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                  <text>UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE
LIVRO ELETRÔNICO EM EVENTOS DA BIBLIOTECONOMIA
BRASILEIRA

Fabiola da Silva Costa (UFCA) - fabiolacosts@outlook.com
David Vernon Vieira (UFCA) - davidv.vieira@gmail.com
Resumo:
A introdução de livros eletrônicos em bibliotecas universitárias é uma questão cada vez mais
contemporânea. Neste sentido, o artigo apresenta os resultados da análise da produção
científica sobre livros eletrônicos em eventos da área de biblioteconomia brasileira (CBBD,
ENANCIB e SNBU) nos últimos seis anos (período entre 2010 a 2015). Como unidade de
análise foram considerados as publicações por ano, por região, por autor e por instituição. O
estudo bibliométrico permite afirmar que o livro eletrônico está ganhando espaço no mercado
editorial e que as bibliotecas universitárias estão aliar estas novas tecnologias como forma de
buscar e ter acesso à informação.
Palavras-chave: Livros eletrônicos; Direitos Autorais; Formação e Desenvolvimento de
Coleções Digitais.
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Formação e desenvolvimento de coleções presenciais e virtuais

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
Desde o seu surgimento o livro trouxe uma enorme responsabilidade seja no âmbito
educacional ou de entretenimento, da mesma forma os e-books, que além do suporte
diferenciado também atendem a um público distinto. Os e-books tem várias vantagens, dentre
elas a facilidade ao acesso às informações, a acessibilidade e principalmente a praticidade de
carregar conteúdo em um único suporte. Os mesmos não vieram para substituir o suporte de
papel, mas para aliar-se a ele e oferecer subsídio aos leitores, que estão cada vez mais
exigentes dentro desse contexto de mobilidade em que vivemos.
Serra (2012) afirma que a entrada das tecnologias nas bibliotecas não pode ser
ignorada e que a mesma necessita passar por algumas mudanças para se adaptar e acompanhar
esse ritmo de desenvolvimento.
Cabe às bibliotecas o empenho em adaptar-se a nova realidade e buscar
integrar os desafios impostos pela tecnologia, desenvolvendo um novo
modelo de negócio de forma a permitir que os e-books sejam aliados no
processo de modernização, representando um caminho sem volta nas
unidades de informação (SERRA, 2012, p. 2).

Durante séculos as bibliotecas vêm se adaptando ao seu usuário, desde às suas
necessidades individuais às coletivas, e nesse novo contexto entra o livro eletrônico e seu
suporte, como afirma Serra (2012):
Os livros eletrônicos estão mudando radicalmente a realidade das bibliotecas
e sua inclusão nos acervos deve ser pensada na forma de somar forças com o
mercado editorial, garantindo a permanência dos negócios e cumprindo com
sua função original: de preservação de publicações e acesso ao público.

Ou seja, nesse novo contexto, em que o usuário se insere e com as novas tecnologias
servindo de apoio, os e-books ganham espaço nas editoras, onde começam a ser
comercializados e distribuídos, e ao mesmo tempo ganham força dentro das bibliotecas.
O uso de livros eletrônicos tem crescido cada vez mais, sua popularidade vem
alcançando um patamar de grande importância no mercado, a utilização dos mesmos é mais
popular no meio acadêmico, onde a maior produção científica tem sido de artigos para revistas
eletrônicas. Como afirmam Dias et al (2013, p. 192) "a partir do ano de 2010 os livros
eletrônicos vieram despontar no mercado editorial no Brasil, como uma forma de
disponibilização de informação".
O livro eletrônico nada mais é do que uma tecnologia aprimorada do livro de papel, e
como o mesmo precisa de suporte, os e-books ganharam o meio eletrônico para suprir suas
necessidades, como observam Silva et al. (2012):
Em decorrência ao surgimento dos e-books, originaram-se também suportes
específicos para sua reprodução, conhecidos como leitores de e-books ou
simplesmente ebook readers, que para a EBooksBrasil (2003, p. 1), “[...] são
programas e/ou aparelhos que permitem que você leia um e-book com
funcionalidades de um livro de papel”. Com o surgimento destes
dispositivos, as editoras passaram a adequar seus produtos, dispondo de
informações armazenadas tanto em suporte impresso quanto digital.

