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LINHAS E TENDÊNCIAS METODOLÓGICAS NAS DISSERTAÇÕES DO
MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO
RIO DE JANEIRO (1972-1995)
Leilah Santiago Bufrem*

RESUMO

Analisa as dissertações de mestrado aprovadas no Programa de Pós-Graduação
em Ciência da Informação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico - CNPq / Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia IBICT - Universidade Federal do Rio de Janeiro / Escola de Comunicação, no
período de 1972 a 1995, sob enfoque crítico, com o propósito de levantar e
acompanhar entre as linhas e tendências metodológicas concretizadas as mais
evidentes e significativas contribuições à área de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Enfatiza a pesquisa como prática criativa necessária para evolução do
campo analisado, sem esquecer o contexto político-cultural do Brasil, como pano de
fundo de criação e desenvolvimento do Curso e seus desdobramentos para as
opções metodológicas. Apoia-se em dados quantitativos para a análise de um
corpus constituído de 215 dissertações.

1 INTRODUÇÃO

A condução das pesquisas acadêmicas ou institucionais tem sofrido os
impactos das descobertas científicas e dos avanços tecnológicos sobre o mundo
contemporâneo. São evidentes os efeitos de modelos científicos criados nem
sempre para interpretar, mas principalmente para transformar o mundo. O século
XX, que viveu e está vivendo renovações sem precedentes, assiste o surgimento de
novos saberes, com repercussões, segundo GRANGER, nunca antes atestadas na
vida individual e social dos homens (1994, p. 11). Seus desdobramentos

�4.4

evidenciam-se no campo do conhecimento e das práticas cujo objeto é a
informação. Eles concretizam-se em um universo de estudos proporcionalmente
ampliado por novos campos de pesquisa, resultantes das ramificações do saber. Ao
tomar consciência da necessidade de compreender possibilidades teóricas e
concretas, vivenciando uma crítica à prática, o profissional da informação depara-se
com um campo estimulante de conhecimento, ao mesmo tempo cumulativo e
comunicacional.
Enfatizo a necessidade do caráter reflexivo sobre a prática da pesquisa diante
da complexidade das atuais unidades de informação e do aperfeiçoamento da
transferência de conhecimentos. Se em todos os campos da pesquisa a perspectiva
das transformações metodológicas deverá estar presente, isso é mais crucial nas
áreas relacionadas com a informação. Assim, convido os profissionais da
informação, atuantes em instituições universitárias, a uma reflexão conjunta sobre
um corte da produção de pesquisa na área: as dissertações produzidas para o
Curso de Mestrado em Ciência da Informação do Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia - IBICT / Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ,
primeiro programa de pós-graduação na área da América Latina. Dele saíram
expressivos representantes, que atuaram ou continuam atuando em diversas
regiões do País e nas mais distintas atividades relacionadas ao campo profissional e
acadêmico.

O

estudo

acompanhou

diacronicamente

linhas

e

tendências

metodológicas, analisando-as para recuperar essa significativa contribuição à
Biblioteconomia e à Ciência da Informação no país. A crença na possibilidade de
aperfeiçoamento constante de metodologias e técnicas de pesquisa motivou-me ao

*

Professora do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Paraná.

�4.4

estudo. Ao analisar as dissertações, de 1972 a 1995, destacando os estudos sobre
bibliotecas universitárias, levantei dados sobre temática, encaminhamentos,
enfoques ou abordagens metodológicas, assim como estratégias ou técnicas de
obtenção dos dados. Analisei em seu contexto um corte da literatura na área e os
modos de organizar referenciais metodológicos, diante de uma complexa estrutura
de relações, identificando as circunstâncias que favoreceram as escolhas. Daí a
importância do contexto histórico e das decisões políticas determinantes para a
concretização

da

prática,

especialmente

porque

o

período

analisado

foi

marcadamente influenciado por contradições de natureza política e ideológica.

2 O IBICT E SEU PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

Ao justificar, perante o Conselho Federal de Educação, a necessidade de
uma reforma do ensino da área, Laura G. M. RUSSO criticava a Biblioteconomia
brasileira da década de 60. Embora reconhecesse o nível elevado do ensino,
comparado ao de outros países, considerava então a necessidade de preparar
bibliotecários aptos a dirigir bibliotecas e serviços de documentação e a realizar
atividades complexas com vistas a processos eletrônicos de armazenagem e
recuperação de informações (1966, p. 24). Problemas relacionados à formação do
bibliotecário estariam a exigir soluções concretas, entre eles a falta de um curso de
pós-graduação. Era tão verdadeiro o diagnóstico, que o ideal da pós-graduação
stricto sensu viria a ser concretizado com a criação, em 1970, do primeiro curso de
mestrado na área, não só no Brasil, mas também na América Latina, por iniciativa
do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e mantido pelo então Instituto Brasileiro

�4.4

de Biblioteconomia e Documentação (IBBD). Para ele também acorreram
profissionais de outros países latino-americanos. Inicialmente direcionado à
Biblioteconomia e Documentação, a partir de 1977 passou a conduzir ao grau de
Mestre em Ciência da Informação (NEVES, 1992, p. 62).
A análise do processo histórico, pano de fundo para o início do Curso,
revela uma situação culturalmente desfavorável, quando a universidade teria
perdido o papel de fator criador na cultura brasileira. No período entre 1969 e 1974
teriam sido eliminadas dos seus quadros figuras do maior valor, verdadeiros chefes
de escola (MOTA, 1985, p. 261). O perigoso vazio cultural privilegiando a
quantidade em detrimento da qualidade, evitaria a temática polêmica e traria a
evasão dos melhores cérebros.
Alguns núcleos, entretanto, seriam fortalecidos com a criação do CNPq, da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES), da
Agência Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Fundo Nacional para o
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os institutos de pesquisa e
programas de formação de recursos humanos em Ciência e Tecnologia no Brasil,
apesar das críticas que sofreriam por sua vertente tecnicista e operacional e pela
influência norteamericana, tiveram crescimento significativo. Como desenvolvimento
natural do IBBD, criado em 1954, o IBICT, institucionalizado em 1976, daria
continuidade às atividades do órgão de origem, inclusive ao Curso de Mestrado,
cuja finalidade de pessoal apto a lecionar nas escolas e cursos de Biblioteconomia e
Documentação teria efeito multiplicador, tanto pela atuação do corpo docente junto
a outros cursos de pós-graduação, quanto por suas atividades de extensão, em
diferentes regiões do País.

