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                  <text>INTERAÇÃO ENTRE PLANOS DE ENSINO DIGITAIS E
BIBLIOTECA: UMA EXPERIÊNCIA NA FACULDADE DE MEDICINA
DA UFRGS

Shirlei Galarça Salort (UFRGS e UNISINOS) - shirleisalort@yahoo.com.br
Resumo:
O presente trabalho trata-se de um relato de experiência que apresenta os procedimentos
realizados na Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul durante a atualização do seu Banco de Dados SABi para a aquisição de bibliografias dos
cursos de graduação indicadas nos planos de ensino disponíveis em meio digital. Bem como,
apresenta as contribuições da disponibilização dos planos de ensino em rede para a atividade
de desenvolvimento de coleções realizada na biblioteca e alguns problemas encontrados ao
longo desta, como referências inexatas, incompletas ou inexistentes, ou ainda em quantidade
insuficiente para as avaliações externas, que dificultam o trabalho realizado na biblioteca. Tais
dificuldades poderão ser comuns a outras instituições, contribuindo assim, para uma maior
reflexão sobre o envolvimento do bibliotecário no aprimoramento de outros bancos de dados
da universidade que sejam de uso das bibliotecas. Considerando como possíveis soluções aos
problemas encontrados, a realização de atividades de “educação de usuários” voltadas para os
professores e alterações no Sistema de Planos de Ensino.
Palavras-chave: Desenvolvimento de coleções, Biblioteca, Plano de ensino
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Formação e desenvolvimento de coleções presenciais e virtuais

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
De acordo com as demandas educacionais atuais, as quais a tecnologia é forte aliada
aos processos de gestão nas universidades, a interação entre planos de ensino digitais e
bibliotecas universitárias faz-se cada vez mais presente a fim de otimizar os processos de
aquisição dos livros necessários ao desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e
extensão.
Para tanto, o presente trabalho além de relatar a experiência da atualização do banco
de dados na Biblioteca da Faculdade de Medicina a partir da interação com os planos de
ensino digitais que compõem a grade curricular dos cursos de graduação, tem como objetivo
apresentar algumas dificuldades encontradas ao longo desse processo, que possam ser comuns
a outras instituições, a fim de compartilhar a experiência e propor uma reflexão sobre a
participação do profissional bibliotecário na composição dos sistemas utilizados pelas
bibliotecas. Bem como, apresenta algumas possíveis soluções para minimizar os problemas
encontrados ao longo da tarefa de atualização do Sistema de Automação de Bibliotecas
(SABi).
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) disponibiliza seus planos de
ensino (PEs) em meio digital e em rede desde 2010. Esse modo informatizado de
apresentação, além de permitir que o documento siga uma estrutura mais padronizada e de
possibilitar uma relação mais dinâmica com o arquivo, facilita o acesso aos diferentes setores
que necessitam interagir com ele, como é o caso das bibliotecas.
A Biblioteca da Faculdade de Medicina da UFRGS e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
(Biblioteca FAMED/HCPA) faz parte do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (SBUFRGS), que comporta 33 bibliotecas distribuídas nos Campus da
UFRGS. Ela é tecnicamente subordinada à Biblioteca Central e administrativamente
subordinada à Faculdade de Medicina com apoio do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
Conforme o Regimento atual da Faculdade de Medicina, ela é o órgão responsável por
organizar, conservar e manter atualizado o acervo de material bibliográfico referente aos
temas que integram os programas de ensino, pesquisa e extensão na área de ciências da saúde,
bem como a produção intelectual do corpo docente e técnico-científico da UFRGS e do corpo
clínico e assistencial do HCPA.

2 Revisão de literatura
A Biblioteca FAMED/HCPA compõe e utiliza o mesmo sistema de registro
bibliográfico das demais bibliotecas do SBUFRGS, o SABi que utiliza o formato MARC
(Machine-Readable Cataloging). Entretanto, foram adotados alguns campos próprios para
atender às necessidades específicas da universidade, como é o caso dos campos “902” e
“192”. O “902” identifica a disciplina citada no plano de ensino de um curso de graduação e
sua classificação: Bibliografia Básica Essencial (BBE); Bibliografia Básica (BB);
Bibliografia Complementar (BC); conforme apresenta a figura 1. Também pode indicar uma
parte do registro, por exemplo, os volumes. Já o campo “192” refere-se ao registro de
autoridade correspondente (figura 2), ou seja, à disciplina registrada.

