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                  <text>2.1

POLÍTICAS DE FINANCIAMENTO EM BIBLIOTECAS
DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
*

Lena Vania Ribeiro Pinheiro
Maria de Fatima Pereira Raposo**

RESUMO

Aborda questões relacionadas a recursos para bibliotecas de instituições de ensino
superior, levando em consideração o fator orçamento como parte do planejamento.
Enfoca as políticas públicas, as bibliotecas universitárias e as questões
orçamentárias. Analisa a situação atual e tendências para financiamentos nos anos
90.

1 INTRODUÇÃO

No Brasil, as atividades de informação científica e tecnológica (ICT) estão
concentradas em organismos governamentais, diferentemente do que ocorre em
outros países como, por exemplo, nos Estados Unidos. No cenário das bibliotecas
de instituições de ensino superior, das 764 levantadas em Guia publicado pelo
SIBI/UFRJ e CBBU/FEBAB, em 1994, predominam as bibliotecas de universidades
públicas, sejam federais ou estaduais. Consequentemente, alguns dos problemas
enfrentados, ontem e hoje, por essas entidades, são uma decorrência da crise do
Estado e do imenso déficit público, agravados pelos impasses oriundos do modelo

*
**

Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, IBICT/CNPq-ECO/UFRJ.
Coordenadora das Bibliotecas da Faculdade da Cidade, Rio de Janeiro.

�2.1

político-econômico atualmente adotado no Brasil, com as implicações do neoliberalismo e da privatização.
As universidades, em meio à crise nacional, com sua imagem comprometida
por constantes e longas greves e pressionadas por maior produtividade e melhor
nível de ensino, vêm lutando pela autonomia e, ao mesmo tempo, pela manutenção
do ensino público.
O tema financiamento, objeto deste trabalho, refere-se especificamente às
distintas formas de obtenção de recursos para informação, tanto interna quanto
externamente,

contempladas ou não em políticas do setor. No entanto, o

financiamento não pode ser estudado isoladamente, uma vez que se inscreve num
campo no qual
informação e

estão imbrincados

o planejamento em geral, a economia da

a política de preços. Como entidades públicas, as bibliotecas de

instituições de ensino superior têm a tradição da gratuidade dos serviços e produtos
de informação, tradução equivocada de que público significa gratuito. A cultura de
gratuidade vem causando, ao longo dos anos, consequencias negativas nas
bibliotecas universitárias, cerceando-as da busca de alternativas para sua autosuficiência.
Por outro lado, segundo CARVALHO (1981) ao se estabelecerem padrões
para bibliotecas universitárias, verifica-se que a situação do fator orçamento é a
mais crítica, a

parte mais vulnerável do planejamento, pois mesmo que bem

elaborado, sofre as intempéries de cada momento e de cada crise financeira no
período

de aplicação de recursos. Outra afirmativa da autora é de que os

bibliotecários não se encontram preparados para a tarefa de planejamento
orçamentário, baseando-se, simplesmente, em adicionar percentuais sobre quantias

�2.1

anteriormente concedidas. Dessa forma, pode o orçamento ser projetado acima ou
abaixo das necessidades reais, mas dificilmente de maneira satisfatória. Fica uma
pergunta: o que, dessas conclusões oriundas de pesquisa para dissertação de
mestrado desenvolvida em 1981, permanece, quinze anos depois? Estudos
posteriores podem conter a resposta.
Ao analisarmos a literatura brasileira sobre financiamento e assuntos
correlatos, constatamos a incipiência e insuficiência, em número, de estudos sobre
financiamento ou que englobem esse tema.
Em artigo de revisão sobre economia da informação, BARRETO (1984) avalia
a distribuição de trabalhos indexados no ARIST-Annual Review of

Information

Science and Technology, voltados para custo e controle de orçamento, custobenefício e custo efetividade e conclui que falta, aos gerentes de sistemas de
informação, base teórica para determinar o valor da informação.
Dos trabalhos identificados, alguns abordam política de preços, como é o
caso dos de CARVALHO (1984), RAUSH (1991) e COLETTA (1994), dos quais
destacaremos alguns aspectos.
Em seu artigo “Implementação de políticas de ressarcimento de custos de
serviços de informação em C&amp;T”, Afrânio CARVALHO (1984) identifica as causas
que contribuiram para serviços de informação

mais onerosos, entre as quais

algumas são particularmente atuais, passados quase 12 anos: “diversidade
progressiva de fontes de informação e dos meios físicos de suporte, levando à
necessidade de aquisição de novos equipamentos, acesso a outros serviços de
informação, inclusive através de telecomunicação, tratamento automatizado de
registros, manutenção de equipes multidisciplinares, etc”.

