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                  <text>O BIBLIOTECÁRIO E SUA ATUAÇÃO NA GESTÃO DE CONFLITOS:
ESTUDO DE CASO DO SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS DA
UNIVASF

Ana Paula Lopes da Silva (UNIVASF) - anapaula.llopes@hotmail.com
Lucídio Lopes de Alencar (UNIVASF) - lucidio.alencar@univasf.edu.br
Thyanne Michelle Ferreira Alves (UNIVASF) - thyanne.michelle@univasf.edu.br
Luciana Souza Oliveira (UNIVASF) - luciana.souza@univasf.edu.br
Resumo:
Identifica e avalia a atuação do bibliotecário na função de coordenador de Unidade de
Informação, no que tange ao processo de gestão de conflitos e as estratégias adequadas para
lidar com essas situações, tendo como referencial, o Sistema Integrado de Bibliotecas da
Univasf. Como procedimento metodológico utilizou-se a aplicação de questionário online aos
gestores das bibliotecas do Sistema para verificar as principais causas de conflitos e seu
gerenciamento. Os dados obtidos demonstraram que a frequência de conflitos nas bibliotecas
do SIBI são ocasionais e quando ocorrem, os bibliotecários adotam como estratégia, a
conciliação, reunindo os envolvidos, de modo a criar um clima organizacional favorável ao
diálogo, evitando que situações de divergências se posterguem e interfiram na produtividade
da equipe.
Palavras-chave: Conflitos. Gestão de conflitos. Bibliotecário. Unidades de informação.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Gestão de Pessoas

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
A biblioteca universitária assim como as demais organizações tem em sua base de
atuação os recursos humanos que são primordiais ao desenvolvimento institucional,
principalmente no que se refere à prestação de serviços e atendimento aos usuários.
Nesse contexto, torna-se ambiente propício à geração de conflitos, pois um grupo de
pessoas constitui-se em um complexo de personalidades, comportamentos e percepções
diferenciadas que quando confrontadas podem prejudicar o trabalho em equipe e refletir
consequências diretas na qualidade do atendimento.
Dubrin (2003 apud PEREIRA et al., 2009, p. 5) define conflito como um método de
discordância entre “indivíduos ou grupos nas organizações, quando as partes envolvidas
exercem poder na busca de metas ou objetivos valorizados e obstruem o progresso de uma ou
várias metas”. Choques de objetivos e metas podem decorrer de problemas de gestão, pois
indicam a inconsistência dos ideais da organização perante os colaboradores e apontam a
necessidade de intervenção do gestor. Nas bibliotecas, este papel de mediador de conflitos
cabe ao bibliotecário.
Quando isso ocorre na biblioteca, qual a postura do bibliotecário como gestor diante
das situações de conflitos? Que medidas são adequadas para a contenção de conflitos numa
instituição? Esses questionamentos compõe a problemática desta pesquisa.
Objetiva-se no trabalho identificar e avaliar a atuação do bibliotecário, na função de
coordenador de Unidade de Informação (UI), no que tange ao processo de gestão de conflitos
e as competências adequadas para lidar com essas situações, tendo como referencial, o
Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI) da Universidade Federal do Vale do São Francisco
(UNIVASF).
O trabalho pretende contribuir para a melhoria no processo de gestão dos recursos
humanos nas bibliotecas do SIBI/UNIVASF, na medida em que abordará conflitos no
relacionamento interpessoal da equipe, bem como as competências utilizadas pelos
bibliotecários para sanar situações conflituosas.

2 Revisão de literatura
2.1 O contexto das organizações
Para compor um sistema que funcione ordenadamente é preciso a realização de um
trabalho conjunto. Deste modo, surge a organização que consiste na união de pessoas,
métodos e recursos para atingir objetivos. Na concepção de Cury (2000, p.116) “[...] a
organização é um sistema planejado de esforço cooperativo no qual cada participante tem um
papel definido a desempenhar e deveres e tarefas a executar”.
Vivemos numa sociedade de organizações, que são constantemente evidenciadas no
cotidiano seja por intermédio de serviços ofertados em hospitais, restaurantes e hotéis ou pela
utilização dos serviços bancários e instituições educacionais. De acordo com Maximiano
(2004, p.27) “as organizações são grupos sociais deliberadamente orientados para a realização
de objetivos, que, de forma geral, se traduzem no fornecimento de produtos e serviço”.
A fim de desenvolver as atividades e concretizar os objetivos adequados à sociedade,
as organizações devem ser bem estruturadas e desta forma, estão inseridas dentro de um
espaço e interagem com ele, em uma troca mútua de influências, valores e atitudes
constituindo uma cultura dentro da organização, logo:
a cultura organizacional é um conceito essencial à construção das estruturas
organizacionais. Percebe-se, então, que a cultura de uma organização será um
conjunto de características que a diferencia em relação a qualquer outra. A cultura
assume o papel de legitimadora do sistema de valores, expressos através de rituais,
mitos, hábitos e crenças comuns aos membros de uma organização, que assim

