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                  <text>SOCIEDADE DO CONHECIMENTO E O PAPEL DA BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA
Katiussa Nunes Bueno (Unilasalle - UFRGS) - katybueno@bc.ufrgs.br
Tamara Cecilia Karawejczyk (UNILASALLE CANOAS) - tamara.karawejczyk@unilasalle.edu.br
Resumo:
O presente artigo cotextualiza as mudanças nas relações econômicas, sociais, de trabalho e
organizacionais que ocorreram a partir da crise gerada pela implantação dos modelos
taylorista e fordista. Aborda algumas questões relacionadas às novas exigências quanto ao
emprego do capital humano, dentre as quais a da necessidade de o trabalhador investir mais
em formação de nível superior para aquisição de conhecimento. A biblioteca universitária está
inserida como mediadora no processo de formação e é influenciada pelas novas tecnologias da
informação. A questão central deste artigo está focada no entendimento quanto ao papel da
biblioteca universitária nessa nova sociedade do conhecimento e à sua relação com as
tecnologias.
Palavras-chave: sociedade do conhecimento - biblioteca universitária - fordismo/taylorismo –
tecnologias da informação.
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Cultura e comportamento informacional

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1. Introdução
As formas de produção de bens e serviços sofreram uma grande mudança a partir da
década de 70 com a crise do modelo taylorista-fordista. Segundo Harvey (1992), esses dois
modelos eram formas de maximizar a produção e o lucro, o que era feio sem haver uma
preocupação com o trabalhador, que era explorado e considerado como um ser não pensante.
Essa crise gerou um novo modelo de acumulação chamado de modelo flexível, que implicou
grandes mudanças econômicas, sociais, de trabalho e organizacionais.
Entre as grandes mudanças no século XX, podem-se destacar as novas exigências de
capital humano e o desenvolvimento tecnológico. Como sugere Antunes (1999), o modelo de
acumulação flexível trouxe o estímulo à competitividade, exigindo um trabalhador mais
competente, que desenvolvesse várias atividades e que tivesse novas habilidades.
No final do século XX, houve a valorização do conhecimento e do saber do
trabalhador, o que tornou essa época conhecida, por muitos autores, como a da “Sociedade do
Conhecimento” ou “sociedade da informação” e “era da informação” (STEWART, 1998).
Nesse contexto, passou-se a dar valor ao capital intelectual das organizações e exigir um
indivíduo mais qualificado e preparado para competir no mercado de trabalho. A informação
e o conhecimento passaram a ser o principal ativo das organizações no lugar da matéria-prima
e dos ativos físicos. O conhecimento e a informação predominavam na cadeia de valor.
Com essas novas exigências de “capital humano”, como define (STEWART, 1998),
somadas ao avanço das tecnologias e à valorização do conhecimento, houve uma busca por
qualificação, especificamente em cursos superiores. No Brasil, esse movimento relaciona-se
ao do crescimento na oferta e demanda de matrículas no Ensino Superior. De acordo com
dados do Ministério da Educação/Inep, durante os anos de 2009 a 2012, o número de alunos
matriculados nesse nível de ensino passou de 2.065.082 para 2.747.089.
No âmbito das Instituições de Ensino Superior, as bibliotecas universitárias são
indispensáveis como mediadoras no processo de formação esperado pela Sociedade do
Conhecimento. As bibliotecas, que representam espaços de interação em que são
disponibilizadas novas tecnologias e serviços, constituem um recurso inestimável no que diz
respeito ao ensino e à pesquisa, à preservação e ao auxílio na construção do conhecimento.
Como elas se inscrevem nesse novo modelo de sociedade, que preconiza mudanças de
comportamento, proatividade e domínio de tecnologias da informação?
Este artigo tem a intenção de responder a essa questão, avaliando o papel da “nova”
biblioteca universitária e investigando a forma pela qual esta deve se adaptar a chamada
sociedade do conhecimento na era da informação. Para tanto, esta pesquisa organiza-se em
três seções: na primeira, discute a crise do modelo Taylorista-Fordista; na segunda, faz-se
uma relação entre essa crise e as novas exigências do capital humano e, na terceira, aborda-se
o papel das bibliotecas universitárias na sociedade do conhecimento.

