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                  <text>O USO DE INDICADORES DE DESEMPENHO DA ISO 11620 PARA
AVALIAR BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Elaine Cristina Tomás Pimenta (Ufes) - elapimenta@yahoo.com.br
Thalmo de Paiva Coelho Junior (Ifes) - thalmo@ifes.edu.br
Resumo:
O uso de indicadores de desempenho para avaliar a qualidade em unidades de informação,
tem se tornado cada vez mais uma ferramenta de apoio a gestão ajudando no planejamento. O
objetivo desta pesquisa é identificar quais as vantagens e desvantagens de se fazer avaliação
em bibliotecas universitárias usando indicadores de desempenho da ISO 11620. A pesquisa foi
baseada em pesquisa bibliográfica, onde foi feito o levantamento de bibliografias nacionais e
internacionais dando embasamento teórico aos assuntos da pesquisa. Fazer a avaliação das
bibliotecas universitárias usando os indicadores de desempenho da ISO 11620 auxilia o gestor
a agir de modo que diminua as ameaças ao meio, buscando sempre a eficácia, eficiência e
inovação em seus serviços, além de poder aplicar de forma mais eficiente os recursos da
biblioteca, a fim de garantir um melhor desempenho de sua função.
Palavras-chave: Avaliação de Desempenho.
Indicadores de Desempenho.

Bibliotecas

Universitárias.

Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Avaliação e Gestão Pública em Serviços de Informação

Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)

ISO

11620.

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
A avaliação reúne dados que são necessários para determinar quais dentre várias
estratégias existentes escolher as que mais possui a probabilidade de se obter os resultados
almejados, ajudando ao administrador a alocar recursos de modo mais eficiente
(LANCASTER, 1996). E hoje para avaliar a qualidade em unidades de informação usa-se
indicadores de desempenho, que tem se tornado cada vez mais uma ferramenta de apoio a
gestão ajudando no planejamento.
Para Rozados (2004, p. 13) “a avaliação é um procedimento que permite aos serviços
de informação conhecer a adequação de seus serviços, seu rendimento e suas falhas”, bem
como, servir de ferramenta para avaliar a qualidade e a eficácia dos serviços prestados, assim
como valorizar a eficiência dos recursos destinados pelas unidades de informação para estes
serviços e atividades. Ao implementar o processo de avaliação, faz-se necessário a criação de
um modelo de avaliação estabelecendo indicadores que sejam apropriados ao uso daquela
biblioteca.
A preocupação com qualidade em biblioteconomia começou a ser abordado em 1990,
foi quando as unidades de informação iniciaram a busca de implementação da qualidade em
seus processos de trabalho, tendo como objetivo atingir a excelência na atuação e melhor
satisfação dos clientes (VERGUEIRO; CARVALHO, 2011). A preocupação com medidas
sistemáticas de eficiência e eficácia em unidades de informação teve início com as bibliotecas
públicas, e a criação da ISO 11620 trouxe uma norma que pode ser usada para fazer essas
medidas sistemáticas em todos os tipos de biblioteca. Nos países desenvolvidos, o uso de
indicadores em unidades de informação para avaliar o desempenho de serviços tem sido uma
preocupação muito presente, especialmente nos Estados Unidos e em países da Europa que
possuem uma marcante representação de estudiosos do assunto. No entanto, no Brasil, o uso
de indicadores para avaliar serviços de informação ainda não é uma prática comum
(ROZADOS, 2004).
As bibliotecas que utilizam os indicadores da ISO 11620 para se fazer avaliação de
desempenho, são: Biblioteca da Universidade do Estado de Iowa nos Estados Unidos;
Bibliotecas da Universidade de Liverpool John Moores na Inglaterra; Biblioteca da
Universidade Regional de Munster na Alemanha, etc. No Brasil, encontramos a tese de
dissertação de Helen Beatriz Frota Rozados aprovada em 2004 que teve como objetivo propor
um conjunto de indicadores de desempenho que fossem aplicados à mensuração e a gestão
dos serviços brasileiros de informação tecnológica com foco no usuário, a biblioteca da
Fiocruz elaborou um instrumento para medir o desempenho de suas bibliotecas usando a ISO
11620 que no ano de 2006 estava em fase de implementação, e a dissertação de Elaine
Cristina Tomás Pimenta aprovada em 2016 que teve como objetivo avaliar a Biblioteca
Central da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) usando indicadores selecionados
da ISO 11620.
O uso de indicadores de desempenho da ISO 11620 para avaliar bibliotecas
universitárias é uma ferramenta vantajosa para se obter resultados almejados em uma
avaliação de biblioteca universitária?
A presente pesquisa poderá ajudar aos profissionais de bibliotecas universitárias a
optarem por usar ou não os indicadores da ISO 11620 dentre as diversas formas de avaliação
de bibliotecas existentes.
O objetivo desta pesquisa é identificar quais as vantagens e desvantagens de se fazer
avaliação de desempenho em bibliotecas universitárias usando indicadores de desempenho
usando a ISO 11620.

