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                  <text>BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E AS REDES SOCIAIS: INTERAÇÃO
E TROCAS NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Elaine Hipólito dos Santos Costa (Unifesp) - biblioteca.osasco@unifesp.br
Maria Claudia Ferreira Barbaresco (Unifesp) - barbarescomc@gmail.com
Maria Rosa Carnicelli Kushnir (Unifesp) - rosa.kushnir@unifesp.br
Andreas Leber (UNIFESP) - andreas.leber@unifesp.br
Resumo:
Com o avanço da internet, o contato entre pessoas de diferentes países se tornou mais
próximo. As redes sociais passaram a funcionar também como uma rede profissional virtual na
qual pessoas com o mesmo interesse debatem e compartilham novidades umas com as outras.
As bibliotecas, em busca de acompanhar o desenvolvimento tecnológico e serem ativas na
comunicação, estão usando ferramentas que permitem às instituições maior interatividade e
comunicação na relação com os usuários reais e potenciais, atingindo públicos inimagináveis.
O objetivo deste trabalho é analisar o uso de blog e facebook como ferramentas de
comunicação da biblioteca da Unifesp Campus Osasco - EPPEN e como eles podem colaborar
para compartilhamento e criação de conhecimentos e de Intelectuais coletivos, como espaços
de interação e trocas e sendo agentes na construção do conhecimento. Para tal, usaremos a
abordagem conceitual de Pierre Lévy.
Palavras-chave: Inovação. Redes Sociais. Bibliotecas Universitárias.
Área temática: Eixo 1 - Gestão sustentável
Subárea temática: Acessibilidade (produtos, serviços e tecnologia)

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XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO AGENTE DE SUSTENTABILIDADE INSTITUCIONAL

1 Introdução
É recorrente lermos que as bibliotecas universitárias são recursos educacionais e que
devem promover o acesso à informação, auxiliando o tripé ensino-pesquisa-extensão. Porém,
ao aceitarmos que a biblioteca é um recurso, corremos o risco de vê-la apenas como um
acervo, uma depositária de livros.
A rápida evolução de ferramentas tecnológicas tem tornado obsoletas bibliotecas que
somente possuem acervos físicos e passam os dias à espera de usuários. Numa era de internet,
redes sociais, compras on-line, e-mail, smartphones e tablets, não é possível esperar os
usuários, as bibliotecas têm que inovar e buscar formas de interagir com eles.
Atualmente, as redes sociais estão presentes em todos os níveis e segmentos da
sociedade e, na ciência, não é diferente. Elas possibilitam maior interação entre os atores
envolvidos no processo – autores, leitores e editores – de maneira rápida, imediata e
interativa, apontando para novas práticas de comunicação e informação, ampliando a
visibilidade e alcance das pesquisas realizadas e sua disseminação para a comunidade
específica e sociedade em geral (PRÍNCIPE, 2013, p. 199).
Assim, nos questionamos sobre o papel das bibliotecas universitárias dentro do que
Lèvy chamou de “intelectuais coletivos”. E, ainda, se e como as redes sociais podem
contribuir para que a biblioteca seja um espaço de trocas e agente na construção de
conhecimentos.
A justificativa deste trabalho se dá por, estando em ambiente universitário,
percebermos um aumento na demanda por serviços e produtos virtuais, sendo as redes sociais
um canal que oferece interação entre a biblioteca e os usuários.
O presente trabalho tem por objetivo apontar a forma e a importância que as redes
sociais da biblioteca possuem no papel de construção do conhecimento coletivo, quando
compartilha informações e oferece produtos e serviços aos seus usuários.

