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                  <text>Cooperação para o acesso do trabalhador à informação e
conhecimento
Telma Tupy de Godoy (UNISOCIESC) - tel.godoy@gmail.com
Kazuo Hatakeyama (UNISOCIESC) - khatakeyama@uol.com.br
Resumo:
Este trabalho parte do pressuposto que a cooperação entre o Serviço Social da Indústria –
SESI e seu programa Indústria do Conhecimento – SESI-IC com a Fundição Tupy S/A é um
elemento importante para viabilizar o acesso à informação e aquisição do conhecimento. Tem
por objetivo relatar os resultados obtidos com as ações desenvolvidas no Projeto SESI/IC,
visando o acesso do trabalhador à informação e conhecimento. No aspecto metodológico, a
pesquisa que fundamentou esse trabalho é caracterizada como exploratória, descritiva, de
cunho quantitativo, qualitativo, fazendo uso do tipo estudo de caso. Utilizou como
instrumentos de coleta de dados os relatórios anuais de frequência, de empréstimos de
materiais da biblioteca e um questionário individual distribuído aos seus usuários, o que
permitiu identificar a necessidade, a busca e o uso da informação na perspectiva do modelo de
uso da informação. Concluiu que a implantação de uma unidade do projeto SESI/ IC, na
Fundição Tupy S/A, resultou na promoção do acesso à informação e conhecimento do
trabalhador da empresa. Verificou que os usuários da Biblioteca que fizeram uso efetivo da
informação tiveram satisfeitas as necessidades de compreensão e esclarecimento de
problemas; puderam determinar o que fazer; e, ainda, utilizaram como uso pessoal.
Palavras-chave: Necessidade e uso da informação. Acesso à
conhecimento.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Gestão do Conhecimento e da Informação

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informação. Indústria do

�Cooperação para o acesso do trabalhador à informação e conhecimento

RESUMO
Este trabalho parte do pressuposto que a cooperação entre o Serviço Social da Indústria –
SESI e seu programa Indústria do Conhecimento – SESI-IC com a Fundição Tupy S/A é um
elemento importante para viabilizar o acesso à informação e aquisição do conhecimento. Tem
por objetivo relatar os resultados obtidos com as ações desenvolvidas no Projeto SESI/IC,
visando o acesso do trabalhador à informação e conhecimento. No aspecto metodológico, a
pesquisa que fundamentou esse trabalho é caracterizada como exploratória, descritiva, de
cunho quantitativo, qualitativo, fazendo uso do tipo estudo de caso. Utilizou como
instrumentos de coleta de dados os relatórios anuais de frequência, de empréstimos de
materiais da biblioteca e um questionário individual distribuído aos seus usuários, o que
permitiu identificar a necessidade, a busca e o uso da informação na perspectiva do modelo de
uso da informação. Concluiu que a implantação de uma unidade do projeto SESI/ IC, na
Fundição Tupy S/A, resultou na promoção do acesso à informação e conhecimento do
trabalhador da empresa. Verificou que os usuários da Biblioteca que fizeram uso efetivo da
informação tiveram satisfeitas as necessidades de compreensão e esclarecimento de
problemas; puderam determinar o que fazer; e, ainda, utilizaram como uso pessoal.
Palavras-chave: Necessidade e uso da informação. Acesso à informação. Indústria
do conhecimento.
ABSTRACT
Contribution of the knowledge to industry worker´s information
This research work parts from the presupposition that the cooperation between the SESIIndustry of Knowledge (SESI-IK) and the Fundição Tupy S/A (TFSA) is an important
element to become viable the access to the information and the acquisition of knowledge. This
paper has an objective to report results obtained of the access to the information of the
worker. Analyze the contributions of the SESI-IK Project for the access of the worker to the
information and knowledge. In the methodological aspect, the research is characterized as
exploratory, descriptive, quantitative, qualitative, making the use of the case study type.
Utilized as data collection tool the annual reports of attendance, the borrowing of materials
from the library and the personal questionnaire distributed to users, which allowed to identify
the needs, the search and use of information in the perspective of the model of use of
information. It has concluded that the implantation of the unit of SESI-IK project, in the
TFSA, resulted in the promotion of access to the information and knowledge of worker of the
foundry. It has noticed that the users of the library that made effective use of information had
as needs the comprehension and explanation of problem; determine what to do or how to do
thing and for own use.
Keywords: Needs of information. Use of information. Access to information.
Knowledge industry.

