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                  <text>O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EM INFORMAÇÃO EM
AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA
EXPERIMENTAL

Daniel Cerqueira Silva (IF Baiano) - falecomdaniel@yahoo.com.br
Resumo:
Este estudo tem como objetivo mostrar quais são os impactos sofridos por participantes de um
curso de iniciação à Competência em Informação no formato EaD. Além disso, traz prenúncios
sobre como viabilizar um curso de Competência em Informação básico, sem custos diretos,
utilizado mão de obra reduzidíssima, carga horária baixa, mas capaz de elevar o nível de
Competência em Informação dos seus participantes. O método adotado para realização da
pesquisa foi o experimental e para tanto o estudo contou com 3 grupos acidentais de 43
voluntários: sendo um grupo experimental e outros dois de controle, totalizando 129
participantes. A pesquisa se desenvolveu em 4 etapas: pesquisa de elaboração do curso;
construção do Ambiente Virtual de Aprendizagem; tutoria e execução do curso; e utilização
grupos de controles. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários baseados em
cenários, nos quais os participantes do grupo experimental tinham suas Competências em
Informação testadas antes e depois do procedimento de intervenção. Foram encontradas
quantidades expressivas de notas mais altas após o tratamento de intervenção, todos os
índices utilizados nas estatísticas descritivas (moda, mediana, desvio padrão, variância,
amplitude) e inclusive a distribuição de frequências, apontaram para a superioridade das
notas do pós-teste do grupo experimental. Por fim, concluiu-se que foi possível desenvolver um
curso de Iniciação a Competência em Informação, no formato EaD, capaz elevar o nível de
Competência em Informação dos seus participantes.
Palavras-chave: Competência em Informação, EaD, Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Educação de usuários e competências informacionais

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

O DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EM INFORMAÇÃO
EM AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA
EXPERIMENTAL

Resumo
Este estudo tem como objetivo mostrar quais são os impactos sofridos por participantes de um
curso de iniciação à Competência em Informação no formato EaD. Além disso, traz
prenúncios sobre como viabilizar um curso de Competência em Informação básico, sem
custos diretos, utilizado mão de obra reduzidíssima, carga horária baixa, mas capaz de elevar
o nível de Competência em Informação dos seus participantes. O método adotado para
realização da pesquisa foi o experimental e para tanto o estudo contou com 3 grupos
acidentais de 43 voluntários: sendo um grupo experimental e outros dois de controle,
totalizando 129 participantes. A pesquisa se desenvolveu em 4 etapas: pesquisa de elaboração
do curso; construção do Ambiente Virtual de Aprendizagem; tutoria e execução do curso; e
utilização grupos de controles. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários
baseados em cenários, nos quais os participantes do grupo experimental tinham suas
Competências em Informação testadas antes e depois do procedimento de intervenção. Foram
encontradas quantidades expressivas de notas mais altas após o tratamento de intervenção,
todos os índices utilizados nas estatísticas descritivas (moda, mediana, desvio padrão,
variância, amplitude) e inclusive a distribuição de frequências, apontaram para a
superioridade das notas do pós-teste do grupo experimental. Por fim, concluiu-se que foi
possível desenvolver um curso de Iniciação a Competência em Informação, no formato EaD,
capaz elevar o nível de Competência em Informação dos seus participantes.
Palavras-Chave: Competência em Informação. EaD. Ambientes Virtuais de Aprendizagem

Abstract
This study aimed to show what are the impacts suffered by participants in an introductory
course on Competency in Information on distance education format. In addition, it brings
forebodings about facilitating a racing course in basic information without direct costs, used
hand work very reduced, low workload, but able to raise the competence level of information
of its participants. The method adopted to conduct the study was experimental and both the
study included 3 accidental groups of 43 volunteers: one experimental group and two control,
totaling 129 participants. The research was developed in four stages: preparation of the course
of study; construction of the Virtual Learning Environment; mentoring and implementation of
the current; and use control groups. Data collection was conducted through questionnaires
based on scenarios in which study participants had their skills in Information tested before
and after the intervention procedure. Found significant amounts of higher grades after
treatment intervention, all the indexes used in descriptive statistics (mode, median, standard
deviation, variance, range) and even the distribution of frequencies, pointed to the superiority

