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                  <text>IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE FICHA CATALOGRÁFICA DA
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DA UFLA COM DADOS
FORNECIDOS PELO PRÓPRIO AUTOR

Nivaldo Calixto Ribeiro (UFLA) - nivaldo@biblioteca.ufla.br
Eliana J. Bernardes (UFLA) - eliana@biblioteca.ufla.br
Lucas Timóteo Silva (UFLA) - lucastimoteo90@gmail.com
Resumo:
O objetivo desse relato é apresentar como foi a implantação de um sistema de geração
automática de ficha catalográfica na Biblioteca Universitária da UFLA, com dados fornecidos
pelo próprio autor. A execução do projeto exigiu uma logística bastante complexa de recursos,
visto que houve a necessidade de pesquisar sobre sistemas similares existentes e definição dos
campos da ficha catalográfica e o cumprimento de várias etapas. Com a implantação do
sistema foi possível automatizar essa rotina, reduzindo filas de atendimento, dar celeridade
aos trâmites pós-defesa de teses e dissertações, além de possibilitar a realocação de um
profissional, anteriormente, dedicado exclusivamente a esta atividade.
Palavras-chave: Catalogação na fonte; Representação descritiva; Fichas catalográficas
automáticas.
Área temática: Eixo 2 - Responsabilidade Política, Técnica e Social
Subárea temática: Recursos de recuperação da informação

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�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

1

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
A ficha catalográfica contém as informações bibliográficas necessárias para a
identificação do documento na fonte. Traz informações fundamentais para a identificação e a
recuperação do documento, tais como autor, título, local, número de páginas, assunto, etc. É
confeccionada por profissional bibliotecário conforme o Código de Catalogação AngloAmericano vigente. Deve ser impressa no verso da folha de rosto das publicações. A ficha
catalográfica é um serviço de catalogação na fonte, exigida pela UFLA para dissertações e
teses de seus programas de pós-graduação, não sendo obrigatória para monografias e
trabalhos de conclusão de curso ( TCC´s).
Anteriormente, para a obtenção da ficha catalográfica das dissertações e teses, era
necessário já ter ocorrido a defesa e o autor devia enviar seu arquivo por e-mail, juntamente
com a cópia da ata de defesa e com a sugestão das palavras-chave a serem utilizadas. No caso
das publicações da universidade, a solicitação deveria ser enviada por e-mail, juntamente com
o arquivo e as sugestões das palavras-chave. Este serviço não era prestado para as
monografias e TCCs. Com a concretização desse projeto o usuário passou a ter autonomia
para o preenchimento e elaboração da sua própria ficha catalográfica. Para as publicações da
universidade, livros e outros, a elaboração permaneceu da mesma forma.
O objetivo desse relato é apresentar como foi a implantação de um sistema de geração
automática de ficha catalográfica na biblioteca universitária da UFLA, com dados fornecidos
pelo próprio autor.
O projeto se justificou devido ao aumento de programas de pós-graduação na UFLA e
ao consequente aumento da demanda de fichas catalográficas na Coordenadoria de Produtos e
Serviços. Com o funcionamento do Sistema de Geração Automática de Ficha Catalográfica
foi possível aos servidores se dedicarem à atividade de depósito de arquivos no Repositório
Institucional da UFLA e ao atendimento ao usuário.

2 Referencial teórico
A catalogação é atividade primordial numa biblioteca, propiciando ao usuário
recuperar os objetos informacionais de que necessita. Para Mey (2009, p.7) a catalogação é
definida como
[...] o estudo, preparação e organização de mensagens, com base em registros do
conhecimento, reais ou ciberespaciais, existentes ou passíveis de inclusão em um ou
vários acervos, de forma a permitir intersecção entre as mensagens contidas nestes
registros do conhecimento e as mensagens internas dos usuários.

