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                  <text>C OMISSÃO B RASILEIRA DE
B IBLIOTECAS P RISIONAIS
Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais - CBBP

Introdução
O ano de 2018 se encerrou e chegou a hora de
fazermos a nossa retrospectiva, apontando as
principais ações e alguns fatos relevantes que se
relacionam com o trabalho desta Comissão.
Temos buscado vivenciar o máximo possível da
realidade do cárcere, pois como afirma Bourdieu,
“é preciso conhecer as espeficidades do campo
que estamos inseridos para, só então, ter a noção
certa do campo em que vamos atuar.”

Ações
Conselho Nacional de Justiça – CNJ

Implantação de Bibliotecas Prisionais

Estivemos em Brasília, para uma reunião com Renato

- Entrega de Biblioteca da Casa de Detenção José

De

de

Mário Alves da Silva, conhecida como Urso Branco,

Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e

é um presídio da cidade de Porto Velho (RO). O

do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas

projeto contemplou a reforma de uma sala,

(DMF). Na ocasião pedimos a aplicabilidade da Lei

compra de um computador, mesas e cadeiras para

relativa

nas

estudo, estantes de aço e duas centrais de ar

instituições penais brasileiras. Esse encontro foi

condicionado (projeto com captação de recursos

registrado pelo DMF e pode ser verificado no relatório

do judiciário).

Vitto,

à

Coordenador

do

obrigatoriedade

Departamento

de

biblioteca

de gestão do CNJ/2018 (p. 7), no trecho em que, pela
primeira vez, as bibliotecas passaram a fazer parte da

- Orientação e contribuição no desenvolvimento do

fiscalização penitenciária: “[...] visitas e inspeções em

projeto de criação de uma biblioteca na Casa do

estabelecimentos

de

Albergado da Cidade de Ariquemes (RO) e no

bibliotecas a unidades prisionais em todo o território

Centro de Ressocialização na mesma cidade,

nacional [...].”

também com captação de recursos junto ao

prisionais

e

distribuição

judiciário.
- Visita ao Presidio Feminino da cidade de Vilhena
(RO), para conhecer a biblioteca existente.

�Página 2

Palestras

DIA DO BIBLIOTECÁRIO – MARÇO DE 2018
Pela primeira vez, as Bibliotecas Prisionais foram pauta principal dentro das palestras em comemoração
ao Dia Do Bibliotecário. Estivemos na UNIFAI e FESPSP (São Paulo, SP); SESI (Americana, SP) e UFMG (Belo
Horizonte, MG). Aproveitamos a oportunidade para apresentar, presencialmente, a CBBP e alertar as
Escolas de Biblioteconomia sobre a ausência das Bibliotecas Prisionais dentro de disciplinas que tratam
das “Tipologias De Bibliotecas”. Ressaltamos que as unidades de informação no cárcere são legitimadas
por lei.

Participações Em Eventos Nacionais
Plano de Coalizão: representamos, em Brasília (DF), as Bibliotecas Prisionais, dentro da força tarefa
intitulada de “Coalização”, da ONG Recod. A ação visa implementar ferramentas tecnológicas dentro dos
espaços literários nas prisões brasileiras. (Fevereiro, 2018).
Encontro Paranaense de Bibliotecários: marcamos presença neste tradicional evento, realizado em Ponta
Grossa (PR), provendo palestra sobre as Bibliotecas Prisionais. Na ocasião, visitamos a Penitenciária
Estadual de Ponta Grossa que, infelizmente, não possui biblioteca. (Maio, 2018).
Programa Ibero-americano de Bibliotecas Públicas: realizado em Brasília e tivemos a oportunidade de
apresentar a experiência brasileira aos colegas de outros países, da América Latina e Europa.
Aproveitamos para firmar parcerias e estreitar laços que possam estabelecer visibilidade ao livro e à
leitura na rotina intramuros prisional. (Abril, 2018).
Biblioteca Do Congresso Convida: com uma abordagem sobre “Políticas públicas para livro e leitura no

