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                  <text>OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS BIBLIOTECÁRIOS PARA A
INTRODUÇÃO DE DISPOSITIVOS MÓVEIS EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS DA REGIÃO DO CARIRI-CE

Danilo Cândido dos Santos (UFCA) - danillo_candido@hotmail.com
David Vernon Vieira (UFCA) - davidv.vieira@gmail.com
Resumo:
O crescente avanço tecnológico proporcionou à biblioteca uma reformulação no acesso à
informação. Nos últimos anos ela vem sofrendo mudanças conceituais e estruturais
relacionadas a um acesso mais amplo antes só possível por meio do papel. A pesquisa foi
realizada em bibliotecas universitárias da região do Cariri, no sul do Ceará, com base na
concepção de que essas unidades da informação como disseminadoras da informação,
poderiam usar os dispositivos móveis como uma ferramenta de disseminação da informação.
Diante das circunstâncias apresentadas consideramos como fonte artigos científicos que
envolviam essa temática e com base nelas, foi elaborado questionário a ser aplicado a
bibliotecários nesses espaços de informação e conhecimento, trazendo uma representação real
do uso das tecnologias de informação e comunicação nesse ambiente. Na aplicação dos
questionários foram analisados o domínio do bibliotecário diante do uso de dispositivos móveis
levando em questão o uso desse meio em bibliotecas universitárias. Conclui-se que ao
introduzir os dispositivos móveis em bibliotecas universitários precisa-se discutir os melhores
métodos a serem utilizados, de modo que amplie os serviços e assim favoreça a disseminação
da informação.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária. Dispositivos Móveis. Gestão de bibliotecas
universitárias. Planejamento em bibliotecas universitárias. Tecnologias da
Inform
Área temática: Eixo 3 - Ecologia da Informação
Subárea temática: Dispositivos móveis em contexto acadêmico

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
A Região Metropolitana do Cariri (RMC) é formada pela conurbação dos municípios
de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha e mais outros seis que estão localizados no sul do
Estado do Ceará. A população da região em 2011 estava estimada em 564 mil habitantes. Ela
tem se beneficiado da oferta de cursos superiores com a chegada da Universidade Federal do
Cariri e, também da criação de várias faculdades particulares que oferecem cursos de
graduação para estudantes que antes tinham que se deslocar para as capitais nordestinas mais
próximas.
Na região do Cariri Cearense a oferta de serviços de telecomunicação está em
expansão com a instalação de lojas das operadoras Oi, TIM e Claro e, já se anuncia a entrada
da Vivo. A disponibilização de sinal exclusivo dessas operadoras em cidades da região onde
antes não havia também reflete o crescimento na demanda na região, embora os serviços de
acesso à internet por meio dessas operadoras ainda sejam vistos com problemas pelos
usuários (DIÁRIO DO NORDESTE, 2013).
Neste contexto, foi implantada a Universidade Federal do Cariri a partir do
desmembramento do campus da UFC-Cariri (Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha) e a criação
dos campi de Icó e Brejo Santo quando serão criados 27 cursos de graduação para atender a
cerca de 6.490 estudantes. Além disso, a região conta ainda com um polo universitário
formado por diversas instituições públicas e privadas. Na iniciativa pública tem-se a
Universidade Regional do Cariri – URCA, o Instituto Federal de Educação Ciência e
Tecnologia - IFCE e a Faculdade de Tecnologia CENTEC – FATEC. Na iniciativa privada se
destaca a Faculdade de Juazeiro do Norte - FJN, a Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro
do Norte - FMJ, a Faculdade Leão Sampaio - FALS e a Faculdade Paraíso - FAP. Assim, estas
oito IES disponibilizam, em sua infraestrutura, de bibliotecas universitárias para dar o suporte
ao ensino, à pesquisa, à extensão e também à preservação da cultura da região com a agilidade
e precisão exigidas pelo ambiente acadêmico atual.
Esse trabalho tem como finalidade analisar as diversas ocorrências encontradas pelos
bibliotecários junto da sua instituição diante da não utilização de dispositivos móveis no
ambiente das bibliotecas universitárias da região do Cariri Cearense. Partindo para uma
análise dos desafios que podem ser encontrados caso houvesse a implantação de algum
aplicativo móvel nesse ambiente.
É perceptivo que grande parte dessas universidades se encontra em um processo de
reformulação, saindo da construção de leitura só nos livros tradicionais e começando a
adentrar diante de uma nova sociedade tecnológica, fazendo com que o leitor comece a deixar
de ler no formato impresso e passe a ler no formato digital. Essa inovação pode trazer
algumas reestruturações nos serviços oferecidos pelas bibliotecas da região, resultando na
busca por iniciativas que permita uma melhor aproximação do usuário através do ambiente
digital com suas respectivas bibliotecas.
A crescente tendência gerada pelas editoras em oferecer conteúdo no formato digital,
vem obrigando muitas bibliotecas universitárias, inclusive as da nossa região a remodelarem
as políticas para manterem o acervo atualizado. Assim, em vez de comprar só livros impressos
essas bibliotecas estão modificando sua política de desenvolvimento de coleções, levando a
uma construção social dentro de um ambiente inovador que requer uma nova política de
seleção de material, que nesse caso é a compra de livros no formato digital que podem ser
disponibilizados por meio de aplicativos ou sítios online. (CUNHA, 2010).
O presente trabalho tem como objetivo observar os desafios enfrentados pelos
profissionais bibliotecários, na construção de aplicativos que permitam o uso de dispositivos
móveis no ambiente de aprendizagem. Uma dessas dificuldades é o advento dos telefones