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of notes posttest the experimental group. Finally, it was concluded that it was possible to
develop an Initiation Program Competency in Information on distance education format, able
to raise the competence level of information of its participants.
Keywords: Information Literacy. Distance Education. Virtual Learning Environments

1 Introdução
Mesmo com a quantidade expressiva de estudos realizados sobre Competência em
Informação no Brasil, especialmente a partir dos anos 2000, percebe-se que ainda são escassas
as pesquisas nacionais que visem à consecução de métodos e estratégias voltadas às práticas
de promoção destas competências. Apesar de algumas universidades brasileiras já
disponibilizarem a disciplina “Competência Informacional” em seus currículos, tal fenômeno
ocorre de forma pontual, sendo raros os programas abertos ao público e mais escassos ainda
no formato EaD. “Pode-se considerar que o conceito bem como os programas de
desenvolvimento de competência informacional estão ainda em construção. (CENDÓN;
COSTA, 2012, p.11).
No plano prático, a intersecção da EaD com a Competência em Informação ainda se
encontra em um estágio rudimentar já que existe pouca divulgação sobre instituições de
ensino que tenham adotado a Competência em Informação em seus planos de
desenvolvimento educacional. Assim, buscou-se a implantação de um curso experimental de
Iniciação a Competência em Informação no formato EaD, esperando-se assim a aprendizagem
do uso eficaz, autônomo e crítico da informação por parte dos seus participantes.

2 Revisão de literatura
Destarte o trabalho em questão partiu da realização de um experimento cujo objetivo foi
avaliar os impactos sofridos por participantes de um curso de Iniciação a Competência em
Informação com todos os requisitos básicos ou seja, foram elaborados os conteúdos, os
exercícios, as avaliações, e as atividades que contaram com o acompanhamento de tutores
para orientar os participantes ao longo das aulas.
O curso de extensão de Iniciação a Competência em Informação contou com uma carga
horária de 40 horas e a sua construção foi baseada em tutoriais de Information Literacy
consagrados em universidades estrangeiras como: Finding Information on the Internet: A
Tutorial, da University of California, o TILT: Texas Information Literacy da University of
Texas, Tutorial da Literacia da Informação da Universidade de Évora, My Learning Essentials
da University of Manchester. Da mesma maneira, foram realizadas pesquisas documentais
com o intuito de conhecer e adotar Padrões de Competência em Informação de instituições
internacionais. Para tal, foram utilizados os seguintes documentos:
 Diretrizes sobre desenvolvimento de Habilidades em Informação para a
aprendizagem permanente, elaborada pela Seção de Habilidades em Informação da
Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA);
 Padrões de Competência em Informação da IFLA;

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 Padrões de Competência em Informação para o Ensino Superior da ACRL
(Association of College &amp; Research Libraries) /ALA (American Library
Association)
 Handbook for Information Literacy Teaching (HILT) da Cardiff University;
 O Media Education e o Manual de Alfabetização midiática e informacional, ambos
na UNESCO.
Portanto, a estrutura do Curso foi criada por meio da plataforma de Ensino a Distância da
Universidade Federal da Bahia (Moodle) e teve como referência os programas e os padrões
supracitados, levando em consideração os conteúdos, as metodologias e os exercícios
utilizados nestas iniciativas.

3 Materiais e métodos
Para a condução da pesquisa, foi adotado o método experimental clássico sugerido por
Creswel:
Quadro 1 – P rojeto de pré-teste e pós-teste com grupo de controle
Projeto tradicional e clássico, este procedimento envolve uma designação aleatória dos
participantes a dois grupos. É aplicado tanto um pré-teste quanto um pós-teste aos dois grupos,
mas o tratamento é proporcionado apenas ao Grupo A experimental.
Grupo A R_______________O1_________X____________O2
Grupo B R_______________O1______________________O2