�2.1

Os trabalhos de COLETTA (1994) e de RAUSH (1991) abordam políticas de
preços de serviços e produtos de informação , o primeiro relativo às bibliotecas da
USP, com definição de fórmula para cálculo de custos e, o segundo, ao CIN-Centro
de Informações Nucleares. Raras são as instituições brasileiras com experiência
em política de preços, de forma sistematizada, entre as quais se destaca o CIN,
onde inicialmente os serviços eram gratuitos, como “...forma de criar uma cultura de
uso de informação...” A partir de 1983, o CIN passou a adotar a cobrança gradativa
de seus serviços, para usuários externos, visando ao ressarcimento de custos, e
não o lucro. RAUSH (1991) demonstra os cálculos e fórmulas adotados no CIN para
definição de custos de levantamento bibliográfico on line, de microfichas do catálogo
coletivo de conferências e serviços de cópias.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E ORÇAMENTO

Em

pesquisas sobre bibliotecas universitárias, foram identificadas duas

dissertações de mestrado direta ou indiretamente relacionadas a recursos
orçamentários, uma de ASSIS (1986) e outra de MATTOS (1992).
ASSIS (1986) avaliou a alocação de recursos financeiros de bibliotecas de
instituições de ensino superior, a partir de dados orçamentários relativos à atividade
de manutenção de acervo bibliográfico. Ele estabeleceu um modelo para
distribuição de recursos, baseado em aspectos teóricos e aplicados na medida
matemática e estatística e das formas de obter e analisar dados. O estudo
contempla variáveis como: número de bibliotecários, usuários em potencial, número

�2.1

de titulos de periódicos, número de mestres e doutores, número de livros e área
global, atribuindo pesos conforme o tipo de variável.
Na sua dissertação de mestrado sobre estruturas sistêmicas, MATTOS
(1992) estudou nove bibliotecas centrais (UFRJ, UFF, UFRRJ, UNI-RIO, UERJ,
PUC/RJ, UCP, UGF e USU) e 94 bibliotecas setoriais, no Rio de Janeiro, e incluiu
aspectos orçamentários. Embora os resultados indicassem que 71,7% das
bibliotecas têm um percentual definido no orçamento universitário, somente 34,12%
participam da distribuição dos recursos para bibliotecas. Na identificação do setor
responsável pela decisão orçamentária aparecem , em ordem decrescente, os
seguintes: Diretor da Biblioteca Central ou do Sistema, indicados em 30 respostas;
Diretores de Unidades, 4; Sub-Reitoria de Ensino para Graduados e Pesquisa, 3;
Pró-Reitoria Administrativa ou de Patrimônio e Finanças, 3, e Decano, 1.

Os resultados apontam para a diversidade de poder decisório, o que obriga
os gerentes de bibliotecas a transitar por diferentes esferas universitárias,
Quanto às alternativas encontradas pelas bibliotecas para obtenção de
recursos, MATTOS (1992) exemplifica com a UERJ, cuja Biblioteca Central não
possui orçamento próprio e a aquisição de material bibliográfico contou, em 1988,
com recursos provenientes também

de aluguel ou doações de livrarias instaladas

no campus e de parte da renda obtida através da cobrança de estacionamento na
Universidade.
No âmbito dos Seminários Nacionais de Bibliotecas Universitárias-SNBU,
realizados desde 1978, e do Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias -PNBU,
iniciado em 1986, foram elaborados documentos nos quais as questões

�2.1

relacionadas

a

financiamento

surpreendentemente,

estão

claramente

identificadas.

