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                  <text>INTELIGÊNCIA ACADÊMICA COMO SUPORTE PARA TOMADA DE
DECISÃO: formação de pesquisadores na UFAM
Celia Regina Simonetti Barbalho (UFAM) - celia.simonetti@gmail.com
Angela Emi Yanai (UFAM) - emi_aey@yahoo.com.br
Cláudia Daniele de Souza (UC3M) - claudia_zenaro@yahoo.com.br
Resumo:
Examina o papel da inteligência acadêmica no ambiente das instituições de ensino superior. A
formação de pesquisadores constitui-se como foco deste estudo, sobretudo a partir dos dados
da iniciação científica e da pós-graduação stricto sensu da Universidade Federal do Amazonas,
adotada como exemplo para demonstrar o uso de informações institucionais para a tomada de
decisão. Discute teoricamente os elementos inerentes a inteligência acadêmica, formação de
pesquisadores, iniciação científica e pós-graduação com o intuito de compor elementos que
favoreçam a percepção dos pontos focais empregados no estudo. A partir da configuração dos
resultados obtidos, a UFAM poderá prospectar ações que visem ampliar a relação entre a
iniciação científica e a pós-graduação stricto sensu, permitindo ampliar a capacidade de
formação de pesquisadores, assim como, seu desempenho no sentido de consolidar o papel da
Universidade Federal do Amazonas no ambiente onde atua, favorecendo o cumprimento de
sua missão e seu papel na vasta região Amazônica.
Palavras-chave: Inteligência acadêmica. UFAM. Pós-graduação. Iniciação científica
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Organização e tratamento da informação

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
A dinâmica do contexto contemporâneo tem demandado das organizações a adoção de
ações proativa que favoreçam o atendimento da comunidade para a qual dirigem seus serviços
e produtos considerando que as contínuas mudanças nos ambientes impetram uma
capacidade, cada vez maior, de adaptação estratégica.
Para que tais adaptações ocorram, são necessários mecanismos que viabilizem a
seleção, captura, avaliação, análise, síntese, reestruturação, formatação e assimilação de
informações relacionadas às condições dos ambientes externo e interno da organização. Essas
informações, por sua vez, devem gerar conhecimento para oportunizar a geração de bens e
serviços, que propiciem uma atuação competitiva e oportuna no contexto onde elas se inserem
convergindo para sua sobrevivência e crescimento.
Deste cenário não estão isentas as instituições sem fins lucrativos, sobretudo as
instituições públicas de ensino superior, as quais vem sofrendo uma variedade de pressões
emergentes que estão relacionadas ao encolhimento de inscrições, ao aumento dos custos, aos
espaços para captação de recursos externos cada vez mais competitivos, os modelos
brasileiros de avaliação externa, os quais envolvem o INEP para graduação e a CAPES para
pós-graduação, as necessidades de seleção de pessoas qualificadas para atuarem em todos os
seus processos, a atenção aos requisitos regulamentares que estão relacionados as
determinações dos órgãos de controle existentes no país e, mais recentemente, a crise
econômica que envolve o Brasil impactando em significativos cortes dos recursos públicos
destinados a sua manutenção. (HUGHES; WHITE, 2005)
Choo (2003) afirma que tal capacidade organizacional em processar informação sobre
seu ambiente, gerando conhecimento que possibilite sua adaptação eficaz às mudanças
externas, é característica das empresas inteligentes que atuam de forma proativa no contexto
globalizado. Isto significa que as organizações necessitam gerir processos de informação de
modo a transformá-la em conhecimento com vistas a aprender com o meio ambiente, bem
como a ele se adaptar.
Diante estas questões, o artigo fornece uma breve visão geral de abordagens
estratégicas para a gestão no ensino superior a partir do uso do processamento de informações
que gerem conhecimento sobre a própria instituição, os quais poderão viabilizar o aumento
dos esforços estratégicos para tornar a instituição mais engajada no contexto onde atua.
Tomando por arquétipo a formação de pesquisadores, o estudo se apropria do exemplo
da Universidade Federal do Amazonas para promover uma reflexão entre os resultados do
programa de iniciação científica e a relação com a pós-graduação stritu sensu, na expectativa
de corroborar para a percepção de como o uso da informação pode favorecer a composição de
trajetórias estratégicas que beneficiem a gênese deste importante processo que compete a
universidade brasileira.