2. A crise do modelo Taylorista- Fordista: mudanças econômicas, sociais, de
trabalho e organizacionais.
No século XX, foram criadas formas para maximizar a produção e o lucro nas fábricas.
Iniciado por Frederick Winslow Taylor, o método conhecido como Taylorismo visava à
execução de tarefas num menor tempo possível sem a necessidade de o trabalhador ter
conhecimento de toda a produção. Esse modelo defendia a hierarquização: havia um gerente
que coordenava e fiscalizava o tempo que o operário deveria levar na sua operação e que
aplicava possíveis repreensões e punições àqueles que não cumprissem o determinado. Taylor
acreditava na divisão do trabalho entre intelectual e mecânico, considerando como inferiores
intelectualmente os que executavam as tarefas:

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Um tipo de homem é necessário para planejar e outro diferente para executar
o trabalho. [...] em quase todas as artes mecânicas, a ciência que rege as
operações do trabalho é tão vasta e complexa que o melhor trabalhador
adaptado a sua função é incapaz de entendê-la, quer por falta de estudo, quer
por insuficiente capacidade mental (TAYLOR, 1990, p. 43).

O trabalho tornava-se repetitivo, padronizado e controlado por alguém
hierarquicamente superior. Em um processo de continuidade do Taylorismo, Henry Ford criou
um modelo que ficou conhecido como Fordismo. Ele introduziu a linha de montagem em que
cada operário era responsável por uma atividade (como, por exemplo, apertar um parafuso).
Nesse modelo, a máquina acabava determinando as relações de trabalho. Na linha de
montagem, o trabalho era realizado mediante a utilização de uma esteira, o que envolvia uma
sincronicidade de movimentos repetitivos a serem realizados pelo trabalhador responsável
pela continuidade dessa operação: caso houvesse atraso nessa atividade, todo o restante da
produção seria prejudicado.
Como sugere Harvey (1992), os dois modelos têm princípios que tiravam dos
trabalhadores o controle da produção, desvalorizando o raciocínio e impedindo que estes
pudessem intervir na elevação da produção. Há características marcantes nas duas formas de
organização, que dão continuidade a um modelo de acumulação capitalista, concentrado na
expropriação da força de trabalho.
Um dos aspectos diferenciais do Fordismo em relação ao Taylorismo é o de que, no
fordismo, a linha de montagem gerava não apenas uma produção em série, com controle de
tempos e movimentos, mas um consumo em massa. Conforme Harvey,
O propósito do Fordismo do dia de 8 horas e cinco dólares só em parte era
obrigar o trabalhador a adquirir a disciplina necessária à operação do sistema
de linha de montagem e dar a eles renda e tempo de lazer suficientes para
que consumissem os produtos produzidos em massa que as corporações
fabricavam em grandes quantidades. (HARVEY, 1992, p.122)

Há um reconhecimento explícito de que produção de massa significa consumo de
massa. Havia a promessa de que a elevação da produtividade resultaria em aumentos salariais,
pois, dessa forma, o trabalhador teria condições econômicas para consumir o que havia sido
produzido.
As formas de organização capitalista e o consumo em massa geram, até hoje,
desigualdades sociais, que, segundo Braz (2012), representam uma das consequências do que
ele chama de “capitalismo contemporâneo”. O autor fala da má distribuição de renda, de
alimentos e das diferenças sociais que são gerados pela forma de organização capitalista. Braz
(2012, p.475) comenta que a padrões de consumo exagerados podem trazer um esgotamento
dos recursos naturais:
Segundo especialistas, se continuarmos nesse ritmo para atender aos padrões
de consumo atuais, e se a massa populacional da China, da Índia, do Brasil e
de alguns países africanos (como África do sul) consumir em proporções
mais ou menos semelhantes à dos países centrais, precisaremos de pelo
menos mais dois planetas Terra para suprir essa demanda.