�1 INTRODUÇÃO
A sociedade mundial vive um momento dinâmico do ambiente econômico no qual, a
gestão pró ativa do conhecimento assume um papel central para a competitividade das
empresas e dos indivíduos. O recurso “conhecimento” adquire, neste contexto, cada vez mais
importância para o desempenho empresarial. Segundo Terra (2005), várias evidências
encontradas em diversos estudos mostram que a abertura econômica global vem impondo
importantes desafios às empresas brasileiras e aumentando a necessidade de investimento em
tecnologia, em educação e em gestão do conhecimento (GC). A velocidade para identificar e
responder com eficácia as alterações do mercado mundial reforça a importância do
conhecimento no processo de gestão das organizações atuais. Para que as experiências,
conhecimentos e expertises se tornem acessíveis para as empresas é importante que elas
adotem métodos de formalização desses saberes de maneira a possibilitar a criação de novas
competências e o estimulo à inovação, além da geração de valor para seus clientes (Rocha,
2010).
Araujo, apud Alvim (2006), assegura que a busca por informação se tornou
característica de uma sociedade marcada pelo processo de globalização de mercados,
velocidade dos avanços tecnológicos e pela competitividade sistêmica. O próprio conceito de
uma sociedade da informação reforça que ter informação ou, ao menos, ter garantido o acesso
a ela, passa a ser um diferencial de uma nova era.
A informação e o conhecimento tornaram-se os fatores mais importantes no ambiente
competitivo das organizações, sendo considerados os principais componentes para manter o
nível de competitividade, envolvendo produção, troca, venda de produtos e serviços (Romani
&amp; Borszcz, 2006). A relevância da informação é universalmente aceita; sua gestão e
aproveitamento estão diretamente relacionados ao sucesso desejado. A informação é também,
considerada e utilizada como um instrumento de gestão (Tarapanoff, 2001). Para Lira (2008),
o acesso à informação permite ao sujeito que com ela interage construir conhecimentos que
contribuam para gerar novas ideias, resolver problemas, tomar decisões e melhorar o
relacionamento interpessoal. Barreto (1994), afirma que a informação quando corretamente
assimilada, produz conhecimento e tem o poder de modificar o estoque mental de
informações do indivíduo trazendo benefícios para o seu desenvolvimento e também para o da
sociedade em que ele vive.
Nas organizações a busca pelo conhecimento, como fonte de inovação e obtenção de um
diferencial competitivo, traz a necessidade de ambientes para criação e compartilhamento do
conhecimento (Lira, Cândido, Araújo, &amp; Barros, 2008). A velocidade para identificar e
responder com eficácia as alterações do mercado reforça a importância da GC.
As empresas que atuam com base no conhecimento, estabelecem “suas ações na
compreensão do ambiente, de suas necessidades, e são alavancadas pelas fontes de
informação disponíveis e pela competência de seus membros” (Choo, 2006, p.31). O
conhecimento na empresa é construído por meio da interatividade das pessoas,
compartilhando informações e experiências que são transformadas em conhecimentos,
concebendo desta forma, o aprendizado e o desenvolvimento organizacional (Davenport e
Prusak, 2003).
A diversidade e coexistência de fontes e meios de acesso à informação desmistificam a
crença de que o advento das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) tornaria