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produzem normas de comportamento genericamente aceitas por todos. (PIRES;
MACEDO, 2006, p.88)

Corroborando com o exposto acima, Chiavenato (2005, p.165) define o termo
apresentado (cultura organizacional), como cultura corporativa, determinada por aspectos
culturais (normas e expectativas), seguidos por todos os integrantes da organização. A cultura
organizacional “representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e
reflete a mentalidade que predomina na organização. Por essa razão, ela condiciona a
administração das pessoas.” Portanto, todo esse sistema deve ser bem elaborado e ordenado,
com o propósito de funcionar de maneira harmoniosa.
Chiavenato (2005) discorre sobre a hipótese de que os seres humanos são providos de
cultura, por serem integrantes de algum sistema cultural. Os indivíduos julgam as outras
culturas com base em sua própria vivência. Assim, com a diversidade de opiniões e pontos de
vista diferentes, constrói-se um campo propício, nas organizações, ao surgimento de conflitos.
Ainda de acordo com Chiavenato (2006), existem alguns fatores que promovem a
integração do homem à organização, como a formação de uma cultura organizacional atenta
às relações interpessoais. No que se refere a essas relações, surge a questão: em uma
organização, como gerenciar um grupo tendo em vista que possuem aspectos distintos (ideias,
crenças, costumes, regras, técnicas, etc.), a fim de solucionar conflitos de trabalho?
Em termos gerais, tendo em vista que a Administração Pública tem por objetivo
trabalhar a favor do interesse coletivo e da prestação de serviço de qualidade, é imprescindível
uma maior atenção quanto à gestão de pessoas nas instituições do poder público. De modo
específico, nos setores dentro das organizações pública de ensino, como por exemplo, as
bibliotecas, essa tarefa é responsabilidade dos coordenadores/diretores que devem gerenciar e
solucionar os conflitos existentes na equipe.
2.2 Uma abordagem sobre conflitos
A convivência em sociedade exige dos seres humanos a superação de conflitos
provenientes de questões: políticas, econômicas e socioculturais. Os conflitos estimulam a
discussão e a avaliação de situações - problemas. Normalmente, sentimentos de disputa,
inveja e competição podem acabar ocasionando ruptura entre pessoas que trabalham em
equipe.
A etimologia da palavra conflito vem do latim conflictu que significa choque, embate,
discussão, antagonismo, oposição, momento crítico. Se realizarmos uma investigação na
história da humanidade observaremos que a convivência em sociedade é formada por
inúmeros confrontos, desde a disputa por territórios e poder ou ainda riquezas que fazem parte
da vida da civilização humana, afinal cada indivíduo tem interesses e objetivos distintos.
A gestão de conflitos numa organização pode envolver fatores administrativos,
psicológicos ou financeiros. Cabe ao gestor, observar às mudanças constantes de
comportamento do grupo de trabalho, no intuito de identificar prováveis dissonâncias na
execução dos serviços . Stadles e Pampolini ratificam que:
o gestor deve estar atento às formações de “panelinhas”, às fofocas, aos boatos e a
redução de produtividade dos seus colaboradores. Tudo isso pode ser indício de que
alguma coisa não vai bem. Algo precisa ser feito, pois a perda é considerável num
ambiente onde as pessoas vivem em conflito. ( 2014, p.146).