�4.4

O Programa de Pós-Graduação vivenciou três fases curriculares. De 1970 a
1983, caracterizado pelo instrumentalismo, visou a adequada administração e
controle dos acervos crescentes e cumulativos (FERREIRA, 1995, p. 5). Como em
seu início apresentasse problemas estruturais por ter sido o primeiro da área na
América Latina, e portanto carecesse de pessoal com formação adequada, foram
chamados professores dos Estados Unidos e da Inglaterra, com diversas formações
. Com apoio de vários organismos internacionais e a presença dos professores
estrangeiros, o Curso influenciou toda uma geração de alunos, na década de 70. Os
estudos bibliométricos não só marcariam época, como consolidariam a formação de
um grupo nele especializado.
De 1983 a 1992 a composição curricular sofreria grandes alterações e as
disciplinas seriam denominadas cursos, com apenas três de caráter obrigatório. O
currículo flexibilizado permitiria ao aluno construir sua própria área de concentração.
Com a instalação do IBICT em Brasília, em 1983, a Pós-graduação passaria a
funcionar como área de concentração do Mestrado em Comunicação da Escola de
Comunicação (ECO), na UFRJ, perdendo sua condição de curso autônomo, causa
de grandes transtornos, conforme depoimentos colhidos por NEVES. Sob outro
aspecto, entretanto, a mudança para o ambiente universitário daria autonomia ao
Curso pois a pesquisa anterior era dirigida às necessidades do IBICT (1992, p. 121).
A partir de 1986 o Curso deixou de ser área de concentração e, credenciado junto
ao CFE, obeteve pela primeira vez o conceito “A” da CAPES.
Em 1992 foi criado o Doutorado em Ciência da Informação e reduzido o
Mestrado a 30 meses e menor número de créditos, sem perda de sua qualidade,
flexibilidade e interdisciplinaridade. (BARRETO, 1995, p. 8).

�4.4

A trajetória do Curso sofreria reflexos do contexto político, dominado por um
regime de exceção, óbice à expressão de cunho social ou filosófico sobre as
contradições da área, os delineamentos políticos e os problemas decorrentes. Daí a
necessidade de tratar questões metodológicas reconhecendo seu contexto histórico
e as interferências políticas na concretização da pesquisa.

3 SOBRE O MÉTODO E A PESQUISA

Refiro-me à metodologia como um conjunto de procedimentos, incluindo
estratégias, abordagens, enfoques, técnicas e instrumentos de coleta de dados,
decorrente de posturas diferenciadas, desde a explícita predominância da forma
sobre o conteúdo, até as mais radicais posições contra qualquer delimitação ou
sistematização do rumo seguido pelo trabalho. Procurei considerar as opções
metodológicas como estratégias de conjunto geradas por questões de ordem
interna, espistemológicas, teóricas, técnicas, ou de ordem externa, relacionadas ao
contexto institucional e social da pesquisa .
A chamada crise das Ciências Sociais depara-se com a confusão entre
metodologia e uma espécie de formulário de receitas de senso-comum. Com efeito,
os exageros do formalismo metodológico, em contextos carentes de crítica,
conduzem as pesquisas a uma indesejável estereotipia, com categorias e fórmulas
cristalizadas. Apoiado em sua crença no anarquismo como remédio para a
epistemologia,

FEYERABEND

acusa

essa

prática

científica

e

a

ciência

ideologicamente petrificada que acredita deter o único método correto e os únicos
resultados aceitáveis (1989, p. 464). Embora alvo de críticas, a posição tem seu

�4.4

mérito ao questionar o dogmatismo e adotar uma linha de pesquisa cujos princípios
exigem posturas criativas e originais. Daí a possibilidade de se entender, sob uma
perspectiva dialética, a metodologia como conjunto de relações entre métodos,
técnicas e estratégias de pesquisa e aceitar que este conjunto possa estabelecer
situações transformadoras da estrutura de uma área, capaz de operar com seus
novos objetos.
A prática da pesquisa nas instituições visa a contribuir para a solução de
problemas de seu interesse ou da sociedade. Ora, para que a instituição se ajuste
aos esforços para resolvê-los, deverá favorecer o processo crítico, o debate, o
avanço do conhecimento e a intercomunicação entre investigadores. Assim,
concede suporte ao princípio universal que identifica na curiosidade natural do ser
humano o móvel de suas contribuições ao desenvolvimento da ciência. Na prática
diária, para compreender o existente, transformando-o, conforme a verdade obtida e
a verdade buscada, a participação de cada um é elemento revitalizador,
indispensável ao exercício pleno da atividade acadêmica e da prática profissional.
Mas esse exercício requer uma avaliação, tanto pelos produtores de conhecimento,
quanto pelos envolvidos no processo de aprovação institucional ou consagração
cultural, que, segundo BOURDIEU, detém o monopólio da autoridade científica
(1983, p. 123).
Essa avaliação seria inócua à falta de uma atitude política consciente a
superar por um lado os condicionantes temáticos e metodológicos e por outro, o
poder simbólico inerente ao campo científico. Assumir uma prática política de
comprometimento social evitará que as pesquisas sejam esvaziadas de sentido e
esquecidas nas bibliotecas. Esse compromisso, aliado a uma ampla divulgação dos

�4.4

registros de projetos e de resultados da pesquisa amplia a competência
comunicativa, não apenas entre autores, mas entre potenciais participantes de seus
resultados.
Um dos maiores desafios, entretanto, para o mundo acadêmico e profissional,
é a atualização sobre a literatura, especialmente a chamada literatura cinzenta,
fonte adicional de conhecimento, mas pouco explorada em relação ao seu potencial,
da qual fazem parte documentos publicados informalmente, em número limitado,
não disponíveis nos canais normais do mercado editorial. Hoje o conceito não se
reduz a documentos de circulação interna ou restrita, como alerta POBLACIÓN, pois
abrange relatórios, comunicações em eventos, anais e atas de reuniões,
conferências, pre-prints, publicações oficiais, teses, traduções, patentes, normas,
entre outros (1992, p. 244). A dissertação é também considerada literatura cinzenta,
com características semiformais e reduzida circulação, portanto pouco divulgada.
Isso confere maior peso aos estudos que a tenham como objeto, mesmo porque, a
um trabalho realizado sob a égide de uma instituição de pesquisa científica ou
tecnológica, deveria ser dado o benefício da divulgação ao público.
4 TRAJETÓRIA METODOLÓGICA

A análise de conteúdo tem sido amplamente utilizada por pesquisadores para
identificação

da

natureza,

características

e

tendências

da

pesquisa

em

Biblioteconomia e Ciência da Informação. Nem sempre coincidem as categorias
selecionadas para a pesquisa, especialmente em relação aos métodos, estratégias,
técnicas ou instrumentos de investigação.