No

entanto,

as possíveis soluções e diretrizes para os problemas

apontados não foram implementadas. Um exemplo é a manutenção de materiais
bibliográficos na rubrica “material permanente”, o que ocasiona sérios entraves na
administração de bibliotecas e unidades de informação, em geral, inclusive para
financiamentos.
O 70 Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, realizado no Rio de
Janeiro, em 1991, elegeu como tema “Padrões nacionais para planejamento e
avaliação em bibliotecas universitárias”, abrangendo
elaborado para este evento, SACOMANO

orçamento. Em trabalho

e MORAES (1991) abordaram 57

bibliotecas universitárias brasileiras (64,7% das filiadas ao CRUB-Conselho de
Reitores das Universidades Brasileiras), das quais 35 federais, 10 estaduais e 12
particulares. Os resultados apontaram 84,4% das bibliotecas como unidades
orçamentárias

da

instituição.

Esse

índice,

embora

alto,

é

passível

de

questionamento porque as autoras, ao cruzarem dados, perceberam ”alguma
inconsistência nas respostas” e afirmaram: “... supõe-se

haver problemas de

conceituação sobre o que seja unidade orçamentária, tipos de centralização ou
coordenação e elementos de despesa”, o que as levou a

esclarecerem que

“pouquíssimas bibliotecas são realmente consideradas unidades orçamentárias
formais”.
Estes são indicadores de um problema anterior,

que é a própria

compreensão do processo orçamentário, nas suas correlações com as estruturas
universitárias e de bibliotecas.

�2.1

Enquanto o trabalho anterior focalizava bibliotecas universitárias em geral,
SANTANA (1993) direciona o seu para bilbiotecas do Nordeste. Pelos dados
analisados, a autora constata que:

“... 7 bibliotecas centrais são unidades

orçamentárias, apenas duas delas dispõem de um percentual fixo sobre o
orçamento de Instituições. Dentre as outras 10, 3 contam com percentuais fixos
(UFAL, UETB e UEFS), porém, somente a primeira destacou que esse percentual
incide sobre o orçamento de custeio e capital de IES (8%)”.
Aqui se coloca um outro problema: a participação do orçamento institucional,
uma vez que não é fixa, não assegura a sobrevivência e o bom funcionamento da
biblioteca. A definição de percentual depende das prioridades
administração acadêmica, daí a vulnerabilidade da biblioteca
políticas. Outro fator agravante é
que

de cada

às instabilidades

a aprovação tardia do orçamento da União , o

muito tem comprometido a regularidade e continuidade

das ações das

bibliotecas. Nos ultimos três anos, a aprovação ocorreu no segundo semestre e, até
então, os órgãos públicos brasileiros, incluindo as bibliotecas, sobreviveram do
percentual (1/12) definido na proposta orçamentária institucional. Neste ano, embora
o orçamento tenha sido aprovado em janeiro, pelo Congresso Nacional, o poder
executivo contingenciou o orçamento, sobretudo despesas de capital, nele incluído
material permanente. Esta estratégia governamental é mais um elemento
dificultador para as instituições públicas em geral ,

e a liberação dos recursos

depende de negociação que, por sua vez, é decorrente de força política.
Já em seu trabalho, SACOMANO e MORAES (1991) assinalaram os prazos
de liberação de recursos como uma das dificuldades porque, “mesmo existindo a
disponibilidade

orçamentária,

a

sua

execução

encontra-se

extremamente

�2.1

comprometida, em vista da demora e da falta de previsão com que os recursos são
repasssados”.
SCHMIDT et al. (1991), em apresentação, também no 70 SNBU, recomendam
que qualquer esquema adotado para orçamento deve ser flexível, ter a capacidade
de ser mudado a cada ciclo orçamentário e fazer uso de dados que possam ser
realisticamente obtidos. Apresentam um modelo para servir de referencial na
alocação de recursos para aquisição de livros, no qual

