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                  <text>2.2

REDES COOPERATIVAS NO BRASIL O FUTURO DA REDE BIBLIODATA
*

Moacyr Antonio Fioravante

RESUMO
Trata de inovações recentes no ambito do BIBLIODATA, principal cooperativa
brasileira para desenvolvimento de atividades ligadas a bibliotecas e serviços de
informação bibliográfica, vinculada a Fundação Getúlio Vargas (FGV). As mudanças
tecnológicas em direção a sistemas abertos e compatibilização de formatos
permitirão o intercâmbio informacional e integração com redes nacionais e
internacionais. Com atual modernizaçao e capacitação de recursos humanos,
apoiadas pelas fundações VITAE e MELLON, haverá uma multiplicação dos
benefícios gerados por este trabalho cooperativo.

1 PORQUE COOPERAR?
A

expressão

cooperar

significa

operar

em

conjunto,

ou

trabalhar

coletivamente em busca de um resultado comum.
Desde os tempos mais remotos, o trabalho coletivo tem sido uma forma de
realização de diversos tipos de atividades sociais, religiosas ou econômicas, mas o
movimento cooperativo moderno, que deu origem às cooperativas organizadas,
como hoje são conhecidas, tem pouco mais de cem anos. A estrutura organizacional
básica de uma cooperativa, pode-se dizer, teve origem na Inglaterra, na primeira
metade do século XIX, com a criação de uma cooperativa de consumo chamada
Rochdale Society of Equitable Pioneers. Essa sociedade estabeleceu um conjunto
de regras para o trabalho conjunto, conhecido como princípios de Rochdale,
válidos até hoje. Em resumo, esses princípios contemplam

o controle

Diretor da Divisão de Gestão da Informação da Fundação Getúlio Vargas e Coordenador da Rede
Bibliodata.

*

�2.2

democrático, livre filiação, não discriminação política ou religiosa, serviços a
preço de custo e educação dos membros.
A observância desses princípios é fundamental para o sucesso de qualquer
sociedade cooperativa, pois são eles que garantem a eqüitativa distribuição dos
resultados alcançados através do trabalho coletivo. Sem essa garantia, não se pode
esperar que os membros contribuam com o seu trabalho ou colaborem de qualquer
forma com a sociedade.
Do ponto de vista econômico, a filiação a uma cooperativa é uma opção à
qual uma pessoa, física ou jurídica, pode recorrer para adquirir bens ou serviços, ao
invés de produzi-los por conta própria ou adquiri-los no mercado. Se as três opções
estiverem disponíveis para o interessado, é claro que ele irá escolher a de menor
custo. Nem sempre é fácil, entretanto, distinguir nitidamente a opção de menor
custo, principalmente porque, em geral, parte do pagamento pelos bens ou serviços
obtidos de uma cooperativa, não é feita em moeda corrente, mas sim pela
contrapartida em trabalho ou outra forma de colaboração previamente contratada.
Outro aspecto da questão, ainda do ponto de vista econômico, é o do
investimento. Na sociedade cooperativa os capitalistas são substituídos pelos
próprios cooperados. Em havendo necessidade de capitalizar a sociedade para que
esta possa realizar investimentos, os membros da cooperativa terão que fazer
contribuições em dinheiro, ou então a sociedade terá, de alguma forma, que se
financiar para fazer face às necessidades de capital. Isso implica em risco a ser
assumido por todos os membros da sociedade.