�4.4

O estudo de FEEHAN e outros relata uma análise de aspectos e tendências
da pesquisa na área, classificando-os por assunto, método de pesquisa, tipos de
bibliotecas estudadas e técnicas analíticas usadas. Suas conclusões revelam que os
três métodos de pesquisa mais utilizados foram a pesquisa histórica, o levantamento
e a observação e descrição (1987, p. 178).
JÄRVELIN e VAKKARI analisaram pesquisas internacionais, em sua
distribuição por temas, abordagens e métodos, revelando o predomínio de
estratégias empíricas (55,9%) e, com menos frequência, as conceituais (23,4%).
Entre as primeiras, destacaram-se o levantamento e o método histórico (1990, p.
408). Em outro estudo, constataram uma similaridade de resultados, com tendência
ao aumento das estratégias empíricas, entre as quais o levantamento foi a mais
utilizada, seguida do método histórico. (1993, p. 135).
A questão que se me apresentou em relação ao processo classificatório dos
tipos de pesquisa tem a ver com a diversidade de critérios utilizados pelos autores
pesquisados. Evitei estabelecer, de forma definitiva e a priori, as categorias de
análise. Assim, realizei um levantamento para analisar o repertório metodológico e
estabelecer um quadro das possibilidades e estratégias utilizadas nas pesquisas.
Levantei as categorias selecionadas na literatura e então procurei adaptar os
esquema classificatórios, adequando-os às denominações dadas pelos autores dos
trabalhos. Ao combinar o procedimento apriorístico, com a inclusão ou eliminação
de elementos durante o pré-teste com vinte dissertações, procurei seguir os
princípios de ALLEN e RESER, no sentido de que as categorias sejam exaustivas,
mutuamente

exclusivas,

claramente

definidas,

conceitualmente

válidas

e

previamente testadas (1990, p. 257). Também encontrei em JÄRVELIN e VAKKARI

�4.4

(1993) os principios para definir seu o esquema classificatório, originado tanto da
base de conteúdos dos artigos quanto de outros esquemas classificatórios. Após o
pré-teste, defini quinze categorias para a variável assunto e dezesseis para a
variável metodologia. Cada uma das dissertações foi incluida em apenas uma
categoria, tanto temática, quanto metodológica.

5 OPÇÕES METODOLÓGICAS CONCRETIZADAS NO CORPUS

O corpus analisado constituiu-se de um conjunto de 215 registros,
correspondentes a cada uma das dissertações, a primeira em 1972 e a última em
1995 e sobre um leque de quinze opções temáticas, distribuídas em dois períodos, o
de 1972 a 1983 e o de 1984 a 1995, sendo que no primeiro foram apresentadas 88
(40,93%) dissertações e no segundo, 127 (59,07%).
As cifras favorecem o segundo período, o que decorre de alguns fatores,
entre eles o aumento da quantidade de cursos de graduação com duas possíveis
consequências. A primeira seria a ampliação do número de egressos da graduação,
enquanto a segunda, a necessidade de professores com qualificação para suprir os
quadros de docentes desses cursos. Além disso, o alargamento e sofisticação de
um mercado de trabalho mais exigente, acarretaria sem dúvida uma demanda para
preencher lacunas em atividades vitais nas unidades de informação. Outra
possibilidade a explorar seriam as próprias características do Curso, no primeiro
período voltado para a vertente científica e tecnológica, como decorrência natural
do vínculo do Curso com o CNPq, e no segundo, pós-incorporação do Curso à
ECO/UFRJ, teria cunho mais social, ampliando oportunidades a profissionais de

�4.4

outras áreas e ensejando opções metodológicas mais adequadas aos novos
objetos.
A distribuição das 215 dissertações ao longo do período pode ser visualizada
no gráfico 1.

GRÁFICO 1 - DISTRIBUIÇÃO POR ANO DAS DISSERTAÇÕES APRESENTADAS
AO CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DO
IBICT/UFRJ - 1972-1995

�4.4

35
30
25
20
15
10
5
0
72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95

�4.4

A distribuição das dissertações por tópicos permite observar que os temas

privilegiados pelos autores foram uso, usuários e transferência da informação
(24,7%), padrões e estruturas da informação registrada, (17,2%), processamento e
recuperação da informação (16,27%),

comunicação científica e tecnológica

(13,49%) e planejamento e/ou gerenciamento de unidades ou sistemas de
informação (13,02%), Biblioteconomia e Ciência da Informação e desenvolvimento e
avaliação de coleções, conforme se verifica no gráfico 2.

�4.4

GRÁFICO 2 - RELAÇÃO POR ASSUNTO DAS DISSERTAÇÕES APRESENTADAS
AO CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DO
IBICT/UFRJ - 1972-1995

60

Profissão e profissionais
Produção Editorial e editoração
científica
Currículo e ensino em B. e C.I.

50

Metodologia
Biblioteconomia e Ciência da
Informação

Nº das Dissertações

40

Desenvolvimento de coleções
Planejamento e/ou gerenc. de
unid. ou sist. de inf.
Processamento e recuperação da
informação

30

Uso, usuários e transferência da
informação
Arquivos
Padrões e estruturas da
informação registrada

20

Comunicação científica e
tecnológica
Política de ICT
10
Filosofia da informação
Museus
0
Assuntos

Quanto às opções metodológicas das dissertações, predominou a pesquisa
empírica (94,88%) em relação à teórica (5,12 %), confirmando resultados de
estudos no Brasil e no Exterior. Destacam-se os estudos bibliométricos, seguidos
dos exploratórios e de estudos de caso e o predomínio das linhas quantitativas foi
evidenciado também na lista dos dez autores mais citados nos capítulos destinados

�4.4

à descrição das metodologias das dissertações: Bradford, Solla Price, Lancaster,
Saracevic, Goffman, Braga (Gilda), Brookes, Kremer, Zipf e Bailey.