são consideradas as

seguintes variáveis: custo médio de livro, média geral de uso, acervo, curso de pósgraduação, curso de graduação , número de inscritos , trabalhos publicados por
docentes e número de docentes, atribuindo pesos a essas variáveis. As autoras
concluem que o resultado demonstrou validade e utilidade para “uma distribuição
racional de recursos para aquisição de livros em bibliotecas universitárias”
Outro trabalho integrante do 70 SNBU é o de MENDES (1991), relato de
caso sobre orçamento nas Bibliotecas da Universidade Federal do Ceará, no qual
é constatado que “o quadro de transferência de recursos de custeio para IES
federais vêm

se deteriorando a cada ano”, apresentando redução de 64% nos

valores comparados a dez anos anteriores. A autora afirma que as bibliotecas em
questão obtiveram percentuais significativos nos recursos do orçamento da
Instituição, na época em que a Biblioteca Central era vinculada ao Reitor, que os
Programas Especiais do PNBU (BIBLOS e PAP) passaram a ser grande suporte
financeiro e, com o término desses programas, a Biblioteca deixou de renovar mais
de 50% da coleção de periódicos que vinha mantendo nos últimos quatro anos”.
O Relatório Final do Grupo de Trabalho/Orçamento do 70

SNBU (1992)

destaca, inicialmente, que o orçamento é decorrência de planejamento. A adoção do

�2.1

plano anual de trabalho representa o ponto de partida para o

planejamento

orçamentário, sendo este um processo dinâmico e contínuo. É através da avaliação
constante entre os recursos previstos e os efetivamente existentes ou repassados,
que a biblioteca universitária poderá buscar recursos financeiros em outras fontes
que não a própria instituição, a fim de que seu plano orçamentário possa
efetivamente ser realizado.
É imprescindível que as bibliotecas universitárias sejam, portanto, unidades
orçamentárias, cabendo ao bibliotecário o devido treinamento e domínio do
processo de previsão e execução orçamentárias. Devem ser incluidos no
planejamento orçamentário recursos relacionados

a todas as necessidades das

bibliotecas, não apenas para material bibliográfico mas, também, recursos para
material de consumo, encadernação, reciclagem de pessoal e outros.
Ainda de acordo com o Relatório , a proposta orçamentária

deve ser

elaborada segundo as peculiaridades de cada instituição, podendo-se aplicar
modelos já utilizados que identificam variáveis e pesos, objetivando a alocação
equitativa de recursos financeiros.

3 POLÍTICAS PÚBLICAS, BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E ORÇAMENTO

Os Seminários Nacionais têm exercido papel proeminente na formulação de
políticas para o setor. Tanto que foi um documento elaborado e apresentado pelo
IBICT ao 40 SNBU (1989), em Campinas, reunindo recomendações de eventos
sobre bibliotecas universitárias, que serviu de base para a concepção do I Plano
Nacional de Bibliotecas Universitárias-PNBU, criado em 1986 e institucionalizado em

�2.1

fevereiro de 1990 como Programa Nacional de Bibliotecas de Instituições de Ensino
Superior- PROBIB. O PNBU teve como ponto de partida “ampla consulta à
comunidade universitária brasileira” e o seu documento base, além de circular por
cerca de 80 instituições de ensino superior, foi analisado por dirigentes e técnicos do
IBICT, Biblioteca Nacional, BIREME e BICENGE.
O PNBU recebeu o apoio financeiro do MEC, CNPq e FINEP e Yone
Chastinet foi a mentora intelectual e primeira Secretária Executiva que, durante
quatro anos, implementou ações e atividades que impulsionaram e conduziram a
muitos avanços as bibliotecas universitárias brasileiras.
O relatório do PROBIB, de 1990, e a avaliação formal do Plano, empreendida
por Maria Lucia Andrade GARCIA (1991) e apresentada em sessão especial do 70
SNBU comprova a relevância e repercussão do PNBU no ambiente universitário
nacional.
Parte significativa do Plano, inicialmente constituído por 12 diretrizes que
enfatizavam o desenvolvimento de coleções, a capacitação de recursos humanos, o
fortalecimento de estruturas de sistemas de bibliotecas e pesquisas na área, foi
dedicado a questões orçamentárias. A diretriz III tinha como objetivo “dotar as
bibliotecas universitárias de recursos financeiros adequados à prestação de serviços
de informação, em estágio compatível com as exigências e necessidades de
informação da comunidade universitária” e definia oito ações, incluindo desde a
definição das bibliotecas universitárias como centro de custos no planejamento
orçamentário da universidade até
captação de recursos externos.