2 Revisão de literatura
2.1 As bibliotecas universitárias
As bibliotecas universitárias fazem parte da infraestrutura acadêmica e sua relevância
vai além das avaliações do MEC ou de uma rotina de circulação (empréstimos, renovações e
devoluções) de materiais impressos e, ainda de modo incipiente, recursos multimeios ou
digitais. Os produtos e serviços oferecidos são diversificados e continuamente ajustados para
atender as demandas pedagógicas e acadêmicas da instituição na qual faz parte.
Cunha (2000) previa que a biblioteca universitária poderia ocupar o importante papel
de ser um dos suportes básicos na provisão de informação dentro dos programas de ensino à
distância. O sucesso das atividades de uma universidade virtual estaria relacionada à
dependência de um acervo digital para que houvesse ligação mais estreita entre os programas
de ensino formal e aqueles próprios do ensino à distância (CUNHA, 2000, p. 84).
Ainda para Cunha, nosso maior desafio seria o de acabar com aquilo que nos impede
de responder às necessidades de uma clientela em mudança, transformar os processos e
estruturas administrativas que caducaram e questionar as premissas existentes (CUNHA,
2000, p. 88).
No âmbito da comunicação científica, “as bibliotecas possuem duas funções básicas:
atuar como um arquivo de publicações e torná-las disponíveis para os sujeitos. Essas funções
são inter-relacionadas” (MEADOWS, 1999, p. 134). No caso específico da biblioteca
universitária suas funções estão voltadas para a comunidade acadêmica.

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As bibliotecas universitárias devem ser hoje, na concepção de González de
Gómez (2011, p. 240), parte das expectativas e possibilidades da construção dos espaços
comuns do conhecimento, aliando as potencialidades das tecnologias de informação com as
energias reflexivas e produtivas de seus processos infocomunicacionais, como sua
contribuição para tornar permeáveis e interativas as esferas públicas internas dos campos
disciplinares e as esferas práticas e instrumentais das complexas sociedades contemporâneas.
As bibliotecas como fundamentais instituições do conhecimento já eram parte da
aventura científica e participavam de algum modo da expansão da incipiente indústria
editorial, serão incorporadas e ressignificadas à luz das plurais funções que convergem na
universidade moderna (GONZÁLEZ DE GÓMEZ, 2011, p. 227).

2.2 As redes sociais
A ideia de rede social começou a ser utilizada no início do século XX como forma de
identificar as relações entre os vários elementos de um sistema social nas suas diferentes
dimensões e o primeiro uso do termo “rede social” data de 1933, quando o psiquiatra Jacob
Levi Moreno apresentou a ideia da utilização de diagramas e matrizes para o estudo de
relações entre pessoas.
A noção de rede social também está sendo desenvolvida na Antropologia social tendo
em vista a análise e descrição daqueles processos sociais que envolvem conexões que
transpassam os limites de grupos e categorias (BARNES, 1987, p. 163).
Redes são instrumentos apropriados para a economia capitalista baseada na inovação,
globalização e concentração descentralizada; para o trabalho, trabalhadores e empresas
voltadas para a flexibilidade e a adaptabilidade; para uma cultura de desconstrução e
reconstrução contínuas, Castells (apud MARTINHO, 2003, p. 10).
Para Castells, a sociedade em rede busca esclarecer a dinâmica econômica e social da
nova era da informação. As relações que a empresa mantém com suas principais clientelas
podem tanto ser um diferencial de concorrência quanto seus produtos ou serviços principais; o
modo como a empresa distribui informações e sistemas é elemento essencial na força de suas
relações; estar conectada não é mais adequado: as relações empresariais e as comunicações
que as sustentam devem existir na trama da “rede”. O modelo global em rede abre a
infraestrutura informática da empresa a todas as principais clientelas, impulsionando a rede
para conquistar vantagem perante a concorrência (CASTELLS, 2011, p. 225).
Marteleto divide as redes em primárias e secundárias. As redes primárias dizem
respeito às relações significativas que uma ou mais pessoas estabelecem cotidianamente ao
longo de suas vidas (relações de familiaridade, parentesco, vizinhança, amizade, entre outros)
e que respondem ao processo de socialização dos indivíduos. O processo é autônomo,
espontâneo e informal (MARTELETO, 2009, p. 29). “As redes secundárias formam-se pela
atuação coletiva de grupos, instituições e movimentos que defendem interesses comuns (...)
Rede social é entendida como uma forma de ação coletiva, resultado de um processo social
mais amplo” (MARTELETO, 2009, p. 31).