2 Revisão de literatura
2.1 Inteligência acadêmica
Os aspectos teóricos que envolvem a Inteligência Acadêmica (IA) estão pautados nos
princípios da Inteligência Competitiva (ICo), processo amplamente empregado pelo setor
produtivo pautado em atividades que incluem um conjunto de processos legais e éticos para a
coleta, organização, análise e uso de informações de alto valor agregado para favorecer a
tomada de decisão e auxiliar as organizações na gestão de riscos em seu ambiente.
No que pese a origem dos princípios da abordagem serem pautados na ICo, a qual

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possui uma sólida base teórica amplamente disponível na literatura, inclusive relatos de casos
de sucesso, a IA ainda é empregada no ambiente universitário com alguma suscetibilidade,
tendo em vista que as origens se reportam ao ambiente lucrativo.
As instituições de ensino superior têm atuado no contexto da inteligência competitiva
sobretudo no seu aspecto formativo, ou seja, na disponibilização de ações que envolvam o seu
ensino e pesquisa.
Entretanto, a National Association of State Universities and Land-Grant Colleges,
convencida de que as universidades estaduais americanas estavam enfrentando algumas das
maiores mudanças em sua história, encomendou um estudo para o W. K. Kellogg Foundation
com o intuito de estabelecer recomendações para o futuro das instituições de ensino superior
estaduais dos EUA. O relatório, denominado de Returning to our Roots: The Engaged
Institution (2001), destacou que as universidades desenvolvem seus planejamentos
estratégicos, os quais são dependentes do desvelamento de forças e fraquezas, ameaças e
oportunidades elementos que, por sua vez, nada mais são do que a coleta, organização, análise
e uso de informações de alto valor agregado (HUGHES; WHITE, 2005). Em outras palavras,
o planejamento estratégico é um processo de avaliação realista da organização e seu ambiente,
o qual se constitui a partir dos princípios empregados pelos processos de Inteligência
Competitiva.
Hughes e White (2005) afirmam ainda que a aplicação da inteligência competitiva em
ambientes de ensino superior é limitada, em grande medida por uma confluência de fatores:
falta de recursos, baixo vinculação das complexas estruturas organizacionais das instituições
de ensino superior, a falta de uma orientação para o emprego das técnicas de ICo em
instituições sem fins lucrativos ou ainda a discordância geral sobre o que inteligência
competitiva realmente seja.
O emprego do termo Inteligência Acadêmica também esta associado aos processos de
aprendizagem sendo equivocadamente ligado com as questões relacionadas a inteligência
educacional, motivo pelo qual há uma carência de estudos no país.
Na literatura internacional também existem poucos estudos que analisaram a
necessidade das instituições de ensino superior atuarem no sentido de desenvolver um amplo
processo universitário para a coleta, análise e divulgação de informações para lidar de forma
mais adequada e eficaz com as crescentes ameaças às suas operações de negócios.
Friedel e Rosenberg (1993), citados por Hughes e White (2005), identificaram a
necessidade de instituições de ensino superior a incorporarem técnicas de exploração
ambiental em seu planejamento estratégico e atividades de tomada de decisões para melhorar
a qualidade das decisões organizacionais.
Barrett (2010), ao examinar a temática, destaca que embora as técnicas de ICo tenham
sido adotadas com sucesso no ambiente produtivo, ainda existe muitas resistências no
ambiente das universidades para empregá-las em seus processos de gestão. A autora destaca
ainda técnicas que podem ser empregadas como o benchmarking pode ser aplicada para
identificar e mapear as melhores práticas nas atividades de ensino, pesquisa, extensão e
inovação ou ainda os chamados jogos de guerra (War Games), utilizados para auxiliar a
instituição a agir em momentos de crise ou em um evento surpresa.
Hughes e White (2005), apresentam as etapas para o desenvolvimento das atividades
de Inteligência Acadêmica nas instituições de ensino superior, conforme dispõe a Figura 1.