Esse modo de produção e consumo em massa, além de levar ao esgotamento dos
recursos naturais, também não beneficia a todas as classes sociais.
Ainda segundo Harvey (1992), um dos problemas do fordismo era a rigidez do
modelo, porque havia rigidez nos mercados, nos contratos de trabalho e dos investimentos de
capital fixo de larga escala e de longo prazo em sistemas de produção em massa (impedindo,
assim, a flexibilidade do planejamento). Essa rigidez passou a gerar descontentamento nos
operários, pois o processo gerava a intensificação da jornada de trabalho extenuante e a
eliminação do saber do indivíduo como elemento constitutivo do todo. De acordo com Harvey

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(1992), o fato de os trabalhadores se acumularem em fábricas de larga escala (típicas do
fordismo) trazia a ameaça de uma organização trabalhista mais forte, o que poderia contribuir
para o aumento de poder da classe trabalhadora.
De acordo com Antunes (2002), a produção tinha como base o trabalho parcelado e
fragmentado e a decomposição de tarefas. Reduzia a ação operária a um conjunto repetitivo
de atividades. Dessa forma, o trabalhador não era incentivado a se desenvolver
intelectualmente. O operário não se identificava com o trabalho por não entender o processo
final, e sim, somente uma parte em separado, o que gerava pouca satisfação.
Por outro lado, com a intervenção do Estado, que arrecadava impostos assegurando
direitos trabalhistas, e dos patrões, que se comprometiam em pagar salários mais altos pela
produtividade, os trabalhadores suportaram, por algum tempo, as explorações impostas pelo
modelo fordista/taylorista. Por conta dos problemas gerados por esse modelo ao trabalhador,
esse período foi marcado por lutas e resistências nos locais de trabalho. Começaram a ocorrer
movimentos sociais, mobilizações nas fabricas e nas ruas, o que veio a desencadear uma crise
no modo de regulação do trabalho. Com o acirramento das lutas de classes e a recusa dos
trabalhadores em se submeter ao modelo fordista, instaurou-se uma crise contra esse regime,
que defendia a acumulação intensiva, baseada na produção e o consumo em massa.
A década de 70 foi marcada pela crise do modelo fordista, iniciada pela contrariedade
dos operários ao modelo gerando, segundo Harvey (1992), o surgimento de novas
necessidades no que se refere ao consumo, crise que se manifestou fundamentalmente pela
falta de demanda efetiva de produtos. Essa crise conduz à ascensão de um novo modelo de
acumulação, que, de acordo com Harvey (1992), foi chamado de regime de acumulação
flexível, no qual houve a substituição do modelo de acumulação baseado na rigidez produtiva
por um regime baseado na flexibilidade dos processos de produção, consumo e organização
do trabalho. Neste regime, a fabricação de produtos opera em pequenas quantidades, com
estoques reduzidos, diferentemente do que ocorria na produção em massa do fordismo.
Alguns autores denominam essa mudança de pós-fordismo e Toyotismo. Essa nova forma de
organização da estrutura produtiva teve como características, de acordo com Harvey:
[...] o surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras
de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas
altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e
organizacional. (HARVEY, p.140, 1992)

A produção em pequenas quantidades visava garantir que o sistema produtivo operasse
em contextos que exigissem mudanças rápidas, o que tornaria possível adaptar continuamente
as variações de demanda. No mercado de trabalho, houve reestruturações relevantes, como diz
Harvey:
a acumulação flexível parece implicar níveis relativamente altos de
desempregos estrutural, rápida destruição e reconstrução de habilidades,
ganhos modestos (quando há) de salários reais e o retrocesso do poder
sindical”. Este período foi marcado pelo aumento da competitividade no
mercado com o estreitamento das margens de lucro e os patrões tirando
proveito do fato de os sindicatos estarem enfraquecidos e a mão de obra ser
excedente para impor contratos de trabalhos mais flexíveis. (Harvey,1992,
p.141).

