<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="4696" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/4696?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-21T15:41:57-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="3766">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/44/4696/SNBU1991_045.pdf</src>
      <authentication>439bb58a1d1e4e4219e66e6bb222d445</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="52192">
                  <text>542

INs'rRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO EM BIBLIOTECAS:
ESTATÍSTICAS

ALBA COS'I'A MACIEL

Professora da disciplina Administraç~o de Bibliotecas,
do Departamento de Document~
ção da Universidade Federal
Fluminense.
Mestre em Ciência da Informa
çao.

RESUMO:

Enfatizando a utilização das estatisticas como instrumentos
de controle. análise e avaliação, o trabalho aborda a comp~
sição adequada de formulários,assim como a elaboração de ta

belas e gráficos.

Explora a importância do uso dos

dados

estatisticos pelo gerente de sistemas de informação,
como
base ao processo de planejamento de serviços e produtos.

�1

543
A ESTATÍSTICA E A PRÁTICA BIBLIOTECÁRIA

Segundo mestre Aur~lio, estatlstica e a parte da matemática em que se investigam os processos de obten
ção, organização e análise de dados sobre uma população

ou

sobre uma coleção de seres quaisquer, e os m~todos de tirar
conclusões e fazer ilações ou previsões, com base nesses da
dos.

A estatística, como se sabe, está na

base

da construção do conhecimento cientifico, em todas as areas.
As ciências dela se valem para construir, produzir e

legit~

mar as suas teorias.

Na área da Biblioteconomia, a estatlstica
explorada pela metade.

é

subsídios,qua~

Aproveitamos os seus

do muito, para a "obtenção e organ'ização lt dos dados que nos
interessam, deixando de lado a "análise, as conclusões e as
previsões", da definição do Aurélio.

A verdade, revelada pela prática bibliotecárIa, e que os profissionais se satisfazem com os gráficos e,
param por aI.

E isso,

é

bom que se lembre,

é

feito de modo

muito melhor por um computador.

Este fato e lastimável, pois a parte
bre", verdadeiramente pessoal e criativa - a análise,

"noas

conclusões e previsões - é solenemente ignorada.

Porque isso- ocorre?
sinformação,

E, neste caso,

Acredi tamos que por de-

temos que "enfiar a carapuça",

pois a responsabilidade é nossa - os profissionais do ensino da Biblioteconomia.

Mas, não é essa a única causa

do

�544

problema.

Existe uma tradjç~o de incompet?ncia dos

profis-

sionais da ~rea, quando se trata de indagar os por quês

dos

fatos que ocorrem no nosso dia-a-dia de trabalho;

por

os

os por quês de cada

quês dos resultados inesperados;

decj-

É a tão falada tradição do tecnicismo, que

são tomada.

nos

leva a ser os profissionais do como fazer, dentro das
lhas cri stali zadas dos códigos,

tri-

tabelas e esquemas.

E,

o

profissional que não se pergunta o por que de cada regra adQ
tada, que nao pensa nos seus reflexos (positivos ou
vos) para os usuarios da biblioteca, não

V81

negati-

pensar, em

de-

corrência, na análise e interpretação de dados acumulados em
uma tabela estat{stica.

Satisfaz-se com a regra, com as ta-

belas e com os gráficos.

A nossa observação nao e singular.
tos os autores a corroborá-la,

são

mui-

tanto brasileiros quanto

es-

trangeiros:
"Em geral, as bibliotecas fazem registros estatisticos mas com a preocupação de apresentar
quantitativas, que não são analisadas.

mensuraçoes

No entanto, valiosos

estudos poderiam ser realizados a partir destes dados,

para

fornecer ~ administração de bibliotecas importantes informaçoes que auxiliariam no planejamento e processo
(FERREIRA, G.

decisório".

et alo. 1980, p.21)

"É melancólica a disparidade existente

entre

a nossa paixao por figuras e nossa habilidade em fazer

uso

delas.

Mas,

Existe o compromisso de contar, acumular dados.

em que frequênci_a existem análises vál i das dos gráfi c-os

sultantes ou propostas de pol{ticas baseadas em mudanças
alteraç;es apresentadas pelos gráficos?!!
LEN,

1985,

p.211)

(MORONEY

reou

apud AL-

�545

E olhem que, aquj no Brasil, nem essa "paixio

pelos grá1'icos"

existe ...

Todas essas colocações podem parecer pessimi~
tas, mas naa sao.

Acreditamos que, só a partir de constata-

ções, e da real introjeção dessas constatações. que se
construir uma organização sólida, enraizada em sua

pOde

ambiên-

eia, que responda efetivamente às expectativas daqueles

que

a demandam.

Já é hora dos profissionais bibliotecários re
formularem as suas.posturas, indo além do mero registrar
relatar, partindo para a interpretação e projeção de
compilados.

~

ção observada;

e

dados

hora de perguntar, os por quês de cada variade comparar essa variação, com

modificações

havidas em outros serviços, ou, com as variações havidas
períodos anteriores.

~

hora de pensar nos resultados

dos em relação a outros fatores, como o aumento ou
ção de verbas ou do quadro de funcionários,

em

obtidiminui

substituição

de uma cúpula administrativa, mudanças de pOlíticas, de 111 ay
-out U etc.

Há que ter seriedade, competência e criatividade para fazer prognósticos - projeções (positivas ou negativas) desses dados no futuro.

Os dados, obtidos e organizados segundo os mé
todos estatísticos, forneceriam base sólida para o adminis _
trador da biblioteca avaliar e planejar tanto um serviço, co
mo as atividades da biblioteca, como um todo.

Vale

frisa~

que, a época de crise que

samos, está constantemente a cobrar dos profissionais

atrave~
respo~

�546

SáVE'lS por qualsquer tipos de serviços mantidos pelo

goverpa~

no, a comprovação de que esses mesmos serviços conseguem
sar por uma análise custo-benefício.