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2 Revisão de literatura
2.1 Bibliotecas universitárias
Durante os séculos de nossa história, a Biblioteca tem mudado de função. Como no
romance O nome da rosa de Umberto Eco (1983), que é ambientado em um mosteiro
medieval, a biblioteca era um espaço onde os monges “guardavam” e monopolizavam a
informação, apenas na função de guardiões desses monumentos, acumulados pelo homem em
seu trabalho de conquista do mundo físico e desenvolvimento de suas capacidades intelectuais
e espirituais. Hoje a biblioteca não tem mais esta característica e sim a de promover e
estimular o uso da informação, a integração e a disseminação do material impresso e
eletrônico, a biblioteca passou a ser e as universidades são centros transmissores do
conhecimento, através do ensino e dos livros (LEITÃO, 2005; PRADO, 2003).
Apesar das bibliotecas universitárias terem sua origem na idade média, elas estão
inseridas em um meio onde as mudanças vem alterando sua função ao longo dos anos, onde é
preciso que elas deixem de ser depósito de materiais bibliográficos para se tornarem em local
de acesso ao conhecimento.
A biblioteca universitária mostra sua evolução ao desempenhar o papel de estimular,
apoiar, fomentar e desenvolver o saber em seus múltiplos aspectos, seja por meio de seus
acervos ou das relações que nela estabelecem. Estudiosos da Biblioteconomia reconhecem a
especificidade da função da biblioteca e apontam a relação com o usuário como sua maior
missão (LEITÃO, 2005).
Para Rodríguez et al. (2014) a globalização trouxe mudanças para sociedade do
conhecimento como a mudança de paradigma que se constituiu na aquisição e disponibilidade
de informação tanto do ponto qualitativo quanto quantitativo, onde os indivíduos com uma
maior quantidade de informação se envolve em ações de maior alcance do que aqueles que
possuem pouca informação.
As transformações tecnológicas trouxeram consequências e impactos diretos no
contexto das bibliotecas universitárias devido o aumento do fluxo de informações, a fluidez
das relações interpessoais, a automatização de diversos processos e produtos, a quebra de
paradigmas e o surgimento de novos conceitos como a globalização e as tecnologias da
informação. Nesse momento, surge uma sociedade da informação que não somente valoriza a
informação e o conhecimento, mas também os reconhece como essenciais (SILVEIRA, 2014).
As tecnologias não são apenas instrumento facilitador do processo de ensinoaprendizagem, mas é também uma ferramenta provocadora que traz profundas alterações no
ambiente das bibliotecas universitárias, uma vez que essas mesmas tecnologias estão
presentes na universidade, no ensino, na pesquisa e na extensão afetando os serviços e
produtos que são gerados e oferecidos à comunidade acadêmica (CARVALHO, 2004).
Hoje as bibliotecas disponibilizam informações de qualquer parte do mundo por meio
das redes eletrônicas de informação. Deixando de ser a biblioteca que se dedica apenas a
reunir, organizar, disseminar e/ou até produzir o conhecimento registrado, se tornando como
serviço social de extrema importância para a evolução da sociedade em geral. No entanto,
bibliotecários do século XXI, precisam acompanhar os movimentos de democratização da
informação assumindo outros encargos, a exemplo da avaliação, planejamento, implantação
de redes de informação; programas de gerenciamento de informação; e edição de revistas
técnico-científicas (TARGINO, 2010).
As bibliotecas vêm mudando de paradigmas, e o modelo de biblioteca centrado na
disponibilidade está sendo substituído por um novo modelo centrado na acessibilidade. Onde
a biblioteca tradicional vem dando lugar à biblioteca com ação cultural, e o importante é
suprir as demandas do usuário, de forma imediata, independente de suporte ou localização