Para Dourado e Oddone (2013, p. 4) o livro eletrônico é somente aquele que pode ser
acessado através de aparelhos de leitura, ou seja, um aparelho cuja funcionalidade é exclusiva
para visualização de arquivos em formatos digitais.
No mercado existem diversos e-books readers, que são softwares de leitura para
formatos digitais, segundo Silva et al., (2013, p. 5-6), existem alguns exemplos mais

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

conhecidos no mercado, como o Kindle, desenvolvido pela empresa Amazon, o Ipad, da
Apple e o Mix Leitor D, desenvolvido pela empresa brasileira “Mix tecnologia”, que foi
criada para fins educacionais.
Para Reis e Rozados (2014) não importa o formato, os mesmos continuam sendo
veículos de comunicação da mesma forma que os tradicionais:
Em geral, a estrutura e a organização do livro digital se assemelham à do
livro impresso, ou seja, contém capa, folha de rosto, sumário, capítulos,
índices, glossário etc. Contudo, alguns elementos pré-textuais, como sumário
e folha de rosto, e pós-textuais, como índices, podem ser ocultados, já que a
possibilidade de pesquisar palavras dispensa esses elementos.

Tendo em vista a necessidade do bibliotecário brasileiro de conhecer aspectos
relacionados ao desenvolvimento de coleções digitais, a implantação, o empréstimo digital e
aquisição de e-books o artigo procura saber “Como se deu a produção científica relacionada
com o uso de e-books, livros eletrônicos ou livros digitais em bibliotecas universitárias em
eventos da área de biblioteconomia no período de 2010 a 2015?”.
Para isso na revisão de literatura o artigo aborda a formação e desenvolvimento de
acervos baseados em livros eletrônicos bem como sua aquisição e empréstimo. Além disso,
aborda o impacto da implantação dos e-books em bibliotecas universitárias brasileiras, por
último ressalta algumas questões de direitos autorais que essas bibliotecas devem observar ao
introduzi-los no seu espaço.
2 Revisão de Literatura
Assim como os bibliotecários precisam se adaptar a esse novo suporte informacional
as bibliotecas devem acompanhar esse crescimento, tanto em sua organização quanto na sua
formação de acervo. Para Martins e Carmo (2015, p. 2) “Essa alteração de suporte
informacional provoca mudanças nos modelos de armazenamento, aquisição, gerenciamento e
disseminação da informação”.
O desenvolvimento de coleções digitais, especialmente a aquisição de ebooks comerciais, é um desafio que se impõe aos bibliotecários, uma vez que
estes materiais têm mais restrições em seus modelos de negócio que os livros
impressos (SILVA, 2012, p. 3).

Para a formação de um acervo de e-books é necessário que se estabeleçam regras e
diretrizes, tanto em relação a utilização do mesmo, quanto do que será proposto pela
biblioteca, sejam elas a compra de conteúdo, manutenção e atualização desse material. E que
em primeiro lugar seja feito um estudo de usuário, para que esse conteúdo venha a ser
consumido e disseminado (MARTINS; CARMO, 2015).
Ela deve ser realizada através da elaboração de práticas inovadoras ou de
adaptações aos processos existentes nas bibliotecas e precisa ser realizada
através de novas metodologias de trabalho. Esses aperfeiçoamentos
metodológicos são possibilitados devido aos avanços das áreas de
Gerenciamento e das Tecnológicas (MARTINS; CARMO, p. 293).

Com relação a aquisição se deve principalmente a importância de se planejar a
formação do acevo, pensando nas formas de acesso do usuário ao conteúdo. Nas bibliotecas
universitárias norte-americanas a situação de empréstimo digital já se encontra préestabelecida, nas formas de: assinatura, compra permanente e pay per view, como afirma
Serra (2012).
Um livro eletrônico pode ser emprestado de acordo com a política de

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circulação definida pela biblioteca, que contempla a quantidade de obras que
podem ser utilizadas por leitores simultaneamente e o período de uso,
alinhados com o perfil do usuário (SERRA, 2012, p. 3).

Ou seja, a forma de empréstimo de um e-book, livro digital ou e-reader vai ser
determinada pela política da própria biblioteca e existem diversos mecanismos implantados
pela mesma que venham a impedir a cópia ilegal do conteúdo e/ou atraso na devolução do
material digital.
Magalhães e Ceravolo (2015) fizeram um mapeamento de todas as Instituições de
Ensino superior (IES), utilizando a base – Ministério da Educação e Cultura (MEC), e
constataram que a maior concentração de coleções de livros digitais em bibliotecas
universitárias se encontra nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, e os dados ainda apontam para
um crescimento dessas coleções.
Embora os resultados indiquem que as bibliotecas universitárias adotam
critérios tanto gerais como específicos para seleção de títulos de livros
digitais, inclusive a maior parte das bibliotecas assinalou que existem
políticas formalizadas e que contemplam os recursos eletrônicos, a prática de
seleção de livros digital é pouco exercida pela maioria dos profissionais, em
função da dependência do que existe no mercado atualmente para formação
dessas coleções. A possibilidade de integrar um grande volume de recursos a
partir das assinaturas das bases de dados sobrepôs à ação da seleção
(MAGALHÃES; CERAVOLO, 2015, p. 136).