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inteligentes (em inglês smartphones) e tablets, que podem gerar uma nova configuração
tecnológica no ambiente das bibliotecas universitárias, já que os bibliotecários poderiam
empregar estes aparatos para auxiliar o leitor na busca por informações e oferecer outros
serviços da biblioteca aos usuários. Objetivou os seguintes critérios específicos: a) identificar
as dificuldades encontradas para o emprego de dispositivos móveis nas bibliotecas
universitárias da região do Cariri; b) discutir possíveis soluções sobre a utilização e
desenvolvimento de aplicativos voltados para esses dispositivos móveis no espaço das
bibliotecas universitárias da referida região. Vale ressaltar, que os bibliotecários precisam
melhor conhecer como estão sendo utilizados estas ferramentas, e como o próprio
bibliotecário pode desenvolver atividades que incorporem as tecnologias móveis nas
bibliotecas.

2 Revisão de literatura
Os avanços tecnológicos nos últimos anos vêm desencadeando algumas
transformações não só na sociedade, mas ao mesmo tempo nas bibliotecas, uma dessas
mudanças é o advento dos tablets e smartphones que tem proporcionado aos leitores buscar
possíveis informações sobre aquilo que estão procurando, usando da mobilidade que a
internet móvel propicia. A sociedade tecnológica passou por três fases que vêm desde o
surgimento da fala e da escrita, e agora experimenta a linguagem digital. (MONTRESOL,
2010).
A linguagem digital está voltada para o surgimento dos livros eletrônicos (em inglês ebooks) e a leitura no formato digital, que vem trazendo algumas modificações dentro das
bibliotecas. No Brasil essas transformações vêm acontecendo lentamente, fazendo surgir
alterações nesse ambiente. Apesar dessas mudanças serem demoradas, o Brasil vem buscando
novas alternativas que faça o leitor interagir com esse ambiente.
Novas tecnologias surgem a cada dia, e com elas, o aumento da demanda,
por parte dos usuários, dessas inovações. As tecnologias da informação estão
sendo criadas, disponibilizadas e aperfeiçoadas dentro de sistemas de
representação e recuperação de informações, extrapolando limites dos
tradicionais catálogos referenciais em fichas, alcançando as bases de dados
em linha. (SOUZA; PAULIN; MARTINS, 2009, p. 1-2)