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(TARGINO, 2010).
Nesse contexto, Silveira (2014, p. 73) afirma que com “o suporte da informação
evoluindo, o papel deixou de ser protagonista, e os formatos eletrônicos vêm sendo preferidos
pela academia”. No entanto, “[...] a grande missão da biblioteca universitária continua sendo a
mesma: aproximar produtores e consumidores de conhecimento”.
Podemos verificar que as bibliotecas universitárias passaram por transformações ao
longo dos anos tendo que vencer os desafios que trouxeram mudanças para estas bibliotecas, e
a necessidade de tornar cada vez mais acessível a informação vem fazendo com que as
bibliotecas busquem, cada vez mais, formas de agregar um bom desempenho e buscando a
qualidade aos seus serviços.

2.2 Qualidade em organizações como bibliotecas
O termo qualidade passou a existir desde o início do processo produtivo do homem e
passou por diversas fases ao longo do tempo.
A Revolução Industrial trouxe a exploração das máquinas e da mão de obra dos
operários, aumentando a produção e padronizando os produtos. Com o surgimento do modelo
taylorista que teve novos conceitos e procedimentos, surgiu a figura do inspetor que era o
responsável pela qualidade. No período de 1908 a 1927 Ford adotou um sistema de
padronização de medida para facilitar os ajustes das peças usadas em sua linha de montagem.
Já na década de 1930 o conceito de qualidade evoluiu bastante com a criação de ferramentas
de controle estatístico e do surgimento de normas específicas voltadas para o controle de
qualidade (ANDRADE, 2004; CARVALHO, 2012).
Com a Segunda Guerra Mundial o controle de desperdício passou a ser mais rígido e
foi criado técnicas avançadas para o controle pela qualidade de processos e produtos. Ao fim
da Segunda Guerra Mundial o Japão sai derrotado e os japoneses se esforçam para recuperar o
país adotando a qualidade como um ideal a ser conquistado. Nos meados dos anos 1960 o
Japão cria o Círculo de Controle de Qualidade (CCQ), e neste período também foram
estruturados conjuntos de ferramentas de qualidade (ANDRADE, 2004; CARVALHO, 2012).
Em 1987, surge a primeira norma criada pela International Organization for
Standardization (ISO) para a área de Gestão da qualidade que é a ISO 9000 (CARVALHO,
2012).
A qualidade foi incorporada a produção industrial na década de 1920 para evitar que
produtos defeituosos chegassem aos consumidores, já na biblioteconomia o assunto começou
a ser abordado na década de 1990, a partir daí, no mundo inteiro, unidades de informação de
todas as áreas se engajaram na busca de implementação da qualidade em seus processos de
trabalho, desejando assim atingir a excelência na atuação e melhor satisfação dos clientes.
Essa tendência, se iniciou nos países mais desenvolvidos e aos poucos se espalhou para outras
partes do mundo, atingindo os países em desenvolvimento. O Brasil não ficou alheio a essas
influências mundiais, com muitas bibliotecas respondendo de forma entusiasta aos desafios da
qualidade (VERGUEIRO; CARVALHO, 2011). Desde então, as bibliotecas vêm buscando
incessantemente a qualidade em seus produtos e serviços de forma a satisfazer com maior
eficiência as necessidades de informação de seus usuários.
Historicamente, a qualidade da biblioteca vem sendo medida pela sua coleção
tamanho, número de títulos e amplitude de cobertura, variedade de livros e jornais e número
de usuários, mão de obra e serviços. Em passado recente, este conceito foi mudado para a
natureza do serviço prestado pelos bibliotecários e não apenas sobre sua coleção e tamanho da
biblioteca, hoje a avaliação passa pelo crivo do usuário que é envolvido no processo de
avaliação de modo a conseguir resultados aceitáveis e válidos, e a qualidade do serviço nas
bibliotecas foi definido como a diferença entre percepções e expectativas dos usuários no