GRÁFICO

3

-

RELAÇÃO

POR

METODOLOGIA

DAS

DISSERTAÇÕES

APRESENTADAS AO CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA

Nº de Dissertações

DA INFORMAÇÃO DO IBICT/UFRJ - 1972-1995

58
56
54
52
50
48
46
44
42
40
38
36
34
32
30
28
26
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
0

Estudo bibliométrico
Estudo exploratório
Estudo de caso
Levantamento
Análise ou proposta de
sistema ou programa
Estudo de uso
Pesquisa de avaliação
Pesquisa conceitual
Pesquisa operacional
Estudo exploratóriometodológico
Pesquisa histórica
Análise de conteúdo
Análise do discurso
Estudo comparativo
Pesquisa participante
Metodologias

5.1 ESTUDOS BIBLIOMÉTRICOS

Pesquisa-ação

�4.4

A opção pelos estudos bibliométricos ocorreu em 58 das dissertações
(26,98%), distribuídas em 32 no primeiro período e 26 no segundo. Foi expressiva a
quantidade de trabalhos que utilizou o enfoque bibliométrico, especialmente no
primeiro período do Curso. A diminuição desse enfoque no segundo período devese principalmente à ampliação do quadro de professores e à consequente
diversidade de posturas e tendências acadêmicas. Outras opções metodológicas
decorreriam da diversidade em relação à filosofia, formação, especialização e
tendência teórica dos mesmos, além da influência da literatura da área, cada vez
mais especializada e quantitativamente expressiva.
A influência dos professores estrangeiros é confirmada e o período em que
atuaram mais intensamente corresponde ao primeiro formato da primeira fase do
Curso, entre 1970 e 1975. Os estudos bibliométricos não teriam somente marcado
época, mas principalmente se constituíram em uma opção metodológica a
sobrepujar o comprometimento com objetos alternativos de pesquisa. Em 1988,
afirmava RODRIGUEZ GARCIA, 84 estudos bibliométricos foram realizados em todo
o País. Destes estudos, vinte teriam analisado as características dos pesquisadores
brasileiros e de sua produção científica, através da Análise de Citação. (1988, p.
165).
Além dessa expressiva influência, outra pressão teria sua origem na política
institucional do País, reforçada a partir de 1975 pela criação do IBICT. Comenta
GONZÁLEZ DE GOMEZ que o CNPq, órgão ligado ao planejamento e execução de
políticas de desenvolvimento científico-tecnológico, coloca como objeto de estudo e
de pesquisa, assuntos e técnicas de “mapeamento” da atividade científica como um
todo, trabalhando, de fato, com informação cadastral e estatística.... (1983, p. 75).

�4.4

O tema padrões e estruturas da informação registrada foi a opção
predominante (58,62%) de 34 das dissertações sob o enfoque bibliométrico, sendo
22 no primeiro período e 12 no segundo. A seguir, sob o mesmo enfoque situa-se o
tema comunicação científica e tecnológica em treze (13) das dissertações. O
enfoque também foi utilizado para tratar de temas como processamento e
recuperação da informação, em quatro (4) dissertações,

uso, usuários e

transferência da informação, em três (3) delas e apenas uma dissertação sob esse
enfoque foi defendida com as opções temáticas produção editorial, metodologia,
planejamento e/ou gerenciamento de unidades de informação e política de
informação em ciência e tecnologia. Apenas duas dissertações sob esse enfoque
voltaram-se à biblioteca universitária: a de IPPOLITO (1973), aplicada às bibliotecas
da área médica da USP, cujo objetivo foi desenvolver uma metodologia bibliométrica
baseada na lei de dispersão de Bradford, para analisar comparativamente a
aquisição e circulação de periódicos, em grandes sistemas de bibliotecas,
organizados em rede e a pesquisa de FOLLY (1977), sobre a otimização da coleção
de periódicos da Biblioteca de Veterinária da Universidade Federal Fluminense
(UFF), também com base na lei de dispersão de Bradford, para determinar o núcleo
de periódicos mais intensamente utilizados pelos usuários. Ambas as dissertações,
apresentadas no primeiro período, tiveram como base a lei da dispersão e como
objeto de interesse a coleção de periódicos.
As evidências reforçam o que já constatou anteriormente RODRIGUES, como
linha dominante do Curso: estrutura da literatura e fluxo da informação estudados
via métodos bibliométricos (1981, p. 42).

�4.4

Os trabalhos sob esse enfoque apresentaram cuidadosa descrição quanto
aos passos seguidos e às considerações teóricas introdutórias, como no caso das
leis bibliométricas, o que comprova a influência dos orientadores estrangeiros e
revela a segurança em relação ao planejamento do estudo.
A partir de oitenta, acompanhando o que já vinha ocorrendo na literatura
sobre a área da informação no Brasil, as próprias dissertações, trazem reflexos da
crítica aos procedimentos bibliométricos. Alguns autores expressam o cuidado em
evitar abusos em relação ao enfoque, contextualizam problemas ou munem-se de
um referencial mais extenso como pano de fundo para garantir a presença mais
forte do objeto de estudo.
As técnicas ou instrumentos mais citados como meios auxiliares para os
estudos bibliométricos foram os levantamentos de citações, de conteúdo e
bibliográfico, seguidos de dados colhidos anteriormente e registros existentes.

5.2 ESTUDOS EXPLORATÓRIOS

A opção pelos estudos exploratórios foi identificada em 26 das dissertações
(12,1%), distribuídas em somente uma no primeiro período e 25 no segundo.
O crescimento dessa opção no segundo período deve-se principalmente às
novas tendências metodológicas, decorrentes da expansão do corpo docente, além
da influência da literatura da área, cada vez mais especializada e expressiva,
originando uma abertura temática, acompanhada de certa flexibilidade formal.
Paralelamente, percebe-se a preocupação com a opção metodológica e a
caracterização da pesquisa. A questão da interdisciplinaridade também é objeto de

�4.4

reflexão nessas dissertações, especialmente devido à natureza da Ciência da
Informação.
Embora

a

opção

temática

das

pesquisas

exploratórias

recaia

predominantemente sobre uso, usuários e transferência da informação, há uma
distribuição mais equilibrada entre os assuntos do que na opção por estudos
bibliométricos, anteriormente analisada. Realizaram-se duas pesquisas de caráter
exploratório sobre biblioteca universitária: a de RODRIGUEZ ANTÚNEZ (1987), que
estuda percepções de usuários e bibliotecários na Universidade Federal de Viçosa,
para detectar as deficiências técnico-administrativas da Biblioteca e a de SOUZA
FILHO (1992), sobre os fatores intervenientes na absorção da tecnologia da
informação nos aspectos e componentes de automação de bibliotecas.
Expressiva variedade de técnicas e de instrumentos foi utilizada para a coleta
de dados, tanto em relação à totalidade dos trabalhos, quanto em cada trabalho
individualmente.

4.3 ESTUDOS DE CASO

A opção pelos estudos de caso foi identificada em 23 dissertações (10,70%),
distribuídas em cinco (5) no primeiro período e dezoito (18) no segundo.
A maior constância dessa opção metodológica no segundo período deve-se
principalmente à circunstância de que, nos anos oitenta, o estudo de caso
despontava como possibilidade para pesquisas de caráter intensivo.
O estudo de caso foi escolhido como opção metodológica principalmente em
trabalhos sobre uso, usuários e transferência da informação (30,43%), sobre

�4.4

comunicação científica e tecnológica (21,74%) e sobre processamento e
recuperação da informação (13,04%). Apenas um estudo de caso teve como objeto
a biblioteca universitária, com o propósito de conhecer as necessidades e hábitos de
aquisição de informação dos usuários do Sistema de Informação da Universidade
Federal de Mato Grosso (ALMEIDA, 1989).
Os estudos de caso ensejaram a conjugação de técnicas e instrumentos
como questionários, entrevistas, relatórios, histórias de vida, biografias e outras
fontes alternativas.

