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                  <text>5.21

AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E SEUS PARADIGMAS: A MISSÃO, O
ENSINO, A PESQUISA, OS CUSTOS, O PESSOAL
Vivian Heemann*
**
Marília Damiani Costa
***
Márcio Matias
RESUMO
Comentários sobre o impacto da tecnologia digital nas bibliotecas universitárias
brasileiras, com vistas a identificar e apontar os problemas enfrentados pelas
mesmas, envolvendo pessoal, definição de estratégias e políticas. Discute os prérequisitos para que os serviços de informação oferecidos sejam efetivamente
entendidos e apoiados pela administração e pela comunidade universitária em
geral.

1 INTRODUÇÃO

As bibliotecas existem em muitas formas e tipos. Até hoje podem ser
identificadas definições precisas em relação a tipologias, ou seja: uma biblioteca
pública se caracterizava por uma delimitação conceitual e fisica de público, acervo,
serviços, edifício, localização etc. As bibliotecas universitárias serviam às
instituições acadêmicas, similarmente delimitadas, conceitual e fisicamente, no que
se refere a usuários, acervos e serviços.
A intersecção entre a diversidade de acervo e serviços dava-se unicamente
através de alguns modos frágeis de trocas, como comutação, empréstimo inter-

*

Professora substituta do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Universidade
Federal de Santa Catarina - USFC
**
Professora Assistente do Departamento de Biboioteconomia e Documentação da Universidade
Federal de Santa Catarina - UFSC
***
Consultor do LabIUtil - Laboratório de Utilizabilidade UFSC/FIESC/SENAI/CTAI

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bibliotecas, com uma abrangência limitada a tipos de usuários e de bibliotecas. A
obtenção de informações sobre acervo e serviços, contudo, era dificultada pois
ocorria de maneira intrincada e parcial.
Hoje, temos que pensar as bibliotecas como depositárias de coleções que
residem em bases de dados de conhecimentos, de textos, em gopher, em World
Wide Web ...
As bibliotecas tradicionais convivem com um compartilhamento crescente de
recursos e serviços eletrônicos, na forma de CD-ROM, catálogos on line de acesso
público, ou em bases de dados on line.
Os custos de armazenagem digital decrescem em relação aos custos dos
espaços lineares de estante, e os serviços eletrônicos tornam-se mais úteis,
disponíveis e utilizáveis.
Os fatores ou forças que nos impelem e encorajam a suprir informação
acessível eletronicamente podem ser assim identificados:
a) a fome por aprendizado;
b) o orgulho da autoria;
c) o desejo de colaborar e compartilhar, pelo menos entre colegas;
d) a pressão da organização (comunidade científica);
e) a presença inequívoca e crescente de publicações eletrônicas;
f) a excitação da exploração autônoma de um mar de informações;
g) o empurrão das ferramentas da tecnologia.
Muitas discussões e atividades recentes enfatizaram a troca dos paradigmas
com a transição das bibliotecas tradicionais para as bibliotecas eletrônicas ou
digitais.

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A aplicação das bibliotecas eletrônicas na educação/ensino foi impulsionada
inicialmente pelo uso do CD-ROM, com a disponibilização de bases de dados
referenciais e de bases com o texto completo de artigos de periódicos.
A introdução da World Wide Web exigiu transformações na performance,
organização, funcionalidade e usabilidade dos sistemas de informação.
O termo "biblioteca digital" evoca distintas conotações. De um lado, sugere
simplesmente a computadorização de bibliotecas tradicionais. Por outro, deveria
significar um novo desafio no modo de se tratar e acessar os recursos
informacionais, abordagens inovadoras e compatíveis nos processos técnicos como
a seleção/aquisição (compartilhamento), catalogação, classificação, indexação,
armazenamento e preservação. Novos modos de integração com padrões, mais
confiabilidade nos sistemas e redes eletrônicas, e mudanças dramáticas na
organização intelectual e nas práticas econômicas são também fatores a serem
considerados.
Inegavelmente, a universidade brasileira, apesar de todas dificuldades e da
política de esvaziamento sofrida especialmente pela universidade pública, tem sido
a incubadora e disseminadora das novas tecnologias de comunicação e de
informação.
Esta análise visa identificar e apontar os problemas enfrentados pelas
bibliotecas universitárias atuais, com seu pessoal, na absorção da tecnologia digital,
e na definição de estratégias e políticas que lhes confiram identidade, para que os
serviços de informação oferecidos sejam efetivamente entendidos e apoiados pelas
administrações e pela comunidade universitária em geral.