O modelo de acumulação flexível envolve, portanto, uma organização e controle
particular do trabalho, bem como um novo perfil de trabalhador. A seção seguinte aprofunda
esses dois tópicos e oferece as bases para o que se pode chamar de “Sociedade do
conhecimento”.

3. Novas exigências de capital humano

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Além da crise do modelo Taylorista-fordista e da criação do Toyorismo, a década de
80 foi marcada pelo avanço da ciência e da tecnologia. O uso de computadores e tecnologias
de informação nas fábricas passou a ser o principal ativo estratégico das empresas. Stewart
(1998, p.45-46) reafirma e complementa essa ideia quando diz:
A exploração do conhecimento científico e técnico, a rápida difusão e o
poder crescente e veloz da tecnologia da informação, a participação cada vez
maior do conhecimento no valor agregado da empresa, a acessão do
trabalhador do conhecimento levam a importantes novos tipos de modelos
organizacionais e novos métodos gerenciais.

Nesse contexto, criaram-se novas formas de organização do trabalho, com novas
exigências para o trabalhador. De acordo com Antunes (1999), o toyotismo estimulou a
competitividade e a competência, exigindo do trabalhador a realização de diversas atividades
ao mesmo tempo e a aquisição de novas habilidades. Essa forma de organização do trabalho
gerou, como consequência, marcantes índices de desemprego. Dessa forma, o trabalhador viuse obrigado a buscar novas formas de qualificação e operar novas funções dentro do local de
trabalho, o que contribuiu para estimular seu espírito de empreendedorismo e de investimento
em si próprio.
Com a criação desse novo modelo de produção (toyotismo) e o avanço das
tecnologias, as empresas passaram a depender mais das habilidades do trabalhador. A esse
respeito, Antunes (1999) traz o conceito de capital humano, referindo-se às habilidades e
destrezas humanas como capital em potencial. Para o autor, esse tipo de capital envolve uma
nova subjetividade do trabalhador, que modifica a exploração da força de trabalho,
intensificando as formas de flexibilização típicas do toyotismo e a precarização por meio do
trabalho intelectual abstrato.
Em Ruíz (2007, p.15), o capital humano é
[...] um conjunto de capacidades, destrezas e talentos que, em função do
avanço do capitalismo, deve se tornar valor de troca. Para isso acontecer,
esses atributos humanos precisam, de certa maneira, ser abstraídos das
pessoas concretas que os detêm, das concretas das quais existem, e precisam
se articular em função de um fim externo a elas. Argumentaremos, portanto,
que o “humano”, um conjunto de habilidades, destrezas e aptidões próprias
dos homens, adquire valor de mercado e se apresenta como forma de
“capital”- entendido este como uma soma de valores de troca que serve de
base real a uma empresa capitalista.

Segundo Ruíz (2007), o ser humano é o detentor de ativos importantes para a empresa
– por isso se torna um “capital” imprescindível, um ativo produtivo que exige investimento. A
partir de Stewart (1998), pode-se definir o capital humano como capital intelectual. O autor
retoma a ideia de “material intelectual”, que está presente na definição de Klein e Prusak:
“material intelectual que foi formalizado, capturado e alavancado a fim de produzir um ativo
de maior valor” (KLEIN E PRUSAK citados por STEWART, 1998, p.61). Nesse sentido, o
capital humano torna-se tangível e compartilhável: o material intelectual está em “um
endereço em um pedaço de papel, um relatório que caiu atrás da estante,
um brainstorming durante o trajeto até o trabalho, uma noticia urgente ouvida por um
representante de vendas que não tem como chegar ao telefone” (STEWART, p.61).
Stewart (1998) defende que o conhecimento tornou-se o componente mais importante
da atividade de negócio com a chamada era da informação ao final do século XX. Para ele,
este se tornou mais importante que a matéria-prima e, até mesmo, que o dinheiro. O autor
afirma que, “considerados produtos econômicos, a informação e o conhecimento são mais
importantes que automóveis, carros, aço e qualquer outro produto da era industrial”. Isso
porque o conhecimento permite descobrir melhores formas de desenvolver produtos de
maneira sustentável.