�2.2

Pelas razões expostas, quase sempre é mais simples optar pela aquisição do
bem ou serviço no mercado, quando a alternativa existe. Quando essa opção não
está disponível, ou a que está disponível não satisfaz em preço e qualidade, resta
analisar a alternativa entre produzir por conta própria ou organizar-se em
cooperativa. Em que casos será mais vantajoso associar-se em cooperativa para
produzir o bem ou serviço, ao invés de produzi-lo por conta própria? Que fatores
irão estimular ou desestimular a criação de uma cooperativa para a realização da
atividade específica? Quem irá tomar a iniciativa de organizar a sociedade
cooperativa? Como será essa organização? Quais as fontes de recursos disponíveis
para investir na sociedade? Como definir o preço dos produtos ou serviços que
serão prestados aos cooperados ou ao mercado, quando for o caso? Que formas de
colaboração serão exigidas dos membros da cooperativa? Que conjunto de regras
e princípios deverá se adotado com o objetivo de garantir a eqüitativa distribuição
dos benefícios alcançados pela sociedade?
A formação de redes cooperativas no Brasil para o desenvolvimento de
atividades ligadas à Bibliotecas e Serviços de Informações, dentre elas a da Rede
Bibliodata, pode ser analisada à luz dos princípios anteriormente enunciados e,
embora em sua constituição essas redes não sigam estritamente o modelo de uma
cooperativa formal, as respostas às questões anteriores são fundamentais para o
entendimento do seu processo de desenvolvimento.
Analisaremos, neste trabalho, o caso especial da Rede Bibliodata. A
intenção é a de trazer ao debate no âmbito da comunidade, participante ou não da
rede, questões relevantes para o futuro das Redes Cooperativas no Brasil, e seu
papel no desenvolvimento das Bibliotecas e Serviços de Informações no País.

�2.2

2 A REDE BIBLIODATA E OS PRINCÍPIOS DE ROCHDALE

Em primeiro lugar cabe a pergunta: Em que medida a organização da Rede
Bibliodata segue os princípios de Rochdale? A resposta poderia ser dada em sua
perspectiva histórica, mas interessa muito mais analisar a situação atual e a
evolução futura do modelo que está sendo adotado. Analisemos a situação da rede
à luz de cada um dos cinco princípios:

2.1 CONTROLE DEMOCRÁTICO

A Rede Bibliodata foi instituída como uma central de catalogação
cooperativa pela Fundação Getúlio Vargas, atuando como Unidade Central
coordenadora da rede, contando inicialmente com o apoio de um conjunto de
instituições denominadas fundadoras, e mais tarde de outras instituições
participantes que tiveram participação importante no processo de constituição da
rede, mas não se pode dizer que tenham exercido o controle das decisões.
Embora tenha sido essa uma decorrência natural da forma pela qual a rede
foi instituída, isto é, por iniciativa e risco da própria Fundação Getúlio Vargas,
tornou-se claro, mais recentemente, que esse modelo centralizado não teria futuro.
Em primeiro lugar, como a rede exige constantes investimentos no seu
desenvolvimento tecnológico e operacional, e como se espera que os resultados
gerados beneficiem em primeiro lugar os próprios membros cooperados, nada mais
justo que os membros, ao mesmo tempo que assumem o ônus desses

�2.2

investimentos e manutenção da rede, assumissem também os riscos associados ao
empreendimento e a responsabilidade pelas decisões sobre a sua condução.
A partir dessa constatação, que se tornou consenso entre os membros e no
âmbito da própria Comissão Consultiva, iniciaram-se as gestões para a realização
de uma profunda reforma na organização da Rede Bibliodata. Essa reforma, ainda
em curso, iniciou-se pela aprovação do Regimento Geral da rede, que entre
inúmeras

inovações

democratizantes,

criou

a

Comissão

Diretora,

órgão

deliberativo composto por representantes eleitos pelos membros, com poderes para
estabelecer as regras de participação, reformar o Regimento Geral, e estabelecer a
política geral para o desenvolvimento das atividades cooperativas da rede.
Com a implantação definitiva da reforma, em todos os seus desdobramentos,
espera-se que a Rede Bibliodata caminhe no sentido de sua institucionalização e
ganhe uma base estável para o seu desenvolvimento futuro.

2.2 LIVRE FILIAÇÃO

A filiação à Rede Bibliodata é livre. Qualquer instituição, que se disponha a
assinar o contrato de adesão e a pagar a taxa de inscrição e a anuidade, estará
habilitada a participar da rede. A

Comissão Diretora está elaborando a

regulamentação do dispositivo introduzido no Regimento Geral que cria categorias
de membros, diferenciadas pelo nível de contribuição na catalogação cooperativa,
em termos do número de registros catalogados pelo participante.