Para que bibliotecas universitárias criem políticas de seleção, aquisição e formação de
coleções digitais necessitam primeiramente que o profissional bibliotecário esteja à frente do
projeto e disposto a superar as barreiras, visto que ainda há a dependência do mercado
editorial.
Neste sentido, dentre as regras e diretrizes a editora Springer (2011) disponibiliza um
manual com dez passos básicos para a implementação de um acervo de e-books, que são: 1)
determinar a estratégia de desenvolvimento para o seu acervo (escolha individual, ou um
conteúdo que gere uso intenso-massa crítica); 2) avaliar diferentes modelos de negócios, onde
entram questões de quantidades de usuários simultâneos, propriedade versus assinatura das
obras, política de arquivamento, entre outras; 3) obter suporte interno; 4) planejar mudanças
nas políticas internas com especialistas da área, onde serão discutidas e abordadas o impacto
dessas novas aquisições, tanto para a biblioteca quanto para os usuários; 5) discutir a
implementação com a equipe técnica; 6) selecionar acervo e fornecedores; 7) conectar os
ebooks com o catálogo OPAC, tornando visível ao usuário a disponibilidade deste material; 8)
comunicação com os usuários, para promover as novas aquisições de material digital; 9)
baixar estatísticas de uso; 10) revisar e /ou renovar os títulos disponíveis.
As bibliotecas têm acompanhado as inovações tecnológicas, desde o fato de adotarem
a automação e implantarem sistemas que utilizam serviços de otimização da mesma. Como
afirmado Duarte et al. (2013) “na era das novas tecnologias, surgem os e-books, ou livros
eletrônicos, que vem provocando inquietações e sentimentos antagônicos de admiração,
desejo ou desprezo”, há ainda a incerteza na possibilidade de inserção deste suporte.
Ainda em seu artigo Duarte et al., (2013), descrevem uma pesquisa realizada com
discentes da UFMG com relação a utilização dos livros eletrônico e fazendo comparativos, se
a universidade oferecesse material tanto no suporte físico quanto no eletrônico. O resultado
traz o indicativo de que a maioria dos discentes (74%), optam pelo suporte físico.
Independente do suporte, o livro tem enorme importância para as bibliotecas, e, para o
ser humano, por ser uma fonte de informação. Ganhou força e popularidade somente no
século XXI, como afirma Silva (2013),

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Os suportes de informação em formato eletrônico ganharam força em
meados do século XX, devido à explosão informacional derivada dos
avanços científicos e tecnológicos no cenário pós-guerra. Entretanto, o texto
escrito em formato digital tornou-se popular somente na virada para o século
XXI, em virtude da popularização dos computadores e da Internet. Na esteira
da evolução tecnológica da computação surgiram os tablets, os smartphones
– que têm a leitura de arquivos de textos entre suas tantas funções – e os
ereaders, aparelhos dedicados à leitura de e-books (livros eletrônicos).

Brufem e Sorribas (2009) afirmam que "o livro eletrônico tem sido uma possibilidade
de solução", trazendo isso tanto em relação à comodidade do usuário quanto ao
armazenamento de inúmeros textos em apenas um dispositivo, tendo a perspectiva de maior
acesso e as possibilidades oferecidas pelo mesmo. Os pontos negativos destacados pelos
autores estão relacionados à tecnologia, como a utilização de energia para recarregar os
dispositivos, isso comparados ao modelo de livro convencional.
Reis e Rozados (2014) apontam que "as restrições de acesso e o elevado preço do livro
digital para bibliotecas constituem-se em um obstáculo a aquisição e um duro golpe a
disseminação da informação", ou seja, a inserção de livros digitais na coleção de uma
biblioteca é uma via que levanta não só questões de aceitação dos usuários, mas também
questões econômicas.
E com essas novas formas de acesso surgem questões de suma importância tanto para
o mercado editorial quanto para o usuário final, que é o direito autoral, que vão encontrar
algumas barreiras impostas pelas editoras e distribuidoras de conteúdo, uma forma de impedir
a comercialização ilegal desse conteúdo.
No Brasil não existe lei específica sobre os direitos autorais de utilização e/ou
reprodução de material em formato eletrônico, porém a lei aplicada aos direitos autorais
desses materiais são as mesmas do Direito autoral. A Lei de n° 9. 610, de 19 de fevereiro de
1998, com o Art. 7º, título II- Das obras intelectuais, capítulo I- Das obras protegidas, afirma
que:
São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por
qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível,
conhecido ou que se invente no futuro, tais como: I - os textos de obras
literárias, artísticas ou científicas. (BRASIL, 1998).