Mas a realidade é que a maioria dos usuários que precisam de acesso a um documento
eletrônico não está confortável para lê-lo na tela do computador, e, provavelmente, acaba por
imprimir algumas partes ou ele no todo. (MONTEOLIVA; PÉREZ-ORTIZ; REPISO, 2008).
Na acepção do livro eletrônico (as obras), é possível encontrar uma proliferação de
formatos dos arquivos de livros eletrônicos, como por exemplo: pdf, epub, txt, (PROCÓPIO,
2008), e modalidades de acesso, que são muitas vezes interconectadas. (MILLÁN, 2008).
Serra (2012) observa ainda que existem dificuldades de atuação da biblioteca
universitária em um mercado onde os modelos de negócios não foram completamente
definidos quanto ao acesso das obras. A maioria das bibliotecas franqueia o acesso às
publicações eletrônicas aos usuários registrados em seus sistemas, respeitando o histórico de
empréstimos, assiduidade nas devoluções e demais características que são definidas pela
direção da biblioteca. Isso possibilita ao usuário ter acesso ao documento por meio de
download ou utilizando-se de barreiras que impossibilitem a cópia ou impressão com acesso
restrito utilizando do Gerenciamento de Direitos Autorais (em inglês Digital Right
Management ou DRM).
As bibliotecas universitárias são conhecidas como organizações onde a informação é
armazenada e disseminada, e são nesses espaços que grande parte do conhecimento é gerado e

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preservado. O bibliotecário cujo papel primordial é organizar, recuperar e disseminar
informações, faz com que esse ele possa procurar e oferecer novos serviços que ajudem numa
melhor recuperação e disseminação do conhecimento, fazendo com que a partir disso ele
busque ou crie alguns mecanismos. O aplicativo móvel é um desses, onde o usuário ao usá-lo
possa desempenhar uma melhor agilidade na recuperação da informação, favorecendo a
disseminação da informação e trazendo maior rapidez ao buscar ou acessar um determinado
documento no formato digital.
Trénor (2011) levanta alguns pontos importantes sobre os prós e os contras de uma
biblioteca ser totalmente digital. Embora que esse tipo de biblioteca em si pode trazer uma
melhor qualidade de serviço e inovação, já que ela pode tratar de diversos fatores, desde a
compra dos arquivos em formato digital, fazendo com que tenha um menor custo de
armazenamento como até possibilitar que os usuários tenham agilidade no acesso à
informação que pode estar disponível 24 horas durante os sete dias da semana. No entanto, o
uso de livros eletrônicos nas bibliotecas universitárias ainda está passando por uma série de
avaliações, pois existem diversos fatores a serem tratados como, por exemplo, a licença para o
uso dos direitos autorais, as mudanças que o próprio profissional bibliotecário vai ter que
enfrentar na sua rotina de trabalho e muitas vezes a resistência dos usuários para lerem este
tipo de livro, pois muitos ainda preferem o papel no lugar do livro eletrônico. Quanto à
realidade brasileira Silveira (2014, p. 72) destaca que:
[...] o grau de desenvolvimento tecnológico nas bibliotecas universitárias no
Brasil é muito desigual, mas é inegável a necessidade de atualização e
modernização, para que se mantenham atuantes e, principalmente, para
auxiliar o usuário a produzir conhecimento técnico e científico.

Esse conceito de Silveira (2014) sobre a desigualdade de desenvolvimentos
tecnológicos nas bibliotecas universitárias no Brasil, pode dar-se por causa da grande parte
dessas universidades ainda não terem uma política para lidar com essas inovações
tecnológicas, já que esse meio está em constante modificação levando em si uma
desigualdade entre essas universidades. Cunha (2010, p.2) ressalta que:
Estas mudanças vão além da mera incorporação de avanços tecnológicos.
Elas incluem o repensar da essência do que define uma biblioteca
universitária, o seu sentido de lugar, de produtos e serviços para a
comunidade acadêmica, coisas que, todos concordam, têm caracterizado a
biblioteca ao longo dos séculos passados.