Nada me lhor que a

pos_~

tividade da estatistica para justificar custos, como também,
respaldar reivindicações, perante à administração

superior

do órgão a que está subordinada a biblioteca.

RAO, ao prefaciar o seu próprio livro

sobre

métodos quantitativos em Biblioteconomia, diz o seguinte:

"Durante as duas úl timas décadas, as bi bl.iote

cas experimentaram profundas transformações, no que diz respeito ~ formaç~o de suas coleções e ~ organizaçio das atividades de circulação, envolvendo recursos cada vez

maiores.

Este rápido desenvolvimento deu lugar ao surgimento de diver
sos estudos e avaliações sobre a utilidade social das biblio
tecas.

Até há poucos anos, as avaliações eram subjetivas,b.ê:.

seadas apenas em opiniões formuladas por individuos ou
poso

gru-

Entretanto, os desenvolvimentos nos campos da matemáti

ca, estatistica, da pesquisa operacional, da admiDistraç~o ,
da economia e análise de sistemas levaram a minimizar
gressivamente os aspectos subjetjvos.
lise de sistemas levou

à

pro-

Particularmente a ana

identificação e aplicação das técni

cas apropriadas de medida quantitativa para avaliar a efetividade e a eficiência dos serviços de informaç~o

oferecidos

pelas bibliotecas",

o uso da estatlstica e extremamente amplo, na
pesquisa em Biblioteconomia.

Todos os estudos que

envolvem

coleta, análise e interpretação de dados ter~o, necessaria mente que se valer dela, desde os estudos de usuários aos bi
bliométricos.

�547

Mas, a ênfase deste trabalho e dada a estatis
tica enquanto técnica e instrumental, a ser explorado
administrador de biblioteca, no cumprimento de suas
de planejar, supervisionar, coordenar

~

pelo
funções

avaliar serviços.

Para poder explorar, adequadamente, os recursos oferecidos pela estatistica, temos que contar com um ins
trumento de coleta bem organizado e eficiente:
os.

os formulári

Além de formulários claros, objetivos e consistentes, o

administrador deverá escolher os métodos mais adequados
seu propósito (escalas, medidas, etc.) assim como, a

ao

melhor

forma de apresentação gráfica dos dados (tabelas, gráfico de
setores, barra, histograma, etc,).

2

INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS:

Os Formulários

Formulários estatisticos sao aqueles que
por objetivo, registrar a frequência de serviços

tem

realizados

e oferecidos por uma biblioteca, no final de cada dia, de
da mês, de cada ano.

c~

são, por essência, instrumentos de co-

leta de dados.

Servem tanto a atividades imediatas do
nistrador, como o controle e a tomada de decisões em
serviço, quanto a atividades mediatas, como o

admialgum

planejamento

de futuras atividades.

Por isso mesmo, o desenho dos formulários deve merecer uma atenção especial do administrador da bibliot~
ca.

Jamais adotar formulários utilizados por outras biblio-

tecas!

Cada biblioteca tem objetivos, caracterÍsticas e ne-

cessidades que as diferenciam umas das outras.

A observação

�548
e o respeito por essas mesmas car8.ctf'risUcas,

o profissional sensível e competente.

e que revelam

o que e bom para

uma

biblioteca, poderá ser ruim para outra.

Ao elaborarmos um formulári.o , devemos determi

nar, em primeiro lugar, o que pretendemos dele,

xar os objetivos de cada um de seus campos.

é

ou seja, fi-

Só depai s disso

que virá o desenho, que deverá aliar a simplicidade da for

ma, com a riqueza de conte~do.
muito importante,

formulários

A simplicidade da forma

pois, na realidade,

e

o preenchimento

é, muitas vezes, feito por profissionais

dos

não-qu~

lificados (num balcão de empréstimo. por exemplo) constante-

mente envolvidos por outras atividades.
do,

A riqueza de conteú

está diretamente ligada aos objetivos que se

colocaram

para o formulário, aos dados considerados essenciais, indispensáveis ao controle do serviço, assim como

Desenhado o formulário,
-teste do mesmo, no proprio servIço que

à

sua avaliação.

recomenda-se um

pre-

irá utilizá-lo,

em

dia de movimento significativo observando-se, na ocasiao,

o

tempo gasto pelo funcionário para preenchê-lo.

Não adianta idealizarmos formulários riquiss~
mos de informações, mas inexequiveis na prática, no
-a-dia.

Podem tomar um tempo excessivo de um

dia-

func i onári o

desfalcando, muitas vezes, serviços mais importantes.
componente do bom-senso participando do desenho, que

É

o

levará

em conta, necessariamente, as prioridades da biblioteca.

Após o teste do preenchimento dos

formulá-

rios, o administrador deverá analisá-lo, buscando as informa
ções realmente substanciais qUe ele oferece, em termos de análise e aval i.ação do referido serviço.

�549

Só depois desses cuidados, o formulário podera ser adotado.

Vale ainda,

uma lembrança:

nao tem foros de eternidade.

formulários

os

Como a biblioteca I'~ um

orga-

nísmo em expans~oll subentende-se que a estrutura administra-

tiva que a sustenta também deve estar disposta a expansoeS e
Mui tas vezes., a necessidade de

modificações.

implementação

de um estudo, como por exemplo, um estudo de uso de coleções

quanto ao conteúdo (assunto), pode levar a biblioteca a adotar temporariamente um tipo diferente de formulário,

que es-

pecifique mais detalhadamente os assuntos (FormUlário 6).Te~

minado o estudo, volta-se a adotar os formulários usuais uti
lizados anteriormente.

Uma reVlsao periódica dos formulários e

uma

Flexibjlidade e reajuste, são condições im-

medida salutar.

prescindlveis ao bom administrador.