A introdução

desse dispositivo no Regimento Geral tem por objetivo tornar mais eqüitativa a
distribuição dos benefícios gerados pela atividade cooperativa, já que não é apenas

�2.2

a contribuição em dinheiro que gera esses benefícios, mas sim e sobretudo, a
contribuição em termos da geração de registros na Base de Dados, principal acervo
da rede de propriedade da coletividade de membros.

2.3 NÃO DISCRIMINAÇÃO

O princípio da não discriminação aplicável à Rede Bibliodata, refere-se não
somente a questões políticas ou religiosas, em relação as quais a ausência de
discriminação é obvia, mas, mais especificamente, às categorias de instituições que
participam ou venham a participar da rede.

Não existe qualquer tipo de

discriminação à entrada ou permanência de membros na rede, seja em relação à
região na qual a instituição se localize, à dimensão ou importância do seu acervo
bibliográfico ou ao tipo de instituição. Dessa forma podem participar da rede:
bibliotecas universitárias, especializadas, públicas, particulares ou quaisquer outras,
bastando para tanto que se disponham a cumprir os regulamentos e as disposições
contratuais.

2.4 SERVIÇOS A PREÇOS DE CUSTOS

Uma cooperativa é, por definição, uma sociedade sem capitalistas e,
portanto, sem fins lucrativos. Daí decorre, necessariamente, que eventuais
superávits operacionais gerados deverão ser aplicados em investimentos nas

�2.2

próprias atividades, ou repassados aos cooperados sob a forma de redução de
preços ou aumento dos serviços prestados. Da mesma forma, um eventual déficit
deverá ser coberto por contribuições adicionais dos cooperados. Esse mecanismo
de compensação de resultados leva, pelo menos no médio prazo, ao equilíbrio entre
receitas e despesas, ou em outras palavras, os preços se igualam aos custos
médios. Essa afirmativa merece duas qualificações: a primeira é que os custos,
aqui, devem incluir as despesas de capital e a segunda é que, embora o mecanismo
de compensação leve à igualdade entre preços e custos médios, ele não garante
por si só, que cada cooperado individualmente, esteja pagando pelos serviços
recebidos a preço de custo. Comentemos cada uma dessas qualificações tomando
o caso da Rede Bibliodata como exemplo:
A criação de uma rede da catalogação cooperativa exige investimentos de
vulto em capital fixo, necessário na montagem da sua infra-estrutura, aquisição de
equipamentos e desenvolvimento de sistemas, alem do capital de giro para a sua
operação contínua. Por outro lado, é necessário investir por longo tempo na geração
de registros bibliográficos que constituirão a Base de Dados, razão de ser do
esforço cooperativo. Os investimentos em capital fixo e de giro da Rede Bibliodata
foram e são suportados, basicamente, pela Fundação Getúlio Vargas, enquanto que
a geração de registros bibliográficos constitui a contribuição dos cooperados na
formação do acervo de propriedade coletiva.
No que diz respeito à geração de receitas correntes, que seriam obtidas pelo
fornecimento de cópias de registros e prestação de serviços correlatos aos
cooperados , estas somente atingiriam nível suficiente para equilibrar-se com as
despesas correntes a partir de um certo volume mínimo de registros acumulados na