Caso ocorra alguma modificação no ambiente das bibliotecas universitárias da Região
do Cariri, antes é necessário elaborar uma política de desenvolvimento de coleções digitais
para lidar com esses avanços tecnológicos e, a partir disso, avaliar como seria a utilização
desses dispositivos móveis no seu ambiente. Tomando como ponto essa realidade, é bom
trazer alguns tipos de vantagem na sua utilização, fazendo com que ela possa superar os
desafios caso esse aplicativo ou dispositivo fosse instalado neste ambiente.
Embora as bibliotecas universitárias juntamente com os bibliotecários sempre estarem
passando por reformulações os autores como, Paiva; Torino, L. e Torino, E. (2008, p. 12)
destacam que:
O uso da tecnologia da informação na biblioteca, geralmente proporciona
benefícios, tanto aos profissionais bibliotecários, aos técnicos e auxiliares no
desenvolvimento de suas atividades, quanto aos usuários no atendimento das
suas necessidades de pesquisa. Um ponto positivo é que muitos dos usuários
já dominam as ferramentas de informática, sobretudo a internet.

Apesar dessas diversas modificações que vem acontecendo com o uso destas novas
tecnologias no ambiente das bibliotecas universitárias e os seus diversos benefícios, ainda

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assim nem sempre os profissionais que lidam com isso têm habilidade para adotar esses novos
meios, mas isso não impede que esses profissionais se aperfeiçoem com essas novas
mudanças e, que a partir delas comecem a gerar informação que possa chegar ao uso de todos.

2.1 O bibliotecário frente a utilização desses dispositivos móveis.
A utilização de dispositivos móveis nas bibliotecas universitárias vem trazendo
algumas reflexões a respeito do perfil do profissional bibliotecário frente ao uso desses
dispositivos. Acredita-se que a partir dessa utilização a informação possa ser melhor
armazenada e que haja uma melhor disseminação dessa informação nas bibliotecas
universitárias, embora isso possa levar as mesmas a se tornarem-se uma fonte secundária. O
conhecimento e o acesso à informação são fatores de fundamentais importâncias na
construção de uma biblioteca, mesmo que isso possa levar ela a buscar outras direções.
(CUNHA, 2010).
Surgem dessa forma algumas indagações: Será que o bibliotecário estará capacitado a
inserir-se nessas reformulações que estão sendo adotadas, ou ele terá que recorrer a
profissionais como, os da área de Tecnologia da Informação (TI) para ajudá-los? Eis a
questão, não sabemos ainda se todos os profissionais bibliotecários estarão aptos a se inserir
nesse novo contexto. Esta reformulação não vem só para atingir o profissional bibliotecário,
mas, ao mesmo tempo, os próprios usuários.
Diante desse novo contexto que o bibliotecário está sendo inserido, será que ele vai
conseguir encontrar algumas dificuldades dentro dessas novas transformações tecnológicas,
uma vez que, foi preparado com o conhecimento tecnológico anterior? Os autores, como
Tomaél et alli (2014, p. 94) ressaltam que: “Um ponto relevante para as bibliotecas está na
constatação de que o ambiente virtual possibilitou a disponibilização de recursos acessíveis a
um número maior de pessoas”.
A biblioteca universitária perante a disponibilização de livros eletrônicos e físicos, fez
com que o bibliotecário na função de gestor da informação, buscasse alternativas para lidar
com esses avanços. Mas será que as alternativas existentes atualmente darão conta do acesso à
informação que temos no nosso dia a dia? Tomaél et alli (2014, p. 90) evidenciam que:
[...] as funções dos bibliotecários estão centradas em avaliar, negociar e
adquirir produtos e serviços relevantes para as necessidades de seus usuários
e, ainda, integrar os produtos adquiridos com os sistemas existentes. Outra
grande oportunidade para o bibliotecário é a especialização na pesquisa, com
essa competência terá mais condições de fornecer ao usuário final algo que
esse não seja capaz de obter por si só, por meio dos provedores que estão
disponíveis.

O bibliotecário embora venha encontrando dificuldade na construção de bibliotecas
universitárias, vem buscado algumas alternativas que atenda às exigências que os usuários
necessitem daquele ambiente, já que nesse novo século a informação é de extrema
importância para a criação da própria cidadania e educação deste usuário. Cunha (2010, p.
18) comenta que:
O problema é que nessas mudanças existem inúmeras questões culturais,
tecnológicas e comerciais, mas o principal fio condutor delas deve ser a
redução dos custos da biblioteca e o aumento da qualidade dos serviços e
produtos disponíveis a usuários locais e remotos. Portanto, a busca por
qualidade, por entrega mais rápida ao usuário do documento e/ou informação
e da sustentabilidade, possivelmente serão os grandes desafios a serem
enfrentados pelas bibliotecas nos próximos anos.