Ou seja, não há lei no país que reserve o direito autoral nos e-books. Há sim os direitos
para com as editoras de livros digitais, em relação à distribuição e venda. No ano de 2013, a
Lei de n° 12.853, de 14 de agosto de 2013, teve alteração nos arts. 5°, 68, 97, 98, 99 e 100,
para dispor sobre a gestão coletiva de direitos autorais e dá providências.
No art. 2º, os arts. 5º, 68, 97, 98, 99 e 100 da Lei de n° 9.610, de 19 de fevereiro de
1998, passam a vigorar com alterações, na qual os direitos autorais são reconhecidos, no caso
de reprodução e distribuição de material. Tendo seus direitos reconhecidos o mesmo passa a
cobrar e receber pela utilização de seu material.

3 Materiais e métodos
A presente pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica, como afirmam Marconi e
Lakatos (2003) "A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite
salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou reafirmar
comportamentos e atitudes. " Trata-se também de uma pesquisa descritiva, com base em
artigos apresentados em eventos da área de biblioteconomia, com o objetivo de avaliar os
conceitos utilizados e aceitação de e-books em meio acadêmico e nas universidades
brasileiras.

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A pesquisa é descritiva pois analisa e registra dados sem interferir no mesmo, como
afirmam Prodanov e Freitas (2013):
Procura descobrir a frequência com que um fato ocorre, sua natureza, suas
características, causas, relações com outros fatos. Assim, para coletar tais
dados, utiliza-se de técnicas específicas, dentre as quais se destacam a
entrevista, o formulário, o questionário, o teste e a observação
(PRODANOV; FREITAS. p. 52).

Para essa pesquisa foram utilizadas um levantamento bibliométrico para identificar o
número de publicações por região relacionados com o tema, alguns artigos foram utilizados
para embasamento teórico, buscados pelos seguintes escritores: “E-books”; “livro
eletrônico”; “livro digital”. Na pesquisa foram utilizados alguns artigos como referencial
teórico, dentre os trinta e oito artigos encontrados dos eventos: ENANCIB - Encontro
Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação, SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas
Públicas e CBBD – Congresso Brasileiro em Biblioteconomia e Documentação, entre o
período de 2010 a 2015. Esse recorte teve como principal objetivo levantar o número de
publicações produzidas em eventos da área de Biblioteconomia que abordassem como tema o
livro eletrônico.
Para Pritchard (1969) apud Santos e Kobashi (2009) a bibliometria foi caracterizada
"como conjunto de métodos e técnicas quantitativos para a gestão de bibliotecas e instituições
envolvidas com o tratamento de informação." A pesquisa se deu no período de nove meses, de
agosto de 2015 a abril de 2016. Todo a produção pesquisada de anais dos eventos da área de
biblioteconomia foi encontrada nos sites dos mesmos ou através de links diretos aos arquivos
publicados nos anais conforme a tabela a seguir.
Tabela 1. Sites dos eventos pesquisados.
Evento

Ano

Site do Evento

SNBU

2010

http://www.sibi.ufrj.br/snbu2010/resumos.html

ENANCIB

2010

http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/xienancib/schedConf/presentations

CBBD

2011

http://febab.org.br/congressos/index.php/cbbd/xxiv/schedConf/presentations

ENANCIB

2011

http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/enancibXII/schedConf/presentations

SNBU

2012

http://www.snbu2012.com.br/anais/busca/

ENANCIB

2012

http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/xiiienancib/schedConf/presentations

CBBD

2013

https://portal.febab.org.br/anais/issue/view/4/showToc

ENANCIB

2013

http://enancib.ibict.br/index.php/enancib/xivenancib/schedConf/presentations

SNBU

2014

https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/anais/

ENANCIB

2014

http://enancib2014.eci.ufmg.br/programacao/anais-do-xv-enancib

CBBD

2015

http://www.acquaviva.com.br/cbbd2015/trabalhos_CBBD.php

ENANCIB

2015

http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/enancib2015/enancib2015/schedConf/
presentations

Fonte: Elaborado pelos autores.