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desempenho dos serviços, e o conceito de qualidade do serviço passou a ser importante para
as bibliotecas desenvolverem seus serviços (DASH; PADHI, 2010; BAHRAINIZADEH,
2013).
Para Milet (1997, p. 189) projetar qualidade em um serviço é preciso não apenas
entender o cliente mas entender o próprio serviço. E quando abordamos a qualidade em
serviços com estas definições os conceitos ficam prejudicados devido a algumas
características especiais dos serviços que são intangíveis, heterogêneos, a pessoa que presta
serviço faz parte do próprio serviço, não se pode separar a produção do consumo, não são
passíveis de uma inspeção final antes da entrega, não são estocáveis, não são passíveis de
devolução e não são transportáveis.
Durante o processo de execução do serviço o cliente e o fornecedor interagem o tempo
todo. A percepção do cliente quanto a qualidade é influenciada tanto no processo quanto no
resultado do serviço, tornando necessário compreender a forma que o cliente percebe e avalia
a qualidade dos serviços, que muitas vezes avalia o serviço comparando com o que ele
esperava receber com o que ele recebeu (MILET, 1997; PAULA et al., 2015).
As bibliotecas devem ser geridas tendo como foco a qualidade no atendimento das
necessidades informacionais dos usuários, e deve estabelecer no planejamento os padrões que
a biblioteca deseja atingir, visando a melhoria contínua dos seus serviços, focando na
satisfação do usuário e buscando ser uma organização de excelência.
A gestão da qualidade em bibliotecas busca a satisfação do usuário, satisfação essa que
só pode ser alcançada através de serviços eficientes e eficazes. Com isso se faz necessário a
busca pela excelência onde é preciso que seja feito um levantamento sistemático de dados e
de informações, onde pode ser usado indicadores de desempenho como uma ferramenta para
mensurar a satisfação do usuário e a qualidade dos serviços prestados, usado para avaliação e
tomada de decisão (ROZADOS, 2005). A aplicação das teorias da qualidade em serviços de
informação juntamente com a definição de indicadores pode constituir-se em estratégia viável
para ser utilizada por bibliotecas. (VERGUEIRO, CARVALHO, 2001).

2.3 Indicadores de desempenho a busca pela qualidade em bibliotecas
A ISO 11620 estabelece que indicadores são: “Expressão (numérica, simbólica ou
verbal) empregada para caracterizar as atividades (eventos, objetos, pessoas), em termos
quantitativos e qualitativos, com o objetivo de determinar o valor das atividades”
(INTERNATIONAL STANDARDIZATION, 2014, p. 5, tradução nossa). Já Rozados (2005)
determina indicador como sendo uma ferramenta de mensuração, utilizada para levantar
aspectos quantitativos e/ou qualitativos de um dado fenômeno, com o objetivo de avaliar e
subsidiar a tomada de decisão.
Para medir desempenho não se pode adotar indicadores a partir de qualquer dado e sim
indicadores que são coletados de forma sistemática e normalizada, e de fontes previamente
determinadas (LUBISCO, 2008).
Para definir os indicadores a serem usados em uma organização deve-se ter uma
concepção precisa da organização a ser gerenciada, podendo apresentar diferentes níveis de
facilidade ou complexidade. Os indicadores permitem medir os mais variados tipos de
atividades da organização e atingir objetivos diversos, eles se adequam aos objetivos, metas e
missão da organização (ROZADOS, 2005).
Adotar um grupo de indicadores para medir desempenho nas organizações, permite
acompanhar o resultado das atividades desenvolvidas, auxiliar na tomada de decisões,
aumentar a satisfação dos clientes, melhorar a qualidade dos produtos e/ou serviços, bem
como otimizar seus processos, adequando custos aos benefícios (LIRA; VALE; BARBALHO,
2013).