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Considerando as relações entre a definição de capital humano e o conhecimento como
matéria-prima para as novas formas de produção, pode-se dizer que o início do Século XXI é
a Era do Conhecimento. Neste período, houve a substituição de materiais e ativos físicos pelo
conhecimento e pela predominância da informação na cadeia de valores. Para a economia, as
fontes de riquezas, que, na era fordista-taylorista, estavam centradas nos recursos naturais e
no trabalho físico, passaram a ser representados pelo conhecimento e pela comunicação. No
fordismo-taylorismo, o trabalho era manual, medido e remunerado por alguma espécie de
pontuação numérica; hoje, os profissionais são avaliados não pelas tarefas, mas pelos
resultados alcançados (STEWART, 1998).
Stewart (1998, p.62) diz, ainda, que “grande parte do capital intelectual consiste em
conhecimento tácito, não expresso – como, por exemplo, o conhecimento especializado e os
relacionamentos que um vendedor constrói ao longo de anos de trabalho em um território”.
Esse conhecimento tácito é o que ele chama de intuições, regras gerais, mentalidades, regras
não escritas e valores inconscientes. Trata-se de um conhecimento adquirido ao longo dos
anos pelas pessoas – sem que estas se lembrem de tê-los adquirido -, que lhes permite
desenvolver habilidades, informações e formas de trabalhar, as quais são internalizadas por
elas. “A maior virtude do conhecimento tácito é que ele é automático, exigindo pouco ou
nenhum tempo ou reflexão” (STEWART, 1998, p.65).
Se a economia na Era do conhecimento depende dos investimentos em capital
humano, Viana e Lima (2010) trazem à tona a relação com a educação formal. Segundo os
autores, “a educação torna as pessoas mais produtivas, aumenta seus salários e influencia o
processo econômico” (Viana e Lima, 2010, p. 138). Os autores defendem esse investimento
no capital humano em nível educacional para a atividade econômica por ajudar a melhorar o
nível de produtividade, reduzir as desigualdades econômicas, amenizar as discrepâncias
salariais e impactar no sistema econômico como um todo. Segundo os autores,
Investir em capital humano parte do princípio de que uma força de trabalho
instruída, com qualidade de vida, com acesso aos serviços sociais básicos e
plena cidadania será mais produtiva e eficaz nas suas atividades. (VIANA e
LIMA, 2010, p. 146).

Segundo Paiva (2001), a necessidade de níveis mais elevados de escolaridade já se
dava nos anos 80 para possibilitar um enfrentamento adequado às novas características que o
capitalismo estava adquirindo. O autor diz que, “do ponto de vista do trabalho (assalariado ou
não), níveis formais mais elevados de escolaridade começam a ser exigidos, seja do ponto de
vista da diplomação, seja do ponto de vista de conteúdos”.
As mudanças no mundo do trabalho ao longo dos últimos 40 anos estão relacionadas
às novas exigências desse chamado capital humano, que passou a ser um ativo importante
para o crescimento e desenvolvimento das organizações e da economia. O investimento em
educação formal – e, sobretudo, de nível superior – é um tema que dialoga diretamente com
esse contexto sócio-histórico. Na seção seguinte, esse diálogo é aprofundado, tomando por
referência o papel das bibliotecas universitárias com espaços privilegiados de interação com
novas tecnologias e serviços.

4. Sociedade do conhecimento: o papel da biblioteca universitária
Na Era da informação e do conhecimento, alteraram-se as formas como os produtos e
serviços são produzidos. Passou-se a depender de investimento em capital humano e em
material intelectual com vistas à elaboração e circulação de novos produtos, para a inovação e
para o desenvolvimento social. Cunha (2000, p.87) fala da importância das universidades para
a aquisição de conhecimento e, com isso, reforça seu papel no que diz respeito à melhoria da
qualidade de vida de uma população:

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Esta claro que, à medida que um povo educado e com conhecimento se
transforma no elemento chave da prosperidade, segurança e bem estar social,
a universidade nessa era de transformações rápidas, destaca-se como uma
das mais importantes instituições do nosso tempo.