Os fatores mencionados anteriormente podem causar prejuízos no desempenho da
equipe de trabalho de forma coletiva e individual. É necessário que os conflitos sejam
detectados e resolvidos pelo gestor, pois eles podem trazer mudanças positivas para a
instituição e crescimento da equipe ou provocar a ruína do grupo e desarmonia na
organização. Stadles e Pampolini (2014, p.148) afirmam ainda ser fundamental ao
administrador de situações conflituosas “maximizar os efeitos construtivos e minimizar os
efeitos destrutivos para sua instituição”.

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Os conflitos podem ser divididos
pessoal e externos, referentes a
intraorganizacional e interorganizacional
contraditório é algo inerente a natureza
gravidade do conflito:

em: internos, relacionados aos dilemas de ordem
níveis: interpessoal, intragrupal, intergrupal,
(CHIAVENATO, 2014), percebe-se então que o
humana. O mesmo autor destaca três níveis de

Conflito percebido - as partes percebem e compreendem que o conflito existe por
que sentem que seus objetivos são diferentes dos objetivos dos outros e que existem
oportunidades para interferência ou bloqueio. É o conflito latente que as partes
percebem que é potencial.
Conflito experienciado - quando provoca sentimentos de hostilidade, raiva, medo,
descrédito entre uma parte e outra. É o conflito velado, quando é dissimulado, oculto
e não manifestado externamente com clareza.
Conflito manifestado - é representado pelo comportamento de interferência ativa ou
passiva por pelo uma das partes. É o chamado conflito aberto que se manifesta sem
qualquer dissimulação (CHIAVENATO, 2014, p. 389).

Para resoluções de conflitos é preciso identificar quais foram às motivações que
desencadearam o enfrentamento entre os envolvidos e buscar anulação dos antagonismos
existentes.
2.3 O bibliotecário e a gestão de conflitos
O SIBI é um órgão suplementar subordinado ao Gabinete da Reitoria da Univasf e tem
o objetivo de integralizar e padronizar os serviços de todas as bibliotecas da Universidade.
A estrutura organizacional do SIBI é orientada por um regimento interno, no qual
estão estabelecidas, as relações administrativas entre a Direção do Sistema e seus diversos
setores, divididos em: Coordenação Técnica, Chefia de Processos Técnicos, Chefia de
Referência e Informação e Chefia das Bibliotecas Setoriais.
A Univasf é uma Instituição de Ensino Superior (IES) multicampi, com atuação em
três Unidades da Federação (UF): Pernambuco (Petrolina – Sede e Ciências Agrárias), Bahia
(Juazeiro, Sr. do Bonfim e Paulo Afonso) e Piauí (São Raimundo Nonato), composta por 06
bibliotecas. No campus Petrolina Sede, está localizada a Biblioteca Central, onde funciona a
Direção do SIBI e nos demais campi localizam-se as bibliotecas setoriais, todas coordenadas
por bibliotecários.
Nesta perspectiva, as bibliotecas universitárias dão suporte as atividades acadêmicas e
são espaços sociais onde pesquisadores, docentes e discentes, vão em busca de fontes de
informações que possam subsidiar os estudos e projetos de pesquisas.
A equipe de atendimento dessa clientela precisa passar por treinamentos,
capacitações, deve possuir conhecimento técnico relacionado aos serviços de rotina, aptidão
para relacionamento interpessoal, capacidade para trabalho em equipe e algumas habilidades
cognitivas para captar as necessidades dos usuários que, na maioria das vezes, chegam a
biblioteca sem saber expressar a sua demanda informacional, assim como, sem conhecer o
funcionamento do setor.
A manutenção da qualidade do serviço está ligada diretamente a capacidade de
interação do grupo e liderança do gestor que deve comunicar-se com a equipe, mantendo um
diálogo com o grupo de trabalho.
A esse respeito, Eduvirges (2013, p.10) diz: “Nas unidades de informação, uma boa
comunicação é fundamental que o gerente realize entre os funcionários e usuários, pois o
gestor além de realizar uma comunicação clara e flexível, deve saber ouvir e trocar ideias
entre todas as pessoas”.
Liderar com diálogo, motivação e compreensão para que as relações fluam
naturalmente sem pressão e exigências, lidar com a equipe, estar aberto a novas ideias, prezar
pela qualidade do serviço, são habilidades essenciais à gestão.
Na função de gestor em UI, o profissional bibliotecário deve está preparado para lidar