Na definição dicionarizada, o verbo catalogar significa “1. Inscrever em catálogo e 2.
Agrupar e classificar elementos” (FERREIRA, 2004), o que remete a uma atividade anterior à
consolidação de bibliotecas modernas como conhecemos, embora outrora tenha sido
totalmente diferente das atuais, tanto em forma quanto em tecnologia, conforme corroborado
por Baptista (2006, p. 1)
Dos antigos papiros aos livros, ao advento da literatura periódica, os materiais foram
se diversificando cada vez mais, o que determinou, por outro lado, a necessidade
constante de aperfeiçoamento nas práticas de catalogação. A proliferação de regras
ao longo do tempo, culminando na criação das Regras de Catalogação
AngloAmericanas (AACR), já no século XX, refletem bem essa necessidade.

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2

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

Historicamente, considerando a evolução dos diferentes suportes da escrita,
depreende-se que tenha havido uma evolução nas formas de se acessar os materiais desejados.
Estruturas alusivas a catálogos foram encontradas em muitas bibliotecas da antiguidade,
conforme nos informa Mey (1995, p. 12)
Uma das mais antigas listas de livros de que se tem conhecimento data de 2.000
A.C., encontrada em um tablete de argila, com 62 títulos. No entanto, não se sabe a
finalidade da lista, ou se teria sido usada como catálogo.[...] Em escavações no
Egito foram encontrados tabletes de argila, escritos em língua babilônica, datados de
1.400 A.C., e que se referiam a títulos de obras. Mas ainda se desconhece se seriam
propriamente um catálogo.

A atividade de catalogação realizada na antiguidade é ilustrada por Mey (1995, p. 13)
Calímaco um dos sábios de Alexandria, elaborou seus Pínakes [Tabulas], cerca de
250 A.C., onde registrava o número de linhas de cada obra e suas palavras iniciais,
assim como dados bibliográficos sobre os autores. Não se sabe ao certo se o trabalho
de Calímaco era uma bibliografia ou um catálogo, ou se servia a ambas as
finalidades.

A evolução da catalogação é um processo longo que percorreu séculos até culminar
nas formas de catálogo como conhecido atualmente. Uma grande pesquisa sobre esta
evolução foi feita por Ruth French Strout e citada na obra Introdução à Catalogação, de Eliane
Serrão Alves Mey, de 1995. Ortega (2011, p.46) resume esta evolução
[...] da Idade Antiga até o início do século XX, ocorreram as seguintes iniciativas na
produção de catálogos e bibliografias: catalogação de partes de documentos, uso de
remissivas, construção de índices de autor e de assunto, entrada de autores pessoais
pelo sobrenome, reunião de livros relativos à mesma obra, adaptação das normas às
necessidades locais, e, por fim, a confeccção de fichas para possibilitar o registro das
diversas informações sobre um documento e a sua atualização constante. Estas
iniciativas compõem um conjunto de metodologias que são emblemáticas da
anterioridade das reflexões e operações documentárias com que se defrontam hoje
muitos dos setores da chamada ‘sociedade do conhecimento’.

Os dados descritivos são retirados do documento e transcritos em uma ficha
catalográfica ou em um registro no formato MARC, durante o processo da catalogação,
visando à recuperação pelo usuário.
Não obstante a evolução de fichas catalográficas manuscritas e impressas para os
registros bibliográficos legíveis por máquina, é grande o uso de ficha catalográfica impressa
nos trabalhos acadêmicos, considerando sua recomendação feita pela NBR 14724/2011, que
em seu item sobre o verso da folha de rosto diz “Deve conter os dados de catalogação-napublicação, conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente”(ABNT, 2011, p.
7).