2.3 Bibliotecas e redes
O tema bibliotecas universitárias e redes sociais é abordado na literatura de forma
ampla, como em Maness (2007, p. 48),
(…) muitas das funções das bibliotecas ao longo da história têm sido
proporcionar um lugar de reunião comum, um lugar de compartilhar
identidade, comunicação, e ação. Redes sociais permitiriam que

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bibliotecários e usuários não somente interagissem, mas compartilhassem e
transformassem recursos dinamicamente em um meio eletrônico. Usuários
podem criar vínculos com a rede da biblioteca, ver o que outros usuários têm
em comum com suas necessidades de informação, com base em perfis
similares, demografias, fontes previamente acessadas, e um grande número
de dados que os usuários fornecem.

Para Burke (2003), “a biblioteca aumentou de importância, assim como de tamanho
depois da invenção da imprensa. Dentro da universidade, começava a rivalizar com a sala de
conferências, pelo menos em certos lugares” (BURKE, 2003, p. 56). Ele ainda relata que
nessa época, algumas bibliotecas não-universitárias passaram a ser locais de “troca de
informações e ideias”.
Os espaços públicos das cidades facilitavam a interação entre homens de
ação e homens de conhecimento, entre nobres e artesãos, entre o trabalho de
campo e o gabinete, em suma entre diferentes conhecimentos. As formas de
sociabilidade tinham - e ainda têm - influência sobre a distribuição e até
mesmo sobre a produção do conhecimento (BURKE, 2003, p. 57).

Burke (2003) também trabalha o conceito de República das Letras ou Comunidade do
Saber, uma comunidade internacional dos estudiosos em que as diferenças de religião eram
transcendidas pela cooperação entre os pares.
Já Le Coadic (1996) fala sobre os atores da comunidade científica explicando como
elas funcionam. O pesquisador transfere gratuitamente as informações que tem e, em troca,
tem confirmações de indivíduos que querem se tornar cientistas. Segundo Castells (2011),
diante da renovação das tecnologias e do processamento, ocorrida no século XX, os suportes
passaram a apresentar alternativas de comunicação, devido a sua capacidade de convergência.
Assim, os usuários, antes meros consumidores da informação, se transformaram em usuárioscriadores, produzindo e questionando o conteúdo encontrado na rede. Para Castells:
Há uma grande interpenetração entre os meios de comunicação de massa
tradicionais e as redes de comunicação baseadas na internet. As mídias
tradicionais estão usando blogs e redes interativas para distribuir seu
conteúdo e interagir com a audiência, misturando modos de comunicação
verticais e horizontais (CASTELLS, 2011, p. xv).

Nesta perspectiva interacional, a biblioteca aparece como mediadora e colaboradora de
seus usuários. Maness (2007, p. 45) utiliza o termo “biblioteca 2.0” para definir “a aplicação
de interação, colaboração, e tecnologias multimídia baseadas em web para serviços e coleções
de bibliotecas baseados em web”.
A biblioteca passa, então, a ser o centro e componente de uma comunidade
colaborativa focada em descobertas, capaz de criar vínculos entre grupos e indivíduos. Para
Mondini,
Fazer parte de comunidade das Instituições de Ensino Superior estabelece
uma relação de pertencimento, reforça o vínculo institucional dos alunos
com a instituição e promove as interações sociais dos alunos em um âmbito
maior do que apenas a troca com os colegas do próprio curso (MONDINI et
al.,2012, p. 52).

Por sua vez, Alguliyev et al. (2015) trabalham o conceito de bibliotecas digitais, que
consistem em compartilhamento, troca, relacionamento, cooperação, o que revela os aspectos
sociocêntricos e sociotécnicos desse ambiente.