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Figura 1- Registro bibliográfico de livro citado em plano de ensino de disciplina do curso
de Medicina

Fonte: Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi)- interface GUI de catalogação.

Figura 2- Exemplo de registro de autoridade de uma disciplina de Curso

Fonte: Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi)- interface GUI de catalogação

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Como colocam Strehl et al. (2010, p. 108):
Os registros de autoridades contendo as informações necessárias das
disciplinas são preenchidos automaticamente, via sistema, pela gerência
do SABi a partir dos dados registrados no Sistema de Graduação. Estes
registros de autoridades não podem ser criados por bibliotecários do
SBU e são alterados pela gerência do SABi à medida que os dados de
disciplinas sofrem alterações, dispensando rotinas manuais de correção.
O campo 192 contém o nome, a sigla e o código de disciplina de cursos
de graduação da UFRGS e contempla exatamente os dados que
individualizam uma dada disciplina no Sistema de Graduação.
Para atualizar o banco de dados e preencher os campos “902” das bibliografias
indicadas nos planos de ensino dos cursos de graduação da Faculdade de Medicina,
atualmente, se acessa os planos que estão disponíveis em meio digital, identifica-se as
literaturas da graduação e realiza-se a inclusão no SABi daquelas citadas pela primeira vez. E
com o auxílio do relatório das já registradas, exclui-se o campo “902” referente àquelas que
deixaram de fazer parte dos programas de ensino.

2.1 Planos de ensino digitais
Conforme apresenta Viero (2010), “Plano de ensino é o documento elaborado pelo
docente para guiar o desenvolvimento de uma atividade de ensino e que, depois de elaborado,
deverá passar pela avaliação das Comissões de Graduação para, então, ser disponibilizado aos
discentes e a toda comunidade acadêmica.” A autora declara que quando impressos
apresentavam uma rotina maçante e demorada de validação, arquivamento e disponibilização
para a comunidade acadêmica. O que se pode compreender que também dificultava o trabalho
de aquisição do material bibliográfico sugerido pelos docentes.
Foi então que em 2009 na UFRGS, começou a se planejar a disponibilização dos
planos de ensino em meio digital, que culminou com sua implantação no primeiro semestre de
2010. A partir de então, podemos dizer que atualmente, como bem considera Viero (2010):
“Na UFRGS, o registro eletrônico dos planos de ensino tem se mostrado ferramenta eficiente
na otimização do tempo e do trabalho dos agentes administrativos, no amplo acesso da
comunidade acadêmica às informações e na padronização dos documentos institucionais.”
A disponibilidade em rede dos PEs digitais facilita o serviço de atualização dos bancos
de dados das bibliotecas, e por consequência outros serviços, como o desenvolvimento de
coleções, principalmente no que se refere à compra do material bibliográfico, assim como
possibilita a conexão entre os sistemas automatizados, que futuramente poderão se integrar
para uma atualização automática do Sistema de Bibliotecas.
As bibliotecas além de se preocuparem com o atendimento às demandas acadêmicas
devem buscar atingir ou em alguns casos manter, o conceito máximo em suas categorias de
análise quanto à avaliação da educação superior proposta pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
Como também apresenta Soares (2002, p. 95) a biblioteca é um dos indicadores de
avaliação da graduação, grifo meu:

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As comissões, a partir de um conjunto de indicadores, avaliam: (a)
organização didático-pedagógica de cada curso; (b) adequação das
instalações físicas; (c) adequação das instalações especiais
(laboratórios, oficinas, salas ambiente e outros); (d) qualificação do
corpo docente (titulação, regime de trabalho, plano de cargos e salários
– PDI – produção e produtividade intelectual, experiência profissional,
relações professor-aluno e outros); (e) bibliotecas (acervo,
livros,
periódicos, acesso a redes, adequação ambiental).
No que se refere à graduação, por exemplo, a nota máxima concedida referente ao
acervo de livros, objeto da análise, se dá a partir do seguinte critério estabelecido pelo INEP
(2015) para as cadeiras obrigatórias:
Quando o acervo da bibliografia básica, com no mínimo três títulos por
unidade curricular, está disponível na proporção média de um exemplar
para menos de 5 vagas anuais pretendidas/autorizadas, de cada uma das
unidades curriculares, de todos os cursos que efetivamente utilizam o
acervo, além de estar informatizado e tombado junto ao patrimônio da
IES.
Por isso, considera-se importante a atualização constante do banco de dados da biblioteca,
principalmente para as bibliografias básicas utilizadas nos programas de ensino, bem como
uma maior intervenção ou participação do bibliotecário no que se refere à criação das
condições necessárias ao correto preenchimento das informações bibliográficas nos PEs.

3 Materiais e métodos
Esta etapa consiste na descrição do processo de atualização do banco de dados SABi a
partir da análise dos planos de ensino. Para isso, optou-se por dividi-lo em três passos: sendo
o primeiro a identificação bibliográfica, o segundo a emissão do relatório do que já está
registrado e o último, o comparativo entre o que está no PE e o que está no SABi e a
atualização dos campos propriamente dita.
O primeiro passo, para a atualização é identificar as cadeiras que compõem a grade
curricular de determinada graduação e coletar as informações bibliográficas constantes nos
PEs, que podem ser acessadas através do Portal do Servidor, mediante Login e Senha.
Logo, se escolhe os departamentos referentes a cada graduação e os referidos
programas a serem analisados. Neste item tem-se listadas todas as disciplinas referentes ao
departamento eleito (figura 3) e em seus planos é possível ter acesso às indicações literárias.
O segundo passo é imprimir o “relatório de livros por disciplina” para ver o que já está
registrado como Bibliografia Básica Essencial, Básica e Complementar em cada curso (figura
4).

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Figura 3- Exemplo de relatório de disciplinas e seus respectivos planos de ensino por
Departamento

Fonte: Portal do Servidor da UFRGS.

Figura 4- Exemplo de Relatório de livros por disciplina de graduação

Fonte: Sistema de Automação de Bibliotecas (SABi)- interface Web para relatórios.

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Por último, traça-se um comparativo entre o que está registrado nos planos de ensino e
o que já está no SABi, e a partir daí faz-se a verificação do “902” no banco de dados. Excluise o “902” das bibliografias que não pertencem mais aos PEs e se inclui as novas citadas.
Caso alguma delas ainda não esteja registrada no SABi, deverá ser incluída com o “902” em
uma planilha “Sugestão”, para que possa-se criar um pedido de compra, que será realizado
posteriormente no módulo de aquisição (Bibliograd). Quando necessário faz-se também as
alterações de status (BBE, BB e BC).