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Univ
BIBLIOTECA UNIVERSIT
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ADE INSTITUCIONAL

Figura 1. Modelo de Inteligê
nteligência Acadêmica
Planejamento e
Definição de
Metas

Toma
omada de
Dec
Decisão

Disseminação

Coleta e
organização

Analise

Fonte: Adaptado de Hughes e White
Whi (2005)

Para os autores o primeiro
pr
passo no modelo de inteligência
cia en
envolve identificar os
principais tópicos ou objetiv
bjetivos do esforço de pesquisa pretendida. Eles
les de
destacam ainda que os
próprios funcionários e professores
profe
são, muitas vezes, as melhores fontes de informação, uma
vez que transportam uma riqueza
r
de informações sobre ambientes
tes internos
int
e externos da
universidade.
A segunda etapa envolve
en
determinação de fontes de inform
nformação para que seja
executada a coleta e organiz
rganização das informações. A terceira etapa envolve
env
a utilização de
várias técnicas científicas
cas e não científicas para gerar insights ou inferências
inf
a partir da
informação recolhida. A diss
isseminação abarca a divulgação das informaçõ
rmações para os principais
decisores dentro da universi
iversidade, uma vez que a informação se torna
rna inteligência,
in
quando a
pessoa certa recebe ass info
informações corretas e, finalmente, as incorpo
corpora nos processos de
tomada de decisão (HUGHE
GHES; WHITE, 2005).
Diante o exposto,
sto, para
pa efeito deste estudo, considera-se Inteligê
nteligência Acadêmica um
processo organizacional
al qu
que investiga o ambiente externo à universidade,
unive
bem como
diagnostica o seu ambien
mbiente interno organizacional, com o prop
propósito de descobrir
oportunidades e reduzir
ir os rriscos, visando o estabelecimento de estratég
stratégias de ação a curto,
médio e longo prazo.
Considerando que este
es artigo assume como exemplo a formaç
ormação de pesquisadores
pelas instituições de ensino
nsino ssuperior, por meio do cotejamento entre
re a in
iniciação científica e a
pós-graduação, faz-se necessário
necess
permitir o amplo entendimento doo que, de fato, se configura
o preparo do investigador.

squisadores
2.2 Formação de pesquisa
A preparação de rec
recursos humanos para pesquisa se constitui
stitui em alicerce para o
progresso científico e tecnológico.
tecnol
Essa missão tem que ser compreendid
eendida como instrumento
importante para a transforma
sformação da sociedade. A formação de pesquisado
uisadores está relacionada
ao convívio em um grupo
upo de pesquisa, à vivência com a área, o levantam
antamento de hipóteses e a
tentativa de obter soluções.
ções.
Até a década dee 196
1960, o Brasil dispunha de um número reduzid
eduzidíssimo de cientistas

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(REZENDE, 2006). Somente a partir da implantação da pós-graduação stricto sensu, organizada sob as formas de mestrado e doutorado, - é que começou a preocupação com a
formação dos pesquisadores. Por esse motivo ainda não são numerosos os estudos
institucionais relacionados às trajetórias científicas, que abordem, em detalhe, o processo de
formação de pesquisadores desde a iniciação científica e sua continuidade na pós-graduação,
tratando ademais as especificidades de cada área de conhecimento. A maior parte da literatura
nacional aparece como subtema de outros maiores como: a formação da comunidade
científica (SCHWARTZMAN, 1979), a profissão acadêmica (BALBACHEVSKY, 2000), a
produtividade científica (LETA, LANNES; DE MEIS, 1998) e o perfil da ciência
(LOUZADA, SILVA FILHO 2005).