Fonte: adaptado de Creswell. 2008, p. 195
Ao se transpor os elementos do quadro acima para a realidade aplicada neste trabalho
é possível observar que: O grupo A R = equivaleu a 43 participantes acidentais submetidos ao
evento experimental; O grupo B R = equivaleu a 43 participantes acidentais não submetidos
ao curso, que será o grupo de controle; X = “Curso de Iniciação a Competência em
Informação no formato EaD” variável única deste estudo; O1 = Questionário de avaliação
pré-intervenção; O2 = Questionário de avaliação pós-intervenção. O instrumento de coleta de
dados utilizado foi o questionário, aplicado em momentos distintos. Primeiramente foi
aplicado um questionário inicial, denominado “Nivelamento 1”, cujo objetivo era captar o
nível de Competência em Informação dos participantes antes da intervenção. Posteriormente,
foi aplicado outro questionário ao final do curso, chamado de “Nivelamento 2”. Tais
questionários foram adaptados com base em uma ferramenta chamada TRAILS (Tool for
Real-time Assessment of Information Literacy Skills) utilizada especificamente para a
avaliação de Competências em Informação.
O universo da pesquisa foi constituído por 129 participantes acidentais, distribuídos
em um grupo de intervenção (GE) e dois grupos de controle: o Grupo de Controle 1 (GC1) e o
Grupo de Controle 2 (GC2), cada um com 43 participantes, admitindo-se, como requisito
mínimo, possuir o ensino médio completo. Tais indivíduos foram captados por meio de

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anúncios publicitários, veiculados em listas de e-mail e em Redes Sociais. A caracterização
dos sujeitos da pesquisa ficou da seguinte forma: no Grupo Experimental 46,51% foram
alunos de cursos de graduação, seguidos por 30,23% com o curso de graduação completo, e
20,93% que já concluíram um curso de pós-graduação lato sensu, isto é, um curso de
especialização. Quanto ao restante, ou seja, 2,33%, eram doutorandos. Outra constatação
importante é a origem geográfica do aluno, sendo então contabilizadas nove localidades,
cobrindo as regiões do Nordeste (BA, SE, PE, CE, PB), Sudeste (MG, SP, RJ) e Centro-Oeste
(Distrito Federal). Dos 43 participantes, 55,8% são da Bahia, em seguida vem Minas Gerais
(9,3%), Sergipe (9,3%) e São Paulo (9,3%). Vale ressaltar que a faixa de idade deste grupo,
foi de 19 a 48 anos, e a idade média, foi de 34 anos. No Grupo de Controle 1: uma parte dos
43 questionários deste grupo, mais precisamente 15, foram entregues pessoalmente a alguns
participantes. Esse possuiu estudantes de nível médio, 65,12%, especialistas com 16,28 %,
estudantes de graduação 6,98%, mestres com 6,98% e pessoas com graduação completa
fechando com 4,65%. Quanto à localização geográfica dos participantes podemos afirmar que
100% foram do Estado da Bahia. O Grupo de Controle 2, possuí uma configuração muito
similar a do Grupo Experimental, uma vez que é composta por estudantes de graduação
(18,6%), pessoas com nível superior (23,3%), alunos com pós-graduação lato sensu (41,86%)
e stricto sensu (mestrado 16,3%). A distribuição geográfica dos participantes compreende
90,7% do Estado da Bahia, completado por e 2,3% de Minas Gerais, Rio de Janeiro e
Maranhão, respectivamente. Aqui houve um participante residente na Inglaterra representando
também 2,3%. Tal como no Grupo Experimental, aqui a idade média foi de 34 anos e a faixa
de idade variou entre 22 a 49 anos.

4 Resultados parciais/finais
Por se tratar da utilização do método experimental, fez-se necessário realizar análises
estatísticas detalhadas, a fim de se obter resultados mais precisos. Para facilitar a apresentação
dos resultados valeu-se da estatística descritiva e representação gráfica com perspectiva de
que estas possam ajudar a evidenciar similaridades ou disparidades entre os resultados dos
participantes da pesquisa.
Estatística Descritiva
Com o objetivo de sintetizar os valores das notas obtidas pelos participantes, foi
elaborada uma tabela que proporcionasse uma condição mais favorável à realização de
comparações e análises. A seguir estão dispostos os dados descritivos nos três grupos
pesquisados onde foram reveladas as medidas de tendência central: média, moda, mediana,
bem como as medidas de dispersão: amplitude, desvio-padrão, variância, formando o
conjunto de oito colunas. Foram colocados também os valores máximos de mínimos das notas
de cada um dos grupos, a linha inicial refere-se às notas dos testes realizados antes da
intervenção (nivelamento1) e a linha posterior corresponde aos dados alcançados após a
intervenção(nivelamento 2), formando “um par” de resultados que representa um resumo de
cada um dos três grupos, sucessivamente:

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Tabela 1 - Estatística descritiva: comparação dos grupos pesquisados

Controle 2

Controle 1

Experimental

GRUPO/
QUESTIONÁRIO

MÉDIA

MODA

MEDIANA

AMPLITUDE

Nivelamento 1

6,3

6,0

6,0

3,0

Nivelamento 2

6,7

6,5

6,5

4,0

3,7

Nivelamento 1
Nivelamento 2
Nivelamento 1
Nivelamento 2

DESVIO
PADRÃO

VARIÂNCIA

MÁXIMO

MÍNIMO

1,0

1,0

8,0

5,0

6,5

1,7

2,8

10

3,5

4,5

4,0

0,8

0,8

7,0

3,0

2,5

3,5

5,5

1,2

2,3

8,0

2,5

5,5

5,5

5,5

3,0

0,8

0,6

7,0

5,2

4,5

5,0

5,0

1,3

1,7

4,7

8,0

4,0
2,5

Fonte: pesquisa empírica, 2015.
A análise inicial dos dados descritivos permitiu inferir que:
No Grupo Experimental nota-se uma diferença muito baixa entre as médias dos testes
de pré e pós-intervenção, acontecendo o mesmo entre os valores da moda e da mediana; no
caso dos valores da amplitude, do desvio padrão e da variância ocorreu o contrário, havendo
diferenças numéricas representativas, conforme a Tabela 1.
No Grupo de Controle 1 observa-se que todos os indicadores entre os dois testes são
diferenciados. É nítido que os melhores indicadores de tendência central foram obtidos no
teste pré-intervenção, acontecendo o mesmo com os índices de dispersão.
Já no Grupo de Controle 2, tal como no Grupo Experimental, percebeu-se diferença bastante
discreta entre os valores das médias e das medianas, mas todos os valores das medidas de
dispersão também tenderam significativamente a ser maiores no pós-teste.
Ao se comparar os 6 testes aplicados, é perceptível que o pós-teste do Grupo
Experimental proporcionou os melhores índices de tendência central, e apresentou os maiores
valores de dispersão com desvio padrão 1,7 e variância 2,8. Esse quadro representa um
indício de que parte deste grupo (47%) não conseguiu reagir bem ao tratamento (participação
no curso) estando possivelmente vulneráveis aos elementos de validade interna (SILVA e
PINTO, 1989), (comprometimento, assimilação, interesse e disciplina) e por isso não se
equiparou ao rendimento médio da outra parte (53%).Vale ressaltar a semelhança de
comportamento entre o Grupo Experimental e o Grupo de Controle 2, visto que em ambos foi
detectada uma diferença discreta entre as médias (6,3 e 6,7 no Grupo Experimental; 5,5 e 5,2
no Grupo de Controle 2).
A melhor nota entre as máximas, levando em consideração todos os testes, foi 10,0 no
nivelamento 2 do Grupo Experimental e a pior, foi 7 ocorrendo tanto no nivelamento 1 do
Grupo de Controle 1 quanto no nivelamento 1 Grupo de Controle 2. A melhor nota entre as
mínimas, foi 5 registrada no nivelamento 1 do Grupo Experimental e a pior foi 2,5 no
nivelamento 1 do Grupo de Controle 1 e no nivelamento 2 do Grupo de Controle 2. A maior

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média e a maior variância alcançada pelo Grupo Experimental no pós-teste, permitem inferir
que o tratamento empregado, (Curso de Iniciação à Competência em Informação) tenha
surtido algum efeito transformador nesse grupo.
Apesar das medidas da Tabela 1 serem precisas, percebe-se que não é possível notar o
rendimento dos participantes de forma específica, já que as medidas de tendência central ou
de dispersão generalizam o comportamento das turmas, impedindo que sejam percebidos
detalhes sobre o desempenho dos participantes durante o experimento. Portanto, a fim de se
perceber melhor a ocorrência das notas e visando uma segurança maior à interpretação dos
dados, buscou-se a elaboração de distribuição de frequências. A tabela de distribuição de
frequências procura realçar o que há de essencial na distribuição dos dados e também tornar
possível o uso de técnicas analíticas para sua total descrição, até porque a Estatística tem por
finalidade específica analisar o conjunto de valores, desinteressando-se por casos isolados
(CRESPO, 2004).