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A falta de experiência dos bibliotecários ao conhecer a aplicação do uso de
dispositivos móveis em seu ambiente e a desigualdade das diversas bibliotecas universitárias
junto ao uso das tecnologias vem acarretando muitas vezes que essas instituições encontrem
algumas dificuldades na implementação de sistemas de gestão de acervo ou até mesmo na
utilização aplicações que adotam a tecnologia por trás desses dispositivos. Essas dificuldades
fazem com que as instituições junto com os bibliotecários acabem buscando novas soluções
para resolver esses problemas que são encontrados diante dessa situação.

3 Materiais e métodos
Para a realização dessa pesquisa, inicialmente elaborou-se um levantamento
bibliográfico a respeito de como estavam sendo desenvolvidos estudos que ressaltem os
desafios encontrados pelas bibliotecas universitárias diante de uma nova política de
desenvolvimento de coleções digitais, procurando inserir neste ambiente o desenvolvimento
da aplicação voltada para o uso de dispositivos móveis no entorno dessas bibliotecas e quais
seriam suas dificuldades caso essas aplicações já estivessem funcionando. Após essa análise,
procurou-se levantar as dificuldades caso essas aplicações voltadas para dispositivos móveis
fossem implementadas nas universidades da região do Cariri Cearense.
A pesquisa é de cunho exploratório, Gil (2007, p. 41) ressalta, que “Estas pesquisas
têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo
mais explícito ou a construir hipóteses”. A coleta de dados foi realizada por meio de
questionário com conteúdo voltado para descrever o perfil do bibliotecário e os serviços
disponibilizados por meio de dispositivos móveis.
No levantamento bibliográfico foram utilizadas as seguintes palavras-chave:
dispositivos móveis, e-books, livros eletrônicos, celulares, tablets, mobile applications e
academic library, podendo assim ajudar na construção do mesmo.
Foram aplicados sete questionários nas bibliotecas universitárias da região, com o
intuito de melhor avaliar a adoção de dispositivos móveis nesse ambiente de trabalho,
possibilitando uma compreensão melhor do emprego dos dispositivos móveis nessas unidades
de informação, permitindo entender quais as ferramentas que os bibliotecários conheciam e
tinham domínio sobre o elas, e quais instrumentos ou mecanismos as instituições utilizam
para disponibilizar o acesso a informação ou preservá-las.

4 Resultados Finais
Os instrumentos coletados tiveram como objetivo explanar a utilização dos
dispositivos móveis por parte de uma possível aplicação desses dispositivos em biblioteca
universitária, trazendo as facilidades e as dificuldades do bibliotecário diante de algumas
utilizações.

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A representação do gráfico, traz um possível conhecimento por parte dos bibliotecários
da região do Cariri, em relação ao uso destas tecnologias móveis, em dispositivos móveis nas
bibliotecas universitárias.
Na análise observa-se, como as mais utilizadas são o Bluetooth, LTE – Long Term
Evolution. (3G/4G), Protocolo 802.11ac (rede Wifi), representando 100% dos resultados, no
entanto os menos conhecidos ou poucos utilizados são eles: Realidade Aumentada e o NFC
(Near Field Communication) representando só 28,6% dos resultados.
O emprego do Código QR em bibliotecas universitárias, ocasiona um envolvimento da
biblioteca com os dispositivos móveis, o Código QR é um tipo de código bidimensional onde
ele permitir a incorporação de qualquer tipo de textos, mensagem, imagens e outros. Vieira e
Cunha (2015, p. 662) ressaltam que:
A recuperação da informação utilizando um leitor de código QR pode
agilizar a busca do usuário que possui dispositivos móveis. O usuário que
deseja usar essa tecnologia precisa ter além de um dispositivo móvel com
câmera fotográfica e acesso à internet, baixar e instalar uma aplicação no
aparelho que faça a leitura de código QR, como, por exemplo, o QR Code
Reader ou o I-nigma, conforme o sistema operacional que for mais
conveniente.