Incluímos a seguir, alguns modelos de formulá
rios estatfsticos.

Tal prática, no contexto d~ste trabalho,

guardadas as recomendações já feitas, visa facilitar ao profissional iniciante, a montagem de um modelo, que
mais adequado

à realidade em que atua.

lhes, optou-se pelo geral.

seja

o

Omitiram-se os deta-

Propositadamente.

Poi s as espe-

cificações ficarão por conta do bibliotecário.

Foram selecionados 12 formulários para os seguintes serviços:
co;

seleção e AqujsiÇão;

Circulação de Coleções e Referência.

Processamento T~cnj
Estes formulários

permitem o controle da frequência diária (no acumulado

men-

sal) como tamb~m as frequências gerais mensais (no acumulado
anual) .

�550

Concluindo, os formulários sao instrumentos im
portantes para o administrador da biblioteca.
ra a coleta e organização adequada de dados.

Essenciais paPode-se

mesmo, que cumprem a primeira etapa - a coleta lho estatistico.

Mas, reforçamos novamente a sua

de instrumentos de uma obra maior:
projeções dos dados coletados.

dizer

de um trabaqualidade

a análise, conclusões

e

Este, o objetivo final da es-

tatística.

A seguir, os formulários:

�551
BlIBLlOTECA

CONTROLE

ESTATfSTtco

DE

AQUISiÇÃO

POR

TIPO DE
DOCUMENTO

DATA

DOAÇÃO E PERMUTA
QUANT.

O

P

PROCEOÊNCIA

-

--~_._-,-

---

-

--

--

--

--- f-

f--

t------

- ---------

--

---

f---

- - - - - _.. __ ..

._. __ .-

-----

--

TOTAL:

TOTAL:

I LIVROS)

[PUUÓOICOS

It FAse.)

TOTAL:
(OUTROS DOCUIIIEHTOS) :

FORMULARIO

Observaç~es quanto as possIbilidades deste formul~rjo:
- Permite uma análise geral da aquisição de diferentes coleções
atrav~s de doaç~o e permuta;
- Permite avaliar o volumE' de documentos recebidos no periodo
(controle quantitativo);
- PermIte identificar a origem d,-IS coleções doadas e/ou permutadas.

�552
PEftIÓOO:

IIlaLIOTECA:
COHTltOU:

EITATíSTICO

"

AOUISIÇÁO DE

C O •

TIPO

DE

DATA

OOCUWEI'tTO

NACIONAL

UNID.

C.,

...

~An:ftl"'L

IIIIILlOGIt,ÁFU:O
TO TAl.

ESTRANGEIRO

UNIO.

C.,

TOTAL LIVROS
'( VDL.I

TOTAL PERiÓDICOS

TOTAL

TOTAL CUSTOS:

UNIOAOE'S

( FAse.!

CUSTOS:

(LIVItOI)

(PERIÓDICOS)

TOTAL 6EAAl CUSTOS:

FORMULÁRIO 2:

COI4TROLE DA AQUISiÇÃO DO MATERIAL BIBLIOGRÁFICO (COMPRA)
(Único para livros e pertódicos)

Observações quanto ao uso deste Formulário:
Fornece dados para o planejamento orçamentário da aquisição

bibliográfica;
Pode ser adaptado para outros tipos de documentos;
Válido tanto para o controle mensal quanto para o controle
anual.

�553
alaLIOTECA: _ . , -_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _- ;_ __
CONTROLE ESTAriSTlCO NENS.II.L

OATA

REG.

CAT.

CLAS.

no PROCESSANENTO TÉCNICO

INOEJ(. PREP

DAT.

REV.

ALF.

ARO.

f----I--+ ---+----+------1--+----+--+----1

TOTAL

FORMULÁRIO

3',

CONTROLE MENSAL 00 PROCESSAMENTO TÉCNICO

Observações quanto ao uso deste fonnulário:
- Deverá ser entregue aos funcionarios no início de cada
mês e recolhido no lil timo dia útil do mesmo mes;

- f: válido tanto para o bibl iotec&lt;Írio (catalogação, indc
xação etc.). quanto para o funcionaria não - qualificado
(datilografia, preparo etc,);
- Fornece os dados relativos aos totais parciais
sais) das atividades realizadas;

(mcn-

- Pennite o controle d,l produção mensal dos funcionários
do setor;
- Pennite o estabelecimento de um padrão de produçao
ra as atividades do setor.

pa

�554
BIBLIOTECA:
COt,lTROLE ESTATI'STICO

At,lUAL DO PROCESSAMENTO TÉCNICO

ANO:
MÊS

REG.

C AT.

CLAS.

INDEX. FREP.

OAT.

REV.

'" .

ARO.

TOTAL

0'
0'
0'

O,
0'

O,
0'

O,
0'
'0

"

"
TOTAL

FORMULÁRIO

4:

CONTROLE ANUAL 00 PROCESSAMENTO TÉCNICO

Observações quanto ao uso deste fonnulârio:
- E preenchido relo chefe da biblioteca a partir dos fonnulá
rios mensais, no final de cada ~eríodo;
- rorncce os dados relativos aos totais gerais, de atividades realizada.s pelos funcionários (qualifjcados ou não);
- Pcruli te o controle ua produção anual uos ftmcionários;
- Penni te o estabelecimento de um padrão de produção
as ativiclades do setor.

rara

�BIBLlOTEC4.
CO'nROLE ESTArlSTICO

MENSAL OA CIRCULAÇÃO 00 ACERVO

IoIÊS

~!

DOCUMENTOS

)

OBRAS. DE
REFERENCIA

.. O"E:

I

I

I

r

I

!

,

I,
I

TOTAL

I I

I

!

I
I

I

I
I

LIVROS

--

I

I

I
'i

I

PERIDDICDS

i
,

!