�ultrapassados os meios e suportes convencionais como é o caso do livro. Ao contrário, a
experiência tem mostrado que a articulação das diversas mídias e suportes propicia a
ampliação do espaço de construção do conhecimento. O ato de ler como processo que
possibilita o acesso à informação e apropriação desta em conhecimento compreende, dentre
outros, a leitura de texto e imagem que se apresentam nas mais diversas mídias Serviço Social
da Indústria [SESI] (2008).
2 O USO DA INFORMAÇÃO
A busca, o processamento e a análise das necessidades dos usos da informação vêm se
tornando um componente importante de pesquisa em várias áreas, entre elas, a psicologia
cognitiva, sistemas de informação, tomada de decisão, antropologia social, aprendizagem
organizacional e difusão da inovação (Lira et al., 2008).
Os primeiros estudos de como as pessoas se comportam quando buscam e usam a
informação foram apresentados na conferência sobre informação científica da Royal Society,
em 1948. Naquela ocasião duas comunicações se destacaram: uma sobre o comportamento de
duzentos cientistas britânicos que serviam em órgãos do governo, universidades e institutos
particulares de pesquisa na busca da informação; e outra sobre o uso da biblioteca do Museu
de Ciência de Londres. Tais estudos foram patrocinados por associações profissionais que
precisavam elaborar seus programas para responder à explosão de informações científicas e
novas tecnologias, e “também foram iniciados por bibliotecários, administradores de centros
de informação e laboratórios, que precisavam de dados para planejar seu serviço...” (Choo,
2006, p.67).
Ao longo das décadas seguintes, o esforço de maior compreensão permitiu que as
fontes de informação fossem definidas como qualquer recurso que responda a uma demanda
de informação, produto ou serviço de informação, uma pessoa ou grupo de pessoas ou uma
organização. Elas abrangem manuscritos, documentos, dados ou registros, publicações
impressas e eletrônicas, pessoas, organizações, além de objetos, como amostras minerais,
obras de arte, que forneçam informações que possam ser acessadas para responder a certas
necessidades, desejos ou demandas (Periotto, 2010).
Choo (2006) relaciona o uso da informação com uma tríade: necessidade, busca e uso
da informação. A necessidade surge quando uma pessoa reconhece vazios em seu
conhecimento e em sua capacidade de dar significado a uma experiência. Na busca de
informação o indivíduo busca, intencionalmente, explicações que possam mudar seu estado de
conhecimento. E agem sobre várias influências, nos âmbitos cognitivo, afetivo e situacional.
A influência cognitiva tem origem em diferentes estratégias de busca de esclarecimento e são
ativadas para preencher diferentes lacunas do saber. No afetivo, o estado emocional e
psicológico determina diferentes preferências e métodos de buscar a informação. No âmbito
situacional, as características do trabalho determinam a maneira de acessar e usar os
resultados adquiridos. O uso da informação é o estágio final, é a seleção e o processamento
das informações que resultam em novos conhecimentos ou ações.
Para Davenport e Prusak (2003, p.61) GC é “o conjunto de atividades relacionadas à
geração, codificação e transferência do conhecimento”. Os autores afirmam que se baseia no
bom aproveitamento dos meios disponíveis na organização de forma orientada para o
conhecimento. A GC pode ser vista como um processo em analogia com a qualidade total,

�pois quem garante a qualidade é o próprio indivíduo, na execução de suas tarefas no dia-a-dia
de trabalho. Para estes autores o conhecimento é empregado nas organizações, quer elas
gerenciem ou não esse processo. Mas o emprego da GC implica na transferência formalizada,
sendo necessário o desenvolvimento de uso e aplicabilidade.
3 LOCAL DE PESQUISA
O Projeto SESI-IC é uma parceria do Departamento Nacional do Serviço Social da
Indústria - SESI/DN e Ministério da Educação - MEC, lançado em 2006, tem como proposta
permitir que o trabalhador e seus familiares tenham acesso à informação e apropriação do
conhecimento. Dos onze princípios que sustentam o projeto, o sétimo diz: “O projeto SESI –
IC organiza-se como centro de multimeios, com biblioteca, DVDteca, CDteca e Internet, onde
os sujeitos/usuários tem a oportunidade de acesso à informação e apropriação do
conhecimento” (SESI, 2008, p.3).
Na década de 1960 existiam duas bibliotecas na Fundição Tupy S/A. A primeira com
200 volumes – romances, aventuras, história, contos. E outra especializada na área metal
mecânico, situada no parque industrial da Tupy, no bairro Boa Vista. Seu acervo de 500
volumes era formado exclusivamente por livros técnicos, revistas, anais de congressos e
normas técnicas. A finalidade da biblioteca técnica era suprir as necessidades informacionais
dos seus pesquisadores e engenheiros atuantes na empresa (Crispim, 2009).
Em 2007, a Tupy firmou parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI) para
implantação do projeto SESI-IC. Para atender ao projeto foi construído um prédio para
abrigar a nova biblioteca no parque industrial da fundição. Sendo o SESI o responsável pela
construção do edifício, fornecimento de equipamento, mobília, montagem do acervo inicial
com cerca de 1.200 novos títulos entre romances, biografias, didáticos, autoajuda, literatura
infanto-juvenil, filmes de ficção, documentários, oito computadores para acesso à Internet,
assinaturas de jornais e revistas, pois “alcançar todos os grupos etários existentes fazia parte
da parceria entre a fundição Tupy e SESI” (Crispim, 2009, p.211).
4 ASPECTOS METODOLÓGICOS
A pesquisa foi desenvolvida de forma exploratória descritiva, de cunho quantitativo e
qualitativo fazendo uso de: a) relatórios anuais de frequência e de empréstimos de materiais
entre 2006 e 2011; e b) resposta do questionário individual, elaborado a partir dos critérios da
“Proposta de diagnóstico de gestão do conhecimento em bibliotecas” de Castro (2005) e do
modelo de busca e uso da informação de Choo (2006), para a coleta de dados. Portanto, de um
estudo de caso realizado na Biblioteca Tupy/ SESI, unidade do SESI – IC, instalada na
Fundição Tupy S/A., Joinville, SC.
Para análise do objetivo de promover o acesso à informação aos colaboradores, como
dito acima foram utilizados os dados de frequência dos usuários e empréstimos de materiais
da Biblioteca Tupy/SESI (BTS), coletados por intermédio dos relatórios do período 2006 a
2011. A amostra sobre os empréstimos é ilustrada na tabela 1.