cárcere”. O evento contou com a participação na mesa da Deputada Federal, Erika Kokay, e por esta razão
pudemos articular sobre a aplicabilidade da lei em relação às unidades de informação no cárcere, e
também para que profissão de bibliotecário seja reconhecida no quadro funcional do sistema penal
brasileiro. A Deputada que foi reeleita e colocou-se como articuladora para um Projeto de Lei (PL), que dê
legitimidade à profissão de bibliotecário dentro das unidades carcerárias brasileiras. (Junho, 2018).
Fórum de Inovação e Empreendedorismo na Biblioteconomia – FIEB: estivemos em Campo Grande (MS)
para contar nossa experiência sobre as Bibliotecas Prisionais. (Setembro, 2018).
Universidade Federal Fluminense (UFF): Estivemos em Niterói (RJ) para ministrar fala sobre as Bibliotecas
Prisionais aos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia e comunidade acadêmica em geral. (Setembro de
2018).
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): tivemos a oportunidade de falar com os alunos e
docentes na Escola de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (FABICO).
(Outubro de 2018).
Semanas Acadêmicas de Biblioteconomia, em Florianópolis (SC), na UFSC e em Cariri (CE), na UFCa:
ficamos satisfeitos ao constar que futuros bibliotecários desejam saber sobre as Bibliotecas Prisionais e,
também, desejam abordar este tema em seus trabalhos de conclusão de curso (TCC). (Março e Novembro
de 2018).
Videoconferências: além dos encontros presenciais estivemos presentes por videoconferências nas
escolas de formação em Biblioteconomia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). (Junho, Julho e
Agosto de 2018).

�Eventos Multidisciplinares

Página 3

I Encontro Inter-religioso do Centro Universitário Assunção: recebemos o convite do Prof. Valter Luiz de
Lara, à época Coordenador da Pastoral Universitária do UNIFAI, para participar do I ENCONTRO INTERRELIGIOSO DO CENTRO UNIVERSITÁRIO ASSUNÇÃO. No evento compareceram as lideranças ecumênicas
(católica, evangélica, kardecista, umbandista, candomblecista, judaica, islâmica e budista) e representantes
dos movimentos sociais (Direitos Humanos, LGBT+ e Fundação Casa), que testemunharam sobre trabalhos
desenvolvidos junto às comunidades em vulnerabilidade social, vítimas de violência, discriminação e
abandono do Estado e da Sociedade Civil, por conta da orientação sexual, prática religiosa, etnia e classe
social. Neste encontro, houve o lançamento do Manifesto pela Paz, com a assinatura dos representantes
convidados e presentes no evento. (Maio de 2018).
Semana de Pedagogia do Centro Universitário Assunção: a convite das professoras Jô Camargo e Valéria
Batista, do curso de Pedagogia do UNIFAI, participamos da SEMANA DE PEDAGOGIA DO CENTRO
UNIVERSITÁRIO ASSUNÇÃO: mãos que se doam, que aconteceu entre os dias 29 e 31 de outubro de 2018.
A partir da temática “Biblioteca prisional e o papel do pedagogo no processo de formação do apenado para
a remição da pena por meio da leitura, em parceria com a biblioteca prisional” e “Pedagogia Social: o papel
da biblioteca prisional na remição de pena do indivíduo”, onde buscamos debater e refletir a eficácia da
remição de pena por meio da leitura no Brasil, um país em que a maioria dos apenados sequer possuem o
ensino fundamental completo e que 90% da população de presos jamais pegou em um livro para fazer a
leitura. Destacamos que é preciso oferecer letramento ao preso, averiguar se existe uma biblioteca
prisional dentro da instituição penal e, por fim, familiariza-lo com o livro e, só aí, então ele estará de fato
preparado para fazer a remição de pena por meio da leitura. Caso contrário, teremos uma remição
excludente. (Outubro de 2018).

�Página 4

INFOPEN

INFOPEN
Este sistema de informações estatísticas do sistema penitenciário brasileiro não fornece mais os dados
estatísticos das instituições penais brasileiras como faziam até 2017/2018. Entretanto, ainda em 2018, as
informações passaram a ser disponibilizadas pelo “Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP)”, uma
ferramenta desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de fazer o mapeamento
inédito da população carcerária brasileira, a partir de informações do Poder Judiciário. Com base nas ações
criminais, às que os presos provisórios respondem e nos processos de execução penal dos presos definitivos,
inseridos pelos juízes criminais em tempo real, o BNMP fornecerá um quadro dinâmico da realidade prisional
do país. Em função disso, nem todas as instituições penais brasileiras conseguiram se adequar ao novo
método de coleta de dados, agora totalmente informatizado. O Rio Grande do Sul, por exemplo, consta como
"ausente nas informações". Isso porque, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul é o único do país que
ainda não implantou o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, ou seja, não foi computado qualquer tipo
de dado sobre as prisões gaúchas. As estatísticas são parciais, sem abarcar todas as penitenciárias brasileiras,
em função da migração, ainda recente. Então, não temos como apontar números precisos, como foi feito nos
boletins anteriores.
BNMP E AS BIBLIOTECAS PRISIONAIS
As bibliotecas não constam mais dentro dos dados estatísticos do sistema penitenciário brasileiro, como
ocorria antes no INFOPEN. Já enviamos documento eletrônico, solicitando as informações e as divulgaremos,
tão logo nos seja dado o retorno. Abaixo, seguem os dados parciais no novo método de informações
penitenciárias.