critérios para elaboração de orçamentos e

�2.1

Proveniente dessas ações, alguns programas específicos como o BIBLOS e,
principalmente, o PAP-Programa de Aquisição Planificada tiveram como suporte
recursos financeiros consideráveis que redundaram em planejamento mais eficiente
por parte das bibliotecas universitárias. É oportuno ressaltar o quanto os órgãos de
fomento

têm influenciado a gerência de bibliotecas, na medida em que, para

participar de projetos por

eles financiados, essas unidades de informação

dependem de um bom desempenho técnico-administrativo.
Do documento “Sugestões das bibliotecas universitárias para implementação
de algumas ações do I PNBU” (1986) constam ítens relativos a orçamento, entre os
quais o dólar-livro, a participação de bibliotecários em comissões de licitação, os
cronogramas de desembolso, a participação das bibliotecas

centrais no

planejamento orcamentário e a exclusão dos materiais bibliográficos da rubrica
“material permanente”, já mencionado.
As reivindicações de participação, sempre presentes em documentos dessa
natureza, por si só não solucionam os problemas porque, para uma participação
consequente, é fundamental conhecer o processo, seja orçamentário ou qualquer
outro e, no caso de bibliotecas universitarias , o ambiente universitário , no seu todo.
O II PNBU, de 1990, na diretriz III, praticamente repete as mesmas ações,
direcionando algumas na sua efetivação.
Importante documento foi elaborado por Yone CHASTINET (1988) sobre a
situação de acervos e

orçamento de 33 bibliotecas de instituições de ensino

superior, no perído de 1985-88, com valiosos dados sobre média de volumes por
aluno, orçamento das bibliotecas, percentuais alocados pelas universidades às
bilbiotecas e recursos externos para material bibliográfico.

�2.1

Os resultados refletem a oscilação de índices, de 0,4 a 9,66% nos
orçamentos distribuidos entre bibliotecas , predominando os percentuais entre 1 e
2,4% , em 14 bibliotecas, e de 3 a 5,9%, em 10 bibliotecas.
A distribuição do orçamento total de biblioteca, segundo CHASTINET (1988) ,
“apresenta um certo equilíbrio: 24,5% em 1985; 27,13% em 1986; 26,6% em 1987;
e 21,7% em 1988”. Na análise dos dados levantados a autora constata o seguinte:
“As razões que determinam, pois, a queda dos orçamentos das bibliotecas parecem
decorrer de decisões internas às IFES, reveladas através dos diferentes percentuais
a elas alocados no período estudado. Nos casos em que há uma certa estabilidade
de percentuais alocados à biblioteca, seu orçamento é crescente, acompanhando o
orçamento da IFES”.
Dado revelador de prioridades no âmbito de IFES é a comparação entre o
percentual orçamentário dedicado às bibliotecas e restaurantes: “as bibliotecas
receberam 3,49% do orçamento geral e os restaurantes 4,45”.
Em suas conclusões, CHASTINET (1988) inclui duas que merecem especial
atenção: a primeira, que “um dos principais fatores da deficiência dos acervos das
IFES parece ser o percentual baixo e flutuante de seus recursos alocados às
bibliotecas” e, a segunda e

mais importante, a

recomendação para

“o

desenvolvimento de programas cooperativos que assegurem maior racionalização
na aplicação dos limitados recursos financeiros e maior compartilhamento no uso do
recurso bibliográfico...”
Passados oito anos da realização da pesquisa de CHASTINET (1988), o
avanço das redes de comunicação, inclusive no Brasil, e a disponibilização de
acervos, via INTERNET, tem grande repercussão na política de aquisição de

�2.1

material bibliográfico que, a partir de agora tem que incorporar como variável nesse
processo, as bibliotecas virtuais e a disponibilização de acervos, na sua
representação ou em texto completo , através de redes de comunicação.
4 REPENSANDO O FINANCIAMENTO NOS ANOS 90