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com qualquer tipo de embate que venha a surgir com a equipe de trabalho, atuando como
mediador em situações conflituosas, de modo a evitar reflexos negativos na prestação de
atendimento aos usuários. Inoue e Oliveira (2007, p.392), destaca que é “papel do
administrador/ gerente da biblioteca saber administrar conflitos e criar um ambiente de
trabalho onde o conflito possa ser usado como um impulsionador do crescimento e
produtividade”.
Silva (2005) aponta este profissional como “controlador de distúrbios”, pois busca
resolver divergências do grupo em UI, destacando algumas competências a serem
desenvolvidas pelo gestor de biblioteca, tais como:
• Empreendedor - alerta às demandas da UI, planejar novos projetos;
• Líder - capacidade de coordenar, aplicar objetivos, fazê-los cumprir;
• Planejador – traçar estratégias para cumprir metas, contratar, realocar pessoas;
• Monitor - orientar a equipe;
• Avaliar desempenhos - estar atento à qualidade do serviço, treinando a sua equipe;
• Saber delegar - distribuir tarefas às pessoas certas.
A geração de conflitos deve ser alvo de investigação no âmbito das chefias de
bibliotecas, ressaltando-se como responsabilidades dos administradores das bibliotecas
universitárias:
[...] às ofertas de oportunidades de capacitação, qualificação contínua, às ofertas de
apoio e de manifestação de reconhecimento dos progressos individuais dos
trabalhadores, à promoção de avaliações periódicas da performance e à satisfação de
sua equipe de trabalho.” (SILVEIRA, 2009, p.138, grifo do autor).

No papel de gerente/líder, cabe ao bibliotecário assumir o compromisso de
desenvolver ações de qualificação contínua e gestão de pessoas que promovam o crescimento
da equipe, evitando a existência de desacordo entre os colaboradores.

3 Materiais e métodos
A pesquisa constitui-se em estudo de caso, pois investiga e descreve uma situação
específica de determinada instituição, a Univasf por meio do Sistema Integrado de
Bibliotecas. Segundo Yin (2005, p. 20) esta estratégia de pesquisa contribui “[...] com o
conhecimento que temos dos fenômenos individuais, organizacionais, sociais, políticos e de
grupos, além de outros fenômenos relacionados”.
Apresenta abordagem qualitativa baseada na seleção dos dados obtidos e identificação
de seus inter-relacionamentos, busca-se a compreensão do objeto pela percepção dos atores
envolvidos, proporcionando espaço à reflexão do pesquisador. O estudo se apoia em pesquisa
bibliográfica com vistas a explorar conceitos da área de gestão de conflitos.
O universo da pesquisa é composto pelo SIBI/UNIVASF, tendo como população os
bibliotecários atuantes nas coordenações das seis Unidades de Informação dos campi:
Petrolina e Ciências Agrárias – PE, Juazeiro, Senhor do Bonfim e Paulo Afonso – BA e São
Raimundo Nonato – PI,.
A coleta de dados foi realizada utilizando questionário elaborado na plataforma
“Google drive”. Esse instrumento de coleta, segundo Gil (1999, p.128) pode ser definido
como a “técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de
questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões,
crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, etc”.
O Instrumento de pesquisa, constituído por (6) seis questões (perguntas fechadas,
porém com espaço para comentários) com abordagem da temática identificação e
gerenciamento de conflitos foi disponibilizado aos Coordenadores das Bibliotecas do SIBI,
em formato online.

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4 Resultados finais
Dentre as diversas atribuições do coordenador de unidades informacionais, além de
aptidão para liderança e gestão de pessoas, está a administração de conflitos. Nessa
perspectiva, os dados coletados estão evidenciados, conforme demonstrado abaixo.
No gráfico 1 identificou-se que 83,3% dos respondentes informaram que a ocorrência
de conflitos se efetua de forma esporádica, enquanto 16,7% afirmaram que sempre ocorrem
conflitos. Desta forma, ratifica-se a ideia da biblioteca como ambiente propício à ocorrência
de conflitos, assim como nas demais organizações.
Os funcionários que atuam nestes Centros de Informação, além de lidar com os
colegas de trabalho, devem também saber conduzir o atendimento ao mais diverso público
que se utiliza dos serviços da biblioteca e que certamente influencia no curso das atividades
de trabalho da equipe.
Na avaliação, constatou-se que cada bibliotecário do Sistema se depara, embora não
constantemente, com situações conflituosas, sendo necessário, portanto, intensificação e
orientação da equipe quanto aos prejuízos trazidos pelos conflitos a imagem da instituição, a
qualidade do serviço prestado e ao bem-estar do próprio grupo. Para tanto, o bibliotecário
deve procurar capacitar-se constantemente quanto à temática de gestão de conflitos. E
certamente, um dos primeiros passos e mais importante nessa gestão é identificar as causas
desses embates surgidos no ambiente de trabalho, como foi questionado aos bibliotecários do
SIBI/UNIVASF.
Gráfico 1 - Frequência dos conflitos no ambiente de trabalho.