�Ano

Quantidade de empréstimos

Frequência de usuário

2006

1.470

609

2007

4.077

2.504

2008

25.921

21.396

2009

21.864

17.922

2010

22.221

18.163

2011

17.959

13.989

Tabela 1 - Identificação da amostra
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.98)

A frequência de acesso anual dos usuários demonstra acréscimo após um ano de
implantação do sistema de cooperação conforme ilustrado na figura 1.
Frequência de usuários
25000

21.396

20000
17.922

15000

18.163
13.989

10000

5000
0

609

2.504

2006

2007

2008

2009

2010

2011

Figura 1: Acesso à Biblioteca no período 2006 a 2011
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.65)

Quanto à retirada de materiais do acervo da BTS constatou-se o aumento do volume
de empréstimos de todos os tipos de materiais constantes da biblioteca, bem como no número
de acesso dos funcionários. Isso pode ser atribuído a implantação da nova biblioteca e as
ações empreendidas para atrais os usuários.
Em relação à utilização do serviço de empréstimo domiciliar de mídia impressa, DVD
e frequência dos usuários no período 2008 até 2011, percebe-se na análise dos relatórios que,
em 2008, a quantidade de empréstimos e frequência não apenas cresceu em relação a 2007,
como atingiu seu ápice de atendimento.
A questão que se impõe é a diminuição gradativa ou a tendência de queda dos totais
obtidos nos anos que se seguem. Um dos fatores que podem explicar essa variação seriam a
implantação (2008) e posterior suspensão (2009) da “Hora do Conto”, aos sábados, para os
filhos dos colaboradores que promovia a interação de funcionários e seus dependentes – ou
estratégia empresarial de abrir espaço para a inclusão de membros das famílias de seus
colaboradores. Tratava-se do contar ou da “contação” de histórias no espaço da biblioteca,
atividade realizada uma vez no mês para os filhos dos funcionários da fundição, dos três aos
doze anos de idade.

�A “contação” de histórias se caracterizava não apenas como incentivo à leitura; ela
permitia ainda a integração da criança no espaço de trabalho de progenitor (a) e o
fortalecimento da relação entre a empresa e a família de seus funcionários. Além disso, ela
ainda funcionava como uma forma da criança ter maior contato com o acervo de literatura
infanto-juvenil, o que contribuiu para o aumento da frequência em relação a 2007, em 754% e
os empréstimos em 535%. Vale lembrar que a promoção de atividades de estímulo à leitura
também é um dos princípios do projeto SESI – IC.
Em 2009 houve um declínio da busca por materiais e frequência na biblioteca, o que
pode ser atribuído às férias coletivas que a Fundição Tupy S/A concedeu aos seus
colaboradores em função da desaceleração da economia brasileira e também a suspensão da
atividade “Hora do Conto”.
Se a queda significativa do número de empréstimos e de usuários em 2009 pode ser
explicada pelas férias coletivas da empresa, o fenômeno de ligeira recuperação do ano
seguinte não se manteve como tendência de crescimento o que pode ser observado pelos totais
encontrados em 2011. Uma das explicações possíveis foi o fim da atividade “Hora do Conto”
ou o descontinuar de uma prática dinâmica, agregadora de usuários.
Para complementar os dados da pesquisa e identificar o tipo e nível de necessidade da
busca e uso da informação obtida na biblioteca, foi elaborado um questionário com base no
modelo de Choo (2006).
Adotou- se esse modelo, pois permite o mapeamento das necessidades, busca e usos
da informação obtidos pelos usuários de serviços de informação. A partir da análise da
proposta deste modelo foram definidas as perguntas. O questionário foi dividido em duas
partes, sendo a primeira com a caracterização geral do respondente: idade, sexo e
escolaridade; e a segunda parte “Busca e uso da informação”, com 17 perguntas.
Os critérios de avaliação das respostas da segunda seção foram: “sempre”, “muitas
vezes”, “às vezes”, “raramente” e “nunca”. A partir das respostas do questionário foi
desenvolvida a análise dos dados.
Na primeira seção, caracterização do respondente, observou-se que a faixa etária
variou entre 20 a mais de 50 anos, sendo que 48% encontram-se na faixa de 31 a 40 anos; em
segundo lugar vem à faixa de 21 a 30 anos, representando 30%, conforme ilustrado na tabela
2. A maioria são homens, representando 78% em relação às mulheres, conforme ilustrado na
tabela 2.
Faixa etária