2.2.1 Iniciação científica
Uma universidade não pode se limitar a formar alunos. Ela precisa, também, produzir
conhecimento. Precisa, portanto, formar pesquisadores. Este processo poderia e deveria
iniciar-se no curso de graduação (COSTA et al., 2012). Os programas de Iniciação Científica
(IC) fazem parte dos deveres institucionais, permitindo ao graduando optar por assuntos que
lhe interessam e podem ser desenvolvidos ao longo do tempo (FAVA-DE-MORAES, FAVA,
2000).
A iniciação científica possui contribuições marcantes para o desenvolvimento do
Brasil ao longo da história. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (2014) a
IC é a raiz do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Nasceu em 1951 para tentar estimular a pesquisa nas universidades e foi a primeira
modalidade de bolsa que surgiu. De acordo com Massi e Queiroz (2011) a Iniciação Científica
do aluno de graduação é muito mais do que o simples entrar em um novo ambiente de
trabalho, onde será instruído e aprenderá novas técnicas e conceitos. Ciente de que a ciência
tem uma cultura própria, que a diferencia dos demais ambientes, vivenciá-la implica em
conhecer e fazer parte do processo de construção do conhecimento, trabalhar com formas
orais e escritas de instrução e difusão do conhecimento e vislumbrar a importância dos fatos
construídos provenientes desse processo.
Acredita-se que, uma vez o aluno tenha participado do processo de iniciação à
pesquisa durante a graduação e se interessado em ingressar no mestrado, estaria levando
consigo experiência teórica e prática que o ajudaria no desenvolvimento de suas atividades na
pós-graduação. Para Cury (2004) a pesquisa e o ensino, se realizados na graduação por
intermédio da IC, permitem o ingresso dos estudantes aos níveis seguintes de forma mais
proveitosa, uma vez que tenham sido melhores capacitados durante esse processo. Foi,
inclusive, a iniciação científica que impulsionou a pós-graduação no Brasil, que nasceu logo
na sequência.

2.2.2 Pós-graduação
Diferentemente dos cursos de graduação que estão voltados, principalmente, para a
formação profissional, a pós-graduação stricto sensu se volta para a formação acadêmica
traduzida especificamente no objetivo de formação de pesquisadores (SAVIANI, 2007). No
Brasil, hoje, os cursos de pós-graduação são centrais para a atividade de pesquisa.
A pós-graduação possui papel estratégico e se constitui como base na preparação de
recursos humanos de alto nível, que atuarão principalmente em universidades, centros de
pesquisa científica e tecnológica e empresas. Tem contribuído consideravelmente para a
formação de recursos humanos qualificados e para o desenvolvimento científico do Brasil,
condição reconhecida como requisito para assegurar sua independência econômica. Além

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disso, por meio da pesquisa, a pós-graduação brasileira contribui para a consolidação da base
científica nacional, uma das principais premissas que possibilitam o aperfeiçoamento do
sistema educacional como um todo (OLIVE, 2002).
Como o ingresso no mestrado e no doutorado são indicadores de continuidades dos
bolsistas de iniciação cientifica na carreira científica, podem ser medidos através, por
exemplo, da metodologia bibliométrica.

3 Materiais e métodos
O delineamento metodológico deste trabalho é composto pela revisão de literatura
sobre inteligência acadêmica e formação de pesquisadores. No que tange a pesquisa
quantitativa, utilizou-se a análise bibliométrica, sendo que a coleta e a recuperação dos
metadados da iniciação científica foram realizadas na base Lira da Universidade Federal do
Amazonas (UFAM) e dos programas de pós-graduação da UFAM, na Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações.
Desta forma, os dados da iniciação científica foram extraídos da base Lira, o sistema é
usado na instituição por professores para submeter e gerenciar os projetos de iniciação
científica. A pesquisa compreende o período de 2008 a 2015, uma vez que, o Portal possui
apenas informações a partir de 2008 e os projetos de 2016 ainda não foram concluídos,
portanto, optou-se em trabalhar nesta pesquisa até o ano de 2015, totalizando 5401 projetos de
iniciação científica em 7 anos.
Os dados da pós-graduação foram extraídos da Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações da UFAM (BDTD/UFAM). Implantada em 2007, por meio da Resolução nº 10
de 2007, que institui normas e procedimentos para submissão de teses e dissertações na
Instituição, a fim de atender a Portaria nº 13, de 15 de fevereiro de 2006 da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a qual estabelece a obrigatoriedade
da divulgação digital das teses e dissertações produzidas pelos programas de doutorado e
mestrado reconhecidos no Brasil. Assim, desde o ano de implantação até 2015, foram
depositadas 2275 teses e dissertações na BDTD/UFAM, para a pesquisa delimitou-se o
período de 2008 a 2015, obtendo o total de 2062 teses e dissertações.
Os metadados foram extraídos e fornecidos pelo Centro de Tecnologia da Informação
e Comunicação (CTIC) da UFAM, tratados no software VantagePoint e as representações
gráficas, elaboradas no Excel.