Representação Gráfica
Em seguida, está um gráfico de distribuição de frequência referente a todos os grupos
trabalhados: nivelamento 1 e 2 do Grupo Experimental e nivelamento 1 e 2 dos Grupos de
Controle 1 e 2, respectivamente.

Nº de participantes

Gráfico 1 - Comparação das distribuições de frequências entre todos os grupos
40
35
30
25
20
15
10
5
0

2Ⱶ4
4Ⱶ6
6Ⱶ8
8Ⱶ10
GEN1

GEN2

GC1N1

GC1N2

GC2N1

GC2N2

Grupos pesquisados

Fonte: pesquisa empírica 2015
Ao observar as barras verticais correspondentes aos respectivos grupos pesquisados e
compará-las com as respectivas faixas de notas da legenda, é possível interpretar que o Grupo
Experimental obteve o melhor rendimento entre todos os grupos independente de ter sido no
nivelamento 1 ou 2 com 17 participantes na faixa 8-10. Em seguida, o Grupo de Controle 2
aparece com 2 participantes com notas no intervalo entre 8-10 e por último vem o Grupo de
Controle 1 que teve 1 participante nesta mesma faixa.
Esta representação permitiu inferir que os resultados dos testes de nivelamento podem
estar ligados ao nível de escolaridade dos grupos e as variáveis interna (SILVA E PINTO,
1989) dos participantes (compromisso, motivação, dedicação e assimilação). Tal afirmação
procede pelo fato de que no Grupo Experimental, em, que houve boa participação de
estudantes de nível superior e pessoas com nível superior completo, observou-se o melhor
desempenho de notas. Em seguida o Grupo de Controle 2 houve grande incidência de pessoas
com especialização e nível superior completo foi aquele que mais se aproximou do Grupo