A análise do conteúdo da literatura estudada para elaboração deste trabalho
, por si só, é sinalizadora da situação e de algumas tendências.
A primeira é de que a produção técnica sobre financiamento, nas suas
interfaces com outros temas é, ainda, pouco significativa, em volume, caracteriza-se
pela descontinuidade e não-aplicabilidade e a ênfase é no financiamento para
aquisição de material bibliográfico.
Estudos relevantes para as políticas e planejamento do setor referem-se a
determinados períodos, principalmente durante a

vigência do PNBU, sem que

análises posteriores tenham tido continuidade.
Na política de preços, fórmulas e modelos foram elaborados mas não se tem
dados avaliativos de seus resultados ou se foram realmente implementados.
Se a concentração de projetos de financiamento na aquisição de coleções,
sobretudo de periódicos, de um lado reduz e mesmo empobrece, o universo dos
projetos, que poderiam estar voltados à criação de novos serviços ou pesquisas da
área, de outro é indicador de que as universidades ainda não assumiram,
completamente, as responsabilidades

pela manutenção e atualização de seus

acervos.
Em uma determinada fase, projetos de financiamento de acervo para cobrir
falhas de coleção foram

oportunos, levando-se em conta os altos custos de

�2.1

aquisição de fascículos antigos. Hoje, a política de aquisição deve ser ajustada às
novas facilidades tecnológicas, especialmente às redes de comunicação nas quais
estão disponibilizadas informações ou documentos na íntegra ou em bibliotecas
virtuais, via INTERNET, conforme mencionado anteriormente.
Outra constatação é que os profissionais que atuam nas bibliotecas
universitárias identificam, com clareza, os problemas relativos a orçamento, também
muito bem definidos no PNBU. Entretanto, não conseguem superá-los pela
concretização de ações, o que implica em pressões e estratégias políticas
sistemáticas. A prova definitiva desse problema é a manutenção, até hoje, de
documentos na rubrica de material permanente, situação que se arrasta por longos
anos.
As bibliotecas universitárias devem determinar ações imediatas para a
retomada do PNBU, que trouxe profundas transformações e apoio para a área na
década de 80. Calcados na experiência anterior, na visão macro da nossa realidade
política, através de ações conjuntas, será possível maior desenvolvimento desse
importante segmento de nossas universidades.
É fundamental estar antenado com as políticas públicas de Ciência,
Tecnologia, Cultura e Informação, acompanhando as linhas de financiamento e
áreas prioritárias dos planos governamentais, de modo a inserir as bibliotecas
nesses projetos. Assim, orgãos tradicionais de fomento como CNPq, FINEP,
CAPES e Fundação Vitae, além do PADCT-Programa de Apoio ao Desenvolvimento
Científico e Tenológico, com recursos do Banco Mundial e, mais recentemente, o
PRONEX, devem ter suas ações devidamente acompanhadas. Este último
programa contemplará núcleos de excelência em C&amp;T, complementando as ações

�2.1

dos demais órgãos. Além das instituições nacionais, o Banco Mundial, já
mencionado, o BID-Banco Interamericano , a Mellon Foundation, que vem
investindo no Brasil ultimamente e outras entidades, podem atuar como excelentes
fontes de financiamento, principalmente quando há algum interesse particular no
Brasil.
Especial atenção deve ser dada

ao SISP-Sistema de Administração dos

Recursos de Informação e Informática da Administração Pública Federal, criado em
janeiro de 1994 , cujo objetivo é o “planejamento, a coordenação. a organização, a
operação, o controle e a supervisão dos recursos de informação e informática dos
órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e
fundacional, em articulação com os demais

sistemas que atuam direta ou

indiretamente na gestão da informação pública federal” (JARDIM, 1995). Em
trabalho de JARDIM (1995), é mencionada

uma das

estreitamente relacionada ao tema deste trabalho:

diretrizes do SISP
“definir e propor a

institucionalização da função informação e informática na classificação Funcional
Programática do Orçamento da União”.
A questão do financiamento pode ser pensada, também, na sua relação com
o planejamento. A desenvoltura exigida em iniciativas para planejamento são uma
conseqüência natural da qualidade da gerência. Quanto melhor a administração de
uma

biblioteca,

maior

a

possibilidade

de

participação

em

projetos

de

financiamento,para os quais são básicos os padrões, metodologia, estatísticas e
outros instrumentos gerenciais.
Como parte do planejamento, a elaboração de projetos exige experiência e
domínio de técnicas e metodologia, nem sempre familiares aos profissionais de