As universidades destacam-se na sociedade do conhecimento pelo duplo papel de
formar pessoas e gerar inovações. Segundo Santos (2000), a finalidade das universidades,
desde o século XIX, é a de assegurar a excelência da produção de conhecimento científico. De
acordo com Santos (2000, p.199), “A busca desinteressada da verdade, a escolha autônoma de
métodos e temas de investigação, a paixão pelo avanço na ciência constituem a marca
ideológica da universidade moderna”. A universidade tem o papel de avançar na ciência por
meio da pesquisa científica, e a sua reputação é medida pela produtividade no domínio da
investigação. Cunha (2000) previu um futuro em que as universidades seriam geradoras de
conhecimento:
A evolução para uma educação centrada no aprendiz é irresistível e
desafiadora. Como resultado, a educação superior poderia transformar-se em
um sistema de faculdades e universidades, que, de fato, podiam organizar-se
em uma verdadeira “indústria” do conhecimento e aprendizado.
Considerando que, paulatinamente, as nações reconhecem a importância da
educação superior, essa indústria, certamente, terá uma abrangência mundial
e será uma das mais promissoras do futuro. (CUNHA, 2000, p.73)

Cunha (2000, p.75) defende que a missão das universidades vai além do que está
contida na trindade ensino, pesquisa e extensão. Para ele, “esses papéis podem ser vistos
como uma simples manifestação do século XX e ligados aos papéis fundamentais de criação,
preservação, integração, transmissão e ampliação do conhecimento”.
É visível o crescimento, desde a década de 80, do número de instituições de nível
superior (IES) no Brasil, pois as demandas por informação e conhecimento forçaram esse
aumento, conforme pode ser observado na tabela 1, abaixo, mostra esse crescimento.
Tabela 1
Aumento do número de IES nas esferas pública e privada no Brasil.
Ano
1980
1990
2009
2010
2011
2012

Quantidade total de IES (públicas e privadas)
882
918
2.314
2.378
2.365
2.416

Fonte: Ministério da Educação/Inep
Em 1980, eram 882 IES e, pelo último dado encontrado no INEP, em 2012, eram
2.416. Nos anos de 2010 para 2011, houve um decréscimo nesse número, que poderá ter ser
dado por fusões ou aquisições de instituições pelos concorrentes. Outro dado interessante, que
ilustra o aumento do interesse em qualificação e conhecimento no Brasil, é o número de
ingressantes no ensino superior, que cresce a cada ano. A tabela 2 mostra esse crescimento de
2009 a 2012.
Tabela 2
Número de ingressantes no ensino superior de 2009 a 2012 nas esferas pública e privada. Corresponde
ao total de ingressantes em todas as formas de seleção/ingresso.
Ano
2009
2010
2011

Número de ingressantes
2.065.082
2.182.229
2.346.695

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2012

2.747.089

Fonte: Ministério da Educação/Inep
De 2009 a 2012, houve um aumento de 682.007 ingressantes no ensino superior
(graduação) no país. Na esfera pública, o que também pode ter contribuído para esse aumento
foi a criação do programa de apoio aos planos de reestruturação e expansão das universidades
federais (REUNI), decreto n° 6.096 de 24 de abril de 2007. Entre as ações desse programa,
está o aumento de vagas nos cursos de graduação e a ampliação da oferta de cursos noturnos.
Inseridas no contexto de ensino, pesquisa e extensão, as bibliotecas universitárias são
indispensáveis como mediadoras no processo de produção de conhecimento. Cunha (2000,
p.73) traz esse raciocínio dizendo que “através dos séculos, o ponto focal das universidades
tem sido a biblioteca, com seu acervo de obras impressas preservando o conhecimento da
civilização”. Contudo, as bibliotecas universitárias vêm mudando seus serviços e seus
acervos, pois as tecnologias da informação têm exigido novas formas de preservar
conhecimento e acessar informação. Cada vez mais, há formas digitais e virtuais de acessar
informações.
Santos e Andrade (2008, p.3) falam dos desafios das bibliotecas universitárias na
sociedade do conhecimento citando o envolvimento e desenvolvimento das tecnologias da
informação:
Nessa nova sociedade os padrões devem estar pautados no novo, no flexível.
Parece contraditório e é. São esses os novos desafios que as tecnologias da
comunicação e informação nos apresentam. E a biblioteca universitária deve
estar pronta para desempenhar uma das suas funções primordiais que é
disponibilizar informação científica acadêmica, de qualidade. Destaca-se
ainda que o papel não é mais o seu suporte principal, os formatos
eletrônicos, e principalmente a internet, que vem sendo suporte preferido
pela academia. Garantir acessibilidade com qualidade continua a ser a
missão biblioteca.