Com base no contexto de Vieira e Cunha (2015) a biblioteca assim como o
bibliotecário precisa ter conhecimento de sua utilização, facilitando a incorporação do mesmo
no seu ambiente de trabalho. Mas apesar disso é preciso também tomar algumas diretrizes ao
tentar representar a informação por meio do Código QR, não adianta querer gerar esses
códigos QR e não saber estabelecer pontos estratégicos onde a biblioteca possa colocá-los.
A utilização da rede sem fio (em inglês Wifi) no ambiente das bibliotecas
universitárias permitiu ao usuário uma aproximação com o conhecimento, tornando esse
emprego algo pedagógico. Vieira e Cunha (2013) destacam a importância das bibliotecas
universitárias em se preocupar com a utilização da internet e a inserção do WiFi no seu
ambiente de trabalho, pois o mesmo tende a promover a disseminação ao conhecimento e o
acesso a ela, permitindo ao usuário uma melhor mobilidade e conectividade com as
informações que são disponíveis por meio da internet. A preocupação dentro desse contexto é
saber se os usuários estão conseguindo utilizar as fontes para recuperar a informação, como a
uma enorme diversidade de informações onde a uma dispersão de informações, isso pode
dificultar o usuário a recuperar um determinado tipo de informação, levando muitas vezes o
usuário a não recuperar as informações que ele queria.
A Realidade Aumentada (RA) segundo Freire et al (2012, p. 5) “seria o predomínio do
mundo real sobre o virtual”. Gasiglia e Geisler (2007, p. 17) destacam que “A idéia de simular
a realidade, imitá-la ou transformá-la sempre causou enorme fascínio no ser humano”, no
entanto para colocá-la em prática em biblioteca universitária precisaria de uma série de
requisitos, Gasiglia e Geisler (2007, p. 17) destacam que.
Para que haja uma aplicação apropriada de Realidade Aumentada em livros é
necessário se elaborar um software de desenvolvimento de aplicações em
RA, devidamente ajustado e configurado para as informações que se deseja
reproduzir; marcadores que reproduzirão as imagens 3D e serão anexados às
páginas dos livros; e webcam ou óculos 3D, que farão a captura e reprodução
das imagens 3D.

Na abordagem exposta por Gasiglia e Geisler (2007) ao introduzir a realidade
aumentada em livros sem que venha apresentar problemas, precisa-se rever uma série de
medidas a serem tomadas na sua aplicação exigindo um trabalho minucioso, já que cada
biblioteca pode tentar adotar um tipo de software diferente, tentando incorpora-la de acordo
com a necessidade da sua biblioteca. No entanto Arroyo-Vázquez (2016, p. 5 traduzido)

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Com base nos resultados alcançados, o que se analisa é que outros tipos de conteúdo
estão começando a ser introduzidos nas bibliotecas da região inclusive as assinaturas online
de revistas comerciais, que começam a ganhar força e destaque nas bibliotecas região e
podem vim a se tornar um dos requisitos a ser adquiridos por parte das bibliotecas
universitária na região.
O usuário como consumidor de informação, começa a ganhar oportunidades de buscar
por informação em diversos tipos de suporte, onde possa promover um alcance mais amplo do
seu conhecimento.