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Experimental. Entretanto, no Grupo de Controle 1, cuja predominância foi de alunos de nível
médio, foi percebido o pior desempenho de notas.
Em relação ao Gráfico 1, uma observação importante é notar o avanço de notas no
Grupo Experimental, já que por meio das barras azuis averigua-se que após a participação dos
alunos no curso de Iniciação a Competência em Informação o número daqueles que
conseguiram obter notas na faixa de 8 a 10 sai de 5 no pré-teste para 12 no pós-teste,
alcançando-se mais que o dobro do tamanho da barra, e isso pode ser considerada uma forte
evidência sobre a eficácia da intervenção empregada (curso de formação em Competência em
Informação).
Os índices obtidos por meio da estatística descritiva e da distribuição de frequências
apontaram um acréscimo de média sutil 6,3 para 6,7 no desempenho do Grupo Experimental
nas fases pré-teste e pós-teste, respectivamente. Diante de tal fato foi realizado o teste de T de
Student para amostras relacionadas, cujo resultado confirmou não haver diferenças entre estas
médias do ponto de vista estatístico, acontecendo o mesmo com as médias 5,2 e 5,5 do Grupo
de Controle 2. No entanto, as diferenças entre as variâncias 1,0 e 2,8 respectivamente,
juntamente com os resultados das distribuições de frequências, sendo 27,91% do nivelamento
2 contra 11,63 % do nivelamento 1, correspondente a faixa de notas (8Ⱶ10),) indicam uma
melhoria direta de 16,28% das notas após a intervenção.
Diante da diferença estatisticamente insignificante, foi admitido um desenho
metodológico chamado de “Plano pós-teste e grupo de controlo” (SILVA e PINTO, 1989),
cujo desenho se apresenta da seguinte forma:
A X ܱଵ
A ܱଶ
Onde: A é designação aleatória, X é o elemento de intervenção ܱଵ e ܱଶ são os grupos
pós-teste experimental e de controle, respectivamente. Sobre essa condição Silva e Pinto,
(1989 p. 224) revelam que: “Trata-se do plano experimental porventura mais simples e eficaz,
já que dispensa o pré-teste sem por isso ser afectado quer no plano da validade interna quer no
plano da validade externa”. E ainda inteiram que: “Também do ponto de vista do teste de
significância este plano reveste-se de grande simplicidade bastando uma simples estatística t
de diferença de médias” (SILVA; PINTO, 1989 p. 224).
Dessa maneira, o primeiro estudo foi configurado a partir da comparação entre as
médias do pós-teste do Grupo Experimental e o Grupo de Controle 1, ficando notória a
diferença entre as médias sendo 6,7 do pós-teste do grupo de controle contra 3,7 do grupo de
controle.
O segundo estudo também obedeceu ao plano “Pós-teste e grupo de controlo”
(SILVA; PINTO, 1989), configurando-se a partir da comparação entre as médias do pós-teste
do Grupo Experimental e o Grupo de Controle 2. A partir da aplicação deste desenho
metodológico foi possível constatar novamente a superioridade na média do pós-teste do
Grupo Experimental sendo 6,7 do Grupo Experimental contra 5,2 do Grupo de Controle 2.
É importante dizer que estes dois estudos são os mais seguros no que diz respeito à
prevenção de ameaças a validade interna e externa conforme abordado por Silva e Pinto
(1989). Dentro desse contexto ainda é válido considerar as diferenças porcentuais ao se cruzar
as faixas de notas de 8 a 10 do nivelamento 2 do Grupo Experimental com esta mesma faixa
de notas do Grupo de Controle 1 sendo possível observar 27,91% contra 2,33% (diferença de
25,58%). Da mesma forma ocorre o mesmo realizando o cruzamento do Grupo Experimental
com o grupo de controle 2 observa-se 27,91% contra 4,65%, respectivamente, resultando na
diferença de 23,26%. Tal condição permite alegar que o Curso de Iniciação à Competência em
Informação gerou impactos positivos nos participantes da pesquisa, já que foi justamente a
matriz pós-intervenção do grupo experimental a zona que reuniu as melhores notas, conforme
consta em todos os índices dos testes realizados.

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5 Considerações parciais/finais
O presente estudo permitiu perceber e identificar os efeitos práticos que um curso de
Competência em Informação pode provocar a um determinado grupo de indivíduos. Em
relação ao objetivo geral da pesquisa, é possível afirmar que o uso do método experimental se
mostrou apropriado para isolar a variável em questão, que neste caso foi o próprio curso de
iniciação à Competência em Informação, possibilitando assim, compreender que as
implicações da pesquisa não sofreram interferências de fatores alheios àqueles previamente
planejados. Inclusive o trabalho foi realizado com dois grupos de controle diferentes para que
dessa forma, fosse possível obter conclusões mais seguras possíveis. A realização dos pré e
pós-teste expressaram os rendimentos das turmas, sendo possível constatá-los por meio das
distribuições de frequência e das estatísticas descritivas. Sendo assim, tais procedimentos
permitiram:
- Demonstrar a viabilidade e a eficácia do ensino da competência em informação no
formato EaD: nesse sentido foi possível constatar que a montagem e execução das atividades
do curso foram possíveis sem maiores complicações, ainda que não tivessem sido feitos
grandes investimentos e nem contado com o quantitativo de pessoal adequado. Mesmo com
tal insuficiência, foi possível manter o curso até o seu final, com 43 cursistas ativos. A
eficácia do programa pode ser constatada pelo bom índice de aprovação dos participantes já
que apenas 4 não conseguiram obter rendimento suficiente para tal.
- Identificar fatores que favoreceram ou dificultaram a inserção e a adoção do curso de
Competência em Informação na modalidade a distância, sendo válido salientar que: a
utilização do formato EaD, o planejamento, a execução das aulas, as avaliações e a aceitação
dos participantes foram fatores que favoreceram diretamente o acontecimento e a conclusão
do curso. Já os investimentos e o pessoal foram fatores dúbios: já que a possibilidade de
garantir o funcionamento do curso até o final, sem investimentos diretos e com baixíssimo
contingente de pessoal foram fatores que ajudaram a viabilizar o acontecimento da pesquisa.
Em contrapartida, se o curso recebesse um investimento que possibilitasse a aquisição de
equipamentos para gravação de áudio e vídeo, ou que permitisse a contratação de pedagogos,
designer gráficos, conteudistas ou mais tutores, por exemplo, certamente poderia ter sido
elaborado um Ambiente Virtual mais incrementado e o atendimento ao aluno poderia ter
ganhado mais agilidade ainda. Sumarizando os resultados do experimento realizado, foi
possível observar as seguintes constatações:
É possível confeccionar e operacionalizar um Curso de Iniciação à Competência em
Informação, eficaz, sem custo direto, e com mão de obra reduzidíssima obtendo resultados
significativos;
Um curso de 40 horas foi suficiente para formar um conteúdo sinteticamente
abrangente, capaz de elevar o nível de Competência em Informação dos seus participantes;
O formato EaD mostrou-se bem apropriado para a aprendizagem das competências em
informação, inclusive para pessoas que nunca tiveram a experiência com esta modalidade de
ensino, nem com a própria Competência em Informação;
43 pessoas foram diretamente beneficiadas com a realização do curso, sendo que 39
tiveram suas competências informacionais realmente elevadas;
Foram necessários 318 dias corridos para que uma pessoa apenas fizesse a toda
montagem do curso, contando com o apoio de uma coordenadora e mais um tutor, para a
operacionalização das aulas e a resolução de alguns trâmites burocráticos.
Acima de tudo, este trabalho mostrou o potencial e a capacidade que o bibliotecário