Quantidade

%

Até 20 anos

1

2%

21 – 30 anos

15

30%

31 – 40 anos

24

48%

41 – 50 anos

7

14%

Mais de 50 anos

3

6%

Tabela 2 - Faixa etária dos respondentes
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.69)

�Quanto a frequência por gênero, a predominância foi do sexo masculino, tendo em
vista que a natureza industrial da empresa de fundição demanda intensa força de trabalho
muscular, conforme ilustra a tabela 3.
Sexo

Quantidade

%

Masculino

39

78%

Feminino

11

22%

Tabela 3 - Sexo dos respondentes
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.69)

Quanto a escolaridade 40% dos respondentes tem curso superior completo, 30% médio
completo e apenas 10% não concluíram o curso superior, conforme representado na tabela 4.
Escolaridade

Quantidade

%

Médio completo

15

30%

Técnico completo

10

20%

Superior completo

20

40%

Superior incompleto

5

10%

Tabela 4 - Respondentes por escolaridade
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.70)

Na segunda parte do questionário, no quesito busca e uso da informação, procurou-se
identificar a premência de conhecimento de acordo com o modelo adotado que considera
ainda níveis de necessidade e classes de uso da informação.
As deficiências ou falhas de conhecimento para o desempenho das tarefas
organizacionais e a tomada de decisões são o principal gerador de necessidade de informação
cognitiva. Para reconhecê-la têm-se as respostas das perguntas 1, 2, 4, 6, 8, 10, 12 e 13,
explicitadas no quadro 1:
Necessidade
cognitiva

Questão
1
2
4
6
8
10
12
13

Perguntas
Você frequenta a BTS?
Você busca fontes de informação na BTS?
O material que você retira da BTS é para fins profissionais?
O material que você retira é para você?
A BTS facilitou seu acesso a livros e outras fontes de
informação?
Você comprava livros antes da implantação da BTS?
Você procura informação na BTS para melhorar a
compreensão de problemas particulares?
Você procura informação na BTS para determinar o que
fazer ou como fazer uma coisa?

Quadro 1 - Necessidade cognitiva
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.70)

�Situações sociais em que a informação satisfaz as necessidades afetivas ou emocionais
estão representadas nas perguntas 1, 2, 3, 5 e 12, conforme demonstradas no quadro 2.
Necessidade
afetiva ou
emocional

Questão
1
2
3
5
12

Perguntas
Você frequenta a BTS?
Você busca fontes de informação na BTS?
Você retira material da BTS para lazer?
O material que você retira é para família?
Você procura informação na BTS para melhorar a
compreensão de problemas particulares?

Quadro 2 - Necessidade afetiva ou emocional
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.71)

As perguntas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12 e 13 tratam da necessidade que levou o
respondente a buscar informação na biblioteca. Os materiais disponibilizados no acervo da
biblioteca são procurados pelos usuários em razão de uma necessidade de informação que
varia de acordo com a situação podendo ser para uma tarefa que está realizando, uma
necessidade de lazer, para familiares, resolver problemas particulares, tomada de decisão,
entre outros.
Para identificar o nível de necessidade de informação, foram elaboradas as perguntas,
conforme ilustrado no quadro 3.

Nível de
necessidade

Pergunta
3
4
5
13

Perguntas
Você retira material na BTS para lazer?
O material que você retira é para fins profissionais?
O material que você retira é para família?
Você procura informação na BTS para determinar o que fazer ou
como fazer uma coisa?