5 Considerações finais
A utilização de aplicativos móveis no ambiente das bibliotecas universitárias da região
do Cariri ainda é algo recente, as mesmas precisam melhor conhecer como estão sendo
utilizados estas ferramentas. Vale ressaltar, que o próprio bibliotecário precisa desenvolver
atividades que incorporem as tecnologias móveis nas bibliotecas.
A não utilização de aplicações voltadas para o uso nestes dispositivos móveis em
muitas das bibliotecas universitárias do Brasil, inclusive dessa região, pode dar-se por alguns
motivos, que vai desde a instituição já possuir um sistema de gestão do acervo que dispõe de
uma ferramenta de buscas online que é incompatível com possíveis aplicativos que usam os
dispositivos móveis e os livros digitais ou até mesmo um repositório que expõem esses livros
no formato digital, fazendo com que a biblioteca acabe se acomodando com o ambiente no
qual já está inserida.
As bibliotecas físicas hoje ainda são muito utilizadas, mas cabe a nós vermos como
elas serão daqui há alguns anos, pois, as bibliotecas digitais começam a ganhar novos espaços
dentro delas, fazendo que esse ambiente conquiste mudanças sonhadas pelos usuários. Essas
modificações vêm acontecendo gradativamente por causa da necessidade de os usuários
buscarem novas alternativas para lidar com grande excesso de informação que temos hoje e
por causa do próprio custo físico que estas bibliotecas teriam que lidar diariamente caso elas
só adquirissem livros no formato físico nesse novo século. Mas isso não nos leva a julgar que
daqui há algum tempo as próprias bibliotecas físicas acabarão e as bibliotecas digitais irão
migrar para esse ambiente, já que a biblioteca física tem um papel importante na construção
da memória da humanidade.
As bibliotecas físicas continuarão na busca por inovação, fazendo com que elas
consigam lidar com as mudanças que o próprio usuário impõe. Isso ocorre, por causa das
diversas transformações tecnológicas que vem acontecendo nas últimas décadas. As
bibliotecas físicas são espaços de conhecimentos, mediação de leitura, cultura, educação e
interação social direcionado à comunidade.
Os bibliotecários da região têm conhecimento da importância dessas tecnologias no
ambiente da biblioteca, o mesmo precisa buscar se capacitar por meio de treinamentos, aulas
online ou físicas sobre a introdução desses novos suportes digitais que estão ocorrendo no seu
ambiente de trabalho, de modo a saber a real importância desses suportes para os usuários e
para divulgação do acesso ao conhecimento.
Falar sobre dispositivos móveis no atual contexto tecnológico que estamos
vivenciando, onde a tecnologia está passando por mudanças a cada segundo, possibilita a nós
uma oportunidade de conhecimento e aprendizado dos diversos tipos de suportes
informacionais no ambiente das bibliotecas universitárias, tendo uma visão da importância do
mesmo para essas bibliotecas.
Diante do apresentando ficam possíveis sugestões para futuras pesquisas nessas
temáticas: 1) Que atividades nos ambientes das bibliotecas universitárias são mais favoráveis

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a introdução dos dispositivos móveis? 2) Qual a percepção dos bibliotecários em torno da
incorporação das tecnologias móveis em bibliotecas universitárias? 3) De que forma é
possível se utilizar das tecnologias móveis para a formação do usuário de bibliotecas
universitárias?

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

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Disponível em: &lt;https://ebookpress.wordpress.com/2008/03/01/formatos/&gt;. Acesso em: 07
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AGRADECIMENTOS
Agradecimento à Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(FUNCAP) por apoiar este projeto, dando oportunidade aos universitários na produção de
conhecimento.

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              <text>O crescente avanço tecnológico proporcionou à biblioteca uma reformulação no acesso à informação. Nos últimos anos ela vem sofrendo mudanças conceituais e estruturais relacionadas a um acesso mais amplo antes só possível por meio do papel. A pesquisa foi realizada em bibliotecas universitárias da região do Cariri, no sul do Ceará, com base na concepção de que essas unidades da informação como disseminadoras da informação, poderiam usar os dispositivos móveis como uma ferramenta de disseminação da informação. Diante das circunstâncias apresentadas consideramos como fonte artigos científicos que envolviam essa temática e com base nelas, foi elaborado questionário a ser aplicado a bibliotecários nesses espaços de informação e conhecimento, trazendo uma representação real do uso das tecnologias de informação e comunicação nesse ambiente. Na aplicação dos questionários foram analisados o domínio do bibliotecário diante do uso de dispositivos móveis levando em questão o uso desse meio em bibliotecas universitárias. Conclui-se que ao introduzir os dispositivos móveis em bibliotecas universitários precisa-se discutir os melhores métodos a serem utilizados, de modo que amplie os serviços e assim favoreça a disseminação da informação.</text>
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