comunicação humana tem alguma fonte, uma pessoa
ou um grupo de pessoas com um objetivo, uma razão para empenhar-se na
comunicação.
2 - O Codificador
Essa função é responsável por apanhar as idéias da fonte e colocá-las num
código, de maneira a exprimir os objetivos da fonte em forma de mensagem.

3 - A Mensagem
Para que o codificador possa trabalhar é necessário que os objetivos da fonte
tenham sido transformados em uma mensagem - a tradução de idéias, objetivos e
intenções em um código, um conjunto sistemático de signos e símbolos.

�5.25

4 - O Canal
É o intermediário, o condutor de mensagens. A escolha dos canais, ou do
canal, é fundamental para a eficácia da comunicação.
5 - O Decodificador
Assim como a fonte precisa de um codificador para traduzir seus objetivos em
forma de mensagem, para expressar seu objetivo num código, o receptor precisa de
um decodificador para retraduzir ou decifrar a mensagem.
6 - O Receptor
Se falamos, alguém deve ouvir, se escrevemos, alguém deve ler. A pessoa
ou pessoas na outra extremidade do canal podem ser chamadas de receptor da
comunicação, o alvo da comunicação.
A comunicação só se inicia no receptor, ao contrário do que se pensa. Se ele
não estiver disposto a receber a mensagem, não haverá comunicação.
Um meio imprescindível de transmissão de informação de um emissor a um
receptor com exatidão e objetividade - a comunicação visual - tem sido utilizado
em larga escala principalmente em recintos públicos. Seu objetivo primordial é
promover e facilitar a interação dos indivíduos com as organizações. Assim, este
será o próximo tópico a ser apresentado e discutido, dada a sua importância como
elemento de interação entre a biblioteca e a sua clientela.

�5.25

6 QUALIDADE/COMUNICAÇÃO VISUAL NO SERVIÇO DE REFERÊNCIA E
INFORMAÇÃO (SR&amp;I)

Apesar

da

sua

reconhecida

importância

nas

diferentes

áreas

do

conhecimento e setores de serviços da nossa sociedade, as bibliotecas brasileiras
parecem não ter a devida conscientização da necessidade da existência da
comunicação visual como fator de qualidade e para melhor compreensão dos seus
clientes, tornando-os independentes no uso dos recursos informacionais.
De acordo com Neusa Dias de Macedo a comunicação visual deve ser
considerada uma das linhas de atuação do Serviço de Referência e Informação,
envolvendo o esforço organizado de toda

biblioteca para fornecer informação

pertinente e relevante ao usuário e oferecer atividades-fim para otimizar o seu uso.
Assim sendo, essa autora tem repetido constantemente que "toda biblioteca, depois
de organizada dentro dos princípios técnicos, deve ser utilizada de modo adequado
pelo usuário. Para tanto, ele deve conhecê-la, compreendê-la; saber andar nos seus
vários espaços [...]. Além dos aspectos previstos pelo arquiteto para edificar o prédio
da biblioteca, posteriormente deve-se planejar o sistema de linguagem visual, dentro
de critérios de padronização de informações gráficas e pictogramas." (MACEDO,
1990).
Poucas experiências nesse sentido, entretanto, têm sido relatadas na
literatura nacional especializada, podendo-se destacar as citadas por MACEDO
(1990). Uma corresponde à tese do arquiteto e docente da Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Heliodoro Teixeira BASTOS
FILHO (1984), que desenvolveu um projeto

de sinalização para

a biblioteca

�5.25

daquela instituição, e outro trabalho é da comunicadora visual Maria Cristina Soares
que, com o apoio do estudo desenvolvido para a ECA/USP, iniciou a sinalização do
Departamento de Bibliotecas Públicas do Município de São Paulo, experiência
divulgada sistematicamente no curso de Biblioteconomia da ECA, como parte
integrante da disciplina "Serviço de Referência e Informação", à época, de
responsabilidade de Neusa Dias de Macedo.
Outro relato de experiência com a temática comunicação visual foi divulgado
no 8o. SNBU (Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias) por meio de “poster”,
em 1995, programa desenvolvido junto ao Serviço de Biblioteca e Documentação da
Faculdade de Odontologia de Bauru, USP, intitulado “Projeto de Comunicação
Visual do SBD/FOB-USP”, surgiu como resultado do esforço conjunto da
administração e apoio de especialistas da área, afim de se estabelecer uma
sinalização definitiva para os Setores/Serviços, Acervo e Procedimentos, como parte
13,16

integrante de plano de marketing

. Em decorrência, o SBD/FOB-USP pode

oferecer melhoria da qualidade na orientação aos clientes internos e externos,
propiciando-lhes segurança, bem-estar e ambiência agradável.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendências do aumento do interesse pelo tema - Qualidade em Serviços de
Informação - são encontradas na literatura internacional corrente. Entretanto, de
modo geral, as bibliotecas brasileiras acham-se distanciadas do reconhecimento da
importância de efetuarem mudanças nas suas formas de gestão, voltando-as para
as modernas exigências do estabelecimento de padrões de identificação de