5.4 LEVANTAMENTOS

O levantamento foi identificado como prática metodológica em 19 (8,84%)
dissertações, sendo cinco (5) no primeiro período e quatorze (14) no segundo. Entre
os levantamentos, dez (10) trabalhos versaram sobre uso, usuários e transferência
da informação, cinco (5) sobre planejamento e ou gerenciamento de unidade ou
sistema de informação e dois (2) sobre profissão e profissionais.

Outros dois

levantamentos foram utilizados para estudos sobre processamento e recuperação
da informação e padrões e estruturas da informação registrada.
Foram três os levantamentos sobre biliotecas universitárias: o de JENSEN
(1991) visou analisar o grau de adequação das atividades informacionais da
Biblioteca da Escola de Engenharia às peculiaridades da área tecnológica e propor
modificações; o de MATTOS teve como objeto as estruturas sistêmicas em
bibliotecas brasileiras e objetivou ordenar o que seria, de acordo com a percepção
do momento, o sistema de bibliotecas universitárias dentro do contexto brasileiro e

�4.4

de acordo com a teoria geral dos sistemas, visando a uma posterior análise
comparativa de seus objetivos e propostas, com a situação atual das bibliotecas
universitárias brasileiras (1992, p. 57) e o estudo de CABRAL que analisou, sob o
enfoque sistêmico, o desempenho da Biblioteca Eugênio Gudin, da Faculdade de
Economia e Administração da UFRJ, considerando sua participação no desempenho
das atividades acadêmicas (1994).
A abertura de opções metodológicas como os estudos exploratórios, os
estudos de caso e os levantamentos tem sido constatada a partir do segundo
período do Curso e como ocorreu em relação às outras modalidades de pesquisa,
nos levantamentos as escolhas temáticas, conjugadas a uma variedade de técnicas,
formam um conjunto mais diversificado de elementos no mesmo período. Entre as
técnicas

e

instrumentos

mais

utilizados

como

meios

de

realização dos

levantamentos predominaram os questionários, os dados colhidos anteriormente e
as entrevistas.

�4.4

5.5 ANÁLISES OU PROPOSTAS DE SISTEMA OU PROGRAMA

O tipo de pesquisa voltada para análise ou proposta de sistema ou programa
ocorreu em 16 das dissertações (7,44%), sendo sete (7) no primeiro período e nove
(9) no segundo. Ao contrário do que ocorreu com os outros tipos de pesquisa, as
análises ou propostas de sistema ou programa apresentaram-se de modo
equilibrado nos dois períodos, o que revela a necessidade constante desse tipo de
estudo. Isso se explica especialmente se levarmos em conta por um lado a relação
íntima dos processos voltados para o tratamento e recuperação da informação com
a tecnologia informática e por outro, o próprio desenvolvimento dos sistemas de
informação automatizados, cujo ritmo cada vez mais acelerado, tende a aprofundar
os contrastes entre os países diferenciados economicamente.
Apenas três assuntos foram alvo das pesquisas do gênero, destacando-se os
estudos sobre processamento e recuperação da informação, em nove (9) das
pesquisas e planejamento e/ou gerenciamento de unidades ou sistemas de
informação, em seis (6) trabalhos. O tema desenvolvimento de coleções foi alvo de
uma das dissertações.
A biblioteca universitária foi objeto de apenas uma dissertação sob o enfoque:
um estudo de TAVEIRA, sobre a viabilidade de um catálogo em livro com utilização
de computador para o sistema de bibliotecas da Universidade Federal Fluminense UFF (1973).
As trajetórias metodológicas foram descritas, em geral, com precisão e
objetividade. Quanto às técnicas e instrumentos mais citados nas pesquisas

�4.4

destacam-se a observação e a utilização ou adaptação de modelos, observando-se,
em segundo plano, os questionários e as entrevistas.

5.6 ESTUDOS DE USO

O estudo de uso foi a estratégia de 14 (6,51%) das 215 dissertações,
distribuídas em oito (8), no primeiro período e seis (6), no segundo.
Foram quatro os estudos de uso voltados a bibliotecas universitárias. Seus
objetivos foram verificar por meio da análise comparativa dos dados coletados se há
atitudes peculiares a cada um dos usuários do Instituto de Filosofia e Ciências
Humanas da Universidade Federal de Pernambuco (LIMA, 1974); fornecer subsídios
sobre as necessidades dos usuários de bibliotecas universitárias (MELO, 1978);
detectar necessidades em potencial dos docentes e discentes dos cursos de pósgraduação stricto sensu da área biomédica da UFF levando a efeito uma pesquisa
cuja intenção foi a de obter respostas a problemas de interação biblioteca-usuários,
sem a preocupação de testar hipóteses (GARCIA, 1979) e verificar se os alunos do
Curso de Graduação em História da UFF utilizam racionalmente os recursos
informativos em bibliotecas (ROSA, 1982).
Os estudos voltam-se especificamente para questões relacionadas a um
grupo determinado ou a casos específicos, para o que foram utilizados
principalmente questionários, observação e entrevistas, além da técnica do incidente
crítico.
Destaca-se de modo especial para este estudo a crítica encontrada em
ROSA (1982), de que a análise do uso de diferentes fontes tem sido objeto da

�4.4

maioria dos estudos, porém a comparação dos resultados tem sido dificultada pela
falta de critérios na metodologia. Sob este ponto de vista, a área estaria deficiente,
segundo afirmavam os artigos de revisão da época e segundo a autora, os métodos
utilizados na coleta - questionário, entrevista e observação - não são compreendidos
em sua base teórica.

5.7 PESQUISAS DE AVALIAÇÃO

Os estudos de avaliação ocorreram em treze (13) das dissertações (6,05%),
distribuídas em onze (11) no primeiro período e duas (2) no segundo.
A análise dos dados sobre a distribuição das pesquisas de avaliação por
assunto e período permite visualizar maior variedade de temas e quantidade de
estudos de avaliação no primeiro período do Curso, o que se explica pela presença
marcante da orientação dos professores de outros países que atuaram no Curso
somente no primeiro período, orientando pesquisas que utilizaram padrões
quantitativos de avaliação.
Além disso, é importante que se atente para o contexto institucional e político,
cujas prioridades enfatizavam o aprimoramento profissional e da instituição,
privilegiando esse tipo de enfoque para avaliar os fenômenos relacionados com a
informação.
Os temas mais frequentes sob esse enfoque foram planejamento e ou
gerenciamento de unidade ou sistema de informação e uso, usuários e transferência
da informação. A seguir, aparecem os temas processamento e recuperação da
informação e apenas uma dissertação é sobre desenvolvimento de coleções.