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2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO CONTEXTO BRASILEIRO

As bibliotecas universitárias atuais tem vivido constantes mudanças de
paradigmas,

em intervalos de tempo tão exíguos que a identificação de um é

seguida do surgimento de um novo.
Os problemas para as bibliotecas em absorver e assumir estes

novos

modelos são tão severos quanto o são para as instituições sociais em geral.
O grande paradigma identificado como a evolução das bibliotecas tradicionais
para bibliotecas digitais ainda parece suspeito e incerto, gerando ainda conflitos e
resistências por parte dos profissionais da informação.
Nas bibliotecas universitárias brasileiras as responsabilidades ainda recaem
preferencialmente no plano tático, de curto termo, em detrimento do plano
estratégico, de longo termo, no enfrentamento destes constantes desafios impostos
pela tecnologia.
O papel das bibliotecas universitárias é antes de tudo prover acesso aos
documentos (incluindo a mídia não-impressa).
A missão das bibliotecas universitárias é dar suporte à missão da instituição à
qual está vinculadas ou seja: universidade.
A universidade é composta por indivíduos que, através do advento das
comunicações remotas, extrapolam os limites de suas fronteiras físicas e,
transformam-se em usuários virtuais, com necessidades de informação complexas.
A universidade brasileira tem como objetivo o desenvolvimento integrado das
atividades de

ensino, pesquisa e extensão. Conseqüentemente, ela está

diretamente relacionada ao provimento de serviços e transferência de tecnologia.

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Para as bibliotecas universitárias, estas funções determinam e dimensionam
suas responsabilidades táticas e estratégicas.
Por outro lado, as universidades,

principalmente as públicas, vivem

momentos difíceis, sentidos em todos os níveis: discente, docente, funcionários e
comunidade.
Nos últimos anos

as verbas para as universidades foram drasticamente

reduzidas, implicando na interrupção, cancelamento e reestruturação de proridades
nos seus diversos setores.
Diante desta situação, as universidades estão perplexas e perguntando-se:
como melhorar e priorizar o ensino básico, que tem sido a tônica do discurso do
Governo Federal, sem sistemas de informação adequados e uma universidade forte,
ou até mesmo sem universidade?
A formação de professores e as pesquisas acontecem, principalmente, nos
centros e laboratórios das universidades. As experiências de disponibilização de
acervo e serviços on line iniciaram com bases de dados de universidades, em redes
locais, e posteriormente via Internet.
Além de enfrentar problemas na obtenção de recursos, a Universidade não
tem distribuido coerentemente os reduzidos recursos disponíveis.
A estrutura acadêmica atual, com as instâncias de poder espalhadas pelas
pró-reitorias, centros, faculdades e departamentos de ensino, é um dos aspectos
que influem na distribuiçäo das verbas disponíveis entre estas unidades. Entretanto,
interesses e influências políticas tem sido priorizados em detrimento das
necessidades reais das insituições. O planejamento baseado em aspectos técnicos
com a priorização dos serviços que atendam a toda Universidade e gerem um efeito

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multiplicador

de

resultados

-

por

exemplo,

investimento

nas

Bibliotecas

Universitárias - tem sido deixado de lado e gerado enormes distorções.
Os serviços que dão suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão
deveriam ser prioridade da política global da universidade, e não dividir seu
orçamento com as necessidades setoriais dos grupos politicamente mais fortes.
Apesar de a Rede Nacional de Pesquisa RNP estar baseada essencialmente
nas universidades e centros de pesquisa, constata-se que vários setores da
universidade, entre eles as bibliotecas, estão à margem do processo de integração e
de implementação do trabalho cooperativo através destas tecnologias.
Criou-se uma demanda sem o devido planejamento e sem estratégias para
suportá-la, trazendo problemas de toda

ordem para as precárias situações já

vivenciadas pelas bibliotecas e centros.
O grau de dependência das bibliotecas em relação às administrações das
universidades, que são

voláteis e afetadas drasticamente pelas conjunturas

políticas e econômicas vigentes, pode determinar excelência ou decadência.
As instituições às quais as bibliotecas estão vinculadas, na maior parte das
vezes, não possuem um plano global de desenvolvimento e pecam pela falta de
continuidade de seus projetos. Desta forma, surgem o habitual casuísmo,
improvisação e a filosofia de apagar o fogo somente após iniciado. Ou seja, a
maioria das instituições está continuamente enfrentando situações provisórias de
adaptação.
As iniciativas de facilitar os processos de aprendizagem, latu sensu, são
poucas e, na maioria dos casos, dependentes de apoios extra-universitários, tais

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como instituições de fomento. Estes recursos em geral ficam restritos a alguns
grupos de influência, o que

acentua as diferenças e distorções.