Quadro 3: Perguntas para coletar dados sobre o nível de necessidades
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.71)

Essas indagações relacionam-se com o nível de necessidade tipo “formalizado” e
“instrumental”, pois segundo Choo (2006, p.101), no primeiro estágio o indivíduo consegue
fazer uma descrição de sua necessidade, e o segundo ocorre quando a informação é usada para
que o usuário saiba como e o que fazer; está relacionada com a importância que ele atribui a
informação para determinar o que fazer ou solucionar um problema.
Percebe-se pelo resultado que a demanda existente por livros de literaturas, revistas e
quadrinhos (pergunta 3) foi atendida, pois 48% dos usuários da biblioteca utilizaram os
materiais para lazer. Quanto a busca para fins profissionais (pergunta 4) a maioria raramente
procura informação para esta necessidade. A demanda por livros técnicos, normas e
periódicos especializados já era suprida pela Biblioteca Técnica da Tupy antes da implantação
do projeto, e no momento de preenchimento do questionário apenas 22% buscavam
informações para esclarecimentos de problemas profissionais.
Na busca de informação instrumental, concluiu-se que 30% dos respondentes vão à
biblioteca com esta finalidade (pergunta 13). No que se refere a formalizar uma lacuna de
conhecimento pode-se observar que 42% emprestam livros para atender uma necessidade de
informação da família (pergunta 5).

�Os percentuais dos resultados das respostas “sempre” ou “muitas vezes” encontrados
em cada uma das perguntas estão na tabela 5.

Pergunta

Nível de necessidade de informação
Instrumental e formalizado

%de participantes
que responderam
sempre ou muitas
vezes
48%

3

Você retira material para lazer?

4

O material que você retira é para fins profissionais?

22%

5

O material que você retira é para família?

42%

13

Você procura informação na BTS para determinar o que fazer
ou como fazer uma coisa?

30%

Tabela 5 – Nível de necessidade de informação
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.72)

Entre os tipos de necessidade estão a “compreensão do problema”, ou seja, a
informação é utilizada para permitir uma melhor compreensão de um determinado problema e
“esclarecimento” é usada para criar um contexto ou para dar significado a uma situação.
Estão associadas com o tipo de necessidade esclarecimento e compreensão do
problema as perguntas relacionadas na tabela 6.

Pergunta

Tipo de necessidade de informação
Compreensão e esclarecimento

% de participantes que
responderam sempre ou
muitas vezes
66%

6

O material que você retira é para você?

7

Você encontra na BTS o material que deseja?

66%

12

Você procura informação na BTS para melhorar a
compreensão de problemas particulares?

24%

Tabela 6 – Tipo de necessidade de informação
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.74)

A busca da informação é então o processo pelo qual o indivíduo a procura de modo a
mudar seu estado de conhecimento, conforme os preceitos do modelo adotado: durante a
busca manifestam-se alguns comportamentos típicos, entre os quais identificar e selecionar as
fontes, extrair e avaliar a informação, estender, modificar ou repetir a busca. O usuário vai
procurar suprir a necessidade buscando informações a partir de basicamente duas fontes, as
formais e informais. Entre as formais estão as bibliotecas. Nesta pesquisa, o colaborador da
fundição busca na BTS. As perguntas que permitiram identificar a busca estão relacionadas na
tabela 7.

�Busca de informação
Pergunta
1
2
8
9
10
11

Você frequenta a BTS?
Você busca fontes de informação na BTS?
A BTS facilitou seu acesso a livros e outras fontes de
informação?
Você já tinha o hábito de frequentar outras bibliotecas
antes da implantação da BTS?
Você comprava livros antes da implantação da BTS?
Após a implantação do projeto SESI Indústria do
Conhecimento você passou a comprar livros?

% de participantes
que responderam
sempre ou muitas
vezes
64%
54%
86%
22%
20%
8%

Tabela 7 – Busca de informação
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.76)

Após a análise do percentual das respostas “sempre” e “muitas vezes” das perguntas 1,
2 e 8 percebe-se que o objetivo do projeto SESI – IC de facilitar ao trabalhador (a) e sua
família o acesso à informação disponível em mídia impressa e eletrônica e na Internet e a
apropriação do conhecimento foi atingido. Os resultados destas perguntas estão na tabela 7.
O uso da informação é o estágio final do modelo: a partir do reconhecimento de um
vazio em seu conhecimento, o indivíduo inicia a busca de informação e fará uso dela. O uso
envolve a seleção e o processamento; o usuário interpreta a informação encontrada, que pode
responder a uma pergunta, resolver um problema, tomar uma decisão, negociar uma posição
ou entender uma situação. O resultado da utilização da informação é, portanto, uma mudança
no estado de conhecimento do indivíduo e em sua capacidade de agir.
As perguntas 3, 4, 12, 13, 14, 15, 16 e 17, quadro 4, registram o uso da informação.
Uso da informação
Perguntas
3
4
12
13
14
15
16
17