“o sistema não tem interesse em criar bibliotecas e reintegrar na
sociedade homens que produzam. O sistema rouba até dos
detentos que trabalham nas valas.”. (P.H – Egresso do sistema).

�Dados Estatísticos do Cárcere

População Prisional por Estado Brasileiro

Quantitativo de apenados no Brasil

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�Relatório da Human Rights Watch

Página 6

Human Rights Watch

SISTEMA CARCERÁRIO LOTADO
O Brasil enfrenta superlotação carcerária, diz Human

A Human Rights Watch é uma organização

Rights Watch. A HRW destacou que, em junho de 2016,

internacional

mais de 726 mil pessoas estavam presas no país.

governamental, sem fins lucrativos, contando

Porém, o sistema carcerário só tinha capacidade para
abrigar a metade deles. No fim de 2018, o número de
presos era estimado em mais de 841 mil.

de

direitos

humanos,

não

com aproximadamente 400 membros que
trabalham em diversas localidades ao redor do
mundo. A equipe é composta por profissionais

Além da superlotação, o estudo aponta que menos de

de

15% dos presos estudam ou trabalham. A assistência

jornalistas e especialistas e acadêmicos de

médica

diversas origens e nacionalidades. Fundada em

para

os

encarcerados

é

frequentemente

deficitária.

à

humanos,

como

advogados,

1978, a Human Rights Watch é reconhecida

Na avaliação da ONG, essas falhas no sistema carcerário
aliadas

direitos

deficiência

no

número

penitenciários inviabiliza ao estado
manutenção e controle sobre as prisões.

de

agentes

brasileiro

a

por

investigações

aprofundadas

sobre

violações de direitos humanos, elaboração de
relatórios imparciais sobre essas investigações
e o uso efetivo dos meios de comunicação para
informar e sensibilizar diversos públicos sobre
suas

causas. Contando

organizações

locais

de

com

o apoio

direitos

de

humanos,

publicamos mais de 100 relatórios e artigos
sobre direitos humanos em todo o mundo
todos os anos.
No Relatório Mundial 2019, de 674 páginas, na
29ª edição, a Human Rights Watch analisou
práticas de direitos humanos em mais de 100
Fonte: Human Rights Watch, 2019

países.

É possível observar que existe uma discrepância entre os dados fornecidos pelo relatório da HRW e aqueles
que o governo brasileiro disponibilizou por meio de sua nova plataforma. Os números destoam, uma vez
que a BNMP aponta que há 622 mil presos no Brasil e a HRW mostra que, ao contrário disso, o quantitativo
de presos aumentou consideravelmente, de 726 mil presos, em 2016, para 842. Não podemos contrapor,
oficialmente, estes números, mas na condição de estudiosos e atuantes no cárcere, vivendo e convivendo
dentro da rotina intramuros, verificamos que os dados apontados pelo relatório da HRW refletem a
realidade brasileira, contradizendo os números citados pelo governo. No entanto, ressaltamos que isso é
apenas uma ponderação da CBBP, construída no contexto das ações realizadas in loco nas Bibliotecas
Prisionais.

�Quem pesquisa Biblioteca Prisional no Brasil?

Página 7

Mapeamento dos trabalhos de pesquisa relacionados às Bibliotecas Prisionais
Ao longo de 10 meses, de abril a dezembro de 2018, disponibilizamos, via Google Forms (serviço
gratuito para a criação de formulários online), o "Mapeamento dos trabalhos de pesquisa relacionados
às Bibliotecas Prisionais". Tínhamos como intuito mensurar a quantidade de pesquisadoras e
pesquisadores da temática biblioteca prisional, bem como saber de quais regiões do país pertencem às
pesquisas. Ao todo, recebemos 44 respostas, de 15 estados brasileiros: Alagoas, Amazonas, Bahia,
Ceará, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa
Catarina, São Paulo e Sergipe. Distribuindo as pesquisas pelas cinco regiões do país, temos:

O estado com o maior número de pesquisas é o Rio de Janeiro, com nove pesquisadores pertencentes
as instituições: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal
Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Santa Úrsula. Segundo
dados do último BNMP, de agosto de 2018, neste estado há 77.950 pessoas privadas de liberdade. O
estado de São Paulo, com o maior número de presos do país, 174.620*, segundo o mesmo
levantamento, 8 pesquisadores paulistanos participaram do mapeamento.
No tocante à formação dos participantes, 84% informaram ter concluído a graduação em
biblioteconomia, 12% informaram estar cursando a graduação e uma respondente, informou pertencer
ao curso de letras.