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O uso de indicadores é uma ferramenta que para o gestor possibilita verificar os pontos
fortes e os pontos fracos do desempenho da organização, e ao identificar os pontos fracos
permite ao gestor empenhar esforços para encontrar soluções para o problema. Mas para se
definir os indicadores de desempenho é preciso conhecer os objetivos, as metas e a missão da
organização, bem como saber o grau de importância dos serviços, onde é necessário conhecer
o ponto de vista dos prestadores de serviços e dos usuários.
As bibliotecas universitárias, segundo Lira, Vale e Barbalho (2013) compõem nas
instituições de ensino superior um papel chave de apoio que é o gerenciamento dos serviços
de informação. Para isso, é preciso que o sistema de medição de desempenho seja composto
por um grupo de indicadores que tem o objetivo de agregar valor a seus serviços, de modo
que a biblioteca possa atender com eficiência, eficácia e efetividade as necessidades de
informação da comunidade acadêmica.
A ISO 11620 é uma norma usada para medir desempenho em bibliotecas, e cada
biblioteca deve decidir quais são os indicadores representativos para o seu tipo em particular e
para o que ela deseja medir.
Segundo a ISO 11620 indicador de desempenho é a “expressão numérica, simbólica
ou verbal, derivado de estatísticas da biblioteca e os dados utilizados para caracterizar o
desempenho de uma biblioteca” (INTERNATIONAL STANDARDIZATION, p. 7, 2014,
tradução nossa)
O propósito dos indicadores de desempenho é funcionar como uma
ferramenta para determinar a qualidade e a eficácia dos serviços
oferecidos pela biblioteca e outras atividades relacionadas à biblioteca
e para determinar a eficiência dos recursos alocados pela biblioteca
para cada serviço e outras atividades (INTERNATIONAL
STANDARDIZATION, p. 10, 2014, tradução nossa).
Para Merlo Vega (2000) os indicadores têm uma dupla função: um têm uma natureza
descritiva, que permite verificar o estado e o desempenho do negócio e; o outro têm um
caráter avaliador, permitindo avaliar as causas e os efeitos a eles derivados. O autor coloca
que os indicadores são essenciais para avaliar o desempenho da biblioteca, pois são derivados
de medidas quantitativas que ajudam a estabelecer os elementos que indicam a eficácia da
biblioteca, tornando possível estabelecer planos de melhoria.
Em uma unidade de informação os indicadores de desempenho buscam medir a
eficiência, eficácia, custos e produtividade. O objetivo de medir a rapidez do fornecimento de
documentos pode ser caracterizado como eficiência, a exatidão do fornecimento de
documentos caracterizado como eficácia, o custo unitário do fornecimento de documentos
pode ser descrito como os custos, e o número de documentos disponibilizados para
empréstimo num determinado período significa produtividade (ROZADOS, 2004).
Coletta e Rozenfeld (2007, p.132) ressaltam que, “ao se definir indicadores,
independente da visão de cada responsável por um determinado conjunto, é necessário julgar
quais são efetivamente mais importantes para a organização”. Os autores recomendam “[...] a
definição de um conjunto pequeno e balanceado de indicadores, pois em grande quantidade
estes podem dificultar e gerar a perda de foco da alta administração”.
Os indicadores de satisfação em uma unidade de informação muitas vezes dizem
respeito a aspectos como horários de abertura, número de lugares disponíveis para leitura,
pesquisa, consulta em terminais de computador, disponibilidade de documentos, serviços de
empréstimo, serviço de empréstimo entre bibliotecas, serviço de referência, comportamento
do pessoal, ergonomia dos catálogos on-line, sinalização do acervo ou referir-se a uma
apreciação mais global. Para se eleger um indicador é importante saber o grau de importância
atribuída a uma dada prestação de serviço ou característica do serviço ou produto
(ROZADOS, 2005).