�2.2

Base de Dados. Por essa razão, era de se esperar que a operação da rede, em sua
fase de formação, iria ser deficitária. O déficit operacional verificado ao longo do
tempo

vem

sendo

coberto

por

contribuições

regulares

dos

cooperados,

correspondentes às taxas de manutenção em vigor até hoje. Como a taxa de
manutenção tem sido fixada de forma a cobrir o déficit operacional verificado, é lícito
afirmar que os cooperados estão pagando, na média, pelo custo corrente dos
serviços. O custo de capital, entretanto, bem como o custos fixos da infra-estrutura
não são cobertos pelas contribuições, acarretando uma situação de desequilíbrio
orçamentário de longo prazo da cooperativa, inviabilizando a realização de novos
investimentos na sua modernização e no desenvolvimento de novos serviços.
A solução dessa situação vem sendo buscada por dois caminhos: Primeiro,
pretende-se implantar, gradativamente, a cobrança por registro copiado e pelos
serviços correlatos prestados aos cooperados e usuários ( como a assinatura do
CD-ROM da Base de Dados, por exemplo),

e, simultaneamente, criar um

mecanismo de acumulação de créditos correspondentes aos registros catalogados
pelo cooperado. Segundo, estão sendo realizados investimentos em novas
tecnologias e novos serviços visando, através da redução de custos e ampliação
das receitas, à eliminação do déficit operacional e portanto das contribuições fixas
regulares. Tais investimentos estão sendo custeados pela Fundação Getúlio Vargas
e por recursos obtidos junto a instituições de fomento como o CNPq/PADCT e a
Fundação Vitae.
Com a implantação do novo mecanismo de cobrança espera-se que o
princípio do pagamento pelos serviços a preço de custo venha a ser observado, não
mais pela média mas sim para cada membro individualmente. Ressalte-se que os

�2.2

custos de capital
resultados

deverão ser contabilizados, de forma que a operação gere

positivos

para

viabilizar

os

investimentos

necessários

ao

desenvolvimento da cooperativa.

2.5 EDUCAÇÃO DOS MEMBROS

Dos cinco princípios de Rochdale, o que propugna a educação dos membros
como uma das missões das sociedades cooperativas é, certamente, o que mais
demonstra a preocupação com a equidade na distribuição dos benefícios gerados
coletivamente. Como é de se esperar, é pouco provável que todos os membros de
uma cooperativa sejam todos homogeneamente instruídos ou capacitados a gerar,
ou utilizar, adequadamente, os serviços ou produtos objetos da atividade
cooperativa. Por essa razão, educar os membros torna-se uma necessidade
imperiosa para o sucesso da sociedade.

No caso das redes cooperativas de bibliotecas, como a Rede Bibliodata, a
aplicação desse princípio é essencial à sua sobrevivência, já que o nível de
qualidade na geração e utilização dos produtos e serviços depende diretamente da
capacitação dos membros.
Inspirado nesse princípio, o Programa de Capacitação de Recursos Humanos
em Redes de Bibliotecas que a Fundação Getúlio Vargas está promovendo, com
apoio da The Andrew Mellon Foundation, pretende levar ao maior número possível
de profissionais das bibliotecas participantes da Rede Bibliodata o conhecimento
sobre as inovações que estão ocorrendo no campo da Biblioteconomia em geral e

�2.2

na própria rede em particular. Através de uma série de seminários, com a
participação de conferencistas internacionais, mesas redondas e cursos regulares,
realizados nas diversas regiões onde a rede tem presença e no Exterior, o programa
pretende cobrir os temas mais atuais de interesse dos profissionais das bibliotecas,
com ênfase especial nas atividades desenvolvidas em rede. O programa enfoca o
futuro da Rede Bibliodata e tem por objetivo preparar os membros da rede para as
inovações em curso.

3 AS INOVAÇÕES

A inovação mais significativa para o futuro da Rede Bibliodata é a que está
sendo implantada na sua forma de organização. A força de uma ação cooperativa
é resultante de relações multilaterais desenvolvidas por intermédio de uma
organização que canaliza a contribuição de cada membro em benefício de todos. A
Rede Bibliodata, entretanto, em função do seu histórico e pelo fato de ter sido
constituida a partir de uma iniciativa centralizada, não desenvolveu de maneira
adequada os princípios cooperativos, como os anteriormente discutidos. Os
membros da rede comportam-se, ainda hoje, como se seus direitos e deveres se
resumissem à relação contratual firmada com a Fundação Getúlio Vargas como
prestadora de serviços. Essa realidade começou a mudar com a aprovação recente
do Regimento Geral da Rede Bibliodata, já mencionado anteriormente. O
Regimento constitui um compromisso coletivo dos membros da rede com o seu
desenvolvimento conjunto. Ao fixar direitos e deveres dos membros cooperados, o