�Ao considerarmos as instituições de origem dos pesquisadores, constatamos que
79,5% são de universidade públicas federais e estaduais, enquanto 21,5 de
universidades privadas dos estados de Minas Gerais (Universidade Salgado de
Oliveira), Santa Catarina (Centro Universitário Leonardo Da Vinci, Universidade da
Região de Joinville) São Paulo (Centro Universitário Assunção [UNIFAI], Fundação
Escola de Sociologia e Política de São Paulo [FESPSP] e Pontifícia Universidade
Católica de Campinas [PUCamp) e Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.
.

�Quanto ao produto do trabalho de pesquisa, a maioria dos pesquisadores assinalou
como produto da pesquisa, o trabalho de conclusão de curso (TCC) 63%; enquanto
que a opção dissertação para mestrandos ou mestres, foi a opção com menos
respondentes, 4 respostas, 9%.

Os participantes da pesquisa responderam em quais meios os trabalhos de suas
pesquisas estavam disponíveis para acesso, e a maioria apontou os repositórios
universitários 33,3%, enquanto que 23,1% indicaram as bases de dados de
periódicos.

�Ao final, os pesquisadores apontaram quais são as palavras-chave atribuídas às
pesquisas, além de biblioteca prisional e suas variações, e às que mais se
destacaram foram:
Biblioteconomia

social;

Estudos

de

usuário;

Mulheres

presas

(e

variações

encarceramento feminino, presídio feminino); Bibliotecas especiais; Reinserção
social; Leitura; Remição por leitura; Penas alternativas; Direito à biblioteca;
Bibliotecário prisional e Educação prisional.
Vale ressaltar as palavras-chave, como alternativa para perceber quais relações os
trabalhos de pesquisa podem ter constituído entre a Biblioteca prisional e a
Educação ou o Direito, por exemplo.

Considerações finais
Os dados observados pelo BNMP, antes apresentados pelo INFOPEM, não apontam as
Bibliotecas Prisionais. E as estatísticas, no que se refere ao número de presos no país,

difere, pois destaca que há 622 mil presos no Brasil da HRW, que demonstra que, ao
contrário disso, houve aumentou, de 726 mil presos, em 2016, para 842 mil presos,
em 2018. Entretanto nem o BMN e a HRW mencionam dados sobre a biblioteca
prisional, apenas outros fatores, como a precária assistência à saúde dos presos e à
educação nos presídios. Não podemos contrapor estes números, oficialmente.
Entretanto, com base nos trabalhos realizados pela comissão, consideramos que os

�dados apontados pelo relatório da HRW espelham melhor a realidade brasileira,
contrastando com os números citados pelo BNMP.
Houve avanços no trabalho da Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais, por meio
das palestras e encontros realizados, in loco e a distância, com docentes e discentes
de várias escolas de Biblioteconomia e Pedagogia (em alguns eventos participaram
docentes e discentes dos cursos de Direito e Serviço Social), refletindo em pesquisas
sobre a temática, em andamento ou concluídas, demonstrado parcialmente por meio
do "Mapeamento dos trabalhos de pesquisa relacionados às Bibliotecas Prisionais";
pela recepção da CBBP na Câmara Federal, no encontro sobre “Políticas públicas para

livro e leitura no cárcere”, com a presença da Deputada Federal EriKa Kokay, que
poderá resultar em uma PL (Plano de Lei), oficializando a profissão de bibliotecário
nas unidades de informação no cárcere, no sistema penal brasileiro; e em reunião
com o secretário do Conselho Nacional de Justiça. A CBBP reconhece que há muito
trabalho a ser realizado, considerando que a população brasileira é de 208,5 milhões
de habitantes, número estimado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), conforme Diário Oficial da União, de 29 de agosto de 2018, e destes,
842 mil são de presidiários, de acordo com relatório da HRW, do mesmo período, e
apenas 15% destes presos têm acesso à educação. E nesse sentido, acreditamos que
a justiça social haverá de ser construída por meio do direito de acesso, para todos
igualmente, ao livro, à leitura e a educação de qualidade.

O PODER DE UMA BIBLIOTECA PRISIONAL

�Comissão Brasileira de
Bibliotecas Prisionais
FEBAB

Site:
http://www.febab.org.br/
E-mail:
cbbp.febab@gmail.com

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