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

tem para fomentar as práticas de ensino da competência em informação, inclusive no formato
EaD.
Os resultados da pesquisa mostraram a eficácia do curso criado que possibilitou a
elevação do nível de competência em informação dos seus participantes. Esse quadro além de
contribuir para o desenvolvimento de estudos e ações pragmáticas da competência em
informação no Brasil, reafirma também o prenúncio de uma nova perspectiva de atuação deste
profissional, que no passado ensinava a buscar e usar a informação nas bibliotecas e que agora
pode também ensinar as pessoas como se relacionar com o universo informacional da
atualidade, sobretudo a internet.

6 Referências
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de . Mediação da informação e múltiplas
linguagens. Tendências da Pesquisa em Ciência da Informação, v. 2, n. 1, 2009.
AMARO, Ana, SILVESTRE, Cláudia , FERNANDES Leonor. Estatística Descritiva: o
segredo dos dados. Lisboa [s.n.], 2009.
AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION (ALA), American Library Association
Presidential Comittee on Informatin Literacy Reports. ALA,1989. Disponível em
http://www.ala.org/acrl/nili/ilit1st.html. Acesso em 31 mai. 2015.
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Silva, Daniel Cerqueira </text>
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              <text>Este estudo tem como objetivo mostrar quais são os impactos sofridos por participantes de um curso de iniciação à Competência em Informação no formato EaD. Além disso, traz prenúncios sobre como viabilizar um curso de Competência em Informação básico, sem custos diretos, utilizado mão de obra reduzidíssima, carga horária baixa, mas capaz de elevar o nível de Competência em Informação dos seus participantes. O método adotado para realização da pesquisa foi o experimental e para tanto o estudo contou com 3 grupos acidentais de 43 voluntários: sendo um grupo experimental e outros dois de controle, totalizando 129 participantes. A pesquisa se desenvolveu em 4 etapas: pesquisa de elaboração do curso; construção do Ambiente Virtual de Aprendizagem; tutoria e execução do curso; e utilização grupos de controles. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários baseados em cenários, nos quais os participantes do grupo experimental tinham suas Competências em Informação testadas antes e depois do procedimento de intervenção. Foram encontradas quantidades expressivas de notas mais altas após o tratamento de intervenção, todos os índices utilizados nas estatísticas descritivas (moda, mediana, desvio padrão, variância, amplitude) e inclusive a distribuição de frequências, apontaram para a superioridade das notas do pós-teste do grupo experimental. Por fim, concluiu-se que foi possível desenvolver um curso de Iniciação a Competência em Informação, no formato EaD, capaz elevar o nível de Competência em Informação dos seus participantes.</text>
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