As iniciativas de ensino a distância surgem e, infelizmente ainda não se
resolveram os problemas de ensino locais, com toda a sorte de precariedades,
desde espaço físico, serviços, acervos etc.
Ausência de políticas efetivas de aplicação de recursos pelas bibliotecas que
privilegiem tópicos como a rotatividade dos documentos, índices de citação na
produção intelectual local, e nas bibliografias básicas das disciplinas de graduação,
pós-graduação e linhas de pesquisa, é evidenciada no desenvolvimento das
coleções tradicionais e nos processos de tomada de decisão.
O modelo usual da maioria de nossas bibliotecas é o de não possuir
estratégias próprias, e agir em função das demandas, muitas vezes desorganizadas,
provenientes dos diversos grupos existentes dentro da universidade. Esta falta de
identidade faz diferença no reconhecimento da biblioteca como órgão no mesmo
nível de importância e status que os demais órgãos da universidade.
As responsabilidades em relação à excelência acadêmica não são divididas
pelas bibliotecas e centros, gerando uma dissociação entre as expectativas e os
serviços disponíveis.
Os centros e departamentos, em relação às bibliotecas, atuam mais como
censores e críticos das falhas, questionando competência, do que se integram a
elas, no planejamento conjunto de estratégias e táticas.
Recursos e cursos não tem uma avaliação conjunta, quando o assunto é
informação. Nem mesmo existe igualdade de condições nas negociações, pois a

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representação das bibliotecas nos órgãos colegiados ainda é, de modo geral,
bastante frágil, e encarada mais como uma concessão.
As bibliotecas universitárias devem estar atentas às mudanças no ensino e
prontas a estabelecer tratamento hospitaleiro às mudanças que o pessoal
acadêmico possa buscar, sendo necessário para isto uma maior participacão na
vida política da universidade e nos processos de tomada de decisão.
Os bibliotecários das bibliotecas universitárias também têm uma parte
fundamental neste processo, que é a de gerenciar juntamente com os outros
setores

acadêmicos

um

interesse

comum

de

compartilhamento

de

responsabilidades e soluções, imperativos para reduzir as distorsões entre usuários
e recursos.
É fundamental revisar a abordagem da biblioteca como apoio ao ensino,
através de uma articulação real, não segmentada ou indireta, com os cursos,
através de seus representantes, e do levantamento das necessidades dos usuários,
levando em conta suas especificidades acadêmicas, seus interesses, as fontes de
pesquisa etc.
O acesso à informação é outro ponto polêmico, que fragiliza o cenário já
caótico da biblioteca como uma provedora de informações.
O catálogo tradicional nunca foi o forte das bibliotecas, pela sua defasagem e
ineficácia. Além disto, ele tem se mostrado inadequado para atender as expectativas
dos usuários, que evitam o seu uso e/ou não sabem interpretar corretamente os
códigos e existentes nas fichas e fichários.

Estas deficiências tem sido crônicas,

enquanto que novas tecnologias da informação disponibilizam mecanismos de
consulta consideravelmente mais poderosos. Consultas a base de dados on line -

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por exemplo: Lycos, Alta Vista etc - possuem recursos para assessorar buscas que
em certos casos suprem as deficiências dos exaustivos e emperrados esquemas
biblioteconômicos tradicionais de recuperação de informação.
Os esquemas de processamento técnico tradicionais estão associados a um
estágio tecnológico anterior, e tornam-se obsoletos quando não conseguem
acompanhar as novas possibilidades e as necessidades determinadas pelas
evoluções no entorno dos sistemas de informação.
Aumenta-se drasticamente a capacidade de concentrar e reunir informações.
Entretanto, existe ainda pouca preocupação com a adequação dos procedimentos
de tratamento técnico à nova realidade. Recursos informacionais importantes estão
deixando de ser oferecidos por sistemas de recuperação de informação
automatizados, devido à falta de técnicas apropriadas e atualizadas de
processamento.
Novos modelos de acesso aos catálogos, que priorizem técnicas efetivas de
busca, devem nortear os sistemas das bibliotecas universitárias aproximando-as de
sua missão.
As necessidades das comunidades de pesquisa das universidades são
amplas e dinâmicas. O reconhecimento unânime, e quase sempre tácito, da
inadequação das coleções não tem sido acompanhado da implementação de um
plano estratégico para superar o problema.
A avaliação das políticas de seleção e aquisição, que devem ser recicladas
periodicamente para acompanhar as mudanças na ênfase das pesquisas e da
literatura, não é prática comum nas bibliotecas. A avaliação das coleções segundo
metodologias apropriadas (estudos bibliométricos), levando em conta as novas