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2.4 Inteligência coletiva
Para tratar mais especificamente sobre o tema das interações sociais, será abordado o
conceito de Inteligência coletiva de Pierre Lévy. Para ele, esta é uma inteligência distribuída
por toda parte, valorizada, coordenada em tempo real, causando mobilização efetiva das
competências. A base e o objetivo da inteligência coletiva são o reconhecimento e o
enriquecimento mútuo das pessoas (LÉVY, 2007, p.28).
Para Lèvy (2007, p. 30), ao valorizarmos o outro de acordo com seus saberes
contribuímos para mobilizá-lo, para desenvolver nele sentimentos de reconhecimento que
facilitarão, consequentemente, a implicação subjetiva de outras pessoas em projetos coletivos.
Para o autor, a coordenação das inteligências em tempo real baseia-se nas tecnologias
digitais da informação, possibilitando que a comunidade coordene suas interações no mesmo
universo virtual de conhecimentos (LÉVY, 2007, p. 29). Isso também torna necessário
identificar competências, ou seja, reconhecê-las em sua diversidade.
Assim, os saberes oficialmente válidos só representam uma ínfima minoria dos que
hoje estão ativos. Essa questão do reconhecimento é capital, pois ela não só tem por
finalidade uma melhor administração das competências nas empresas e nas coletividades em
geral, mas possui igualmente uma dimensão ético-política (LÉVY, 2007, p. 29).
Ao aceitar como fato que essa inteligência é valorizada e distribuída por toda parte,
Lévy propõe que passemos do fato ao projeto:
Pois essa inteligência tantas vezes desprezada, ignorada, inutilizada,
humilhada, justamente por isso não é valorizada. Numa época em que as
pessoas se preocupam cada vez mais em evitar o desperdício econômico ou
ecológico, parece que se dissipa o recurso mais precioso, a inteligência,
recusando-se a levá-la em conta, desenvolvê-la e empregá-la (LÉVY, 2007,
p. 29).

Então, pensamos em indivíduos “singulares, múltiplos, nômades e em via de
metamorfose”, que interagem (LÉVY, 2007, p. 31). Assim sendo,
Os intelectuais coletivos são as comunidades humanas comunicando consigo
mesmas, pensando a si próprias, partilhando e negociando permanentemente
suas relações e seus contextos de significações comuns (...). O mundo de um
intelectual coletivo não tem nada de estável e objetivo. Resulta de aberturas,
elaborações, usos e avaliações mutantes, continuamente reiteradas. De tal
modo que esse mundo deriva e transforma-se no ritmo das metamorfoses de
seu intelectual coletivo (LÉVY, 2007, p. 169- 70).

2.5 Biblioteca como fator para trocas, experiências e saberes
As interações sociais propiciam a formação de redes com pontos de convergência para
a troca de informações. Dessa forma, acredita-se que as redes sociais poderiam atuar,
principalmente, como um canal de comunicação entre a biblioteca e seus usuários e viceversa, bibliotecas e outras bibliotecas, e até mesmo entre os próprios usuários entre si
(AGUIAR, 2012, p. 64).
Existem sim desvantagens no uso de mídias sociais, porém, para ajudar na interação
com seu público elas cumprem um papel bem eficiente em comunicação. Afinal, através de
sua comunicação comumente mais informal e de caráter dinâmico, acabam por atrair visitas
que podem se tornar novos usuários da biblioteca (BIBLIOTECAS, 2013).