�2.2

Regimento Geral atribui a um colegiado eleito, a tarefa de conduzir os destinos da
rede e de fazer com que a participação se torne um efetivo exercício de cooperação.
Outra inovação significativa, que terá grande repercussão na atividade de
catalogação cooperativa, é a introdução do formato em padrão MARC em
substituição ao CALCO. Está nascendo, com essa mudança o formato BRMARC.
Também na plataforma tecnológica

estão sendo introduzidas diversas

inovações que possibilitarão a prestação de novos serviços e mudarão a face futura
da rede. O novo módulo de entrada de dados, que está sendo lançado juntamente
com o CD-ROM do catálogo coletivo, irá permitir a consulta, a cópia, a edição e a
entrada de novos registros em uma estação de trabalho ou em rede local, conforme
a opção da biblioteca participante. A base de dados do Catálogo Coletivo estará
disponível para consulta através da Internet e em breve será possível a catalogação
on-line, como alternativa ao CD-ROM.
O novo módulo de entrada de dados irá permitir, ainda, a extração e edição
de dados de outros CD-ROMs como o CAT-CD da OCLC, ampliando
significativamente as possibilidades de obtenção de registros para a catalogação
corrente ou retrospectiva. Com essa finalidade, e tambem de prover o acesso a
outros serviços e produtos da OCLC para as bibliotecas da rede, a Fundação
Getulio Vargas está negociando com aquela organização um contrato de
representação que se encontra em vias de ser assinado.

4 CONCLUSÃO

�2.2

As inovações que estão se processando no âmbito da

Rede Bibliodata

abrem os caminhos para o sua modernização e desenvolvimento. As diretrizes da
mudança tecnológica, em direção a sistemas abertos e formato compatível com
padrões estabelecidos, permitirão o intercâmbio de informações e a integração com
outras redes nacionais e internacionais, alargando os horizontes e consolidando o
futuro das redes cooperativas no Brasil. A continuidade e sustentação do processo
de modernização somente se tornará possível a partir do momento em que a
comunidade passar a encarar o rede como uma verdadeira sociedade cooperativa.
Essa mudança de postura já começa a se fazer sentir e a gerar resultados positivos,
tanto assim

que os projetos de modernização tecnológica e de capacitação de

recursos humanos, que se encontram em andamento, contam com a participação
direta de alguns dos membros mais ativos da rede trabalhando em conjunto com a
Fundação Getulio Vargas. Esses projetos contam com o apoio financeiro das
fundações Vitae e Mellon, as quais vislumbram nesse trabalho cooperativo uma
forma de multiplicar os benefícios gerados pelos recursos empregados e contribuir
com um empreendimento de dimensão nacional.

ABSTRACT

Deals with recent innovations in BIBLIODATA, the main Brazilian cooperative for the
development of activities related to libraries and bibliographic information, linked to
the Getúlio Vargas Foundation (FGV). Technological changes leading towards open
systems and format compatibilization will allow the exchange of information and
integration with national and international networks. Current modernization and
qualification of human resources, supported by VITAE and MELLON Foundations,
will lead to multiplication of benefits resulting from these cooperative activities.

�2.2

�</text>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Trata de inovações recentes no âmbito do BIBLIODATA, principal cooperativa brasileira para desenvolvimento de atividades ligadas a bibliotecas e serviços de informação bibliográfica, vinculada a Fundação Getúlio Vargas (FGV). As mudanças tecnológicas em direção a sistemas abertos e compatibilização de formatos ermitirão o intercâmbio informacional e integração com redes nacionais e internacionais. Com atual modernização e capacitação de recursos  humanos, apoiadas pelas fundações VITAE e MELLON, haverá uma multiplicação dos benefícios gerados por este trabalho cooperativo.</text>
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