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tecnologias eletrônicas de armazenagem e recuperação de informações,

a

impossibilidade de armazenar toda documentação relacionada a determinado tema,
além do desenvolvimento de habilidades para identificar e suprir documentos
relevantes sob demanda, são pontos essenciais a serem discutidos com os usuários
pesquisadores.
A mudança dos paradigmas das bibliotecas universitárias, que inicialmente
estavam centrados na coleção, depois nos processos técnicos, e atualmente no
acesso, pouco interagiu com as atividades e linhas de pesquisa.
Pesquisas envolvendo abordagens ergonômicas em relação às interfaces
homem-computador, que visam adaptar os sistemas às necessidades, expectativas
e habilidades dos usuários, são pouco - ou não são - utilizadas pelos pesquisadores
e projetistas de sistemas de informação.

3 RELAÇÃO CUSTO X BENEFÍCIO

As altas administrações tem dificuldades para entender os custos da
manutenção do acervo, instalações e serviços das bibliotecas, bem como visualizar
valor agregado nos produtos e serviços.
Grande parte dos administradores ainda enxergam as bibliotecas como ralos
consumidores de recursos para custear manutenção, assinaturas ou obtenção de
material, equipamento, pessoal, treinamento de pessoal, treinamento de usuários,
divulgação...
Para agravar esta situação, a automação, especialmente em seu início,
representa aumento de custos.

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O serviço de obtenção eletrônica de documentos,

por exemplo, ainda

representa um desafio para a grande maioria das bibliotecas brasileiras. As
dificuldades para a implantação deste serviço vão desde o seu planejamento inicial
à criação da infra-estrutura necessária em termos de equipamentos, instalações,
treinamento e manutenção de pessoal técnico, especializado, de suporte.

4 CONCLUSÃO

A biblioteca digital constitui-se no espaço virtual, onde as pessoas estarão se
comunicando, compartilhando, utilizando e produzindo novos conhecimentos e
produtos. É o que podemos chamar de tecnologia na educação e educação na
tecnologia.
A metáfora da biblioteca tradicional é, ao mesmo tempo, poderosa e restritiva.
É inegável o valor dos intermediários e a importância dos sistemas de
conhecimento que tem envolvido durante séculos a manipulação e gerência de
coleções tradicionais. Estes intermediários não deixarão de existir, eles apenas
mudarão o seu perfil profissional para explorar as novas possibilidades em termos
de serviços.
O poder da biblioteca digital, já

embrionária em algumas bibliotecas e

realidade efetiva em poucas, reside justamente na flexibilidade em oferecer novos
serviços.
Como as atividades acadêmicas estão se voltando para ambientes
hipermídia,

estendendo-se a hiperbases e bases de conhecimento de múltiplos

usos, torna-se necessária uma ajuda com sistemas inteligentes de apresentação

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que permitam a personalização para as instituições e proporcionem acesso a
coleções de objetos hipermídia, eficientemente.
A análise de texto e técnicas de recuperação da informação são cruciais para
a conversão, indexação, representação, busca e apresentação da informação
desejada.
As formas de interação homem-computador e conhecimentos de critérios
ergonômicos para manipulação de informações são de fundamental importância
para ajudar os usuários na busca, aprendizagem e organização, bem como na
utilização de armazéns de informação das bibliotecas digitais.
O interesse dos setores corporativos, tais como administração de reitorias,
direções de centros e departamentos acadêmicos, são de fundamental importância
na área da tecnologia da informação.
A integração dos serviços de informação para melhor servir a estes órgãos é
uma tarefa que implica primeiramente em mudanças sociais e gerenciais para,
então, viabilizar uma reestruturação técnica.
Os rápidos avanços na tecnologia da informação criam um potencial que
desafia as habilidades do pessoal técnico das bibliotecas, exigindo reavaliação dos
métodos tradicionais de operação e adoção de novos modelos mais integrativos.
Esta, contudo, tem sido uma das questões mais problemáticas. As estratégias
usuais adotadas pelas bibliotecas universitárias, determinadas pela complexidade
institucional e pela falta de planejamento a longo prazo para implantação e
manutenção de sistemas de informação, têm sido orientadas intuitivamente às
tarefas imediatas dos bibliotecários e ao processamento técnico.