3 Procedimentos metodológicos
A execução do projeto exigiu uma logística bastante complexa de recursos, visto que
houve a necessidade de pesquisar sobre sistemas similares existentes e definição dos campos
da ficha catalográfica.
A Comissão Técnica, instância deliberativa para questões administrativas, técnicas e
financeiras, e assessoria da Diretoria em assuntos de planejamento, gestão e outros de
natureza técnica, composta pelos chefes de setores, cinco bibliotecários e um técnico em

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3

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

tecnologia da informação, planejou e desenvolveu as atividades desse projeto. Além disso, a
colaboração dos demais bibliotecários da universidade, como também, dos pós-graduandos
que fizeram os primeiros testes foi de fundamental importância para a conclusão do sistema.
Segundo Cristianini, Moraes Castro (2010) existem muitos serviços de catalogação na
fonte encontrados nos sites de bibliotecas universitárias e a maior parte deles disponibiliza um
formulário para o preenchimento pelo usuário com os dados da publicação necessários para a
catalogação e o envio da ficha catalográfica se faz por e-mail após alguns dias. Algumas
bibliotecas possibilitam o agendamento de uma entrevista para coletar os dados para a
elaboração da ficha e outras disponibilizam e-mail para contato em caso de necessidade de
obtenção da ficha.
Ainda, segundo o relato de Silva (2008), há sistemas que disponibilizam um
formulário onde o preenchimento é realizado pelo usuário e, após a confecção da ficha, pelo
bibliotecário, o usuário por meio de um sistema específico, identifica quando a ficha de sua
tese ou dissertação foi concluída.
No sistema desenvolvido pela equipe da Biblioteca da UFLA, optamos por eliminar a
primeira interação com o usuário ou o armazenamento da ficha, por entender que pode ser
replicada a qualquer momento. Além disso, a expectativa era que a ficha fosse gerada no
editor “.docx”, pois, após eventuais correções na dissertação ou tese possibilitaria ao usuário
alteração de número de páginas ou outros pequenos acertos.
O sistema foi desenvolvido utilizando basicamente 5 tecnologias: HTML,
JAVASCRIPT, PHP5, JAVA, IREPORT. A interface do usuário foi concebida utilizando
HTML e JAVASCRIPT, no lado do servidor foi utilizado inicialmente PHP5 para gerar o
documento em PDF, entretanto identificou-se a necessidade de gerar documento em formato
editável, afim de atender a esta demanda foram utilizadas também as tecnologias JAVA e
IREPORT.
A divulgação e o envolvimento da comunidade acadêmica foram fundamentais para o
sucesso do projeto. Foram utilizados para divulgar o sistema: o e-mail, as listas de discussão,
o Sistema UFLA de Comunicação (site e internet) e os canais de comunicação da Biblioteca
(TV indoor, rede social, site).
Cabe mencionar que o vídeo instrucional foi preparado em parceria com o Laboratório
de Educação Conectada do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal
de Lavras (Leduc/DCC/UFLA).
Foi preparado um cronograma, Quadro 1, com o objetivo de estabelecer a
representação gráfica do tempo que foi investido em cada determinada etapa ou atividade no
âmbito desse projeto. Esta ferramenta ajudou a controlar e visualizar eficientemente o
progresso do trabalho.
Quadro 1- Ações e etapas

X
X

X

X

X

X

X
X

X

X

2015

X

X

Dez.

X

Nov.

Solicitação de alteração da instrução
normativa da PRPG

X

X

X

Out.

8

X

Set.

Parecer da comissão técnica;

X

X

Ago.

7

X

Jul.

6

Definição dos tipos de trabalhos que o
sistema confeccionará a ficha;
Programação do sistema;

Jun.

5

Maio

Definição de rotinas do sistema;

Abr.

4

2

Mar

3

Estudo de viabilidade de implantação do
sistema;
Identificação de universidade que
utilizam sistemas similares;
Seleção do formato do sistema;

Fev.

1

Jan.