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2.4 Avaliação de bibliotecas usando a ISO 11620
Avaliar biblioteca é uma forma de buscar a qualidade nos serviços oferecidos, a
avaliação mostra os pontos fortes e os pontos fracos dos serviços, com isso, os gestores
podem trabalhar para melhorar os pontos fracos e também alocar de forma mais eficiente os
recursos disponíveis.
A ISO 11620 coloca que avaliação é o “processo de estimar a eficácia, eficiência,
utilidade, facilidade e relevância de um serviço” (INTERNATIONAL STANDARDIZATION,
2014, p. 4, tradução nossa).
A avaliação é um processo que resulta da dialética entre o ambiente externo e o
ambiente interno de cada organização, das competências adequadas que permitem que a
organização se mantenha competitiva no mercado, o que implica na mobilização e motivação
da equipe. Aproveitando as oportunidades de agir de forma a diminuir as ameaças do meio,
buscando sempre a melhoria contínua de criação e recriação da forma de interagir com os
diferentes usuários (MACHADO; OCHÔA, 2012).
Segundo Lancaster (1996, p.1), “uma avaliação é feita não como um exercício
intelectual, mas para reunir dados úteis para atividades destinadas a solucionar problemas ou
tomar decisões”. Existem várias razões para os gestores de bibliotecas fazerem avaliação dos
serviços oferecidos. Uma delas é para estabelecer uma escala e mostrar em que nível de
desempenho o serviço está funcionando (LANCASTER, 1996). Para o gestor de bibliotecas
fazer avaliação é imprescindível para tomada de decisões.
A avaliação, como um processo da gestão organizacional é preciso controle e
acompanhamento dando subsídio ao planejamento, para tal é preciso que haja controle e
instrumentos de controle, permitindo o acompanhamento das atividades executadas, medindo
os resultados, corrigindo os possíveis problemas e alterando as estratégias se necessário
(BARBOSA; FRANKLIN, 2011).
Targino (2006) recomenda que para se fazer a avaliação de bibliotecas é preciso ser
feito o estudo específico de cada atividade mantida, mensurando o grau de satisfação do
usuário e os custos de serviço. Também é preciso que os processos de medição e avaliação
sejam feitos regularmente, em que os resultados devem ser comunicados de forma que
informe os processos de tomada de decisão e demonstre como a biblioteca cumpre a sua
missão (INTERNATIONAL STANDARDIZATION, 2014).
A avaliação pode medir o serviço oferecido e como os funcionários interagem com os
usuários de forma, a saber se os recursos informacionais são acessíveis e com que qualidade
são oferecidos aos usuários.
No contexto da gestão na universidade a avaliação da biblioteca tem grande
importância, pois sua função não é apenas a de quantificar os serviços oferecidos, mas sim, o
de mensurar os dados quantificados e propor melhorias para que possa atender às
necessidades da comunidade acadêmica e firmar-se como órgão necessário dentro da
universidade (MAIA; SANTOS, 2015).
A qualidade dos serviços de biblioteca está relacionada com o tópico mais amplo de
gestão da qualidade e garantia da qualidade. As Normas Internacionais ISO publicaram a ISO
9004 e a ISO 2789, que são voltadas para padrões e qualidade em bibliotecas, mas que
possuem uma lacuna relativa à avaliação de desempenho e que foi sanada com a Norma
Internacional ISO 11620 que teve sua primeira publicação em 1998, foi atualizada em 2008 e
essa edição teve uma emenda em 2013, sua última atualização foi em 2014.
O objetivo da ISO 11620 é o de endossar o uso de indicadores de desempenho em
relação a qualidade dos serviços de biblioteca e difundir o conhecimento sobre como conduzir
a medição de desempenho, garantindo assim a qualidade dos serviços. Ela fornece orientações
sobre como implementar indicadores de desempenho em bibliotecas onde esses indicadores