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A capacitação do pessoal técnico, com a continuidade da formação através
de cursos de especialização, mestrado e doutorado, é pouco valorizada na política
de pessoal das universidades.
Em primeiro lugar os funcionários técnico-admnistrativos das universidades
brasileiras não têm o mesmo status, nem o tratamento funcional que os professores
e pesquisadores com o mesmo grau de especialização. Os salários são bastante
diferenciados, além das licenças para cursos de pós-graduação não serem
estimuladas ou facilitadas. Apesar de todas as vantagens que a instituição poderia
obter, mantendo pessoal especializado em sua equipe funcional, os títulos de
especialista, mestre ou doutor não são significativos na carreira dos técnicos.
Funcionários especializados obtém um percentual irrisório incorporado ao salário, já
totalmente defasado, quando da obtenção do grau acadêmico.
Somando-se a isso, não existem planos para o aproveitamento do pessoal
pós-graduado em atividades de pesquisa, fazendo com

que voltem às suas

unidades para executar o mesmo tipo de trabalho. Os órgãos de fomento à pesquisa
dificultam a solicitação de funcionários técnico-admnistrativos no que se refere ao
auxílio para aperfeiçoamento profissional, participação em congressos etc.
Na medida em que as bibliotecas universitárias são fundamentais na
viabilização dos projetos de pesquisa das unidades, no suporte à documentação e
informação, seria importante considerar a inclusão dos seus funcionários no
programa de bolsas de apoio do CNPq.
Sem a qualificação, o treinamento e a adequação do pessoal técnico das
bibliotecas universitárias, as abordagens, em relação aos paradigmas introduzidos

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pelas novas tecnologias, bem como às necessidades de restruturação e adequação
de acervo e serviços, tornam-se estéreis.
As soluções para estes problemas passam por uma visão ergonômica de que
as tarefas a serem executadas por qualquer indivíduo, dentro das organizações,
implica em prescrição, capacitação, conhecimento da tarefa, treinamento, além de
equipamentos e condições ambientais adequadas.
Apontar os problemas que os profissionais da informação enfrentam,
encaminhando-os para fóruns de discussões sérias, pode definir novas perspectivas
de atuação, de forma compatível com um mercado cada vez mais exigente e
seletivo em termos de qualificação.
Obviamente, este assunto não se esgota nesta análise. Seguem alguns
questionamentos pertinentes para reflexão:
Quais são as políticas das universidades em relação à qualificação técnica
dos profissionais das bibliotecas e centros de informação, visando a absorção das
novas tecnologias?
Qual o perfil (qualificação e titulação) exigido para os gerentes e diretores de
bibliotecas?
Qual é o nível de integração das bibliotecas com a universidade como um
todo?
Qual é o relacionamento entre as bibliotecas e as administrações das
universidades?
Quais são as estratégias e táticas integradas visando cumprir a missão da
universidade e da biblioteca?

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Qual é o nível de conscientização dos profissionais bibliotecários em relação
ao seu perfil e aos desafios vigentes?
Quais as políticas desenvolvidas pelas administrações das instituições
acadêmicas e de suas bibliotecas

na avaliação dos serviços existentes e na

planificação dos novos serviços de informação exigidos pelas tecnologias digitais?

ABSTRACT
This paper discusses the impact of digital technology on university libraries in Brazil,
with a view to identifying problems faced by staff and defining strategies and policies.
It examines the prerequisites for available information systems to be understood and
supported by administrative staff and the university community in general.
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�5.21

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
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              <text>As bibliotecas universitárias e seus paradigmas: a missão, o ensino, a pesquisa, os custos, o pessoal. </text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Heemann, Vivian; Costa, Marilia damiani; Matias, Marcio</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Curitiba (Paraná)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>1996</text>
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          <name>Type</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Comentários sobre o impacto da tecnologia digital nas bibliotecas universitárias brasileiras, com vistas a identificar e apontar os problemas enfrentados pelas mesmas, envolvendo pessoal, definição de estratégias e políticas. Discute os pré-requisitos para que os serviços de informação oferecidos sejam efetivamente entendidos e apoiados pela administração e pela comunidade universitária em geral.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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