Para os autores, ainda que a influência das tecnologias tenha mudado a forma de
acesso dos usuários a informação, o papel da biblioteca continua sendo o de disponibilizar a
informação de qualidade, o que implica a necessidade de esta estar preparada para isso.
Bazillion (2001), apud Santos e Andrade (2008), diz que “a biblioteca do futuro deverá estar
preparada para oferecer instalações especiais para as novas tecnologias de comunicação e
informação, transformando-se em um componente com valor agregado na educação superior”.
Cunha (2000) cita que, já em 1970, foram implementados os catálogos em linha e o
acesso a banco de dados e que, na década de 80, era possível recuperar referências
bibliográficas e textos completos através do CD-ROM. Estes foram, possivelmente, os
primeiros registros dos avanços tecnológicos que estavam por vir. O autor faz uma previsão
de que, até 2010, os serviços de desenvolvimento de coleções teriam grandes transformações,
devido aos avanços que a tecnologia teria, e que aquele era um momento de integração
crescente das fontes eletrônicas aos acervos e serviços existentes nas bibliotecas.
As demandas informacionais no século XXI passam a ser cada vez mais presentes no
ciberespaço. Os usuários são mais autônomos para buscar informação, e as bibliotecas
precisam se adaptar a essa nova realidade. Serra (2013) comenta que futuro das bibliotecas,
com base nos avanços tecnológicos, dependem de certos fatores que devem ser considerados,
como o que envolve uma mudança no comportamento dos usuários, pois eles são mais
independentes para buscar informação; é preciso levar em consideração a explosão de
informação existente e que são diversas as fontes e suportes de pesquisa; a possibilidade de
múltiplos acervos de forma remota (de qualquer lugar e horário). Todas estas questões têm o
foco na mudança do tipo de usuário que busca informação, o qual, por intermédio das

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tecnologias, torna-se autônomo. Para que a biblioteca se adapte a essas questões, segundo
Serra (2013), é necessário fazer uso de conteúdos digitais e virtuais privilegiando a
informação através de interfaces de busca alinhadas com as tecnologias da Web 2.0.
Santos e Andrade (2008) relacionam que as mudanças trazidas pela sociedade do
conhecimento para as bibliotecas universitárias oferecem possibilidades de crescimento e
melhorias da oferta de produtos e serviços, por causa das tecnologias da informação, as quais
permintem agilidade na produção e disseminação do conhecimento com ampliação nas
possibilidades de acesso e interação por parte de produtores e consumidores de informação.
Costa (2007) apresenta uma alternativa para promover a generalização do acesso à
sociedade da informação e do conhecimento: a dos consórcios entre instituições. A autora
apresenta o projeto Biblioteca do Conhecimento on-line (b-on), que é um consorcio do qual
varias instituições fazem parte e por meio do qual estas têm acesso a conteúdos como artigos
de periódicos e e-books. Segundo a autora, esse tipo de negociação e aquisição proporciona a
facilitação a artigos em texto integral de um conjunto relevante de publicações científicas,
publicadas por editoras e titulares de bases de dados internacionais, explorando economias de
escala possibilitadas pela compra centralizada de conteúdos.