�4.4

Foram realizadas cinco dissertações sobre bibliotecas universitárias com esse
enfoque. Para verificar a aplicabilidade de métodos ou modelos, destacam-se os
estudos de CASTILHO (1978) que testa a aplicabilidade do teste de liberação de
documentos e de FABIANO (1987), que avalia um modelo de centralização
monolítica de biblioteca, focalizando especialmente dois aspectos: disponibilidade
potencial e real. Foi avaliado o desempenho de três bibliotecas universitárias do
PUC-RJ quanto à demanda de seus usuários em relação as suas finalidades ou a
parâmetros, realizada por OBERHOFER (1979). Foram realizadas ainda avaliações
sobre a coleção de livros da Biblioteca do Instituto Biomédico da UFF (PINHEIRO,
1980) e sobre a coleção de periódicos da Biblioteca Central da Universidade Federal
da Paraíba (MELO, 1983).
Entre as técnicas e os instrumentos auxiliares das pesquisas de avaliação
foram mais utilizados dados colhidos anteriormente, registros existentes, listagens
anotadas pelos usuários e questionários.

5.8 PESQUISAS CONCEITUAIS

A opção por pesquisas conceituais, entre as práticas metodológicas, foi
identificada em 11 (5,12%) dissertações, sendo três (3) no primeiro período e oito
(8) no segundo.

�4.4

A maior concentração de pesquisas conceituais no segundo período, como
ocorreu com os levantamentos, com os estudos de caso e os exploratórios, reforça
a constatação de que houve maior diversidade em relação à filosofia, formação,
tendência teórica e especializações, assim como de uma visão menos tecnicista da
profissão. Efetivamente, a partir dos anos oitenta, com a ampliação gradativa da
liberdade de expressão política, iniciou-se um movimento crítico e contestador em
alguns quadros universitários, principalmente da pós-graduação. As pesquisas
começavam a explorar um campo mais amplo de reflexões filosóficas e
epistemológicas, resultando em maior produção de pesquisas conceituais, teóricas
ou qualitativas.
Os temas tratados nas pesquisas conceituais referem-se a processamento e
recuperação da informação, biblioteconomia e ciência da informação, planejamento
e/ou gerenciamento de unidades de informação, filosofia da informação, museus e
uso, usuários e transferência da informação. Ao contrário do que ocorreu com as
estratégias de pesquisa anteriormente analisadas, a biblioteca universitária não foi
objeto de estudo das dissertações sob esse enfoque.
Para a concretização dos trabalhos foram utilizados como procedimentos
auxiliares os levantamentos bibliográficos e de conteúdo.
5.9 PESQUISAS OPERACIONAIS

A opção pelas pesquisas operacionais foi identificada em 11 (5,12%) das
dissertações, distribuídas em oito (8), no primeiro período e três (3), no segundo.
A maior concentração de pesquisas operacionais, assim como das pesquisas
bibliométricas e das pesquisas de avaliação, efetivou-se, como se pôde verificar, no

�4.4

primeiro período, ao contrário do que sucedeu com os levantamentos, com os
estudos de caso, com o estudo exploratório e com as pesquisas conceituais.
Duas considerações podem servir para explicar a frequência mais acentuada
dessas pesquisas no primeiro período do Curso. A primeira parte do fato de que
esse tipo de pesquisa foi desenvolvido e passou a ser muito utilizado a partir da
Segunda Guerra, para auxiliar a tomada de decisões gerenciais, com a aplicação de
conhecimentos científicos. Fortemente influenciada pelo pragmatismo, teve sua
origem nas pesquisas dos americanos e ingleses. A segunda consideração é a
atuação significativa dos orientadores estrangeiros, especialmente Lancaster, Seidl
e Saracevic.
Os temas mais considerados nas pesquisas operacionais foram planejamento
e/ou gerenciamento de unidade ou sistema de informação e processamento e
recuperação da informação.
As pesquisas sob o enfoque operacional apresentaram modelos enquanto
formas de representação de uma realidade dada, visando resolver problemas típicos
das pesquisas do gênero que, conforme GAMA, estariam relacionados a alocação
ou aproveitamento de recursos, determinação de procedimentos ou planejamento
de organizações. (1983, p. 198). Entre as dissertações analisadas, entretanto, não
constam estudos sobre bibliotecas universitárias.
As pesquisas operacionais utilizaram-se, basicamente, para sua realização,
de dados colhidos anteriormente ou de registros já existentes, assim como de
levantamentos bibliográficos e observações.

5.10 ESTUDOS EXPLORATÓRIO-METODOLÓGICOS

�4.4

A opção por pesquisas do tipo exploratório-metodológico entre as práticas
empregadas nos trabalhos, foi identificada em 9 (4,19%) dissertações, sendo cinco
(5) no primeiro período e quatro (4) no segundo.
Houve um relativo equilíbrio da frequência de pesquisas do tipo exploratóriometodológico entre os dois períodos.
Quanto aos temas mais presentes entre esse tipo de pesquisa estão
planejamento e/ou gerenciamento de unidade ou sistema de informação, e
processamento e recuperação da informação.
Os objetivos das duas pesquisas relacionadas a bibliotecas universitárias sob
esse enfoque foram: apresentar uma estrutura básica para o desenvolvimento de
um sistema de classificação bibliográfica que suporte a organização documentária
da Biblioteca do Setor de Ciências Biológicas da UFMG (ASSUNÇÃO, 1972) e
investigar sobre os parâmetros de projeto de sistemas de recuperação da
informação e sua influência sobre a relevância no processo de comunicação,
através da adoção de políticas e métodos principalmente quanto à saida do sistema
de informação em metalurgia da UFSCAR (ROSSETE, 1973).
A característica principal desses estudos, além daquelas comuns aos estudos
exploratórios, é a apresentação ou tentativa de comprovação de uma metodologia
ou uma estrutura básica para implantação de um tipo de serviço ou a realização de
um estudo.