4 Resultados parciais/finais
O Programa de Iniciação Científica (IC) na UFAM é coordenado pela Pró-Reitoria de
Pesquisa e Pós-Graduação, tem como objetivo integrar os alunos da graduação a pesquisa
científica, assim como estimular a integração entre a graduação e a pós-graduação.
A UFAM iniciou o Programa de IC a partir de 1988 em parceria com o Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa
Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), tendo como finalidade “[...] apoiar a
política de Iniciação Científica desenvolvida nas Instituições de Ensino e/ou Pesquisa, por
meio da concessão de bolsas de Iniciação Científica (IC) a estudantes de graduação integrados
na pesquisa científica” (CNPq, 2016, p.1). A partir de 2003, a Fundação de Amparo a
Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) também passa a incentivar a IC no Amazonas,
por meio de concessão de bolsa (PRO-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO,
2016).
Nesta pesquisa, analisou-se o período 2008 a 2015 (Figura 2), período este, disponível

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no sistema de submissão
ão de projetos
p
da UFAM e que possui 5399 registro
egistros.

Número de projetos IC

jetos do
d Programa de Iniciação Científica por anoo
Figura 2. Número projetos
950
900
850
800
750
700
650
600
550
500
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0

946
830

860
816

667

469
406

405

Anos

Fonte: Dados da pesquisa.

O período de 2010
010 a 2013 mostra o crescimento nos projetos
tos e cconsequentemente no
fomento à pesquisa de IC na UFAM. A CT&amp;I no Amazonas desenvolve
nvolveu significativamente
com a criação da FAPEAM
EAM em 2003, alcançando ótimo desempenho
ho 2013.
201 Neste período, os
investimentos superam a mar
marca dos R$ 769,3 milhões, resultando noo incremento
incre
de 1000% no
número de bolsas destina
estinadas à pesquisa, assim como, no aumen
aumento da formação e
aprimoramento de pesquisad
quisadores no estado (AMAZONAS, 2014). Este ce
cenário pode justificar
aumento de projetos dee IC na UFAM e o seu ápice em 2013 (Figura 2).
Além do fomento
to ori
oriundo da FAPEAM (47%), a IC na UFAM,
M, também
ta
contou com o
financiamento do CNPqq (40%
(40%) e da própria instituição (2%), conforme
rme pode
po ser observado na
Figura 3.
mento da IC na UFAM
Figura 3. Fontes de fomento

FAPEAM
CNPQ
Voluntário
UFAM

Número de projetos IC

Fonte: Dados da pesquisa.

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A pesquisa mostrou que 72% dos alunos de graduação participaram da IC apenas uma
vez, 22% duas vezes e 5% participaram de três projetos. A participação dos discentes na IC
“[...] permite introduzir os estudantes de graduação, potencialmente mais promissores, nas
atividades acadêmicas e de pesquisa, além de estimular os orientadores/pesquisadores à
produção científica [...]” (FREITAS et.al., 2016, p. 2). Pesquisa realizada por Freitas et al.
(2016) na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), apontou que mais de 20% dos
alunos que já haviam participado da iniciação científica estavam em algum programa de pósgraduação, destes, 13% estavam fazendo mestrado na UFPE.
Desta forma, a participação nos programas de IC mostra-se de suma importância para
a formação do indivíduo no que diz respeito à formação profissional e acadêmica, uma vez
que, abre oportunidade para o mercado de trabalho, introduz para a pesquisa científica e para
pós-graduação. A Figura 4 apresenta as principais áreas dos projetos IC na UFAM:
Figura 4. Principais áreas dos projetos da IC na UFAM

Agronomia

Quimica dos Produtos
Naturais

Psicologia
240
210
180
150
120
90
60
30
0

Educacao

Servico Social

Ciencias Humanas

Zootecnia

Quimica Analitica

Farmacia
Ciencia da Computacao

Fonte: Dados da pesquisa.

Os projetos de IC da UFAM apresentam ênfase principalmente na área de Agronomia
(211), seguida da área de Química de Produtos Naturais (145) e Educação (116). Fator que
pode estar relacionado ao maior número de doutores nestas áreas, uma vez que, o orientador
doutor pode orientar até 5 projetos, deste, 3 com indicação à bolsa e 2 voluntários; o
orientador mestre, por sua vez, pode orientar até 2 projetos com indicação à bolsa e 1
voluntário.
Segundo os dados da plataforma Sucupira em 2016, a UFAM é a segunda instituição
na região Norte com o maior número de programas e cursos de pós-graduação e a primeira no
estado do Amazonas (36), sendo estes: 21 mestrados, 1 doutorado, 2 mestrados profissionais e
12 mestrados/doutorados. Desta forma, conforme a Figura 5, BDTD/UFAM conta com 1863
dissertações e 199 teses depositadas.