A seguir será descrito a análise dos resultados.

4 Resultados finais
Nos últimos seis anos houve um número considerável de trabalhos realizados em

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eventos da área de Biblioteconomia que abordavam essa temática, a maior produção se deu no
ano de 2013, com a maior participação de autores de Universidades da região Sudeste,
apresentando sete artigos, seguidos da região Sul, com seis artigos, e Nordeste, com apenas
um artigo. A região Centro-Oeste não apresentou nenhum trabalho no período pesquisado
(20102015). A região Norte apresentou três trabalhos, dois deles no ano de 2015 e um em
2014, mas não tendo participação entre 2010 e 2013.
Tabela 2. Produção de Artigos de Instituições representando as Regiões por ano
Região

Ano

Sudeste
Sul
Nordeste
Norte
Centro-Oeste

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2
2
2
-

1
1
-

2
1
-

7
6
1
-

2
2
1
1
-

4
1
2
2
-

Número de
publicações
16
9
8
3
-

Fonte: Elaborado pelos autores.

Fica explícito que região Centro-Oeste não teve nenhuma participação nesses eventos
durante os seis anos analisados, talvez uma possível justificativa da ausência de trabalhos da
região seja porque só aconteceu um evento na região nesse período de seis anos, dos eventos
pesquisados. Quatro edições desses eventos ocorreram na região sudeste e quatro a região sul,
seguidas pela região nordeste com dois eventos.
Tabela 3. Lista dos Eventos com o respectivo ano e local onde foi realizado
Evento
Ano Local onde ocorreu o evento
SNBU

2010

São Conrado, RJ

ENANCIB

2010

Rio de Janeiro, RJ

CBBD

2011

Maceió, Al

ENANCIB

2011

Brasília, DF

SNBU

2012

Gramado, RS

ENANCIB

2012

Rio de Janeiro

CBBD

2013

Florianópolis, SC

ENANCIB

2013

Santa Catarina, SC

SNBU

2014

Belo Horizonte, MG

ENANCIB

2014

Belo Horizonte, MG

CBBD

2015

São Paulo, SP

2015 João Pessoa, PB
ENANCIB
Fonte: Elaborado pelos autores.

As publicações por Região foram observadas a partir da participação de Instituições
nos eventos, tendo a UNIRIO seis publicações, uma em 2011, duas em 2013 e 2014 e uma em
2015. A USP conta com quatro publicações, duas em 2013, uma em 2014 e 2015.

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Figura 1. Produção por Instituição no período

Fonte: Elaborado pelos autores.

Pressupõe-se que a UNIRIO e a USP estejam em estágio avançado nas pesquisas
quando o assunto é a inserção de livros eletrônicos em bibliotecas universitárias, visto que nos
sites das instituições são apresentadas uma lista com as assinaturas da biblioteca. Na web site
da USP encontra-se um informe afirmando que a coleção tem cerca de 184 mil livros
eletrônicos atualizados constantemente.
Uma pequena observação foi feita, vinte e uma instituições participaram dos eventos
no período de 2010- 2015, mais de uma instituição apresentou mais de um artigo em um
evento e teve colaboração de autores vindos de outras instituições, como o Enancib de 2011,
com o trabalho "A arquitetura do livro digital na plataforma Google: um estudo exploratório",
das instituições UFBA e UFRJ, de Dourado e Oddone (2011); no Enancib de 2013, com "Em
busca de uma definição para o livro eletrônico: o conteúdo informacional e o suporte físico
como elementos indissociáveis", de Dias, Vieira e Silva (2013), UFPB e UFPR; Enancib
2015, com "Contribuições teóricas e metodológicas da arquitetura da informação pervasiva
para o processo editorial de livros eletrônicos", de Oliveira, Lima, Borsetti e Vidotti (2015),
da UFPB e UNESP, totalizando trinta e oito produções. Isso reforça que os programas de pósgraduação estão produzindo em conjunto os artigos com colegas orientados que são
originários de outras instituições.

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Tabela 4. Autores com maior Publicação de Artigos por Ano
Autor
ODDONE, N. E
SERRA, L. G.
DOURADO,S. M.
SILVA, J. F. M. da
NASCIMENTO
JUNIOR, C. A. S.
DIAS, G. A.
GRAU, I.
REIS, J. M.
ROZADOS, H. B. F.