Ações 2014/2015

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4

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL
9

Testes;

X

X

10

Correções;

X

X

11

X

X

12

Avaliação por todos bibliotecários da
UFLA;
Novos Testes;

X

X

13

Novas correções;

X

X

14

Construção de uma página no site da
biblioteca com informações sobre a
confecção da Ficha
Configurar
e-mail
com
resposta
automática informando sobre o sistema;
Delegar confecção de ficha catalográfica
de livros para Coordenadoria de
Processos Técnicos
Passar
senha
do
e-mail
ficha@biblioteca.ufla.br
para o bibliotecário responsável
Divulgação no sistema UFLA de
comunicação
Acompanhamento pela Coordenadora de
Produtos e Serviços
Conferência das primeiras fichas no
momento de entrega das teses e
dissertações nos trâmites pós-defesa
Redação do relato de experiência

15
16
17
18
19
20
21

X

X

X

X

X

X
X
X
X
X
X
X

X

X

X
X

Fonte: Dados da pesquisa

Neste trabalho também foi utilizada uma entrevista estruturada de caráter exploratório
e de coleta de informações, com questões abertas, visando a sondagem da posição dos
usuários que prepararam a ficha catalográfica com o sistema de geração automática com
dados fornecidos pelos mesmos.

4 Diretrizes para o preenchimento do formulário de geração automática de ficha
catalográfica
Com o objetivo de dinamizar os trâmites pós-defesa, as fichas catalográficas para
dissertações e teses passaram a ser elaboradas por meio do Sistema de Geração Automática de
Ficha, com dados de identificação da obra fornecidos pelo próprio autor. Com essa inovação,
as fichas para trabalhos de conclusão de curso para graduação, monografias e relatórios de
estágios também foram disponibilizadas.
No sistema de elaboração da ficha catalográfica pelo autor é preciso apenas preencher
os campos com os dados da obra, conforme orientações da Quadro 2. Os dados fornecidos
para geração da ficha são de responsabilidade do usuário. O programa faz a ordenação e
formatação correta dos dados de identificação da obra, apresentando a ficha finalizada e
normalizada, em um arquivo.doc, disponível para download e/ou impressão. Nesse formato,
não há número de classificação do conteúdo.
Quadro 2 - Diretrizes para o preenchimento e geração automática de ficha catalográfica
Campos

Descrição / exemplos

Nome do Autor*

É o responsável direto pela redação da obra. Apenas as letras iniciais em
maiúsculo.
Exemplo:
Maria

Nome do meio

Digite os primeiros sobrenomes, incluindo as preposições (se for o caso).
Exemplo:
Souza de

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Sobrenome do autor*

Digite seu último sobrenome. Utilize sempre o sobrenome da forma que você
costuma publicar seus trabalhos. Apenas as letras iniciais em maiúsculo.
Exemplos:
Autor: Maria Souza de Oliveira
Sobrenome: Oliveira
Autor: Adriano Gonçalves Bernardes Júnior
Sobrenome: Bernardes Júnior
Autor: Júlio Moreira Neto
Sobrenome: Moreira Neto
Autor: Alexandre Rodrigues Sobrinho
Sobrenome: Rodrigues Sobrinho

Título do trabalho*

Informe o título do seu trabalho conforme consta na ata de defesa. Caso
tenha termo científico, selecione-o e marque o itálico. Não usar pontuação.
Digite apenas a letra inicial em maiúsculo ou para nomes próprios.

Subtítulo do trabalho

Informe o subtítulo do seu trabalho conforme consta na ata de defesa. Caso
tenha termo científico, selecione-o e marque o itálico. Não usar pontuação.
Usar maiúsculo somente para nomes próprios.

Trabalho ilustrado

Marque esta opção, caso seu trabalho possua ilustrações.

Trabalho

Selecione o tipo de trabalho (tese, dissertação, TCC, monografia, relatório de
estágio, etc…)

Nome do orientador*

Digite o nome do seu orientador e nomes/sobrenomes do meio, se for o caso.
Seguindo as mesmas orientações de autores. Não incluir títulos como Prof.,
Dr. ou Msc.

Ano de publicação

Registre o ano em que o trabalho foi entregue (inserir o ano com quatro
dígitos).
Exemplo: 2015

Ano de defesa

Registre o ano em que o trabalho foi defendido (inserir o ano com quatro
dígitos).
Exemplo: 2015

Número de páginas

Registre o número total de páginas.