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De acordo com Nassi-Calò (2013), o uso de redes sociais em comunicação científica
pode ser assim resumido:
• as redes sociais podem ser usadas para selecionar informação relevante como filtros de
conteúdo;
• redes sociais estão sendo utilizadas por editores e publishers para recomendar e avaliar
artigos e outros conteúdos científicos, antes restrita a ambientes científicos e
instituições de pesquisa;
• as redes promovem interação entre todos os atores envolvidos no processo de
comunicação científica - publishers, editores, autores, leitores, e peer reviewers,
levando a ações cooperativas;
• redes sociais oferecem uma nova perspectiva para medir impacto científico que vai
além das citações, como referências compartilhadas, número de acessos e downloads
logo após a publicação, diminuindo o tempo de contagem de citações (2-5 anos);
• redes sociais também provêem novas possibilidades para a comunicação científica,
gerando novas formas de disseminação.
Corrêa usa o termo “consumidor 3.0”, para o sujeito que utiliza dispositivos
eletrônicos para resolver suas questões de informação, fazendo buscas a partir de smartphones
ou tablets conectados à Internet, independentemente de estar presencialmente em seu local de
trabalho ou de estudos. Este “consumidor” usa motores de busca como o Google para baixar
textos e documentos de seu interesse (CORRÊA, 2016, p. 63).
Em contraponto a isso, Correa apresenta a realidade das bibliotecas, uma realidade
analógica de empréstimo de livros. Assim, as bibliotecas precisam reinventar-se a fim de
acompanhar as transformações da sociedade digital, e isso exige muito mais uma revolução de
atitude do que uma revolução tecnológica (CORRÊA, 2016, p. 65).
Para a autora, as bibliotecas deveriam se transformar em lugares de aprendizado ativo,
experimental, com espaço para o diálogo e a criatividade coletivas. Experiências como as de
coworking e makerspaces já são realidade em muitos lugares mundo afora e estão apenas
começando a ser consideradas no Brasil (CORRÊA, 2016, p. 66).
Por tudo isso que foi exposto até aqui, a Biblioteca do Campus Osasco da Unifesp
criou um Blog em agosto de 2011. Inicialmente teve como preocupação a divulgação de uma
feira de livros que ocorreu naquele ano bem como algumas matérias relacionadas à periódicos
de acesso livre que havia nas áreas da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios
(EPPEN) da Unifesp.
Após esse momento inicial, e objetivando levar a informação até os usuários
quebrando o paradigma da Biblioteca que aguarda a vinda deles, iniciou-se a divulgação de
notícias relacionadas aos cursos da EPPEN, além de matérias de divulgação de produtos e
serviços da Biblioteca, algumas notícias de interesse público (como transporte e saúde
pública), tecnologia voltada aos negócios entre outras.
Além disso, em maio de 2013 foi criada a página da Biblioteca no Facebook, visando
disseminar informações e notícias entre o público da Biblioteca, a qual percebeu-se à época
que era em sua maioria usuária dessa rede social.

3 Materiais e métodos
Para desenvolver este trabalho, realizou-se uma pesquisa bibliográfica, levantando a
literatura já produzida sobre o tema, analisando alguns conceitos básicos para os nossos
questionamentos (redes sociais, intelectuais coletivos, análise de redes sociais). Também
fizemos um estudo quantitativo ao analisarmos as métricas do blog da biblioteca (número de
acessos e localização geográfica dos acessos).

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As métricas aqui descritas foram retiradas tanto da página de administrador do blog
(feitas pelo blogger) quanto do Google Analytics, ao qual se iniciou as estatísticas a partir do
ano de 2014.

4 Resultados parciais/finais
No espaço do saber, cada descoberta é uma criação. Centro de produção e de
apreciação das qualidades, não se deixa reduzir nem a flutuações, nem a distribuições de
quantidades. No Espaço do saber, conhecer é, em um mesmo movimento, redefinir sua
identidade, observar e modificar configurações dinâmicas, entregar-se a uma dialética da
avaliação, da decisão e da reavaliação permanente dos critérios de avaliação. O instrumento
de conhecimento do Espaço do saber (...) não objetiva nada: serve de ponto de apoio a uma
perpétua retomada dos processos de criação e de significação. Ferramenta de conhecimento de
si e de valorização das possibilidades incita ao exercício da liberdade (LÉVY, 2007, p. 175).
O espaço biblioteca e a forma livro como estruturas dos processos de organização,
disseminação e uso da informação estão sendo confrontados com formas inovadoras de
digitalização e virtualização dos registros do conhecimento e da cultura.
Os processos sociais de generalização e intensificação do uso da informação nas
dinâmicas produtivas e organizacionais demandam colaboração dos que trabalham com
informação. A informação está em toda parte, e a necessidade de saber trabalhar com ela
também. Este duplo movimento parece estar produzindo não apenas importantes
oportunidades para a Biblioteconomia, mas também inovações nas práticas profissionais e nas
bibliotecas juntamente com as redes sociais.
Nesse sentido, em agosto de 2011 foi criado o blog da Biblioteca. Sua criação
inicialmente teve em vista somente a comunidade usuária da Biblioteca, mas, como a internet
ultrapassa fronteiras, com o Blog ocorreu o mesmo: dentre os 10 países em que ele obteve
maiores visualizações estão o Brasil (como seria o natural), Estados Unidos, Alemanha,
Malásia, Rússia, Portugal, França, Canadá, Reino Unido e China, além de mais 90 países, de
todos os continentes. Considerando-se que a Organização das Nações Unidas (ONU) é
composta por 193 países membros, o Blog da Biblioteca do Campus Osasco da Unifesp já
obteve visualizações em mais de 50% dos países membros da ONU.
Gráfico 1 - Distribuição geográfica de visualizações até 20/04/2016.