2010
1
1
-

2011
1
1
-

2012
1

2014
1
2
1
1
1

2015
1
1

-

2013
2
1
1
1
-

1
1

Total
6
5
4
3
2

-

-

1
1
-

1
1
1

1
1

1
-

2
2
2
2

Fonte: Elaborado pelos autores.

5 Considerações finais
Independentemente do número de publicações que abordem os e-books como novo
suporte informacional, ou que omitam sua existência o fato é que eles estão despontando no
mercado e ganhando cada vez mais espaço em bibliotecas e editoras. É sabido que a
bibliotecas estão procurando aliar as novas tecnologias como uma forma de buscar e ter
acesso a informação de forma rápida e prática, se adequando ao novo perfil de usuário.
O objetivo do artigo foi o de apresentar todos os trabalhos publicados em três eventos
da área de Biblioteconomia no período de seis anos (2010 a 2015). Foi atingido com êxito,
tendo essa temática sido recuperada pelos seguintes descritores: E-books; Livros eletrônicos;
Livros digitais.
Foi observado os anos em que mais foram produzidos artigos relacionados ao tema,
que foi em 2013 e 2014, proporcionados pelos eventos SNBU e CBBD, tendo a maior
participação das Regiões Sul e Sudeste. Totalizando um número trinta e oito publicações, com
média de 7,6 publicações por ano (cálculo de média simples: total de publicações dividido
pelos anos pesquisados).
A questão que fica em pauta é o quanto se sabe sobre o assunto, o que ainda precisa se
saber e o que ainda será feito quando se fala em e-books, livros eletrônicos, ou livros digitais
nas Bibliotecas Universitárias Brasileiras? Sabendo-se que é uma inovação no mercado
editorial, que ainda existem barreiras impostas pelas editoras e desafios a serem enfrentados
pelos bibliotecários, o que poderia ser feito para enfrentar essas barreiras e possibilitar aos
usuários essa nova ferramenta?
É de suma importância que se dê mais atenção a publicação de trabalhos nesta
temática, visto, segundo a pesquisa, que é pouco abordada e que as bibliotecas universitárias
brasileiras já estão incluindo os livros eletrônicos em seus acervos. Conclui-se que as
próximas questões a serem discutidas são em relação ao acompanhamento da inserção desse
material como suporte informacional e o comportamento dos usuários diante da possibilidade
e oportunidade de pesquisarem com suportes em formato digital.

Referências
BRASIL. Lei n° 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação
sobre os direitos autorais e dá outras providências. Diário oficial da república Federativa
do Brasil. Brasília, DF, 19 fev. 1998. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm&gt;. Acesso em: 5 out. 2015.

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BRASIL. Lei n° 12.853, de 14 de agosto de 2013. Dispor sobre gestão coletiva dos direitos
autorais e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Brasília,
DF, 14 ago. 2013. Disponível em:
&lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20112014/2013/Lei/L12853.htm&gt;. Acesso em: 5
out. 2015.
BRUFEM, Leilah S.; SORRIBAS, Tidra V. Práticas de leitura em meio eletrônico. ETD –
Educação Temática Digital, v. 11, n. 1, p. 298-326, 2009. Disponível em
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&lt;http://portal.febab.org.br/anais/article/view/1398/1399&gt;. Acesso em: 3 out. 2015.
SPRINGER. 10 passos para implementação de um acervo de ebooks: um guia para
bibliotecários. 2011. Disponível em:
&lt;http://www.springer.com/cda/content/document/cda_downloaddocument/10_Passos_Implem
entacao_eBooks_Portuguese.pdf&gt;. Acesso em: 3 out. 2015.
AGRADECIMENTOS
Agradecimento à Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPI) da
Universidade Federal do Cariri (UFCA) por apoiar este projeto de pesquisa PIBIC, dando
oportunidade aos universitários na produção de conhecimento.

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              <text>A introdução de livros eletrônicos em bibliotecas universitárias é uma questão cada vez mais contemporânea. Neste sentido, o artigo apresenta os resultados da análise da produção científica sobre livros eletrônicos em eventos da área de biblioteconomia brasileira (CBBD, ENANCIB e SNBU) nos últimos seis anos (período entre 2010 a 2015). Como unidade de análise foram considerados as publicações por ano, por região, por autor e por instituição. O estudo bibliométrico permite afirmar que o livro eletrônico está ganhando espaço no mercado editorial e que as bibliotecas universitárias estão aliar estas novas tecnologias como forma de buscar e ter acesso à informação.</text>
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