Assuntos *

Informe no mínimo três e no máximo cinco palavras-chave do seu trabalho.
Registre palavras ou expressões que representam o conteúdo do seu trabalho.
Evite termos redundantes ou repetitivos. Não incluir pontuação.

* Campos de preenchimento obrigatório.
Fonte: Universidade Federal de Lavras (2016)

O atendimento das fichas para demais obras editadas na UFLA, livros, textos
acadêmicos, anais de eventos, são preparadas pela equipe da Coordenadoria de Processos
Técnicos da Biblioteca Universitária.

5 Resultados
O Sistema de elaboração de ficha catalográfica com dados fornecidos pelo próprio
autor surgiu com a demanda de atender um grande número de solicitações de fichas
catalográfica para teses e dissertações, crescente a cada ano. Considerando que este sistema
foi implantado a pouco mais de um ano, foram selecionados, aleatoriamente, 30 pósgraduandos que prepararam a ficha catalográfica de suas teses ou dissertações com a
finalidade de relatarem sua experiência com o recurso.
A pesquisa de opinião indicou a imagem de uma determinada população de 220
usuários, a qual pode apontar informações sobre esse produto. Assim, o pós-graduando X,
considerou o sistema ótimo e que facilitou bastante o processo. Na mesma esteira o pósgraduando y e t, fizeram ponderações similares dizendo que o sistema foi eficiente e agilizou
o processo dos trâmites pós-defesa.
No mesmo contexto, o pós-graduando R, expôs que percebeu a elaboração da ficha
catalográfica como muito fácil de ser feita, de fácil acesso e que a Biblioteca Universitária da

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UFLA deveria continuar nesse sistema, já que facilita e elimina um pouco a burocracia para a
entrega das obras.
Noutro giro, porém com o mesmo foco a pós-graduando H, discurso sobre o novo
sistema de geração automática da Ficha, afirmando que é prático, rápido e eficiente.
Apresentou ainda sugestões que considerou um exemplo de praticidade e de sustentabilidade
(pois agiliza o processo e gasta menos dinheiro/papel), além de e diminuir a burocracia e,
principalmente, a necessidade excessiva de papéis e de um CD com o resumo/abstract.
Concluindo seu depoimento, indicou que tudo seria mais prático se pudesse ser enviado
eletronicamente. Afinal, a sociedade está na era digital e 'digitalização de documentos' deve
ser aproveitada para produzir menos lixo e gastar menos recurso.
Para compor a avaliação do sistema, foi realizada uma pesquisa com 220 usuários da
Biblioteca Universitária, utilizando uma escala ordinal em que o respondente assinalou uma
alternativa de 1 (UM) a 10 (DEZ), a fim de avaliar o quanto está satisfeito com o serviço. Para
os usuários que não tivessem condições de avaliar, bastaria marcar opção no formulário de
“Não tenho condições de avaliar”. É importante mencionar que, quanto mais próximo do
número 1(UM) o usuário se posicionasse, menos ele estaria satisfeito, e quanto mais próximo
do número 10(DEZ) se posicionasse, mais satisfeito estaria.
É importante considerar que, dos 220 usuários que responderam o questionário, 117
não souberam avaliar o sistema, 53% da população inquerida, como pode ser observado no
Gráfico 1. Esse resultado pressupõe que os respondentes podem ser alunos de graduação ou
pós-gradução que não tiveram contato com o sistema no decorrer do seu curso ou
simplesmente o desconhecem, provocando a necessidade do desenvolvimento de ações
estratégicas de divulgação.

Fonte: Dados da pesquisa

Considerando, os questionários que registraram sua percepção sobre o sistema,
identificamos que 34,6% avaliaram com nota máxima, 23,46% com nota 9, 20,48% com a
nota 8. Os demais se posicionaram entre as notas 1 a 7. Com os resultados podemos observar
que o recurso obteve grande aceitação pela comunidade acadêmica.