4 Resultados
Uma vez que os planos de ensino da UFRGS já estão informatizados em um banco de
dados específico, no qual são registradas as cadeiras dos cursos das unidades acadêmicas, a
Biblioteca FAMED/HCPA consulta esse banco semestralmente para atualizar os referenciais
teóricos curriculares. Entretanto, a experiência relatada refere-se às atividades realizadas até o
segundo semestre de 2015. Sendo que nesse último, foram revisadas 682 referências citadas
nos PEs de 100 cadeiras de Medicina e Nutrição que compõem o conjunto das graduações de
responsabilidade da Faculdade de Medicina. Visto que, algumas disciplinas da Medicina são
ministradas no Instituto de Ciências Básicas da Saúde, essas sob a responsabilidade desta
unidade, terão suas bibliografias atualizadas no SABi por sua biblioteca, o mesmo ocorre com
as cadeiras optativas oferecidas em outras unidades acadêmicas.
Entretanto, algumas dificuldades para a realização da tarefa de inclusão das referências
no SABi são frequentemente encontradas, pois se por um lado temos a vantagem da
acessibilidade aos PEs, por outro, verificamos que é preciso aprimorar o preenchimento dos
mesmos. Muitas vezes, eles apresentam indicações de bibliografias desatualizadas e/ou
esgotadas no mercado, o que dificulta o desenvolvimento das coleções, pois estas, embora
incluídas no SABi, não poderão ser adquiridas. Há também a ocorrência de referências
incompletas ou inexatas, conforme mostra a figura 5, ou até mesmo a inexistência de livros
(item obrigatório nas avaliações feitas pelo MEC).
Tais dificuldades obrigam muitas vezes, o bibliotecário a realizar uma investigação
mais aprofundada sobre a obra citada de forma incompleta, e em outros o contato com o
professor responsável para esclarecimentos, o que despende um período de tempo maior para
a realização da atividade.
Com relação ao fato de o banco de dados ser compartilhado entre outras bibliotecas do
SBUFRGS, há também a preocupação de que se a mesma obra tiver o campo “902”
preenchido de forma errada por uma das bibliotecas, isso poderá comprometer a aquisição do
material, pois no módulo Bibliograd a referência poderá não ser recuperada.
Nota-se também que há certa confusão por parte dos professores quanto ao
preenchimento das bibliografias no sistema dos planos de ensino (SPE), principalmente, no
que se refere à distinção de livros, periódicos e outros materiais e não há um padrão de
preenchimento que estabeleça a quantidade mínima de referências necessárias para os status
(BB e BC) de acordo com as instruções do INEP para as avaliações da graduação.

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Figura 5- Exemplo de Bibliografias registradas nos Planos de Ensino

Fonte: Portal do Servidor da UFRGS- Referência bibliográfica de um dos PEs do curso de Medicina.

De acordo com as dificuldades apontadas, verifica-se a necessidade de um maior
envolvimento do profissional bibliotecário para a resolução das mesmas (seja a partir da
sugestão de algumas alterações no SPE que poderão minimizá-las, como a criação de campos
de ajuda que esclareçam para os professores a importância da precisão das informações para o
trabalho realizado na biblioteca, bem como, a decomposição da referência em diferentes
campos, com itens de preenchimento obrigatório, seguindo uma ordem de inclusão) ou
através de atividades de educação de usuários 1na interação com o SPE.
Entretanto, sabe-se que é bastante difícil reunir os docentes de todos os departamentos
para uma atividade de educação de usuários coletiva presencial, ainda mais na área médica,
por isso, talvez possa ser mais adequado realizar orientações expositivas on-line para otimizar
o uso do SPE. A elaboração de fóruns de discussão on-line se configura como opção para
esclarecimento de dúvidas.

5 Considerações finais
A atualização e inclusão da literatura dos PEs da graduação no sistema SABi é
1

Entende-se por “educação de usuários”, a definição dada por Dias e Pires (2004, p. 38) “[...]
o processo pelo qual o usuário interioriza comportamentos adequados em relação ao uso da
biblioteca e desenvolve habilidades de interação permanente com sistemas de informação”.