Você retira material da BTS para lazer?
O material que você retira da biblioteca é para fins profissionais?
Você procura informação na BTS para melhorar a compreensão de problemas
particulares?
Você procura informação na BTS para determinar o que fazer ou como fazer uma coisa?
Você socializa os conhecimentos que adquire por meio da biblioteca com seus colegas de
trabalho?
Você tem oportunidade de apresentar seus conhecimentos de forma explícita?
Você participa de situações sistemáticas de troca de conhecimento?
Você relaciona os novos conhecimentos aos anteriores e os reorganiza gerando novos
conhecimentos?

Quadro 4 – Perguntas de sobre o uso da informação
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.78)

Para análise do uso da informação obtida na BTS foi utilizada a classificação
preconizadas por Taylor (1991). As perguntas e a classes estão descritas no quadro 5.

�Classes de uso
Pessoal. Criar
relacionamentos
Esclarecimento. Criar
contexto ou dar significado
Compreensão de problema.
Melhorar a compreensão de
problemas, e pessoal
Instrumental. Determinar o
que ou como fazer

Pergunta
3

Motivacional. Motivar,
manter um envolvimento
pessoal
Factual. Determinar os fatos
de um fenômeno ou
acontecimento
Confirmativa. Verificar outra
informação
Esclarecimento

14

4
12
13

15
16
17

Descrição
Você retira material da BTS para lazer?
O material que você retira da BTS é para fins
profissionais?
Você procura informação na BTS para melhorar
a compreensão de problemas particulares?
Você procura informação na BTS para
determinar o que fazer ou como fazer uma
coisa?
Você socializa os conhecimentos que adquire
por meio da biblioteca com seus colegas de
trabalho?
Você tem oportunidade de apresentar seus
conhecimentos de forma explícita?
Você participa de situações sistemáticas de
troca de conhecimento?
Você relaciona os novos conhecimentos aos
anteriores e os reorganiza gerando novos
conhecimentos?

Quadro 5 - Classes de uso da informação
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.78)

Na tabela 8 estão relacionados os percentuais das perguntas que identificaram o uso da
informação.

Pergunta
3
4
12
13
14
15
16
17

Uso da informação
Descrição
Você retira material da BTS para lazer?
O material que você retira da BTS é para fins
profissionais?
Você procura informação na BTS para melhorar
a compreensão de problemas particulares?
Você procura informação na BTS para
determinar o que fazer?
Você socializa os conhecimentos que adquire por
meio da biblioteca com seus colegas de trabalho?
Você tem oportunidade de apresentar seus
conhecimentos de forma explícita?
Você participa de situações sistemáticas de troca
de conhecimento?
Você relaciona os novos conhecimentos aos
anteriores e os reorganiza gerando novos
conhecimentos?

% de participantes
que responderam
sempre ou muitas
vezes
48%
22%
24%
30%
48%
32%
26%
46%

Tabela 8 - Uso da informação com os percentuais
Fonte: Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o acesso
do trabalhador a informação e conhecimento ( GODOY, 2012, p.79)

Os fatores que se destacam na busca e uso da informação são: esclarecimento, pessoal
e motivacional. Nas demais classes a informação é utilizada em quantidades similares.