!

T~

.. N .. 15

I

!

i

,
i

OUTROS
DOCUIoIENT05

i

TOT"L

FORMULAR 10

5:

CONTROLE

MENSAL

DA

CIRCULAÇÃO

DO

ACERVO

Observações quanto ao uso deste fonnulãrio:
Privilegia os tipos de documentos mencionados. não especificando as classes lassuntos) dos documentos utiliza
dos. Pode não ser interessante para bibliotecas universitárias e especializadas~bastante úttl para biblio
tecas públicas;
.
Não pennite: estudo de uso de coleções quanto ao conteúdo (assilllto) ;
- E dos mais simples e fáceis de preencher;
- Toma um tempo mínimo do funcionário;
- Deve ser entregue ao fllilcionário no início de cada mes, sendo recolhido no último dia Ctil;
Pode-se incluir 4ffi campo pio nome do funcionário responsável pelo preenchimento, se is!o for necessário.

�BIIIL.1OTECA:
COHTItOL.E ESTAT IST1 CO

ANUAC. OA ClI'I:CULA&lt;;IO 00 -'C[ItVO

'"O

~

O.

O'

o.

O'

O'

O'

O,

OI

••

O'

DOCUIIIIENTOS

"

"

TOTAl..

OBRAS DE
REFERÊNCIA

LIVROS

P€IUÓOI COS

ANA 15

I

OUTROS
OOCU"'ENTOS

TO TA L

FORMULÁR la

6

CONTROLE

ANUAL

DA CIRCULAÇÃO

DO

ACERVO

Observações quanto ao uso deste formulário:
As mesmas observações feitas ao formulário anterior, com a ressalva de que este ê preenchido pelo chefe, no
final de cada período;
Os dados constantes deste formulário correspondem aos totais gerais, ou seja ao somatório dos dados registrados no anterior (form. 4).

�557

BIBLIOTECA
CONTROLE

DE

ARTES

ESTATíSTICO

E

COMUNICAÇÁO

ANUAL

DA

SOCIAL

CIRCULAÇÃO

POR

ASSUNTOS

ANO

I.:s:
SSUNTO

MESES

AROUI-

VOLOGIA

ARTES

BIBlIOTE CINEMA
CONQMIA

JORNA- PUBLlCI- OUTROS
LlSMO
DADE
ASSUNms

TOTAL

PRQPAG.

OI

02
---

- - f---

03
---

-------:

I -

-----

04

-------:----:-------

-

---- r----

--

05

r-----\--~--t--_+---f-~r___-}_--\---06

r--------f----~--_+----~-07

----+-

---+---- 1 - - - -

r------1----+__

----+----f-----I - - - - -

f---- 08

09

la

- - ----1------+I I

1----

----1------- ---+---

--

--~

- - - - - - - - j----+------

12

TOTAL

FORMULAR la

7

CONTROLE DA DEMANDA

POR

ASSiJNTOS

Observaç~es quanto ao uso deste formul~rio:
_ Presta-se ao estudo de uso de coleções;
Pode ser utilizado temporariamente, por ocasi~o do estudo mencionado ou definitivamente, caso o seu preenchime~
to n~o ocupe tempo excessivo de funcion~rjo;
_ Para o controle mensal, colocar dias no campo r0servado
aos meses.
_ Fornece interessantes subsldjos para a seleç~o e avaljação documental em bibliotecas.

�558
BIBLIOTECA Y

CONTROLE ESTATísco DA CIRCULAÇÃO

MÊS

~
DATA

O

I

2

3

4

5

•

7

8

9

TOTAL

I

2
3
4
5

•
7

8
9
10

"12
13
14

15
I.

17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29
30
31
TOTAL

FORMULARIO 8:

CONTROLE MENSAL DA CIRCULAÇÃO POR CLASSE

Observaçoes:
- Utilizâvel quando a biblioteca possui um acervo geral que en

glaba todos os assuntos (como uma biblioteca central universi=
târia, ou uma biblioteca pGblica) e quando hâ nec~ssidade de
se especi fj car oS as~untos na estatística; - Tania um tempo considerâvel do funcion~rio;
- Só arrola um

ti~

de documento;

- Pode-se illcluir uni campo para o nome do funcionârio responsª
vcl pelo preencllimento, se isto for necessârio.

�559
BIBLIOTECA
CONTROLE
DE

ESTATI'STICO

DO USO

DO

ACERVO

POR

DIFERENTES

CATEGORIAS

USUÁR lOS

ANO

I
PÚBLICO

EM

E S T U DA NTES

CR lANÇAS

BRAILLE

GERAL

TOTA L

f

JAN

I-FEY

--_. --t---------+--- . ----f---

r-

------

MAR

f-- -

--

..

-----

-----

f---

r---

ABR

------ ------- ._----- ---------+--MAl

-+--- --

t----JUN

f----t--

---------l-------,

-----+------+--------1------- ---+-------1

JUL

I - - - - t - - - - - - f--------'I------I--AGO

1----._--- -------+----- --+----- -f---------+-----1
SET

OUT

t----+------- ------t--- ----t---....- - - + - - NOY
I--------f-------f------t-----+----+----~

OEZ
TOTAL

FORMULARID

9.

uso

DO ACERVO POR

DIFERENTES CATEGORIAS DE USUARIOS

Observações:
- Adequado para a análise da demanda pelas coleções por diferentes categorias de usuários;
- Presta~se para avaliaç~o do desempenho da biblioteca consoante metas fixadas para as diferentes seçoes;
- Para o controle mensal, colocar dias no campo meses.