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fundamental para o desenvolvimento das coleções que subsidiam as atividades de ensino,
pesquisa e extensão da Universidade, pois é a partir destes registros que a Biblioteca Central
através do sistema Bibliograd (aquisição), distribui os recursos para a compra dos materiais
bibliográficos. Propiciando a atualização e manutenção dos acervos de acordo com as
necessidades de informação das unidades acadêmicas.
O fato de os planos de ensino estar disponíveis em meio digital e em rede
possibilitando o acesso de diferentes setores da universidade, contribui significativamente
para esse trabalho realizado nas bibliotecas, devido à economia de tempo possibilitada pelo
fácil acesso a esses documentos.
Entretanto, alguns problemas se mostraram evidentes durante a atualização do SABi a
partir da análise dos PEs na Biblioteca FAMED/HCPA, que propiciaram uma reflexão sobre a
necessidade de maior envolvimento do bibliotecário para aprimorar o SPE. A partir de tais
problemas, como referências inexatas, incompletas ou inexistentes, ou ainda em quantidade
insuficiente, bem como a não distinção dos tipos de documentos (livros, periódicos), verificase a importância de um aperfeiçoamento do SPE, para que possa melhor se adequar às
necessidades de informação da biblioteca e para que os professores não confundam os
diferentes tipos de materiais (livros, periódicos e outros). Viabilizando a obtenção das
quantidades mínimas ideais de cada livro para os diferentes status (BB e BC), possibilitando,
portanto, que os materiais bibliográficos estejam de acordo com as orientações do MEC para
avaliação da graduação.
Nesse contexto, talvez a disponibilização de campos de ajuda que esclareçam para os
docentes a importância do correto preenchimento das referências bibliográficas dos PEs para
o trabalho da biblioteca, possam auxiliar no sentido de gerar esforços para criar uma
informação mais precisa, minimizando assim, a necessidade de o bibliotecário realizar contato
com os professores para o esclarecimento de dúvidas devido à ocorrência de dados
incompletos ou inexatos. Proporcionando também uma economia de tempo de ambos os
profissionais e evitando o retrabalho. Ainda, com relação às alterações no SPE, talvez o
desmembramento ou separação de alguns campos que compõem as referências, a inclusão de
itens de preenchimento obrigatório como ISBN, e o estabelecimento de uma ordem de
inclusão dos dados para cada referencial proposto, possa auxiliar os professores a não se
esquecer de algumas informações importantes como ano, título, ISBN, tipo de material (livro,
periódico, outros), volume, entre outros tão importantes e necessários para garantir o processo
de aquisição da literatura essencial.
Por fim, destaca-se também como possível solução, as atividades de “educação de
usuários” voltadas para os professores, por exemplo, a criação de orientações expositivas online, uma vez que estas poderão influenciar positivamente na atualização dos sistemas e em
suas demais atividades derivadas.
No entanto, a fim de auxiliar na resolução das dificuldades encontradas, a Biblioteca
Central da UFRGS criou oficialmente a partir da Portaria 2553 de 08 de abril de 2016, o
Grupo de Trabalho em Bibliografia de Graduação (GTBibliograd), para discutir, refletir e
propor soluções sobre as diferentes questões apontadas pelas bibliotecas do SBUFRGS, uma
vez que os problemas encontrados no processo de atualização dos dados refletem diretamente
no desenvolvimento das coleções.

6 Referências
DIAS, M. M. K.; PIRES, D. Usos e usuários da informação. São Carlos: EDUFSCAR,
2004. (Série Apontamentos).
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

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BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

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Disponível
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http://download.inep.gov.br/educacao_superior/avaliacao_cursos_graduacao/instrumentos/201
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SOARES, Maria Susana Arrosa. Avaliação da graduação: avaliação do MEC. In: SOARES,
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STREHL, Letícia et al. O método BiblioGrad para avaliação de acervos de livros de
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Interação entre planos de ensino digitais e biblioteca: uma experiência na Faculdade de Medicina da UFRGS.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Salort, Shirlei Galarça </text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Manaus (Amazonas)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFAM</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2016</text>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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              <text>Evento</text>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>O presente trabalho trata-se de um relato de experiência que apresenta os procedimentos realizados na Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul durante a atualização do seu Banco de Dados SABi para a aquisição de bibliografias dos cursos de graduação indicadas nos planos de ensino disponíveis em meio digital. Bem como, apresenta as contribuições da disponibilização dos planos de ensino em rede para a atividade de desenvolvimento de coleções realizada na biblioteca e alguns problemas encontrados ao longo desta, como referências inexatas, incompletas ou inexistentes, ou ainda em quantidade insuficiente para as avaliações externas, que dificultam o trabalho realizado na biblioteca. Tais dificuldades poderão ser comuns a outras instituições, contribuindo assim, para uma maior reflexão sobre o envolvimento do bibliotecário no aprimoramento de outros bancos de dados da universidade que sejam de uso das bibliotecas. Considerando como possíveis soluções aos problemas encontrados, a realização de atividades de “educação de usuários” voltadas para os professores e alterações no Sistema de Planos de Ensino.</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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