Fonte: Elaborado pelos autores (2016)

Quanto a origem desses conflitos, das opções listadas na pergunta (gráfico 2) foi
possível detectar que as alternativas: Divergências de opinião / diferenças culturais e
Conflitos antigos não resolvidos foram as mais citadas com 66,7%. Das alternativas seguintes:
Falta de cooperação/ Grupo pouco unido e Falha na comunicação e má interpretação de
informações foram assinaladas por 50% da população contemplada no estudo. Por sua vez,
33,3% apontaram como causadores de conflito os Problemas pessoais não relacionados com
o trabalho, Indivíduos com fraco desempenho e Outros motivos, como por exemplo,
“usuário insatisfeito com o atendimento” e “funcionário com trabalhos fora da
organização”. Os resultados restantes são pequenos em ordem de grandeza, mas podem ser
analisados no gráfico.
Os confrontos de ordem externa e nível interpessoal, citados na discussão sobre
conflitos e trazidos por Chiavenato (2014) são os mais frequentes nas bibliotecas do SIBI.
Essas situações apresentam solução delicada, pois fogem ao conhecimento operacional da
organização que detém o bibliotecário e parte para a necessidade de trabalhar a educação e
valores na equipe para o alcance de um objetivo comum.

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Gráfico 2 - Origem de conflitos no trabalho.

Fonte: Elaborado pelos autores (2016)

No que diz respeito a forma de identificação desses conflitos, os resultados apontaram
que 83,3% dos gestores consultados identificaram o conflito nas Unidades de Informação, por
meio da Percepção do clima organizacional desarmonioso /discussões. No entanto, para
16,7% o conflito é percebido por intermédio da Informação advinda de outros funcionários.
O bibliotecário em seu papel de gestor deve ser um exímio observador para identificar
situações de conflito. Muitas vezes, por medo de se prejudicar no trabalho e perante a chefia,
a equipe camufla a ocorrência de conflitos ou situações que podem gerá-los. Isso impede que
o bibliotecário trabalhe com a prevenção desses conflitos que é de extrema importância para a
manutenção de um clima organizacional adequado na instituição.
Gráfico 3 - Identificação de conflitos.

Fonte: Elaborado pelos autores (2016)

Já estabelecido o conflito é preciso solucioná-lo, foi investigado perante os
coordenadores do SIBI, as ações tomadas diante desta questão (gráfico 4).
Os dados obtidos revelaram que 83,3% dos gestores consultados reúnem os
envolvidos na situação de conflito para uma conversa, já 16,7% informam que aguardam a
intensificação do problema para tomar decisões.
Atuar como conciliador é, certamente, a função inicial e mais adequada a ser utilizada
pelo bibliotecário antes de qualquer outra tomada de decisão, a exemplo de: advertências e
demissões. Deve-se procurar unir a equipe em função do ideal da organização e das
competências gerenciais e não deixar que pequenos desentendimentos ganhem força e se
tornem conflitos prejudiciais ao trabalho.

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Gráfico 4 - Formas de resolução de conflitos.

Fonte: Elaborado pelos autores (2016)

Abaixo, é possível avaliar algumas dessas competências no âmbito da população
investigada como podemos inferir mediante a análise das proposições listadas. A mais
recorrente, com 100% de alusão, foi a competência de saber ouvir, depois a capacidade de
negociação que ficou com margem significativa de escolha com 83,3%, a comunicação
alcançou 66,7% da preferência dos respondentes e a liderança apareceu com apenas 16,7%.
Assim, as competências mais citadas estão relacionadas diretamente com o ato de
escutar, o que exige do gestor uma postura de moderador, pois será ele o responsável por
guiar os conflitantes e negociar soluções.
Gráfico 5 - Competências utilizadas pelos gestores na resolução de conflitos.