�BIBLIOTECA:
CONTROLE ESTAT íSTICO

~ENSll,L

DO SERViÇO
NOME:

MÊS:

"

REFERÊNCllI,

~

TOTlI,L

SERViÇO

ORIENTAÇÃO

'0

USUÃRIO EM GERAL

•

LEVANTAMENTO
DOCUMENTAL

NORMlI,LIZlI,Çll,O 0'
TRABALI10S TÉCNICO.
CllENTíFICOS

ATENDIMENTO
TELEFONE ICORREI O

'"O'"

i

TOTAL

FORMULÁRIO 10:

CONTROLE

MENSAL

DO SERViÇO DE REFERENC IA

*Considere incluidas neste campo: Orientação de Leitura, Orientação Quanto ao Uso de Catãlo
gos, etc.
Observações:
- Especifica o tipo de serviço que é realizado;
- Deve ser entregue ao funcionârio no início de cada mes, recolhido no último dia útil;
- ~ão especifica assuntos.

�81 BL.IOTECA:
CONTROL.E ESTATíSTICO ANUAL. 00 SERViÇO DE REFERÊNCIA
ANO:

~

SERviÇO

ORIENTAÇÃO

"

0'

O,

0'

O,

O,

0'

O,

0'

"

"

"

TOTAL.

.0

USUÁRIO EM GERAL. ..

L.EVANTAMENTO
DOCUMENTAL.

NORNALIZAClo
0'
TRABALHOS
TECN I COSo CIENTi FI COS

ATENDIMENTO
TEL EFONE ICORREIO

TOTAL

FORMULÁR!O

!I:

CONTROLE

ANUAL

DO SERViÇO

DE

REFERÊNCIA

Observações:
- E preenchido pelo chefe, no final do ano, pois é o resultado acumulado dos dados
trados no formulário anterior (8);
- Especifica o serviço executado;
- Não especifica assunto.

regi~

�562

,

BIBLIOTECA
CONTROLE ESTATíSTICO DIÁRIO
MÊS

"'''

ASSUNTO

PROCURADO

"

REFERÊNCIA

'" , ,

{ASSUNTOS)

O

08SERVAÇÕE

--

ASSUNTOS

FORMULÁRIO

12

NÃO COBERTOS

PELA

BIBLIOTECA:

CONTROLE DE BUSCA DE ASSUNTOS

Observações:

- De preenchimento fácil e rápido;
- Fornece os assuntos mais procurados e os menos cobertos;

- Importante subsídio para a política de seleção da biblioteca;
- Especifica o tipo de usuário que demandou o serviço;
- Auxilia estudos de avaliação de coleções.

�563
3

APRESENTAÇÃO

DE DADOS ESTATÍSTICOS

Com base nos instrumentos de coleta de

dados

(os formulários examinados na seção anterior), podemos compor
tabelas e gráficos.

Tratamos agora, especificamente, da org~

nizaçao dos dados registrados nos formulários e da sua

apr~

sentação.
Os dados podem ser apresentados em forma
texto,

tabela ou gráfico.

texto

A apresentação em forma de

deve ser evitada por ser enfadonha e pela dispersão que

leitura acarreta por parte do leitor.

Já

to mais viáveis e, muitas vezes, só elas

de

sua

as tabelas são mui-

já

cumprem o objeti-

vo de organização dos dados.

3.1

Tabelas

"Uma tabela e a organi zaçao sistemáti_ca de da-

dos estatísticos na forma de colunas e linhas.
horizontais e as colunas verticais.

A tabela geralmente sim-

plifica a apresentação e facilita a comparaçao
mais conjuntos de dados".

As linhas sao

de

dois ou

(RAO, 1986, p,15)

As partes que devem constituir uma tabela sao:
- o titulo;
- o sub-titulo (se necessário);
- a coluna indicadora;
- os cabeçalhos;
- o corpo da tabela ou dados.

�564

Exemplo calcado no Formulário 7.

TABELA 1:
DEMANDA POR ASSUNTOS NA BIBLIOTECA DO IACS 1990

ASSUNTOS

TOTAL
PARCIAL

BIBLIOTECONOMIA

%

GRAUS
SIMPLES

12919

56,0

204

ARQUIVOLOGIA

4181

18,0

66

CINEMA

2572

12,0

40

PUBLICIDADE/PROPAGANDA

1115

5,0

18

ARTES

873

4,0

14

JORNALISMO

628

3,0

10

OUTROS

486

2,0

8

22774

100,0

360

TOTAL

Fonte:

Formulários estatisticos de circulação da
Biblioteca do IACS - UFF

Esta tabela especifica os percentuais(em rela
çao a 100) e os graus (em relação

à 360),

A organizaçao dos dados no corpo da tabela

d~

ve ser feita de modo a realçar as análises que o administrador acrescentará ao trabalho.

�565
A Tabela 2, a seguir, foi

organizada a partir

de dados colhidos através do Formulário 9.

TABELA 2:
USO DO ACERVO POR DIFERENTES CATEGORIAS DE USUÁRIOS-1989

SEÇOES

TOTAL
PARCIAL

ESTUDANTIL

10987

60,0

5281

30,0

BRAILLE

974

5,5

INFANTIL

815

4,5

18057

100,0

PÚBLICO EM GERAL

TOTAL
Fonte:

%

Biblioteca Pública X

o

mesmo Formulário 9, referente a dois

anos

consecutivos, pode propiciar a seguinte tabela:

TABELA 3:
USO DO ACERVO POR DIFERENTES CATEGORIAS DE USUÁRIOS
PERÍODO 1989/90

TOTAL PARCIAL DA CIRCULAÇÃO DO ACERVO
1989
1990

SEÇÕES

10987

10858

5281

4233

BRAILLE

974

659

INFANTIL

815

581

18057

16331

ESTUDANTIL
PÚBLICO EM GERAL

TOTAL
Fonte:

Bibl.ioteca Pública X

�566

Esta ~ltima tabela foi organizada de modo

a

permitir a análise comparativa de dois períodos consecutivos.