5. Conclusão
A partir da década de 70, têm ocorrido grandes transformações nas formas de
produção de bens e serviços. Antes desse período, os modelos existentes serviam para
maximizar a produção e o lucro nas fábricas: deixando o bem estar do trabalhador era deixado
de lado e a este era sugerindo que deixasse de pensar para executar suas tarefas. Com a
desvalorização do trabalhador, os modelos de produção entraram em crise, mudando a forma
de se produzir e até mesmo de se relacionar com os operários.
Juntamente com as mudanças na forma de produção e consumo, decorrentes da
criação do toyotismo, houve o avanço das tecnologias da informação e comunicação. Assim,
foram criadas novas formas de organização do trabalho, com novas exigências para o
trabalhador. O capital humano passou a ter mais valor que os ativos físicos. As habilidades do
trabalhador passaram a ser consideradas para a execução do seu trabalho. A informação e o
conhecimento tornam-se fontes de riqueza para as organizações. Com isso, passaram, a ser
criadas novas exigências de capital humano, que demandam formação de nível superior,
acesso à cultura e ao conhecimento. O ser humano (trabalhador), que, durante o período
fordista/taylorista, não precisava pensar, a partir de então, viu-se obrigado a buscar
conhecimento, ter habilidades e mostrar resultados.
Com as novas exigências de capital humano, houve um crescimento do número de
instituições de ensino superior e também do número de ingressantes. Inseridas neste contexto,
as bibliotecas da IES tornaram-se fontes imprescindíveis para o ensino, pesquisa, preservação
e construção de conhecimento. O avanço das tecnologias e a mudança no perfil do usuário
representam um ponto de partida para a criação de uma nova biblioteca universitária, voltada
para o virtual e digital.
A biblioteca universitária, na sociedade do conhecimento, na era da informação, está
voltada também para o ciberespaço e para o virtual, pois o avanço das tecnologias gerou essa
exigência. Com isso, o perfil do usuário também mudou, passando a ser mais autônomo,
proativo e com melhor domínio das tecnologias.
Para que a biblioteca se adapte a essa nova sociedade, voltada para a informação e o
conhecimento, e para que esta garanta informação científica acadêmica de qualidade com
acessibilidade, é necessário fazer uso de mais conteúdos virtuais e digitais com alinhamento
das tecnologias da web 2.0.

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

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O consórcio entre instituições desponta como uma importante alternativa para as IES,
uma vez que tal recurso possibilitará um melhor acesso a mais conteúdos virtuais e digitais a
um custo mais acessível.

6. Referencias
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho.
São Paulo: Boitempo, 2002.

BRAZ. M. Capitalismo, crise e lutas de classes contemporâneas: questões e polêmicas. Serv.
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conhecimento. In: CONGRESSO NACIONAL DE BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS E
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contexto da sociedade do conhecimento: revendo para adequar. In: SEMINÁRIO
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Disponível em: &lt; http://www.sbu.unicamp.br/snbu2008/anais/site/trabalhos-orais.php&gt;
Acesso em: 10 dez. 2015.

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S.. Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 2000. p.
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n. 1, p. 11-19, ago. 2013.

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Janeiro: Campus, 1998.

TAYLOR, F. W. Princípios de administração científica. São Paulo: Atlas, 1990.

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                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Bueno, Katiussa Nunes; Karawejczyk, Tamara Cecília</text>
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              <text>O presente artigo cotextualiza as mudanças nas relações econômicas, sociais, de trabalho e organizacionais que ocorreram a partir da crise gerada pela implantação dos modelos taylorista e fordista. Aborda algumas questões relacionadas às novas exigências quanto ao emprego do capital humano, dentre as quais a da necessidade de o trabalhador investir mais em formação de nível superior para aquisição de conhecimento. A biblioteca universitária está inserida como mediadora no processo de formação e é influenciada pelas novas tecnologias da informação. A questão central deste artigo está focada no entendimento quanto ao papel da biblioteca universitária nessa nova sociedade do conhecimento e à sua relação com as tecnologias.</text>
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