Fonte: Elaborado pelos autores (2016)

As competências mencionadas, bem como outras necessárias a resolução de conflitos
podem ser desenvolvidas pelos bibliotecários por meio de formação e capacitação.
Observando a representação gráfica abaixo, verificou-se que ao serem questionados se a
formação acadêmica do bibliotecário o habilita a lidar com situações de conflitos nas
organizações, foram obtidos os seguintes percentuais:
 83,3% disseram que não, visto que necessitam de cursos e capacitações para aprimorar
conhecimentos sobre como superar situações conflituosas no âmbito organizacional;
 16,7% afirmam que sim, porque durante o período acadêmico foram contemplados na
graduação, componentes curriculares como: Teoria Geral da Administração e
Organização, Planejamento e Administração de Bibliotecas, assim como Estágios
Supervisionados em instituições públicas e privadas que possibilitaram a abordagem
teórica e prática da mediação de situações conflituosas.

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Gráfico 6 - Formação acadêmica e administração de conflitos.

Fonte: Elaborado pelos autores (2016)

A maioria dos coordenadores do Sistema de Bibliotecas da Univasf, embora atuem
satisfatoriamente na gestão de conflitos, ainda encontram-se inseguros quanto à intervenção
nos confrontos da equipe, refletindo a necessidade de capacitação.
Vale ressaltar que a Universidade oferece anualmente Plano de Capacitação para os
servidores, nas áreas de Desenvolvimento Gerencial, Gestão Administrativa e Gestão de
Pessoas, oferecendo cursos voltados à temática de conflitos como: Liderança e
Desenvolvimento de Equipes, Relações Interpessoais no Trabalho e Desenvolvimento das
Competências Individuais.

5 Considerações finais
Pela análise das respostas ficou clara a necessidade de aperfeiçoamento do
bibliotecário para gerir conflitos, cabendo ao profissional que busca desempenhar com
excelência a função de administrador de Unidade de Informação, desenvolver competências
latentes e trabalhar limitações. Para Berg (2012, p.18), “ o conflito nos tempos atuais é
inevitável e sempre evidente. Entretanto, compreendê-lo, e saber lidar com ele, é fundamental
para o seu sucesso pessoal e profissional”.
Nesse sentido, em relação ao objetivo do trabalho foi constatado nos resultados que
além da competência de negociação associada a capacidade de liderança, comunicação,
mediar e resolver conflitos (saber ouvir) foram mencionadas pelos gestores do SIBI, como
imprescindíveis para contenção de conflitos nas bibliotecas da Univasf.
Portanto, identificou-se que os conflitos não são frequentes nas bibliotecas do SIBI,
contudo quando ocorrem, os bibliotecários adotam como estratégia, a conciliação, reunindo
os envolvidos, de modo a criar um clima organizacional favorável ao diálogo, evitando que
situações de divergências se posterguem e interfiram na produtividade da equipe.

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                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>O bibliotecário e sua atuação na gestão de conflitos: estudo de caso do sistema integrado de bibliotecas da UNIVASF.</text>
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              <text>Silva, Ana Paula Lopes da; Alencar ,Lucídio Lopes de; Alves, Thyanne Michelle Ferreira; Oliveira, Luciana Souza </text>
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              <text>Identifica e avalia a atuação do bibliotecário na função de coordenador de Unidade de Informação, no que tange ao processo de gestão de conflitos e as estratégias adequadas para lidar com essas situações, tendo como referencial, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Univasf. Como procedimento metodológico utilizou-se a aplicação de questionário online aos gestores das bibliotecas do Sistema para verificar as principais causas de conflitos e seu gerenciamento. Os dados obtidos demonstraram que a frequência de conflitos nas bibliotecas do SIBI são ocasionais e quando ocorrem, os bibliotecários adotam como estratégia, a conciliação, reunindo os envolvidos, de modo a criar um clima organizacional favorável ao diálogo, evitando que situações de divergências se posterguem e interfiram na produtividade da equipe.</text>
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