3.2

Gráficos

o

alcance visual de um gráfico e muito

maior

do que o de uma tabela e, nem se compara, com o de uma apresentação em forma de texto.
rúcio

já

dizia que,

Não e a toa, que o próprio Con-

"urna imagem vale mais que mil palavras 11

,

o objetivo da apresentação gráfica de dados e

resumir, de maneira clara, os fatos e inferências

extrai dos

dos dados.
liA importância de apresentar dados numa forma

gráfica. decorre do fato de que uma apresentação nessa forma,
(RAO, 1986,

pode ser facilmente compreendida e interpretada",

p.14)

Cumpre aos gráficos. portanto, apresentar e ~
videnciar dados, de modo a permitir a comprovaçao das análises e conclusões, do administrador da biblioteca.

Utilizam-se os gráficos para identificar

mu-

danças e alterações apresentadas pelos serviços, para avaliar serviços e funções através de comparaçoes.

Prestam - se,

com a exatidão dos numeros, para justificar custos,

respal-

dar reivindicações etc.

Eles permi tem grande economj_a de

palavras,

pois ev.idenc.iam argumentos.

Os gráficos mais utilizados em

bibliotecas

�567
8ao:

gráficos de setores, de barras (barras duplas e/ou fra

cionadas), o histograma e o pOlígono de frequência.

Os gráficos que se seguem foram compostos por
dados expressos nas tabelas que nos serviram de exemplo.

3.2.1

Gráficos de Barra ou Colunas

Um gráfico de barras ou colunas consiste

em

um certo número de barras, que variam conforme quantidade de
variaveis que se pretende retratar.

De largura igual,

traçadas, na maioria das vezes, verticalmente.

sao

A aI tura

de

cada barra vai variar, conforme varia o valor de cada variável apresentada.

Quando for interessante comparar o "comporta-

mental! das variáveis, dentro de períodos consecutivos ou,me~
mo nao sendo consecutivos, que tenham condicionantes expres-

sivas para an~lise (mudança de gest~o, mudança de

pOlitica,

ingest~o de verbas etc), pode-se utilizar o gr~fico de

ras duplas.

bar-

Este gr~fico evidencia, com pronta clareza,

as

comparaçoes que se pretende analisar.

Os gráficos a seguir representam um
de .barras e um gr~fico de barras duplas.

Os dados

gr~fico

utiliza-

dos para sua composiç~o foram extrai dos das tabelas 1 e 4.

�568

"

~

o
z
o
ü

W

I-

o

-'

Ol
Ol

I 3000

r-

f 200 O

I 1000

I

w

DOCA

9000

~

o
w
z
o
o

8000

7000

&lt;l

W

o

o
w
-o

•"z

'"o-'

60CO

«
o
z
«

o
&gt;

""

5000

li.'"

ao

&lt;l

r-

4000

o

no

"-

&lt;l

"w

m

"«

I-

o

w

Z

3000

"-

Z

o

"U

ü

-

-'

2.000

"
~

&lt;D

m

"

I-

-'

w

nn
Q.

1000

GRAFICO
NA

DE BARRAS OU COLUNAS

BIBLIOTECA

TOTAL

no

&lt;l

X,

NO ANO

DE CONSULTAS:

22774

DE

"mm
«

m

«

o

"'"

I-

Z

no

"o

rl n
DEMANDA

1990

POR ASSUNTOS

�569

TABELA

4-

uso

ACERVO

SE

00

ç ÕE

POR

DIFERENTES CATEGORIAS

TOTAL

S

I

PARCIAL DA CIRCULAÇÃO

EM GERAL

1990

o

9

6

1

5

2

6

I

•

1

4

6

I

5

BRAILLE

INFANTil

. .----

TOTAL
fONTE

I

FORMULAR lOS ESTATISTICOS

89 90

GRÁFICO

DE

USUARIQS

1989

ESTUOANT IL
PUBLICO

DE

6. 90

BIBLIOTECA

89 90

BARRAS DUPLAS:

DIFERENTES CATEGORIAS

DA

6

O 5

1

I

O

6

5

6

,

2

3

3

6

5

•

5

6

I

3

3

I

-I

6

Z

8990

USO DO ACERVO DA BIBLIOTECA Z

DE USUÁRIOS

POR

�570

3.2.2

Gráfico de Setores

o
circunferência.

gráfico de setores e representado sobre uma
Cada variável que se deseja representar ocu

pa uma fatia, um setor da circunferência.

por cada uma das variáveis

é

O espaço

ocupado

calculado em relação a 360º,

a

medida total da circunferência.

A composiçao do gráfico de setores que

-ilus-

tra a proxima página, tomou como base os dados expressos

na

Tabela 1.

Para calcular, por exemplo, o uso de coleções
pela area de Biblioteconomia (Tabela 1) e projetar o dado no
gráfico de setores, procede-se da seguinte maneira, utilizan
do-se uma regra de três simples:

22.774

equivale a

360º

(o total de
consultas)

(a medida total
da circunferência)

12.919

x

(o total parcial
referente à
Biblioteconomia)

x

12.919 x 360
22.774

Portanto

X

204º

Cada setor deve aparecer, na circunferência,em
ordem decrescente (ou crescente) de tamanho, podendo o

dese

nho ser iniciado no ponto O (ápice superior da circunferênci
a) •

�571

•• ••
•

no

,,"

ZO&lt;4°

O

BIBLIOTECONOMIA

O

ARQUIVOLOGlA

O

CINEMA

O

PUBLICIDADE !PAOPAGANOA

O

ARTES

O

JORNALISMO

O

OUTROS

GRÁFICO DE SETORES REPRESENTANDO A DEMANDA POR ASSUNTO
BLIOTECA X

NO

ANO

1990

NA BI-

�572

3.2.3

POligono de Frequência

o pOlígono de frequência e desenhado a partir
de pontos decorrentes da intersecç~o de duas retas,
a partir dos eixos X e Y.

traçadas

O eixo dos X representa as variá-

veis que se pretende demonstrar e o eixo Y, a frequência (v~

lar de cada variável).