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A premissa na qual se estrutura o projeto SESI- IC é o reconhecimento que a
necessidade de informação pode ser entendida como a percepção da diferença entre o estado
desejado e a situação real, ativando o processo de busca e decisão do pelo uso da informação
Como dito acima, esse projeto tem por objetivo promover a inclusão digital e o acesso às
fontes de informação estruturadas e se operacionaliza com a implantação de uma biblioteca
com acervo de literaturas de vários gêneros, quadrinhos, DVDs, e equipamentos para acesso à
Internet, concebidos especialmente para atender as lacunas existentes na promoção do acesso
à informação e ao conhecimento. O público alvo são os trabalhadores e seus dependentes.
Este estudo procurou demonstrar a importância de projetos como o
SESI–IC são relevantes para possibilitar o melhor acesso à informação e conhecimento. A
coleta e análise dos relatórios de frequência e de empréstimos de materiais, no período de
2006 a 2011, permite afirmar que o novo espaço e serviços oferecidos promoveram
significativo aumento do acesso à informação. Pode-se concluir que a implantação do projeto
atingiu seus objetivos principais.
As respostas às perguntas utilizadas para avaliar o nível de necessidade mostram que
os respondentes reconhecem a lacuna no próprio conhecimento e conseguem descrever sua
necessidade.
O estado emocional e psicológico determinam diferentes preferências e métodos de
buscar a informação. O resultado dessa pesquisa revelou que a necessidade pela informação
que possibilite uma melhor compreensão de algum problema e seu respectivo esclarecimento
é a que se destaca entre as demais, 66% dos respondentes busca a informação para dar um
significado à uma situação, a fim de alcançar um determinado objetivo. Na busca de
informação seja para os diferentes níveis e tipos de necessidade, 86%, dos usuários,
reconhecem que a Biblioteca Tupy/SESI promoveu o acesso à informação.
Concluiu-se que projetos como o SESI – IC mostram-se relevantes para possibilitar o
acesso à informação e conhecimento, e tanto do ponto de vista da empresa como da
comunidade o investimento pode proporcionar os resultados esperados. Cabe ressaltar que o
exemplo da “Hora do Conto” torna evidente que não basta disponibilizar o acesso à
informação. É fundamental que se promovam atividades de vivências destinadas à produção e
uso da informação voltada ao conhecimento, oferecer múltiplas possibilidades de leitura e,
com isso levar os usuários a ampliar seus conhecimentos e suas ideias.
REFERÊNCIAS
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alimentícias do Estado de Minas Gerais. In: VII ENANCIB, Marília, SP. 2006. Disponível
em: http://www.marilia.unesp.br/sistemas/enancib/viewpaper.php?id=62 Acesso em: 1 julho
2012.
BARRETO, A. de A. A questão da informação. São Paulo em Perspectiva, v.8, n.4,
out./dez. 1994.
CASTRO, G. Gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias: um instrumento de
diagnóstico. 2005 160p. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Programa de

�Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina,
Florianópolis, 2005
CHOO, W.C. A organização do conhecimento: como as organizações usam a informação
para criar significado, construir conhecimento e tomar decisões. 2.ed. São Paulo,
SENAC, 2006.
CRISPIM, A. C. Relato de experiência: biblioteca TUPY SESI, projeto Indústria do
Conhecimento. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 14, n. 1,
p.206-215, jan./jun. 2009.
DAVENPORT, T. H.; PRUSAK, L. Conhecimento empresarial. 15.ed. Rio de Janeiro:
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GODOY, T. A. T. de. Análise das contribuições da Indústria do Conhecimento para o
acesso do trabalhador à informação e conhecimento. 2012 102p. Dissertação (Mestrado
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Engenharia da Produção, Joinville,SC, 2012
LIRA, W.S.; CÂNDIDO, G.A; ARAÚJO, G.M.; BARROS, M.A. A busca e o uso da
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PERIOTTO, C. Análise e uso da informação em pequenas empresas de base tecnológica
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 19 - Ano: 2016 (UFAM - Manaus/AM)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A biblioteca universitária como agente de sustentabilidade institucional.</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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              <text>Este trabalho parte do pressuposto que a cooperação entre o Serviço Social da Indústria –SESI e seu programa Indústria do Conhecimento – SESI-IC com a Fundição Tupy S/A é um elemento importante para viabilizar o acesso à informação e aquisição do conhecimento. Tem por objetivo relatar os resultados obtidos com as ações desenvolvidas no Projeto SESI/IC, visando o acesso do trabalhador à informação e conhecimento. No aspecto  metodológico, a pesquisa que fundamentou esse trabalho é caracterizada como exploratória, descritiva, de cunho quantitativo, qualitativo, fazendo uso do tipo estudo de caso. Utilizou como instrumentos de coleta de dados os relatórios anuais de frequência, de empréstimos de materiais da biblioteca e um questionário individual distribuído aos seus usuários, o que permitiu identificar a necessidade, a busca e o uso da informação na perspectiva do modelo de uso da informação. Concluiu que a implantação de uma unidade do projeto SESI/ IC, na Fundição Tupy S/A, resultou na promoção do acesso à informação e conhecimento do trabalhador da empresa. Verificou que os usuários da Biblioteca que fizeram uso efetivo da informação tiveram satisfeitas as necessidades de compreensão e esclarecimento de problemas; puderam determinar o que fazer; e, ainda, utilizaram como uso pessoal.</text>
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