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ainda não estão em uso. O propósito de seus indicadores é o de ser ferramenta que permita
determinar qualidade e eficiência aos serviços bibliotecários. Possui um conjunto de
indicadores de desempenho que traz três conceitos fundamentais do processo de
planejamento, que são: objetivos, meios e resultados. A ISO é um ponto de referência de
criação de um padrão para todo processo de avaliação e a principal finalidade de utilização de
indicadores de desempenho em bibliotecas é o autodiagnostico (INTERNATIONAL
STANDARDIZATION, 2014).
Para que os indicadores sejam usados a biblioteca terá que decidir quais são os mais
adequados a sua situação em particular, decisão essa que deve ser tomada à luz da missão,
metas e objetivos da biblioteca, bem como, os dados desejados com relação ao desempenho
da biblioteca (INTERNATIONAL STANDARDIZATION, 2014).
A ISO 11620 é uma norma que se aplica a todos os tipos de bibliotecas de todos os
países. No entanto, nem todos os indicadores de desempenho aplicam-se a todas as bibliotecas
é preciso que seja feita uma seleção dos indicadores adequados a sua realidade. Nesta Norma
os indicadores de desempenho podem ser usados para comparação com o tempo da mesma
biblioteca, mas é um trabalho que deve ser feito com cuidado (INTERNATIONAL
STANDARDIZATION, 2014).
A cada indicador é dado um único nome, que por vezes difere da literatura sobre a
qual se baseia sua descrição, e tais diferenças são documentadas em suas descrições. Os
indicadores de desempenho encontram-se em uso generalizado, bem documentados na
literatura, e foram testados e validados. Algumas das descrições incorporam modificações de
indicadores descritos em outros lugares, estes refletem a experiência prática ou a necessidade
de generalizar (INTERNATIONAL STANDARDIZATION, 2014).
Alguns serviços e atividades que as bibliotecas possuem podem não ter indicadores de
desempenho especificados na ISO 11620, os motivos para isso, são: ou porque tais
indicadores não foram propostos e testados no momento da formulação da presente norma; ou
porque não cumpriam os critérios especificados. Os indicadores de desempenho incluídos na
ISO 11620 não refletem todas as medidas possíveis ou técnicas de avaliação, e não se destina
a excluir a utilização de indicadores de desempenho não especificados nela, mas para isso o
indicador de desempenho deve ser exaustivamente testado, validado e preferencialmente
documentado na literatura. Os indicadores de desempenho que estão em uso generalizado em
bibliotecas podem ser aceitos, embora eles não tenham sido explicitamente documentados
(INTERNATIONAL STANDARDIZATION, 2014).
Os critérios usados pela ISO 11620 para testar um indicador de desempenho são:
conteúdo informativo, confiabilidade, validade, adequação, praticidade e comparabilidade.
Em 1992, Robert S. Kaplan e David P. Norton deram início a metodologia Balanced
Scorecard (BSC), uma técnica que visa a integração e balanceamento dos principais
indicadores de desempenho existentes em uma organização, podendo ser usado para avaliar a
eficácia dos processos de planeamento e orçamento. Possui quatro perspectivas: financeira,
cliente, processos internos, aprendizado e crescimento e fornece uma visão equilibrada do
desempenho operacional atual e futuro (KAPLAN; ROBERT, 1996; KAPLAN; ROBERT,
2001).
A apresentação dos indicadores de desempenho da ISO 11620 segue a abordagem
BSC. Esta abordagem cria um quadro de indicadores de desempenho com quatro grandes
áreas de medição, como segue:
1) Recursos, acesso e infraestrutura: nesta perspectiva apresenta indicadores que medem a
adequação e a disponibilidade de recursos e serviços de bibliotecas. Por exemplo: pessoal,
coleções e lugares de usuário;
2) Uso: esta perspectiva apresenta indicadores que medem a utilização de recursos e serviços
de bibliotecas. Por exemplo: empréstimos, downloads e utilização de instalações;

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3) Eficiência: esta perspectiva apresenta indicadores que medem recursos e serviços de
eficiência em bibliotecas. Por exemplo: custos por empréstimo, tempo necessário para
adquirir ou processar documentos, e a produtividade dos funcionários em processamento de
multimídia;
4) Potenciais e Desenvolvimento: esta perspectiva fornece indicadores que meça a biblioteca
e sua capacidade de obter recursos emergentes e financiamento suficiente para o
desenvolvimento em áreas de serviços. Por exemplo, porcentagem de funcionários da
biblioteca que presta serviço via atendimento eletrônico e treinamento formal
(INTERNATIONAL STANDARDIZATION, 2014).
Cada indicador é apresentado no formato padrão descrito abaixo:
• Nome: cada indicador deve ter um nome único descritivo;
• Objetivo: cada indicador deve ter um objetivo explícito, declarou em termos de
serviço (s), atividade (s) ou uso (s) de recursos a serem avaliados;
• Âmbito: o âmbito de aplicação deve indicar os tipos de bibliotecas para que o
indicador pode ser aplicado;
• Definição do indicador: cada indicador deve ser definido unicamente em termos de os
dados a recolher e /ou a relação de ser estabelecida entre os dados;
• Método: os dados a serem coletados e os cálculos a serem realizados devem ser
descritos de forma concisa;
• Interpretação e fatores que afetam o indicador: a declaração interpretação pode incluir
as informações necessárias para interpretar os resultados de usar o indicador de
desempenho;
• Fonte(s): as referências são fornecidas para documentar a fonte do indicador;
• Indicador relacionado(s) (opcional): se necessário, uma declaração está incluída a
relação do indicador para outros indicadores nesta Norma (INTERNATIONAL
STANDARDIZATION, 2014)
A gestão da qualidade em bibliotecas busca a satisfação do usuário, satisfação essa que
só pode ser alcançada através de serviços eficientes e eficazes. Com isso se faz necessário a
busca pela excelência onde é preciso que seja feito um levantamento sistemático de dados e
de informações, com a finalidade dos resultados serem usados como elementos do
planejamento estratégico. Diante do exposto, enxergamos os indicadores de desempenho
como uma ferramenta para mensurar a satisfação do usuário e a qualidade dos serviços
prestados, usado para avaliação e tomada de decisão (ROZADOS, 2005).