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Figura 5. Tipo de documento
umentos da Pós-Graduação da UFAM

199

Dissertação
Tese

1863
Fonte: Dados da pesquisa.

A partir de 2008
008 inicia-se
i
o crescimento de depósitos de teses
t
e dissertações
defendidas na UFAM (Figura
(Figur 6). Observa-se maior crescimento em
m 2013
201 com 383 defesas,
destes 7% são do Program
rograma de Pós-Graduação em Engenharia
ria de Produção, 6% da
Biotecnologia e 6% em
m Ciências
Ciê
do Ambiente e Sustentabilidadee na A
Amazônia. O ano de
2013 foi o que apresentou
tou maior
m
número de trabalhos tanto na IC quanto
uanto na pós-graduação, e
nos anos subsequentes mostr
mostram diminuição gradativa nos índices.
Figura 6. Número de defesas por ano na Pós Graduação da UFAM

Fonte: Dados da pesquisa.

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A partir da Figura 7,
7 verifica-se que os programas de pós-graduaç
raduação (PPG) da UFAM
com maior representatividad
tividade na BDTD/UFAM são o PPG-Engenharia
nharia de Produção (146),
PPG-Biotecnologia (131)
31) e P
PPG-Ciências do Ambiente e Sustentabilidad
ilidade na Amazônia (125)
No que tange ao doutoram
utoramento na UFAM, o programa que mais se destaca é PPGBiotecnologia com 90 teses, seguido do PPG-Agronomia Tropical (28).
Figura 7. Principais Program
rogramas de Pós-Graduação da UFAM com mais
ais do
documentos

Programa de Pós-Graduação

Engenharia de Produção
Biotecnologia
Ciências do Ambiente e Sustent
tentabilidade na Amazônia
Educação
Informática
Sociedade
ade e Cultura na Amazônia
Agronomia Tropical
Ciências
cias Florestais e Ambientais
Saúde, Sociedadee e Endemias na Amazônia
Química

0

15

30

45

60

75

90 105 120 135 150

Número de documen
mentos
Fonte: Dados da pesquisa.

Cabe destacar que o PPG-Biotecnologia é um programa mult
multidisciplinar e multiinstitucional sob a coordena
rdenação da UFAM, além de ter um papel importante
impo
para a Região
Amazônica, por contribuir
ibuir com
c
as PD&amp;I vinculadas à fauna e flora
ra da A
Amazônia. Dentre as
instituições que fazem parte da parceria multi-institucional, estão:: Universidade
Univ
de Brasília,
Fundação de Medicina Tropi
Tropical do Amazonas, Instituto de Pesquisaa em Patologias Tropicais,
Fundação Fiocruz, Universid
iversidade Federal do Rio de Janeiro, Universidad
rsidade de Ribeirão Preto,
EMBRAPA, SUFRAMA,
A, C
Centro de Biotecnologia da Amazônia,
a, FUCAPI,
FU
Fundação de
Hematologia e Hemoterapia
terapia do Amazonas - HEMOAM, Instituto Nacional
Naci
de Pesquisa da
Amazônia - INPA e a Univer
niversidade de São Paulo – USP (PPGBIOTEC,
EC, 22015).
Outro programaa de ddestaque no âmbito nacional e na UFAM,
M, é o PPG-Informática.
Criado em 2001 e reconhec
onhecido/credenciado pela CAPES em 2003,, sendo
sen o único PPG da
UFAM com conceito 5 no Q
Qualis da CAPES, estando entre os melhores
lhores programas do Brasil
na área.
Ademais, verifica-se
se que 109 alunos fizeram IC, chegaram
m a fazer
f
o mestrado na
UFAM. Portanto, destaca-se
se que o estudo realizado por de Aragón,
n, Martins
Mar
e Velloso (1999
apud MASSI; QUEIROZ,
OZ, 2010,
20
p. 184) apontam que o aluno que fez PIBIC
P
tem seis vezes
mais oportunidade de entrar para pós-graduação do que um aluno que
ue nunca
nun participou da IC.
Os autores destacam ainda que “[...] o prazo médio de transição
ção entre
en
a conclusão da
graduação e o ingresso no mestrado,
m
para um ex-bolsista PIBIC, é de 1, 2 ano, enquanto para
os não bolsistas chega a 6, 8 anos em média”.