5.11 PESQUISAS HISTÓRICAS

�4.4

A opção pelos estudos históricos foi identificada em três (3) dissertações
realizadas no segundo período do Curso, provavelmente devido às mesmas causas
que contribuíram para a maior concentração de estudos de caráter filosófico, sóciopolítico e histórico e de enfoques metodológicos mais adaptados a esses estudos
como as pesquisas conceituais ou exploratórias e os estudos de caso. A diversidade
em relação à filosofia, formação, especialização e tendência teórica de professores,
assim como das novas opções curriculares originaram-se das mudanças pelas quais
passou o Curso.
Os temas tratados sob o enfoque histórico foram uso, usuários e
transferência da informação e política de informação em ciência e tecnologia.
Nenhuma das pesquisas históricas tratou do tema biblioteca universitária.
Nessas pesquisas foram citados o levantamento bibliográfico e documental,
dados colhidos anteriormente, registros existentes e entrevistas, como técnicas ou
instrumentos auxiliares da pesquisa.
5.12 ANÁLISE DE CONTEÚDO

A opção pela análise de conteúdo foi identificada em três (3), ou 1,40% do
total das dissertações, sendo uma no primeiro período, sobre processamento e
recuperação da informação e duas no segundo período, sobre uso, usuários e
transferência da informação e comunicação científica e tecnológica. O tema
biblioteca universitária não foi objeto de análise de conteúdo embora esta seja
considerada por BARDIN uma análise marcada por uma grande disparidade de
formas e adaptável a um campo de aplicações muito vasto: a comunicação (1991, p.
31). Como técnicas ou instrumentos auxiliares, as dissertações sob esse enfoque

�4.4

utilizaram-se de levantamento de conteúdo, dados colhidos anteriormente, registros
existentes e entrevistas.

5.13 ANÁLISE DE DISCURSO

A opção pela análise de discurso foi identificada em três (3), ou 1,40% do
total das dissertações, todas durante o segundo período do Curso. Seus temas
foram comunicação científica e tecnológica, filosofia da informação e padrões e
estrutura da informação registrada. Nenhum dos três estudos analisados teve como
objeto a biblioteca universitária.

5.14 ESTUDOS COMPARATIVOS

A opção pelo estudo comparativo foi identificada em três (3) dissertações,
uma, apresentada no primeiro período e as outras duas no segundo. Os temas
tratados

sob

o

enfoque

comparativo

foram

profissão

e

profissionais,

e

processamento e recuperação da informação. Embora estudos comparativos sejam
considerados adequados para análise de duas ou mais realidades, de modo a
identificar pontos de contrastes e semelhanças ou princípios comuns, nenhum deles
apresentou como tema bibliotecas universitárias.
As técnicas ou instrumentos auxiliares utilizadas nesses estudos foram a
entrevista, o levantamento de conteúdo e a pesquisa documental.

�4.4

5.15 PESQUISAS PARTICIPANTES

A opção pela pesquisa participante foi identificada em duas (2) dissertações,
uma no primeiro período e outra no segundo, ambas sobre o tema comunicação
científica e tecnológica. Nenhuma dessas pesquisas versou sobre bibliotecas
universitárias.

�4.4

5.16 PESQUISA-AÇÃO

Apenas uma das pesquisas adequou-se à categoria de pesquisa-ação: uma
proposta de Modelo de Biblioteca para Crianças (NOBREGA, 1992, p. 16),
concebida em estreita associação com a prática da autora.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Delinear, em poucos traços, o conjunto de escolhas metodológicas das
dissertações constituintes do corpus, implica em considerar os elementos mais
significativos para o campo de estudo, destacando-se o dinamismo acentuado nos
últimos anos, com tendência à ampliação do leque temático e de abordagens mais
criativas para tratamento de seus objetos.
A ampliação da quantidade de dissertações, do primeiro (1972-1983) para o
segundo (1984-1995) período do Curso, resultou do aumento dos cursos de
graduação e da consequente expansão do número de candidatos à pós-graduação,
assim como da necessidade de professores com qualificação para seus quadros
docentes. O mercado de trabalho, mais exigente, aumentou a demanda por
qualificação. E as próprias características do Curso, a partir do segundo período,
ensejaram maior abertura a profissionais de outras áreas, resultante

das

reformulações curriculares.
Com relação aos temas escolhidos, há preferência por problemas
relacionados a uso, usuários e transferência da informação e a padrões e estruturas
da informação registrada.

�4.4

Entre as opções metodológicas predominaram a pesquisa empírica e as
abordagens quantitativas, tendência mais forte no primeiro período do Curso,
quando questões de ordem prática, motivação de pesquisas operacionais e de
análises ou propostas de programas ou sistemas, contribuiriam para essa vertente.
Os projetos aplicados à realidade eram incentivados pelo apoio institucional, aliado
ao estímulo intelectual dado pela expressiva influência dos professores estrangeiros.
A política institucional seria fortalecida com algumas iniciativas de apoio às
atividades científicas desenvolvidas no País como, por exemplo, o caso do Banco
de Dados que o CNPq financiaria na forma de um Projeto Piloto na área de
Química. (PARANHOS, 1975, p. 1). Com a transformação do IBBD em IBICT, o
órgão teria sua atuação reforçada e as políticas de desenvolvimento científicotecnológico priorizariam assuntos relacionados à informação cadastral, estatística e
referencial.
Destaca-se, como pano de fundo, o contexto institucional e político, cujas
prioridades enfatizam o aprimoramento profissional e da instituição e o
privilegiamento dos aspectos quantitativos nas avaliações. Há evidências do
pioneirismo dos estudos bibliométricos, assim como a crença na necessidade de
estendê-los a outras áreas ou campos latentes da ciência.
Sobre

bibliotecas

universitárias

foram

realizados

vinte

estudos,

predominantemente pesquisas de avaliação (5), a partir do final da década de 70 e
durante a década de 80. Foram também realizados quatro estudos de uso, três
levantamentos, e em menor escala os estudos bibliométricos, exploratórios e
exploratório-metodológicos. É importante lembrar que o contexto institucional e

�4.4

político, cujas prioridades enfatizavam o aprimoramento profissional e da instituição,
favoreciam as pesquisas de avaliação, especialmente na década de oitenta.
A partir dessa década, há também uma reflexão maior sobre a prática de
pesquisa e uma consciência da crítica ao que se denominou excesso quantitativista.
Em alguns trabalhos há reflexos dessa consciência em relação às limitações da
bibliometria, ao fundamento mecanicista do método de análise de citação, e o
reconhecimento da necessidade de extrair informações mais completas para a
compreensão do assunto analisado pois o processo de comunicação dos resultados
é, em última análise, o principal responsável pela acumulação de conhecimentos e
pelo desenvolvimento de qualquer área de investigação. Há, portanto, uma
progressiva consciência do alcance e da prática metodológica, das mais recentes
perspectivas de abordagem e da própria crítica à produção acadêmica do Curso.
A relativa diminuição do uso de técnicas bibliométricas, do primeiro para o
segundo período, deve-se também à ampliação do quadro de professores e à
consequente diversidade de posturas e tendências acadêmicas e opções
metodológicas.
Além das influências institucionais, a ampliação gradativa da liberdade de
expressão política, cujo resultado mais concreto foi o movimento crítico e
contestador, sentiu-se principalmente na pós-graduação. As pesquisas passam a
explorar um campo mais amplo que incluía reflexões filosóficas e epistemológicas e
produção de pesquisas conceituais, teóricas ou qualitativas. No segundo período do
Curso, surgem os primeiros estudos do tipo pesquisa-ação, pesquisa histórica e
análise do discurso e há um aumento relativo das opções por metodologias como
estudos de caso, exploratórios e comparativos, levantamentos, análises de