3 Materiais e métodos
A pesquisa foi baseada em pesquisa bibliográfica, respaldada com dados oriundos da
literatura sobre o objeto de estudo, onde foi feito o levantamento de bibliografias nacionais e
internacionais dando embasamento teórico para a pesquisa sobre os assuntos: Bibliotecas
universitárias, Qualidade em bibliotecas, Indicadores de desempenho, Avaliação de
Bibliotecas e ISO 11620.

4 Considerações parciais/finais
O uso da ISO 11620 para avaliar bibliotecas universitárias é uma ferramenta que ajuda
no autodiagnostico da biblioteca, podendo determinar a qualidade e a eficiência dos serviços
oferecidos e determinar onde será mais eficiente alocar os recursos da biblioteca. Por apontar
os pontos fortes e os pontos fracos da unidade de informação, auxilia o gestor a solucionar
problemas e subsidiar tomadas de decisões, mas para isso é necessário definir um conjunto
pequeno de indicadores que sejam realmente os mais importantes e necessários para avaliar a

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organização para não correr o risco de perder o foco do que se pretende avaliar,
Como seus indicadores são derivados de medidas quantitativas ajudam a estabelecer o
grau de eficácia dos serviços, possibilitando com que a biblioteca ao fazer o planejamento
estabeleça metas que possam melhorar os serviços que tenham um baixo grau de eficácia.
Os indicadores de desempenho da ISO 11620 além da qualidade também mede o uso e
o custo dos serviços e a produtividade. Ao indicar que o serviço não possui uma boa
usabilidade é preciso verificar quais os motivos fazem com que ele tenha pouco uso,
identificar o custo de um serviço em bibliotecas universitárias onde os recursos estão cada vez
mais escassos pode ser de muita importância principalmente na hora de alocar recursos, e nos
setores onde indicar uma baixa produtividade é preciso identificar as causas e buscar soluções
para combate-las.
Apesar da ISO 11620 poder ser usada em todos os tipos de bibliotecas, é preciso que o
pesquisador conheça bem a biblioteca onde será aplicada a avaliação, principalmente nas
bibliotecas universitárias que apresentam diferentes níveis de complexidade.
Os indicadores que não estiverem especificados na ISO 11620, com exceção dos que
são de uso generalizado em bibliotecas, para serem usados é preciso que sejam testados,
validados e documentados na literatura, o bibliotecário, ao querer fazer uso desses indicadores
acabará fazendo com que aumente substancialmente o tempo para aplicação da avaliação.
As bibliotecas universitárias têm como função estimular, apoiar e fomentar o
conhecimento, além de ser considerado o trinômio do ensino, da pesquisa e da extensão na
instituição na qual estão inseridas, e as novas tecnologias vem afetando os serviços que são
oferecidos aos seus usuários. Fazer a avaliação das bibliotecas universitárias usando os
indicadores de desempenho da ISO 11620 auxilia o gestor a agir de forma que diminua as
ameaças ao meio, buscando sempre a eficácia, eficiência e inovação em seus serviços, além
de poder aplicar de forma mais eficientes os recursos disponíveis garantindo, assim, a
manutenção de sua função.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Pimenta, Elaine Cristina Tomás; Coelho Junior, Thalmo de Paiva</text>
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              <text>O uso de indicadores de desempenho para avaliar a qualidade em unidades de informação, tem se tornado cada vez mais uma ferramenta de apoio a gestão ajudando no planejamento. O objetivo desta pesquisa é identificar quais as vantagens e desvantagens de se fazer avaliação em bibliotecas universitárias usando indicadores de desempenho da ISO 11620. A pesquisa foi baseada em pesquisa bibliográfica, onde foi feito o levantamento de bibliografias nacionais e internacionais dando embasamento teórico aos assuntos da pesquisa. Fazer a avaliação das bibliotecas universitárias usando os indicadores de desempenho da ISO 11620 auxilia o gestor  agir de modo que diminua as ameaças ao meio, buscando sempre a eficácia, eficiência e inovação em seus serviços, além de poder aplicar de forma mais eficiente os recursos da biblioteca, a fim de garantir um melhor desempenho de sua função.</text>
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