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No Gráfico 1 pode ser conferida a distribuição geográfica das visualizações
considerando-se os 10 países com maiores números delas bem como a soma dos demais
(cerca de 90 países compõem essa estatística).
Até o presente momento (segunda quinzena de abril), ele possui quase duas mil e
oitocentas (2.800) postagens e pouco mais de duzentas mil (200.000) visualizações.
Em maio de 2013 foi criada a página da Biblioteca no Facebook, pois percebemos que
essa rede social é amplamente utilizada pela nossa comunidade de usuários. Além de dar
publicidade às notícias veiculadas pelo Blog, traz também outras matérias de interesse dos
usuários, tais como tecnologia, publicações sobre estágios, de interesse público, além dos
serviços da Biblioteca. Possui cerca de 500 a 1.000 visualizações por semana, tendo sido
curtida por cerca de 700 pessoas.

5 Considerações parciais/finais
Existem muitos trabalhos sobre redes sociais em Bibliotecas sendo realizados em
países diferentes e ter acesso a esses exemplos de práticas são fundamentais para a melhoria
dos serviços e do perfil dos profissionais de Biblioteconomia no Brasil. Além disso, com esse
acervo de informações, é possível criar um bibliotecário atualizado e mais informado das
possibilidades da sua área.
De acordo com Aguiar (2012, p. 64) as interações sociais propiciam a formação de
redes com pontos de convergência para a troca de informações. Dessa forma, acredita-se que
as redes sociais poderiam atuar, principalmente, como um canal de comunicação entre a
biblioteca e seus usuários e vice-versa, bibliotecas e outras bibliotecas, e até mesmo entre os
próprios usuários entre si. Isso pôde ser observado em nossas redes sociais, pois elas servem
de canal para que os usuários possam entrar em contato, tirar dúvidas, fazer sugestões, e, em
dados momentos, outros usuários respondiam e ajudavam a quem tivesse dúvidas.
Isso é um exemplo de como a biblioteca pode ser parte de intelectuais coletivos e
deixar de ser um mero depósito de livros. As bibliotecas nas redes sociais são mais uma forma
de colaborar ativamente na construção do conhecimento de todos que conseguem acessá-la.
Sendo mais um canal de acesso para fomentar a inteligência coletiva.

6 Referências
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um estudo exploratório na UNESP, UNICAMP e USP. 184f. 2012. Dissertação (Mestrado
em Ciência da Informação na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo),
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Disponível em:

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PRÍNCIPE, E. Comunicação científica e redes sociais. In: ALBAGLI, Sarita. Fronteiras da
Ciência da Informação. Brasília: IBICT, 2013. p. 198-218 Disponível em:
&lt;http://livroaberto.ibict.br/handle/1/1020&gt;. Acesso em: 24 mar. 2016.

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Com o avanço da internet, o contato entre pessoas de diferentes países se tornou mais próximo. As redes sociais passaram a funcionar também como uma rede profissional virtual na qual pessoas com o mesmo interesse debatem e compartilham novidades umas com as outras. As bibliotecas, em busca de acompanhar o desenvolvimento tecnológico e serem ativas na comunicação, estão usando ferramentas que permitem às instituições maior interatividade e comunicação na relação com os usuários reais e potenciais, atingindo públicos inimagináveis. O objetivo deste trabalho é analisar o uso de blog e facebook como ferramentas de comunicação da biblioteca da Unifesp Campus Osasco - EPPEN e como eles podem colaborar para compartilhamento e criação de conhecimentos e de Intelectuais coletivos, como espaços de interação e trocas e sendo agentes na construção do conhecimento. Para tal, usaremos a abordagem conceitual de Pierre Lévy.</text>
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