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6 Conclusão
A catalogação na fonte para trabalhos acadêmicos é recomendada pela NBR
14724/2011 e exigida para dissertações e teses defendidas na UFLA sendo facultativa para as
monografias e TCCs. Entretanto, o crescimento do número de cursos de pós-graduação sem
contrapartida no número de bibliotecários, torna esta tarefa inviável de ser realizada,
manualmente, em tempo hábil sem prejuízos de tempo para os autores.
O sistema de elaboração de ficha catalográfica propiciou independência e agilidade ao
aluno de pós-graduação na obtenção de sua ficha catalográfica, ao mesmo tempo que permite
que os alunos de graduação também sejam atendidos. Além desses benefícios, este sistema
libera um bibliotecário para se dedicar a outras atividades, resultando em melhor
aproveitamento dos recursos humanos da biblioteca.
Do ponto de vista técnico, este sistema garante estatísticas mais precisas de seu uso.
Uma vez que a ficha é gerada automaticamente pelo sistema, verificou-se uma redução da
circulação de usuários no setor responsável pela elaboração das fichas, tendo como benefícios
também a redução de ruídos provocados e interrupções de atividades de cunho técnico.

Referências
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Informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro,
2011.
BAPTISTA, D. M. A catalogação como atividade profissional especializada e objeto de
ensino universitário. Informação &amp; Informação, Londrina, v. 11, n. 1, jan. / jun. 2006.
CRISTIANINI, G. M. S.; MORAES, J. de S.; CASTRO, M. A. S. Sistema para geração
automática de ficha catalográfica para teses e dissertações: mais autonomia para o usuário. In:
SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 16., Rio de Janeiro.
Anais... Rio de Janeiro: UFRJ, 2010. Disponível em:
&lt;http://www.gapcongressos.com.br/eventos/z0070/trabalhos /final_293.pdf&gt;. Acesso em: 25
jan. 2016.
MEY, E. Introdução à catalogação. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 1995.
MEY, E. S. A.; SILVEIRA, N. C. Catalogação no plural. Brasília, DF: Briquet de Lemos/
Livros, 2009.
ORTEGA, C. D. Do princípio monográfico à unidade documentária: exploração dos
fundamentos da Catalogação. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 43-60, mar.
2011. Disponível em: &lt;http://www.ibict.br/liinc&gt;. Acesso em: 23 dez. 2015.
SILVA, A. C. et al. Sistema de solicitação de ficha catalográfica SIB-UnP. In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 15., São Paulo. Anais... São Paulo:
USP, 2008. Disponível em: &lt;http://www.sbu.unicamp.br/
snbu2008/anais/site/pdfs/3109.pdf&gt;. Acesso em: 25 jan. 2016.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS. Biblioteca Universitária. Diretrizes para o
preenchimento do formulário de Geração Automática de Ficha Catalográfica. 2016.
Disponível em: &lt;http://www.biblioteca.ufla.br/?page_id=3206&gt;. Acesso em: 10 jun. 2016.

�XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Implantação do Sistema de Ficha Catalográfica da Biblioteca Universitária da UFLA com dados fornecidos pelo próprio autor. </text>
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              <text>Ribeiro, Nivaldo Calixto; Bernardes, Eliana J.; Silva, Lucas Timóteo </text>
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              <text>O objetivo desse relato é apresentar como foi a implantação de um sistema de geraçãoautomática de ficha catalográfica na Biblioteca Universitária da UFLA, com dados fornecidos pelo próprio autor. A execução do projeto exigiu uma logística bastante complexa de recursos, visto que houve a necessidade de pesquisar sobre sistemas similares existentes e definição dos campos da ficha catalográfica e o cumprimento de várias etapas. Com a implantação do sistema foi possível automatizar essa rotina, reduzindo filas de atendimento, dar celeridade aos trâmites pós-defesa de teses e dissertações, além de possibilitar a realocação de um profissional, anteriormente, dedicado exclusivamente a esta atividade.</text>
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