Unindo-se estes pontos,

forma-se

o

pOligono de frequência.

Para avaliação comparatjva de dados,

pode-se

desenhar dois ou mais pOligonos de frequência, dentro de

um

mesmo gráfico.

A seguir tabela e pOligono de frequência.
dados foram colhidos através do Formulário 5.

TABELA 5:
CIRCULAÇÃO DE PERIÓDICOS NA BIBLIOTECA y, 1989/1990

M E S E S
JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEM8RO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO

TOTAL

Fonte:

Nº DE CONSULTAS
1989
1990
116
214
981
943
1. 981
2.534
194
982
1.324
2.013
2.791
543

179
380
892
873
1.310
1.987
215
837
1.478
1. 519
1. 728
398

14.616

11.796

Formulários estatlsticos sobre circulação do
acervo

Os

�573

3.000

1989 _ _ __
1990 --------

2 800

2 600

2 400

2 _200

2.000

•
,"
•z

8

,

I1
II
I \
/ I
I I
I
I
I
I
/
I
I
I
I
I
I
I
I
\

I 800

I

600

~

I ,400

~

•

-,2z

I .200

I .000

~

1\
\
\
I

I
I

\

800

I
I
I

600

\

I
I
I
I
I
I

I
I
I
I
I

I

\

400

I
I

JI

--

\
\

I
I

I
I
I

/

200

/

/
F

M

A

A

M

FIGURA

S

O

N

O

4

POLlGONOS DE FREQUÊNCIA REPRESENTANDO A CIRCULAÇÃO 00
ACERVO DE PERiÓDICOS DE UMA BIBLIOTECA NO PERIODO DE
ANOS.

2

�574

4

A ESTATÍS'rICA E O ADMINISTRADOR DE BIBLIOTECAS

Estudo recente realizado no âmbito das bib}io
tecas universitárias (MERCADANTE, 1990 p.31),

revela a

ine-

xistência, precariedade e pobreza dos documentos administrativos nessas instituições.

Segue, mencionando a domesticida

de da administraç~o na maioria das bibliotecas brasileiras ,
fato que denota o despreparo do profissional

bibliotecário

na elaboração de instrumentos para o gerenciamento.

o

quadro certamente naa e outro nos demais ti

pos de bibliotecas (públicas, escolares etc).

As bibliotecas, embora adotem atualmente t~c­
nicas e posturas mais dinâmicas em relação

à

divulgação

e

promoção do uso de seus acervos, nem sempre se estruturam co
mo organizações.
das,

Urna organização deve ter funções

def:ini-

rot:inas programadas, determ:inação de competênci.as,

de

modo a configurar-se corno um sistema, bem consti tuldo e inte
grado, sintontzado no alcance de seus objetivos e metas.
ma organização deve necessariamente incluir m~todos e
das de avaliação de seu desempenho para não cair na

U-

medicitada

"domesticidade" ou mesmo cumpli_ci-dade das atuais cheftas.

Para avaliar o alcance de um objetivo, o profissional tem que ter em mãos dados da realidade em que atua,
tem que saber analisá-los e projetá-los.

As estatisticas fun

cionam como verdadeiros bancos de dados sobre a

biblioteca,

documentos administrativos que possibilitam ao bibliotecárto
oportunas tomadas de decisão.

A exploração dos dados estatisticos tem dtferpntes finali.dades.

Os gerentes de bibliotecas podem utili-

�575

z~-los para aval iar o desempenho de serviços e funcion~rios,

identificar' mudanças, estabelecer pol{ticas, padr;es de
sempenho, extinguir ou planejar atividades etc.
Licas embasam,

COIIIO

a clareza dos números.

As estatis-

as suas rc'ivindi-

caç;es perante a cúpula administrativa de um ~rg~o,
cando dpcisões

P

cte-

justifi-

('\181,08.

A irlterpretaç~o das estatísticas exige do bibliotec~rio urna atitude cient{fica e uma postura ~tica.

entifica.
dos;

Ci-

traduzida na busca de causas para os fatos observ~

6tica. na disposiçio de interpretar sem sectarismos ou

distorções que possam, porventura, benefici~-10.

A an~lise dos dados, mesmo que estes se refiram a um unico ser'viço, deve ser feita atrav~s da perspectiva do conjunto.

A biblioteca ~ um sistema onde o desempenho

positivo ou negativo de um serviço ou funcion~rio se reflete
em toda a organização.

A an~lise compartimentada,

do contexto maior e mIope e inv~lida.

isolada

Tal observação

t.a, obviamente, a necessidade do profissional estar

denoconecta

do e t~m sint·onia com a ambiência do sistema qw:' gerf'ncia, ta!:!.
to interna quanto externa.

Quando temos em maos um conjunto de dados sobre uso de coleç~es, como o mostrado atrav~s do gr~fico

de

barras (seção 3.2.1), devemos observar as vari~veis que

tal

conjunto nos apresenta procurando evidências que nos apontem
no sentido de mudanças ou de manutenção de decjs~ps.
blioteca X, por exemplo, a coleção de Biblioteconomia
muito mais utilizada que as demais.

Por que?

Seria o

Na Bifoi
fato

explicado pelo 6bvio dominio do uso do acervo que os bibliotec~rios e futuros bibliotec~rjos

t.~m?

Ou teria outras cau-

sas, como uma divulgação maIS cuidada e eficiente dos

docu-

�576
mentos pertencentes a esta area, ou um crit~rjo especial

de

armazenamento dessas coleç~es, ou ainda um trabalho de indexação que proporcionou ma1.s pontos de acesso às coleções
BibLia?

já

As variações detectadas no presente per{odo

nham se manifestando em periodos anteriores?