�5.25

problemas por meio da monitoração contínua dos processos de análise das causas
e efeitos e promoção constante de melhorias - metas da Qualidade Total.
Em particular, é preciso refletir e promover maiores discussões sobre a
importância da Comunicação Visual nas bibliotecas, considerando-se ser esse um
dos requisitos de qualidade de um Sistema de Informação, permitindo trabalhar com
os clientes e não apenas para os mesmos, e garantindo a existência de demandas
para uso dos produtos e serviços oferecidos.
A questão da Qualidade está colocada diretamente no produto, em face do
problema da valorização, ou seja, da visualização do usuário satisfeito ou não com o
serviço oferecido ou com a informação obtida. Isto requer que todo o staff do serviço
de informação esteja integrado e participativo na definição e realização do que é
produzir com Qualidade. Sem dúvida, o esteio fundamental disto é a melhor
capacitação dessas pessoas, consubstanciada em princípios como: priorização do
trabalho em equipe, estímulo à criatividade e polivalência profissional, a valorização
da necessidade de aprendizagem contínua e, principalmente, a criação de cultura
organizacional voltada para as necessidades dos clientes.

�5.25

ABSTRACT

The quality of the Reference and Information Service depends on certain variables
that affect is components: information, information professionals and internal and
external clients. This paper presents some quality indicators which may be used by
professionals working with the planning and operation of the Reference and
Information Service, in order to evaluate the quality of the process, response and
transfer of an information service. One of the factors common to these indicators is
communication, which plays a crucial role in the success of any service strategy.
Among the various means of information transmission from emitter to receiver,
special attention is given to the process of visual communication, the aim of which is
to facilitate interaction between the individual and the organization, i.e. between
client and library. The purpose of this paper is to increase awareness of visual
communication as a factor in improving clients’ understanding, making them
independent when using information resources available in the library.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1 BASTOS FILHO, H.T. Comunicação visual em biblioteca. São Paulo, 1984.
Dissertação (Mestrado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de
São Paulo, 1984.
2 BELLUZZO, R.C.B. Da capacitação de recursos humanos à gestão da
qualidade em bibliotecas universitárias: paradigma teórico-prático para
ambiente de Serviço de Referência e Informação. São Paulo, 1995. 259 p.
Tese (Doutorado) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São
Paulo, 1995.
3 DIRINGER, D. A escrita. Lisboa : Ed. Verbo, 1971. (História Mundi, v.12)
4

DONDIS, D. A.
La sintaxis de la imagen : introdución al alfabeto visual.
Barcelona : G. Gili, 1976.

5

ELTZ, F.L.F. Qualidade na comunicação : preparando a empresa para
encantar o cliente. 2. ed. Salvador : Casa da Qualidade, 1994.

6 FIGUEIREDO, N.M. de. Metodologias para a promoção do uso da
informação : técnicas aplicadas particularmente em bibliotecas universitárias
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�5.25

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Monografia (Conclusão de Curso) - Faculdade de Arquitetura, Artes e
Comunicação, Universidade Estadual Paulista, 1993.
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11 MUNARI, B. Diseño y comunicación visual. 8. ed. Barcelona : G. Gili, 1985.
12 PIGNATARI, D. Informação : linguagem e comunicação. São Paulo :
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15 SHIOZAWA, R.S.C. Qualidade no atendimento e tecnologia de informação.
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18 TAYLOR, M.H., WILSON, T. Q.A. : quality assurance in libraries - the health
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19 TEMER, M. Utopia realista : qualidade organizacional como estratégia
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Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A Qualidade do Serviço de Referência e Informação depende da influência de algumas variáveis que atuam em seus elementos integrantes: informação, profissional da informação e cliente externo/usuário. São apresentados alguns indicadores de qualidade que poderão ser utilizados por esses profissionais enquanto planejadores e participantes do Serviço de Referência e Informação, a fim de avaliar a qualidade do processo, resposta e transferência de um Serviço de Informação. Assim sendo, um dos fatores que permeia esses indicadores é a comunicação, que desempenha um papel preponderante no êxito de qualquer estratégia de serviço. Dentre os vários meios de transmissão de informação de um emissor a um receptor, levou-se em conta o processo de comunicação visual, cujo objetivo é promover e facilitar a interação do indivíduo com as suas organizações, ou seja, entre a biblioteca e sua clientela. A finalidade é conscientizar a existência da comunicação visual como fator de qualidade para melhor compreensão dos seus clientes, tornando-os independentes no uso dos recursos informacionais existentes na biblioteca.</text>
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