�2.1

informação. Quando um projeto é analisado, parte dessa tarefa contempla as
repercussões do projeto , sejam institucionais, locais, estaduais, nacionais ou
regionais, isto é , extrapolam as questões técnicas e o projeto em si. Assim, para a
elaboração de um projeto, o profissional deve estar instrumentalizado para fazê-lo e
compreender o seu trabalho nas diferentes dimensões em que se insere.

�2.1

ABSTRACT

Deals with the question of funds for university libraries, taking into account the
budget as a factor in planning, and focuses on public policies with regard to these
funds. The present situation is analysed as well as funding trends in the 90s.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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�2.1

8 CHASTINET, Yone. A criação do Programa Nacional de Bibliotecas Universitárias - PROBIB e a implementação do I Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias - I PNBU: 1986 - 89. Brasília : PROBIB,1990.
(SESU/PNBU/DOC.TEC. 015/90).
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10 GARCIA, Maria Lúcia Andrade. Avaliação do Plano Nacional de Bibliotecas
Universitárias - PNBU. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS, 7., 1991, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro,
1991.
11 ____.

Bibliotecas das instituições federais de ensino superior : remontar
desmontar? Brasília : PROBIB, 1988. (SESU/PNBU/DOC.TEC.009/88)
12 f.

ou

12 GUIA de bibliotecas de instituições de ensino superior. Universidade Federal do
Rio de Janeiro/Sistema de Bibliotecas e informação; Federação Brasileira de
Associações de Bibliotecários/Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias. Rio de Janeiro : UFRJ/SIBI,1994. 2 v.
13 JARDIM, José Maria. A dimensão informacional do setor público : a
administração federal. Rio de Janeiro : UFRJ/ECO,1995. 65 f. (Trabalho apresentado à disciplina Estudo Dirigido do Curso de Doutorado em Ciência da Informação).
14 MATTOS, Erotildes de Lima. Estruturas sistêmicas em bibliotecas universitárias brasileiras : ficção ou realidade ? Rio de Janeiro : UFRJ / ECO,
CNpq / IBICT, 1992.
15 MENDES, Helena Mattos de Carvalho. Orçamento de bibliotecas; relato de
uma experiência: caso UFC (Universidade Federal do Ceará). In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., 1991, Rio de
Janeiro, 1991. Anais... Rio de Janeiro, 1991. p. 79-90.
16 RAUSH, Júlio Cezar. Custos e preços dos serviços de um centro de informações técnico-científicas : uma experiência no Brasil. In :SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., 1991, Rio de Janeiro,
Anais... Rio de Janeiro, 1991. p. 269 - 286.

�2.1

17 SACOMANDO, Claudete Cury , MORAES, Lourdes de Souza. Padrões para
planejamento orçamentário em bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., 1991, Rio de
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18 SANTANA, Isnaia Veiga. Análise da situação das bibliotecas universitárias do
Nordeste. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS DO NORDESTE, 1., 1993, Salvador. (Documento-base). 81 p.
19 SCHMIDT, Suzana et al. Política de alocação de recursos e desenvolvimento
de coleções. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., 1991, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro, 1991. p. 91 104.
20 SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 7., 1991, Rio de Janeiro.
Relatório Final. Rio de Janeiro : UFRJ / SIBI , 1992.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Aborda questões relacionadas a recursos para bibliotecas de instituições de ensino superior, levando em consideração o fator orçamento como parte do planejamento. Enfoca as políticas públicas, as bibliotecas universitárias e as questões orçamentárias. Analisa a situação atual e tendências para financiamentos nos anos 90.</text>
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