Ou

é

de
vi-

t{pica do

períodO em análise?

t

importante, durante o processo de análise

que se relacione o fato observado com as suas provaveis causas, proximas ou distantes, evidentes ou não tão

evidentes.

Só depois deste exercicio intelectual, que na verdade são i das e vindas em torno de um problema, nunca um caminhar
ar, que poderemos nos aproximar do que sejam as suas

lin~

verda-

deiras causas.

Determinadas as supostas causas reais para os
fatos observados,

incorporar os rnodelos que implicaram em re

sultados positivos (modelos de politicas de seleç~o do acervo;

modelos de instrumentos ou t~cnicas de divulgaç~o; mod~

los de treinamento de usu~rios;

modelos de armazenamento

e

Sinalização das coleções etc), estendendo-os para as

areas

de baixo rendimento (artes,

jornalismo, constantes do

exem-

S~o decisões apoiadas na realidade que

geram

pIo adotado).

um ciclo produtivo de resultados - o verdadeiro IIfeed -back ll
para o sistema, sua ciclica avaljaç~o.

Um segundo exemplo de an~lise poderia ser cal
cado no gráfico de barras duplas (seç~o 3.2.1):

Uso do acer

vo da Biblioteca Z por diferentes categorias de usuários. Es
te tipo de gráfico permite a análise comparativa

imediata

das varjávei.s em observação.

Evidencia-se, de pronto, a predominância

do

�577
segmento estudantes, na biblioteca.

Nada de

sur'preenden te

se considerarmos a quase inexist~ncia das bibliotecas escoLa
res no Brasil, mas, de qualquer modo urna eVIdência que merece toda a atenção do bibliotecário.

Tanto no sentjdo de cri

ar serviços especiais de atendimento aos estudantes, como uma Seção Estudantil. especializada em ,tpesquisa escolar", co

mo no sentido de privilegiar aqueles que deveriam ser,

num

contexto mais equilibrado que o brasileiro, os verdadeiros u

suários das bibliotecas públicas.

Vollando ao mesmo gráfico

observa-se uma queda geral do uso do acervo em todos os segmentos estudados.

Por que?

Seleção i nadequacla

Desatualização de coleções e funcionários?

acervo?

do

Falta de divulg.§.

çao de atividades ou mesrno ausênc i a de atividades de dinamizaçao de leitura entre as categorias Deficiente e

Infantil?

Estes últimos segmentos estão praticamente desassistidos de~
Houve suspensão de verbas, cortes

tro da Biblioteca.
mentários?

Mudanças de cúpula administrativa importando

mudanças de politícas?
biblioteca

orça-

é

O planejamento do espaço [{sico

em
da

adequado aos usuários especiais que sao as cri-

anças e deficientes?

s6

depois das respostas a estas e muitas

ou-

tras questões, que surgem da observação do grnfico, estaríamos com respaldo suficiente para tomarmos decisões acert.adas
e avaliações corretas e justas.

No processo de implantação de um sistema de a
valiação em uma biblioteca, o administrador deve envolver,ne
cessariamente toda a sua equipe de funcionários.
1 aboração dos i ns t r'umen tos adequados de ava 1 i ação,

determinação de padrões, parãmetros de julgamento.

rfanto na e
como

na

Partici-

pando ativamente do processo, os funcionários receberão corno
uma decorrência natural, o quinhão de r~sponsAbil idades

que

�578

lhes cabe em atingir a um padrão que ele mesmo se atribuiu.

o

proveito que um gerente de bibliotecas pode

retirar das estatísticas
tante fonte de dados
a e bom senso.

é

evidente.

Aproveitar esta impor-

é, no mínimo, uma questão de competêncl

�579
5

REFERENCIAS BIRLTOGRAFICAS

ALLEN, Geoffrey G.
The management use af library
statistics.
IFLA Journal, 11(3), 1985.
CARPENTER, Ray L. &amp; VASU, Ellen Storey.
Statistical
methods for libraries. Chicago: ALA, 1979.
1119p.
FERREIRA, Glória Isabel Sttamlni et ali].
Problemas de
coleta e utilização de dados estatísticos em bibliote
caso
Boletim ABDF, Brasília, 3(4): 21-25, 1980.
-

MEHCADANTE, Lei1a M.Z.
An~lise de modelos organizacionais de bibliotecas unjversit~rias nacionais.- Brasília: O Programa, 1990.
82p.
RAO, I.K. Ravichandra.
M~todos quantitativos em Biblioteconomia e Ciência da Informação.
'l'rad. de Daniel F.
Sullivan e outros. - Brasília: ABDF; Washington: OEA,
1986.

272p.

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="44">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51351">
                <text>SNBU - Edição: 07 - Ano: 1991 (UFRJ - Rio de Janeiro/RJ)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51352">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51353">
                <text>Tema: Padrões nacionais para planejamento e avaliação em bibliotecas universitárias.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51354">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51355">
                <text>UFRJ</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51356">
                <text>1991</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51357">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51358">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51359">
                <text>Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="52157">
              <text>Instrumentos para avaliação em bibliotecas: estatísticas.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="52158">
              <text>Maciel, Alba Costa</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="52159">
              <text>Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="52160">
              <text>UFRJ</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="52161">
              <text>1991</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="52163">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="52164">
              <text>Enfatizando a utilização das estatísticas como instrumetnos de controle, análise e avaliação, o trabalho aborda a composição adequada de formulários, assim como a elaboração de tabelas e gráficos. Explora a importância do uso dos dados estatísitcos pelo gerente de sistemas de informação,  como base ao processo de planejamento de serviços e produtos.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="68200">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