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É interessante destacar, ainda, alguns dos objetivos do Programa Institucional de
Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC): contribuir para a formação de indivíduos para a
pesquisa, maior estímulo na articulação entre a graduação e pós-graduação, assim como, a
contribuir para redução do tempo médio de titulação de mestres e doutores (CNPq, 2016). A
fim de alcançar estes objetivos e assim diminuir o tempo de titulação de mestres e doutores no
país, o CNPq tem fomentado desde a década de 50 a IC, buscando estimular o discente de
graduação a pesquisa científica (CABRERO, COSTA, HAYASHI, 2003 apud MASSI;
QUEIROZ, 2010). É notória a contribuição da IC para a pós-graduação no que tange a
redução do tempo de conclusão e evasão, maior qualidade nos trabalhos realizados, tal como,
apresentam um desempenho melhor na seleção de admissão ao mestrado ou doutorado,
possuem maior desenvoltura para trabalhos em equipe e habilidade para falar em público,
impactando tanto na vida acadêmica ou profissional destes indivíduos (FAVA-DE-MORAES,
FLAVIO; FAVA, 2000).

5 Considerações parciais/finais
A UFAM é a instituição que apresenta maior número de PPG no estado, e a segunda
maior no âmbito da Região Norte. Desta forma, a IC e a pós-graduação stricto sensu na
instituição são de suma importância para o desenvolvimento do estado do Amazonas, assim
como, para a Amazônia, pois, está diretamente ligada a formação de recursos humanos para a
PD&amp;I e a qualificação dos indivíduos para atuarem nas organizações localizadas na região.
A Inteligência Acadêmica, ainda é pouco difundida no meio acadêmico, uma vez que,
historicamente não é um setor competitivo. Todavia, as mudanças na sociedade, como, o
aumento do número e da qualidade das universidades privadas e as constates greves, falta de
recursos e infraestrutura nas universidades públicas brasileiras, tem levado muitos jovens a
optarem pelas universidades privadas para sua formação na graduação e pós-graduação.
Portanto, a inteligência acadêmica é um forte aliado para os gestores das universidades para
tomada de decisão no que se refere ao planejamento, parcerias estratégicas e distribuição de
recursos na instituição.
A partir da configuração dos resultados obtidos, a UFAM poderá prospectar ações que
visem ampliar a relação entre a iniciação científica e a pós-graduação strictu sensu,
permitindo ampliar a capacidade de formação de pesquisadores, ampliando assim o maior
desempenho no sentido de consolidar o papel da Universidade Federal do Amazonas no
ambiente onde atua, favorecendo o cumprimento de sua missão e seu papel na vasta região
Amazônica.

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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Inteligência acadêmica como suporte para tomada de decisão: formação de pesquisadores na UFAM.</text>
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              <text>Barbalho, Celia Regina Simonetti; Yanai, Angela Emi; Souza, Cláudia Daniele de </text>
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              <text>Examina o papel da inteligência acadêmica no ambiente das instituições de ensino superior. A formação de pesquisadores constitui-se como foco deste estudo, sobretudo a partir dos dados da iniciação científica e da pós-graduação stricto sensu da Universidade Federal do Amazonas, adotada como exemplo para demonstrar o uso de informações institucionais para a tomada de decisão. Discute teoricamente os elementos inerentes a inteligência acadêmica, formação de pesquisadores, iniciação científica e pós-graduação com o intuito de compor elementos que favoreçam a percepção dos pontos focais empregados no estudo. A partir da configuração dos resultados obtidos, a UFAM poderá prospectar ações que visem ampliar a relação entre a iniciação científica e a pós-graduação stricto sensu, permitindo ampliar a capacidade de formação de pesquisadores, assim como, seu desempenho no sentido de consolidar o papel da Universidade Federal do Amazonas no ambiente onde atua, favorecendo o cumprimento de sua missão e seu papel na vasta região Amazônica.</text>
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