�4.4

conteúdo e pesquisas conceituais. O aumento verificou-se de modo proporcional à
diminuição de pesquisas de avaliação e operacionais, estudos de uso e, em menor
escala, das pesquisas bibliométricas.
A ampliação de opções metodológicas foi acompanhada do que se poderia
denominar uma certa flexibilidade formal. Alguns dos estudos, por seu caráter
exploratório, apresentam-se menos rigorosos na explicitação dos procedimentos
metodológicos, ao apoiar-se na oportunidade de desvendar variáveis e conjugar
características de um determinado fenômeno para depois serem formuladas
relações entre causa e efeito ou hipóteses de trabalhos futuros. Minha observação
não se reveste aqui de um tom de crítica, pois a característica, por si só, não
apagaria o mérito dos trabalhos.
Por outro lado, percebi, a partir do segundo período, maior reflexão sobre a
opção metodológica e com a caracterização da própria pesquisa. Os autores
passam a contribuir com meu esforço de categorização, autodenominando suas
pesquisas. Paralelamente, as correntes filosóficas ou epistemológicas são mais
evidentes no referencial teórico ou na própria condução dos trabalhos do segundo
período. Métodos antropológicos influenciam técnicas de pesquisa como a história
de vida, as entrevistas e os processos interativos entre pesquisador e entrevistado.
Outros trabalhos orientam-se à prática de transformação do materialismo dialético. A
questão da interdisciplinaridade também desponta nas reflexões dos últimos anos.
A conjugação de métodos e técnicas foi observada especialmente a partir do
segundo período do Curso, devido em parte à consciência da interdisciplinaridade e
ao convívio mais estreito com outras áreas. Estas incluem as disciplinas cujos
objetos de estudo tem parentesco ou afinidade com a informação, ou áreas

�4.4

instrumentais, relacionadas à Biblioteconomia e Ciência da Informação enquanto
meios ou instrumentos para a realização de propósitos de natureza teórica ou
prática.
Tendências doutrinárias mais permanentes podem ser observadas durante
todo o processo, como a visão sistêmica, o funcionalismo, o pragmatismo e o
positivismo, embora com menor força no segundo período.
Defendo como tese que à medida em que cada campo de atividade científica
vai se fortalecendo e conquistando autonomia, as estratégias metodológicas, as
técnicas e os instrumentos selecionados pelos pesquisadores vão se tornando cada
vez mais complexos em suas combinações e menos puros em relação às formas
originais de concepção. Mas isso deveria ser observado e aceito como uma prática
viva de fazer pesquisa e não como uma quebra da ortodoxia metodológica.
Diante das constatações, evoco a questão colocada por LADRIÈRE: será que
o método científico, tal como é concebido atualmente, não predetermina os
problemas aos quais nos consagramos? (1978, p. 170). E pergunto ainda se não
seria a anterioridade temporal do método o móvel da formulação do problema e a
maneira de colocá-los?
A resposta requer muito mais do que os dados. E para interpretar o que se
apresenta há que reconhecer os seus contornos, as relações possíveis, as
influências dominantes e os conflitos que apresentam.
Sob o impacto da questão, embora concorde que a presença de professores
estrangeiros influenciou toda uma geração de alunos, na década de setenta,
acredito que a influência tenha se manifestado mais diretamente sobre a
metodologia adotada e, de uma forma indireta, sobre os temas. Esclarecendo

�4.4

melhor, eu diria que os estudos bibliométricos não somente marcaram época, mas
principalmente se constituíram em uma opção metodológica a sobrepujar o
comprometimento com objetos alternativos de pesquisa.
Cada uma das dissertações é única em termos das facetas ou variáveis de
que tratam, assim como de sua importância em relação ao conjunto. O método é
concretizado na pesquisa, produto da prática intelectual consciente e a diversidade
de posições tem como consequência a necessidade da coexistência entre os
pesquisadores representantes das tendências que se interpõem e atuam no campo,
de modo a permitir uma prática construtiva de pesquisa.
O conjunto dos procedimentos metodológicos de uma área ou disciplina,
resultante da pesquisa individual ou coletiva, em perspectiva diacrônica, deverá
servir de pano de fundo para que se possa aprimorar seu estágio presente. É o
desafio a ser enfrentado pelos profissionais da Biblioteconomia e Ciência da
Informação na tentativa de elaborar a síntese diante das situações de crise, tendose presentes simultaneamente a consciência da precariedade das soluções
dogmáticas ou dos modelos definitivos e o sentimento de que, embora contingentes
os seus sucessos, permanece o ânimo desvelador, como característica inseparável
do ser humano.

ABSTRACT

Analyzes Masters’ theses submitted from 1972 to 1995 on the Postgraduate course
in information Science run jointly by the CNPq (National Council fo Cientific and
Technological Development)/IBICT (Brazilian Institute of Scientific and Technological
Information) and the School of Communication of the Federal University of Rio de

�4.4

Janeiro. The purpose of this work is to make a critical appreciation of the
methodological trends, as well as the most significant contributions to the area of
Librarianship and Information Science. Research is envisaged from the point of view
of progress in the area against the background of the Brazilian political-cultural
context. A corpus of 215 theses constitutes the basis for this research.

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PINHEIRO, Eliana Souza. A coleção de livros e os currículos de graduação no
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TAVEIRA, Dyrse Barreto. Catálogo em livro para as bibliotecas da Universidade
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Analisa as dissertações de mestrado aprovadas no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq / Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT - Universidade Federal do Rio de Janeiro / Escola de Comunicação, no período de 1972 a 1995, sob enfoque crítico, com o propósito de levantar e acompanhar entre as linhas e tendências metodológicas concretizadas as mais evidentes e significativas contribuições à área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Enfatiza a pesquisa como prática criativa necessária para evolução do campo analisado, sem esquecer o contexto político-cultural do Brasil, como pano de fundo de criação e desenvolvimento do Curso e seus desdobramentos para as opções metodológicas. Apoia-se em dados quantitativos para a análise de um corpus constituído de 215 dissertações.</text>
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